Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

E desta vez foi o DILÚVIO!!!

 

Já tivémos situações de calor abrasador como foi no Grande Prémio do Entroncamento e na Corrida pela Inclusão Social (Santa Casa da Misericórdia).

Já nos apanhámos alguma chuva e vento forte na Meia Maratona da Nazaré.

Já ultrapassámos o frio e o vento nas edições de 2010 do Grande Prémio do Fim da Europa e dos 20 Km de Cascais.

Mas desta vez foi de mais. Até o nosso colega de equipa Frederico, que adora a chuva e o frio, considerou que as condições climatéricas debaixo das quais decorreu o G.P. do Atlântico ultrapassou as expectativas.

 

O dia começou com a agitação normal e ... com muita chuva. Os atletas fecharam-se dentro de um dos carros para colocarem os dorsais e os "chips" sem se molharem muito. Como o tempo não ajudava quase decidiam fazer o aquecimento muscular ali mesmo. Mas há que nos fazermos à estrada e enfrentarmos finalmente as adversas condições atmosféricas. Uma corrida para aqui, uma outra para ali, e lá fomos à procura do local da partida.

 

Constatámos então que a confusão, quase caos, estava instalada. A organização escolheu para local de partida um sítio diferente do de 2010 e pouco acessível. Os atletas tinham de chegar ao ponto de partida exactamente em sentido contrário ao que se iniciaria a prova. Encosta para lá, mais um empurrão para a frente e, enfim, conseguimos posicionarmo-nos na "manga" de partida. Tudo bem. O que interessa é assegurar que o início da corrida de processará sem grandes atropelos.

 

Longe disso. Após a confusão inicial concluímos que a faixa de rodagem reservada aos atletas era insuficiente pelo que alguns, muitos, tiveram de ultrapassar o passeio central da Avenida principal e percorrer as primeiras centenas de metros em perfeita partilha do alcatrão com os carros que já circulavam em sentido contrário.

 

Após os primeiros mil metros a corrida entrou na normalidade. Vão-se organizando grupos espontâneos, procuramos (alguns) as melhores lebres, e partimos para uma prova na expectativa de obter um bom desempenho. São traçadas duas prioridades: a primeira é melhorar o tempo do ano passado e a segunda é tentar estabelecer a melhor marca individual na distância. E tudo corria de feição. À passagem pela marca do quilómetro sete o tempo registado animava-nos prenunciando um bom tempo no final. Só que entre os quilómetros sete e oito esperáva-nos a tortura final.

 

O troço que, à partida, seria sem dúvida o mais aprazível, já que se desenrolava ao longo do paredão da praia da Costa de Caparica, foi este ano o INFERNO. Muita chuva e ... um vento assaz demolidor. O que antes tínhamos conseguido esfumava-se ali em pouco mais de um quilómetro. Nem houve tempo, nem vontade, para contemplarmos o mar, normalmente repousante e indutor de tranquilidade espiritual. Mas no desporto a incerteza e o imprevisto é que nos atraem. Nada está completamente definido à partida.

 

Terminada a fase do paredão tínhamos finalmente o vento pelas costas. E como sabíamos que a meta estava próxima fomos buscar forças aonde pensávamos já não existirem.

"Encharcados" mas terrivelmente satisfeitos concluímos uma nova etapa. A 44ª em simultâneo. E este ano contámos com uma apoiante que apesar de não ter corrido chegou ao fim tão encharcada ... e feliz como nós.

 

Atletas que concluiram a prova: 1319 (1037 em 2010)

Vencedor: Michel Andersen(Academia Korpo) - Tempo Oficial: 0:32:40

 

FREDERICO SOUSA

 Classificação Geral: 972- Classificação no Escalão M45: 132º

Tempo Oficial: 0:56:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:55:37

Tempo médio/Km: 5m:34s  <=> Velocidade média:10,79Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA  

CARLOS TEIXEIRA

 Classificação Geral: 820º - Classificação no Escalão M50: 103º

Tempo Oficial: 0:53:43/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:53:19

Tempo médio/Km: 5m:20s  <=> Velocidade média:11,25 Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES

Classificação Geral: 603º - Classificação no Escalão M50: 68º

Tempo Oficial: 0:49:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:09

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,21Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Fevereiro

  • 6 - Grande Prémio José Afonso (Grândola - 10 Km)
  •  13 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica - 10 Km)
  • 27 - Corrida da Árvore (Monsanto/Lisboa - 10 Km)
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:29

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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

GRANDE PRÉMIO JOSÉ AFONSO - Grândola

Recuperados do Grande Prémio do Fim da Europa as antenas viraram-se agora para terras alentejanas.

