Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

GRANDE PRÉMIO DO FIM DA EUROPA

“Dificilmente haverá prova mais Bonita (…)”

 

Há frases felizes. E esta, retirada do “Fórum Mundo de Corrida”, traduz na exactidão o sentimento com que todos encaram uma corrida que, ano após ano, tem vindo a ganhar maior expressão e adesão da parte dos chamados atletas populares.

 

Pelo quarto ano consecutivo os LEBRES E TARTARUGAS elegeram o Grande Prémio do Fim da Europa como uma das corridas obrigatórias. Mesmo em 2012, por força da desistência de apoios à organização, marcaram presença no então denominado “Treino do Fim da Europa” fruto de uma organização pessoal para todos aqueles que não aceitaram a não realização desta emblemática corrida. Na altura, e mesmo espaço, até a apelidámos de “uma não organização bem organizada”.

 

Nunca é de mais referir que o cenário no qual se desenvolve este evento é um dos mais belos de todos os que servem como pano de fundo às mais variadas corridas em que temos participado.

 

O facto de há dois não se ter realizado o Grande Prémio do Fim da Europa contribuiu para um ainda maior interesse por esta corrida. Muitos são os que por nada deste mundo querem ficar de fora deste encontro desportivo. Com cerca de dois meses de antecedência as vagas voaram a uma velocidade bem acima daquela com que os atletas percorrem os primeiros quilómetros da corrida. Este ano o recorde de inscrições foi batido pelo que a organização se viu “obrigada” a disponibilizar mais algumas centenas de vagas. E optou mesmo por implementar um esquema de partidas faseadas de modo a evitar o caos logo após o tiro de largada para o assalto à Serra de Sintra.

 

Como já é hábito os nossos atletas prepararam bem a logística necessária a uma corrida em linha, com a partida e a chegada em locais diferentes e distantes um do outro. De véspera asseguraram que uma viatura ficasse parqueada na localidade de Azóia para assegurar o regresso dos atletas a Sintra. Como o estacionamento em Sintra não fácil optámos por nos encontrarmos em Lisboa e partirmos todos juntos no único automóvel, de preferência o mais pequeno e que coubesse em algum “buraco”.

 

Chegados com mais de meia-hora de antecedência conseguimos estacionar o carro no parque habitual e bem perto do local da partida. Um dos nossos atletas ainda teve tempo para entregar à organização um saco com camisolas que nos iriam ser muito úteis após terminarmos a corrida.

 

Como se costuma dizer tudo estava a correr “às mil maravilhas”.

 

Às dez em ponto é dado o primeiro tiro de partida. Lançamo-nos ao ataque dos primeiros cinco quilómetros que constituem a fase inicial de subida da Serra de Sintra. O percurso é o mesmo dos anos anteriores. O ambiente espectacular como já é habitual. Mesmo aquela derradeira mas terrível escalada aos nove quilómetros já não nos mete medo. E, para aqueles que não se dão nada bem com descidas íngremes e vertiginosas, todo o cuidado é pouco com cerca de sete quilómetros sempre a descer. Como sempre vê-se de tudo um pouco. Até um atleta, que se decidiu a certa altura por correr descalço, ultrapassou-nos com os sapatos nas mãos e, preferencialmente, a escolher as bermas em terra batida como melhor piso para o seu “calçado natural”.

 

Com a meta à vista encontramos a mais insólita atleta participante no Grande Prémio do Fim da Europa. Com uma indumentária um pouco estranha por breves instantes nos desligámos da corrida e prestámos mais atenção a esta corredora oriunda do oriente distante. O reduzido equipamento não era a principal nota de destaque. Para espanto de todos esta corredora não utilizava uns sapatos quaisquer. Trocou os ténis de corrida por rígidas e pesadonas botas de esqui na neve. Certamente que não terá percorrido todo o trajecto assim equipada. Mas serviu como um “chamar de atenção” de todos, atletas e público que se perfilava ao longo do último quilómetro de corrida.

 Feito o reagrupamento da equipa, e após alguns minutos (muitos para os que terminaram a prova mais cedo) de descanso empreendemos o regresso a Azóia para aí recuperarmos o nosso segundo veículo que nos levaria de volta à “Casa da Partida". Este frio e húmido Domingo de Janeiro estava a decorrer em grande e sem peripécias de maior. Mas nós não sabemos viver assim. Temos de introduzir algum “picante” na nossa pacata vida. Quando o Carlos Gonçalves entrega ao Frederico a chave da segunda viatura alerta-o para o facto deste ter uma luzinha vermelha sempre acesa. Intrigado contrapõe que o comando não dispõe de qualquer luz. É então que o terror se apodera do seu olhar. O que o Frederico tinha dado ao Carlos Gonçalves em Sintra não era o comando de um carro mas, pasme-se, o dispositivo de abertura à distância de um portão de uma moradia.  Por breves segundos o silêncio cercou-nos. Passado o impacto inicial conseguimos começar a raciocinar em grupo de modo a encontrarmos a melhor solução para que o nosso regresso a Sintra fosse possível. Ainda chegámos a equacionar fazer a pé os cerca de quinze quilómetros que nos faltavam percorrer até ao parque onde tínhamos deixado o outro veículo. Cada um deu a sua opinião. Houve quem pensasse em pedir boleia e houve quem decidisse então recorrer a uma agente da GNR que prontamente se dispôs a ajudar-nos. Simpática, e bem jeitosa (cuidado pois não podemos referirmo-nos nestes modos à Autoridade), de imediato interpelou os motoristas dos autocarros de serviço para nos arranjar transporte até Sintra.

 

Enquanto esperávamos pela nossa vez surgiu do nada um atleta num  Dacia Duster que, após o nosso pedido, se prontificou a dar-nos boleia até perto do nosso primeiro veículo.

 

De volta ao aconchego do Fiat 500 do Frederico só tivemos de voltar à localidade de Azóia para irmos buscar o segundo veículo. Foi também a oportunidade para revermos o percurso do Grande Prémio  do Fim da Europa mas desta vez sem que nos custassem muito as subidas nem nos doessem os pés a travar nas descidas.

 

Já temos mais uma história para contar um dia mais tarde aos nossos netos ou para revivermos momentos felizes num qualquer almoço ou jantar com a nossa família e amigos.

 

Com esta prova os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS completaram 95 corridas em conjunto. O mítico número 100 está cada vez mais próximo.

 

Atletas que concluiram a prova: 1865

Vencedor: MÁRIO FERREIRA (Individual): 0:58:16

 

HUGO FERREIRA (Dorsal Nº 446)

Classificação Geral: 312º - Classificação no Escalão M35: 74º

Tempo Oficial: 1:20:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:20:21

Tempo médio/Km: 4m:45s  <=> Velocidade média: 12,65Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº445)

Classificação Geral: 1662º - Classificação no Escalão M50: 124º

Tempo Oficial: 1:50:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:49:38

Tempo médio/Km: 6m:28s  <=> Velocidade média: 9,27Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 444)

 Classificação Geral: 457º - Classificação no Escalão M50: 30º

Tempo Oficial: 1:24:11/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:23:40

Tempo médio/Km: 4m:56s  <=> Velocidade média: 12,15Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº443)

Classificação Geral: 1104º - Classificação no Escalão M55: 39º

Tempo Oficial: 1:35:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:35:02

Tempo médio/Km: 5m:36s  <=> Velocidade média: 10,70Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Corridas do Mês de Janeiro

 

  • 19 - Rota Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
  • 26 - Grande Prémio do Fim da Europa - 16,945 Km

 

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 2 - Grande Prémio de Grândola - 10 Km
  • 16 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km 
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:52

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