Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

GRANDE PRÉMIO DE ATLETISMO DE ALGUEIRÃO/MEM MARTINS

As LEBRES E TARTARUGAS iniciaram o ano de 2016 em franca actividade. Só no primeiro fim-de-semana deste ano é que nenhum dos nossos atletas esteve em competição. Daí para cá um, dois, ou mesmo três dos nossos fundadores, têm honrado a camisola que muito orgulhosamente vestem levando o nome da nossa equipa às mais variadas provas. E, contrariando a tendência do ano passado, a equipa apresentou-se em Mem Martins na sua máxima força. Aliás parece que estes três amigos querem mesmo atingir rapidamente o número mágico das duzentas corridas em equipa. Depois de longos meses em que o mais difícil foi mesmo reunir os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS numa mesma corrida, terminámos 2015 em grande com a participação de seguida nas três provas habituais do fecho do ano.

 

Do nosso calendário de provas para o primeiro trimestre de 2016 não constava a participação nesta corrida. Mas, como é sempre melhor correr acompanhado do que treinar sozinho, acabámos por, contra ventos e marés, nos inscrevermos pela terceira vez numa prova que desafiámos um pouco por acaso em 2012. Nessa altura era apenas o Grande Prémio de Mem Martins, uma corrida que parecia não ter grandes motivos de interesse. E às vezes a surpresa vem de onde menos se espera. E foi assim que em 2015 o Frederico e o Carlos Gonçalves voltaram a este local na companhia do Pedro Antunes, um Tartaruga não fundador mas já com o estatuto de nosso membro. Como consequência da união de algumas freguesias a prova foi rebaptizada de Grande Prémio de Aletismo de Algueirão/Mem Martins. Mas todos os ingredientes se mantiveram intactos.

 

Mais do que uma simples corrida de dez quilómetros, na qual imprimimos um ritmo bastante superior ao habitual nos nossos treinos, o traçado do percurso continua a ter os condimentos essenciais para quem pretende um treino um pouco mais exigente. Apenas o início e o fim é que são predominantemente planos. Logo à entrada do quilómetro dois temos pela frente uma subida bem desgastante e que voltaremos a repetir um pouco mais à frente. Toda a corrida é um pouco em zigue-zague ascendente e descendente. É o tipo de percurso ideal para quem pretende fazer um treino intervalado, mais conhecido por “fartlek”, com constantes alterações do ritmo cardíaco.

 

Com partida e chegada em frente às instalações dos Bombeiros Voluntários a logística ficou mais fácil. E como estacionar o carro não é um grande problema então os atletas apenas se têm de preocupar em chegar a horas para o levantamento dos dorsais e calmamente se equiparem e aquecerem os músculos e as articulações para a corrida. Tudo sem “stress”.

 

No caso das LEBRES E TARTARUGAS o Frederico tratou de, alguns dias antes, ir directamente às instalações da Xistarca levantar os nossos dorsais. Foi menos uma “dôr de cabeça” para o dia da prova. Assim a hora do encontro da equipa, como habitualmente à porta da casa do Frederico, ficou para um pouco mais tarde do que o habitual. Do Bairro do Restelo até Mem Martins são pouco mais de quinze minutos, isto se não nos perdêssemos. Mas tínhamos de evitar uma gigantesca operação de "Auto Stop” que a Polícia tinha montado em frente ao Bairro de Caselas, e logo no sentido Lisboa Sintra. Se não encontrássemos um percurso alternativo iríamos perder algum tempo com todas as formalidades da Polícia. No mínimo seriam uns quinze a vinte minutos e se não decidissem implicar com alguma coisa que eles sempre descobrem para complicar a vida do maior dos inocentes. Às voltas pelo Restelo e pela Serra do Monsanto conseguimos chegar sãos e salvos até Pina Manique. Apanhando o IC 19 rapidamente chegamos ao local da partida da prova. Encontrar lugar para estacionar o nosso carro não foi muito difícil. Ainda tivemos tempo para um curto aquecimento.

