Segunda-feira, 22 de Abril de 2019

TRILHOS DO ALMOUROL

Depois de uma ausência em 2018, mesmo com as inscrições regularizadas e pagas, o Frederico e o Carlos Gonçalves regressaram a um local onde têm sido “muito felizes”. Os Trilhos do Almourol, no meio da grande oferta de corridas da modalidade de “trail running”, ocupam um lugar muito especial no coração destes dois Tartarugas.

 

A nossa presença em 2019 fica marcada à partida pela estreia do Carlos Gonçalves no Trail Curto com uma distância de 25 quilómetros, abandonando, não sabemos se definitivamente, as anteriores opções pela também denominada de Maratona Trail. Ainda não totalmente recuperado das suas lesões na coluna e no menisco do joelho direito, optou por experimentar a versão mais curta e, quiçá, tomar uma decisão mais racional quanto à distância porque irá optar em futuras participações nos Trilhos do Almourol. O Trail Longo, com mais de 40 quilómetros, tem uma primeira metade muito dura deixando marcas profundas nos atletas e que, normalmente, conduzem a esgotamento muscular quando entram no percurso dos vinte e cinco quilómetros do Trail Curto.

 

A partida na cidade do Entroncamento obriga a um esforço maior dos atletas obrigando-os a levantar mais cedo do que é habitual. E temos também de levar em linha de conta que ainda é necessário apanhar um autocarro que nos levará até ao ponto de partida que, no caso do Trail Curto, terá lugar em Constância. No entanto os nossos atletas já são experimentados o que permitiu que tudo fosse feito sem pressas nem sobressaltos. Ainda era noite quando o Frederico apanhou o Carlos Gonçalves na Estação de Campolide, perto das seis e vinte da manhã. Sem necessidade de pisar muito no acelerador, até porque caía uma chuva por vezes intensa, chegámos ao Pavilhão Gimnodesportivo do Entroncamento uma hora depois. Houve tempo para tudo, até para os “apertos” intestinais de última hora.

O nosso autocarro só partiria às dez para as oito. Entrámos no primeiro transporte com lugares disponíveis e aconchegámo-nos para “passarmos pelas brasas” até sermos descarregados junto ao Parque de Campismo de Constância. À boa maneira portuguesa o autocarro partiu com algum atraso.

 

Para algum espanto nosso verificámos que o dorsal indicava vinte e dois quilómetros para a distância do Trail Curto. No “briefing” da organização nada foi referido quanto a este pormenor.

IMG_20190414_082453.jpg

Depois do discurso do Presidente da Câmara Municipal de Constância, com os habituais agradecimentos a todos os que contribuíram para pôr de pé mais uma edição dos Trilhos do Almourol, é dada o tiro de partida.

 

Cumprida uma volta inicial pela zona histórica desta simpática vila Ribatejana os atletas fazem-se à estrada, ou melhor dizendo, aos trilhos.

 

De acordo com as informações transmitidas no “briefing” iríamos ter pela frente um percurso pouco técnico, mais para rolar imersos na natureza, e sem grandes desníveis. É certo que, de vez em quando, somos presenteados com uma outra subida mais intensa, mas tão só isso. Analisando no final os dados técnicos da corrida, temos de admitir que um desnível positivo de subidas de 347 metros não é muito para uma distância total de vinte e cinco quilómetros (sim, na realidade foi esta a extensão total).

 

Esta prova cumpriu as expectativas dos atletas que, com menos preparação, esperam de uma corrida desta natureza. Resultado do inverno pouco rigoroso que tivemos os pequenos troços com lama ficaram muito aquém do que foi norma em anos anteriores.

