Quarta-feira, 23 de Novembro de 2022

OEIRAS TRAIL

Foram 20 Km de Sol, muita Lama e muitas subidas e descidas.

 

As previsões meteorológicas apontavam para um domingo com chuva elemento natural em corridas de trail e tão da preferência do nosso atleta Frederico. Aliás penso que foi com algum desalento que os nossos dois atletas partiram para esta prova. O Sol é bom, principalmente para quem se dá bem com o calor. Mas nesta altura do ano esperávamos outro tipo de condições. Mas não foi a ausência de chuva que afectou o Oeiras Trail. Até porque choveu bastante nos últimos dias contribuindo para um piso bastante lamaçento e do qual os Trailistas tanto apreciam.

 

Costuma-se dizer que em equipa que ganha não se mexe. O mesmo se aplica às organizações de eventos desportivos. Quando a fórmula resulta em sucesso não se deve mexer muito nas edições seguintes. Mas não é o que tem acontecido no Oeiras Trail.

 

Em três edições do Oeiras Trail a organização tem alterado todos os anos o percurso e a tecnicidade da corrida. Não se acomodaram arriscando à procura de um modelo que vá ao encontro do interesse dos participantes nas diferentes modalidades.

 

No que à opção do Trail 20 K+ diz respeito, que foi aquela em que se inscreveram os dois atletas da equipa das LEBRES E TARTARUGAS, a edição deste ano foi talvez a mais equilibrada.

 

Ao longo de toda a prova fomos verificando que o trajecto era substancialmente diferente do do ano passado. Apenas encontrámos alguns troços conhecidos mas que foram feitos em sentido contrário.

 

A corrida começou à hora marcada e sem as antigamente obrigatórias máscaras durante as fases mais críticas do Covid19.

 

Aos poucos a vida vai reentrando na normalidade.

 

Em andamento bastante vivo os atletas começam a atacar os 20 Km do Oeiras Trail. A partida é separada para cada distância.

 

Decorridos cerca de dois quilómetros temos um primeiro engarrafamento com o atravessamento de uma pequena ribeira imediatamente complementada com uma subida bastante exigente tendo em conta a lama existente que tornava o piso bastante escorregadio e com a necessidade de ser atacada em modo de tracção total.

 

A partir deste ponto entramos num carrocel de subidas e descidas, umas mais exigentes e outras nem tanto.

 

Por volta do quarto quilómetro temos novo congestionamento com a entrada num túnel bastante baixo. Em alguns locais quase que temos de andar de gatas para não batermos com a cabeça no tecto. Ao nosso lado direito corre um pequeno curso de água. Ainda pensámos se seria esgoto mas a ausência de qualquer cheiro levou-nos a concluir que se tratava apenas de uma linha de águas pluviais. No final desta travessia encontramos o porquê para as constantes paragens dentro do túnel. Aguardáva-nos uma pequena mas difícil escalada só possível com a ajuda de uma corda com nós estrategicamente colocada pelos Bombeiros que davam uma ajuda a quem mais dela necessitava.

 

Voltamos à superfície para, cerca de um quilómetro depois, termos o primeiro ponto de abastecimento.

 

Uma característica da prova deste ano foi o equilíbrio entre a condição física e o andamento dos atletas, sem contar com os que lutavam pelos melhores lugares da classificação. Ao longo de todo o percurso andamos praticamente sempre acompanhados o que motiva um andamento mais vivo com constantes ultrapassagens entre atletas. Um dos problemas de andar em grupo é fixarmo-nos apenas no atleta que vai mais à nossa frente descurando a observação das fitas sinalilzadoras do percurso. É um primeiro passo para nos enganarmos no caminho a seguir. Se o que vai mais à frente se engana aí vão todos os "cordeirinhos" atrás dele. E foi o que aconteceu por duas ou três vezes. Faz parte das provas de Trail.

 

Com o aproximar do fim os atletas começam a fazer a contagem decrescente dos quilómetros que ainda falta percorrer. Parece que cada quilómetro é mais comprido no final. E começa também a sensação de andarmos às voltas e aos ziguezagues até à meta. 

E só mais uma subida, logo seguida por uma descida até nova escalada antes de reentrarmos nas instalações dos Nirvana Studios.

 

Das três edições já realizadas esta foi, sem dúvida, a mais equilibrada.

 

Terminámos, uns em melhor estado, outros nem tanto.

 

Um curiosidade final.

 

O número do meu dorsal coincidia com a minha idade: 66.

 

Os astros estavam alinhados. Daí a prova ter-me corrido tão bem.

 

Se houver uma quarta edição cá estaremos de novo.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:46

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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2022

SINTRA TRAIL MONTE DA LUA

SINTRA TRAIL MONTE DA LUA

 

“Foi bem melhor do que estava à espera”.

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Esta frase foi proferida pelo Frederico e pelo Carlos Gonçalves no final do Trail Sintra Monte da Lua disputado à noite numa das melhores envolvências do nosso País.