 

Às dez horas toca a sirene dos Bombeiros dando início à Corrida principal. Os atletas lançam-se à estrada. Os repetentes conhecem o percurso e preparam-se mentalmente para o que os espera.

 

Depois de ultrapassados todas as dificuldades, e perto da marca dos oito quilómetros, encontramos os participantes da Caminhada. Em ambiente de festa cumprimos a parte final da prova. Passando por baixo da linha do caminho-de-ferro deixamos para trás o último troço em subida. Começa a aceleração até à meta. Nos derradeiros metros tentamos queimar alguns preciosos segundos ao nosso tempo de corrida. E, se possível, ultrapassar algum atleta mesmo em cima da meta.

 

O Sol resplandecente ameniza o frio que se fazia sentir. Já no repouso final, e enquanto esperamos uns pelos outros, dedicamos algum tempo aos necessários e aconselháveis alongamentos.

 

Foi a centésima vigésima quinta prova em conjuntos das LEBRES E TARTARUGAS. Não paramos e no próximo Domingo regressaremos a Torres Vedras para participar na Rota da Fonte da Pipa.

 

Atletas que concluiram a prova: 408

Vencedor: ANDRALINO FURTADO (Sporting CP) - 0:32:50

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 298)

Classificação Geral: 343º - Classificação no Escalão M5054: 40º

Tempo Oficial: 1:00:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:06

Tempo médio/Km: 6m:01s  <=> Velocidade média: 9,98Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 299)

Classificação Geral: 133º -  Classificação no Escalão M5559: 10º

Tempo Oficial: 0:47:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:47:34

Tempo médio/Km: 4m:45s  <=> Velocidade média: 12,61Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 300)

Classificação Geral: 202º - Classificação no Escalão M5559: 16º

Tempo Oficial: 0:51:12/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:54

Tempo médio/Km: 5m:05s  <=> Velocidade média: 11,79Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 21 - GP Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:55

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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

CORRIDA DA ÁRVORE - 2016

200

Sexta participação da equipa das LEBRES E TARTARUGAS na Corrida da Árvore. E repetindo a nossa primeira presença no ido ano de 2011, cinco anos depois a equipa regressa completa a um ambiente de onde guardamos boas recordações. A Serra do Monsanto, um pouco à imagem da Serra de Sintra, tem um ambiente muito próprio e que nos tem propiciado experiências únicas e que nos ficam na memória, muito particularmente a Lisbon Eco Marathon.

 

Mas quem estiver a ler esta crónica certamente que perguntará o que significam aqueles algarismos com que se inicia este texto. Acima de todas as recordações, a nossa presença nesta corrida assinala um marco que envolve directamente os três atletas fundadores das LEBRES E TARTARUGAS. Isoladamente ou em equipa, dentro ou fora das LEBRES E TARTARUGAS, a prova deste fim-de-semana regista a corrida número duzentos do Frederico Sousa, atingindo um feito que os seus outros dois colegas já tinham alcançado. Agora até parece fácil chegar a este número tal a profusão de corridas que temos ao nosso dispor. Mas se recuarmos alguns anos, no tempo em que a corrida ainda não tinha entrado na moda como agora se diz, a oferta era relativamente escassa e, sobretudo, pouco divulgada. A participação em corridas de cariz mais popular resumia-se às mais propagandeadas como eram as duas Meias-Maratonas de Lisboa – Ponte 25 de Abril e Ponte Vasco da Gama – a Corrida do Tejo e a São Silvestre de Lisboa. Neste momento é tudo mais fácil. E não temos só as provas de estrada mas também as de “trail”. O mais difícil neste momento é a escolha da corrida para cada fim de semana. E temos também de resistir a alguns apelos sob pena de entrarmos em saturação. Não é isso que queremos. O nosso principal objectivo é que daqui a mais dez, quinze, e porque não vinte anos, ainda nos vejamos a correr juntamente com os mais novos, certamente com idade para serem nossos netos. Não queremos parar, porque, como diz o ditado, “parar é morrer”.

