Sábado, 25 de Abril de 2015

10ª CORRIDA DO BENFICA - António Leitão

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E o Leão visitou o “ninho da Águia”.

 

Trocando por miúdos o nosso atleta Carlos Teixeira, leão do coração, não teve quaisquer pruridos ou receios em participar na Corrida do seu rival Sport Lisboa e Benfica. Aliás já anteriormente tinha feito esta prova na companhia dos seus dois amigos Benfiquistas Tartarugas. A isto se chama “fair-play” e que também se aplica aos seus companheiros que igualmente também já entraram no covil do Leão ao participarem na prova promovida pelo clube adversário ao da sua preferência.

 

A Corrida do Benfica, além de incentivar a prática desportiva de muitos atletas, sejam eles dos dez quilómetros, da légua ou da caminhada, presta uma homenagem a um dos grandes “artistas” do atletismo luso e contemporâneo do enorme Carlos Lopes. Fora das rivalidades clubistas, mais presentes quando falamos do futebol, há nomes que são unanimemente reconhecidos em todos os quadrantes, mesmo para os mais fanáticos. E é o caso do António Leitão.

 

A Corrida do Benfica não é uma daquelas provas mais interessantes e que atraem a maioria dos atletas amadores de estrada. Normalmente inscrevem-se aqueles que fazem questão de contribuir para aumentar o sucesso de uma prova organizada pelo seu clube predilecto. E há os outros, como as LEBRES E TARTARUGAS, que optaram por esta corrida para preencherem um buraco no seu calendário de provas neste mês de Abril.

 

A nossa participação na Corrida do Benfica assinala também o regresso conjunto dos três TARTARUGAS à competição, cessando um jejum que já durava desde a Corrida do Atlântico, por sinal patrocinada pelo Núcleo Sportinguista da Costa de Caparica. E já lá vão quase dois meses.

 

O adiantado da hora prevista para o início da corrida principal – às onze da manhã – afastava todo o “stress” habitual das provas de estrada. Com os dorsais levantados previamente a maior preocupação residia sobre o local onde estacionar as viaturas para quem se deslocaria de automóvel. E, neste particular, o Carlos Teixeira foi quem mais se preocupou pois na sua única participação na Corrida do Benfica ficou com o automóvel bloqueado por estar estacionado em local não autorizado. Já não lhe bastou fazer a corrida do clube rival como ainda por cima, como castigo, ficou apanhado nas malhas da Polícia tão ávida de capturar condutores mais desprotegidos.

 

Para além dos três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS o Frederico ainda se fez acompanhar de dois colegas de profissão, um Português e outro Alemão.

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Este último simplesmente adorou toda esta moldura humana. No seu País não é habitual ver tanta gente a correr. E, por certo, que também ficou deslumbrado, pensamos nós benfiquistas, com a majestosa catedral do “Glorioso SLB”.

 

Onze horas da manhã e inicia-se a corrida principal. A quantidade de atletas é tal que nos primeiros quilómetros não temos grande margem de manobra. Cada um corre como pode, e como os restantes lho permitem. Sensivelmente a meio dá-se o ponto alto da corrida com a entrada no Estádio do SLB. Momentos antes todos os participantes têm de entrar no parque automóvel subterrâneo antes de voltarem a ver a Luz do dia já em pleno relvado. “SLB, SLB, SLB, Glorioso SLB, Glooorioooso SLB”. É este o cântico que entoa a maioria dos atletas presentes. Não será estranho quando grande parte é simpatizante do popular clube Lisboeta. Mas, e isto serve de exemplo para outras paragens, os muitos Sportinguistas presentes não se atemorizam perante tal plateia mas, com um “fairplay” assinalável, não estragam a festa dos seus companheiros da Segunda Circular. Alguns mesmos ousaram, e bem, ostentar orgulhosamente a sua camisola “Verde e Branca”. Mais do que uma provocação assumem um verdadeiro espírito desportista. Aliás o mesmo já se tem verificado na igualmente famosa Corrida do Sporting.