 

Repetindo a participação de 2010 duas Tartarugas rumaram a Grândola para participarem no Grande Prémio José Afonso. São dez quilómetros que começam a saber a pouco, ainda por cima num percurso relativamente fácil.

 

Não é uma das corridas em que se revejam muitas caras conhecidas, até porque estamos a falar de uma prova que se realiza a 100 quilómetros de Lisboa. Mesmo assim para além dos muitos atletas locais ainda se vêem aqueles mais resistentes que tentam marcar presença no maior número de provas possível.

 

Com um percurso inicial um pouco diferente do de 2010 os atletas deixam a "Vila Morena" para uma incursão em estrada e em terra batida. Não é certamente uma corrida com grande história até porque o percurso é bastante idêntico a tantos outros que se desenvolvem num misto de alcatrão e terra batida. No entanto salienta-se a boa organização e o apoio popular sempre presente neste tipo de corrida. É uma prova a repetir desde que não se lhe sobreponha, em termos de data, outra igualmente interessante e à qual as Tartarugas queiram deixar a sua marca.

 

Digno de registo foi o facto dos dois atletas terem batido as respectivas marcas individuais de 2010. E foi mesmo uma das nossas mais rápidas corridas de dez quilómetros.

 

Numa última nota, e tal como referido no ano passado, é de certo modo estranho que numa prova que alude ao nome do José Afonso nem uma música deste autor ecoe nos altifalantes presentes. Era a homenagem que se esperava.

 

No próximo fim de semana o "trio" volta a reagrupar-se para cumprir o Grande Prémio do Atlântico.

 

Atletas que concluiram a prova: 731 (752 em 2010)

Vencedor: Hélder Ornelas (GDC Conforlimpa) - Tempo Oficial: 0:29:52

 

CARLOS TEIXEIRA

 Classificação Geral: 520º - Classificação no Escalão M50: 87º

Tempo Oficial: 0:51:48/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:45

Tempo médio/Km: 5m:11s  <=> Velocidade média:11,59 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA  

 

CARLOS GONÇALVES

Classificação Geral: 440º - Classificação no Escalão M50: 76º

Tempo Oficial: 0:48:58/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:50

Tempo médio/Km: 4m:53s  <=> Velocidade média: 12,29Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Fevereiro

  • 6 - Grande Prémio José Afonso (Grândola - 10 Km)
  •  13 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica - 10 Km)
  • 27 - Corrida da Árvore (Monsanto/Lisboa - 10 Km)
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:11

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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

GRANDE PRÉMIO DO FIM DA EUROPA

Até onde irão as TARTARUGAS?

A participação no Grande Prémio do Fim da Europa repete-se e com grandes razões para sorrirem. Todos as três Tartarugas melhoraram os tempos relativamente a 2010. Estarão melhor preparados? Sim, sem dúvida. Mas o facto de já conhecermos o traçado e as dificuldades que se nos deparam, curva após curva, metro após metro, dão-nos uma maior preparação psicológica para encontrarmos o melhor antídoto para ultrapassar os diversos obstáculos. Aquela subida, apetece-me dizer escalada, por volta do quilómetro dez foi uma das maiores dificuldades que encontrámos no ano passado tendo levado a que alguns dos que não conheciam o percurso quase desistissem, pelo menos deixaram de correr. Em 2011, e já sabendo de antemão que afinal apesar de íngreme não era muito longa, motivou os atletas a considerarem que se tratava de um obstáculo superável sabendo que a partir de então era praticamente sempre a descer até à meta.

 

O Grande Prémio do Fim da Europa tem vindo a ganhar, ano após ano, cada vez mais participantes. É uma daquelas corridas que, vista no papel, diga-se perfil altimétrico, tem todos os sinais para tomarmos a decisão de que não vale a pena correr por ser muito exigente. Mas passando do "papel" à prática torna-se uma corrida viciante. Quando se participa uma vez pensa-se logo na próxima. O belo, deslumbrante, luxuriante, encantador  cenário da Serra de Sintra constitui por si só um incentivo à participação. A Serra de Sintra é única. Não há palavras para descrever aquilo que vemos. E então se tivermos uma manhã como a que encontrámos este ano então podemos quase dizer que estamos no paraíso.

 

A manhã estava fria. O Sol a espreitar por entre as árvores introduzia contrastes e alternância de luminosidades que dificilmente se conseguem descrever. Nem mesmo o melhor fotógrafo capta na plenitude o ambiente de uma manhã solarenga na Serra de Sintra. Só mesmo estando lá se consegue ter a real noção daquela envolvência espectacular.

