Segunda-feira, 25 de Março de 2019

DEZ ANOS DE CORRIDA - EDP MEIA MARATONA DE LISBOA

10 Anos de Corridas das LEBRES E TARTARUGAS

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Dez Anos.

 

Dez Anos de Vida das LEBRES E TARTRAUGAS. Parece que é muito tempo e, no entanto, voaram num ápice.

 

Foi no longínquo dia 22 de Março de 2009 que começou um novo percurso na vida de três amigos que se conheceram na sua modalidade desportiva de eleição, o Badminton. Na realidade tanto o Carlos Gonçalves, como o Carlos Teixeira (Catela para os amigos) e o Frederico Sousa, já tinham experimentado o doce prazer da Corrida em algumas provas de estrada. O primeiro aventurou-se sozinho e os outros dois foram em conjunto.

 

Um acaso da vida fez com que estes três “magníficos” desportistas se encontrassem na Meia Maratona de Lisboa EDP com passagem pela Ponte 25 de Abri. E durante muito tempo esta foi a nossa distância de eleição que encarávamos com algum respeito e um grande desafio. Seguiram-se a Corrida dos Sinos, a Corrida do Metro, a Corrida do SLB e, muito respeitavelmente, a Corrida Del Monte que ainda hoje é recordada pela dureza sentida na fase final da mesma devido à forte pendente do último quilómetro.

 

Estava dado o passo para que o “running” passasse a ser uma prioridade na vida desportiva destes três companheiros e amigos de longa data.

 

Por mais ambiciosos e ousados que éramos nunca pensámos em chegar aonde chegámos. E para fortalecer o espírito de grupo e o compromisso destes atletas fundámos a equipa das LEBRES E TARTARUGAS. Não era obrigatório estar inscrito na Federação de Atletismo. Bastava que em cada prova nos inscrevêssemos como uma equipa.

 

Foi simples. O nome foi proposto e adoptado pela equipa iria dar que falar. Em simultâneo o criámos o nosso Blogue como espaço de divulgação das nossas opiniões e de relato das nossas várias experiências.

 

Pouco a pouco foram-se juntando mais atletas, desde Corredores até Caminheiros. Todos eles contribuíram, e ainda contribuem, para levar bem longe e bem alto o nome das LEBRES E TARTARUGAS. Vamos até onde nos for possível. E é também com alguma ponta de orgulho que podemos agora afirmar que as LEBRES E TARTARUGAS já são conhecidas no meio do denominado atletismo popular.

 

A partir do ponto em que a nossa actividade passou a ser cada vez mais regular fomos assumindo uma postura crescentemente mais competitiva e profissionalizada. Já não pensávamos só em correr mas começávamos a dar uma maior importância aos treinos. E começa a pesar nas nossas cabeças o desejo de desafiar a prova rainha das corridas de Meio Fundo. Falamos obviamente da Maratona.

 

E do desejo à concretização do sonho foi um ápice. Decorridos dois anos e meio desde a nossa estreia vamos ter um primeiro atleta a começar, a desafiar e a terminar uma Maratona. O desafio foi lançado na Maratona do Porto em Outubro de 2012.

 

Um segundo marco na nossa já longa vida, e devidamente assinalado e posteriormente comemorado, foi a marca das 100 Corridas em Equipa atingida em Abril de 2014 após a conclusão da Estafeta Cascais/Lisboa que os nossos três atletas cumpriram mas na modalidade de prova individual em linha. De então para cá cada vez tem sido mais difícil juntar os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS. Opções por provas alternativas ou lesões têm retirado a regularidade à participação em equipa. De modo que o número das 200 Corridas em Equipa está bastante mais difícil de atingir.

 

A internacionalização das LEBRES E TARTARUGAS passou a ser um desejo. Começou de uma forma mais simples com a “contratação” do nosso primeiro atleta estrangeiro, corria o ano de 2015. O Georg Waldshütz, oriundo da longínqua Alemanha, estava a residir em Portugal e respondeu ao apelo do Frederico para participar na Corrida do SLB. Além desta prova ainda nos acompanhou em mais algumas sendo de destacar a sua primeira Maratona ao participar na Lisbon Eco Marathon. Com a sua mudança para os Estados Unidos da América levou no coração o nome da nossa equipa a qual passou a aparecer em provas na terra do Tio Sam.

 

Mas faltava-nos a verdadeira internacionalização com a participação numa corrida além-fronteiras. Esta ambição já tinha sido discutida mas nunca concretizada.

 

Foi então em Setembro de 2018 que o Carlos Gonçalves lança para o ar a hipótese de inscrição na Maratona de Sevilha. Todos deram o seu sim inequívoco, até parecia que estávamos numa cerimónia de casamento. E também o João Valério fez questão de aderir a este "matrimónio".

 

Mas mais desafios vamos lançando para o ar. O próximo poderá passar por um regresso a Sevilha ou então participar numa outra Maratona algures no Continente Europeu, num local necessariamente mais longe mas igualmente emblemático.

 

Todas as corridas em que participámos ao longo destes dez anos ficaram gravadas nos nossos corações. Todas elas foram, ou ainda são, muito importantes para nós. No entanto há três corridas que nos são particularmente queridas e que, por nada deste mundo, queremos deixar passar ao lado. O Fim da Europa, a Corrida do 1º de Maio e a São Silvestre de Lisboa estão no topo das nossas preferências. Embora haja outras igualmente importantes como a Corrida dos Sinos ou os Trilhos do Almourol, não conseguem granjear a paixão de todos.

 

E como a nossa história também é feita de números resume-se assim a nossa década de fulgor:

 

  • Cumprimos 396 Corridas com um ou mais membros da equipa fundadora, das quais 141 em equipa (com os três fundadores)

 

Começámos pela estrada

 

  • 157 corridas na distância de 10Km
  • 30 corridas na distância de 15 Km
  • 16 corridas na distância de 20 Km
  • 51 Meia-maratonas
  • 17 Maratonas

 

e também passámos pelos “Trails”

 

  • 70 provas de Trilhos
  • 13 Ultramaratonas (mais de 42 Km) sendo uma de 100 Km e duas na areia

 

Esta é a nossa história mas que queremos que esteja muito longe de estar completa.

 

EDP MEIA MARATONA DE LISBOA

 

E se é de corridas que normalmente falamos neste blogue, e são elas as responsáveis por termos chegado a este ponto, convém então falar um pouco desse desporto tão cada vez mais popular.

 

Cumprimos mais uma Meia-Maratona de Lisboa cujo ponto alto é logo no início da mesma com a passagem, a correr ou a andar, pela bela Ponte 25 de Abril, ou simplesmente Ponte sobre o Tejo, se quisermos retirar-lhe alguma carga ideológico-política.

 

Nos anos mais recentes esta prova manteve-se inalterável. Só no ano passado é que, devido às adversas e gravíssimas condições meteorológica, a partida foi mudada para um local na avenida 24 de Julho de onde parte os atletas de Elite, os Quenianos, os Etíopes e outros africanos reais candidatos a uma vitória, mas também com os nossos melhores fundistas da actualidade.

 

Em 2019 tudo regressou à normalidade. A Meia e a Mini Maratona voltaram a começar na praça da Portagem e terminaram, como também é já habitual, na Praça do Império mesmo em frente ao Mosteiro dos Jerónimos

 

A logística em termos de deslocação até ao ponto de partida obrigou a que dois dos nossos elementos da equipa se tenham encontrado na estação de Campolide tomando o comboio da Fertagus rumo ao Pragal onde se viriam a juntar ao restante Tartaruga. Fruto da experiência acumulada nestas andanças a reunião da equipa deu-se já passava das nove e meia da manhã. Assim aquela longa espera até ao tiro da partida foi bem menor. 

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Falava-se um pouco sobre as expectativas de cada. O Frederico ainda aproveitou para descansar um pouco.

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Como os nossos atletas conseguiram partir de um lugar bem à frente não tiveram, desta vez, os habituais atropelos em pleno tabuleiro da Ponte 25 de Abri com os participantes na Caminhada/Mini Maratona.

 

O tempo que começou por ser bastante soalheiro veio a ceder às preces do Frederico e de todos aqueles que não apreciam muito correr com céu limpo e temperatura mais amena. Por pouco que até caíam algumas pingas de chuva. Estavam criadas as condições para uma prova num andamento bastante vivo.

 

Cumpridos os primeiros oito quilómetros dá-se o primeiro ponto de viragem no Cais do Sodré. Segue-se a habitual e já não tanto temida recta até ao Dafundo rumo ao segundo ponto de viragem a partir do qual é “só” acelerar até à meta.

 

Sabendo bem como é a confusão final após cruzarem a linha da Meta, os nossos Tartarugas tinham antes combinado que ninguém esperaria por ninguém indo à sua vida após a conclusão da prova.

 

Pouco há mais a dizer que não tenha sido dito ou escrito antes.

 

Satisfação do dever cumprido. No início certamente nenhum de nós arriscaria afirmaraque passados dez anos ainda nos encontraríamos nestas circunstâncias.

 

Que venham mais dez anos.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: MOSINET GEREMEW (Etiópia): 0:59:35

 Atletas que concluiram a Prova: Não divulgado

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa
1444
W55 ?
5303º
?
2:00:45
2:00:05
5:42
10,54
Carlos Gonçalves
4440
M60
5890º
198º
2:03:39
2:02:59
5:50
10,29
Carlos Teixeira
4441
M55
2386º
92º
1:45:37
1:44:59
4:59
12,06

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

 

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:15

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Quarta-feira, 6 de Março de 2019

MEIA MARATONA DE CASCAIS

Mais uma vez os Lebres e Tartarugas estiveram em Cascais para participar na meia-maratona de Cascais que substituiu há três anos “os 20 Km de Cascais”.

 

Ainda a recuperar da Maratona de Sevilha os dois tartarugas Frederico Sousa e Carlos Teixeira apresentaram-se algo preguiçosos com mais vontade de gozar o excelente sol que estava em Cascais do que propriamente correr.

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Esta prova realiza-se sempre em Domingo Gordo e tem igualmente um concurso de máscaras associado e lá estavam diversos corredores mascarados de vacas, dálmatas, reis, palhaços etc.

 

O percurso foi exatamente igual ao do ano passado sendo a sua maior parte corrido entre o centro de cascais e a praia do Guincho, retornando neste ponto perto do Km 12 em direção à meta.

 

A temperatura foi muito agradável e o vento que costuma ser bastante forte na zona do Guincho estava bastante suave não prejudicando os atletas.

 

Ambos os tartarugas fizeram marcas dentro das suas expetativas.

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É uma prova que deve continuar a fazer parte do calendário dos tartarugas porque o percurso é muito agradável, bonito e decorre num ambiente festivo.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: NIKKI JOHNSTONE: 1:09:46

 Atletas que concluiram a Prova: 2113

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira

1505 V55 713º 34º 1:44:39 1:44:17 4:57 12,14
Frederico Sousa 2391 V55 1451º 94º 2:03:06 2:00:55 5:44 10,47

 

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:12

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Ainda no rescaldo da Maratona de Sevilha a equipa das LEBRES E TARTARUGAS regressou a um cenário bem conhecido no Grande Prémio do Atlântico que se realiza há vários anos na Costa da Caparica. Mais do que uma corrida de dez quilómetros a nossa participação foi encarada como um bom treino de recuperação embora a um ritmo um pouco mais vivo do que seria caso tivéssemos optado por uma corridinha ligeira na mesma distância. Dos maratonistas que estiveram em Espanha marcaram presença o Carlos Gonçalves e o Carlos Teixeira, devidamente acompanhado pelo seu filho André Catela.

GP Atlântico.jpg

Mantendo o mesmo traçado de 2018 o Grande Prémio do Atlântico não é uma prova fácil atendendo a ser bastante plano e obrigando os atletas a um contínuo “puxar” pelas pernas ao longo de dez quilómetros e sem assinaláveis momentos de descanso. O ponto alto foi, uma vez mais, a passagem pelo paredão junto à praia. São perto de dois quilómetros e meio com um piso algo irregular num misto de alcatrão e de areia. No entanto a vista sobre o Oceano Atlântico, com alguns, poucos, surfistas na água distrai os atletas e compensa-os neste derradeiro esforço. E após a passagem pelo nono quilómetro temos um longo “sprint” até à meta.

 

De assinalar que numa época com uma profusão tão grande e variada de provas o Grande Prémio do Atlânticom continua a atrair bastantes corredores. O facto de se realizar junto à praia da Costa da Caparica talvez não seja alheio à chamada de muitos atletas de outras paragens, nomeadamente da zona da Grande Lisboa.

 

Estava um tempo bastante agradável para uma manhã de Fevereiro. Felizmente que, para a maioria dos atletas, não se atingiram as temperaturas previstas. Só mesmo na parte final é que se fez sentir algum calor.

 

Sozinhos ou em grupo os nossos atletas vão continuar em actividade nos próximos meses. Aguardamos com alguma expectativa a realização da Meia Maratona de Lisboa que assinala os dez anos da criação das LEBRES E TARTARUGAS.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: FILIPE REBELO (Run Tejo): 0:33:58

 Atletas que concluiram a Prova: 1356

Atleta Dorsal Escalão

Classificação

Geral

Classificação

Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo

min/Km

Velocidade

Km/h

Carlos Teixeira 358 M5559 431º 27º 0:49:47 0:48:30 4:51 12,37
André Catela 359 M0039 615º 102º 0:53:07 0:51:48 5:11 11,58
Carlos Gonçalves 1334 M6099 675º 59º 0:54:05 0:52:46 5:17 11,37

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Fevereiro

  • 17 - Maratona de Sevilha (Sevilha) - 42,195 Km
  • 24- Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 10 - Trail da Costa Saloia (Mucifal/Colares) - 23 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:04

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

MARATONA DE SEVILHA

Em Outubro passado os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS tomaram uma decisão que há muito andava nas suas cabeças mas que nunca tinham concretizado. Tratava-se da primeira internacionalização através da participação numa prova no estrangeiro.

 

É certo que pelas mãos, ou mais exactamente pelas pernas, do nosso atleta Georg o nome da nossa equipa já apareceu em algumas corridas nos “States”. No entanto faltava aos nossos Fundadores darem finalmente esse passo.