 

Já perto do Estádio, e com a meta à vista, cada um tenta terminar a sua prova com o máximo de dignidade possível e com a satisfação do dever cumprido.

 

Feito o reagrupamento do grupo junto à estátua do Rei Eusébio, como previamente combinado, comentam-se as peripécias da corrida. O nosso companheiro alemão simplesmente adorou a corrida. E já planeia os próximos desafios.E cada um partiu à sua vida. Foi mais uma participação conjunta das LEBRES E TARTARUGAS rumo ao próximo objectivo das cento e cinquenta Corridas em simultâneo.

 

Segue-se a Corrida do 1º de Maio que, ano após ano, e embora sem alterações assinaláveis, continua a merecer a preferência de muitas centenas de corredores e com uma forte presença estrangeira. No dia do Trabalhador todos vão trabalhar para um futuro “desportivo melhor”.

 

Atletas que concluiram a prova: 5717

Vencedor: RUI PINTO (Atletismo SLB) - 0:30:20

 

GEORG WALDSHÜTZ (Dorsal Nº13116)

Classificação Geral: 1277º - Classificação no Escalão Sénior: 621º

Tempo Oficial: 0:50:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:30

Tempo médio/Km: 4m:51s <=> Velocidade média: 12,37Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº13114)

Classificação Geral: 3481º - Classificação no Escalão Vet III: 250º

Tempo Oficial: 1:00:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:57

Tempo médio/Km: 5m:54s <=> Velocidade média: 10,18 Km/h(*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº11787)

Classificação Geral: 1442º - Classificação no Escalão Vet III: 112º

Tempo Oficial: 0:51:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:22

Tempo médio/Km: 4m:56s <=> Velocidade média: 12,15 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº13796)

Classificação Geral: 1411º - Classificação no Escalão Vet IV: 84º

Tempo Oficial: 0:51:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:11

Tempo médio/Km: 4m:55s <=> Velocidade média: 12,20 Km/h(*)

 

Corridas do Mês de Abril

  • 12 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 12 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/43 Km
  • 19 - Corrida do Benfica - António Leitão (Lisboa) - 10Km

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 3 - Ultra Trail de Sesimbra - 60 Km
  • 3 - Trail Curto de Sesimbra - 21 Km
  • 9 - Trilhos das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 10 - Trail Longo Castelo de Abrantes - 35/40 Km
  • 10 - Trail Curto Castelo de Abrantes - 15 Km
  • 16 - Ultra Trail de S. Mamede (Portalegre) - 100 Km
  • 24 - Entre Mar e Serra - Corrida do Guincho (Sintra) - 13 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:43

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Sábado, 18 de Abril de 2015

TRILHOS DO ALMOUROL - Corrida das Cãibras e das Massagens

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Os Trilhos do Almourol pertencem à elite das provas que as LEBRES E TARTARUGAS colocam como de participação obrigatória no apertado calendário desportivo.

 

Depois de uma primeira presença do Carlos Gonçalves em 2012, na prova da Maratona, e da Ana Luísa e da Catarina na Caminhada, criou-se uma aura tão grande neste evento que no ano seguinte o Frederico também se lançou à estrada, embora na modalidade do Trail 25K. E de ano para ano a nossa equipa tem vindo a aumentar, principalmente na Caminhada. Logo no segundo ano juntou-se ao grupo dos Caminheiros a Maria João e o Pedro. Só não conseguimos mesmo é dar a volta ao Catelinha que opta sempre por participar na Corrida dos Sinos que se realiza em simultâneo para os lados do Convento de Mafra. Talvez que, quando não houver coincidência de datas, possamos finalmente arrastar o nosso colega para os encantos, e lama, dos Trilhos do Almourol. Enquanto há vida há esperança.