 

O dia começou cedo. Havia que deixar um carro o mais próximo possível da meta. O mais à frente que nos deixaram ir foi até à localidade de Azóia. Estabelecido o encontro de dois atletas havia que rumar até Sintra, fazendo em sentido inverso o percurso da corrida, para nos juntarmos à terceira Tartaruga que nos esperava no Parque de Estacionamento perto do local da partida. Tivémos assim oportunidade de rever o traçado e, acima de tudo, disfrutarmos em toda a plenitude o idílico cenário já descrito. As palavras eram insuficientes para traduzir aquilo que íamos presenciando. E esta viagem teve também o condão de nos permitir um último reconhecimento do percurso e afinarmos a melhor estratégia para abordar a corrida sem sofrimento e com muito encanto.

 

Nos momentos que antecederam a partida é visível a azáfama habitual nestas provas. E sente-se no ar o "nervosismo" e a ânsia pelo começo da corrida. E também nos apercebemos que este ano ali estavam mais participantes.

 

Dado o "tiro" de partida começa a cavalgada dos primeiros três quilómetros. E este ano até tudo pareceu mais fácil. Um olhar para cima e vemos os atletas mais adiantados e por onde ainda iremos passar. Nada de desânimo. Olhando na direcção oposta vemos igualmente uma estrada completamente pintalgada pelos atletas mais atrasados. Na fase do planalto, porventura o troço mais bonito da corrida, começam as trocas de palavras entre atletas entabulando-se as conversas habituais: "afinal isto até está a ser mais fácil", "esta é a minha primeira vez e vou à descoberta", "já no ano passado, e no anterior, disse que não me voltariam a apanhar aqui ... mas cá estou", "vou recuperar alguns lugares na descida (no ano passado contei até 150 e desisti)", "já não tenho idade para isto" ... Isto é um vício. Um bom vício diga-se.

 

Após o segundo abastecimento lá vem a derradeira escalada. Pronto, já perdemos os minutos que tínhamos a perder relativamente a uma corrida normal. Agora há que recuperar na descida. Mas atenção pois para muitos o esforço muscular ainda acaba por ser maior. É preciso travar para não irmos descontroladamente e aos trambolhões por ali abaixo. Passando por Azóia, e já no serpentear dos últimos quilómetros, a Meta começa a ficar à vista. Um derradeiro esforço, um último sprint nos últimos metros na tentativa de se melhorarem os tempos. E nesse aspecto todos os três Tartarugas esbateram as marcas de 2010.

 

A recuperação é feita logo a seguir à meta antes de entrarmos naquela estufa, direi mesmo forno, que foi a tenda onde estavam à nossa disposição desde chá quente até massagens recuperadoras. Mas como alguns de nós dão-se mal com o calor em excesso é prioritário sair daquele local e nos fazermos à estrada. Ainda tínhamos alguns quilómetros para percorrer a pé até ao carro. Apesar do esforço da corrida este "passeio" até não custou muito a fazer. Em amena cavaqueira lá fomos falando das emoções vividas e fomos fazendo, sem que nos apecebêssemos, a chamada recuperação activa.

 

De regresso ao local da partida já falávamos nas próximas corridas e que para o ano cá estaríamos de novo.

 

Atletas que concluiram a prova: 1554 (1453 em 2010)

Vencedor: José Maduro(Maduroatletics) - Tempo Oficial: 0:53:16

 

FREDERICO SOUSA

 

Classificação Geral: 1249º- Classificação no Escalão M45: 197º

Tempo Oficial: 1:41:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:40:30

Tempo médio/Km: 5m:50s  <=> Velocidade média: 10,27 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

CARLOS TEIXEIRA

Classificação Geral: 1199º - Classificação no Escalão M50: 114º

Tempo Oficial: 1:39:35/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:57

Tempo médio/Km: 5m:17s  <=> Velocidade média:11,37 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA  

CARLOS GONÇALVES

 

Classificação Geral: 970º - Classificação no Escalão M50: 88º

Tempo Oficial: 1:33:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:32:44

Tempo médio/Km: 5m:28s  <=> Velocidade média: 10,96Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do mês de Janeiro

  • 16 - Corrida de S. Domingos de Benfica (Lisboa - 10 Km)
  • 30 - Grande Prémio do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca - 16,945 Km)

Calendário para o mês de Fevereiro

  • 6 - Grande Prémio José Afonso (Grândola - 10 Km)
  • 13 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica - 10 Km)
  • 27 - Corrida da Árvore (Monsanto/Lisboa - 10 Km)
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:08

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