 

E quando se aproxima a comemoração dos dez anos da existência da nossa equipa decidimo-nos, finalmente, a sair deste nosso pequeno rectângulo no extremo ocidental da Europa. A prova eleita foi a Maratona de Sevilha pois reunia um conjunto de atributos:

 

  • Ser uma Maratona (prova rainha do Atletismo e que qualquer praticante secretamente ambiciona fazer)
  • Realizar-se bastante perto de Lisboa, a menos de quinhentos quilómetros, permitindo-nos viajar de carro na véspera e regressar no próprio dia após a corrida
  • Ter um preço acessível
  • Percurso bastante plano (segundo a organização trata-se da Maratona mais plana da Europa)
  • Disputar-se numa altura do ano em que as condições meteorológicas afastam, pelo menos teoricamente, cenários de temperaturas elevadas

 

E mal soube desta notícia o João Valério decidiu logo acompanhar-nos nesta aventura, ele que ainda não se tinha estreado na distância da Maratona. Estava assim reunida a ala mais veterana das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Muitos negócios fazem-se à mesa. E foi esse o local escolhido para, ainda em Outubro, começarmos a preparar todos os detalhes. O primeiro passo a dar era a nossa inscrição na prova. E também começámos logo a pensar no alojamento.

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O tempo foi passando e a excitação também. Cada um começou a procurar um plano de preparação que se lhe mais adaptasse. Sim, porque fazer uma prova com mais de quarenta quilómetros exige mais do que umas simples e esporádicas corridas ao fim de semana.

 

A cada prova em que íamos participando o tema Maratona de Sevilha vinha sempre ao de cima. E mal tinha começado o mês de Janeiro assegurávamos o nosso alojamento em Sevilha.

 

Entretanto os nossos atletas continuavam a sua preparação, não sem alguns percalços pelo meio.

 

E finalmente chegou o grande dia.

 

Mais importante do que dormir bem na véspera da corrida é fundamental descansar na sexta-feira, fim de uma semana de trabalho. E como a viagem não seria muito longa também não havia necessidade de madrugar.

 

Há um primeiro encontro às dez da manhã em casa do Frederico onde se juntam o Carlos Teixeira (motorista de serviço) e o João Valério. Um quarto de hora depois partem até ao Centro Sul para apanharem o Carlos Gonçalves. Agrupada toda a equipa aí vamos nós rumo à tão almejada Sevilha.

 

Por volta das 13 horas fazemos uma primeira paragem ainda em solo português para almoçar. O local escolhido foi o “Índio” em Vila Nova de Cacela. Começa aqui o nosso estágio de concentração para a Maratona.

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De barriga cheia regressamos ao nosso meio de transporte. O Frederico assume então o seu lugar de navegador oficial. Como não confiava no GPS do carro decide recorrer ao Waze que lhe é bastante mais querido e no qual vê grande fiabilidade. Estamos às portas de Sevilha e o emaranhado de estradas, desvios e cruzamentos é grande. Até que o GPS do carro nos manda para um lado e o Waze do Frederico para o outro. A confusão parece estar instalada. Mas não.

 

Finalmente chegamos ao Pavilhão de Exposição e Congressos de Sevilha (FIBES). Tudo dentro da hora e sem qualquer “stress”.

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Deu tempo para levantarmos os nossos “kits” de participação, ver a exposição e tirar algumas fotografias para mais tarde recordar este momento alto das nossas carreiras atléticas.

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Cumprida a primeira etapa partimos em direcção ao hotel Vertice. Foi bastante mais simples. E, com alguma surpresa, constatamos que começamos a entrar numa onda positiva. Conseguimos descobrir o único lugar livre e não pago e a escassas dezenas de metros do nosso Hotel.

 

Feito o “checkin” dedicamos algum tempo a recuperar da viagem deste dia que esteve muito longe de ser extenuante.

 

Não foi necessário procurar muito para encontrarmos um restaurante para o nosso segundo momento do estágio/treino para a Maratona do dia seguinte. Mesmo em frente ao nosso Hotel encontrámos o local perfeito.

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Depois de acordarmos às seis da manhã (hora espanhola), o “desayuno” foi arrumado com alguma calma.

 

Mas permanecia uma incógnita. Como nos iríamos deslocar até ao local da partida. O nosso hotel estava a cerca de oito quilómetros do Paseo de las Delicias.

 

O Frederico optou por jogar pelo seguro e decidiu logo contratar os serviços da UBER. Só que entretanto pára mesmo em frente ao nosso hotel o autocarro da carreira 22 que nos levaria até bem próximo do local da partida e com a vantagem de ser grátis para os atletas da Maratona. Perfeito. Só que não o foi totalmente pois o Frederico não conseguiu em tempo útil cancelar o UBER sendo obrigado a pagar a taxa mínima.

 

Eram sete e meia da manhã e o céu ainda se encontrava muito escuro. Estranho quando à mesma hora em Lisboa já há sinais de dia.

O movimento de atletas era grande, o habitual em provas de Maratona. Houve tempo para tudo. Até para a nossa foto oficial com os atletas prontos para a Maratona.

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Como é habitual os atletas são dispostos por zonas consoante os tempos expectáveis. Dá-se a primeira separação das LEBRES E TARTARUGAS. O Carlos Teixeira dirige-se para o compartimento cinzento reservado aos que previam completar a prova entre 3 horas e 45 e 4 horas. Os restantes encaixam-se no último compartimento destinado aos que esperavam gastar mais de quatro horas.

 

Mesmo para os mais experimentados há sempre algum nervosismo. O mais nervoso era sem dúvida o João Valério. Nunca tinha feito uma maratona. E estrear-se aos sessenta e quatro anos era de “homem”.

 

E, finalmente, é dado o tiro de partida.

 

A Maratona é uma prova de resistência física mas, sobretudo, psicológica. Não basta ter pernas. É preciso, e muito, que a cabeça funcione. Os primeiros quilómetros são de aquecimento e para encontrar o ritmo mais equilibrado. Mas também sabemos que, ao longo destes mais de quarenta quilómetros, nem tudo vão ser facilidades. Muitas vezes lá aparece o tão anunciado e odiado “muro” por volta dos trinta quilómetros, altura em que somos postos à prova e obrigados a escolher entre desistir, com todas as marcas que vão ficar para sempre gravadas no nosso consciente, ou atacar a última dúzia de quilómetros e sentir a profunda alegria de cortar a meta. Uns abrandam o ritmo e, momentaneamente, calcorreiam algumas centenas de metros a andar. Outros não param, não andam e continuam sempre a correr até à meta.

 

Tomamos consciência de que as nossas pernas não estão tão mal como supúnhamos. Pois é. O que nos comanda é a cabeça e a férrea vontade de vencer um desafio. E se a cabeça estiver “limpa” conseguimos superar todos os obstáculos rumo à tão almejada meta.

 

E é nesta fase que o apoio do público é mais importante. Os gritos de apoio de todos os que se perfilam ao longo do percurso – “Vocês são verdadeiros campeões, ânimo, fuerza" – põe-nos os cabelos em pé. Os miúdos, e por vezes também alguns graúdos, esticam os seus braços para lhe batermos nas mãos em jeito de cumprimento à nossa passagem. Tudo isto contribui de tal maneira que até, pelo menos durante alguns momentos, aumentamos o nosso ritmo, alargamos a nossa passada. É por tudo isto que uma Maratona é uma prova difícil, muito difícil, mas, ao mesmo tempo, muito bela.

 

E, depois de terminada, o prazer e o enorme orgulho com que contamos aos nossos familiares, aos nossos amigos e até aos nossos colegas, que terminámos uma Maratona assume-se como a verdadeira recompensa de tudo aquilo por que passámos nos últimos dois a três meses. Sim porque fazer uma Maratona não é só correr quarenta e dois quilómetros e cento e noventa e cinco metros. É muito mais. É cumprir um rigoroso e ambicioso plano de treinos que nos dará alguma garantia de conseguirmos superar este “enorme” desafio. Para todos eles passamos a ser heróis. E como nos dá um grande gozo.

 

Antes da partida eu dizia para o João Valério a satisfação que ele iria ter ao contar ao seu neto que tinha feito uma Maratona, um desafio que não está ao alcance de todos.

 

 Mais uma prova a juntar ao currículo das LEBRES E TARTARUGAS. Todos estavam satisfeitos no final. O Carlos Teixeira ficou, uma vez mais, abaixo das quatro horas. E se tivesse acelerado um pouco mais tinha estabelecido o seu melhor tempo. O Frederico teve o melhor desempenho de sempre. O Carlos Gonçalves melhorou face à sua última maratona.

 

Mas coloco em lugar de destaque o nosso atleta João Valério. O que conseguiu foi enorme. Fazer a sua primeira maratona aos sessenta e quatro anos (atenção que não o estamos a chamar de velho) e conseguir um tempo de quatro horas e vinte minutos é obra. Que me perdoem os restantes Tartarugas mas o João foi o grande vencedor desta nossa primeira internacionalização.

 

Depois do reencontro fomos levantar orgulhosamente a nossa camisola de “Finisher”.

 

De medalha ao peito posamos para a posteridade e enviamos de imediato a fotografia via WhatsApp para os nossos seguidores.

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Há ainda que regressar ao nosso Hotel. E continuando na nossa boa onda chegamos à paragem do “Autobus” mesmo a tempo de apanhar a carreira 22. Tudo a funcionar em pleno.

 

Depois do banho e massagens retemperadores vamos ao almoço. E como fomos muito bem servidos na véspera voltamos à Cafeteria/Cerveceria José Alberto tal como tínhamos prometido depois do jantar de ontem.

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Foi o nosso treino de recuperação activa. Tínhamos ainda perto de quinhentos quilómetros pela frente.

 

Com apenas uma paragem numa área de serviço para encher o depósito ainda chegamos a tempo de jantar com as nossas famílias.

 

A nossa participação na Maratona de Sevilha foi a nossa maior aventura. E muitas, certamente, se seguirão. Durante a viagem lançámos para o ar alguns desafios. Uns propunham a participação na Maratona de Bilbao à noite. Outros atiravam-se para mais longe tendo como alvo a Maratona de Copenhaga. O tempo o dirá.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: TSEDAT ABEGEAYANA (Individual): 2:06:36

 Atletas que concluiram a Prova: 9118

 

Maratona de Sevilha - Quadro de Tempos.png

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário do Mês de Fevereiro

  • 17 - Maratona de Sevilha (Sevilha) - 42,195 Km
  • 24- Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km

 

 

 

 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:13

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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2019

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

Esta é uma daquelas corridas que ninguém quer perder.

 

“DIFICILMENTE HAVERÁ PROVA MAIS BONITA”
“CORRER NO PARAÍSO. UMA PROVA SINGULAR E IMPERDÍVEL”
“UMA PROVA QUE IREI REPETIR SEMPRE QUE POSSA”
“EXPERIÊNCIA EXCEPCIONAL” …

 

Muitas são as frases que perduram na memória de quem, pelo menos uma vez, participou na Corrida do Fim da Europa. Não há palavras para descrever o sentimento de encanto que esta prova desperta em cada um dos milhares de desportistas que, ano após ano, rumam à Bela e Mítica Serra de Sintra.

 

E os atletas das LEBRES E TARTARUGAS não têm ficado de fora deste fenómeno. Desde 2010 que participamos ininterruptamente na Corrida do Fim da Europa, incluindo aquele ano de 2012 em que não se realizou. Em sua substituição, e como forma de pressão junto da opinião pública desportiva de Sintra, realizou-se o Treino do Fim da Europa. E, pelos vistos, este tipo de manifestação resultou pois nunca mais, ao que parece, a corrida voltou a estar em risco. Este ano o “Núcleo duro” das LEBRES E TARTARUGAS voltou a marcar presença.

 

A Corrida do Fim da Europa manteve-se igual a si própria sem quaisquer alterações demonstrando um vitalidade invejável apesar das suas vinte e nove edições. Poucas corridas se podem gabar disto. E a resposta dos amantes da Corrida tem sido positiva estabilizando-se em mais de dois mil participantes a cada ano que passa.

 

Pouco haverá mais a dizer. Tudo, ou quase tudo, já foi dito nas nossas crónicas anteriores. De assinalar que as nossas prestações cotaram-se ao nível das melhores de sempre, maioritariamente fruto da nossa avançada preparação para a Maratona de Sevilha que aí vem. No final, ainda animados pela conclusão de mais uma Corrida do Fim da Europa, decidimos acrescentar mais três quilómetros ao nosso “treino” dominical percorrendo a correr, serra acima, a distância que nos separava do Cabo da Roca até à Azóia, local onde o Frederico tinha deixado de véspera a sua monovolume que iria servir de transporte destes atletas até ao ponto da partida. E desta vez não trocou a chave da carrinha pelo comando à distância do portão de casa ...

 

Foi uma página gloriosa das LEBRES E TARTARUGAS. O nosso pensamento virou-se por completo para a Maratona de Sevilha na qual iremos participar no próximo dia 17 de Fevereiro.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (Casa do Benfica de Faro): 0:59:55,6

 Atletas que concluiram a Prova: 2068

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 150) 

Classificação Geral: 1110º - Classificação no Escalão M60: 21º

Tempo Oficial: 1:38:39,5/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:37:24,1

Tempo médio/Km: 5m:45s  <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 153) 

Classificação Geral: 1197º - Classificação no Escalão M55:  54º

Tempo Oficial: 1:39:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:32,1

Tempo médio/Km: 5m:49s  <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 159) 

Classificação Geral: 588º - Classificação no Escalão M55: 23º

Tempo Oficial: 1:29:21,9/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:28:06,7

Tempo médio/Km: 5m:12s  <=> Velocidade média: 11,54Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 20 - Grande Prova de Atletismo do Camarnal (Alenquer) - 10 Km
  • 27- Corrida Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:04

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2019

36ª GRANDE PROVA DE ATLETISMO DO CAMARNAL

Este ano voltaram a inscrever-se os três Tartarugas fundadores da nossa equipa. Mas, tal como em 2018, o Frederico voltou a não comparecer devido a compromissos pessoais e familiares inadiáveis. Deste modo foram os dois Carlos a assumir a representação das LEBRES E TARTARUGAS no Camarnal.