 

Realmente esta foi uma corrida para desfrutar e conviver com os restantes atletas. Uma imagem de marca dos “trails” é o convívio e espírito de camaradagem entre os participantes. Não há pressão nas ultrapassagens mesmo que tenhamos um, ou uma, atleta a servir de tampão num “single trek” mais apertado. Os mais rápidos partiram à frente pelo que os que ficam para trás não estão muito preocupados com tempos e classificações. É lógico que se pudermos diminuir os nossos tempos de edições anteriores tanto melhor. Mas é esta a nossa verdadeira competição.

 

Quando já tínhamos percorrido mais de metade da prova começamos a avistar os Caminheiros que se afastam e abrem alas à nossa passagem. Trocas de cumprimentos e de incentivos ajudam-nos a manter, ou até a aumentar, o nosso ritmo.

 

Mais à frente somos ultrapassados pelos atletas do Trail Longo. É bom para ver como os atletas de elite se comportam e como abordam os diferentes obstáculos.

 

Os dois Tartarugas fizeram uma corrida bem próximos um do outro. Logo de início o Frederico ganha algum avanço. A sua passada constante, optando por andar em subidas mais exigentes, dá-lhe margem relativamente ao outro Tartaruga que só foi anulada no primeiro abastecimento. O Carlos Gonçalves optou por não parar e distanciou-se um pouco. Mas não por muito tempo pois, a certa altura, houve o companheiro sussurrar-lhe o nome da equipa. Aliás foi uma constante quando passávamos pelos Caminheiros, estes tecerem algumas considerações relativamente ao nome da nossa equipa. “Vivam as Lebres e Tartarugas”. “Eu sou uma tartaruga. Atrás vêm as Lebres”, respondemos nós.

 

E foi neste clima que o Trail Curto se foi desenrolando.

 

O Carlos Gonçalves olha para trás e nunca mais vislumbra o Frederico. Algum quilómetro mais à frente reagrupa-se a nossa equipa. O Frederico tinha aproveitado um dos abastecimentos para deglutir uma bela e retemperadora Bifana que até lhe deu asas para mais rapidamente chegar à companhia do resto da equipa.

 

Com algumas novidades no percurso começamos a aproximação à cidade do Entroncamento. Os dois últimos quilómetros são provavelmente dos mais duros, pelo menos em termos psicológicos. A passagem pelo Parque do Bonito logo seguida pela entrada na ciclovia, é feita sempre terreno plano. E como é duro um troço em plano quando as nossas pernas já querem tudo menos continuar a correr. O Pavilhão parece que nunca mais chega. É já ali. Mas o ali é tão longe…

 

Finalmente entra o Carlos Gonçalves no Pavilhão. Restam algumas dezenas de metros até cortar a meta, passadas cerca de três horas e vinte e cinco minutos desde a partida. Ainda no mesmo minuto o Frederico dá por concluída a sua corrida. Conseguiu fazer o seu segundo melhor tempo dos Trilhos ao Almourol. E desta vez não teve de ficar à espera algumas horas pelo seu companheiro de luta.

 

Os rostos dos dois Lebres e Tartarugas mostram um misto de sensações. Por um lado espelham a dureza da aventura agora terminada mas, ao mesmo tempo, reflectem a satisfação dos dois com a certeza de que no próximo voltarão,

IMG_20190414_123335.jpg

Depois do banho retemperador segue-se o almoço. “Carne com esparguete” como bem recorda o Frederico das anteriores participações. Só que estava guardado um melhor segredo. Fomos presentados com uma bela FEIJOADA. Veio mesmo a calhar para recuperar as energias despendidas. E o Carlos Gonçalves, para repor os líquidos gastos, trocou a sobremesa por uma segunda imperial.

 

Com a barriga mais bem composta os atletas fazem-se à estrada. E o Carlos ainda aproveitou a viagem de regresso para pôr algum do sono em dia.

