Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

GRANDE PRÉMIO DE NATAL - Comentários da Prova

O que se passou na parte final desta prova foi verdadeiramente

LAMENTÁVEL!!!

É completamente inadmissível que, após a meta, seja instalado um "funil" para entrega de camisolas e de águas entupindo completamente a zona onde estava instalado o pórtico de controlo dos tempos dos atletas. Com este atribulado fim da corrida todo o esforço dos corredores, na tentativa de conseguirem tempos recorde nesta distância, foi literalmente anulado. Melhor ainda, desprezado.  Não foi, por isso, estranho o conjunto de reacções extremamente negativas dos corredores, alterados no seu comportamento racional, chegando mesmo a insultar aqueles que apenas ali estavam a assegurar o controlo dos tempos e que, muito inocentemente, nada tinham a ver com aquela "bagunça final".

 

A relembrar e a considerar pela Associação de Atletismo de Lisboa na realização das próximas edições do Grande Prémio de Natal. Até porque já se realizaram 52 edições. Há que aprender com os erros.

 

E passemos agora aos comentários da prova.

 

As condições eram as propícias à realização de uma prova de rua. O percurso convidava à obtenção de bons tempos, quiçá de superação das melhores marcas individuais na distância de 10 quilómetros. E, a atender aos vários comentários que se iam ouvindo, a grande maioria dos atletas estava ali exactamente com esse grande desígnio.

 

É difícil encontrar um percurso melhor do que o escolhido. Com o início na Praça Duque de Saldanha nada como uns primeiros quilómetros sempre a descer. Uma descida suave, ideal para um bom aquecimento dos músculos e das articulações. E os corredores aproveitaram esta fase para encontrarem o ritmo mais adequado ao objectivo final.

 

Ao contornarmos a  Churrasqueira do Campo Grande, começa a aumentar o rimo da corrida. Inicia-se então a ligeira subida para o ponto mais alto do trajecto, exactamente no mesmo local onde se inciou a corrida. Mas os atletas nem notavam que estavam a subir tal era a ânsia no bater dos seus recordes pessoais. Era a oportunidade do "agora ou nunca". Sempre a descer desde o Saldanha até à meta nos Restauradores. Querem melhor do que isto?

 

O ritmo aumentava à medida que nos aproximávamos do final. Não se via no rosto dos atletas qualquer marca de esforço. Antes espelhavam o desejo de obterem um bom tempo, aliás um tempo de eleição em função das capacidades de cada um.

 

A Avenida da Liberdade foi corrida num ápice. E já se vislumbrava o "fim da linha" nos Restauradores, mas que só seria atingido depois de uma volta ao Rossio. Ao olhar de soslaio para o "placard" com o tempo da corrida colocado junto à meta, maior era a convicção de que se iria conseguir o tão almejado recorde. À saída do Rossio, na entrada na Praça dos Restauradores, dá-se o "sprint" final ... Mas para quê? A menos de 100 metros estava instalado o "CAOS" total com o já aludido engarrafamento que se estendia para além da linha de meta. Mais parecia o "garrafão" da Ponte 25 de Abril em horas de ponta.

 

Foi o desalento total com os "artistas" a perderem tempo significativo sem poderem fazer algo. Esfumou-se então o estabelecimento de tempos de referência.

 

Só neste "pára e arranca" as nossas TARTARUGAS perderam mais de cinco minutos. E tudo apenas para receberem uma camisola e uma garrafa de água. SIm só uma garrafa pois "podia não chegar para todos". O mesmo não se passou com as "t-shirts" pois houve quem tivésse recebido duas ...

 

Um  último reparo à organização. Aonde estavam os "placards" com os quilómetros já cumpridos?

 

Apesar de todos as contrariedades o que importa realçar foi o sentimento de dever cumprido dos corredores. O seu desempenho esteve em consonância com a quebra de recordes. E se o não conseguiram foi por motivos completamente alheios aos esforçados artistas.

 

Para a memória futura fica o registo dos tempos conseguidos.

 

Numa prova em que terminaram 1009 atletas o melhor tempo foi de 28 minutos e 4 segundos.

 

Quanto às nossas TARTARUGAS apresentam-se os tempos cronometrados por cada um até ao ponto de paragem no engarrafamento. No máximo deveríamos acresentar 30 segundos para o tempo final.

 

Indicam-se também os tempos e classificações oficialmente divulgados.

 

FREDERICO SOUSA

Tempo individual - 0:55:55

Tempo oficial - 01:02:50/Ritmo quilométrico: 6 m 17 s

Classificação Geral: 976º

 

CARLOS CATELA

Tempo individual - 0:49:38 

Tempo oficial - 00:51:20/Ritmo quilométrico: 5 m 8 s

Classificação Geral: 773º

 

CARLOS GONÇALVES

Tempo individual - 0:45:28

Tempo oficial - 00:50:09/Ritmo quilométrico: 5 m 01 s

Classificação Geral: 629º

 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 01:06

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