IMG_20190120_101356.jpg

Bem cedo os dois atletas encontraram-se nas “Colinas do Cruzeiro”, em Odivelas, e daí partiram à redescoberta da Grande Prova de Atletismo do Camarnal. À chegada à simpática e pacata localidade do Camarnal constatámos o mesmo ambiente de sempre. Alguns, poucos, atletas nas ruas contribuem para dar alguma animação ao local onde se disputará mais uma edição da Grande Prova de Atletismo do Camarnal. Nem uma cara conhecida entre os atletas o que indiciava a fraca participação numa prova que já leva trinta e seis edições no seu currículo. Poucas organizações se podem orgulhar deste facto. Ainda por cima quando se trata de uma corrida com fraca divulgação. Não existe uma página na Internet, apenas notícias soltas das anteriores edições. A primeira vez que nos inscrevemos foi um pouco obra do acaso. E, a cada ano que passa, vamos tendo conhecimento da realização de mais uma edição por “e-mail”. Este pormenor significa que as LEBRES E TARTARUGAS já têm um lugar de alguma importância na Sociedade Recreativa do Camarnal enquanto entidade organizadora da Grande Prova.

 

Após encontrarmos um lugar para estacionar o nosso carro, o que até foi bastante fácil em face do reduzido número de participantes, fomos logo ao Secretariado da prova para levantar os nossos “kits” de participação.

 

“A tradição ainda é o que era”.

IMG_20190120_095151.jpg

Foi no habitual e muito ecológico saco de pão em papel que nos deram os dorsais de identificação. Mas, novidade já prometida em 2018, agora o dorsal já incorporava um “chip” para controlo dos tempos e das classificações.

 

Após os habituais discursos da ordem dá-se o início da corrida, pouco passava das dez e meia. O percurso manteve-se igual pelo menos ao das edições em que participámos. E, como já tínhamos constatado nos anos passados, esta corrida de dez quilómetros está muito longe de ser fácil e para rolar. Pelo contrário é mais uma corrida em sobe e desce com a nossa já bem conhecida subida da Bemposta a termos de vencer por duas vezes. Após a segunda passagem por este local entramos no último quilómetro até à meta. Vamos buscar energias onde ainda pensamos existirem para terminarmos em beleza a corrida. É uma última ultrapassagem a um atleta que há muito colocámos como referência e que nos permitirá subir mais um degrau na classificação final. E é também o aproveitar as centenas de metros que nos restam para tentarmos melhorar o tempo final.

 

Terminada a corrida regressamos a casa com a satisfação do dever cumprido e com a grande vontade de voltar a estas paragens em 2020. Foi também mais um treino de preparação para Sevilha.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: ANDRÉ DUARTE (Conquista Ginásio - Cadaval): 0:35:23

 Atletas que concluiram a Prova: 91

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 268) 

Classificação Geral: 58º - Classificação no Escalão Vet V: 8º

Tempo Oficial: 0:49:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:59

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,25Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 269) 

Classificação Geral: 78º - Classificação no Escalão Vet VI:  13º

Tempo Oficial: 0:55:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:53

Tempo médio/Km: 5m:29s  <=> Velocidade média: 10,93Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 20 - Grande Prova de Atletismo do Camarnal (Alenquer) - 10 Km
  • 27- Corrida Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:20

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2019

SÃO SILVESTRE DE LISBOA

Pelo 11º ano consecutivo realizou-se a Corrida São Silvestre de Lisboa e que constitui a derradeira prova dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS em cada ano civil.

 

Em 2018 a nossa equipa esteve representada por quatro atletas:

 

  • Carlos Teixeira, totalista da prova
  • Carlos Gonçalves, presente em sete edições
  • Gonçalo Sousa, em substituição do seu pai Frederico Sousa e que perdeu a condição de totalista
  • Pedro Antunes

 

Depois de algumas alterações, quer em termos do percurso da prova quer do horário – houve uma edição que foi disputada de manhã, a São Silvestre de Lisboa tem-se mantido fiel ao figurino que tivemos este ano.

 

Novidades não houve. A grande afluência de atletas confere uma animação dificilmente igualável em qualquer outra prova de estrada. Como habitualmente os atletas são distribuídos por quatro compartimentos: Elites, Sub 50, Sub 60 e Mais de 60.

 

O ponto de encontro dos atletas foi, como já vem sendo hábito, o Elevador da Glória mesmo à entrada da Praça dos Restauradores. Pouco passava das dezassete horas e a equipa estava reunida. Não totalmente pois o Gonçalo Sousa não se encontrou com os restantes colegas.

 

Quando nos aproximávamos das 17 e 30 os nossos “rapazes” dirigiram-se para os respectivos compartimentos. Carlos Teixeira, o nosso atleta de Elite, encaixou-se no grupo dos Sub 50. O Pedro Antunes e o Carlos Gonçalves fizeram companhia um ao outro no último sector.

 

Após a habitual cerimónia de entoação do hino nacional, acompanhado em uníssono pela esmagadora maioria dos atletas, inicia-se a prova com a partida dos atletas de Elite.

 

Gradualmente vão-se esvaziando os compartimentos. Mais de dez minutos após o “tiro” inicial passam pela meta os atletas Mais de 60. Aliás este segmento foi o mais preenchido com mais de 6000 corredores.

 

Se alguém não esperava alguma confusão nos primeiros quilómetros então decididamente que ou participou pela primeira vez ou então estava na corrida errada.

 

A animação dos milhares de participantes é uma imagem de marca da São Silvestre de Lisboa. E não é, decididamente, uma vulgar corria de dez quilómetros para se fazer um bom tempo. Mesmo assim os nossos atletas conseguiram marcas um pouco mais ambiciosas do que se esperaria.

 

Para aumentar o encanto de prova refira-se que para a esmagadora maioria dos atletas a corrida disputou-se já noite dentro perfeitamente emoldurada pelas iluminações natalícias da Baixa Lisboeta.

 

Como tem sido habitual nos últimos anos a organização manteve a competição adicional do último quilómetro sempre a descer e que serve de compensação ao enorme esforço que é exigido aos atletas com a desgastante subida da Avenida da Liberdade até à Praça do Marquês de Pombal. Na cabeça de cada um só paira o pensamento da descida final e que permitirá aos atletas terminarem a sua corrida em grande ritmo.

 

Como é costume dizer esta foi mais uma “prova superada”. E como despendemos algumas calorias adicionais já podemos abusar nos festejos da passagem do anos de aqui a dois dias.

 

 Sobre a nossa cabeça pesa cada vez mais a ânsia pela Maratona de Sevilha.

 

Bom Ano a todos os nossos Atletas e seguidores.

 

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO PEREIRA (SLB): 0:29:29

 Atletas que concluiram a Prova: 9450

São Silvestre 2018.jpg

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 2 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 9 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:41

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Domingo, 23 de Dezembro de 2018

BOAS FESTAS

Feliz Natal e um Excelente Novo Ano de 2019 para todos os membros e seguidores das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Rumo a Sevilha ...

Pai Natal para Sevilha.jpg

Merry Xmas and an Excelent New Year of 2019 to all members and followers of LEBRES E TARTARUGAS.

 

On the Road to Sevilla ...

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:11

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Sábado, 15 de Dezembro de 2018

GRANDE PRÉMIO DO NATAL

Disputou-se mais uma edição do Grande Prémio de Natal uma das provas mais antigas e carismáticas do calendário anual de atletismo.

 

Esta prova é atualmente organizada pelo Maratona clube de Portugal e foi de certa forma revitalizada em termos de organização e projeção comparativamente com o que se verificava há alguns anos atrás.

 

A manhã apresentou-se fresquinha mas com muito sol em condições ideais para a prática do atletismo.

 

Lebres e Tartarugas representados por quatro atletas : João Valério, Frederico Sousa, André Catela e Carlos Teixeira

 

Esta corrida é das mais acessíveis para fazer boas marcas e bater records porque os últimos 2,3 km entre o Saldanha e a meta instalada nos Restauradores são a descer.

 

As 10.30 em ponto deu-se a partida bastante difícil devido ao grande aglomerado de atletas com os mais rápidos a fugirem por cima dos passeios.

 

Os 2/3 kms iniciais não são muito fáceis com algumas subidas, muitos atletas e muitos zigue-zagues, nos seguintes na zona de Telheiras e do Estádio José de Alvalade já tudo é mais fácil.

 

O km 5 é atingido no Campo Grande e daí até ao Saldanha não é fácil com os 5 tuneis e a ansiedade de chegar ao Saldanha para iniciar um sprint até aos Restauradores.

 

Todos os tartarugas atingiram os Restauradores sendo que o João Valério e o Frederico Sousa continuaram a correr depois de passar a meta dentro dos respetivos planos de preparação para a maratona de Sevilha.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (SCP): 0:29:15

 Atletas que concluiram a Prova: 4181

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2804) 

Classificação Geral: 1379º - Classificação no Escalão M55:  64º

Tempo Oficial: 0:48:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:47:15

Tempo médio/Km: 4m:44s  <=> Velocidade média: 12,70Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 2805) 

Classificação Geral: 1982º - Classificação no Escalão SENM:  381º

Tempo Oficial: 0:52:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:49

Tempo médio/Km: 4m:59s  <=> Velocidade média: 12,04Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2807) 

Classificação Geral: 3022º - Classificação no Escalão M55: 176º

Tempo Oficial: 0:59:49/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:06

Tempo médio/Km: 5m:43s  <=> Velocidade média: 10,51Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 4167) 

Classificação Geral: 2382º - Classificação no Escalão M60: 68º

Tempo Oficial: 0:55:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:53:31

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,57Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 2 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 9 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 18:37

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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2018

MEIA MARATONA DOS DESCOBRIMENTOS

Tartarugas participaram na Meia Maratona dos Descobrimentos numa manhã fresquinha muito boa para o atletismo.

 

A representação esteve a cargo da dupla Frederico Sousa e Carlos Teixeira.

 

Os dois atletas encontraram-se em casa do Frederico e de seguida caminharam aproximadamente 1km ou um pouco mais até atingirem a linha de partida.

 

A partida estava escalonada por tempos pelo que os dois atletas separaram-se indo cada qual para a sua box de partida.

 

A Meia Maratona dos Descobrimentos é das mais acessíveis dado que é totalmente plana e realiza-se numa altura do ano em que as temperaturas frescas ajudam a melhorar a performance dos atletas.

 

Assim, não foi de estranhar ouvir muitos participantes dizer que iam tentar bater o seu record pessoal e certamente muitos o conseguiram.

 

No nosso caso as perspetivas antes da prova era que iriamos terminar com 1h50m Carlos e 2h06m o Frederico, tempos que superámos principalmente no caso do Frederico.

 

O percurso foi igual ao do ano anterior mais acessível que nas primeiras edições onde fazíamos os primeiros kms na zona do Restelo.

 

De salientar o número record de participantes 3.500 e o número de Países representados 42 fantástico!!!!

 

Foi uma boa prova para começar a preparar a Maratona de Sevilha, para o Fred foi um bom teste já a colher os frutos da preparação para aquela prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (GFD Running): 1:09:41

 Atletas que concluiram a Prova: 2640

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 680) 

Classificação Geral: 1161º - Classificação no Escalão M5559:  56º

Tempo Oficial: 1:47:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:46:59

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,83Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2872) 

Classificação Geral: 1902º - Classificação no Escalão M5559: 108º

Tempo Oficial: 1:059:52/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:59:04

Tempo médio/Km: 5m:39s  <=> Velocidade média: 10,63Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 2 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 9 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:18

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018

CORRE JAMOR

Para o Frederico foi mais uma Corre Jamor. Para o Carlos Gonçalves foi uma estreia. E que estreia já que esta prova, com um misto de vários pisos, excedeu largamente as suas expectativas tendo afirmado no final que é para repetir.

 

Eram quase dez e meia da noite de Sábado quando o Frederico lança o alerta no WhatsApp das Lebres e Tartarugas: “Alguém vai amanhã à Corrida do Jamor?” Resposta imediata de um dos Tartarugas: “Ainda se podem fazer inscrições?”

 

De imediato o Carlos Gonçalves “correu” para a página oficial do evento e, verificando que as inscrições ainda se encontravam abertas, tratou logo de assegurar a companhia ao Frederico a quem se apressou a comunicar a situação.

 

E foi assim que, num domingo bastante chuvoso, os nossos dois atletas rumaram ao Estádio Nacional para a nona edição da Corre Jamor. Durante o caminho o Frederico informou ainda o seu colega de que, após terminar a corrida, seguiria directamente para a casa a correr, dando cumprimento ao Plano de Treinos que já encetou tendo como objectivo a participação na Maratona de Sevilha.

IMG_20181118_094208.jpgAntes das dez horas, e depois de um programa de aquecimento orientado por uma Monitora, é feito um minuto de silêncio, a pedido do Clube Olímpico de Oeiras, em homenagem ao Triatleta Luís Grilo recentemente desparecido. Foi arrepiante. O silêncio foi total, como nem sempre tem sido hábito neste tipo de situações.

 

Feita a homenagem dá-se início à contagem decrescente para o início da prova. Cinco, quatro, três, dois, um e PARTIDA. Os atletas cumprem a volta à magnífica Pista de Atletismo do imponente Estádio Nacional. Por mais de uma vez que temos elogiado todas as corridas com partida e chegada numa Pista de Atletismo de um qualquer Estádio de Futebol. Por momentos sentimo-nos como verdadeiros atletas do Olimpo.

 

Saídos do Estádio Nacional cumprimos uma primeira fase deambulando pelos caminhos do Complexo Desportivo do Jamor rumo à zona da Pista de Canoagem. É como que a fase de aquecimento em corrida e durante a qual experimentamos diversos tipos de Piso. Como a chuva e humidade persistiam todo o cuidado era pouco. De regresso à Praça da Maratona cumprem-se os primeiros três quilómetros. E começa a fase mais importante da Corrida Corre Jamor. Entramos em regime de trilhos que, sem ser demasiado exigente, impõe alguma atenção tendo em consideração a irregularidade do Piso. É mais corta-mato do que “trail” mas é bem melhor do que correr em alcatrão. Sem que nos apercebamos estamos a correr em direcção ao mar. Do lado direito perfila-se a Capela do Alto da Boa Viagem. E continuamos pelo interior da mata do Jamor. A lama começa a dar os primeiros sinais dificultando a progressão dos atletas. Os mais prevenidos optaram por usar sapatilhas de Todo o Terreno que vieram, mais tarde, a verificar-se muito eficazes em segmentos de descidas mais acentuadas e, sobretudo, mais enlameadas.

 

Faltam dois quilómetros para chegarmos à Meta. Damos uma volta de honra pela parte superior das bancadas do Estádio após a qual somos de novo devolvidos ao corta-mato.

 

Estamos no último quilómetro. De regresso à Pista de Atletismo temos escassos duzentos metros de pista de tartan para cumprir até à meta. Como sempre é a altura de um último “sprint” e de fazer as derradeiras ultrapassagens.