 

Por mais de uma vez que os atletas das LEBRES E TARTARUGAS de deslocam a Sintra para participar numa qualquer prova, donde se destaca a Corrida do Fim da Europa que habitualmente se realiza no último fim de semana de Janeiro.

 

Esta prova era um “Três em Um”.

 

Passo a explicar.

 

Reunia três dos ingredientes mais apetecidos para os nossos dois atletas. Era uma corrida disputada na Serra de Sintra, na sempre desejada modalidade de “Trail” e à Noite. Estavam assim reunidas as condições para um desafio imemorável. A forte chuva que se previa não era um pretexto minimamente válido para não comparecermos em Sintra para um Trail que se antevia apetitoso.

 

A descrição do percurso na página oficial da prova dava a ideia que iríamos correr maioritariamente pelas ruas de Sintra. O gráfico da altimetria podia causar alguma apreensão com vários picos para vencer. Mas tudo dependia da escala utilizada.

 

Nada de medos.

 

Com a partida prevista para as oito da noite cedo começaram a chegar a Sintra as várias centenas de atletas inscritos, fosso nas modalidades de corrida – 5 e 10 quilómetros – fosse na Caminhada com o mesmo percurso e distância do “Trail Curto”.

 

A habitual dificuldade em encontrar um lugar para estacionar o carro levam a que os atletas chegam mais cedo para ficarem o mais próximo possível da zona da Partida e da Chegada junto ao Palácio de Sintra. E, se possível, fugir aos parqueamentos pagos e encontrar um lugar “à borla”, mas legal.

 

Com uma margem de tempo aceitável os nossos dois atletas encontram-se junto à Linha de Partida para as habituais fotografias de grupo destinadas, a melhor delas, a ser incluída na crónica da corrida presente no nosso Blogue.

 

Estas crónicas, mas do que uma descrição da corrida, são a nossa memória futura para o nosso álbum de recordações.

 

A chuva decidiu dar uma ar da sua graça perto da hora da partida. Tudo bem. E como a temperatura ambiente estava um pouco mais alta do que seria de esperar podíamos ter ali um refrescante para quando, nas primeiras subidas, começássemos a suar um pouco. Parecia que estava tudo previsto.

 

As luzes dos frontais dão uma envolvência fora do comum. A escuridão da noite desaparece principalmente nas zonas onde há uma maior aglomeração de atletas.

 

 

Depois de uma primeira volta pelas ruas de Sintra entramos finalmente em ambiente de Trail. Vamos ter de tudo a que temos direito num Trail. Subidas mais ou menos acentuadas, degraus bastante escorregadios a apelar à atenção dos atletas e até uma subida/escalada com recurso a uma corda e a ajuda, quando necessária dos elementos da organização presentes nestes pontos mais difíceis.

 

Aliás a organização da prova esteve em grande plano. O percurso estava bastante bem sinalizado e nos pontos de bifurcação, ou de algum troço a exigir mais atenção, lá estava alguém a zelar por que não nos enganássemos no percurso e que tudo corresse bem.

 

Melhor é difícil.

 

Os quilómetros passaram-se sem que nos apercebêssemos.

 

Estava previsto um único abastecimento por volta do quilómetro 7,5. Foram colocadas bananas à disposição dos atletas. Só que estavam um pouco verdes. Abastecimento de água não foi necessário dado que o desgaste tinha sido razoável.

 

Reentramos na Vila de Sintra para acelerar até à Meta.

 

Só temos boas recordações deste Sintra Trail Monte da Lua, “by night".

 

Prova a repetir em próximas edições.

 

E agora ficamos a aguardar pela abertura das inscrições para a Corrida do Fim da Europa.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:43

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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2022

BENFEITA TRAIL - Edição de 2022

Férias são para descansar, para recuperar as energias necessárias para o regresso à nossa actividade diária que se vai estender nos próximos onze longos meses.

 

As Férias são a oportunidade ideal para recuperar dos dias mal dormidos, apesar dos especialistas afirmarem que nunca recuperamos o sono perdido. Mas se assim não o é em termos fisiológicos pelo menos recuperamos em termos psicológicos. Não há nada como uma noite bem dormida para se começar um novo dia cheios de energia para podermos fazer tudo o que nos apetece.

 

É em Férias que pomos algumas leituras em dia. É também em Férias que avançamos um pouco mais naquele livro que estamos a tentar escrever, mas que não lhe conseguimos dedicar o tempo suficiente no final de cada dia da nossa rotina diária de trabalho.

 

E as Férias são a boa oportunidade para visitar aqueles locais que temos vindo a adiar.

 

É também em Férias que recuperamos algumas amizades que fomos esquecendo ao longo do ano. E é também nesta altura que visitamos aqueles familiares mais afastados e com os quais habitualmente apenas contactamos por telefone.

