Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

ULTRA TRAIL DE S. MAMEDE

Este número mágico significa a quantidade de quilómetros que, mais centena menos centena de metros, todos os atletas, que alinharam à partida do ULTRA TRAIL DE S. MAMEDE (UTSM), se propunham percorrer para terminar esta particular aventura. Sendo ainda inacessível para muitos dos corredores populares é, sem dúvida, aquela que muitos ambicionam alcançar.

 

No meu caso particular, a dois anos de distância verifico que a minha distância de referência era então a da Meia Maratona, embora já tivesse como mira a participação numa Maratona, prova de eleição e de referência no atletismo. Ultrapassado este objectivo, e com o início na incursão pelas corridas de montanha, começam assurgir novos desafios. Das “simples provas de montanha” aos “Trails” foi um pequeno passo. O vício começa a tomar conta deste atleta e voos mais altos se perspectivam.

 

Há cerca de um ano, poucos minutos antes da partida para a Corrida do Guincho, o meu amigo André Noronha disse-me que tinha participado no fim-de-semana anterior no primeiro Ultra Trail da Serra de S. Mamede com uma distância de cem quilómetros. As minhas orelhas ficaram logo a arder e senti que estava perante um novo e aliciante desafio. Depois desta revelação até a Corrida do Guincho pareceu bem mais fácil.

Entretanto um novo desafio foi equacionado e superado: nada mais, nada menos, do que a Ultra Maratona do Atlântico Melides/Tróia. As próximas grandes etapas seriam a repetição das Maratonas do Porto e de Lisboa. Mas o meu pensamento centrava-se cada vez mais na prova de Portalegre. Até que em Janeiro tomei a feliz decisão de me inscrever nesta nova aventura. Para grande desgosto meu as vagas tinham-se esgotado num ápice, ficando então em Lista de Espera. Ainda não tinha decorrido uma semana desde a minha tentativa de inscrição e já estava a receber o “mail” por que tanto aguardava: havia uma vaga pelo que de imediato paguei a inscrição garantindo assim um lugar no pelotão de elite. Já não podia voltar atrás. Mas tinha agora pela frente uma árdua tarefa de convencer a minha família e os meus amigos TARTARUGAS a aceitarem pacificamente esta minha pequena/grande LOUCURA.

 

Engendrei logo um pequeno plano de treino que culminaria com a participação na UTSM. Foram semanas a fio a treinar e a participar em diferentes provas desde os vinte quilómetros de Cascais, da Meia Maratona de Lisboa e da Corrida Cascais/Lisboa até outras bem mais exigentes como os Trilhos do Almourol, o Ultra Trail de Sesimbra e o Trail do Castelo de Abrantes. De permeio ainda fiz, com o meu colega Frederico, a corrida nocturna do Trilho das Lampas. Foram de tal modo exigentes estes últimos meses que cheguei mesmo a uma situação de pré-fadiga muscular.

 

O tão ansiado dia 17 de Maio chegou e organizei-me com um grupo de atletas da Caixa Geral de Depósitos para fazermos a viagem até Portalegre. À medida que nos aproximávamos das zero horas de Sábado a nossa adrenalina aumentava. Só queríamos mesmo era começar a correr.

Em Lisboa estavam os meus grandes companheiros das LEBRES E TARTARUGAS, bastante preocupados, e que não se cansavam de me dar alguns conselhos: “agasalha-te bem, alimenta-te bem, descansa bem, não vás sozinho”.

 

Faltava cerca de meia hora para o início da odisseia e decido enviar um derradeiro SMS à minha família e amigos: “A GRANDE AVENTURA VAI COMEÇAR. JÁ FALTOU MAIS. DESISTIR NUNCA”. Em resposta recebo alguns telefonemas e umas mensagens de apoio: FORÇA ESTAMOS CONTIGO; NÃO DESISTAS, BOA SORTE PAI; BOA SORTE CARREGA PAI CARLOS. Era mesmo de isto que eu precisava.

 

As previsões de tempo frio e de alguma chuva pairavam sobre nós. Comentava-se que na zona das “Antenas” a temperatura poderia descer até aos ZERO graus. Por isso agasalhámo-nos convenientemente.

 

Finalmente à meia-noite é dado o tiro de partida e todos se lançam à grande prova.

Saídos do Estádio começa de imediato o ataque à montanha. As luzes que cada atleta transportava na cabeça conferiam um espectáculo digno de se ver, mais parecendo que presenciávamos um filme de Extraterrestres.

 

A minha principal dúvida era como me iria comportar a correr e a andar durante toda a noite sem quebrar nem adormecer. Na realidade já estava há 15 horas acordado.