 

Tendo terminado a sua prestação o Carlos Gonçalves efectua os habituais exercícios de alongamentos enquanto vê o Frederico entrar na Pista. Já sabia de antemão que o seu colega iria imprimir um ritmo mais de treino. Ao passar pela Meta os dois Tartarugas cumprimentam-se e cada um segue o seu caminho. O Frederico irá continuar a correr até casa. O Carlos seguirá na sua viatura.

 

Valeu a pena e, como já se afirmou, excedeu largamente as expectativas do Tartaruga estreante.

 

Para o ano há mais. Mas até Fevereiro todos os Tartarugas continuarão, ou encetarão, um “rigoroso” (tanto quanto possível) plano de preparação para os quarenta e dois quilómetros, e alguns metros, que nos esperam em Sevilha já no próximo mês de Fevereiro.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: NUNO ROCHA (Individual): 0:36:09

 Atletas que concluiram a Prova: 716

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 708) 

Classificação Geral: 550º - Classificação no Escalão:  Não considerado por estar inscrito como Jún ior M

Tempo Oficial: 1:04:05/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:03:38

Tempo médio/Km: 6m:22s  <=> Velocidade média: 9,43Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1179) 

Classificação Geral: 512º - Classificação no Escalão V60: 19º

Tempo Oficial: 1:01:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:01:26

Tempo médio/Km: 6m:09s  <=> Velocidade média: 9,77Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Novembro

  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km => Não participámos
  • 18- Corre Jamor (Estádio Nacional - Cruz Quebrada) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:03

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

CORRIDA DA ÁGUA

A Corrida da Água é uma das muitas provas em que nada muda, pelo menos de modo substancial, de ano para e que continua a atrair largas centenas de atletas.

 

Em contraste com o Trail da Real Tapada desta vez encontrámos muitas caras conhecidas e que costumam marcar presença em provas de dez quilómetros que se disputam na zona de Lisboa. 

IMG_20181104_094819.jpg

 O percurso tem-se mantido inalterável desde a partida junto ao Parque do Calhau, passagem pela Ciclovia ao longo da Radial de Benfica, até atacarmos aquela inclinada e interminável subida até ao alto de Campolide. Para premiar o nosso esforço temos, no final, os melhores dois quilómetros de toda a prova. Um deles é gasto a percorrer o Aqueduto das Águas Livres, permitindo-nos disfrutar de umas vistas sobre o Vale de Alcântara não disponíveis de qualquer outro local. Os últimos mil metros são cumpridos dentro da Mata de Monsanto num ambiente bem mais agradável do que o alcatrão.

 

Sendo a Corrida da Água tendo sido exactamente neste aspecto que se tem revelado o ponto mais fraco com apenas um abastecimento e numa zona de estreitamento da pista junto aos Pupilos do Exército. Vá lá que este ano as coisas melhoraram um pouco já que houve entrega das garrafinhas de água dos dois lados da via. Menos mal mas continua a faltar um segundo abastecimento durante ou após a subida para Campolide.

 

Mas a Corrida da Água é um marco das LEBRES E TARTARUGAS pois foi em Outubro de 2014 a prova de estreia do João Valério na nossa equipa. Deixou-lhe um bichinho que depois disso já se tem assumido como o quarto Tartaruga mais regular. Já o conseguimos arrastar para o lamaçal dos Trilhos do Almourol como também tem sido presença regular em muitas provas emblemáticas donde se destaca, entre outras, a mítica Corrida do Fim da Europa. E, numa altura em que a nossa equipa se desafiou a si própria a internacionalizar-se com a participação na edição de 2019 da Maratona de Sevilha, o João disse logo presente tendo já arranjado um Plano de Treinos que pretende cumprir com grande rigor.

 

Mas até Fevereiro ainda temos um longo caminho pela frente. Ficou a revelação do Frederico que já tinha iniciado o seu programa de treino para Sevilha e se dispunha a cumpri-lo o mais rigorosa e assiduamente possível.

 

Registe-se também a ausência do Carlos Teixeira que, enquanto estes três atletas deambulavam pelas estradas da Serra do Monsanto, atacava a sua segunda Maratona do ano com um intervalo inferior a um mês entre a prova de Lisboa e a do Porto. Mas isso foi objecto de outra crónica.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO PEREIRA (Individual): 0:33:47

 Atletas que concluiram a Prova: 80

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 676) 

Classificação Geral: 648º - Classificação no Escalão M5559: 39º

Tempo Oficial: 0:57:33/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:33

Tempo médio/Km: 5m:45s  <=> Velocidade média: 10,43Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 677) 

Classificação Geral: 514º - Classificação no Escalão M6064: 22º

Tempo Oficial: 0:54:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:45

Tempo médio/Km: 5m:28s  <=> Velocidade média: 10,96Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 678) 

Classificação Geral: 610º - Classificação no Escalão M6064: 28º

Tempo Oficial: 045:56:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:45

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,60Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Novembro

  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:45

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2018

MARATONA DO PORTO

Sábado ao final da manhã viajei para o Porto tranquilamente sem aquele nervoso que sentia em anos anteriores na véspera de uma maratona, os records ficaram para trás o importante é desfrutar a corrida e terminá-la sem grandes problemas físicos.

 

A maratona do Porto é uma grande festa do atletismo internacional a comprová-lo a participação na edição deste ano de atletas de 73 países diferentes e representando 5 dos 6 continentes. Como habitualmente o primeiro grande momento ocorre na véspera na lindíssima Alfândega do Porto, local onde está instalada a feira do desporto e onde são recolhidos os Kits para a corrida.

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Recolhidos os dorsais e restantes endereços seguiu-se um almoço tardio num restaurante típico regado por uma excelente imperial.

 

Repostas as energias foi tempo para me dirigir ao hotel e após o check-in seguiram-se 2 horas de descanso na horizontal.

 

Seguiu-se o jantar numa churrascaria da emblemática Avenida da Boavista regado com um jarro de tinto da casa que serviu de relaxante muscular.

 

No dia da prova tudo se passou muito depressa, pequeno almoço tomado em conjunto com atletas de diferentes países e que depois também me acompanharam no transfer do hotel para a partida.

 

Cheguei à linha de partida seção C às 8.31 com muita preguiça para quem ia correr uma Maratona, mas com a ajuda do speaker e da animação à volta de atletas e acompanhantes, fui-me descontraindo e quando chegou o momento da partida estava preparado.

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Os primeiros 5,5 km são a parte menos interessante do atual percurso primeiro pelo aglomerado de atletas cada vez há mais a participantes na Maratona e porque se anda às voltinhas.

 

Em Matosinhos atingiu-se os 10 Km, com algum frio intervalado com chuva miudinha aí cheguei após 52m35s, fiquei contente pela recuperação que fiz entre os primeiros e os últimos 5 Km.

 

Entre Matosinhos e a Alfândega correu-se o percurso entre os 10 km e os 20 Km bem melhor que os anteriores 10 Km corridos por mim em 54 m, havia que abrandar para continuar confortável.

 

O percurso entre os 20km e os 30km percorreu-se entre a Ribeira, passando por Gaia e retorno pela ponte D.Luis,( incrível a quantidade de espetadores que estavam na ponte apoiando de forma espetacular todos os atletas) sendo que o Km 30 foi atingido na descida para a ponte do Freixo , neste troço de

 

10km demorei 55,08.

 

Infelizmente o meu Gramim avariou entre o Km 15 e 16 e a única indicação de tempo que tive a partir deste momento foi ao Km 21, pelo que no Km 30 sabia que ia bem mas não tão bem como realmente estava face às minhas capacidades atuais.

 

O percurso entre os 30 e 40 já é mais sinuoso e as pernas começaram a ressentir-se e a partir dos 38km a chuva intensificou-se significativamente, aqui a performance já se ressentiu e precisei de 1h e 2 s para cumprir esta parte da corrida.

 

Os últimos 600 m são a subir e foram bastante difíceis, mas  fi-los feliz porque não tendo passado a bandeira das 4 h, sabia que ia fazer menos tempo o que nas atuais condições era muito bom.

 

Com grande alegria minha e da minha companheira que me esperava à chuva cruzei a meta da minha 14ª Maratona de estrada com boa saúde e com o tempo de 3h55m09s. 

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 A Maratona do Porto continua a ser para mim diferente pelo ambiente proporcionado pelos atletas e a forma de apoiar das gentes do norte que diferença para o que se passa em Lisboa.

 

Sendo discutível qual dos percursos é melhor ou pior a Maratona do Porto continua a ser para mim superior á de Lisboa pelo ambiente de festa que se vive, se tudo correr bem lá estarei para o ano.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: ROBERT CHEMONGES (Uganda): 2:09:05

 Atletas que concluiram a Prova: 4658

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 5928) 

Classificação Geral: 2351º - Classificação no Escalão M55: 138º

Tempo Oficial: 3:57:12/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:55:09

Tempo médio/Km: 5m:35s  <=> Velocidade média: 10,77Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

 

  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:03

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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

TRAIL DA REAL TAPADA

Um Tesouro no Oeste Português, a escassos trinta minutos da cidade de Lisboa.

 

Foi precisamente a Tapada de Mafra que o Frederico e o Carlos Gonçalves escolheram para o regresso à vertente do Trail Running de que tanto gostam e que lhes tem dado muitas alegrias.

 

À partida o Trail da Real Tapada reunia todos os ingredientes para uma manhã desportiva bem passada. Os vinte e cinco quilómetros estão dentro daquilo que os nossos atletas consideram como uma distância equilibrada e que lhes permite disfrutar ao máximo do meio envolvente com algum, muito, esforço mas também sem exagerado, o quanto baste, sacrifício. Sim, porque uma prova de trail exige sempre sacrifício do atleta, sacrifício esse que, se inexistente, retiraria todo o interesse à corrida.

 

As previsões meteorológicas eram um pouco incertas pelo que os atletas tinham neste capítulo alguma dúvida aliada ao próprio desconhecimento do traçado e da exigência do percurso.

 

O Grau de dificuldade técnica era relativamente baixo o que deixava antever uma prova tranquila e sem que tivéssemos momentos de arriscar a nossa integridade física. Ficava apenas, como maior desafio, os vinte e cinco quilómetros previstos.

 

À chegada ao Portão do Codeçal, uma das entradas para a Tapada de Mafra, os nossos atletas depararam logo com os primeiros sinais de uma organização exemplar. O estacionamento das viaturas foi muito bem coordenado pelos elementos da organização, com marcações no piso para que ninguém estacionasse a sua viatura ao acaso.

Trail da Real Tapada.jpg

A partida estava agendada para as dez da manhã. Como neste fim-de-semana estava prevista a mudança para a hora de Inverno os atletas tiveram mais uma hora de sono de “borla” o que lhes permitiu acordarem e prepararem-se sem grande ”stress”.

 

Uma primeira surpresa se apodera dos Lebre e Tartarugas. O reduzido número de atletas presentes poderia significar que teríamos de lutar muito para não ficar na cauda da classificação. Não é que essa seja uma grande preocupação dos nossos atletas mas é sempre mais agradável não ficar em último. Constatamos que não há caras nossas conhecidas. Apenas uma atleta - Célia Azenha - “companheira” de outras aventuras, se perfila como a nossa referência. 

IMG_20181028_090142.jpg

 

Um pouco antes da hora marcada é feito o “briefing” tão usual como necessário nos “Trails”. Não nos reservam grandes temores quanto à natureza do percurso apenas nos chamando à atenção para a sinalização do percurso, pontos de abastecimento e de separação dos vários atletas consoante a modalidade em que se inscreveram.

 

Às dez em ponto é dada a partida. E, quase em simultâneo, aparece a chuva a relembrar que o tempo ameno e seco há muito que pertence ao passado. Para aquecer começamos logo com uma pequena subida. O perfil altimétrico previamente divulgado antevia uma corrida em “sobe e desce”, o que não atemoriza os atletas. Para pouparem energias então o melhor seria ficarem em casa.

A Tapada de Mafra apresenta-se como um local onde nada está ao acaso. E como bem lembrava o Frederico no final da prova, apenas encontrámos o que a natureza tem para nos dar. Lixo nenhum, nem mesmo aquele que os atletas pudessem eventualmente deixar à sua passagem.

 

O frio e o vento forte marcam presença. Mas nada esmorece o espirito dos atletas.

 

De animais nem qualquer sinal. Havia alguma esperança de encontrarmos algum exemplar mas, ou assustaram-se com a presença de novos visitantes, ou propositadamente, foram afastados dos locais de passagem dos “trailistas”.

 

Um percurso todo ele bem sinalizado não dá qualquer azo a que alguém se perca. As marcas quilométricas estão bem visíveis ao longo de todo o trajecto. E como nos prometeram os dois últimos quilómetros aparecem como contagem decrescente. A marca do último quilómetro convida os atletas a um sprint final e vigoroso.