 

Na edição de 2015 voltámos a ter os repetentes habituais Frederico e Carlos Gonçalves. Fruto do recente nascimento do potencial futuro Tartaruga Afonso, os Pais Catarina e Pedro, bem como a avó Ana Luísa, não se puderam deslocar ao Entroncamento. Mas a nossa equipa foi mesmo assim reforçada com novos elementos tanto na prova dos vinte e cinco quilómetros como na Caminhada:

 

  • Maratona
    • Carlos Gonçalves
    •  
  • Trail 25 K
    • Frederico Sousa
    • João Valério
    • Pedro Júlio
    •  
  • Caminhada
    • Ghìslaine Valério
    • Susana Barros
    • Jacqueline Ulbrich

 

Os Trilhos do Almourol são um dos mais bem organizados, senão mesmo o melhor, eventos em que temos participado. Atendendo a que as partidas são dadas em local diferente do da meta é necessário transportar todos os atletas para o local de início de cada actividade. Isto obriga a um grande esforço de organização e a uma logística que tem de funcionar na perfeição. Às 8h45 parte o autocarro com os atletas da Maratona rumo ao Parque de Campismo de Martinchel. Cinco minutos mais tarde os Caminheiros iniciam um curto passeio até à estação ferroviária do Entroncamento onde deverão entrar num combóio até ao apeadeiro de Almourol. Finalmente às nove em ponto partem para Constância os autocarros com os participantes no Trail de 25 quilómetros.

 

Como vemos o horário era bastante apertado. E como os nossos atletas deslocavam-se de Lisboa está visto que tiveram de madrugar para chegar em tempo útil ao Entroncamento, o necessário para levantarem os respectivos “kits” de participantes e se aprontarem para as suas provas.

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O Frederico teve de ir apanhar o Carlos Gonçalves que chegaria a Campolide à 6H48 no combóio da Fertagus, proveniente da “margem Sul”. Os restantes membros da equipa partiram de carro um pouco mais tarde. O reencontro da equipa dá-se por volta das oito e quinze já na cidade do Entroncamento.

 

Mesmo em cima da hora, e já depois de cumpridas todas as formalidades, ainda tiveram tempo para registarem a constituição da equipa recorrendo à tão na moda “selfie” de ocasião.

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Desmembrado o nosso grupo cada atleta lá seguiu à sua vidinha.

 

À chegada a Martinchel faz-se a contagem dos atletas da Maratona. Nada pode falhar e por isso é muito importante registar quem efectivamente parte. Ao longo da prova ainda serão feitos outros controlos de passagem para assegurar que ninguém se perde. E, à semelhança dos anos anteriores, temos ainda o “Vassoura”, atleta que cumpre a espinhosa e árdua tarefa de fechar o pelotão.

 

Ainda falta muito tempo para a partida. Os atletas ocupam o tempo livre de diversos modos. Uns aproveitam para abastecerem de água os seus reservatórios. Outros fazem as habituais “descargas” de última hora libertando algum “lastro”, físico ou sólido.

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Outros conversam.

 

Uma equipa de animação, recorrendo ao tão na moda Zumba, aquece os atletas que impacientemente aguardam com alguma ansiedade a hora da partida. É momento do “relax” antes da competição onde vários atletas exultam com a música ambiente e mostram os seus dotes dançarinos.

Coube à Presidente da Junta de Freguesia de Martinchel dar o tiro de partida. O “countdown” inicia-se vinte segundos antes da dez da manhã. Vinte, dezanove, dezoito, dezassete, … quatro, três, dois, UM. E finalmente, à hora certa, os atletas partem desenfreadamente à conquista dos quarenta e dois quilómetros, ou pouco mais, que os levará até à meta. O cenário de fundo é deslumbrante com toda a imponência e tranquilidade da albufeira da Barragem do Castelo de Bode que iremos cruzar poucas centenas de metros mais à frente.

 

Logo nesta fase constatamos que a organização se esforçou por encontrar trajectos alternativos face às edições anteriores. Aliás até à foz do Rio Nabão, onde habitualmente somos conduzidos à já famosa ponte militar assente em barcaças, todo o caminho é novo. Nesse local aguardam-nos alguns militares aparentemente a fazerem nada. Em resposta às bocas dos Maratonistas, acusando-os de nada fazerem, respondem-lhes à letra que mesmo assim ninguém se lhes quer juntar. Afinal talvez não seja assim tão bom.

