Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012

MARATONA DO PORTO

VALEU A PENA ...

 

Foram vinte semanas de intensa preparação. Estes dois atletas - Carlos Gonçalves e Carlos Teixeira - decidiram que se iriam apresentar nas suas melhores condições na 9ª edição da Maratona do Porto. O primeiro repetiria aquela que foi em 2011 a sua estreia numa prova desta distância. O outro escolheu a cidade do Porto para se estrear e desafiar pela primeira vez a mítica distância dos 42,195 quilómetros. Todos, ou pelo menos a grande maioria dos corredores, sejam eles atletas profissionais ou meramente amadores de "fim-de-semana", sonham um dia participar e completar uma Maratona. É o grande desafio. E nós não fugimos à regra.

 

Em Junho  estes dois bravos atletas decidiram seguir à risca um ambicioso plano de treinos disponível na págima oficial da prova. Foi necessária uma grande determinação para cumprir "à risca" o plano sem grandes desvios. Muito sacrifício e espirito de entrega a uma causa para nós considerada muito nobre. Corremos praticamente todos os dias, apenas com um descanso semanal. Fosse de manhã bem cedo ou ao fim da tarde já pela noite dentro, e por vezes até à hora do almoço, com calor ou com frio (pouco) e até com alguma chuva, cada um de nós cumpria o seu plano de treino. E muito importante foi também o apoio das nossas famílias, compreensivas quando nos fazíamos à estrada logo bem cedo ou até quando, por motivo do treino se realizar ao final do dia, atrasávamos o jantar familiar. E pelo meio continuávamos a participar nas nossas habituais provas funcionando como um complemento da nossa intensa preparação.

 

Na véspera da Maratona efectuámos o último treino ligeiro e seguimos, isoladamente, à tarde para a cidade invicta. A última noite foi, como já era de esperar, mal dormida. O nervosismo tomava conta do nosso sub-consciente, principalmente do nosso estreante, por muito que o tentássemos evitar. Apesar de termos mais tempo para descansar, em virtude da mudança da hora, na realidade pouco aproveitámos este bónus.

 

Às oito da manhã encontrámo-nos e lá fomos para o local de início da Maratona. Como habitualmente deparámo-nos com bastantes atletas, muitos até oriundos de outros Países. Satisfeitas as últimas necessidades fisiológicas (para não termos de parar três vezes ao longo do percurso como aconteceu em 2011 ...) tiramos as fotos da praxe e colocamo-nos perto do insuflável que marcava a linha de partida da corrida.

Dado o tiro de partida os dois TARTARUGAS iniciam finalmente a tão desejada corrida, sempre juntos e a marcarem o ritmo mais apropriado e sem entrarem em grande loucura. Sim porque, contrariamente às provas de distâncias mais curtas (inclusivé Meias-Maratonas), é precisamente no início que se hipotecam as esperanças de um bom resultado numa MARATONA. A experiência, e os testemunhos de outros maratonistas, dizem-nos que não se deve começar uma Maratona com um ritmo muito forte. Um dos erros mais comuns é fazer a primeira metade da corrida com se se tratasse de uma meia-maratona. Normalmente o desgaste  acaba por se pagar muito caro no último terço da corrida.

 

Bem juntinhos os dois TARTARUGAS cumpriam os quilómetros que até nos pareciam passar bastante depressa. De vez em quando um lá avisava que talvez estivéssemos a ir depressa de mais. Mas fomos aguentando. Grande parte da corrida foi cumprida a um ritmo entre os cinco e vinte cinco e os cinco e quarenta minutos por quilómetro. A continuarmos assim iríamos de certeza concluir a prova abaixo das quatro horas. A caminho da Praia do Furadouro cruzamo-nos em sentido contrario com o balão das quatro horas. Estranho, não é??? Nós até deveríamos estar a correr à frente daquela marca ...

 

Após atravessarmos pela segunda vez a Ponte D. Luís, e ultrapassado o último ponto de inversão do percurso, aproximamo-nos dos últimos dez quilómetros. É sem dúvida um marco muito importante do ponto de vista psicológico. Como costumo dizer a partir deste ponto "é sempre a descer". Mas também nos aproximamos perigosamente do apelidado "muro dos trinta e cinco quilómetros".

 

Um pouco antes deste marco o nosso duo desfaz-se. Carlos Teixeira abranda o ritmo em virtude de lhe aparecerem umas indesejáveis dores nos tendões. Provavelmente tomou a decisão mais correcta que lhe viria a permitir terminar a sua primeira maratona sempre a correr.