 

Prova terminada e seguramente a repetir. Foi um Trail perfeito.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: RUI LUZ(AMCD - Arrábida Team Trail): 1:55:48

 Atletas que concluiram a Prova: 80

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 143) 

Classificação Geral: 74º - Classificação no Escalão M60: 2º

Tempo Oficial: 3:25:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 8m:14s  <=> Velocidade média: 7,29Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 163) 

Classificação Geral: 69º - Classificação no Escalão M50: 13º

Tempo Oficial: 3:22:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 8m:07s  <=> Velocidade média: 7,39Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 7 - Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Meia Maratona de Lisboa (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - Maratona de Lisboa (Cascais/Oeiras/Lisboa) - 42,195 Km
  • 21 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - Trail da Real Tapada (Mafra) - 25 Km

Calendário para o Mês de Novembro

  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:58

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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

CORRIDA DO MONTEPIO

Disputou-se a 6ª edição da corrida do Montepio Geral sendo que alguns dos tartarugas participaram em todas as edições. É uma corrida que do ponto de vista social é importante porque a receita tens fins de beneficência. O percurso foi alterado em relação a edições anteriores tendo a partida e chegada sido na Praça D. Pedro IV no Rossio, ao contrário do ano passado em que a chegada foi no Terreiro do Paço. Com as alterações referidas anteriormente a corrida foi simétrica, percorreram-se 5 Kms entre o Rossio e a Avenida das Índias e depois fez-se o caminho inverso. Os Lebres e Tartarugas estiveram representados por Frederico Sousa, Carlos Teixeira e André Catela. Esta prova por ser totalmente plana é muito rápida quase ideal para bater records para quem se preocupa com os mesmos. No entanto as dificuldades de escoamento dos atletas na Rua Áurea metros à frente da partida e o piso difícil da zona da Ribeira das Naus, que se percorre na ida e na volta, são fatores que podem influenciar a obtenção de bons resultados. A exemplo da semana anterior em que os nossos atletas participaram na Maratona e Meia Maratona de Lisboa as condições climatéricas foram favoráveis. De salientar o baixo valor das inscrições 5€ comparativamente aos valores que se vêm praticando lamentavelmente em outras provas, nalguns casos com organizações inferiores à desta prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: AVELINO EUSÉBIO (GFD Running): 0:31:23

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2951) 

Classificação Geral: 1184º - Classificação no Escalão V55: 76º

Tempo Oficial: 0:49:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:16

Tempo médio/Km: 4m:56s  <=> Velocidade média: 12,18Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 2952) 

Classificação Geral: 1618º - Classificação no Escalão Sénior: 285º

Tempo Oficial: 0:52:38/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:52:12

Tempo médio/Km: 5m:13s  <=> Velocidade média: 11,49Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2953) 

Classificação Geral: 2217º - Classificação no Escalão V55: 157º

Tempo Oficial: 0:56:16/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:55:51

Tempo médio/Km: 5m:35s  <=> Velocidade média: 10,74Km/h (*)

 

 (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 7 - Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Meia Maratona de Lisboa (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - Maratona de Lisboa (Cascais/Oeiras/Lisboa) - 42,195 Km
  • 21 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - Trail da Real Tapada (Mafra) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:10

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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

EDP Maratona de Lisboa

Pelo oitavo ano consecutivo uma representação da equipa das LEBRES E TARTARUGAS deixa a suas pegadas, que não ecológicas, numa das Maratonas existentes em Portugal Continental. Seja com apenas um, dois ou mesmo três atletas, temos marcado invariavelmente presença na prova rainha das Corridas de Estrada.

 

A nossa representação deste ano esteve a cargo do Carlos Teixeira e do Carlos Gonçalves. Em paralelo, e numa zona diametralmente oposta, encontrava-se o terceiro tartaruga. O Frederico manteve-se fiel à participação na Meia Maratona de Lisboa cujo ponto de partida deveria ter sido em cima da Ponte Vasco da Gama. A sua estratégia de “Treino Zero” não lhe permite abalançar-se aos quarenta e dois quilómetros e cento e noventa e cinco metros de uma Maratona, tendo como perspectiva fazer uma prova em condições mínimas. Como já li algures o nosso organismo não está preparado para uma tão longa distância. Quem ousa desafiar tantos quilómetros tem/deve sujeitar-se a um rigoroso e mínimo plano de treino.

 

Concentremo-nos na Maratona já que coube ao Frederico passar ao papel a crónica/história da sua participação na Meia-maratona.

 

Uma corrida que se inicia a mais de trinta de cinco quilómetros do local da chegada obriga a uma logística mais apertada. Se acrescentarmos o facto de a partida ter lugar em Cascais e às oito da manhã obriga os maratonistas a “acordarem com as Galinhas”. O Carlos Gonçalves planeou levantar-se por volta das cinco horas de molde a chegar a casa do seu companheiro de corrida por volta das sete da manhã. Há que tomar o pequeno-almoço com calma e necessariamente mais recheado do que se faz quotidianamente antes de sair para trabalhar. E há também outras necessidades, mais de ordem fisiológica, que apertam mais em dias de provas.

 

Uma ameaça pairava sobre as nossas cabeças. Durante a noite o furacão LESLIE tinha prevista uma visita a Portugal Continental. Os maiores e mais devastadores efeitos previam-se para a zona litoral entre Lisboa e a zona centro e que se deveriam prolongar noite dentro.

 

Atenta à segurança dos atletas e do bom desenrolar da prova a organização optou por atrasar em uma hora a partida da maratona mantendo o percurso inicialmente delineado. Do outro lado da barricada verificar-se-ia alteração do local da partida mudando da Ponte Vasco da Gama para um local algures no IC2 no acesso a Lisboa. As alterações previam também algum atraso na hora da partida. 

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Faltavam pouco mais de quinze minutos para a hora da partida e já os dois maratonistas se perfilavam no seu compartimento das 4 horas e trinta. O tempo, sem chuva, afigurava-se como muito perto do que podemos considerar para uma prova que se irá estender por algumas horas.

 

Às nove é dada a partida junto ao Hipódromo de Cascais. Após alguns quilómetros entramos na estrada que vai dar até ao Guincho. Apesar de tudo o vento não era muito forte, embora de frente para os atletas, o que poderia ser considerada uma boa notícia já que, após a “viragem de sentido”, nos daria certamente uma ajuda empurrando-nos em direcção a Cascais, o que sucedeu. O mar estava muito bravo, aliás tremendamente bravo como não é habitual. As ondas executavam um bailado nunca visto, de tal modo que alguns atletas paravam momentaneamente junto à berma do outro lado da estrada para admirarem tão belo espectáculo e tirarem algumas fotografias com os seus telemóveis. Foi sem dúvida um excelente passatempo de tal modo que os quilómetros voavam sem que déssemos por eles.

 

A marca dos quinze quilómetros coincidia com a passagem pelo local onde outrora se erguia o antigo Hotel Estoril. Agora temos lá aquele grande “MAMARRACHO”. Sem comentários.

 

A Maratona de Lisboa é sem dúvida uma das mais belas, pelo menos das que conhecemos, já que, além desta, só participámos em homóloga corrida da cidade do Porto. Os quilómetros corridos ao longo da Marginal Cascais/Lisboa até parece que não pesam tanto. Os atletas vão-se distraindo com a vista. O mar continua tenebroso mas, ao mesmo tempo, encantador. As ondas rebentam lá muito fora, para lá mesmo do Farol do Bugio.

 

A pouco e pouco, e sem que nos apercebamos, vamos deixando para trás os vários marcos. Num ápice chegamos a Santo Amaro de Oeiras e a uma das mais acentuadas subidas de todo o percurso só mesmo ultrapassada pela que nos leva ao Alto da Boa Viagem. Nas edições anteriores os atletas foram poupados a este esforço adicional fazendo alguns quilómetros ao longo do “passeio” que acompanha a linha de comboio. Os possíveis efeitos do furacão terão aconselhado a organização a introduzir este pequena alteração do traçado.

 

Ao longo da marginal não vai faltando o apoio popular aos heróis.

 

A descida para a Cruz Quebrada permite recuperar algum do esforço despendido. Entramos nos últimos dez quilómetros. A nossa já conhecida enorme recta, ou quase, levar-nos-á a passar por locais emblemáticos e bem conhecidos de outras corridas: Algés, Belém, com os Jerónimos à nossa esquerda, e a zona de Alcântara marcam a fase final da maratona. Há muito que já se faz nas nossas cabeças a contagem regressiva dos últimos quilómetros.

 

Ultrapassado o empedrado da zona ribeirinha entramos na Praça do Comércio e vislumbramos finalmente a Meta. O imenso público presente não regateia aplausos e incentivos. "Todos vocês são heróis e não apenas aqueles que terminam nos primeiros lugares", atira uma espectadora. Faltam algumas centenas de metros. Entramos na rua do Ouro em sentido contrário ao do trânsito automóvel. É só mais uma voltinha para a entrada fulgurante no Terreiro do Paço. E dá-se também o encontro com os atletas da Meia-maratona cumprindo lado a lado, em corredores separados, as duas últimas centenas de metros.

 

Mais uma Maratona para o currículo dos atletas das Lebres e Tartarugas: treze para o Carlos Teixeira e onze para o Carlos Gonçalves. Cumpriram-se e ultrapassaram-se as expectativas de cada um.

 

A Maratona de Lisboa tem sabido resistir ao passar dos anos reinventando-se constantemente com alterações de percurso de modo a manter o “apetite” e o interesse em participar na corrida.

 

Uma palavra final para os abastecimentos em grande quantidade e bem organizados com equipas de um e de outro lado da “pista”. Evitaram-se muitas confusões e atropelos dos atletas.

 

Para o ano há mais. Para o Carlos Teixeira esta corrida foi a antecâmara da Maratona Cidade do Porto que se segue já no princípio do mês de Novembro.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

  

Atletas que concluiram a Prova: 3240

Vencedor: LIMENIH GETACHEW (Etiópia): 2:07:34

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 3684) 

Classificação Geral: 1675º - Classificação no Escalão M55: 107º

Tempo Oficial: 4:07:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:05:28

Tempo médio/Km: 5m:49s  <=> Velocidade média: 10,31Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 3445) 

Classificação Geral: 2300º - Classificação no Escalão M60: 78º

Tempo Oficial: 4:30:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:28:16

Tempo médio/Km: 6m:21s  <=> Velocidade média: 9,44Km/h (*)

 

 (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 7 - Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Meia Maratona de Lisboa (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - Maratona de Lisboa (Cascais/Oeiras/Lisboa) - 42,195 Km
  • 21 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:56

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

Vodafone Meia Maratona de Lisboa

Enquanto que os "craques" se preparavam para mais uma Maratona a adicionar ao seu vasto curriculum o Frederico dispôs-se à última hora a participar na Meia Maratona.

 

Cumprido o seu rigoroso plano de preparação denominado "treino 0" adicionou ainda um último elemento de motivação antes da prova - um espalhanço na rua na sua deslocação à Expo para levantar o dorsal.

 

Ficou mais magoado o orgulho do que propriamente o corpinho...

 

Cumpridos pois estes importantes passos, conjugados com a aproximação do Leslie, adivinhava-se pois uma prova em grande.

 

Na véspera foi anunciado o adiamento por uma hora da partida e a alteração do local da mesma para o IC2.

 

Mais um factor de motivação - arriscar a apanhar o sol mais alto.

 

Tudo a favor desta Tartaruga.

 

No dia da prova e depois das usuais trocas de mensagens de motivação com os outros Tartarugas, seguiu-se deslocação até ao Parque das Nações e trajecto de autocarro até ao ponto da partida, quase em Sta. Iria da Azoia.

 

A organização brindou os presentes com um verdadeiro mimo - duas horas de espera, numa via elevada (IC2), sem qualquer casa de banho.

 

Para os homens, enfim, lá se safavam, mas foi um martírio para as senhoras.

 

Resultado - depois da partida e logo que se chegou a um sitio minimamente conveniente, era ver magotes de atletas encostados às bermas, mais ou menos escondidos, a aliviar carga.

 

Face às excelentes condições prostáticas do Frederico este atleta aproveitou esta ocasião soberana para cilindrar a concorrência.

 

Apostando num verdadeiro passo de Tartaruga adoptou um ritmo conservador o que lhe permitiu uma performance inesperada - fazer a prova sem parar com um tempo ligeiramente acima da sua média nestas provas.

 

E com isso terminou a sua participação com um assinável grau de sucesso na sua 28ª Meia Maratona.

 

Venham mais outras tantas...

[Crónica de Frederico Sousa]

  

Atletas que concluiram a Prova: 5484

Vencedor: MUSTAFA EL AZIZ (Marrocos): 1:00:16

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 13129) 

Classificação Geral: 3549º - Classificação no Escalão M5559: 188º

Tempo Oficial: 2:18:56/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:14:26

Tempo médio/Km: 6m:22s  <=> Velocidade média: 9,42Km/h (*)

 

 (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 7 - Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Vodafone Meia Maratona de Lisboa (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - EDP Maratona de Lisboa (Cascais/Oeiras/Lisboa) - 42,195 Km
  • 21 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:08

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Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP

Continuando com a senda de corridas treino o Frederico decidiu participar nesta prova aproveitando a possibilidade que a organização para se proceder a inscrições de última hora.

 

O grande problema foi a péssima qualidade de informação desta prova na internet com indicações contraditórias da hora de partida (9:45 ou 10:00) ou falta de clareza do local de partida indicado num gráfico de péssima qualidade.

 

O resultado foi que tendo decidido ir para a partida a pé desde o Restelo tive que palmilhar um bom par de quilómetros (uma parte em passo de corrida) e ter apenas tempo para pagar a inscrição ir o portal e partir de imediato sem ter tido sequer tempo de ligar o cronómetro.

 

Uma (des)organização que deixa mal vista uma empresa como esse banco.

 

A prova em si não teve grande história com um vai e vem entre Alcântara e Belém numa prova que ainda assim contou com uma participação da algumas centenas de atletas.

[Crónica de Frederico Sousa]

  

Atletas que concluiram a Prova: 760

Vencedor: HERMANO FERREIRA (SL Benfica): 0:30:50

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 747) 

Classificação Geral: 548º - Classificação no Escalão M5559: 38º

Tempo Oficial: 0:59:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:19

Tempo médio/Km: 5m:47s  <=> Velocidade média: 10,39Km/h (*)

 

 (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 7 - Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Vodafone Meia Maratona de Lisboa (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - EDP Maratona de Lisboa (Cascais/Oeiras/Lisboa) - 42,195 Km
  • 21 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:52

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Domingo, 30 de Setembro de 2018

CORRIDA FARMACÈUTICOS

Quarto fim-de-semana consecutivo com representantes das LEBRES E TARTARUGAS na estrada.

 

O nosso habitual estradista – Carlos Teixeira – decidiu ficar em repouso e a preparar-se para a Maratona de Lisboa que aí vem den dentro de duas. semanas. Registámos também o regresso de dois atletas recentemente mais ausentes – Carlos Gonçalves e João Valério – e a continuidade do Frederico.

 

A Corrida Farmacêuticos desenvolveu-se num cenário já bem conhecido das estradas da Serra do Monsanto. Apesar da totalidade do percurso ser num bem menos agradável piso de alcatrão a envolvente da floresta, e das muitas sombras existentes ao longo de toda a corrida, amenizaram em certa medida os efeitos das temperaturas ainda num registo estival que teimam em prolongar-se pelo Outono dentro.

 

A primeira sensação com que ficámos foi de um reduzido número de atletas presentes, facto que viémos mais tarde a confirmar: apenas 183 atletas concluíram a corrida dos dez quilómetros. Os nossos temores quanto a uma péssima classificação dos nossos atletas, a rondar os últimos lugares, não se vieram a concretizar. Ainda bem.

 

Uma vez mais, e sem qualquer razão aparente, não se conseguiu respeitar a hora programada para a partida. Passavam mais de cinco a dez minutos, ou talvez mais, para que se iniciasse a contagem decrescente para o início da corrida.

