Domingo, 20 de Novembro de 2011

CORRIDA D. DINIS - Odivelas

Numa bela manhã de domingo as TARTARUGAS reencontraram-se para participar na 1ª edição da Corrida D. Dinis na cidade de Odivelas. Aguardáva-nos uma prova de 10 quilómetros que, apesar de ser toda ela em alcatrão, não se afigurava à partida nada fácil por se tratar de um percurso "aos altos e baixos". Normalmente uma corrida que toda ela se desenrola num percurso citadino torna-se normalmente chata e monótona por passarmos pelos mesmos pontos mais do que uma vez. No entanto acabou por ser uma prova bastante agradável e que nos levou, na medida do que a distância permitia, aos locais principais e mais emblemáticos desta cidade às portas da grande capital.

 

A presença popular, tão importante neste tipo de corridas, marcou forte adesão. O povo de Odivelas saíu à rua para festejar a sua primeira corrida e incentivar todos aqueles que fizeram questão de marcar presença nesta estreia.

 

As caras conhecidas estavam lá em grande número. O tempo também ajudou. Uma manhã soalheira e com uma temperatura amena e convidativa a um bom convívio desportivo. Só para o Frederico é que esteve calor a  mais. Que pena não ter encontrado o clima que na semana passada acompanhou a Meia Maratona da Nazaré ...

 

Sendo uma corrida de dez quilómetros é necessariamente rápida em comparação com as outras provas de maior distância em que temos participado. Não podemos descansar um segundo sob pena de sermos ultrapassados pelos normalmente mais lentos e de abdicarmos de tentar bater os nossos "recordes" na distância. É ainda um bom treino paras as Meias Maratonas e Maratona que se aproximam para o início de Dezembro. E para um bom desempenho nas provas de fundo é também muito importante treinar em "rampas" com constantes alterações de ritmo. Todos estes ingredientes estiveram na Corrida de Odivelas. Foi uma boa prova e também um bom treino.

 

Para o próximo ano voltaremos.

 

Atletas que concluiram a prova: 759

Vencedor: Pedro Gomes (Odimarq Alumínios): 0:33:33

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 527)

Classificação Geral: 545º - Classificação no Escalão M45: 78º

Tempo Oficial: 0:56:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:10

Tempo médio/Km: 5m:37s  <=> Velocidade média: 10,68Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 526)

Classificação Geral: 434º - Classificação no Escalão M50: 53º

Tempo Oficial: 0:52:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:52:03

Tempo médio/Km: 5m:12s  <=> Velocidade média: 11,53Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 528)

Classificação Geral: 312º - Classificação no Escalão M55: 33ª

Tempo Oficial: 0:48:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:35

Tempo médio/Km: 4m:52s  <=> Velocidade média: 12,35Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Corridas do mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km

 

Calendário para o mês de Dezembro

  • 4 - Maratona de Lisboa - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 4 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km ==> Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 18 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 9 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre de Lisboa - 10 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 19:44

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

MEIA MARATONA DA NAZARÉ

Apesar do número de atletas que concluiram a prova ter sido este ano ligeiramente inferior ao de 2010 a sensação que nos ficou à partida foi que a Meia Maratona da Nazaré registava em 2011 uma maior participação. No entanto temos de considerar que a partida da prova principal e a da Volta à Nazaré foram feitas em simultâneo o que nos poderá ter induzido em erro. No entanto uma certeza fica na nossa mente. Ano após ano, e apesar de haver um leque de opções cada vez maior, os indefectíveis, e não só, recusam-se a deixar cair a mais antiga Meia Maratona realizada em Portugal. E, mesmo a circunstância de no fim de semana passado se ter realizado a Maratona do Porto, nem por isso alguns atletas deixaram de marcar presença nestes dois eventos. Que o diga a nossa Tartaruga que esteve no Porto e na Nazaré.

 

O percurso, com uma pequena alteração com a passagem pela nova ponte sobre o rio Alcoa, era o mesmo dos anos anteriores. Não havia assim grandes surpresas. Quanto às condições meteorológicas este ano tivémos de tudo: algum frio, um pouco de vento e chuva, sim muita chuva. Por volta do meio dia a trovoada marcou presença prenunciando o temporal que sobre nós se viria a abater e acompanhar nos últimos quilómetros. Só no Grande Prémio do Atlântico deste ano tivémos uma "prenda" idêntica. No local da meta estava instalado um perfeito lago.