 

O outro TARTARUGA começa então a fazer contas à vida. A miragem de bater a míitica barreira das quatro horas começava a transformar-se em realidade. À passagem do quilómetro trinta e sete começa a acelerar ligeiramente. Sentia-se bem, a "máquina" correspondia às exigências, e principalmente, estava muito confiante. Com o "placard" número 39 verifica que tinha uma margem bastante confortável: era suficiente cumprir os quilómetros finais a um baixíssimo ritmo de oito minutos por quilómetro para ficar abaixo das quatro horas.

 

À entrada da Avenida da Boavista, e já com os insufláveis laranja à vista, imprime a aceleração final, tão ao seu gosto. Cortada a meta verifica que não só realizou um tempo abaixo das quatro horas como recuperou trinta minutos relativamente ao tempo de 2011 ...

 

Poucos minutos depois chega o segundo altleta das LEBRES E TARTARUGAS registando um tempo de quatro horas e mais alguns segundos. É uma marca espectacular principalmente para quem realiza a sua primeira maratona.

 

Contentes como era de esperar os dois atletas abraçam-se felicitando-se mutuamente. Mas não se esquecem do terceiro elemento que tinha ficado em Lisboa para participar na Corrida do Monge. Mas também fizeram questão de se lembrarem que há um contrato a cumprir. Em 2013 é a vez do FREDERICO vir ao Porto a fim de se estrear numa Maratona. E logo telefonaram ao colega para lhe relatarem as emoções da corrida mas também para o lembrarem do "contrato"...

Quanto à organização só temos que apontar que, na nossa óptica, os abastecimentos não estiveram à altura da prova. Em corridas com uma grande densidade de altetas temos normalmente abastecimentos dos dois lados da pista evitando-se ao máximo atropelos e empurrões.

 

Também não podemos deixar de enaltecer o apoio popular que foi uma constante ao longo de toda a corrida. E como os nosso dorsais tinham inscrito o nosso nome próprio até nos incitavam de uma forma mais directa. Bonito. Assim até parece que correr não custa muito.

 

Decididamente que em 2013 cá estaremos de novo e, esperamos, na nossa máxima força.

 

Atletas que concluiram a prova: 1668 (1517 em 2011)

Vencedor: Kaiuthu  Wairuri (Quénia): 2:12:14

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº336)

Classificação Geral: 1122º - Classificação no Escalão M5054: 106º

Tempo Oficial: 4:01:28/Tempo Cronometrado Individualmente: 4:00:41

Tempo médio/Km: 5m:42s  <=> Velocidade média: 10,52Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES  (Dorsal Nº335)

Classificação Geral: 1011º - Classificação no Escalão M5559: 56º

Tempo Oficial: 3:55:20/Tempo Cronometrado Individualmente: 3:54:33

Tempo médio/Km: 5m:34s  <=> Velocidade média: 10,79Km/h (*)

 MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MARATONA

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados individualmente

 

Calendário para o mês de Outubro

 

  • 7 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 14 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 28 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves e Carlos Teixeira
  • 28 - Corrida do Monge (Sintra) - 11,5 Km => Frederico Sousa

 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:25

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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012

CORRIDA DO TEJO 2012

As Lebres e Tartarugas festejaram nesta corrida várias etapas – o facto de terem completado 4 anos de intensa actividade numa prova em que participou pela primeira vez na prova principal um elemento feminino – Ana Bustorff Silva.

 

A corrida em si foi também razão de festejo uma vez que se reafirmou na corrida de estrada de 10 kms com maior participação se bem que registando uma ligeira redução face ao ano anterior – efeito certamente da crise e do valor algo puxado para inscrição numa prova popular.

 

Mas o sucesso tem ainda outros custos.

 

De facto a Avenida Marginal que liga Lisboa a Cascais foi pequena para acomodar tamanha multidão, tornando esta corrida numa autêntica prova de slalom em que tanto ultrapassávamos como eramos ultrapassados em Zig Zag. E isto aconteceu do principio ao fim da prova.

 

Tal como já nos habituamos esta prova parece mais fácil do que é. Começa por uma longa recta (em pára / arranca) seguida por uma subida com algum declive mas felizmente não muito comprida.

 

Depois é sempre aos zig zagues, às curvas a subir e a descer.

 

Mas é de facto uma prova muito simpática e popular que contou uma vez mais com uma boa organização.

