Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

GRANDE PRÉMIO DO FIM DA EUROPA

Até onde irão as TARTARUGAS?

A participação no Grande Prémio do Fim da Europa repete-se e com grandes razões para sorrirem. Todos as três Tartarugas melhoraram os tempos relativamente a 2010. Estarão melhor preparados? Sim, sem dúvida. Mas o facto de já conhecermos o traçado e as dificuldades que se nos deparam, curva após curva, metro após metro, dão-nos uma maior preparação psicológica para encontrarmos o melhor antídoto para ultrapassar os diversos obstáculos. Aquela subida, apetece-me dizer escalada, por volta do quilómetro dez foi uma das maiores dificuldades que encontrámos no ano passado tendo levado a que alguns dos que não conheciam o percurso quase desistissem, pelo menos deixaram de correr. Em 2011, e já sabendo de antemão que afinal apesar de íngreme não era muito longa, motivou os atletas a considerarem que se tratava de um obstáculo superável sabendo que a partir de então era praticamente sempre a descer até à meta.

 

O Grande Prémio do Fim da Europa tem vindo a ganhar, ano após ano, cada vez mais participantes. É uma daquelas corridas que, vista no papel, diga-se perfil altimétrico, tem todos os sinais para tomarmos a decisão de que não vale a pena correr por ser muito exigente. Mas passando do "papel" à prática torna-se uma corrida viciante. Quando se participa uma vez pensa-se logo na próxima. O belo, deslumbrante, luxuriante, encantador  cenário da Serra de Sintra constitui por si só um incentivo à participação. A Serra de Sintra é única. Não há palavras para descrever aquilo que vemos. E então se tivermos uma manhã como a que encontrámos este ano então podemos quase dizer que estamos no paraíso.

 

A manhã estava fria. O Sol a espreitar por entre as árvores introduzia contrastes e alternância de luminosidades que dificilmente se conseguem descrever. Nem mesmo o melhor fotógrafo capta na plenitude o ambiente de uma manhã solarenga na Serra de Sintra. Só mesmo estando lá se consegue ter a real noção daquela envolvência espectacular.

 

O dia começou cedo. Havia que deixar um carro o mais próximo possível da meta. O mais à frente que nos deixaram ir foi até à localidade de Azóia. Estabelecido o encontro de dois atletas havia que rumar até Sintra, fazendo em sentido inverso o percurso da corrida, para nos juntarmos à terceira Tartaruga que nos esperava no Parque de Estacionamento perto do local da partida. Tivémos assim oportunidade de rever o traçado e, acima de tudo, disfrutarmos em toda a plenitude o idílico cenário já descrito. As palavras eram insuficientes para traduzir aquilo que íamos presenciando. E esta viagem teve também o condão de nos permitir um último reconhecimento do percurso e afinarmos a melhor estratégia para abordar a corrida sem sofrimento e com muito encanto.

 

Nos momentos que antecederam a partida é visível a azáfama habitual nestas provas. E sente-se no ar o "nervosismo" e a ânsia pelo começo da corrida. E também nos apercebemos que este ano ali estavam mais participantes.

 

Dado o "tiro" de partida começa a cavalgada dos primeiros três quilómetros. E este ano até tudo pareceu mais fácil. Um olhar para cima e vemos os atletas mais adiantados e por onde ainda iremos passar. Nada de desânimo. Olhando na direcção oposta vemos igualmente uma estrada completamente pintalgada pelos atletas mais atrasados. Na fase do planalto, porventura o troço mais bonito da corrida, começam as trocas de palavras entre atletas entabulando-se as conversas habituais: "afinal isto até está a ser mais fácil", "esta é a minha primeira vez e vou à descoberta", "já no ano passado, e no anterior, disse que não me voltariam a apanhar aqui ... mas cá estou", "vou recuperar alguns lugares na descida (no ano passado contei até 150 e desisti)", "já não tenho idade para isto" ... Isto é um vício. Um bom vício diga-se.

 

Após o segundo abastecimento lá vem a derradeira escalada. Pronto, já perdemos os minutos que tínhamos a perder relativamente a uma corrida normal. Agora há que recuperar na descida. Mas atenção pois para muitos o esforço muscular ainda acaba por ser maior. É preciso travar para não irmos descontroladamente e aos trambolhões por ali abaixo. Passando por Azóia, e já no serpentear dos últimos quilómetros, a Meta começa a ficar à vista. Um derradeiro esforço, um último sprint nos últimos metros na tentativa de se melhorarem os tempos. E nesse aspecto todos os três Tartarugas esbateram as marcas de 2010.

 

A recuperação é feita logo a seguir à meta antes de entrarmos naquela estufa, direi mesmo forno, que foi a tenda onde estavam à nossa disposição desde chá quente até massagens recuperadoras. Mas como alguns de nós dão-se mal com o calor em excesso é prioritário sair daquele local e nos fazermos à estrada. Ainda tínhamos alguns quilómetros para percorrer a pé até ao carro. Apesar do esforço da corrida este "passeio" até não custou muito a fazer. Em amena cavaqueira lá fomos falando das emoções vividas e fomos fazendo, sem que nos apecebêssemos, a chamada recuperação activa.

 

De regresso ao local da partida já falávamos nas próximas corridas e que para o ano cá estaríamos de novo.

 

Atletas que concluiram a prova: 1554 (1453 em 2010)

Vencedor: José Maduro(Maduroatletics) - Tempo Oficial: 0:53:16

 

FREDERICO SOUSA

 

Classificação Geral: 1249º- Classificação no Escalão M45: 197º

Tempo Oficial: 1:41:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:40:30

Tempo médio/Km: 5m:50s  <=> Velocidade média: 10,27 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

CARLOS TEIXEIRA

Classificação Geral: 1199º - Classificação no Escalão M50: 114º

Tempo Oficial: 1:39:35/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:57

Tempo médio/Km: 5m:17s  <=> Velocidade média:11,37 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA  

CARLOS GONÇALVES

 

Classificação Geral: 970º - Classificação no Escalão M50: 88º

Tempo Oficial: 1:33:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:32:44

Tempo médio/Km: 5m:28s  <=> Velocidade média: 10,96Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do mês de Janeiro

  • 16 - Corrida de S. Domingos de Benfica (Lisboa - 10 Km)
  • 30 - Grande Prémio do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca - 16,945 Km)

Calendário para o mês de Fevereiro

  • 6 - Grande Prémio José Afonso (Grândola - 10 Km)
  • 13 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica - 10 Km)
  • 27 - Corrida da Árvore (Monsanto/Lisboa - 10 Km)
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:08

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1 comentário:
De Joaquim Adelino a 11 de Fevereiro de 2011 às 00:05
Parabéns aos 3 amigos, e pelas melhores marcas naquele difícil trajecto.
Andei ali por perto do Frederico, 1,42h mas não deu para mais, pois já tinha feito o percurso em treino da Azóia até Sintra.
Desejo-vos uma boa prova na Caparica, eu vou até Sevilha para levar mais uma tareia.
Abraço

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