Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

UTSM 2016

O que leva uma pessoa a cometer certas loucuras? Será a inocência da juventude para a qual não existem limites? Será a manifestação dos primeiros sinais de senilidade de alguém que já entrou, ainda que muito recentemente, no pesado, em termos psicológicos, grupo dos sexagenários? Ou será que essa pessoa ainda se sente em condições de lançar desafios para os quais irá ser testado até aos limites?

 

Aguardemos pelo desenvolvimento dos próximos capítulos.

 

1. Antecedentes

 

Em 2013 o Tartaruga Carlos Gonçalves abalançou-se à segunda edição do Ultra Trail de São Mamede, e logo na versão longa de 100 quilómetros. Com alguma dificuldade, principalmente em termos de revolta contra o percurso que, no seu dizer, “andámos às voltas”, conseguiu concluir, logo à primeira vez, a distância de cem quilómetros tendo sido o último atleta a classificar-se dentro do tempo limite de vinte e quatro horas.

 

Um ano mais tarde este atleta reincidiu na UTSM desafiando uma vez mais a distância máxima de cem quilómetros. Sem ser adepto ou seguidor de qualquer religião esta é a sua peregrinação anual, não a Fátima ou a Meca, mas sim à Serra de São Mamede no Nordeste Alentejano. Por motivos então relatados o Carlos Gonçalves viu-se obrigado a desistir no PAC (Posto de Abastecimento e Controlo) de Marvão com 60 quilómetros percorridos.

 

À meia-noite do dia 31 de Dezembro de 2014 a equipa das LEBRES E TARTARUGAS voltou a inscrever o mesmo atleta na prova rainha da UTSM. No entanto uma lesão a nível muscular afastou-o deste desafio de 2015.

 

2. Inscrição na UTSM 2016

 

Com as mazelas para trás o atleta solitário das LEBRES E TARTARUGAS voltou a inscrever-se na edição de 2016 da UTSM, e uma vez mais na distância máxima dos cem quilómetros.

 

Para lá da distância o que atrai muitos atletas nesta altura do ano a Portalegre são, principalmente, as etapas da noite e só acessíveis a quem se dispõe a arriscar a distância máxima. Ora este ano a organização decidiu criar uma nova prova com sessenta quilómetros de extensão e que começava exactamente à meia-noite, em simultâneo com a prova da distância máxima, e terminando em Marvão. Estava encontrada a fórmula mágica para quem não se sente preparado para se abalançar aos cem quilómetros mas procura fazer o período da noite.

 

No caso do TARTARUGA Carlos Gonçalves duas ideias passaram pela sua cabeça no momento da inscrição: Inscrever-se no Trail Longo de 60 Km e dar por terminada a corrida em Marvão ou, então, inscrever-se nos 100 quilómetros tendo como primeira meta Marvão e depois logo se veria se estaria, ou não, em condições de se abalançar até Portalegre.

 

3. O dia D-1

 

Se bem que nas anteriores participações o atleta solitário tenha contado com a participação e apoio no local de alguns dos seus apoiantes a nível familiar, em 2016 tudo foi preparado de um modo mais profissionalizado.

 

Assim, e à semelhança das Selecções ou Equipas de Alta Competição, nada foi deixado ao acaso. Assentámos o nosso Quartel-general numa residência do tipo de Turismo de Habitação numa localidade anteriormente importante – Beirã – perto da bela Vila de Marvão.

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Após a desactivação do Ramal de Cáceres a antiga Estação Ferroviária de Marvão-Beirã foi votada ao abandono. O seu destino era igual ao de tantas outras Estações ou Apeadeiros Ferroviários que simplesmente começaram a morrer lentamente e em agonia após a desactivação das linhas que as serviam. Mas nem sempre o destino prevalece à vontade de contrariar a resignação. Um casal decidiu pôr mãos à obra e, recuperando a Estação de Marvão/Beirã, transformou-a num óptimo local para se passar um inesquecível fim-de-semana turístico.

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E foi neste local de estágio que assentou arraiais a equipa de apoio das LEBRES E TARTARUGAS: Atleta Carlos Gonçalves, Treinadora Ana Luísa, responsáveis pela logística e transporte Catarina e Pedro, e o elemento mais importante da claque de apoio, qual “NO NAME BOYS”, Afonso (Afonsinho para os amigos).

 

Depois do almoço a comitiva partiu em direcção a Portalegre. A primeira etapa consistia em recolher o dorsal e restante material do denominado “kit de participante”. Cumprida a primeira obrigação do dia rumámos até Beirã para tomarmos conta dos nossos aposentos. O atleta entra em período de concentração. Equipa-se e verifica por uma última vez se nada lhe falta no equipamento indispensável para a corrida: suplementos alimentares e energéticos, lanterna, manta térmica, um jogo de pilhas suplentes, etc.etc.etc..