 

Quilómetro a quilómetro ia devorando o percurso, sozinho ou acompanhado em pequenos grupos. O último contacto com a civilização foi no Posto de Abastecimento e Controlo (PAC) 2 em Alegrete. Foi fantástico ver às duas da manhã as ruas cheias de gente. São fenómenos como este que nos dão um ânimo adicional. A partir de então só víamos atletas e os voluntários presentes nos vários PAC.

 

Com vento, nevoeiro, muito frio e alguma chuva fraca os quilómetros até nem custaram a passar. Por volta das cinco da manhã chegamos às famigeradas “Antenas” onde estava sediado o PAC 3. Foi o ponto mais alto de uma louca mas deslumbrante noite passada toda ela praticamente sempre a subir. Dois graus era a temperatura local. Nesta altura verificam-se as primeiras desistências de atletas afectados por situações de hipotermia. Arrepiante…

 

Como o frio apertava não era aconselhável uma grande paragem nem sequer uma aproximação à fogueira local. Podíamos já não ter coragem para arrancar daquele sítio. Após ingerir alguns líquidos e pedaços de marmelada ataquei o troço seguinte. Pela frente tinha um longo (cerca de 900 metros) e sinuoso “single trek” sempre a descer e no final do qual começam a aparecer os primeiros sinais do novo dia. Para trás tinha ficado, pelo menos na minha opinião, a melhor parte da prova. Nunca mais esquecerei aquela longa e maravilhosa madrugada passada na Serra de S. Mamede.

 

Continuando no meu caminho a claridade começa a tomar conta do céu até que torna-se desnecessária a luz da minha lanterna frontal. O céu apresentava-se praticamente todo limpo prenunciando uma manhã bem mais amena.

 

E finalmente o Sol nasceu. E com ele reapareceram todos os tons da natureza da qual tínhamos estado arredados durante esta longa noite, perdidos algures nas entranhas da Serra de S. Mamede. Enfim voltávamos à vida.

E, estranhamente, não mostrava sinais de fadiga. Tinha algum receio de que uma moleza tomasse conta de mim quando o tempo começasse a aquecer e quando parasse para abastecimento pelo que nem me sentava para descansar. Nesse ponto fiz um pouco “ouvidos de mercador” aos conselhos dos meus amigos.

 

Tinha prometido que dava notícias quando o Sol rompesse. Mesmo a correr consegui enviar um novo SMS: “AINDA ESTOU VIVO, E COM FORÇAS PARA TERMINAR”. Em resposta começo a receber mensagens e telefonemas de apoio como se me estivessem a empurrar até à meta e reflectindo claramente o espírito dos meus apoiantes. Mas há uma mensagem do meu filho Gonçalo que, apesar de só a ter lido mais tarde, representa muita da energia positiva que me foi transmitida. Não resisto a transcrevê-la.

 

“CHEGUEI AGORA A CASA E NO ENTANTO TU ESTÁS A CORRER. SEMPRE NOS TRANSMITISTE E NOS ENSINASTE QUE O IMPORTANTE É NUNCA DESISTIR E TU SABE-LO MELHOR DO QUE NINGUÉM. MAS PENSO QUE ACIMA DO NUNCA DESISTIR ESTÁ O DAR O MÁXIMO, E SE ESTE NÃO FOR SUFICIENTE PARA TERMINARMOS ALGO, PELO MENOS FAZÊMO-LO DE CONSCIÊNCIA TRANQUILA. MAS TU ÉS UM CORREDOR, UM COMBATENTE, UM INSISTENTE E NÃO DESISTENTE E POR ISSO SEI QUE CHEGARÁS À TUA META. TODOS TORCEM POR TI. MESMO A DORMIR TRANSMITIMOS TODAS AS NOSSAS ENERGIAS. FORÇA PAI TU CONSEGUES”…

 

Só por isto valeu a pena o meu esforço.

 

Com mais ou menos subidas, algumas piores e outras mais fáceis, aproximamo-nos do “altaneiro” Castelo de Marvão. Sabia que teria de por lá passar. Mas não de imediato. Entra-se numa fase desesperante com curvas e mais curvas, subidas e mais descidas, ora aproximando-nos ora afastando-nos do Castelo. Mais uma voltinha e mais uma ribeira para ”refrescar” os pés.

Não havia problema pois no PAC 6 em Marvão teríamos a oportunidade de trocar de equipamento.

 

Finalmente entramos numa antiga estrada romana que nos levaria até ao Castelo. Levaria? Não, porque com uma entrada mesmo à nossa frente indicam-me que tenho de virar à direita levando-me a descer mais alguns metros. Significa que me esperavam novas subidas. Subidas sim, mas escalada como aquela que tivemos de empreender é que poucos estariam à espera.