 

Os 5 atletas presentes obtiveram ainda assim boas prestações destacando-se a boa forma física do Carlos Teixeira, já pronto para o desafio da próxima semana – a sua primeira Maratona.

 

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 8888 (9346 em 2011)

Vencedor: Rui Silva(SCP - Atletismo): 0:30:07

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº12934)

Classificação Geral: 5401º - Classificação no Escalão M45: Não divulgada

Tempo Oficial: 1:13:24/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:56:55

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,54Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº10429)

Classificação Geral: 2807º - Classificação no Escalão M50: Não divulgada

Tempo Oficial: 0:53:14/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:47:47

Tempo médio/Km: 4m:47s  <=> Velocidade média: 12,56Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

MARIA BUSTORFF SILVA  (Dorsal Nº8037)

Classificação Geral: 7272º - Classificação no Escalão: Não divulgada

Tempo Oficial: 1:13:15/Tempo Cronometrado Individualmente: 1:07:41

Tempo médio/Km: 6m:46s  <=> Velocidade média: 8,86Km/h (*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº11256)

Classificação Geral: 5743º - Classificação no Escalão: Não divulgada

Tempo Oficial: 1:03:47/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:59:47

Tempo médio/Km: 5m:59s  <=> Velocidade média: 10,04Km/h (*)

 

BARTOLOMEU SANTOS  (Dorsal Nº9334)

Classificação Geral: 3809º - Classificação no Escalão: Não divulgada

Tempo Oficial: 0:56:46/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:51:56

Tempo médio/Km: 5m:12s  <=> Velocidade média: 11,55Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados individualmente

 

Calendário para o mês de Outubro

  • 7 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 14 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 28 - Corrida do Monge (Sintra) - 11,5 Km => Frederico Sousa
  • 28 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves e Carlos Teixeira

 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:56

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Domingo, 14 de Outubro de 2012

CORRIDA DO SPORTING

O que faziam, esta manhã, duas TARTARUGAS Benfiquistas em pleno covil de um Leão esfomeado e sedento de vitórias? Duas coisas.  A primeira era a companhia ao nosso terceiro elemento de cor "Verde e Branca", tanto por fora como por dentro. O segundo, e principal motivo, foi o de preencherem mais uma manhã de Domingo em plena actividade desportiva.

 

Pelo segundo ano consecutivo nós, ou melhor alguns, decidiu colocar de lado as suas opções clubísticas, e até mesmo alguma alergia ao verde e branco, e participar na Corrida do Sporting Clube e Portugal. "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória" constituíam o lema leonino bem presente nas costas das camisolas previamente fornecidas pela organização. Pegando nestas palavras de ordem, e não querendo de alguma forma beliscar qualquer sensibilidade leonina (nós os benfiquistas ainda temos bem fresco na memória o desânimo de passar consecutivamente ao lado das grandes conquistas), é, concerteza, com grande ESFORÇO que os Sportinguistas mais ferrenhos, e porventura mais puros, quais verdadeiros LEÕES, se DEDICAM com grande DEVOÇÃO  ao clube do seu coração e em memória às GLÓRIAS passadas e que esperam, certamente, que um dia voltarão. Todavia temos de ter em atenção que a Glória não pertence unicamente e apenas ao Futebol. E, para quem não saiba, o Sporting Clube de Portugal é apenas um dos clubes do mundo com mais títulos juntando todas as modalidades.

 

CHEGA. Terminando por ora o elogio, merecido, de um Benfiquista ao Sporting concentremo-nos então naquilo que será o principal objectivo desta reflexão.

 

Apesar de estarmos ainda na segunda edição podemos já afirmar que a Corrida do Sporting está a ser um êxito. Em 2011 compareceram um pouco mais de três mil atletas. Este ano esta meta foi ultrapassada tendo terminado a prova principal (10 KM) mais de quatro mil corredores. Por outro lado apraz-nos registar que a organização soube aprender com os erros cometidos no ano passado. Algumas das medidas tomadas este ano contribuiram para melhorar significativamente a qualidade da corrida. Para se evitarem as confusões registadas no início a organização decidiu tomar duas medidas muito importantes: inverter o sentido da partida e, melhor ainda, "compartimentar" os atletas em zonas de acordo com os tempos conseguidos no ano passado.