 

Em ambiente de grande confraternização os atletas atacam um percurso com um traçado bem diferente do habitual a todas as corridas que se realizam por estas imediações. Após a partida na Alameda Keil do Amaral damos uma volta por fora e regressamos ao local da partida. Depois de quase completarmos uma segunda volta somos encaminhados para a rotunda do Restaurante dos Montes Claros e convidados a descer aquele troço já bem nosso conhecido mas feito em sentido contrário desde as imediações do Campo de Râguebi do Grupo Desportivo de Direito. Foram cerca de dois quilómetros sempre a descer e que, logo após a inversão ao quilómetro sete, repetimos a outrora “tenebrosa” escalada que só terminará de volta a Montes Claros. Restam-nos os últimos mil metros maioritariamente sempre a descer até à nossa terceira e derradeira passagem pela meta.

 

Mais do que uma corrida foi um agradável treino matinal.

 

E fica-nos uma dúvida. Porquê o nome CORRIDA FARMACÊUTICOS. Trata-se de uma prova organizada por uma associação profissional ou de uma corrida cujos lucros revertem a favor desta classe? Ficámos sem resposta. O que é certo é que já vai na quinta edição.

 

Antes da despedida, e sem que tivéssemos tirado a habitual foto da equipa, os três Tartarugas presentes combinaram um jantar, incluindo o quarto "mosqueteiro", ausente para o o acertar de detalhes relativos a uma bem importante decisão que todos acolheram com grande entusiasmo: a nossa internacionalização com a participação na Maratona de Sevilha em Fevereiro próximo e que será um dos pontos altos das comemorações dos dez anos de existência efectiva das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Aos nossos seguidores pedimos que aguardem pacientemente pelos desenvolvimentos desta iniciativa.

 

Atletas que concluiram a Prova: 183

Vencedor: RODRIGO CARRERA (Farmácia Correia): 0:33:20

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 148) 

Classificação Geral: 128º - Classificação no Escalão M5559: 7º

Tempo Oficial: 0:52:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:46

Tempo médio/Km: 5m:47s  <=> Velocidade média: 10,39Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 149) 

Classificação Geral: 84º - Classificação no Escalão M6064: 4º

Tempo Oficial: 0:50:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:38

Tempo médio/Km: 5m:11s  <=> Velocidade média: 11,59Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 150) 

Classificação Geral: 121º - Classificação no Escalão M6064: 9º

Tempo Oficial: 0:56:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:37

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,60Km/h (*)

 

 (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Setembro

  • 8 - Meia Maratona de S. João das Lampas  - 21,0975 Km
  • 16 - Corrida da Linha (Cascais/Carcavelos) - 10 Km
  • 23 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
  • 30 - Corrida Farmacêutica (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:24

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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

Corrida do Tejo – dez anos de “running”

Debaixo de um calor intenso disputou-se a 38ª edição da corrida do Tejo, com a participação de Carlos Teixeira e Frederico Sousa.

 

Foi este duo que há 10 anos atrás nesta mesma corrida esteve na origem dos Lebres e Tartarugas que se formam efetivamente em Março de 2009 após a meia maratona de Lisboa já com o Carlos Gonçalves.

 

Foi o percurso tradicional dos últimos anos com uma partida bem organizada por vagas embora com menos exuberância de que em tempos passados.

 

A corrida do Tejo não é uma corrida muito difícil mas também está longe de ser fácil com algumas subidas difíceis na Cruz Quebrada e entre Paço de Arcos e Santo Amaro e principalmente por se disputar quase sempre debaixo de muito calor.

 

Os tartarugas fizeram provas regulares dentro das suas possibilidades atuais e ainda em fase atrasada da sua preparação após as merecidas férias.

 

Após cortarem a linha de meta e de se restabelecerem do esforço despendido ambos os tartarugas regressaram em ritmo de treino a Algés percorrendo o percurso em sentido inverso.

[Crónica de Carlos Teixeira]

Atletas que concluiram a Prova: 7849

Vencedor: PAULO PINHEIRO (Sporting Clube de Portugal): 0:30:53

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1789) 

Classificação Geral: 4379º - Classificação no Escalão V55M: 241º

Tempo Oficial: 1:03:52/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:02:55

Tempo médio/Km: 6m:17s  <=> Velocidade média: 9,54Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1790) 

Classificação Geral: 1525º - Classificação no Escalão V55M: 80º

Tempo Oficial: 0:50:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:38

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,85Km/h (*)

 

 (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Setembro

  • 8 - Meia Maratona de S. João das Lampas  - 21,0975 Km
  • 16 - Corrida da Linha (Cascais/Carcavelos) - 10 Km
  • 23 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
  • 30 - Corrida Farmacêutica (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:02

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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

CORRIDA DA LINHA

Mais uma vez os Lebres e Tartarugas marcaram presença na Corrida da Linha prova de 10Km com início em Cascais junto à baía e chegada à praia da torre em Carcavelos.

Os Lebres e Tartarugas tiveram representados por Carlos Teixeira e o seu filho André Catela.

Após uma deslocação calma entre Loures e Cascais os dois atletas cumpriram as suas necessidades fisiológicas e depois deslocaram-se para a linha de partida onde 5 minutos depois se iniciou a prova com uma temperatura de 22 graus.

O traçado da prova não trouxe qualquer novidade sendo a principal dificuldade o calor que vai subindo à medida que os kms vão passando.

Após terem cortado a meta os atletas iniciaram uma caminhada até à estação de comboios de Carcavelos de aproximadamente dois kms retornando a Cascais onde tinham deixado o carro.

De salientar que o último Km teve mais 200m metros conforme comprovamos com alguns outros atletas, não sendo importante é difícil de entender que as medições não sejam efetuadas corretamente, o inflacionamento permanente das inscrições assim o exige.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a Prova: 1139

Vencedor: LUÍS MACAU: 0:32:57

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 529) 

Classificação Geral: 347º - Classificação no Escalão M5559: 29º

Tempo Oficial: 0:51:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:26

Tempo médio/Km: 5m:03s  <=> Velocidade média: 11,90Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 530) 

Classificação Geral: 535º - Classificação no Escalão M2034: 84º

Tempo Oficial: 0:55:33/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:42

Tempo médio/Km: 5m:28s  <=> Velocidade média: 10,97Km/h (*)

 

  (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Setembro

  • 8 - Meia Maratona de S. João das Lampas  - 21,0975 Km
  • 16 - Corrida da Linha (Cascais/Carcavelos) - 10 Km
  • 23 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km

 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:42

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Terça-feira, 11 de Setembro de 2018

São João das Lampas ou das Rampas !!!!! A RENTRÉE

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Após três meses de interregno retomei no passado Sábado as corridas depois de umas aventuras no desporto que uniu este trio o Badminton.

 

Não escolhi propriamente a melhor corrida para recomeçar mas estava confiante que com as férias e alguns treinos que efetuei durante as mesmas a corrida corresse bem, o que não se viria a verificar.

 

Apesar de durante a manhã a temperatura ter estado agradável até com alguma chuva, à partida o termómetro da farmácia local mesmo junto à linha de partida indicava 24 graus.

 

A prova é difícil após 3 k m enganadores vem a primeira subida e depois dos 5 aos 7 é sempre a trepar com alguma inclinação acentuada, não são igualmente de desprezar as subidas aos 10 Km, entre os 12 e os 13km, aos 15km e finalmente entre os 17 e os 18Kms.

 

Ao longo de toda a prova senti as pernas fracas a que não será alheio o facto de devido a problemas intestinais ter efetuado dieta nos três dias que precederam a prova e cheguei à meta como não gosto muito cansado.

 

A experiência adquirida ao longo destes 10 anos ajudou-me a concluir a prova apesar de quando passei na meta aos 13 km tenha pensado em desistir o que seria a primeira vez.

 

Esta corrida era também um teste de forma a decidir a minha participação ou não na maratona de Lisboa, mas devido aos problemas que me afetaram antes da prova o resultado considero que  foi inconclusivo.

 

Em relação ao ano passado o percurso manteve-se mas houve melhorias ao nível da incorporação do chip no dorsal, pela primeira vez desde que participo na prova foram também entregues medalhas e por fim há a salientar a criação de  uma prova adicional de 13 Km.

 

A organização como sempre foi excelente sendo de saudar as melhorias introduzidas em relação às edições anteriores, a que me refiro no parágrafo anterior.

Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a Prova: 407

Vencedor: JOÃO FERNANDES (Casa do benfica FARO): 1:45:57,1

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 343) 

Classificação Geral: 231º - Classificação no Escalão M55: 16º

Tempo Oficial: 1:57:50,6/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:57:30,1

Tempo médio/Km: 5m:34s  <=> Velocidade média: 10,77Km/h (*)

 

  (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Setembro

  • 8 - Meia Maratona de S. João das Lampas  - 21,0975 Km
  • 16 - Corrida da Linha (Cascais/Carcavelos) - 10 Km
  • 23 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:24

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2018

PALMELA RUN

Não foi de noite nem de dia. Não foi em alcatrão nem em terra. O Palmela Run foi um pouco de tudo isto e de mais alguma coisa.

 

Já vai na terceira edição e continua a atrair algumas centenas de entusiastas, seja para a Caminhada seja para a prova competitiva com classificações e controlo de tempos.

 

Palmela é mais conhecida, desportivamente falando, por ser um dos locais de culto dos praticantes da Bicicleta de Todo o Terreno que escolhem a zona protegida da Serra da Arrábida para a prática do seu desporto de eleição.

 

Sempre à procura de novas aventuras descobrimos esta prova que tinha a grande particularidade de começar ao final de uma tarde de Verão e terminar já pela noite dentro, pelo menos para os mais lentos e menos preocupados em obter uma boa classificação.

 

Em 2015 foi dado o pontapé de saída para um evento que se queria diferente. E foi. No ano seguinte a prova não se realizou tendo sido retomada, felizmente, no ano passado. Em 2018 voltámos a ter a Palmela Run e, esperemos, que para durar.

 

A equipa das LEBRES E TARTARUGAS é totalista. Nas duas primeiras edições com a participação do clã Gonçalves, Pai e Filho Gonçalo. Este ano tínhamos previsto vir a Palmela com uma equipa mais alargada. Mas, por motivos diversos, a representação das LEBRES E TARTARUGAS acabou por pesar unicamente nos ombros do Carlos Gonçalves. Gonçalo e Frederico desistiram mesmo em cima da realização das inscrições. O Pedro, aliás o primeiro a inscrever-se, teve de, à última hora, trocar a sua inscrição na Corrida pela participação na Caminhada.

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Palmela fica num ponto alto vislumbrando-se, com o seu Castelo imponente, a vários quilómetros de distância. O cenário em redor é deslumbrante. Olhando para um lado podemos apreciar a foz do rio Sado com a península de Tróia como pano de fundo. Na direcção oposta desfrutamos de uma vista privilegiada da cidade de Lisboa como se de um Postal Ilustrado se tratasse.

 

Às vinte horas estava marcado o início da prova de corrida. Estamos mesmo no início do Verão pelo que temos dia até mais tarde. E como o céu se apresentava limpo pudemos apreciar ao máximo o encanto do pôr-do-sol .

 

Começamos em alcatrão com uma pequena incursão pelas ruas de Palmela. Cumprido cerca de um quilómetro viramos costas ao alcatrão e entramos em regime de “trail” percorrendo caminhos na Serra do Louro, em direcção aos Moinhos.

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 No “briefing” que antecede a prova somos informados de que os primeiros sete quilómetros e meio são bastante fáceis. Só lá mais para frente encontraremos maiores dificuldades. Nada que seja novidade para quem já é repetente. Praticamente não há novidades. Só que este ano fomos poupados a uma escadaria em madeira que, devido ao seu estado adiantado de degradação, exigia o máximo de atenção aos atletas. Este troço foi parcialmente suprimido, provavelmente por não apresentar condições mínimas de segurança, pelo menos para os da prova de Corrida. Os Caminheiros continuaram a passar por esta zona.

 

Chegados ao Vale dos Barris retomamos o alcatrão. Algumas centenas de metros mais à frente entramos num trilho do tipo “single trek” tão ao jeito dos BTTistas. É, seguramente, uma das mais belas partes de todo o percurso. Desparecemos no meio da vegetação. Mas, apesar da luz ser menor, ainda não temos necessidade de ligar os nossos “frontais”. A visibilidade continuava a ser boa.

 

Regressamos a um estradão que só terminará no ponto de abastecimento. Finalmente vão começar as dificuldades a sério. Correr começa a ser difícil. Temos uma longa subida para abordar. A inclinação é significativa e surgem os habituais engarrafamentos. Quando há algum espaço disponível quem pode acelera um pouco para ultrapassar os mais atrasados. Pelo meio ainda temos uns troços mais pedregosos tipo estrada romana.

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Como não há marcações quilométricas não sabemos a quantas andamos. Atingimos o ponto mais alto ao sermos obrigados a fazer uma pequena incursão pelo interior do Castelo de Palmela. A noite começa a cair e, finalmente, temos de ligar a nossa luz frontal. No interior de um intenso arvoredo podemos recuperar um pouco do fôlego. Mas as dificuldades não acabaram. A certa altura entramos na parte final da “subida da Cobra”. Quando as forças já não abundam temos esta derradeira subida a testar as nossas últimas capacidades. Reentrando em Palmela verificamos que as dificuldades não terminaram. Uma escadaria põe à prova a nossa resistência, mais psicológica do que física.

 

Finalmente encetamos a derradeira descida que nos levará até à meta. Antes da última curva recebo a companhia inesperada do meu neto. Junto cortamos a meta. Mais uma edição do Palmela Run superada.

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Mas falta o Pai Pedro. Mais de meia-hora depois eis que aparece o nosso “Caminheiro”. E uma vez mais o Afonsinho, desta vez na qualidade de filho, repete as últimas dezenas de metros desta vez de mão-dada com o Pai. Foram duas vitórias na mesma noite.

 

Ficaram duas certezas. No próximo ano regressaremos a um local onde temos sido felizes. A segunda certeza é a de que o Pedro também quer fazer a prova de Corrida.

 

No próximo fim-de-semana as Lebres e Tartarugas regressam à Corrida das Fogueiras, em Peniche. As férias estão ao virar da esquina e, provavelmente, tão depressa não iremos certamente ver o nosso nome inscrito em qualquer prova de atletismo. Pelo meio ficará a participação do Tartaruga Catela nos Jogos Olímpicos da Allianz.