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Tudo estava em ordem. De fora ficaram os bastões que nunca tinha usado em provas de trail mas que normalmente se revelam de uma extrema utilidade. No entanto o atleta não quis arriscar levar consigo algo que se poderia tornar complicado em termos de transporte e de arrumação ao longo da maratona. Fez mal como mais à frente será referido.

 

Depois de se equipar e relaxar um pouco a equipa parte à procura de um local sossegado para o Jantar, última refeição antes de uma noite que se previa bem exigente.

 

Sem pressas, mas sem relaxar muito, regressamos a Portalegre. A animação era grande. Várias centenas de atletas aprontam-se para a prova em que se inscreveram. Mas também são os muitos acompanhantes e membros voluntários da organização que contribuem para os momentos de excitação que antecedem a partida. Para quem é repetente este ambiente já lhe é de algum modo familiar. Os novos participantes e seus acompanhantes testemunham ao vivo o ambiente frenético que embeleza a UTSM.

 

4. Dia D - Meia Noite

 

Um pouco antes de soarem as doze baladas os vários atletas submetem-se ao controlo de partida e verificação do equipamento mínimo exigido pela Organização. A Pista de Atletismo do Estádio dos Assentos está divida em dois corredores. Do lado direito alinham-se os candidatos a heróis da prova de cem quilómetros. Do lado de dentro, mais próximo do relvado, perfilam-se aqueles que optaram por terminar a corrida em Marvão cumprindo a distância de sessenta quilómetros. No meio daquela amálgama de gente vêem-se algumas, muitas, caras conhecidas. E a sempre eterna ANALICE SILVA que aqui está uma vez mais para correr a Ultra Maratona.

 

Tiram-se muitas fotografias e trocam-se abraços e incentivos mútuos para uma corrida que se prevê longa e com muitas dificuldades.

 

As minhas duas apoiantes ficam do lado de fora e trocam comigo os últimos votos de boa sorte. Ainda tive tempo para enviar a habitual mensagem a todos aqueles que, mesmo não estando presentes, irão certamente torcer por mim.

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Falta o Pedro que teve de ficar no carro pois o Afonso há muito que tinha adormecido. Mas os dois homens também partilhavam do meu entusiasmo.

 

O nervosismo de todos é latente. Ligam-se e desligam-se as lanternas frontais. Ligam-se os relógios para captar o sinal do GPS. Mais uma última “selfie”.

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 Começa a contagem decrescente até que, finalmente, é dado o tiro de partida.

 

5. A Prova Começa

 

A confusão é grande. Aliás o habitual. Começam-se a devorar os quilómetros e inicia-se a contagem decrescente da distância que nos separa da meta.

 

À semelhança das edições anteriores iremos encontrar dez Postos de Abastecimento e Controlo:

 

  • Altas Quintas/Reguengo
  • Alegrete
  • Antenas/Alto de São Mamede
  • São Julião
  • Porto da Espada
  • Marvão – ponto final para o Trail Longo
  • Castelo de Vide
  • Carreiras
  • Convento da Provença
  • Ermida da Penha

 

Mas também é possível, através de uma ligação existente na página oficial da prova, acompanhar a evolução de todos os atletas mediante o acesso ao “live tracking”.

 

Da minha parte combinei com a minha equipa enviar mensagens de voz via WhatsApp sempre que chegasse a qualquer Pack. Ficariam mais descansados por saberem da minha evolução e de que estava bem.

 

Até à simpática Vila de Alegrete o único obstáculo de maior monta foi a habitual passagem por uma ribeira que tínhamos de atravessar em dois sentidos e por cima de pedregulhos bem escorregadios. Surge o primeiro, e único, grande engarrafamento da prova. Nesta passagem perdemos seguramente mais de meia hora que teríamos de recuperar lá mais para a frente, isto caso pretendêssemos chegar a Marvão antes da hora de corte. Mas também logo de início sentimos os efeitos dos dias muito chuvosos que antecederam a UTSM: muita água e muita lama. Aliás já deveríamos estar conscientes desta situação pois a mesma foi divulgada no “site” da prova tendo mesmo indicado que houve necessidade de fazer alguns ajustes ao percurso.