 

Mas estas condições adversas não impediram os nossos dois atletas de melhorarem os seus tempos nesta corrida. Inclusivamente um deles estabeleceu o recorde individual na distância da meia maratona.

 

Quem deverá ter ficado um pouco "roído" por não ter estado presente foi o nosso colega Frederico que tanto adora a chuva e o frio. Fica para uma outra oportunidade. Até por que o Inverno está à porta.

 

Atletas que concluiram a prova: 1135 (1169 em 2010)

Vencedor: Pedro Cruz (J Cruz Irmãos): 1:09:09

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 439)

Classificação Geral: 977º - Classificação no Escalão M50: 120º

Tempo Oficial: 1:59:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:58:36

Tempo médio/Km: 5m:37s  <=> Velocidade média: 10,67Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 440)

Classificação Geral: 823º - Classificação no Escalão M55: 72ª

Tempo Oficial: 1:50:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:50:19

Tempo médio/Km: 5m:36s  <=> Velocidade média: 10,70Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:59

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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

CORRIDA DOS ADVOGADOS

Desfalcados da sua ponta de lança que se aventurou, com sucesso, numa MARATONA, as demais Lebres e Tartarugas aproveitaram um bom domingo para a prática da modalidade, aderindo à Corrida dos Advogados em Monsanto.

 

Uma primeira dúvida foi a distância que iriamos percorrer - no site indicava 10 kms, na inscrição indicava-se tanto os 10 kms como uma distância aproximada de 8 kms. Enfim uma pequena confusão mas que não afastou as Lebres e Tartarugas de um belo passeio aos altos e baixos pela serra de Monsanto.

 

De facto constatamos que foi uma bela corrida "curta" com cerca de 7,400 m mas com um atractivo de parte dela ser feita fora de estrada e de no seu percurso pontuarem algumas subidas de dificil digestão. Mas nada que se compare à experiência do fim de semana passado.

 

Com uma razoável moldura humana (em quantidade e qualidade...) lá nos fizemos ao caminho tendo registado as seguintes classificações numa prova em que esteve sempre presente na nossa mente o sofrimento do nosso colega maratonista em plena corrida nessa mesma altura.

 

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 247

Vencedor: Hélder Grosso (CR Leões Porto Salvo): 0:26:24

 

FREDERICO SOUSA(Dorsal Nº 436)

Classificação Geral: 166º - Classificação no Escalão M45: Não divulgada

Tempo Oficial: 0:43:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:43:07

Tempo médio/Km: 5m:51s  <=> Velocidade média: 10,26Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 435)

Classificação Geral: 137º - Classificação no Escalão M50: Não divulgada

Tempo Oficial: 0:41:25/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:41:19

Tempo médio/Km: 5m:36s  <=> Velocidade média: 10,70Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:08

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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

MARATONA DO PORTO

 

Uma das TARTARUGAS decidiu abandonar os outros dois amigos para participar na MARATONA DO PORTO.

 

Ainda que este "divórcio" tenha sido temporário, no próximo fim de semana já nos voltaremos a reencontrar, esta participação teve como grande objectivo dar corpo a um sonho de longa data de um dos nossos atletas.

 

Atendendo a que esta crónica se refere a um projecto pessoal a mesma é assim feita na primeira pessoa.

 

Desde sempre, e quando acompanhava na televisão as principais competições de atletismo a nível mundial, com particular destaque para os Jogos Olímpicos, sempre dediquei maior atenção à prova da Maratona. Prova mítica, e ao mesmo tempo mística, encaixava na perfeição nas minhas preferências a nível desportivo. Tudo o que fosse uma prova de longa duração, na qual o esforço psíquico se sobrepõe ao desgaste físico, sempre me atraíu de modo especial. É nestas situações que se revela o verdadeiro atleta. E mais do que a capacidade física considero ser muito importante que se detenha uma força psicológica interior que, constantemente posta à prova, é a base fundamental para se alcançar qualquer sucesso. E este sucesso tanto pode ser a nível desportivo como profissional, ou mesmo pessoal. Traçado um objectivo, uma meta, tudo é possível, ou pelo menos, tudo deveremos fazer para tentar que esse sonho se torne possível.