 

Adeus Almourol, até para o ano.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: LUÍS CONTRERAS (Vitória FC Trail Running): 1:53:27

 Atletas que concluiram a Prova: 316

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves 744 Masculinos 218º 185º 3:25:05 ND 8:12 7,31
Frederico Sousa
745
Masculinos
221º
188º
3:25:58
ND
8:14
7,28

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Abril

  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 28 - 30 Km Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 15 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:15

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Segunda-feira, 15 de Abril de 2019

20 KMS DA MARGINAL

Disputou-se mais uma edição dos 20 km Cascais – Lisboa quase em simultâneo com a famosa estafeta Cascais-Oeiras-Lisboa que atingiu neste Domingo a sua 80ª edição.

 

Curiosamente estas provas e principalmente a dos 20 km nunca reuniram nas edições em que participei um elevado número de atletas e mais uma vez tal se verificou.

 

Como deixei o telemóvel no carro em Belém não pude contatar os outros tartarugas que muito cedo também partiram para uma prova em Almourol.

 

Quando cheguei ao Estoril fui atacado por uma brutal e súbita dor de barriga que me obrigou a correr para uma das habituais casas de banho móveis fornecidas pela organização.

 

A manhã estava horrível para quem está de férias mas excelente para correr, sem frio, sem vento e com uma quase permanente chuva miudinha sempre a hidratar os atletas.

 

O sinal de partida foi dado com sete minutos de atraso em relação ao horário estabelecido.

 

O percurso sempre na Marginal foi rigorosamente o mesmo das edições anteriores.

 

Correndo sempre com o objetivo de fazer menos de 5 minutos em cada km, o que nem sempre consegui, foi possível mesmo assim bater o meu record nesta prova e alcançar a minha segunda melhor marca nesta distância.

 

De salientar que mais uma vez os kms estavam mal marcados embora no final as contas tivessem batido certo.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: DIOGO RAMALHEIRO (DR_RUNS): 1:06:49

 Atletas que concluiram a Prova: 717

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 2567 M5559 198º 22º 1:38:37 1:38:28 4:55 12,19

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Abril

  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 15:52

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Terça-feira, 2 de Abril de 2019

CORRIDA DOS SINOS

Pelo décimo primeiro ano consecutivo participei em representação dos Lebres e Tartarugas na corrida dos sinos que já vai na sua 37ª edição.

 

Surpreendentemente em Mafra estava uma manhã de calor acima do que é normal para esta época do ano e também nada habitual nesta Vila.

 

Quando cheguei a Mafra às 9.15 já a GNR tinha cortado o principal acesso à Vila e ainda faltava 1.15 para o início da prova.

 

Depois de dar algumas voltas lá cheguei ao complexo desportivo de Mafra onde levantei o dorsal.

 

Em relação a edições anteriores é de destacar  a melhor organização da partida, em primeiro lugar com a separação dos locais de partida das provas dos Sinos e dos Sininhos, e em segundo lugar com a divisão dos atletas por diferentes blocos de partida de acordo com as suas marcas, e por fim tal como já acontece em quase todas as provas a incorporação do chip no dorsal.

 

O percurso manteve-se sem alterações e com a habitual animação perto do Convento de Mafra com bandas de música, à passagem pelo sobreiro com música pimba e por fim pela chegada em pista com as bancadas cheias de público de atletas e familiares.

 

Depois de quase sete meses seguidos a correr as distâncias de 10 Km, meias maratonas e maratonas agrada-me sempre esta altura do ano em que aparecem as provas de 15 km mais carismáticas, Lezírias (que em 2019 não participei), Sinos, 1º de Maio e por fim as Fogueiras que este ano vão completar 40 anos. As Fogueiras prova que se realiza em Peniche é marcante pelo ambiente de festa em que decorre, por marcar o início do verão, o jantar que se segue à prova e porque marca o final de mais uma época de dez meses de competição (segue-se o mês de Julho de descanso e em Agosto há que começar a pôr quilómetros nas pernas para preparar as maratonas de Lisboa e Porto).

 

Voltando à corrida dos Sinos coloquei como objetivo fazê-la abaixo de 1h15m acabei por fazer mais 7 segundos, mas porque no total percorri 15,1 Km, de qualquer forma foi bom atendendo à temperatura que estava.