 

Atletas que concluiram a Prova: 289

Vencedor: TIAGO CANTANTE (Salomon Suunto): 0:51:27,656

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 297) 

Classificação Geral: 210º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 1:35:20,606/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 7:38s  <=> Velocidade média: 7,87Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

.Calendário do Mês de Junho

 

  • 3 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 16 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 23 - Palmela Run (Palmela) - 12,5 Km
  • 30 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:54

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

MARGINAL À NOITE

Enquanto o Tartaruga Carlos Teixeira se preparava para a participação em mais uma edição da Corrida do Oriente, o Trio Maravilha aquecia os seus ténis para derreter o alcatrão da marginal.

 

Não, não estamos a falar do Super-Homem, do Batman e da Mulher Maravilha mas quase.

 

Ao final do dia 16 o Frederico, acompanhado pelos seus filhos Francisco e Marta deslocaram-se pois a Oeiras para aí repetirem a sua participação nesta simpática prova que é a Marginal à Noite.

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É um misto de prova de atletismo, festa popular e discoteca ao ar livre o que cria uma atmosfera muito especial que leva a que os atletas se excedam.

 

E foi precisamente isso que aconteceu.

 

O tempo estava algo fresco com um vento forte o que tornou a espera inicial algo penosa.

 

Mas às 21:30 lá foi dada a partida na Marginal junto à Praia de Oeiras.

 

Desde a partida até conseguirmos finalmente cruzar a meta demoramos quase 4 minutos tal era a multidão compacta que se encontrava presente.

 

Ao cruzar a meta o Trio Maravilha arrancou finalmente com um passo de corrida a tentar progredir pelo meio de uma multidão de caminhantes.

 

Só depois de 1 km é que se conseguiu finalmente agarrar um ritmo consistente.

 

E foi aqui que se notou a franca progressão dos jovens atletas Francisco e Marta.

 

A Marta conseguiu aguentar um ritmo consistente e, acompanhada pelo seu babado pai, fez TODA A PROVA sempre a correr.

 

PARABÉNS À MARTA.

 

O Francisco, pelo seu lado, começou a prova junto aos outros dois Tartarugas mas ao fim de uns 2 kms disparou em direcção à meta onde chegou 6 minutos adiantado relativamente aos outros dois participantes.

 

PARABÉNS AO FRANCISCO!

 

Temos pois atletas para novas participações.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a Prova: 3618

Vencedor: DAVID VARELA (NucleOeiras-ADNO): 0:34:56

 

CLASSIFICAÇÕES

Como os nossos atletas não correram com o chip oficial da prova não constam nas classificações oficiais.

 

Calendário do Mês de Junho

 

  • 3 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 16 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 23 - Palmela Run (Palmela) - 12,5 Km
  • 30 - Trail Nocturno dos Palácios (Mafra) - 10 Km
  • 30 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:43

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Segunda-feira, 11 de Junho de 2018

CORRIDA DO ORIENTE

Corrida do Oriente – E do que foi salva-se a Caneca e a TShirt !!!!

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Disputou-se mais uma edição a décima sétima da corrida do oriente com a participação solitária do tartaruga Carlos Teixeira.

 

Com a alteração do percurso desde o ano passado esta corrida perdeu todo o interesse que tinha.

 

Do passado manteve-se a tradição da entrega da caneca a quem completa a prova (no meu caso já contabilizo 10) e a bonita Tshirt da prova.

 

O percurso atual consta de duas voltas de 5.000 metros no parque da expo o que é pouco motivante, de positivo apenas a beleza do local.

 

A corrida iniciou-se com uma temperatura fresca, pelo meio o sol começou a aparecer e também o vento soprava com alguma força na parte do trajeto junto ao rio.

 

Como já referido o ano passado o trajeto torna-se perigoso para competição devido às lombas existentes no piso e às raízes das árvores durante 20% do percurso.

 

Notou-se a exemplo do ano passado a redução do número de atletas e a continuar assim penso que esta corrida irá desaparecer do calendário.

 

Os valores das inscrições reverteram a favor da Igreja da Nossa Senhora dos Navegantes tornando-se esta uma corrida de beneficência o que é sempre de saudar.

 

Esta corrida tinha algum simbolismo porque para além dos três tartarugas fundadores participavam outros tartarugas alguns deles familiares, mas também isso não se verificou nas duas últimas edições.

 

Por tudo o referido nesta crónica e face à oferta que existe hoje em dia no que se refere a corridas de estrada ou trail  é prova a não participar.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a Prova: 430

Vencedor: JOSÉ GASPAR (Odimarq): 0:32:28,96

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 257) 

Classificação Geral: 130º - Classificação no Escalão M: 122º

Tempo Oficial: 0:48:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:19,60

Tempo médio/Km: 4m:50s  <=> Velocidade média: 12,42Km/h (*)

 

  (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Junho

  • 3 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 16 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 23 - Palmela Run (Palmela) - 12,5 Km
  • 30 - Trail Nocturno dos Palácios (Mafra) - 10 Km
  • 30 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:22

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Sábado, 2 de Junho de 2018

CORRIDA DE BELÉM

Enquanto os outros tartarugas participavam no trail de Monsanto Carlos Teixeira participou na 6ª edição da difícil corrida de Belém. A partida e chegada teve lugar no mítico e bonito Estádio do Restelo. De acordo com o speaker alinharam à partida cerca de 1.000 atletas divididos pela corrida de 10km e a caminhada de 4km. Após uma semana com 3 treinos de Badminton o tartaruga apresentou-se muito limitado nas suas condições físicas e também algo desmotivado talvez devido à ausência dos outros tartarugas e à falta de treinos.

 

A corrida de Belém é certamente um das mais difíceis provas que se disputa em Lisboa e arredores na distância de 10 km talvez apenas suplantada pela corrida de Mem Martins, principalmente os 500/600 metros a subir a Avenida das descobertas e os 800 metros com alguma inclinação significativa que vão desde o museu da marinha até às imediações do estádio do restelo. Acabou por ser uma manhã bem passada por tratar-se de uma corrida disputada num local bonito e com uma chegada em pista que é particularmente do meu agrado.

Terminaram a prova mais de 600 atletas tendo Carlos Teixeira terminado a prova em 198º com o tempo de 51m24s.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a Prova: 640

Vencedor: ELÍDEO FREIRE (J.O.M.A. Juventude Operária do Monte Abraão): 0:32:39

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 420) 

Classificação Geral: 198º - Classificação no Escalão V55: 18º 

Tempo Oficial: 0:51:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:24

Tempo médio/Km: 5m:08s  <=> Velocidade média: 11,67Km/h (*)

 

  (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 12 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 20 - Corrida de Vendas Novas - 10 Km
  • 27 - LX Trail Monsanto (Lisboa) - 23 Km
  • 27 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km

Calendário para o Mês de Junho

  • 2 - Corrida de Santo António (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 15 Km
  • 16 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 23 - Palmela Run (Palmela) - 12,5 Km
  • 30 - Trail Nocturno dos Palácios (Mafra) - 10 Km
  • 30 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:50

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DIA DESPORTO ALLIANZ

Pelo terceiro ano consecutivo a Allianz Portugal organizou o dia do desporto para os seus colaboradores e familiares.

 

O dia desporto engloba várias modalidades desportivas entre as quais atletismo.

 

As competições tiveram lugar no Estádio 1º de Maio em Lisboa.

 

O Lebre e Tartaruga Carlos Teixeira participou na prova dos 5.000 metros em pista. Esta corrida teve a participação de 10 atletas tendo o atleta tartaruga terminado na quinta posição com o tempo de 23m46s.

[Crónica de Carlos Teixeira]

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:35

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LX TRAIL MONSANTO

A Serra de Monsanto é um Tesouro escondido às portas da cidade de Lisboa.

 

Esquecida durante vários anos foi inicialmente descoberta pelos amantes da arte equestre que aqui encontraram o cenário ideal para os seus longos passeios a Cavalo, em caminhos especificamente contruídos para esse fim, e sem terem de se deslocar para outras zonas bem mais distantes da cidade onde habitavam.

 

Mais tarde, e já na passagem para o novo milénio, foi a vez dos praticantes de BTT descobrirem um novo paraíso alternativo às muito procuradas Serras de Sintra e da Arrábida. E como os passeios a cavalo caíram em desuso os anteriores caminhos foram ocupados pelas bicicletas de montanha. E, através deles, partiram à descoberta de novos trilhos. Aos fins-de-semana grandes hordes de BTTistas conferiam uma nova animação á Serra de Monsanto.

 

Entretanto a Corrida começou a estar na moda. Com a proliferação de provas também este local de culto não passou incólume à "nova Ordem”. Começam a surgir provas de corrida em estrada que se desenvolvem dentro deste admirável mundo novo. Mas todas elas desenrolavam-se essencialmente em alcatrão ao longo da grande rede rodoviária existente.

 

O Trail Running começa a “roubar” atletas às provas de estrada. Mas Monsanto ainda não fazia parte do calendário de provas desta nova tendência.

 

Só com a organização da Lisbon Eco Marathon é que nos são apresentados caminhos alternativos aos principais eixos viários existentes.

 

Mas, tirando a existência de alguns troços com um declive mais desgastante, ainda não encontrávamos nesta prova a dureza e a tecnicidade próprias de uma Corrida de Trail.

 

A organização do Lx Trail Monsanto veio preencher uma lacuna há muito identificada. E foi com esta ideia que o Frederico e o Carlos Gonçalves decidiram inscrever-se nesta nova prova à qual tinham passado completamente à margem desde que a mesma se começou a realizar. A procura constante de novos cenários faz parte da política de participações que este duo muito preza.

 

Inscreveram-se na prova do Trail Longo. Os 23 quilómetros e o perfil altimétrico pareciam ser adequados às actuais capacidades destes atletas. Um desnível positivo de 525 metros para uma distância de perto de vinte e três quilómetros tornavam esta prova, pelo menos no papel, bastante acessível. Trilhos demasiado técnicos certamente que não iriam aparecer em grande escala, pelo menos era esse o sentimento que estes dois atletas tinham pelo pouco que conheciam seja da Lisbon Eco Marathon ou fosse de alguns passeios de BTT do Carlos Gonçalves.

 

Tendo previamente levantado os respectivos “kits” de participantes os dois Tartarugas não tinham necessidade de madrugar e aproximarem-se do local de partida muito cedo. Assim combinaram encontrar-se por volta das nove e um quarto, nove e vinte em casa do Frederico. Um pouco mais tarde do que o previsto partiram de imediato até à zona onde se iniciariam as provas. E como os locais da partida e da chegada não coincidiam optaram por tentar parquear a viatura e meio caminho entre ambos, de preferência o mais perto possível da Meta. Com o cansaço acumulado quanto menos tivessem de percorrer até ao carro tanto melhor. No meio da nova Cidade Universitária da Ajuda certamente que seria fácil arranjar um bom estacionamento. Até ao local da partida ainda tínhamos de percorrer algumas centenas de metros. O que valia é que era sempre descer. Tanto pior dado que após a partida teríamos de imediato que vencer um grande desnível até atingirmos um dos pontos mais altos do percurso.

 

Como tem sido habitual a animação era grande. E fazendo uns cálculos de cabeça o Frederico estimou que, contando Trail Longo, Trail Curto e Caminhada, não andaríamos muito longe se estivessem ali mais de 1000 pessoas. Este número acabou por confirmar-se mais tarde com a publicação das classificações das duas provas. No Trail Longo terminaram 349 atletas enquanto que no Trail Curto chegaram ao fim 641 atletas. Tudo somado deu um número redondo de novecentos e noventa participantes. Se somarmos ainda os muitos caminheiros facilmente se conclui que o número avançado pelo Frederico foi bastante pulverizado.

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Um pouco depois das dez da manhã, como já é habitual verificar-se um atraso no horário, partiram os que desafiavam a distância maior. Dez minutos mais tarde partiriam os atletas do Trail Curto e logo seguidos pelos participantes na Caminhada.

 

Sempre a subir não houve ninguém que não chegasse ao fim do primeiro quilómetro sobejamente aquecido. Atravessamos a Estrada do Penedo e começamos a mergulhar nas profundezas da Serra do Monsanto, não sem antes passarmos por dentro das instalações do Restaurante dos Montes Claros.

 

Começamos por tomar um dos muitos trilhos de bicicleta ladeados por vedações em madeira. Subitamente viramos à direita para enfrentarmos a primeira subida mais radical. A partir deste ponto tudo começou a ser possível. E à medida que íamos avançando nos quilómetros descobríamos um mundo novo para explorar e desfrutar ao máximo. Perdemos a noção de onde nos encontrávamos. Aqui e acolá reconhecíamos alguns trechos da Lisbon Eco Marathon. Mas logo mais à frente entrávamos em novos “single treks”. A densa vegetação e a grande irregularidade do terreno não nos permitiam grandes distracções. Por volta dos cinco ou seis quilómetros, pensamos nós, encontramos o primeiro abastecimento, muito desejado pelo Carlos Gonçalves que se tinha esquecido do seu kit de sobrevivência em casa. Sem água e sem as habituais barras energéticas tinha de dosear ao máximo o esforço.

 

Mas voltando ao percurso marcas quilométricas foram coisa que não existiu. E como ninguém tinha por perto um relógio com medição da distância andámos um pouco às cegas. Mas nem por isso este Trail foi menos interessante. Estávamos assim completamente desligados do “stress” do tempo. Foi exactamente como muitas das pessoas que tiram o relógio do pulso ao fim de semana.

 

Andamos pelas imediações do Parque da Serafina. Será que iríamos enfrentar aquela terrível subida mesmo ao lado da A5 em direcção ao Estádio Nacional? Este era o troço quiçá mais difícil da Lisbon Eco Marathon. Ou seríamos poupados a este desafio? Talvez.

 

Após alguns “sobe e desce” visualizamos uma pequena placa informativa. “Aqui começa o Prémio da Montanha”. Ali estava aquela subida na qual tínhamos pensado e a que julgáramos ter escapado. No final temos o controlo de passagem dos atletas. Estavam cumpridos quinze quilómetros. Chegados à Estrada da Bela Vista temos de entrar em novo trilho. Mas, talvez pelo cansaço ou por estar distraído, o Carlos Gonçalves decidiu seguir pelo alcatrão até encontrar um grupo de Escoteiros. Estranho. Não só não via qualquer fita sinalizadora do percurso como também não enxergava mais atletas. Algumas centenas de metros mais à frente vê o seu colega Frederico a chegar à estrada proveniente de um trilho à direita. Pois é, tinha-se perdido.