 

O percurso era basicamente o mesmo. Deixando para trás o Estádio José Alvalade fazemos uma pequena incursão pelas imediações e encetamos um troço já bem conhecido de outras provas realizadas nesta zona. Começando no Campo Grande iniciamos uma longa recta ao longo de toda a Avenida da República, com passagem pela Praça do Duque de Saldanha e entrada na Avenida Fontes Pereira de Melo. Em frente ao Palácio Sotto-Mayor inverte-se o sentido da corrida e lançamo-nos ao "assalto" da segunda metade da corrida, praticamente sempre a descer. Depois de cumprirmos o quilómetro nono preparamo-nos para, finalmente, entrar no Estádio de Futebol do SCP. E registamos mais uma novidade. Em vez de entrarmos abruptamente na zona circundante do relvado ainda temos de realizar uma meia-volta ao Estádio dentro do fosso. Mesmo para quem não é adepto do clube verde e branco esta opção revelou-se bastante mais agradável. Simultaneamente temos a hipótese de não só contemplar o Estádio segundo uma perspectiva muito diferente da do habitual frequentador/espectador deste tipo de recintos desportivos mas também de acelerarmos até à meta e fazermos as últimas ultrapassagens.

 

Nesta manhã de Domingo outonal  estavam criadas as condições quase ideiais para uma boa prática desportiva. Não muito Sol, temperatura amena, e uma chuva algo intensa mas bem vinda principalmente para todos aqueles que se dão mal com o calor ou que se aplicaram mais a fundo.

 

Custa a aceitar mas para um de nós, Benfiquista dos "quatro costados", o Sporting até tem dado sorte. Pelo segundo ano consecutivo conseguiu bater os recordes individuais na distância dos dez quilómetros. E os outro dois TARTARUGAS também ficaram perto das suas melhores marcas.

 

Com a satisfação do dever cumprido esperamos, certamente, voltar em 2013.

 

Atletas que concluiram a prova: 4181 (3329 em 2011)

Vencedor: Rui Silva(SCP - Atletismo): 0:30:03

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº4474)

Classificação Geral: 2419º - Classificação no Escalão Veteranos 3: 269º

Tempo Oficial: 0:58:19/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:57:13

Tempo médio/Km: 5m:43s  <=> Velocidade média: 10,49Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº1732)

Classificação Geral: 1156º - Classificação no Escalão Veteranos 4: 116º

Tempo Oficial: 0:49:38/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:48:33

Tempo médio/Km: 4m:51s  <=> Velocidade média: 12,36Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

 

CARLOS GONÇALVES  (Dorsal Nº1733)

Classificação Geral: 582º - Classificação no Escalão Veteranos 5: 22º

Tempo Oficial: 0:45:36/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:44:32

Tempo médio/Km: 4m:27s  <=> Velocidade média: 13,47Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE DEZ QUILÓMETROS

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados individualmente

 

Calendário para o mês de Outubro

  • 7 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 14 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 28 - Maratona do Porto - 42,195 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:51

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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012

CORRIDA DA ÁGUA

Na Corrida da Água, mais do que uma prova desportiva, pressupúnhamos que fosse feito o elogio a esse líquido cada vez mais escasso e tão importante para todos nós seres vivos, humanos, animais e plantas. E a organização previu, muito apropriadamente, a passagem dos atletas e caminheiros pelo Aqueduto das Águas Livres outrora principal fonte de abastecimento de água a Lisboa. E tanto a Partida como a Chegada tiveram como palco a extraodinária Serra de Monsanto, por muitos apelidada de pulmão da nossa capital. E como para manter este espectacular ecossistema é tão importante a água.

 

Mas a organização da Corrida da Água também fez questão de nos lembrar como este líquido é tão indispensável principalmente quando mais dele necessitamos. Não só foi reduzido o número de abastecimentos de Água a um único por volta dos cinco quilómetros mas também muitos dos corredores mais atrasados nem sequer tiveram direito a uma "minúscula" garrafinha de 20 cl de água. E à chegada manteve-se o racionamento. Com o saquinho de "prendas" juntamente com a publicidade a outros eventos da Xistarca apenas encontrámos uma escassa garrafa igual à que foi distribuída durante o abastecimento da corrida. Ainda reclamámos junto de elementos da organização que na Corrida da Água pouca água nos foi dda. A resposta foi pronta: "Ali mais à fente há um chafariz onde podem beber mais Água"...