Trilho propriamente dito não se vislumbrava algum. Só pedregulhos e mais pedras. Confesso que neste momento o desânimo se apoderou um pouco de mim. Chamei todos os “nomes” que sabia a quem tinha inventado aquele percurso. E será que esse “inteligente” o tinha experimentado?

 

Para trás ficava um desnível bastante acentuado e nada aconselhado para quem sofre de vertigens.

Sem mais surpresas, caramba já chega de brincadeiras, entro finalmente no Castelo de Marvão e dirijo-me ao PAC 6. Antes de mudar de roupa, e ao mesmo tempo que saboreava uma bela sopa quente (enfim consigo deglutir comida de jeito ao fim de tantas horas), conversava com uma atleta que já falava em desistir tão desanimada estava com a partida que nos tinham pregado. Tentei de alguma forma confortá-la e animá-la dizendo que “eu não desisto e vou até ao fim só para não ter de voltar no próximo ano para completar a prova. Assim já ficava cumprida”.

 

Com roupa lavada e já mais animado deixo o Castelo para trás e ataco o trajecto até ao PAC seguinte. O Sol brilhava bem lá no alto. Mas, a certo ponto, ganho a noção de que estava a caminhar aos ziguezagues para cumprir quilómetros. E o pior ainda estava para vir. Ao longe surgem umas ameaçadoras núvens negras que, empurradas pelo vento forte, vinham na minha direcção. Ouvem-se os primeiros trovões até que, finalmente, começa a chover. A temperatura desceu abruptamente de tal modo que a chuva se transformou rapidamente em granizo. Foi decididamente o pior momento de toda a Ultra Maratona. Nem o frio da noite foi tão demolidor. E de nada tinha servido mudar de roupa em Marvão. Ali estava eu feito que nem um pinto. E não via mais ninguém. Estava completamente sozinho e abandonado às intempéries da natureza.

 

Sem estar à espera aparece como que por milagre o Posto de Abastecimento da Carreira (PAC 7). Como a chuva não dava sinais de querer abrandar alguns atletas tomaram a decisão de ali abandonarem a prova. Foi difícil mas consegui resistir àquele ambiente negativo e de frustração. Talvez fosse o SMS do meu filho que me estava a empurrar para a frente e fiz-me de novo ao caminho. Volta o Sol e com ele um calor bem apetecido que seca a roupa rapidamente. Valeu a pena não ter desistido.

 

Mas, à medida que me aproximava do PAC 8 em Castelo de Vide, a chuva regressa para fazer mais estragos. Ao chegar à igreja de Nossa Senhora da Penha descanso um pouco, o tempo suficiente para me alimentar, e animado pela presença da minha mulher, da minha filha Catarina e do Pedro, parto decidido para cumprir os últimos vinte e três quilómetros. Esta parte final foi feita um pouco às cegas já que o meu GARMIN tinha falecido de vez, sem qualquer carga, deixando eu de ter noção das distâncias. Apenas tinha como indicador que estava a demorar cerca de duas horas para cumprir dez quilómetros. Passou a ser uma “navegação à vista”…

 

De PAC em PAC aproximo-me do fim. Mas, tónico especial, a partir do Posto de Abastecimento 9 passo a ter um apoio suplementar: a minha mulher decide acompanhar-me nos últimos oito quilómetros. A noite volta a constituir o meu meio envolvente pelo que chego ao último e derradeiro PAC já com a luz frontal em funcionamento. Esperança pois o fim está próximo. Ainda me tentam aliciar com um convite para a próxima edição, o que nego de imediato tal era o meu desespero. Agora, e já passados alguns dias, talvez aceitasse o desafio.

 

 

Tenho pela frente uma descida com mais de duzentos degraus e cerca de uma hora de caminho até à meta. Nesta última fase o Pedro também se junta a esta comitiva improvisada. Todos querem que eu conclua o Ultra Trail de S. Mamede.

 

Mais curva menos curva, mais peripécia menos peripécia, chego finalmente ao Estádio dos Assentos. Tinha de dar uma volta à pista de atletismo até cruzar finalmente a meta. As bolhas nos pés já há muito que me impediam de correr. Mas num Estádio repleto de ... bancadas vazias... penso: “que se lixem as bolhas; eu vou mas é terminar a prova sempre a correr.

Prova superada. No meu pensamento estava gravado a seguinte frase: “Esta prova nunca mais”.

Mas já com a medalha de cortiça de “Finisher” orgulhosamente ao peito revejo instantaneamente o filme da corrida. Valeu a pena.

São desafios como este que nos fortalecem e nos levam a acreditar que não há obstáculos intransponíveis. Podem ser difíceis mas não são impossíveis.