 

6. A subida às “Antenas”

 

Cumprida a primeira vintena de quilómetros, ao deixarmos para trás o PAC de Alegrete, tomamos de assalto a Serra de São Mamede. Até aqui tinha sido para aquecer os músculos e as articulações mas também para molhar os pés e chafurdar na muita lama existente. Durante cerca de dez quilómetros vamos vencer vários obstáculos que nos dificultarão o acesso ao ponto mais alto em termos de altimetria. Alternando entre estradões e trilhos mais técnicos, com algumas subidas e descidas, vamos avançando até chegarmos ao famigerado “corta-fogo” que nos guiará até bem juntinho dos geradores eólicos que antecipam a chegada ao alto de São Mamede. Duro como já tinha presenciado há dois anos. Desta vez no lugar da pedra solta tínhamos a lama. E foi aqui que me arrependi de não ter trazido os bastões. Faziam-me mais falta do que no fundo da bagageira do nosso carro. Olhei em redor e deitei a mão a dois pequenos troncos que cumpriram fielmente a sua missão de me ajudar naquela interminável subida. À medida que ia ultrapassando algum, ou alguma, atleta olhavam de um modo estranho para os meus bastões improvisados. E mais espantados ficavam quando lhes dizia que tinha trazido bastões mas os tinha deixado “em terra”. Foi uma lição que aprendi e que certamente não cometerei o mesmo erro nas próximas vezes que vier à Ultra Trail de São Mamede.

 

Sim, porque eu vou voltar no próximo ano.

 

Com o dia a começar a dar os primeiros sinais atingimos as Antenas e assim terminava a longa e maravilhosa noite. Mas é mesmo esta longa noite que me atrai até estas paragens. É o encanto especial da prova.

 

Cheguei com mais de meia hora de avanço relativamente à minha última participação.

 

7. Rumo a Marvão

 

Depois me alimentar e largar os meus fiéis bastões abalanço-me à próxima etapa em direcção ao PAC4 em São Julião. O Sol começa a despontar. Recordo-me do meu filho Gonçalo ter dito que ficava à espera de lhe enviar alguma imagem do nascer do Sol. Paro por uns breves instantes, tiro uma fotografia ao astro rei e envio a minha primeira, e única, mensagem escrita via WhatsApp: “BOM DIA”. 

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 Provavelmente que alguns atletas já terão desistido. E alguns outros ainda vêm aí atrás de mim. Começa uma etapa que vou cumprir em totalmente isolamento. Só voltarei a ter sinais de vida quando, depois de atravessar uma ribeira, chegar a São Julião. Há dois anos foi nesta fase que comecei o meu calvário de dores nos pés que me levariam à desistência em Marvão. Desta vez a minha condição era infinitamente melhor. Só penso em recuperar algum do tempo perdido no início. Volto a improvisar dois bastões que me virão a ser muito úteis. De monte em monte, e sempre com o Alto de São Mamede em linha de vista, vou calcorreando os quilómetros que me conduzirão até ao Porto da Espada. Todo este caminho era conhecido da minha participação em 2014. Só que, contrariamente ao que aconteceu na altura, agora não tinha o atleta “Vassoura” a morder-me os calcanhares. De vez em quando olhava para trás e não via “vivalma”. Para a frente também não vislumbrava qualquer atleta.

 

Quando faltavam algumas centenas de metros para chegar ao PAC5 em Porto da Espada encontro, finalmente, sinais de vida: um voluntário da organização e, para surpresa minha, a Ana e o Pedro. Transportavam os bastões para mos entregarem. Mas decidi terminar a etapa com os meus “amigos paus” que muito me ajudaram até aqui. Um pouco mais à frente três simpáticas voluntárias vêm ao meu encontro e ajudam-me, uma de cada lado e outra atrás, para chegar ao Posto de Abastecimento são e salvo. E lá mais à frente encontro a Catarina com o Afonso ao colo. O meu neto olha para mim com uma cara estranha ao ver-me com uma imagem a que não está habituado. Depois de me reconhecer larga um daqueles seus sorrisos de encantar até o mais triste ser humano.

 

Depois de me alimentar e saciar a minha sede com bebida isotónica parto decidido até Marvão. Com bastões a sério até consigo correr e avançar rapidamente para o final da etapa. Nunca tinha utilizado bastões mas aprendi rapidamente a tirar deles o maior proveito.

 

Tinha de chegar ao PAC6 antes das catorze horas para não ser barrado e poder continuar até Portalegre.

 

Volto a reencontrar a minha claque de apoio à beira da estrada. Segue-se a grande subida até ao Castelo de Marvão. Caminho ou corro algumas centenas de metros até atravessar mais uma ribeira. Devido ao elevado caudal a organização teve de improvisar uma ponte que nos permitiria atravessar em segurança até à outra margem.

 

Ao longe avisto finalmente um outro atleta. Tento aproximar-me dele aumentando o meu ritmo de caminhada. Os bastões faziam milagres.