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 Numa prova de Maratona em Trilhos os atletas lutam contra o tempo, contra os obstáculos e, principalmente, contra si. O cansaço e o desgaste acumulado vão deixando as suas marcas. Os primeiros sinais de cãibras vão aparecendo. Tomam-se suplementos que, desejamos nós, retardem estes sinais de cansaço, tão cruéis como fora do nosso controlo.

 

À chegada ao segundo Posto de Controlo da Maratona enfrentamos um rude golpe com a total ausência de abastecimento de sólidos. E mesmo a água teve de ser levada à pressa para saciar os mais atrasados. Foi a primeira falha de uma organização que se quer, e tem sido, exemplar. No melhor pano cai a nódoa.

 

O nosso atleta da Maratona lutava com todas as suas energias mentais para afastar as desesperadas cãibras, um pouco à semelhança do que lhe tinha acontecido no Trail da Barreira.

 

Após o Posto de Abastecimento de Constância, com cerca de metade da prova já cumprida, aparece o tão indesejado “Vassoura”. Significava que para trás não havia mais ninguém. Vinha ao pensamento o nosso lema: “Não ficar em primeiro nem em último para não dar nas vistas”. Nesse mesmo local dá-se mais um rude golpe: dois atletas decidem desistir. Passava a ser mesmo o último.

 

Como factor de motivação utilizava interiormente o argumento de, mesmo assim, cumprir a prova até ao fim.

 

Para trás tinha ficado o abastecimento de Tancos. Algumas centenas de metros mais à frente temos pela frente uma subida um pouco mais exigente logo seguida por uma descida mais técnica. Os músculos teimam em não querer ajudar o atleta. Momentaneamente os membros inferiores pareceram ter ficado sólidos sem qualquer articulação. Lembro-me então de uma frase do Frederico quando me dizia que eu era perigoso pois nunca queria desistir mesmo para lá do que é racional. E como ele afinal tinha razão. Por isso tomei a difícil decisão de desistir. Sabia o que ainda teria pela frente nos últimos quinze quilómetros. Caso terminasse esta era a minha décima Maratona fora de estrada. Mas mais oportunidades surgirão. E ainda está na minha ideia repetir o Ultra Trail de S. Mamede no próximo mês de Maio. Como em tudo na vida por vezes é preferível dar um passo a atrás para dar depois dois em frente.

 

Em 2015 a Maratona dos Trilhos do Almourol ficaram-se pelos 27,7 quilómetros. Para o ano haverá mais com certeza.

 

Aguardando por uma viatura da organização que me levaria de volta ao Pavilhão Desportivo do Entroncamento faço um “rewind” de todos os acontecimentos. Mesmo assim valeu a pena.

 

O Frederico aguardava-me congratulando-me pela decisão tomada. Os restantes atletas das LEBRES E TARTARUGAS já tinham regressado a Lisboa.

 

E desta vez decidi recorrer ao serviço de massagens posto à disposição pela organização. A sessão até começou bem com duas massagistas a tomarem conta de mim, uma para cada perna. Foi a compensação para todo o esforço. Só que dei-lhes mais trabalho do que o esperado. O meu estado era de tal modo lastimável que foram mais do que trinta minutos de intervenção intensa. E ainda foi necessário chamarem pelo Fisioterapeuta principal pois os músculos da perna esquerda não davam sinais de acalmarem.

 

Quase uma hora depois de ter chegado ao Pavilhão, e após um retemperador duche, o Frederico faz-me companhia na refeição de recuperação. Conta-me que também ele foi alvo de cãibras e recorreu ao serviço de massagens. Há que aproveitar tudo o que nos oferecem. Os restantes TARTARUGAS dos vinte e cinco quilómetros também passaram pelos seus momentos difíceis. Mas todos adoraram.