 

Quando me iniciei em provas de fundo, em Março de 2005 com a minha primeira participação na Meia Maratona de Lisboa (Ponte 25 de Abril), já acalentava no meu subconsciente o desejo de um dia cumprir uma Maratona de corpo inteiro. Mas o sonho foi sempre adiado. Talvez um dia me sentisse em condições de desafiar a distância, então proibida, dos 42,195 Km.

 

Com a presença regular em provas de estrada com os meus dois companheiros de luta - Frederico e Carlos Teixeira - o desejo manteve-se latente e na ordem do dia. Todos nos questionávamos "para quando a participação numa Maratona". As meia maratonas deixavam de ser um esforço sublime para passarem a ser as nossas provas principais e para as quais nos sentíamos cada vez mais preparados. Só faltava mesmo era abalançarmo-nos para o degrau seguinte.

 

Foi no decorrer deste Verão que o meu sonho de participar e cumprir uma Maratona começou cada vez mais a formar-se no meu espírito. Primeiro pensei na Maratona do Algarve. Mas ainda era muito cedo e não me sentia convenientemente preparado. Talvez na Maratona de Lisboa. Mas a opinião era unânime de que esta corrida era bastante dura.

 

Em conversa com outros atletas, seja em corrida seja nos habituais "blogs", todos me diziam que para um primeiro desafio à Maratona não havia nada como a que se realiza na cidade do Porto. Com um percurso praticamente plano e muito agradável, é sem dúvida a prova ideal, das realizadas no nosso País, para quém se quer iniciar na terrível distância de 42,195 quilómetros. Uma vez tomada a decisão, e vencidos todos os medos, só havia duas coisas a fazer: primeiro efectuar, e pagar, a inscrição e depois estabelecer um plano de treinos apropriado quer para a distância quer para o tempo a realizar. O último mês envolveu alguns sacrifícios por este atleta vendo-se obrigado a treinar praticamente todos os dias. Mas "quem corre por gosto não cansa". Pelo meio ainda paraticipei em algumas provas oficiais. O derradeiro e mais importante teste foi o que realizei dois fins de semana antes. Fazia parte do plano de preparação percorrer uma distância de 30 quilómetros em aproximadamente 3 horas. Nunca antes tinha corrido uma distância tão grande. Mas também serviu para me convencer que poderia, sem sacrifício mental e físico, concluir uma maratona.

 

Chegado o grande dia só tinha uma única ideia no meu pensamento: "Eu vou fazer a Maratona do Porto". A menos que tivesse alguma lesão imprevista durante a corrida eu sentia que poderia cumprir o meu desejo de muitos anos. E, como os meus filhos me recordavam a minha frase de um dia, "depois de correr uma Maratona já poderia morrer descansado". Mas atenção que não quero morrer já.

 

Durante semanas fez parte da minha preparação psicológica habituar-me à ideia de que iria correr durante mais de quatro horas. Parti para a Maratona do Porto com algumas ideias base. Primeiro, e mais importante, terminar a prova sempre a correr. Depois tudo o que fosse um tempo abaixo das cinco horas era ganho. No entanto fiz alguns cálculos tendo por base os meus tempos na meia maratona e comecei a perceber que afinal até estava ao meu alcance cumprir os mais de quarenta e dois quilómetros num tempo inferior a quatro horas e trinta e nove minutos. Mas no fundo até alimentava a esperança de poder quebrar a barreira das quatro horas e meia.

 

Quando se inicia uma corrida de longa distância não devemos logo começar a fazer contas ao que vamos ter pela frente. Devemos, acima de tudo, estabelecer objectivos parciais que nos irão ajudar a não desmorecer ao longo da prova e pensar quilómetro a quilómetro. Para esta corrida identifiquei alguns "pontos psicológicos"ao longo do percurso que, após os ultrapassar, me empurrariam com mais força para a meta:

  • Ponto de retorno aos 21 km (equivalente a ter terminado uma meia maratona)
  • Travessia da Ponte D. Luís pela segunda vez e viragem rumo à Ponte do Freixo
  • Ponto de retorno a seguir à Ponte do Freixo
  • Quilómetro 32 significando que só me faltava uma habitual corrida de dez quilómetros
  • Quilómetro 40 que nos colocava muito perto do início da subida da Avenida da Boavista em direcção à meta instalada junto à entrada principal do Parque da Cidade.