 

Ultrapassada a primeira fase de subida sabia que ao chegar à estrada de acesso a Marvão ainda tinha a derradeira escalada. Só que este ano este troço foi alterado. Ainda bem. Segue-se uma sucessão de subidas bem identificadas por um cartaz de aviso: Aqui começa uma zona de subidas. Vamos a elas.

 

A certa altura sinto algumas vozes atrás de mim. Sem saber de onde vieram duas atletas passam por mim “surpreendentemente frescas e cheias de genica”. Terão caído do céu? Havia largas dezenas de quilómetros que não via alguém atrás de mim. Foi uma surpresa enorme. Cheguei mesmo a perguntar a mim mesmo se não terão feito alguma “batota”…

 

À entrada do Castelo de Marvão volto a reencontrar a minha equipa. O Pedro ainda me dá uma mãozinha empurrando-me ao longo dos últimos degraus.

 

8. A surpresa e a DESOLAÇÃO

 

Entretanto já passava das duas da tarde pelo que certamente já não me deixariam continuar em prova. Aqui também estava colocada a meta da corrida dos sessenta quilómetros.

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Aliás devia estar mas já não estava. A organização já tinha começado a desmontar a “tenda”. Parecia que estavam cheios de pressa para se irem embora. A desolação foi tal que verifiquei que ninguém controlou a minha chegada àquele ponto. E tive de ser eu a perguntar se poderia ou não continuar em prova. Recebi uma resposta fria e seca: “Se continuar é por sua conta e risco”. “Tout court”.

 

Sentia-me com energia física e psicológica para continuar. Mas, perante aquele aviso, o meu bom senso disse-me que era melhor ficar por ali. Temi que se continuasse em prova e chegasse a Portalegre já depois da meia-noite não me deixassem terminar a Ultra Maratona. Não quis arriscar embora tenha ficado com um sentimento misto de frustração e de impotência.

 

Recolhi a minha mochila com a “muda de roupa” e regressámos ao nosso Paraíso em Beirã. Pelo caminho Informo os meus dois colegas Tartarugas do fim da minha aventura. Aliás foi com grande esforço que consegui construir uma simples mensagem de SMS pois a minha cabeça cambaleava e precipitava-me para um sono profundo.

 

Tomo um retemperador duche logo seguido de um banho de imersão. E este foi ainda mais retemperador pois cheguei mesmo a adormecer dentro da Banheira.

 

Como ninguém tinha comido mais nada desde o pequeno-almoço, com excepção do Afonso, e a hora do jantar ainda estava distante, regressámos a Portalegre para uma refeição ligeira. Aproveitei esta curta viagem para pôr algum do sono em dia. Com os estômagos um pouco mais compostos visitámos a Ermida da Penha onde fomos encontrar alguns dos resistentes da Ultra Maratona bem como participantes no Trail Curto de 25 Km. Senti alguma revolta interior por não poder ter chegado até ali…

 

9. Epílogo da Aventura

 

Depois de um magnífico jantar na localidade da Portagem é hora de regressar pela última vez ao nosso paraíso em Beirã. Às dez e meia da noite deito-me e só volto a acordar para a vida já o Sol começava a brilhar e a aquecer o ambiente. Foi uma directa.

 

Esperava-nos um dia muito importante e para o qual esperávamos vir a ter emoções muito fortes, positivas de preferência.

 

Tomámos o pequeno-almoço no local onde anteriormente funcionava o Restaurante da Estação de Marvão/Beirã. Foi precisamente neste local que muitas vezes Salazar e Franco se reuniram para acerto de estratégias políticas ibéricas comuns. Estávamos num local carregado de memórias históricas.

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Recebo uma mensagem do Frederico a perguntar-me se tinha concluído a prova pois, no live tracking, eu já tinha ultrapassado os 85 quilómetros... Sintomático do controlo que tinham feito aos vários atletas.

 

Feitas as malas partimos para Lisboa. Tínhamos um compromisso inadiável de estar antes das dezassete horas no Estádio da Luz para apoiar o clube da nossa preferência e levá-lo “ao colo” até ao tricampeonato. Que me desculpe o meu amigo Carlos Catela mas desta vez estávamos em lados opostos da “barricada”.

 

Dá-me o 35 era o nosso lema.

 

Que me desculpem também os nossos seguidores de blogue mas esta crónica/história foi um pouco longa demais. Mas havia tanto para relatar que, confesso, exagerei um pouco desta vez.

 

Atletas que concluiram a prova:

  • UTSM- 100 Km: 237
  • TL 60 Km: 235 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • 29 - Corrida de Belém
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:55

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Domingo, 22 de Maio de 2016

MEIA MARATONA ALEGRO SETÚBAL

Algumas horas após a bonita festa de comemoração dos 60 anos do nosso tartaruga Carlos Gonçalves os três carismáticos atletas partiram no Domingo para mais uma manhã/tarde de intensa e difícil atividade desportiva repartida por três provas (Trail longo do Castelo de Abrantes Carlos Gonçalves,Trail Curto do Castelo Abrantes Frederico de Sousa e Meia Maratona Alegro de Setúbal Carlos Teixeira).