 

E neste último fim de semana não parámos. A Corrida da Árvore não fazia parte dos nossos planos iniciais. Mas como se realizava em Lisboa, perto de casa de cada um nós, decidimos que o melhor treino dominical seria fazê-lo em companhia. E para isso nada melhor do que nos inscrevermos numa qualquer corrida que estivesse programada para essa data. Apesar das condições meteorológicas não serem as mais convidativas (frio, vento e chuva ), os três comparsas reuniram-se junto ao Restaurante dos Montes Claros para participarem em mais uma edição da Corrida da Árvore. Atendendo ao elevado número de atletas inscritos o mais difícil era mesmo encontrar lugar para estacionar os carros. A hora marcada para o encontro das LEBRES E TARTARUGAS era as dez da manhã. O Carlos Teixeira chegou com vinte minutos de avanço e já se viu em palpos de aranha para encontrar um buraco onde estacionar o seu BMW. O Frederico foi de boleia. O Carlos Gonçalves já encontrou o trânsito cortado na recta de partida pelo que teve de deixar o seu “bolinhas” do outro lado da auto-estrada de Cascais. Como a hora da partida se aproximava rapidamente teve de dar uma corrida até chegar junto dos seus dois companheiros. Foi o aquecimento tantas vezes descurado.

 

Mal havia tempo para nos aprontarmos para a corrida. Colocados os dorsais e os chips saímos do conforto do carro do Catela e enfrentámos o frio e a chuva que começava a aparecer. Esta foi uma das manhãs que convidava a tudo menos à corrida. Como dizia um dos atletas a vantagem de nos inscrevermos numa prova é que assim somos mesmo obrigados a sair de casa e fazer um pouco de exercício. Caso contrário o mais provável era , ao nos darmos conta do frio e da chuva que reinavam nesta manhã de Dmingo, ficarmos no aconchego do lar adiando o treino dominical à espera que as condições melhorassem. E se continuasse a chover, como assim se verificou, ficaríamos em casa, sequinhos mas com um sentimento de culpa que nos iria acompanhar e atormentar ao longo de todo o dia de Domingo. Sofrer também é viver e é o melhor remédio para nos prepararmos, pelo menos ao nível psicológico, para o desgaste de mais uma semana de trabalho. “Sofres mais quando corres ou quando não sais para correr?” Esta frase, que encontramos estampada nas camisolas de alguns atletas, traduz bem o sentimento dos “runners” e como o desporto é um terrível mas saudável vício. Começar não custa. O que custa é largar.

 

A Corrida da Árvore não nos trouxe novidades. O mesmo percurso de sempre, pelo menos das últimas edições. O grande aglomerado de atletas dificultou um pouco o início da corrida. Mas rapidamente tudo se recompôs e cada atleta facilmente se encaixou no seu ritmo. Sendo predominantemente a descer na primeira metade tínhamos na nossa cabeça a lenta e gradual subida da segunda parte agravando-se entre o oitavo e o nono quilómetros. Chegados à rotunda dos Montes Claros era sempre a descer até à meta instalada junto à Alameda Keil do Amaral. Como o mote da corrida era o da preservação da natureza os atletas são convidados a levarem consigo um pequeno pinheiro para o plantarem e acompanharem o seu crescimento.

 

Atendendo às condições meteorológicas que se faziam sentir os atletas das LEBRES E TARTARUGAS tinham combinado previamente que quando cada um terminasse a prova não esperaria pelos outros e dirigir-se-ia de imediato ao local do encontro inicial. Já dentro do carro a chuva começa a cair com maior intensidade que, devido ao frio, cai sob a forma de granizo. Cada um regressa a casa com a satisfação do dever cumprido. E já só pensamos nas próximas corridas.