 

No final levei para casa o meu 11º sino desta vez de cor roxa, que me deixa também sempre contente porque um dos meus hobbies é fazer coleções!!!!

IMG_5593.jpg

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (CF os Belenenses): 0:48:15

 Atletas que concluiram a Prova: 1570

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 874 M55 587º 35º 1:15:30 1:15:07 5:00 11,98

 

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

Corridas para o Mês de Abril

  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 14:39

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CORRIDA DE RICHMOND PARK

Aflições do Brexit em terras de Sua Majestade

 

Aproveitando o facto de ter o seu filho a trabalhar em Londres o Frederico lançou o réptil - desculpem o repto – ao Gonçalo de lhe fazer uma visita e ambos participarem numa corrida nessa cidade de forma a cimentar a internacionalização dos Lebres e Tartarugas.

A escolha recaiu pois numa prova de 10 km em Richmond Park, uma bonita zona limítrofe de Londres.

Na véspera e como forma muito peculiar de preparação para a prova nada como uma saída à noite com o Gonçalo e os seus amigos para uns copos e um belíssimo jantar.

Digamos que nos estivemos a abastecer de combustível para o dia seguinte.

Para tornar as coisas mais difíceis deu-se a mudança de hora na noite de Sábado para Domingo encurtando pois o período de sono.

 

Por último constatamos que a deslocação ao ponto de partida era demorada o que nos obrigou a levantar com alguma antecedência.

Fruto de todos estes preparos os sistemas digestivos do Gonçalo e do seu paizinho preparavam-se para reclamar da sua justiça.

Depois das descargas iniciais e de um pequeno almoço constatamos que a deslocação em transportes públicos para a corrida seria algo apertada pelo que se optou à última hora em se recorrer aos serviços da Uber.

Durante o percurso já o sistema intestinal do Frederico dava avisos de que o trabalho prévio não tinha sido totalmente completo.

Chegados com tempo ao Richmond Park vislumbramos umas boas casas de banho publicas com aparentes boas condições mas com uma máquina de moedas à sua entrada.

Levamos dinheiro connosco? Não. Bonito serviço!

Conformados deslocamos para recolher os dorsais o que decorreu com muita calma. Por algum motivo a nossa presença era esperada porque assim que dissemos o nosso nome a senhora da organização sabía perfeitamente onde estavam os nossos dorsais.

Mantivemo-nos agasalhados quase até à hora de partida tal era o frio que estava, isto mesmo para a tartaruga polar (Frederico).

Depois da fotografia do costume, de depositarmos a mochila que levamos no bengaleiro e de um pequeno aquecimento lá nos deslocamos para a partida.

IMG-20190331-WA0003.jpg

Constatamos com alguma preocupação que o especial vigor dos atletas a fazerem os seus aquecimentos.

Para além dos nativos locais ainda conseguimos identificar uns outros poucos atletas expatriados – espanhóis, franceses e uma brasileira. Uma outra característica foi ainda uma forte presença feminina.

Antes da partida o Gonçalo estabeleceu o seu objectivo para os 55 minutos e o Frederico para os 58 minutos face às condições em que se apresentavam nesse momento.

 

Rigorosamente às 10:00 horas foi dada a partida simultânea para as distâncias de 5 e 10 kms.

A prova consistia de um percurso por um bonito parque em piso misto – trilhos e alcatrão – com ligeiros declives  -  subidas e descidas -  sendo a prova de 10 kms composta por duas voltas ao mesmo circuito.

Durante a prova tivemos oportunidade de nos cruzarmos com diversos outros atletas, pais a passearem os seus filhos, pessoas a passearem cães, a andar a cavalo e ainda grupos de pequenos veados o que deu uma atmosfera muito especial à mesma.

Logo após a partida o Gonçalo desapareceu em grande ritmo deixando o seu pai a trotar pelo percurso.