 

Após o interregno de um ano voltei a participar na meia maratona de Setúbal agora batizada de Alegro, sendo os principais pontos a merecerem destaque  a alteração do percurso com especial referência aos 6 a 7 kms que se correm em plena Serra da Arrábida e a melhoria qualitativa da organização (entrega eficiente dos dorsais, reserva de estacionamento para os atletas num dos parques do centro comercial Alegro, distribuição de água regularmente, alteração da medalha muito mais bonita e disponibilização de autocarros para levar os atletas do local da chegada ao local da partida).

 

Quando de manhã saí de casa estava apreensivo face às condições atmosféricas que tinham ocorrido no dia anterior e que inicialmente pensei se iam repetir, ao atravessar a ponte Vasco da Gama chovia abundantemente no entanto quando cheguei ao Centro Comercial Alegro a chuva já tinha desaparecido e durante toda aprova praticamente não choveu (exceto entre o Km 18 e o Km19).

 

No Centro Comercial Alegro encontrei o meu colega de trabalho André Quarenta que quis fazer a corrida comigo, face à sua qualidade informei-o que as minhas condições físicas não eram as melhores face aos poucos treinos realizados durante a semana e à festa do dia anterior, mas ele insistiu e assim percorremos em conjunto os 21,095 Kms do percurso.

 

A partida teve lugar junto ao Centro Comercial Alegro em direção à rua Antero de Quental e os primeiros dez quilómetros da corrida não foram muito Interessantes decorreram em voltas no centro da cidade com alguns pontos com alguma acentuada altimetria, e com as tradicionais passagens no Estádio do Bonfim e na Avenida Luisa Tody.

 

Quando passámos a Avenida Luisa Tody e viramos para a EN10-4 em direção à Serra da Arrábida eu não queria acreditar na altimetria que se me deparava e pensei que iria ser difícil completar a prova, foram 6 kms de carrocel sobe e desce, com algumas subidas de grau elevado de dificuldade, mas com a ajuda da temperatura, da paisagem e do colega André lá consegui chegar ao Km 17 onde uma amiga descida me levou novamente à Avenida Tody onde estava instalada a meta.

 [Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 703

Vencedor: NUNO CARPINTEIRO (Individual) - 1:15:56

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 259)

Classificação Geral: 259º - Classificação no Escalão V55: 9º

Tempo Oficial: 1:47:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:47:48

Tempo médio/Km: 5m:07s  <=> Velocidade média: 11,74Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:49

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TRAIL CASTELO DE ABRANTES

Cinco em Seis...

 

Trocando por miúdos estas três palavras traduzem o nível de participação dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS, pelo quinto ano consecutivo, na prova de trail anualmente organizada pelo COA (Clube de Orientação e Aventura) nas imediações da cidade de Abrantes. Tirando o ano da estreia desta prova, o Frederico e o Carlos Gonçalves têm rumado anualmente a Abrantes para inscrever o seu nome e, acima de tudo, desfrutarem de uma corrida de Trail tão do seu agrado.

 

Com o Frederico de fora, devido a uma arreliadora lesão, e com a participação do Carlos Teixeira na Meia Maratona de Setúbal, a responsabilidade da representação do nome das LEBRES E TARTARUGAS deveria assim recair integralmente sobre os ombros do Carlos Gonçalves.

 

No entanto a vida reserva-nos, por vezes, algumas surpresas. As previsões meteorológicas são, actualmente, muito dinâmicas e com alterações constantes. Durante a semana que antecedia o Trail Castelo de Abrantes O Frederico apercebeu-se que iria haver muita água e muita lama em jogo. Assim entrou em contacto com a Organização da prova e, apesar de já ter encerrado o período de inscrições, conseguiu colocar o seu nome nesta prova. No entanto deixou a surpresa para o seu colega trailista adiada por alguns dias só o comunicando na véspera do evento e no meio do almoço comemorativo da entrada do Carlos Gonçalves no grupo dos Sexagenários. Ainda bem. Foi uma magnífica prenda.

 

No domingo dia oito de Maio, por volta das seis e quatorze da manhã, os dois atletas encontraram-se na Estação de Combóios de Campolide. Daí, e já com ares de dia, encetaram a viagem até à Cidade de Abrantes. Debaixo de chuva forte chegámos ao Complexo Desportivo e fomos levantar os nossos dorsais. Tivémos uma primeira surpresa com um número anormalmente baixo de atletas presentes.