 

Atletas que concluiram a prova: 2277

Vencedor: JOÃO PEREIRA (Sport LIsboa e Benfica) - 1:05:29

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1007)

Classificação Geral: 713º - Classificação no Escalão M5054: 72º

Tempo Oficial: 1:00:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:26

Tempo médio/Km: 6m:03s  <=> Velocidade média: 9,93Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1008)

Classificação Geral: 257º -  Classificação no Escalão M5559: 14º

Tempo Oficial: 0:50:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:53

Tempo médio/Km: 4m:59s  <=> Velocidade média: 12,03Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1009)

Classificação Geral: 457º - Classificação no Escalão M5559: 31º

Tempo Oficial: 0:55:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:31

Tempo médio/Km: 5m:27s  <=> Velocidade média: 11,01Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 21 - GP Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:06

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

20 KMS DE CASCAIS

No Domingo de Carnaval os Lebres e Tartarugas estiveram mais uma vez representados em mais uma edição dos 20 KMS de Cascais. Os atletas Carlos Teixeira, Hugo Ferreira e Frederico Sousa reuniram-se em casa deste último e seguiram todos juntos até à vila mais bela de Portugal estacionando a viatura muito próximo da casa do professor Marcelo futuro Presidente da Republica. Colocados os dorsais e os chips os tartarugas fizeram um curto aquecimento na direção dos WC dado que 2 dos 3 atletas estavam mesmo aflitos. Após o serviço os 3 tartarugas separaram-se para os respetivos blocos de partida, não sem antes efetuarem a habitual celebração e combinar o local de encontro final que como habitualmente foi na estátua do rei D. Pedro I. A partida deu-se às 10h em ponto com muitos participantes de ambos os sexos alguns deles como é hábito nesta prova apresentaram-se mascarados. O percurso teve um traçado igual ao da edição anterior, partida na baía de Cascais, passagem pelo centro, subida da avenida 25 de Abril, descida da avenida da republica em direção à marina e quartel e depois a passagem pela boca de inferno atingindo-se o 6KM próximo da zona da Guia. Cumpridos os primeiros 6km talvez a parte mais difícil da prova (com exceção da subida do farol da Guia aos 17km), foi correr até perto do Guincho com uma temperatura agradável muito quente para o Frederico que queria a chuva da noite anterior ou muito frio, mas acabou por apanhar com sol temperado com algum vento que não era muito forte, mas não deixou de dificultar alguns KMS da prova. No kM 11,3 retornamos em direção a Cascais sendo a maior dificuldade a subida do farol da Guia mas a partir daí e principalmente após o KM 18 foi sempre a descer até à meta instalada na baía de Cascais tal como tinha sido a partida. No regresso falámos com o tartaruga Carlos Gonçalves que nos trocou por um trail em Bucelas que adorou e que segundo referiu tinha muita lama o que provocou muita inveja no Frederico!!!!!

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2277

Vencedor: JOÃO PEREIRA (Sport LIsboa e Benfica) - 1:05:29

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 936)

Classificação Geral: 776º - Classificação no Chip: 740º - Classificação no EscalãoV50: 75º

Tempo Oficial: 1:38:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:30

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,18Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 937)

Classificação Geral: 2083º - Classificação no Chip: 2087º - Classificação no EscalãoV50: 202º

Tempo Oficial: 2:10:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:09:10

Tempo médio/Km: 6m:28s  <=> Velocidade média: 9,29Km/h (*)

 

HUGO FERREIRA (Dorsal Nº 938)

Classificação Geral: 1234º - Classificação no Chip: 1256º - Classificação no Escalão: Não considerado por ter corrido com o Dorsal de outro atleta (V60)

Tempo Oficial: 1:48:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:46:47

Tempo médio/Km: 5m:20s  <=> Velocidade média: 11,24Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:30

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

TRAIL BUCELAS/AVENTURA

O que fazia, neste fim-de-semana carnavalesco, um atleta das LEBRES E TARTARUGAS sozinho no Trail de Bucelas quando os seus companheiros de equipa participavam na tradicional prova dos 20 Kms de Cascais? Certamente que o desejo de abraçar novos desafios. E porque razão o deixaram desprotegido e à mercê de uma qualquer LEBRE trailista que marcasse presença na prova de Bucelas?