Após os primeiros cinco quilómetros comecei a conversar com outro atleta da cidade do Porto que igualmente se propunha correr pela primeira vez uma Maratona. Foi ele quem deu o mote: "vamos os dois fazer a corrida em conjunto e cada um puxa pelo outro". Havia também que encontrar o ritmo adequado e quando um de nós começasse a cair em tentações o outro logo se devia encarregar de refrear os ânimos. E foi assim até perto dos 26/27 quilómetros quando o meu colega desistiu de me acompanhar. Passei a ser um corredor solitário. E procurei também ocupar o meu espírito com pensamentos positivos. Valorizar o que já tinha conseguido e fazer ver a mim próprio que cada vez faltava menos para cumprir o meu sonho.

 

E como seria a fatídica quebra dos 35 quilómetros tantas vezes referida pelos maratonistas? Para ser sincero nem dei por essa barreira crítica. Quando passei pelo quilómetro 32 comecei a fazer uma contagem regressiva: já só faltam 10, já só faltam nove, e por aí adiante. E, por mais estranho que possa parecer, cada quilómetro final parecia-me mais curto que os restantes.

 

Já na fase final a ânsia de terminar a corrida era tão grande que os últimos mil metros foram percorridos sempre a acelerar até cruzar ao "sprint" a linha da meta.

 

Cumpriu-se um sonho. Eu sabia que não podia falhar. Até porque já perto da meta os meus familiares esperavam para testemunhar a minha gloriosa chegada. E os meus outros dois companheiros de corrida que tinham ficado em Lisboa para participar na Corrida dos Advogados também confiavam em mim.

 

Ultrapassado este meu grande objectivo já está na calha a participação na Maratona de Lisboa. E outras provas se seguirão.

 

Atletas que concluiram a prova: 1517

Vencedor: Philemon Baaru (Quénia): 2:09:51

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1897)

Classificação Geral: 1264º - Classificação no Escalão M55: 63º

Tempo Oficial: 4:24:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:23:52

Tempo médio/Km: 6m:15s  <=> Velocidade média: 9,59 Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Novembro 

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:45

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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

CORRIDA DO MONGE

Este ano mais do que a Corrida do Monge tivémos a AVENTURA DO MONGE!

 

No primeiro domingo da hora de inverno estavam reunidas as condições para tudo dar certo e ser mais uma prova de sucesso do Circuito Nacional de Montanha. Elevada adesão de atletas tendo em consideração que neste tipo de corridas o número de participantes costuma ser substancialmente inferior ao das provas de estrada. Por outro lado o bom tempo o percurso, se bem que difícil, era previamente conhecido e bastante desafiante. Todos estavam mentalizados e ansiosos para disfrutar a beleza da Serra de Sintra no seu interior com todas as dificuldades inerentes a uma corrida de montanha curta mas dura.

 

Com um começo bastante exigente - eram cerca de dois quilómetros e meio sempre a subir desde a partida - o pelotão foi-se esticando perdendo desde logo a compacidade do início. Praticamente nenhum atleta corria sozinho. Tinha sempre em linha de vista outros atletas, tanto à sua frente como na retaguarda.

 

Entretanto começávamos a ter a companhia de alguns ciclistas de todo o terreno. Apercebemo-nos que para a mesma zona da Serra de Sintra tinha sido igualmente organizada uma prova de BTT. Serra acima, serra abaixo, cumpríamos cada quilómetro do percurso seguindo escrupulosamente as marcas de orientação previamente colocadas pela organização. Passado o primeiro abastecimento, por volta dos 3,5 quilómetros, tudo parecia correr sobre rodas. Seguindo pelos trilhos assinalados, com alguns "single treks" dignos do BTT, íamos ao encontro do derradeiro obstáculo que nos aguardava perto da barragem do rio da mula. Ao quilómetro nove tínhamos de vencer a aguardada subida, direi mesmo escalada, radical onde seria praticamente impossível correr. Só que algo parecia ter mudado. Tínhamos deixado de ver as marcas dos quilómetros já percorridos. Quanto ao segundo abastecimento, previsto para perto dos 6,5 quilómetros, nem sombra dele. Talvez estivéssemos distraídos e apenas concentrados na corrida. Tudo bem até porque não estava muito calor e, apesar de tudo, a corrida só deveria ter cerca de 11 a 12 quilómetros.