 

Passando a abordagem mais ou menos humorística a esta lacuna só temos a dizer que estes incidentes foram simplesmente lamentáveis. Apesar de estarmos no Outono a temperatura ainda é alta. Compreendemos que os apoios escasseiam. Mas seria preferível cortarem nas "t-shirts" e nas medalhas e converterem esses "mimos" em água: um primeiro abastecimento por volta dos quatros quilómetros e um segundo reforço antes da subida da Rua de Campolide já seriam suficientes. E então no final já poderíamos ter direito a uma só garrafa. Fica aqui a sugestão.

 

Debruçemo-nos agora sobre o motivo que promoveu o encontro dos três TARTARUGAS neste primeiro Domingo de Outubro. Já tínhamos anteriormente participado na Corrida José Araújo que, tendo começado e terminado em Campolide, também nos tinha proporcionado a travessia do Aqueduto das Águas Livres. É sempre belo poder disfrutar de uma vista diferente sobre a cidade de Lisboa. A zona de desenvolvimento do percurso já era parcialmente conhecida por nós mas mesmo assim decidimo-nos por uma nova experiência.

 

Cedo o quanto baste lá nos encontrámos junto à linha de partida. Cumprido o ritual de levantamento dos dorsais, e feitos os necessários exercícios de aquecimento, procurámos por um bom local a aguardar o sinal de começo da prova, nem muito à frente nem muito atrás. Do gráfico altimétrico disponibilizado pela Xistarca facilmente constatámos que o grande desafio aconteceria entre os quilómetros sete e oito com a subida da Rua de Campolide. Seria o maior desnível que teríamos que vencer. A nosso boa/razoável forma permitiu-nos abordar a corrida com um ritmo bastante vivo. Dez quilómetros já não são um grande problema para estes altetas. E a maioria do percurso até era praticamente plano antevendo-se a realização de bons tempos. E a tão aguardada, e um pouco temida, subida até perto da zona de entrada no Aqueduto foi ultrapassada sem grandes problemas. Nada se compara à "parede" do Bairro da Serafina que ficou bem gravada na nossa memória da Corrida José Araújo. Atendendo ao perfil da corrida conseguimos realizar uma corrida ao nível das nossas provas rápidas na distância dos dez quilómetros.

 

Mais um fim de semana desportivo num mês de Outubro com todos os fins-de-semana preenchidos.

 

Atletas que concluiram a prova: 832

Vencedor: Virgílio Gomes (CR Leões de Porto Salvo): 0:33:07

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº410)

Classificação Geral: 669º - Classificação no Escalão M5054: 84º

Tempo Oficial: 0:59:56/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:59:10

Tempo médio/Km: 5m:55s  <=> Velocidade média: 10,14Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº411)

Classificação Geral: 325º - Classificação no Escalão M5054: 36º

Tempo Oficial: 0:49:09/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:48:22

Tempo médio/Km: 4m:33s  <=> Velocidade média: 12,41Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES  (Dorsal Nº412)

Classificação Geral: 199º - Classificação no Escalão M5559: 17º

Tempo Oficial: 1:42:40/Tempo Cronometrado Individualmente: 0:45:31

Tempo médio/Km: 4m:33s  <=> Velocidade média: 13,18Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA DISTÂNCIA DE DEZ QUILÓMETROS

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados individualmente

 

Calendário para o mês de Outubro

  • 7 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 14 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 28 - Maratona do Porto - 42,195 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:05

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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012

MEIA MARATONA DE PORTUGAL

Com a participação nesta já famosa Meia Maratona encerramos em beleza um muito preenchido mês de Setembro, desportivamente falando.

 

Todos os anos criticamos esta prova principalmente devido a dois factores. Por um lado o calor que normalmente se faz ainda sentir. Apesar de já termos entrado no Outono normalmente ainda cheira bastante a Verão pelo que costumamos apanhar com um Domingo bastante solarengo e, acima de tudo, quente e seco. Por outro a logística do transporte dos milhares de participantes até ao local da partida obriga-nos não só a chegar bem cedo à zona da Gare do Oriente mas também a uma grande "seca" com mais de uma hora e meia de espera em pleno tabuleiro da Ponte Vasco da Gama. Ao menos podemos disfrutar de uma vista pouco habitual quer do Rio Tejo quer da renovada zona oriental de Lisboa. Na vida temos de saber aproveitar ao máximo as oportunidades que nos aparecem.

 

Apesar de tudo este ano as coisas correram bem melhor do que estávamos à espera.