 

A corrida está na moda. Este é um “slogan” muito repetido nos últimos anos. E o “Trail Running” começa a “desviar” muitos dos atletas que tradicionalmente se inscreviam em provas de estrada de cariz essencialmente popular. Como dizia neste fim-de-semana em Bucelas um atleta nosso amigo, nas corridas de estrada “andamos sempre na Red Line. Não temos tempo para disfrutar a corrida e a paisagem, estando mais preocupados na quebra de recordes”. E é por este pequeno/grande detalhe que cada vez mais os chamados atletas populares começam a optar por trocar o alcatrão pelos trilhos, com todos os percalços que habitualmente surgem pela frente.

 

Quando estava a tratar das inscrições da nossa equipa para os 20 Km de Cascais o Tartaruga Carlos Gonçalves descobriu o Trail de Bucelas e não pensou duas vezes. De imediato decidiu regressar a um local de boa memória onde participou numa das mais belas provas de Trail e que se realizou na Noite das Bruxas de 2015.

 

A corrida estava marcada para as nove horas da manhã, sendo antecedida pela habitual recepção e “briefing” aos atletas. Assim este atleta decidiu dispensar o descanso extra propiciado por um fim-de-semana e acertou o despertador para as seis horas da matina como se se tratasse de um dia normal de trabalho. Uma prova de “Trail” exige outros preparativos como sejam a organização do “kit de sobrevivência”, constituído por Mochila do tipo Camel Bak com reservatório de água, suplementos alimentares e energéticos, e equipamento de substituição para o caso de chegar ao fim completamente enlameado (o que na realidade veio a acontecer). E como o desgaste iria ser maior o pequeno-almoço também deveria ser mais reforçado.

 

A chegada a Bucelas fez-se sem percalços. A pouco mais de cinquenta quilómetros de sua casa as estimativas apontavam para uma viagem curta com uma duração aproximada de quarenta minutos. É bom chegar cedo, encontrar um lugar para o carro, e, tranquilamente, ir à procura do local de funcionamento do Secretariado para levantamento do seu dorsal. Eram oito de manhã e já o atleta descansava dentro da sua viatura. Ao som da Antena 3, dava os últimos retoques no seu equipamento e verificava que nada lhe faltava. E tinha margem de manobra para as habituais idas a uma casa de banho para se libertar de líquidos extras …

 

Uma primeira ida à zona da partida para sentir o pulsar da prova e aferir o grau de participação de atletas neste Trail às portas de Lisboa. O movimento era bastante grande e perturbador da habitual calma reinante nesta freguesia de Loures. Em provas de montanha, e quando a participação feminina se faz sentir em maior grau, o colorido invade as ruas. Os “trailistas” têm um equipamento muito particular, desde as meias/perneiras de compressão até aos impermeáveis corta-ventos, em cores berrantes e visíveis mesmo em condições de fraca luminosidade.

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O reencontro com um atleta de outras provas serve para registar a presença do Tartaruga numa terra onde o Vinho é um grande símbolo.

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À hora certa é feita a contagem decrescente para o início da corrida. O primeiro quilómetro, ainda em alcatrão, é feito sempre a subir. Passados cerca de 450 metros faz-se sentir a presença de alguns chuviscos coincidindo com a entrada, finalmente, em terra batida. À medida que vamos avançando uns continuam a correr enquanto que outros, talvez a pouparem-se para o que aí vem, alternam entre a corrida e o passo acelerado.