 

Contrariamente aos anos anteriores desta vez a partida realizar-se-ia no Castelo de Abrantes pelo que tínhamos à nossa espera alguns autocarros que nos levariam até ao ponto de início da corrida. Dez minutos mais tarde a nossa viagem inicial terminava a escassas centenas de metros do local da partida. Como a chuva continuava intensa só por milagre é que começaríamos a prova ainda secos. Isso não aconteceu. Já dentro das muralhas do Castelo, e no local onde nos anos anteriores funcionava o Secretariado da prova, tinha de ser feito um controlo a todos os atletas presentes. Devido às condições meteorológicas presenciadas nos últimos dias muitas desistências tinham sido comunicadas à organização. Assim era de todo importante verificar quem efectivamente ali estava para participar em mais uma edição do Trail Castelo de Abrantes. A anteceder o início da corrida é feito um pequeno “briefing” realizado sob chuva forte. O Carlos Gonçalves olha em redor e tem um primeiro momento de pânico. Ali estavam muito poucos participantes para o Trail Longo e, pelo seu aspecto, desde homens a mulheres, eram maioritariamente do tipo “pro”. A tarefa parecia complicada para manter o nosso lema “Não ficar em primeiro nem último, para não dar nas vistas…”

 

Quando finalmente é dado o tiro de partida temos de percorrer algumas ruas de Abrantes para que, a pedido da Edilidade local, o Trail Castelo de Abrantes se integrasse nas festividades da elevação a cidade. Poucas centenas de metros após a partida o Carlos Gonçalves olha para trás e tem o segundo momento de pânico. Atrás de si não vinha ninguém. Começava a corrida logo em último lugar. Não importa. O que verdadeiramente interessava era desfrutar ao máximo este Trail.

 

Esta edição ficou marcada por condições meteorológicas um pouco adversas, aliás um reflexo do que tem acontecido nesta Primavera um pouco estranha com chuva em demasia e temperaturas a roçar o que deverá ser habitual mais em meses de Outono e Novembro a antecederem o Inverno que se seguirá. Uma das imagens de marca do Trail Castelo de Abrantes é que todos os anos há uma mudança substancial no percurso. E assim foi em 2016.

 

Mal deixámos a zona urbana entramos em trilhos mais ou menos técnicos em direcção ao Rio Tejo. Após este início de maior aperto entramos numa fase mais calma ao longo do Rio Tejo. Aí começamos a ser ultrapassados pelos primeiros atletas do Trail Curto. Virando a cabeça para trás ia vendo mais alguns corredores que se iam aproximando. Mas, olhando para os seus dorsais, verificava que todos eles eram mesmo do trail curto.

 

Ultrapassado o primeiro ponto de abastecimento rumamos finalmente à montanha. Com a separação dos dois percursos – Trail Longo para a esquerda e Trail Curto para a direita - sentia que a partir deste ponto estaria apenas acompanhado por mim próprio e pela minha vontade de realizar e terminar a minha participação do VI Trail Castelo de Abrantes e que assumia-se como o último teste e treino de preparação para o Ultra Trail de São Mamede que se realizaria uma semana mais tarde.

 

Por vezes a chuva deu algumas tréguas. O percurso não. Entre subidas e descidas testava-se a capacidade de superação dos desafios que iam sendo colocados aos atletas. Cada subida teria de ser realizada passo a passo. Nem vale a pena olhar para cima. Só temos de ver o próximo metro. A assim foi decorrendo a prova para o atleta “solitário”.

 

Quanto ao Frederico iniciou a sua prestação um pouco mais tarde. A parte inicial e a final eram comuns às do seu colega de equipa. A recuperar da sua lesão encarava este Trail como um treino mais competitivo e dentro das cautelas desejáveis e aconselháveis. O importante era terminar a corrida e sem prejudicar a sua recuperação. A certa altura começa a ser ultrapassado pelos primeiros atletas do Trail Longo.

 

O Carlos Gonçalves ia continuando a sua odisseia. Sozinho e bem acompanhado por si próprio.

 

Quando chega ao último Ponto de Abastecimento tem a confirmação de que atrás de si não vinha mais ninguém. Os últimos quilómetros são calcorreados em amena conversa com um elemento da organização que aproveita para ir retirando as fitas da sinalização do percurso. Confirma que, devido à chuva e à lama, em 2016 a prova foi mais dura do que nos anos anteriores.

 

Há alturas em que chegar em último tem a mesma emoção do que vencer uma corrida. Antes de terminar a minha prova sou obrigado a dar uma volta à Pista de Atletismo do Estádio Municipal. Quando entro na última centena de metros muitas dezenas, talvez mesmo algumas centenas de pessoas, permaneciam nas bancadas. E aí este humilde atleta tem o seu momento de glória. Cruza a meta debaixo de intensos aplausos. Até parecia que tinha vencido a prova. E venci, pelo menos à minha escala. Nem todos os que partiram do Castelo de Abrantes conseguiram chegar à meta. Alguns desistiram pelo caminho.