 

Em primeiro lugar as últimas semanas de Setembro foram consideravelmente mais frias, e até chuvosas, do que é habitual, indiciando que iríamos ter uma corrida bem mais agradável do que em anos anteriores. Todavia, bem em cima da data de realização da prova, eis que o tempo volta a aquecer significativamente lançando os maiores temores para o último Domingo de Setembro. Mas desta vez tivémos como aliada uma ligeira brisa refrescante durante praticamente toda a nossa corrida. Bem bom.

 

Em segundo lugar o tempo de espera pelo início da corrida custou menos a passar. A nossa experiência de anos anteriores ensinou-nos que não seria preciso madrugar e chegar bem cedo à Gare do Oriente. Às oito e trinta encontrámo-nos no local habitual, tendo tido o tempo necessário para arranjar um bom lugar de estacionamento para as nossas viaturas e ainda fugir das longas filas de espera para apanhar o autocarro que nos levaria até ao local da partida. E, coisa rara nos anos anteriores, até conseguimos lugares sentados no antigamente denominado "banco dos parolos", i.e., a última fila de bancos dos autocarros. Com esta nossa estratégia conseguimos reduzir significativamente o tempo de espera até que fosse dado o tiro de partida para a Meia Maratona.

 

Como sempre a animação foi grande e encontrámos algumas caras conhecidas no meio dos milhares de atletas portugueses e estrangeiros.

 

Às 10 e 30 começou mais uma Meia Maratona. De antemão esperávamos uma corrida bastante desgastante. E a experiência diz-nos que se queremos conseguir uma boa marca temos de começar logo no início a "dar corda aos sapatos". É preferível começar forte e abrandar ligeiramente lá mais para o meio da corrida do que começar devagar e tentar recuperar no final. Na realidade nunca conseguimos recuperar no fim aquilo que não fizémos no início.

Como partimos muito à frente não tivémos tantos dos habituais atropelos e empurrões que se verificam no início das corridas. À passagem de cada quilómetro começávamos a ficar surpreendidos positivamente com o nosso ritmo de corrida. Devorávamos os quilómetros quase sem dar por isso. E até a reentrada no Parque das Nações, normalmente muito traumática quando as forças começam a faltar, foi bem conseguida.

 

Com a passagem pelo quilómetro vinte verificámos, no cronómetro da corrida, que estávamos bem acima das nossas melhores expectactivas. Mesmo sem acelerar era suficiente manter o mesmo ritmo nos útimos mil metros para batermos os nossos próprios recordes quer nesta prova específica quer na distância da meia maratona. E, retirando a corrida de S. João das Lampas, esta tem sido habitualmente a nossa pior Meia Maratona. Mas, como não nos contentamos com pouco, ainda acelerámos na parte final dificultando, deste modo, a nossa próxima tentativa de quebrar mais um recorde.

 

Cruzada a meta verificámos que nem estávamos tão exaustos como seria de esperar. A nossa intensa preparação para a Maratona do Porto começa a dar resultados, bem melhores do que seria para nós previsível.

 

No próximo fim-de-semana aguarda-nos uma corrida bem mais simpática  e num percurso maioritariamende desconhecido para nós. Participaremos na Corrida da Água, em plena Serra do Monsanto, e com o sempre aliciante da passagem pelo Aqueduto das Águas Livres. Será, certamente, uma corrida para relaxar e disfrutar ao máximo do ambiente envolvente.

 

Atletas que concluiram a prova: 4894 (3344 em 2011)

Vencedor: Martin Lel (Quénia): 1:01:28)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº5563)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Classificação Geral: 1665º - Classificação no Escalão M5054: 117º

Tempo Oficial: 1:51:35/Tempo Cronometrado Individualmente: 1:50:18

Tempo médio/Km: 5m:14s  <=> Velocidade média: 11,48Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA-MARATONA

 

CARLOS GONÇALVES  (Dorsal Nº4903)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Classificação Geral: 943º - Classificação no Escalão M5559: 37º

Tempo Oficial: 1:42:40/Tempo Cronometrado Individualmente: 1:41:23

Tempo médio/Km: 4m:48s  <=> Velocidade média: 12,49Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA-MARATONA

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados individualmente

 

 

Corridas do mês de Setembro

  • 2 - Corrida dos Moinhos de Penacova - 25 Km
  • 8 - Meia Maratona de S. João das Lampas - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Destak (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 30 - Meia Maratona de Portugal (Ponte Vasco da Gama) - 21,0975 Km

 

Corridas para o mês de Outubro

  • 7 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 14 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 28 - Maratona do Porto - 42,195 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:51

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