 

Os quilómetros vão-se sucedendo. E como as provas de montanha são tão belas. Umas vezes a subir e outras a descer vamos alternando de posições classificativas (isso existe em corridas de montanha?). Umas atletas chamam a atenção pelas suas saias coloridas e feitas de fitinhas de fino papel brilhante a lembrar o Carnaval. “Podemos sujar os sapatos e as meias. Só não podemos é sujar as nossas saias”, dizia uma delas.

 

Por volta dos sete quilómetros encontramos o primeiro abastecimento. Os atletas mais atrasados conseguem, momentaneamente, alcançar os mais adiantados. Mas por pouco tempo. E, como mais à frente iremos comprovar, cada ponto de abastecimento está sempre localizado antes de uma subida mais exigente.

 

A lama começa a dar os seus primeiros sinais. E também começamos a disfrutar de novas emoções. Pela frente teremos de atravessar duas ribeiras com o auxílio de cordas, elementos essenciais para não cairmos. E quem quisesse ultrapassar estes obstáculos sem molhar os pés o melhor era ter ficado em casa.

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Estamos sensivelmente a meio da prova e lembramo-nos, para quem conhece, os Trilhos do Almourol. O sinal de Perigo surge pela primeira vez avisando-nos de que na descida que temos pela frente todo o cuidado é pouco. Olhando para a frente e para cima vemos um serpenteado de atletas monte acima. Só que não nos apercebemos do que realmente nos espera. Uma subida íngreme quanto baste e normal para uma prova de “Trail”. Pois. Só que pior do que o declive temos a lama como maior obstáculo. A partir de certa altura vale tudo. Tentamos encaixar os pés nos socalcos deixados pelos atletas que nos precederam. Mesmo assim a tracção começa a faltar. Deita-se a mão a algum ramo que sirva de bastão e que ajude naquela subida interminável. De vez em quando olha-se para cima e só se vez lama e mais lama. A certa altura, quando o piso parece escorregar sob os nossos pés, a maior preocupação não é tanto subir mas evitar deslizar por ali abaixo. Agarramo-nos a toda a vegetação existente em redor. Uns breves segundos de descanso e tentamos retomar a nossa caminhada.

 

Subitamente o “Black”, um Labrador com o qual nos tínhamos já cruzado nos primeiros quilómetros, passa por nós com uma ligeireza tremenda no meio daquele imenso lamaçal que nos faz desejar ser, pelo menos uma vez na vida, um cão. A tracção total faz a sua diferença. E do Black nunca mais vimos sinais. Finalmente atingimos o topo. Um pequeno cartaz, com um “smile”, dá-nos os parabéns pelo nosso feito. Conscientes de termos ultrapassado o pior bocado enfrentamos o que nos resta de “peito feito”.

 

Aos dezassete quilómetros temos o terceiro abastecimento. Estrategicamente montado antes da última subida, como alguém muito a propósito refere. Se bem que as energias já não sejam as mesmas, atacamos esta fase conscientes de que pouco nos falta. Lá em cima avistamos alguns geradores eólicos. A andar, porque as forças já não abundam, vencemos o último obstáculo. Mas nem sempre podemos descansar numa descida, ainda por cima quando, em determinado ponto, encontramos uma árvore forrada com espuma. Será para amortecer algum atleta que possa perder o controlo na descida?

 

Finalmente reentramos no alcatrão. São só mais quatrocentos metros até à meta. De volta ao local da partida, e ao som da entrega dos prémios para os melhores classificados, um grupo de atletas conclui a sua prova. Para a posteridade fica registado o estado lastimoso com que o único representante das LEBRES E TARTARUGAS terminou o Trail de Bucelas. Apenas teve de pedir a uma atleta para registar esse momento com o seu telemóvel.