 

Remetido a uns merecidos momentos de descanso tenho de urgentemente comunicar aos meus filhos e aos meus colegas TARTARUGAS que estou bem e agradecer-lhes o seu apoio.

Obrigado a todos.

 

Fui o último a chegar dentro do tempo limite das 24 horas. Mas mais cinco heróicos atletas conseguiram, sabe-se lá como, terminar o Ultra Trail de S. Mamede. Não obstante terem pulverizado o tempo limite estipulado pelo regulamento a organização decidiu, e muito bem, incluir estes heróis na classificação final.

 

E para o próximo ano logo se vê. O bichinho ficou cá bem dentro.

 

Atletas que concluiram a prova: 230

Vencedor: LUÍS MOTA (CA Ferreira do Zêzere): 10:20:28

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal NºM219)

Classificação Geral: 225º - Classificação no Escalão M55: 9º

Tempo Oficial: 22:43:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 22:43:03

Tempo médio/Km: 13m:38s  <=> Velocidade média: 4,40Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 4 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 18 Km
  • 12 - Trail Castelo de Abrantes - 30/35 Km ==> Frederico Sousa e Carlos Gonçalves
  • 12 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km ==> Carlos Teixeira e Hugo Ferreira
  • 18 - Ultra Trail da Serra de S. Mamede (Portalegre) - 100 Km ==> Carlos Gonçalves
  • 18 - Bes Run Challenge3 (Sintra) - 10 Km ==> Frederico e Carlos Teixeira
  • 26 - Corrida do Guincho/Entre Serra e Mar (Malveira) - 13 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:10

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9 comentários:
De Anónimo a 24 de Maio de 2013 às 23:33
grande, enorme arrepio. eu, um dos atletas heróicos que sabe.se la como ainda terminaram depois de si, tantas vezes admirado na imagem de um número à nossa frente. afinal havia mais alguém a correr contra a maré, a caminhar contra o relógio.
muitos parabéns pela determinação. permito.me fazer minhas as suas palavras. e espero por si para o ano. para me ensinar a terminar no tempo limite.
Hugo Rebelo
De Carlos M Gonçalves a 24 de Maio de 2013 às 23:44
Atleta, Colega e AMIGO.

Obrigado pelo seu comentário. Já agora deixe o seu contacto para no futuro nos mantermos em contacto.

Um Grande Abraço. FORÇA
De joaquim Adelino a 24 de Maio de 2013 às 23:47
Parabéns caro amigo, andámos muitas vezes por perto, bloqueei aos 9o kms e é com satisfação que tomo conhecimento da tua odisseia e que foi concluída co êxito. Abraço
De Carlos M Gonçalves a 25 de Maio de 2013 às 00:19
Joaquim
Obrigado pelas suas palavras que muito me confortam. Este ano terminei. E espero no próximo ano também terminar e até melhorar o tempo. É isto que nos faz felizes e dá um sentido à nossa vida.
A atleta que refiro no meu blogue no PAC 6 é a sua companheira de aventura Susana. Já a tinha encontrado no Ultra Trail de Sesimbra. Os resistentes estão em todo o lado.
Um grande abraço
De joaquim Adelino a 25 de Maio de 2013 às 02:17
Nem mais amigo Carlos, foram muitas as vezes que nos vimos por perto, de facto a Susana é uma boa referência pois fazia parte de um grupo de 3 onde eu também ia. Notei que fez a prova sempre isolado, se possível para a próxima vez procure companhia, aquilo é brutal sendo feitos a sós, tenho a experiência do ano passado que concluí mas andei também sempre sozinho e numa prova desta dimensão devemos evitá-lo.
De Carlos M Gonçalves a 25 de Maio de 2013 às 10:40
Pois é. Eu também queria fazer a prova acompanhado. Só que não conseguia chegar aos que estavam mais frente. E para me juntar aos de trás então ainda era pior. Já estou habituado a correr sozinho. Aliás já é um hábito sempre que vou andar de BTT. Não deixo de praticar desporto por falta de companhia. Se a tiver tanto melhor. Senão vou mesmo sozinho. É preferível correr sozinho do que ficar em casa acompanhado, isto é, sem fazer desporto.
Já agora tambémo informo que a senhora que o acompanhou durante breves momentos no PAC do Convento era a minha mulher.
Um Grande Abraço
De joaquim Adelino a 25 de Maio de 2013 às 22:11
Faça-lhe chegar por favor o meu agradecimento, estive quase a entrar em hipotermia depois de parar, as mantas ajudaram imenso. Obrigado
De Anónimo a 25 de Maio de 2013 às 13:50
hugo.b.rebelo@gmail.com
De Anónimo a 25 de Maio de 2013 às 13:51
hugo.b.rebelo@gmail.com

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