 

Quanto aos nossos representantes na prova de 25 quilómetros por certo que não deram por mal empregue o seu tempo. As caras, com um misto de espanto e de encanto, reflectem o entusiasmo com que encararam esta aventura.

 

O Pedro Júlio até parecia um atleta de Alta Competição profundamente concentrado na sua prova.

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O João Valério gozou mais do que competiu.  Mas estava ali precisamente para disfrutar de um Domingo bem diferente do que certamente lhe será habitual,

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E por último o Frederico. Dentro do grupo das LEBRES E TARTARUGAS é a ele que devemos a descoberta dos Trilhos do Almourol. Para o Frederico a participação numa prova é, acima de tudo, o disfrutar por completo da actividade desportiva e de lazer com a componente competitiva completamente afastada.

 

Mas sem descurar o apoio a uma qualquer LEBRE mais desprotejida. Ele está lá para ajudar quem precisa de ajuda...

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E não podemos terminar esta crónica sem uma palavra para as nossas ilustres Caminheiras. Por certo que não estavam à espera desta aventura. Isto não é o mesmo que "ir às compras". Mas é muito melhor e bastante mais divertido...

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A ajuizar pelas imagens esta foi uma experiência a repetir.

 

Uma certeza ficou na nossa mente: em 2016 regressaremos aos Trilhos do Almourol.

 

Da parte da organização nem tudo correu tão bem como em edições anteriores. A qualidade dos abastecimentos falhou assim como a refeição final. Não há dúvida que a edição de 2015 dos Trilhos do Almourol registou um acréscimo de adesão total na ordem dos trinta por cento. Há que pensar nisto para que em 2016 voltemos a dizer que a qualidade da organização não foi de cinco mas de dez estrelas.

 

MARATONA TRAIL

 

Atletas que concluiram a prova: 359

Vencedor:VÍTOR CORDEIRO (AC PORTALEGRE UTSM) - 3:55:33

 

CARLOS GONÇALVES(Dorsal Nº88)

Classificação Geral: NT - Classificação no Escalão: NT

 

TRAIL 25 K

 

Atletas que concluiram a prova: 391

Vencedor:MARCO CARVALHO (Fire Team BVMC) - 2:00:19

JOÃO VALÉRIO  (Dorsal Nº611)

Classificação Geral: 343º - Classificação no Escalão M60: ND

Tempo Oficial: 4:07:07/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 9m:53s <=> Velocidade média: 6,07 Km/h(*)

 

PEDRO JÚLIO (Dorsal Nº610)

Classificação Geral: 365º - Classificação no Escalão M55: ND

Tempo Oficial: 4:17:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 10m:19s <=> Velocidade média: 5,82 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº125)

Classificação Geral: 347º - Classificação no Escalão: M50 ND

Tempo Oficial: 4:08:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 9m:56s <=> Velocidade média: 9,93 Km/h(*)

 

Corridas do Mês de Abril

  • 12 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 12 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/43 Km
  • 19 - Corrida do Benfica - António Leitão (Lisboa) - 10Km

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 3 - Ultra Trail de Sesimbra - 60 Km
  • 3 - Trail Curto de Sesimbra - 21 Km
  • 9 - Trilhos das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 10 - Trail Longo Castelo de Abrantes - 35/40 Km
  • 10 - Trail Curto Castelo de Abrantes - 15 Km
  • 16 - Ultra Trail de S. Mamede (Portalegre) - 100 Km
  • 24 - Entre Mar e Serra - Corrida do Guincho (Sintra) - 13 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:18

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Sexta-feira, 17 de Abril de 2015

CORRIDA DOS SINOS

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 Em busca do seu sétimo sino Carlos Teixeira representou os Lebres e Tartarugas na 33ª Edição da carismática corrida dos sinos, enquanto os restantes tartarugas Carlos Gonçalves e Frederico de Sousa se atiravam para voos mais altos lá para os lados de Constância.