 

Ultrapassada a fase mais desgastante ainda nos esperam cerca de quatro a cinco quilómetros até à Meta. Voltamos a encontrar mais um troço da Lisbon Eco Marathon ao corrermos ao lado de um muro limite da Faculdade de Agronomia. A Alameda Keil do Amaral é o nosso próximo destino. O desgaste acumulado começa a apresentar a factura. As primeira cãibras avisam que temos de abrandar um pouco. Finalmente entramos por num último trilho que só termina perto da Meta instalada na avenida da Universidade Técnica.

 

Cansados. “Afinal foi bem mais dura do que esperava”, comenta o Frederico. Mais tarde verificaremos que o desnível positivo acumulado foi, afinal, de 719 metros. Bem acima dos 525 adiantados na página oficial da prova. E o Sol também fez das suas. Mas estão bastante felizes com esta sua nova aventura. Uma certeza paira nas nossas cabeças. No próximo ano voltaremos. Para o Carlos Gonçalves o Lx Trail Monsanto entrou na galeria das Corridas Obrigatórias. Provavelmente que o mesmo se passará com o Frederico.

 

Terminou mais uma etapa importante das nossas vidas desportivas. E, como dizia o anúncio dos filmes Kodak, “para mais tarde recordar”.

 

Até para o ano Lx Trail Monsanto.

 

Atletas que concluiram a Prova do Trail Longo: 349

Vencedor: HÉLDER GROSSO (U.F.Comércio e Indústria Atletismo): 1:36:53

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 468) 

Classificação Geral: 323º - Classificação no Escalão M6099: 10º 

Tempo Oficial: 3:14:00/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:13:19

Tempo médio/Km: 8m:24s  <=> Velocidade média: 7,14Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 469) 

Classificação Geral: 315º - Classificação no Escalão M5059: 49º

Tempo Oficial: 3:11:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:10:47

Tempo médio/Km: 8m:18s  <=> Velocidade média: 7,23Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

  

Calendário do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 12 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 20 - Corrida de Vendas Novas - 10 Km
  • 27 - LX Trail Monsanto (Lisboa) - 23 Km
  • 27 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 01:19

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Quinta-feira, 24 de Maio de 2018

CORRIDA CIDADE DE VENDAS NOVAS

Foi o regresso das LEBRES E TARTARUGAS à cidade de Vendas Novas. Num tempo em que a oferta era bastante mais reduzida, esta foi uma das corridas que fazia parte do nosso calendário incondicional. Logo no ano da nossa estreia, no já longínquo 2009, cumprimos um mês de Maio diabólico em que estivemos envolvidos todos os fins-de-semana em provas de atletismo:

  • 1 de Maio - Corrida do 1º de Maio (Lisboa)
  • 9 de Maio - Meia Maratona de Setúbal
  • 16 de Maio - Corrida Cidade de Vendas Novas
  • 23 de Maio - Meia Maratona dos Palácios (Sintra/Queluz)
  • 30 de Maio - 13 KM do Guincho - "Entre Serra e Mar"

 

Foi um tempo em que a nossa Paixão pelas Corridas começava a tomar conta das nossas vidas. Quantas mais melhor, sem olhar a qualquer preocupação em termos de desgaste físico.

 

Em 2010 regressámos a Vendas Novas para uma corrida que ficou marcada pelo som das “Vuvuzelas” usadas pelos apoiantes dos atletas, fenómeno marcado pela proximidade da realização do Campeonato do Mundo de Futebol na África do Sul. E houve ainda um outro episódio que não deixámos de recordar agora com alguma nostalgia e que envolveu um dos nossos atletas. Duas semanas antes, na Corrida do 1º de Maio, o Frederico tinha contraído uma lesão muscular que o obrigou a fazer parte do percurso dentro de uma ambulância. Ainda em fase de recuperação dessa maleita, no final da Corrida de Vendas Novas ressentiu-se do esforço apresentando algumas dores ao nível muscular. Os seus dois companheiros “obrigaram" o colega a entregar-se às mãos “milagrosas” de uma massagista disponibilizada pela organização.

 

A história das LEBRES E TARTARUGAS tem vindo a ser construída e enriquecida por episódios como este.

 

Regressámos em 2011 para a nossa última participação. Estávamos no início da crise económica que assolou o nosso País e que levou a cortes naquilo que fora considerado não essencial. E no meio desses cortes, por falta de apoios vitais para manter de pé este tipo de organizações, assistimos à suspensão de algumas provas mais emblemáticas, das quais destacamos a Corrida de Vendas Novas, .

 

Mas também começaram a aparecer como cogumelos novas corridas, um pouco por todo o lado, e que também quisemos experimentar. E assim aconteceu o nosso abandono a Vendas Novas.

 

Este ano o Frederico, numa fase de maior actividade desportiva, recuperou esta prova antiga e lançou o desafio aos seus dois “compagnons de route”. Além de repetirmos uma participação numa prova lendária descobrimos que mantinha o encanto de antes, muito particularmente no preço das inscrições. Numa fase em que a existência de alguma “liberalização” em termos de oferta de organizações de provas não conduziu a um natural decréscimo, ou pelo menos manutenção, dos preços reencontramos uma prova a cinco Euros que representa de cerca de metade, ou mesmo um terço, dos valores normais “de mercado”. Estranho, não é? Talvez o segredo resida na associação da EDP a este evento.

 

A uma hora pouco natural, dez e vinte da manhã, tinha início a corrida principal de dez quilómetros. Por isso foi com alguma calma que os dois atletas se encontraram no Centro Sul, em Almada, e encetaram a viagem até Vendas Novas. Sem pressas encontrámos facilmente lugar para o nosso carro e procedemos ao levantamento dos nossos dorsais, “chips” e restante “kit” do atleta.

IMG_20180520_094524.jpg

Apesar do céu se encontrar pintado com algumas núvens, o Frederico começava a ficar muito preocupado com o calor que poderia aparecer. E olhando em redor percebemos que os atletas para a corrida dos dez quilómetros não deveriam ultrapassar as três centenas. Na realidade foram perto de 400 mas, mesmo assim, longe dos 502 de 2010 e dos 581 de 2011.

 

À medida que nos aproximávamos da hora aumenta o movimento de atletas a realizarem os recomendados exercícios de aquecimento. Os dois Tartarugas resolveram, à sua maneira, fazer a preparação dos músculos e articulações. Preparámo-nos para a corrida sentados, ou deitados, na primeira sombra que encontrámos.

 

Estava feito o nosso “aquecimento” …

 

Há um terrível hábito dos Portugueses. As horas marcadas não são para se cumprirem. E, sem razão aparente, é às dez e vinte da manhã que se fazem os discursos de agradecimento aos participantes e a todos aqueles que ajudaram a colocar de pé esta prova. E com esta conversa partimos logo com três minutos de atraso. Sem comentários …

 

Vendas Novas é uma cidade plana, típica da orografia do Alentejo. Daí não se esperarem grandes dificuldades no percurso. Em vez de andarmos aos “ziguezagues”, e sem o recurso a um percurso em duas voltas como anteriormente, encontramos longas rectas que são essencialmente desgastantes ao nível psicológico. Assim cumprimos o primeiro quilómetro.

 

Entretanto descobre-se o Sol para gáudio de uns e desgraça de outros. Não se dando bem com o calor o Frederico teve uma quebra por volta do quarto quilómetro realizando, a partir desse ponto, uma corrida com algum esforço. O outro Tartaruga encontrou o seu “habitat” natural e, apesar de um início que parecia mais complicado, reencontrou um ritmo a que não tem estado habituado e conseguiu terminar em boas condições. Das lesões que o têm assolado praticamente não teve notícias. Mesmo assim os dois dignos representantes da LEBRES E TARTARUGAS conseguiram terminar a corrida abaixo de uma hora, o que é bom atendendo às suas actuais condições físicas.

 

Desde a Corrida do 1º de Maio que os nossos três fundadores não correm juntos. Quando se dará o reagrupamento das LEBRES E TARTARUGAS não o sabemos. O certo é que todos eles vão continuar em intensa actividade.

 

Atletas que concluiram a Prova: 380

Vencedor: HERMANO FERREIRA (SL Benfica): 0:31:05

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 342) 

Classificação Geral: 345º - Classificação no Escalão M5054: 41º

Tempo Oficial: 0:59:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:43

Tempo médio/Km: 5m:58s  <=> Velocidade média: 10,05Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 343) 

Classificação Geral: 318º - Classificação no Escalão M6064: ND 

Tempo Oficial: 0:56:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:41

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,59Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 12 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 20 - Corrida de Vendas Novas - 10 Km
  • 27 - LX Trail Monsanto (Lisboa) - 23 Km
  • 27 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:39

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Quinta-feira, 17 de Maio de 2018

TRILHO DAS LAMPAS

“Paixão, paixão não vais fugir de mim

Serás paixão até ao fim”

 

Este refrão de uma das mais famosas canções dos Heróis do Mar não tem qualquer alvo ou destinatário específico que não seja a Paixão que o Frederico e o Carlos Gonçalves nutrem pelas provas de “Trail”.

 

Depois de uma primeira participação em 2013, por um motivo ou por outro as LEBRES E TARTARUGAS não voltaram a uma localidade também sobejamente conhecida pela Meia Maratona de S. João das Lampas, prova de estrada e também apelidada de S. João das Rampas. Embora também já tenhamos participado na modalidade de alcatrão na realidade é nas provas fora da estrada que estes dois atletas se sentem mais à-vontade.

 

O Trilho das Lampas oferece duas modalidades de participação: uma prova competitiva com cerca de vinte quilómetros e uma Caminhada, para os menos ousados, e com metade da distância. Mas o encanto próprio de uma Corrida/Caminhada que se inicia ao final da tarde e termina já pela noite dentro faz as delícias de qualquer um que tenha dentro de si um espírito de aventura e de procura por diferentes emoções.

 

E foi com este espírito que as LEBRES E TRATARUGAS marcaram “o ponto” com uma equipa mista: os dois fundadores da equipa e três convidados. Melhor, um casal de convidados e uma “Convidada” muito especial …

IMG_20180512_191235.jpg

 À chegada a S. João das Lampas presenciamos um anormal movimento de pessoas. Algo nos indicava que estavam ali muito mais atletas do que em 2013. E na realidade assim foi. Contabilizando só aqueles que concluíram a prova principal este ano tivémos quase o dobro dos atletas da primeira edição: 585 em 2018 contra 295 em 2013.

 

A nossa anterior participação coincidiu com a realização da primeira edição do Trilho das Lampas. Então com cerca de dezoito quilómetros era uma prova com uma “dureza” relativa cujo ponto mais alto era precisamente a descida para a praia da Samarra. Com a noite já a entrar todo o cuidado era pouco, igualmente para a escalada igualmente difícil que se seguiria até atingirmos um patamar que, sendo maioritariamente plano, e em grande parte em alcatrão, nos levaria de volta a S. João das Lampas.

 

Para 2018, e não sabemos como foi nos anos que se seguiram a 2013, a organização presenteou-nos com uma prova bem mais exigente mas também mais interessante.

 

Após a partida, em simultâneo para a Caminhada e para a prova de Corrida, temos uma fase inicial para aquecimento dos atletas e durante a qual os mais rápidos voam rumo à zona de trilhos. A maioria do traçado inicial foi diferente do da nossa anterior participação mas ficámos com a sensação que andámos pelas mesmas zonas. Alguns troços foram mesmo feitos em sentido contrário. Passámos por muitos locais já nossos conhecidos e ainda por uma zona (pocilga?) de porcos onde os seus grunhidos, e principalmente o cheiro, perturbou o ambiente "Zen" em que tinham mergulhado os atletas que, pacata e divertidamente, iam avançando na prova.

 

A noite aproxima-se. Um pequeno cartaz informa-nos que nos aguarda o "Pôr do Sol". Sabemos, por isso, que estamos perto da Praia da Samarra e da sua descida um pouco arriscada. Não tanto como a do "Monte da Lua", perto do Cabo da Roca, mas, mesmo assim, a exigir o máximo de atenção e destreza dos atletas. Segue-se a já esperada escalada igualmente exigente. Refira-se que esta parte do percurso foi também "oferecida" aos Caminheiros.

 

Vencido este grande obstáculo vamos ter de desafiar, lá mais para a frente, algumas descidas e escaladas e novos trilhos com o aliciante de serem feitos em plena escuridão só quebrada pela luz dos “frontais” que eram peça fundamental e "obrigatória" do equipamento exigido a cada atleta. Mais difícil, e quiçá mais perigoso, mas mais interessante para quem procurava por emoções fortes. Foi a novidade constada por nós este ano.

 

 E para não dizer que tudo são dificuldades somos presenteados com um cenário maravilhoso. Ao longe avista-se a Ericeira iluminada como se estivesse preparada para uma noite de festa. Só que a festa éramos nós, vagabundos da noite que, no meio da imensa escuridão, mais nos assemelhávamos a pirilampos errantes. Aliás esses insectos que, precisamente em 2013, e devido à temperatura amena que então se fazia sentir, fizeram questão de aparecer aos milhares como que a guiarem-nos de volta até S. João das Lampas. Neste ano nem um apareceu para amostra.

 

E quando pensávamos que teríamos os últimos quilómetros "planinhos" aguarda-nos uma última descida, boa para recuperar algum fôlego e descansar um pouco os nossos membros inferiores. Mas a nossa experiência em"trails" avisa-nos que a seguir a uma grande descida invariavelmente segue-se uma subida mais ou menos devastadora. E assim foi. Só o último quilómetro é que repetiu a parte inicial da corrida.

 

Cerca de três horas volvidas damos por cumprida a nossa participação. Com uma grande vontade de voltar em 2019.

 

Atletas que concluiram a Prova: 585

Vencedor: HÉLDER GROSSO (UF Comércio e Indústria Atletismo): 1:15:06

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 558) 

Classificação Geral: 483º - Classificação no Escalão M55: 27º

Tempo Oficial: 2:52:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:51:09

Tempo médio/Km: 8m:33s  <=> Velocidade média: 7,01Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 559) 

Classificação Geral: 552º - Classificação no Escalão M60: 15º

Tempo Oficial: 3:08:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:07:42

Tempo médio/Km: 9m:23s  <=> Velocidade média: 6,39Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 12 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 20 - Corrida de Belém (Lisboa) - 20 Km
  • 20 - Corrida de Vendas Novas - 10 Km
  • 27 - LX Trail Monsanto (Lisboa) - 23 Km
  • 27 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:16

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