 

A certa altura, ao entrarmos num segundo "single trek", ficámos com a estranha sensação de estarmos a caminhar em sentido errado. Apesar de tudo o percurso continuava bastante interessante e até parecia bem mais fácil do que há um ano atrás. Será que me tinha enganado em algum troço? Contudo não estava sozinho. Tanto à minha frente como atrás de mim continuava com a companhia de vários atletas. Consultando o relógio com GPS ia vendo passar os quilómetros: 12, 13 14 ... Mas a prova já deveria terminado. Então, ao ultrapassar atletas supostamente mais adiantados, a maioria já tendo deixado de correr, avisaram-me que a prova já tinha acabado para quem ali estava. Soube que vários atletas tinham seguido caminhos errados. Lá continuei a correr até aos dezassete quilómetros quando cheguei ao Parque de Merendas perto do convento dos capuchos. Avistando um grupo de caminheiros tentei obter informações sobre qual o caminho a seguir para mais rapidamente regressar à aldeia de Janes. Com mais três atletas também perdidos regressámos serra abaixo à procura do trilho mais adequado que nos iria conduzir ao local de partida. Sem água, pois todos tínhamos falhado o segundo abastecimento, uma das atletas deste grupo "cravou" uma garrafa de água a um grupo que almoçava naquele parque de merendas. Longe de estarmos desidratados mesmo assim aquele litro e meio de água, a dividir por quatro, veio mesmo a calhar.

 

Com a aldeia de Janes já no nosso horizonte visual olhámos para trás e vislumbrámos no alto da serra outros tantos atletas que também se tínham perdido.

 

Ao chegarmos finalmente à meta soubémos então que a confusão de percurso teve origem no facto de ter sido organizada (ou desorganizada) uma prova de BTT para a mesma zona. A culpa até nem tinha sido da organização da Corrida do Monge que antempadamente garantiu a necessário autorização para a realização desta corrida. A corrida de BTT essa não tinha sido autorizada. E ao marcarem o seu percurso tiveram um profundo desrespeito pela Corrida do Monge. A sinalética utilizada confundiu a maioria dos atletas levando-os ao engano seguindo por um percurso que não era o seu.

 

E constatámos ainda que nem todos se enganaram exactamente no mesmo ponto. Houve atletas que correram 17 quilómetros, outros 21, outros ainda 27 e um afirmou mesmo ter corrido 30 quilómetros. Será que alguém cumpriu integralmente o percurso original? Fica a dúvida.

 

Quem aguardava pelos três TARTARUGAS cedo começou a perceber de que algo não estava a correr bem. Ouvindo os comentários tecidos por  acompanhantes de alguns "PROFISSIONAIS" constatou que os primeiros já deveriam ter chegado há mais de dez minutos ...

 

E mesmos os três TARTARUGAS realizaram distâncias diferentes. Afinal não tínham feito o mesmo percurso.

 

No final o sentimento de cada um era diferente. Os dois mais amantes e acérrimos defensores deste tipo de corridas até desculparam a organização. Afinal não tiveram culpa e não valia a pena "bater mais no ceguinho". Em 2012 até queremos voltar a esta corrida. O terceiro elemento, aquele que normalmente "vota contra" as corridas de montanha, não foi tão condescendente para com a organização. Afinal tinha feito quase uma meia maratona em montanha e ainda por cima sem água. E até foi atropelado por uma bicicleta pondo em risco a sua integridade física.

 

Felizmente tudo acabou em bem. Foi mais uma experiência para mais tarde recordar e contarmos aos nossos familiares e amigos. No entanto consideramos que não deveria haver uma classificação oficial até porque provavelmente alguns dos que lutavam por um bom lugar também saíram seriamente prejudicados. Em nossa opinião a edição deste ano da Corrida do Monge não deveria contar para a classificação final do Circuito Nacional de Montanha.

 

Assim não se apresentam os tempos e classificações dos TARTARUGAS.

 

Corridas do mês de Outubro

  • 16 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 30 - Corrida do Monge (Sintra) - cerca de 11,5 Km

 

Calendário para o mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km

publicado por Carlos M Gonçalves às 01:38

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