 

A exemplo do que vem sucedendo com todas as provas a organização anunciou que o record de inscrições tinha sido batido quer na corrida dos sinos quer na dos sininhos, reflexo natural do aumento do número de pessoas que criaram o hábito de praticar desporto e em particular o atletismo.

 

À chegada a Mafra a habitual dificuldade para estacionar o veículo, seguido da fila para levantar os dorsais e por fim a satisfação das necessidades fisiológicas prévias ao início da corrida desta vez interrompidas abruptamente por abundante inundação ocorrida em pleno esforço!!!!!!!!!!

 

À hora marcada foi dada a partida debaixo de algum calor, foi por certo uma das edições mais quentes em que participei e pouco habitual em Mafra, os primeiros quilómetros ocorridos no centro, tiveram como principal atração a volta ao majestoso convento da vila, procurando alguns atletas aproveitar as sombras proporcionadas pelas paredes do mesmo.

 

A primeira metade da prova tem como principal dificuldade o percurso entre a localidade de Paz e a dos Salgados, mas alivia logo com a chegada ao sobreiro onde se pode soltar a alma e as pernas cantando e dançando respetivamente a tradicional música pimba, desta vez era o “agarra-te a ela”, não havendo nenhuma lebre por perto, agarrei-me à corrida e foi sempre a descer até à Achada onde se inicia o retorno a Mafra após percorridos quase 9 Kms.

 

Após o Km 9,5 inicia-se a subida mais difícil da prova que só termina perto do Km 11, este ano um pouco mais difícil devido ao calor, depois foi rolar até à meta instalada como habitualmente no bonito estádio municipal com as bancadas repletas de público o que dá sempre mais motivação para um sprint final mais vigoroso para quem ainda lhe restam forças.

 

Gostei mais uma vez de estar presente nesta corrida muito popular, num local bonito, pena foi a cor do sino “vermelha” nada condizente com a minha cor clubística. No fim a compra habitual das ferraduras para repor as 1.114 calorias perdidas durante a prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1559

Vencedor: CARLOS SILVA (GDRR/GFD) - 0:49:09

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº409)

Classificação Geral: 655º-Classificação no Escalão M50: 60º

Tempo Oficial: 1:16:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:16:08

Tempo médio/Km: 5m:05s <=> Velocidade média: 11,82 Km/h(*)

 

 

Corridas do Mês de Abril

  • 12 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 12 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/43 Km
  • 19 - Corrida do Benfica - António Leitão (Lisboa) - 10Km

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 3 - Ultra Trail de Sesimbra - 60 Km
  • 3 - Trail Curto de Sesimbra - 21 Km
  • 9 - Trilhos das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 10 - Trail Longo Castelo de Abrantes - 35/40 Km
  • 10 - Trail Curto Castelo de Abrantes - 15 Km
  • 16 - Ultra Trail de S. Mamede (Portalegre) - 100 Km
  • 24 - Entre Mar e Serra - Corrida do Guincho (Sintra) - 13 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 14:28

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Sábado, 4 de Abril de 2015

TREINO PASCAL

Um Atleta não dorme. Só pensa no desporto e, em particular, na modalidade que elegeu temporariamente como a da sua eleição.

 

No caso dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS o atletismo, de estrada ou em montanha, é a sua principal prioridade tendo criado mecanismos de participação em diversas provas que os obrigam a uma disciplina mínima de treino. Para lá dos resultados o que interessa é fazer boa figura e, acima de tudo, sentirmo-nos bem com a nossa pessoa. Assim é nossa “obrigação” condicionarmos o nosso dia-a-dia encontrando um “buraco” reservado à preparação física.

 

Com um fim de semana prolongado pela frente, e já com os Trilhos do Almourol no horizonte dos dois “trailistas“, o Frederico desafiou os seus dois companheiros a um treino conjunto nesta sexta-feira santa, tendo como objectivo partir de Cascais e fazer toda a “Marginal” até Lisboa, mais concretamente Belém. O convite lançado à noite de quinta-feira foi de imediato aceite pelo Carlos Gonçalves e só compromissos já existentes impediram o “estradista” Carlos Catela de se juntar ao grupo.