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Depois de cumpridos alguns, possíveis, alongamentos musculares, era altura de regressar a casa. Volto a reencontrar o símbolo vínico da Região de Bucelas. É tempo de registar o momento final do “depois” da corrida. O nosso isolado atleta olha em redor à procura de alguém que se disponha a uma fotografia final. Encontra duas atletas mascaradas que, sem qualquer hesitação, acedem ao pedido do desgastado, mas feliz, Tartaruga. “Estávamos mesmo à procura de alguém que nos tirasse uma fotografia com o nosso telemóvel”, diz uma delas. Meu dito, meu feito. Um favor paga-se com outro favor.

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E também me autorizam a tirar uma fotografia delas para o nosso blogue.

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É de fazer inveja aos restantes Tartarugas que ficaram por Cascais.

 

Atletas que concluiram a prova: 479

Vencedor: FÁBIO FONTOURA (A Minha Corrida/Kalenji) - 1:37:29

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 388)

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Classificação Geral: 414º - Classificação no Escalão M60: ND

Tempo Oficial: 3:32:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:32:40

Tempo médio/Km: 10m:08s  <=> Velocidade média: 5,92Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 01:10

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016

CORRIDA FIM DA EUROPA

“Dificilmente haverá prova mais bonita!"

Uma frase Feliz de “O Mundo da Corrida” transformou-se no lema oficial da Corrida do Fim da Europa. Por ele, ou talvez nem só, este prova tem vindo a atrair, ano após ano, um número crescente de participantes. E o “click” maior deu-se quando no ano de 2012, por dificuldades de apoio, não se realizou a prova. No seu lugar tivemos o “Treino do Fim da Europa” com o mesmo percurso e com a presença de algumas centenas de participantes. O espírito mantinha-se vivo. Todos os que tiveram o orgulho de estar nesta elite de indefectíveis apoiantes da Corrida do Fim da Europa ficaram com a garantia de que dificilmente a mesma deixará de se realizar.

 

A edição deste ano foi a mais concorrida de sempre com a bonita marca de 2480 atletas a partirem de Sintra e a chegarem ao Cabo da Roca. Uma vez mais a organização escalou os atletas em dois blocos de partida para assim se evitarem congestionamentos maiores ainda dentro da Vila e ao longo dos primeiros quilómetros.

 

A maior dificuldade da Corrida Fim da Europa não está na dureza do percurso. Todos sabemos que começamos com perto de três quilómetros sempre a subir até que entramos definitivamente na magia da Serra de Sintra. E mesmo aquela terrível subidinha perto do décimo quilómetro, após o segundo abastecimento, já é assumida por todos como parte integrante do programa e da beleza da corrida. E os últimos seis quilómetros, vertiginosamente sempre a descer, também não nos dão descanso. Mas estamos todos preparados física e psicologicamente para estes desafios. O grande, mesmo grande, problema está na logística. Todos os anos temos de deixar um carro o mais próximo possível da chegada e que nos levará de volta a Sintra. Desta vez o Frederico foi de véspera assegurar o parqueamento do seu caro em Azóia, num local tão perto quanto possível da Meta mas que não ficasse dentro do perímetro de corte de trânsito. E ficou novamente adiado o nosso desejo, pelo menos de alguns, de, após terminar a corrida, regressarmos à zona da partida efectuando o percurso em sentido inverso. Fica para o ano que vem.

 

O ponto de encontro da equipa das LBRES E TARTARUGAS – Carlos Teixeira, Frederico, João Valério, Carlos Gonçalves e Hugo – foi a casa do Frederico. Não sendo necessário irmos deixar um carro perto da chegada marcámos como hora de partida as oito e meia da manhã. Não nos poderíamos atrasar muito pois o estacionamento em Sintra também é difícil.

 

Pelo caminho o Frederico repetia vezes sem conta que já tinha no bolso o comando do portão da sua garagem. Na realidade ele queria referir-se à chave do seu automóvel sem esquecer o episódio de há uns anos atrás em que deu ao Carlos Gonçalves não a chave da carrinha monovolume mas o comando do portão da garagem.

