Quinta-feira, 29 de Maio de 2014

CORRIDA DO GUINCHO - Entre Serra e Mar

No já longínquo dia 30 de Maio de 2010 o Frederico e o Carlos Gonçalves abalançaram-se à sua primeira participação em corridas de montanha. Vindo de uma lesão que o obrigou a cumprir parte da Corrida do 1º de Maio dentro de uma ambulância, e que também o forçou a algumas ausências numa altura que os três LEBRES E TARTARUGAS participavam em conjunto em todas as corridas em que se inscreviam, o Frederico, dê lá por onde der, descobriu a, pelo menos para nós, mítica Corrida do Guincho – Entre Serra e Mar. E com isto experimentaram uma nova modalidade que tem vindo a crescer de popularidade numa altura em que correr entrou definitivamente na moda.

 

É certo que um dos nossos atletas não é um entusiasta adepto da montanha optando muito mais facilmente, e também com muito maior apreço, pelas provas de estrada. Bem mais velozes e sem obstáculos e “sobressaltos” que possam colocar, e por vezes põem, a integridade do atleta em risco. É de nós os três aquele que normalmente “vota contra” às provas de montanha. Mas como o gosto pela companhia é superior aos “riscos” das corridas “off the road” acaba, em algumas situações, por completar e enriquecer o trio das LEBRES E TARTARUGAS.

 

E não somos só nós a teimar em marcar presença na Aldeia de Janes. Muitas caras conhecidas se revêem anualmente na Corrida do Guincho.

 

Nos últimos três anos o percurso não sofreu alteração tendo como grande atractivo e tremendo desafio a enorme e “impossível” parede de alcatrão que só alguns teimosamente se esforçam por ultrapassar em passo de corrida.

 

Caros Atletas e Caminheiros,

 

Informados, por parte das forças de segurança, da impossibilidade de garantirem o total controlo do trânsito automóvel nos locais mais sensíveis do percurso, vimos por este meio comunicar que procedemos às seguintes alterações na 8ª CORRIDA DO GUINCHO "entre serra e mar".

 

Foi assim que, na véspera da prova, a organização informou os vários participantes da alteração do percurso da edição de 2014.

 

Como nem toda a boa gente consultou os seus “mails” no sábado, foi com alguma surpresa que, de manhã, quando levantaram os respectivos dorsais, souberam das recentes mudanças. Como o novo local de partida ficava distante donde tinham inicialmente estacionado as viaturas uns optaram por se deslocarem para o novo local de partida de carro e aí procurarem, com alguma dificuldade, lugar de estacionamento. Felizmente que os Tartarugas tinham a sua “treinadora” presente o que lhes resolveu este problema. Outros, não tão bafejados pela sorte, optaram por um aquecimento em corrida desde a Aldeia de Janes até ao campo de futebol da Malveira da Serra.

 

Perfilados no aglomerado de atletas antes do habitual e necessário controlo de presença, ouvíamos de elementos da organização que o percurso seria totalmente novo, sem travessia de qualquer estrada alcatroada, e desenvolver-se-ia num magnífico ambiente tendo por cenário a Serra de Sintra e o Oceano Atlântico.

 

Como prova de montanha que se preze o piso apresentou-se cheio de irregularidades pelo que toda a atenção seria fundamental. Com um começo praticamente a descer e a requerer maior destreza para evitar um “espalhanço” logo na abertura, os atletas lançam-se, como podem, à aventura. Uma sucessão de subidas complicadas, logo acompanhadas de descidas bem radicais ao nível do BTT, cada um corre, ou anda, como pode. De vez em quando lá aparecia um estrangulamento que impedia, ainda que momentaneamente, ultrapassagens funcionando os atletas mais lentos como que um tampão para os mais destemidos (ou mais inconscientes) e que queriam correr mais depressa. Praticamente não tivémos grandes troços planos. E como que a querer compensar-nos da eliminação da já falada “parede” em cimento, ainda encontrámos uma “subidinha” em empedrado que não deixou de causar algumas mossas e obrigou muitos atletas a andarem em vez de correrem.

 

Sem que nos apercebêssemos passámos duas vezes pelo mesmo local onde nos aguardava a nossa “treinadora”. Pensávamos que se tinha deslocado de um ponto para outro mas, na realidade, tinha assentado arraiais naquele lugar vendo-nos por um par de vezes.

 

Uma corrida de montanha encerra sempre alguns percalços. E o nosso atleta Carlos Teixeira – o tal que “vota contra” as corridas de trail – teve o seu contratempo. Talvez por maior dificuldade de adaptação a este tipo de piso, ele é o nosso Estradista de eleição, a certa altura não controlou como deveria os acidentes do percurso e teve queda certa. Sem se aperceber perdeu o seu relógio/GPS Garmin naquela queda aparatosa que lhe deixou marcas bem visíveis tanto numa das mãos como num dos joelhos. A certa altura teve de voltar para trás durante cerca de um quilómetro à procura do relógio. Felizmente que acabou por o encontrar. Todavia o desespero levou-o praticamente a desistir da corrida. O primeiro acto logo após ter encontrado o relógio foi desligar o cronómetro. A corrida tinha deixado de fazer sentido pelo que a sua única preocupação passava por concluir rapidamente a prova sem qualquer interesse numa boa classificação ou num bom tempo.

 

À chegada, após o reagrupamento da nossa equipa, uns (os trailistas) elogiavam quanto podiam a qualidade do percurso. Tinha sido uma aposta ganha da organização. ”Ainda bem que a Polícia não compareceu” e que foi “inventado” um percurso que em nada ficou a dever aos das edições anteriores. O nosso colega do voto contra, no meio do seu desespero, proferia algumas palavras menso abonatórias afirmando que a corrida não tinha tido qualquer interesse e que teria sido preferível ficar perto de casa a treinar com resultados bem melhores.

 

São opiniões legítimas de cada um.

 

Atletas que concluiram a prova: 540

Vencedor: JOSÉ GASPAR (Individual): 0:40:00

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº463)

Classificação Geral: 420º - Classificação no Escalão M50: 36º

Tempo Oficial: 1:22:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:21:47

Tempo médio/Km: 8m:11s  <=> Velocidade média: 7,34Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº461)

Classificação Geral: 376º - Classificação no Escalão M50: 34º

Tempo Oficial: 1:18:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:17:47

Tempo médio/Km: 7m:47s  <=> Velocidade média: 7,71Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº462)

Classificação Geral: 210º - Classificação no Escalão M55: 12º

Tempo Oficial: 1:08:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:07:50

Tempo médio/Km: 6m:47s  <=> Velocidade média: 8,85Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

CLASSIFICAÇÃO POR EQUIPAS - Lebres e Tartarugas: 41º(em 46 equipas classificadas)

 

Corridas do Mês de Maio 

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 11 - Trail Castelo de Abrantes - 15 Km => Frederico e Carlos Gonçalves
  • 11 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km => Carlos Teixeira
  • 17 - Ultra Trail de S. Mamede (Portalegre) - 100 Km
  • 17 - BES Run Challenge (Costa de Caparica) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico
  • 25 - Corrida do Guincho/Entre Serra e Mar - 12 Km

Calendário para o Mês de Junho 

  • 1 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 7 - Bes Run Challenge (Lisboa) - 10 Km
  • 8 - Escalada do Mendro (Vidigueira) - 11 Km
  • 21 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Monsanto) - 42,195 Km
  • 28 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:39

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