Segunda-feira, 9 de Dezembro de 2013

1ª MEIA MARATONA DOS DESCOBRIMENTOS - Lisboa

Finalmente os três membros fundadores das LEBRES & TARTARUGAS voltaram reunir-se  numa prova de atletismo. Já vai longe o dia 1 de Setembro no qual estes bravos heróis estiveram juntos na “rentrée” da época que, como habitualmente, inclui a participação na Corrida dos Moinhos de Penacova. Esta foi mesmo a última participação do nosso atleta mais veterano (Carlos Gonçalves) que, fruto de uma arreliadora, e quase tenebrosa, lesão na coluna, foi forçado a um afastamento não voluntário da competição. Uma queda aparentemente inofensiva na praia provocou consequências bem mais graves do que seria de supor. O atleta já nem sequer devia ter participado nos "Moinhos de Penacova”. Mas a vontade de reencontrar o cenário de uma das mais belas provas em que temos marcado presença levou a que cometesse uma pequena loucura. E como costuma dizer o ditado “os erros pagam-se caros”.

 

Seguiram-se dois meses de completa inactividade, com algumas passagens pelo hospital de permeio. Chegou-se mesmo a pensar que as corridas iriam passar a ser apenas “passado”.

 

O apoio dos outros dois companheiros, sempre preocupados com o colega mais “ousado e aventureiro” (para não lhe chamarmos mais MALUCO), foi decisivo na recuperação quer física quer psicológica. Para trás ficam as falhadas participações nas Maratonas Lusas – Lisboa e Porto – e para as quais os três Tartarugas se prepararam afincadamente. Mas as lesões também são parte integrante do desporto. É nos momentos difíceis que se revelam os verdadeiros desportistas.

 

Neste regresso à competição mais do que testar a forma do atleta serviu como um teste à condição física. Talvez devesse ter optado por uma corrida mais curta. Mas a inscrição na nova Meia Maratona dos Descobrimentos já tinha sido feita no longínquo mês de Setembro e não queria deitar mais dinheiro ao lixo. Serviu para voltar um pouco às origens e encarar a corrida como um momento de distracção e de convívio deixando de lado a “guerra da competição pela obtenção de recordes”. Mais parecia a primeira Meia-Maratona deste corredor e na qual o principal objectivo era terminar a corrida e sem qualquer paragem. E o objectivo foi amplamente cumprido.

Numa manhã bem fria os quatro atletas – os três Tartarugas Fundadores mais a recente aquisição Hugo Ferreira – encontraram-se no Bairro do Restelo para juntos se dirigirem até ao local de partida. O frio era tal que até o Frederico apareceu literalmente “ensacado” num plástico de uma lavandaria. E nem sequer deixava os braços de fora.

 

Com a maioria dos atletas já alinhados na “grelha de partida” desordenada foi guardado um minuto de silêncio pela morte do líder e símbolo Sul Africano Nelson Mandela. Às dez em ponto é dado finalmente o tiro de partida. Cada um ao seu ritmo, e com aspirações bem diferentes, os quatro tartarugas lançam-se à estrada para devorarem os cerca de vinte e um quilómetros que constituem a distância de uma Meia-Maratona. Quem queria melhorar os tempos despareceu por completo voando para novas marcas. Quem apenas queria terminar e disfrutar da corrida arrancou calmamente sem se preocupar com as constantes ultrapassagens a que estava a ser sujeito.

 

Com uma primeira incursão pelo Restelo, e passagem pelo Estádio dos Belenenses, inicia-se a terrível recta até Santa Apolónia após o que se dava a inversão do sentido do percurso até à Meta instalada junto ao Mosteiro dos Jerónimos e bem em frente ao Museu da Marinha.

Apesar de longo, e um pouco monótono, a principal dificuldade do trajecto estava na zona ribeirinha, na Avenida Ribeira das Naus. O piso em empedrado pode ser muito bonito e a fazer honra às tradições. Para os atletas é terrível. No intuito de fugir um pouco à dureza do piso o Carlos Gonçalves optou por correr sobre o bem mais liso lancil do passeio. Só que, à passagem por um candeeiro, colocou o pé mal e foi “espalhanço” garantido. Levantando-se de imediato a primeira preocupação foi ver se o relógio ou se o telemóvel se tinham danificado. Como a “tecnologia” estava intacta preocupou-se então com a parte física. Com um ligeiro esfolão no braço e no joelho esquerdos já só pensava em continuar a corrida. Algumas dores fizeram temer o pior. Abrandando um pouco o já de si lento andamento seguiu até Santa Apolónia.

 

À viragem do sentido da corrida desparece o ventinho frio que até aí nos tinha dificultado um pouco a vida. Com uma temperatura mais amena temos pela frente a parte final da corrida, tendo que cumprir um pouco mais de sete quilómetros.

 

Duas horas e dez minutos depois da partida chega finalmente à meta o nossa atleta lesionado. Os colegas estavam à sua espera, enregelados é certo, mas satisfeitos por verem o seu companheiro terminar a prova.

 

É da maior importância destacar também as excelentes prestações do Carlos Teixeira e do Hugo que, fruto de uma corrida irrepreensível, pulverizaram os seus anteriores recordes na distância da Meia-Maratona. Os recordes são para serem batidos, e uma vez mais foram. Quanto ao Federico não pôde melhorar a sua melhor marca nesta distância. Mas temos de esclarecer que também ele correu lesionado com as mazelas de um entorse num dos pés que já o tinha impedido de participar há uma semana na Corrida do Sporting.

 

O regresso do Carlos Gonçalves à competição assinala também o retomar da sua actividade nas crónicas deste nosso Blogue. Tal como da competição também a saudade da escrita estava a deixar um pouco insatisfeito este atleta.

 

O fim do ano aproxima-se rapidamente do fim. Restam-nos duas habituais provas. A São Silvestre de Lisboa e, já no próximo “fim-de-semana, o habitualmente desorganizado Grande Prémio do Natal. Embora ainda com algumas dúvidas quanto à nossa participação esta prova tem como maior aliciante o facto de o Frederico poder chegar ao final de 2013 com um número redondo de quinhentos quilómetros acumulados em todas as corridas deste ano.

 

Atletas que concluiram a prova: 2414

Vencedor: ROBERT KOSGEI (Quénia): 1:05:50

 

HUGO FERREIRA (Dorsal Nº 2320)

Classificação Geral: 454º - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 1:35:32/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:34:40

Tempo médio/Km: 4m:29s  <=> Velocidade média: 13,37Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA DISTÂNCIA DE MEIA-MARATONA

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº1990)

Classificação Geral: 2116º - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 2:08:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:07:24

Tempo médio/Km: 6m:02s  <=> Velocidade média: 9,94Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 2405)

 Classificação Geral: 702º - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 1:40:40/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:39:48

Tempo médio/Km: 4m:57s  <=> Velocidade média: 12,13Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA DISTÂNCIA DE MEIA-MARATONA

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº2893)

Classificação Geral: 2177º - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 2:11:00/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:10:09

Tempo médio/Km: 6m:10s  <=> Velocidade média: 9,73Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 1 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 15 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - S. Silvestre de Lisboa - 10 Km 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:44

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