 

Reencontro dos dois Tartarugas. Um banho retemperador, um almoço oferecido pela organização composto por uma retemperadora Sopa, uma Bifana e uma bebida (cerveja, com certeza) à escolha.

 

Depois de reconfortados os dois trailistas regressam a Lisboa com a certeza de voltarem em 2017.

 

Pelo meio o Frederico fala com o terceiro Tartaruga Carlos Teixeira, informando-o que tudo estava bem e procurando saber como tinha decorrido a sua participação na Meia Maratona de Setúbal.

 

TRAIL CURTO

Atletas que concluiram a prova: 130

Vencedor: OCTÁVIO VICENTE (Casa do Benfica em Abrantes) - 1:23:47

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 150)

Classificação Geral: 113º - Classificação no Escalão M50: 8º

Tempo Oficial: 3:01:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 12m:08s  <=> Velocidade média: 4,95Km/h (*)

 

TRAIL LONGO

Atletas que concluiram a prova: 47

Vencedor: LUÍS MOTA (Casa do Benfica em Abrantes) - 3:12:08

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 26)

Classificação Geral: 47º - Classificação no Escalão M60: 5º

Tempo Oficial: 6:11:47/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 10m:37s  <=> Velocidade média: 5,65Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:20

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Terça-feira, 10 de Maio de 2016

CORRIDA DO 1º DE MAIO

No rescaldo de um início de fim de semana com emoções fortes relativamente à luta pelo título de Campeão Nacional de Futebol, os atletas das LEBRES E TARTARUGAS regressaram à competição participando, como habitualmente, na Corrida do 1º de Maio, em Lisboa.

 

Aliás este primeiro domingo de Maio assinala dois factos bem importantes: a reunião dos três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS e o regresso do Carlos Gonçalves às corridas de estrada. Desde a Rota da Fonte da Pipa, realizada em Torres Vedras no passado dia 28 de Fevereiro, este atleta tem optado invariavelmente pelas provas de Trail. Por outro lado foi também em Fevereiro a última vez que a nossa equipa esteve presente com o seu núcleo duro, mais precisamente no Grande Prémio de Algueirão/Mem Martins. Entretanto o Frederico lesionou-se num treino, confirmando a sua teoria que mais vale treinar pouco e, preferencialmente, nas provas oficiais.

 

O atletismo é uma modalidade substancialmente diferente do Futebol. Aqui não há Árbitros, Penalties ou Cartões. Cada um corre por si. E, competitivamente falando, é uma modalidade que assume contornos de “David contra Golias”. Quem quer vencer uma corrida, seja em termos de classificação geral seja no respectivo escalão, para sair vitorioso da contenda tem, necessariamente, de ser melhor do que todos os seus adversários. Parece um pouco injusto mas na realidade, salvo alguma influência externa, é das modalidades cujo resultado final em competição é dos mais justos. Ou se é o melhor ou não se é.

 

A Corrida do 1º de Maio é uma das clássicas do atletismo dito popular. A maioria dos atletas inscrevem-se, acima de tudo para se divertirem, para para praticarem desporto e para participarem, à sua maneira, nas comemorações do “DIA DO TRABALHADOR”. Sim porque, mesmo indiferente às opções políticas de cada um, quem é trabalhador tem todo o direito a festejar o seu dia.

 

A Corrida do 1º de Maio continua invariavelmente a atrair centenas de atletas, sejam eles nacionais ou estrangeiros. Os seus principais atributos, que lhe têm granjeado ao longo dos anos a enorme popularidade que todos lhe reconhecem, continuam a assentar em três pilares fundamentais: Organização simples mas à altura das exigências, taxa de inscrição muito acessível, e o facto, já por diversas vezes assinalado, de começar e terminar em plena Pista de Atletismo do Estádio 1º de Maio. O percurso tem sido invariavelmente o mesmo nas últimas edições. Após cumprirmos cerca de meia volta à Pista de atletismo saímos para a rua em direcção ao Campo via Avenida do Brasil. Seguem-se os túneis da Avenida da República até ao Saldanha e daí é sempre a descer até ao Terreiro do Paço. Com sensivelmente metade da prova cumprida os atletas têm de abordar a longa subida desde a Praça do Martim Moniz até ao Areeiro. Segue-se a Avenida João XXI para se descansar um pouco até ao Bairro de Alvalade. As últimas centenas de metros, cumpridas parte delas na Avenida da Igreja, são demolidoras. Chega a parecer que custam mais do que toda a Avenida Almirante Reis.

