Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

ROTA FONTE DA PIPA

Os atletas das LEBRES E TARTATRUGAS deixaram mais uma marca das suas pegadas num novo local  e numa nova corrida. Quase a entrarmos no sexto ano ininterrupto de intensa actividade demos seguimento a um dos nossos grandes objectivos, que consiste numa diversificação de eventos, à procura de novas emoções e de novos desafios.

 

Na Rota Fonte da Pipa alinharam os dois Carlos, cada um imbuído de espíritos e de motivações diferentes, mas alinhados com o seu estado de forma actual. Um procura, e enquanto pode, quebrar os próprios limites e estabelecer novos recordes individuais. Como quer dificultar o futuro. O outro, ainda a recuperar de uma já longa lesão na coluna, esqueceu por ora os recordes e procura um novo ritmo de acordo com as actuais capacidades.

 

Na distância de 12 Km apenas tínhamos participado em algumas edições dos 12 Km de Salvaterra de Magos, prova esta que se desenrolava na lezíria ribatejana e num percurso todo ele plano. Na Rota Fonte da Pipa deparámo-nos com um cenário bastante diferente. Um percurso bem mais acidentado com uns primeiros quilómetros praticamente sempre a subir e constituindo a parte mais difícil da corrida. Nada mau para aquecer bem os músculos e os pulmões. Logo aí os nossos dois atletas se separaram já que os ritmos são actualmente diferentes. Só após decorridos cerca de três quilómetros é que o declive começa a abrandar e a velocidade a aumentar. Fora da cidade de Torres Vedras vamos ao encontro do campo. Num sobe e desce constante tanto dá para recuperar nas descidas como para aumentar o nosso ritmo de corrida. As passadas curtas com que se atacam as subidas dão lugar a uma maior amplitude dos movimentos das pernas e, consequentemente, permitindo-nos incrementar a velocidade. Entramos naquela costumeira fase de ultrapassarmos e sermos ultrapassados. Assim é que as corridas têm interesse. Estamos constantemente a encontrar e a colocar a nós próprios desafios temporários. Seja alcançar o atleta que vai mais à frente, seja recuperar um lugar perdido quando outro companheiro nos passa.

 

Decorridos nove quilómetros deixamos o alcatrão e entramos na várzea de Torres Vedras. Apesar do algum cansaço que já sentimos é motivo de grande satisfação pois será, provavelmente, a parte mais bela desta bela corrida.

 

Quando ultrapassamos a marca dos dez quilómetros regressamos à estrada para atacarmos a parte final do percurso. A chuva dá mostras de querer aparecer com alguns pingos grossos a refrescarem as nossas cabeças. Mas foi “chuva de pouca dura”. E, se até esta fase as marcações quilométricas estavam certas, uma vez mais, e à semelhança de outras corridas operacionalizadas pela Xistarca, somos involuntariamente obrigados a correr mais algumas centenas de metros. O último quilómetro é mais longo exactamente quando as nossas pernas nos pedem um “desconto”. Os Lebres e Tartarugas registaram mais de trezentos metros na distância cumprida. Não percebemos como isto acontece com uma entidade que ostenta pomposa e gloriosamente um legado de um quarto de século a organizar provas de atletismo. E a qualidade da sua organização tem vindo a variar na razão inversa do aumento do preço das inscrições. Estranho, não é?

 

Esquecidos estes aspectos menos agradáveis a equipa reagrupou-se e, após troca de camisola no carro de serviço, encetou o regresso a casa. Com a satisfação do dever cumprido fomos unânimes em classificar a Rota da Fonte da Pipa como uma prova seguramente a repetir. Foi mesmo uma das nossas mais interessantes corridas. E logo nos apressámos a ligar ao atleta Frederico que tinha ficado em casa dizendo-lhe quão agradável foi a corrida e como tínhamos pena que ele não estivesse ali connosco a testemunhar esta nova aventura. Decididamente que no próximo ano repetiremos esta corrida, e já com a equipa reforçada.

 

É tempo de recuperar para o próximo fim-de-semana. Segue-se aquela que muitos consideram a mais bela corrida que se realiza em Portugal: o Grande Prémio do Fim da Europa.

 

Atletas que concluiram a prova: 677

Vencedor: Alex Scutaru (GDCR Ponterrolense): 0:42:26

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 437)

 Classificação Geral: 254º - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 0:59:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:03

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,19Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA DISTÂNCIA DE 12 KM  

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº436)

Classificação Geral: 513º - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 1:09:56/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:09:45

Tempo médio/Km: 5m:49s  <=> Velocidade média: 10,32Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 19 - Rota Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
  • 26 - Grande Prémio do Fim da Europa - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:33

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