A primeira volta correu sem sobressaltos para ambos os atletas mas a segunda reservou-lhes algumas surpresas.

Por volta dos 7 kms os intestinos do Frederico deram um forte sinal de Brexit colocando o atleta em grandes dificuldades. Ainda pensou seriamente em parar, agachar-se atrás de uma árvore (que eram naquela zona muitos escassas e espaçadas) e deixar a natureza seguir o seu curso.

No entanto o medo de ser detectado e deixar o nome dos Lebres e Tartarugas e de Portugal manchado em terras de Sua Majestade fez que se esforçasse por fazer das tripas coração (ou melhor fazer subir as tripas até ao coração) apertando todo o seu organismo numa violenta contração gástrica o que felizmente produziu o efeito desejado, aguentando-se nessas condições heroicamente até á meta.

Pelo seu lado o Gonçalo tinha filado os seus sentidos numa esvoaçante súbdita de Sua Majestade o que lhe alegrou a prova motivando-o a feitos heroicos com uma prestação digna dos mais afoitos Portugueses.

Motivado por tal bela Odalisca empenhou-se de tal forma na sua prestação que na última curva da corrida teve que abruptamente parar tal era o seu desejo de chamar pelo Gregório.

Depois de uma curtíssima pausa lá retomou a sua prova a tempo de pulverizar o seu record na distância.

A sua prestação foi de tal forma positiva que o colocou a sonhar em participar brevemente em provas de distância superior na busca de mais refinadas Musas.

Logo que o Frederico chegou foi necessário proceder de imediato à deslocação às instalações sanitárias (que felizmente tinham a fechadura avariada e se encontravam abertas)  para este atleta poder por fim dar largas a toda a sua expressão cultural.

Já nos transportes de regresso a casa os atletas puderam constatar das suas posições na tabela de resultados numa prova em que se constatou que em 285 atletas que concluíram a prova cerca de 160 eram do sexo feminino. Estou certo que face a esta circunstância o Gonçalo conseguirá motivar os seus amigos de Londres a participarem nesta prova.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Vencedor: SCOTT MITCHEL: 0:36:11

 Atletas que concluiram a Prova: 285

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 97 Male Vet 55 128º ND 0:56:09 0:56:04 5:36 10,70
Gonçalo Sousa
98
Senior Male
71º
ND
0:50:41
0:50:35
5:03
11,86

 

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

Corridas para o Mês de Abril

  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:02

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Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

CORK TRAIL

Mais um fim de semana-de grande actividade com a equipa das LEBRES E TARTARUGAS em acção em diversas frentes. E foi também mais uma vez que cada um dos fundadores da nossa equipa optou por participar em cenários diferentes.

 

O Carlos Teixeira, mantendo-se fiel ao alcatrão, foi buscar mais um “Sino” à Corrida do mesmo nome que se realiza anualmente em Mafra.

 

O Carlos Gonçalves regressou ao ambiente no qual se sente mais motivado e que lhe dá ainda grande prazer quando decide calçar as sapatilhas e fazer algo mais do que simplesmente correr.

 

O Frederico rumou a Londres para participar com o seu filho Gonçalo numa prova de estrada de dez quilómetros. Não só cumpriu a segunda internacionalização como teve ainda a oportunidade de perceber no meio do pelotão quais as opiniões que se dividem em torno da grande confusão que é o Brexit.

 

Cada uma destas experiências será alvo de crónica própria.

 

Cork Trail 2019.jpg

E cabe-me contar a minha “história” acerca da sexta edição do Cork Trail que se realizou uma vez mais no concelho de Coruche, mais propriamente na zona da antiga freguesia de Vila Nova da Erra.

 

Apesar da sua ainda curta vida o Cork Trail não tem adormecido à sombra do sucesso. Todos os anos reinventa o percurso mantendo todavia os troços mais emblemáticos. Das quatro edições em que este humilde Tartaruga participou esta foi, sem dúvida, a melhor.

