Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

CORK TRAIL

Mais um fim de semana-de grande actividade com a equipa das LEBRES E TARTARUGAS em acção em diversas frentes. E foi também mais uma vez que cada um dos fundadores da nossa equipa optou por participar em cenários diferentes.

 

O Carlos Teixeira, mantendo-se fiel ao alcatrão, foi buscar mais um “Sino” à Corrida do mesmo nome que se realiza anualmente em Mafra.

 

O Carlos Gonçalves regressou ao ambiente no qual se sente mais motivado e que lhe dá ainda grande prazer quando decide calçar as sapatilhas e fazer algo mais do que simplesmente correr.

 

O Frederico rumou a Londres para participar com o seu filho Gonçalo numa prova de estrada de dez quilómetros. Não só cumpriu a segunda internacionalização como teve ainda a oportunidade de perceber no meio do pelotão quais as opiniões que se dividem em torno da grande confusão que é o Brexit.

 

Cada uma destas experiências será alvo de crónica própria.

 

Cork Trail 2019.jpg

E cabe-me contar a minha “história” acerca da sexta edição do Cork Trail que se realizou uma vez mais no concelho de Coruche, mais propriamente na zona da antiga freguesia de Vila Nova da Erra.

 

Apesar da sua ainda curta vida o Cork Trail não tem adormecido à sombra do sucesso. Todos os anos reinventa o percurso mantendo todavia os troços mais emblemáticos. Das quatro edições em que este humilde Tartaruga participou esta foi, sem dúvida, a melhor.

 

Como foi dito no “briefing” não estamos em montanha pelo não iríamos encontrar aquelas escaladas íngremes e acidentadas. Todavia a empresa que montou o percurso ainda conseguiu oferecer-nos algumas subidas bem exigentes nas quais era necessário ligar, aqui ou ali, a tracção integral, vulgo “quatro patas”. E também, e uma vez mais, o percurso foi devidamente “apimentado” com descidas por vezes de cortar a respiração onde todo o cuidado era pouco para não descambar num grande trambolhão. Se por um lado a quase ausente humidade no piso que dificultava o equilíbrio por outro a “secura” do terreno tornava a aderência mais incerta, provocando algumas escorregadelas que não sabíamos quando terminariam. Só a areia presente em alguns segmentos é que travava o andamento dando uma considerável ajuda aos menos afoitos e adaptados a descidas longas e bem inclinadas.

 

Aqui e além cruzávamo-nos com os Caminheiros. Quando assim não sucedia pelo menos avistámo-los mais ao longe.

 

Integrei-me num pequeno grupo de atletas em que oram uns passavam para a frente ora eram ultrapassados. Assim não estávamos completamente sozinhos permitindo-nos entabular pequenas conversas de ocasião.

 

Afinal a lama também marcou presença. Ao longo de alguns trilhos a cota mais baixa ainda conseguimos encontrar zonas bem “aguadas” que dificultavam o avanço no terreno e que, por vezes, quase nos sugavam os nossos ténis correndo o risco de desaparecerem no meio daquele semi-pântano.

 

Os últimos oito quilómetros, esses sim, mantiveram-se com o mesmo figurino de outros anos. É nesta fase que vamos reencontrar as passagens mais complicadas principalmente em termos de ordem técnica. Sorte a nossa não termos a lama do ano passado.

 

À passagem pelo último quilómetro, já na estrada alcatroada que liga Erra a Coruche, o Carlos Gonçalves responde ao incitamento de um elemento feminino da organização afirmando que só faltava um quilómetro. “Agora é sempre a descer”, respondo-lhe eu. Silêncio da minha interlocutora. Pois, ainda havia uma última subida até às ruínas de um velho e desactivado moinho. “Está bem”, respondo-lhe eu.

 

Tendo feito todo o Trail em bom ritmo este atleta pensava para si ter sido esta a melhor edição de sempre. Decididamente que está no TOP 5 das suas preferências, talvez mesmo nos três primeiros lugares.E nos primeiros metros da subida dou por mim a pensar que desta vez não tinha tido a companhia das “terríveis cãibras” que fazem sempre questão de aparecer. Parece que foi de propósito e logo começo a ter algumas ameaças musculares na minha perna esquerda.

 

"Estúpido". Um diálogo surdo trava-se por breves instantes entre o meu pensamento e a minha parte mais racional. "Porque foste pensar nisso?"

 

Depois de algumas massagens aos músculos mais desgastados, juntamente com um abrandar do andamento, consegui ultrapassar este pequeno contratempo. Já de regresso ao alcatrão, e com a Vila Nova da Erra à vista, consigo impor um ritmo de corrida constante e sem mais queixas de ordem muscular.

 

“Só faltam mais quinhentos metros”, indicam alguns atletas que também aplaudem a minha passagem e a de uma atleta que se tinha aproximado de mim.

 

Acelero até à Meta. Os últimos duzentos metros são terríveis com uma pendente positiva bastante forte. Vislumbro a Manga da Partida/Chegada. Foi mais um Cork Trail concluído. E que venham muitos mais.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: AITE TAMANG (Vitória FC Trail Running): 1:40:45

 Atletas que concluiram a Prova: 267

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
291
M60
2500º

3:40:00
ND
10:29
5,73

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

 

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

Corridas para o Mês de Abril

  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:05

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