 

Pouco passava das nove da manhã e já se dava o encontro dos dois Tartarugas. A pé até à estação ferroviária de Algés íamos delineando o nosso treino. Só que, em virtude da greve dos trabalhadores da CP, fomos forçados a alterar os nossos planos. Assim iniciaríamos a nossa corrida junto ao Passeio Marítimo de Algés apanhando mais à frente a recém criada ciclovia que nos levaria até à foz do Rio Jamor em plena Estação de combóios da Cruz Quebrada. De seguida entrámos no paredão entre o Rio Tejo e a linha férrea o qual só largámos perto do antigamente famoso Restaurante do Mónaco, agora completamente votado ao abandono e em ruínas. Neste percurso vemos, com grande satisfação nossa, que não estamos sozinhos. Muitos atletas dedicados ao tão na moda “running”, alguns praticantes de skate e muitos ciclistas. Este é também um espaço de convívio familiar encontrando o seu momento de evasão ao “stress” diário.

 

Seguimos ao longo do estreito passeio que acompanha a estrada marginal até bem perto de Paço de Arcos. Entretanto um ciclista chama pelo nome do Frederico sem que este se aperceba de quem vinha tal cumprimento. Um ciclista, com o capacete e óculos, fica totalmente disfarçado por quem passa.

 

Em frente à Escola Náutica entramos na melhor fatia do nosso treino. Apanhamos o paredão que nos levará até à praia de Carcavelos, em total segurança e longe da poluição e dos potenciais perigos de convivermos bem de perto com o trânsito automóvel de uma das mais movimentadas, e mais perigosas, estradas não só de Portugal mas também do continente europeu.

 

O Carlos Gonçalves estava num mundo totalmente novo. Maravilhado com tal cenário não se cansava de elogiar o que via pela primeira vez. o Frederico alerta para a paisagem. O Carlos até concordava, mas principalmente com a quantidade de “lebres” que se iam cruzando connosco. O Frederico insistia na beleza das vistas, do mar, mas o seu companheiro estava mais preocupado com as outras “vistas”. Era ARTE EM MOVIMENTO …

 

À medida que nos aproximamos da Praia de Santo Amaro de Oeiras o “tráfego” de desportistas aumenta exponencialmente. Passada a Piscina Oceânica é cada vez mais difícil manter o nosso ritmo de corrida.

 

E finalmente chegamos ao nosso ponto de viragem. Em Carcavelos tínhamos cumprido o equivalente à Corrida do Tejo. Após alguns minutos de descanso, o suficiente para o Frederico beber um pouco de água e recuperar do desgaste que o calor lhe costuma infligir, iniciamos o nosso regresso ao ponto de partida.

 

O calor já apertava pelo que de vez em quando lá parávamos por breves instantes. Fizémos troços mais longos a andar. O que interessava era sobretudo, como referia o Frederico, meter quilómetros nas pernas. Foram vinte e dois.

 

De combóios nem sinal. A greve teve maior adesão do que estávamos à espera. Mas ainda bem pois enquanto percorríamos o troço desde o Alto da Boa Viagem até Algés nada perturbou o nosso sossego nem abafou o suave cantar do Rio Tejo, já quase Oceânico Atlântico. A habitualmente tenebrosa e desgastante recta do Dafundo surgiu-nos com um ambiente totalmente diferente e bem mais simpático. Ao terminarmos a longa recta, misto de ciclovia e de estrada, chegamos a Algés. Daí até casa do Frederico foi o nosso momento de descompressão final em passo de passeio e já a pensar no nosso próximo treino mais longo. Dessa vez será na margem sul num misto de estrada (pouca) e corta-mato (muito) e num ambiente bem conhecido do Carlos Gonçalves.

 

Valeu a pena e foi um bom começo para este fim de semana prolongado que só termina no Domingo de Páscoa.

publicado por Carlos M Gonçalves às 20:25

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