 

Como foi dito no “briefing” não estamos em montanha pelo não iríamos encontrar aquelas escaladas íngremes e acidentadas. Todavia a empresa que montou o percurso ainda conseguiu oferecer-nos algumas subidas bem exigentes nas quais era necessário ligar, aqui ou ali, a tracção integral, vulgo “quatro patas”. E também, e uma vez mais, o percurso foi devidamente “apimentado” com descidas por vezes de cortar a respiração onde todo o cuidado era pouco para não descambar num grande trambolhão. Se por um lado a quase ausente humidade no piso que dificultava o equilíbrio por outro a “secura” do terreno tornava a aderência mais incerta, provocando algumas escorregadelas que não sabíamos quando terminariam. Só a areia presente em alguns segmentos é que travava o andamento dando uma considerável ajuda aos menos afoitos e adaptados a descidas longas e bem inclinadas.

 

Aqui e além cruzávamo-nos com os Caminheiros. Quando assim não sucedia pelo menos avistámo-los mais ao longe.

 

Integrei-me num pequeno grupo de atletas em que oram uns passavam para a frente ora eram ultrapassados. Assim não estávamos completamente sozinhos permitindo-nos entabular pequenas conversas de ocasião.

 

Afinal a lama também marcou presença. Ao longo de alguns trilhos a cota mais baixa ainda conseguimos encontrar zonas bem “aguadas” que dificultavam o avanço no terreno e que, por vezes, quase nos sugavam os nossos ténis correndo o risco de desaparecerem no meio daquele semi-pântano.

 

Os últimos oito quilómetros, esses sim, mantiveram-se com o mesmo figurino de outros anos. É nesta fase que vamos reencontrar as passagens mais complicadas principalmente em termos de ordem técnica. Sorte a nossa não termos a lama do ano passado.

 

À passagem pelo último quilómetro, já na estrada alcatroada que liga Erra a Coruche, o Carlos Gonçalves responde ao incitamento de um elemento feminino da organização afirmando que só faltava um quilómetro. “Agora é sempre a descer”, respondo-lhe eu. Silêncio da minha interlocutora. Pois, ainda havia uma última subida até às ruínas de um velho e desactivado moinho. “Está bem”, respondo-lhe eu.

 

Tendo feito todo o Trail em bom ritmo este atleta pensava para si ter sido esta a melhor edição de sempre. Decididamente que está no TOP 5 das suas preferências, talvez mesmo nos três primeiros lugares.E nos primeiros metros da subida dou por mim a pensar que desta vez não tinha tido a companhia das “terríveis cãibras” que fazem sempre questão de aparecer. Parece que foi de propósito e logo começo a ter algumas ameaças musculares na minha perna esquerda.

 

"Estúpido". Um diálogo surdo trava-se por breves instantes entre o meu pensamento e a minha parte mais racional. "Porque foste pensar nisso?"

 

Depois de algumas massagens aos músculos mais desgastados, juntamente com um abrandar do andamento, consegui ultrapassar este pequeno contratempo. Já de regresso ao alcatrão, e com a Vila Nova da Erra à vista, consigo impor um ritmo de corrida constante e sem mais queixas de ordem muscular.

 

“Só faltam mais quinhentos metros”, indicam alguns atletas que também aplaudem a minha passagem e a de uma atleta que se tinha aproximado de mim.

 

Acelero até à Meta. Os últimos duzentos metros são terríveis com uma pendente positiva bastante forte. Vislumbro a Manga da Partida/Chegada. Foi mais um Cork Trail concluído. E que venham muitos mais.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: AITE TAMANG (Vitória FC Trail Running): 1:40:45

 Atletas que concluiram a Prova: 267

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
291
M60
2500º

3:40:00
ND
10:29
5,73

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

 

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

Corridas para o Mês de Abril

  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:05

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