 

Com a entrada, finalmente, no Estádio 1º de Maio é a glória e o orgulho dos atletas que vem ao de cima.

 

Com a satisfação do dever cumprido os LEBRES E TARTARUGAS reagrupam-se no final, cada um contando as suas peripécias e dificuldades sentidas em mais uma Corrida do 1º de Maio, com a certeza de que ano após ano regressaremos a um palco onde costumamos ser, muito, felizes.

 

Ponto final. Após a reunião das LEBRES E TARTARUGAS cada um voltará a seguir caminhos diferentes. Para quem se sente mais identificados com as corridas de “Trail” segue-se um regresso ao seu “habitat” mais natural. O(s) estradista(s) têm mais alguns quilómetros de alcatrão para devorar. Uma certeza permanece: o nome da nossa equipa continuará a marcar presença em diferentes palcos.

 

Atletas que concluiram a prova: 1431

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (GFR Reboleora) - 0:47:28

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1370)

Classificação Geral: 1359º - Classificação no Escalão M5054: ND

Tempo Oficial: 1:39:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:34

Tempo médio/Km: 6m:34s  <=> Velocidade média: 9,13Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1271)

Classificação Geral: 502º - Classificação no Escalão M5559: ND

Tempo Oficial: 1:13:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:24

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,26Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1372)

Classificação Geral: 626º - Classificação no Escalão M5559: ND

Tempo Oficial: 1:16:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:41:16

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,85Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1249)

Classificação Geral: 244º - Classificação no Escalão M5559: 16º

Tempo Oficial: 1:41:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:15:57

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,85Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 20:44

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Terça-feira, 3 de Maio de 2016

CORRIDA DA LIBERDADE

ATÉ PARECE QUE NOS ZANGAMOS!

(mas as aparências iludem)

 

O grupo das Lebres e Tartarugas foi criado pelo prazer de juntar vários amigos de longa data numa nova modalidade – a corrida.

 

Nos seu palmarés os Lebres e Tartarugas já ultrapassaram as 100 provas em que participaram simultaneamente os três atletas fundadores – Frederico Sousa, Carlos Teixeira e Carlos Gonçalves.

 

Isoladamente cada um destes atletas já participou em mais de 200 provas.

 

No entanto, ou porque as opções são muitas, porque cada atleta tem as suas preferências, que gerir a sua disponibilidade ou é afligido por arreliadoras lesões, o facto é que tem sido difícil poder contar com a representação principal deste clube junta numa prova.

 

Por circunstâncias várias esta situação agravou-se nos últimos tempos ao ponto de desde a Meia Maratona de Lisboa só ter participado um dos Lebres e Tartarugas em cada prova.

 

Já sabemos no entanto que a legalidade será reposta com o almejado reencontro dos três amigos na mítica prova do 1º de Maio.

 

Estando arredado das últimas participações por motivos de uma lesão o Frederico pode finalmente participar numa corrida tendo-se juntado à Corrida da Liberdade no percurso mais longo – cerca de 11 kms.

 

O fisioterapeuta que o tratou recomendou para o atleta se resguardasse de esforços mais violentos e não acelerar muito – como se o Frederico alguma vez fosse adepto das velocidades…

 

A prova decorreu nos moldes já conhecido nos anos anteriores, nomeadamente

  • Prova gratuita 
  • Distribuição singular de dorsais (simples, rápida e eficiente)
  • Discursos políticos adequados à efeméride
  • Musica a condizer
  • Percurso já conhecido
  • Boa moldura humana
  • Sem cronometragem ou classificação
  • No final ainda tive direito a uma t-shirt alusiva (ou seja é uma prova que dá lucro)

Com partida pontual às 10:30, percorreram-se pois os 11 kms em honroso passo de tartaruga - devagar, devagarinho ou parado (a andar) para não destoar da identidade do Clube.

 

Deu para ver as vistas ;-)

 

A Tartaruga Frederico registou pois no seu cronómetro o estonteante tempo de 1:09:04. Temos avião.

 

Finalmente, e para se penitenciar da sua já lendária preguiça, o Frederico optou no final da corrida percorrer a pé o percurso entre o local da chegada (Restauradores) e a sua casa (Belém).

 

Tencionava alternar corrida e andar, mas foi essencialmente andar.

 

É que o tempo convidada ao turismo e não ao desporto.

 

Tenho dito!

 

[Crónica de Frederico Sousa]

 

FREDERICO SOUSA

Classificação Geral: ND - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 1:09:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 6m:17s  <=> Velocidade média: 9,56Km/h (*) 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Corridas do Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
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publicado por Carlos M Gonçalves às 21:19

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