 

Chegados a Sintra no carro do Tartaruga Catela tempos de procurar um lugar para estacionarmos. Uma vez mais descobrimos um dos últimos lugares no Parque do costume e bem mesmo por baixo do local da partida. Os atletas preparam-se para a grande prova. O Frederico mostra-se-nos com um novo visual com umas perneiras de compressão de um deslumbrante amarelo fluorescente. Com um “cinto de ligas”, como frisou o Carlos Teixeira.

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 A temperatura não era tão baixa como costuma ser habitual nesta altura do ano. Os quatorze graus que se faziam sentir até eram de algum calor, pelo menos para o Frederico. Poucas caras conhecidas, talvez porque a afluência de atletas fosse bastante grande.

 

Às dez horas é dado o sinal de partida. A correr ou a andar começa a escalada da Serra de Sintra. Num percurso que não tem sofrido alterações, pelo menos nas últimas sete edições em que temos participado, o encanto continua a ser o mesmo. Para quê mudar um conceito vencedor? A tradição ainda é o que era. E mudar só por mudar …

 

Logo de início o nosso grupo desfaz-se. Cada um vai no seu ritmo e em consonância com os seus propósitos. Todos os obstáculos vão sendo ultrapassados. Uma grande vantagem em já conhecermos o trajecto é estarmos muito melhor apetrechados mentalmente para as suas dificuldades.

 

Os últimos seis quilómetros sempre a descer revelam-se, por vezes, bem mais cansativos do que as subidas que ficaram para trás. À entrada da localidade de Azóia, com o Cabo da Roca já bem visível, sentimos o apoio popular que nos empurra até à meta. “Ânimo, já falta pouco”. Um atleta responde “ânimo temos, pernas é que já não”… Com ou sem pernas conseguimos chegar ao extremo mais ocidental da Europa, “onde a terra acaba e o mar começa”. Com a meta mesmo à nossa frente, e após uma última subidinha, entramos num empedrado irregular que dificulta de sobremaneira o final da corrida. As pernas parecem totalmente descomandadas e daí até ao “espalhanço” vai uma curta distância.

 

Pouco a pouco vão chegando os Tartarugas. Reencontram-se alguns conhecidos. É a hora do regresso a casa. Mais uma Corrida do Fim da Europa concluída. E no próximo ano voltaremos.

 

Atletas que concluiram a prova: 843

Vencedor: RUI TENRINHO (Benfiquista) - 0:34:08

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 209)

Classificação Geral: 700º - Classificação no Escalão M55: 16º

Tempo Oficial: 1:29:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:27:47

Tempo médio/Km: 5m:11s <=> Velocidade média: 11,58 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 210)

Classificação Geral: 2057º - Classificação no Escalão M50: 142º

Tempo Oficial: 1:52:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:50:51

Tempo médio/Km: 6m:32s <=> Velocidade média: 9,17 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 208)

Classificação Geral: 1284º - Classificação no Escalão M55: 44º

Tempo Oficial: 1:37:31/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:36:14

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,56Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 211)

Classificação Geral: 1535º - Classificação no Escalão M60: 109º

Tempo Oficial: 1:41:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:40:32

Tempo médio/Km: 5m:56s  <=> Velocidade média: 10,11Km/h (*)

 

HUGO FERREIRA (Dorsal Nº 1450)

Classificação Geral: 1239º - Classificação no Escalão M40: 274º

Tempo Oficial: 1:37:00/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:35:45

Tempo médio/Km: 5m:39s  <=> Velocidade média: 10,62Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Janeiro

  • 10 - GP de Atletismo do Camarnal (Camarnal/Alenquer) - 10 Km
  • 17 - Corrida dos Adeptos e dos Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Lisboa a Mexer - Centro Histórico (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 17:13

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