 

Mas as Férias também podem ser uma óptima oportunidade para recuperar a forma física e eliminar aqueles indesejáveis “quilitos” extra que vamos ganhando ao longo do ano.

 

E podia ficar aqui a desfiar um rol de coisas às quais nos dedicamos durante Férias.

 

Estando a gozar uma semana de descanso na maravilhosa “Paisagem Protegida da Serra do Açôr”, aproveitei para participar na nona edição do Benfeita Trail, prova da qual guardo boas recordações da minha participação em 2015.

 

Quando verifiquei que já tinha terminado o prazo das inscrições enviei por volta da meia-noite de domingo uma mensagem para a organização da prova a solicitar que aceitassem a minha inscrição. Como não obtive resposta na segunda-feira de manhã liguei para o telemóvel de um elemento da organização. A resposta foi positiva. Enviei de imediato um SMS com todos os elementos necessários.

 

O Benfeita Trail tinha três Modalidades:

 

  • Caminhada de 11 quilómetros
  • Mini Trail de 12 quilómetros
  • Trail de 22 quilómetros

 

Como é meu hábito, e com alguma inconsciência pelo meio, atirei-me sem qualquer pejo para o Trail 22 K. Em 2015 fiz a prova de 28 quilómetros sem problemas de maior pelo que considerei que uma distância inferior estaria perfeitamente ao meu alcance.

 

No Sábado, véspera da prova, desloquei-me à Benfeita para levantar o meu dorsal. Foi então que comecei a ficar um pouco apreensivo quando me avisaram que ao longo do Trail 22K nos estavam reservados alguns “mimos” havendo mesmo uma “hora de corte” a partir da qual não seria permitido aos atletas seguirem até ao final da prova atacando o último grande desafio.

 

Fiquei toda a noite a pensar nisto. Quando acordei a minha disposição para a prova não era muito grande tendo mesmo pensado em não comparecer à partida.

 

A Ana, minha mulher, sugeriu-me mudar para o Trail 12K, que certamente estaria à minha altura. E assim fiz.

 

Quando chegámos à Benfeita a animação já era grande, aliás demasiado grande para esta pacata freguesia do concelho de Arganil e uma das “Aldeias de Xisto”.

 

A cada minuto que passava considerava como acertada a minha decisão. Aliás houve mais atletas que trocaram o Trail mais longo pelo mais curto. Olhando em redor verificava que a esmagadora maioria dos atletas apresentava um perfil de alta competição. Se me incluísse naquela prova com grande certeza que seria relegado para o fim fazendo praticamente toda a corrida sozinho. E este é precisamente o ambiente oposto ao que se encontra habitualmente em corridas de Trail.

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Antes da partida tem lugar o habitual “briefing” sendo dado destaque à tal barreira horária por volta do quilómetro dezoito.

 

O perfil altimétrico era um pouco assustador.

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Finalmente começam as hostilidades. O primeiro terço da prova, se assim lhe podemos chamar, são coincidentes para os dois Trails. Os primeiros três quilómetros começam logo a exigir o máximo dos atletas. Desde subidas quase a rastejar, até descidas muito técnicas, mostravam que estávamos a participar numa corrida de trilhos a sério. As paisagens são deslumbrantes e percorremos trilhos que habitualmente não estão acessíveis a quem passa por esta zona. Em determinada altura entramos para zonas mais interiores. Subitamente passamos por um pequeno passadiço. À esquerda deparo-me com uma meio escondida cascata, uma espécie de miniatura da ultraconhecida “Fraga da Pena”. Ainda pensei tirar uma foto com o meu telemóvel, mas, com o receio de perder o contacto com alguns atletas com os quais seguia, optei por avançar por uma pequena ribeira por onde escoava a água daquela cascata. Mais tarde tentarei voltar a este local.

 

De regresso à Benfeita chegamos ao primeiro abastecimento que é, simultaneamente, o ponto de separação dos dois Trail.

 

Um pouco mais à frente chega-se à tal “barreira horária” do Trail Longo. Daí para a frente temos o último desafio que virá também a ser percorrido pelos atletas do Trail 22K. Fiquei satisfeito pois normalmente é hábito reservarem-nos para o final grandes surpresas. E eu gostava de as conhecer.

 

Quando cheguei a Pais das Donas concluo que, afinal, este último segmento até era perfeitamente fazível sem problemas de maior.

 

No último abastecimento sou ultrapassado pelo primeiro atleta dos 22 quilómetros. Boa. Deste modo posso aferir qual o andamento destes “profissionais” coisa que sempre desejei, mas que nunca tive tal oportunidade. Realmente têm uma diferença de ritmo assinalável, mesmo depois de dezasseis quilómetros nas pernas.

 

A última parte, antes da descida final, é feita em estradões de montanha sem grande dificuldade ou inclinação. A paisagem é magnífica. Parece que estou no topo do Mundo. Tudo está abaixo de mim. Em Luadas está uma placa bastante animadora indicando que devemos virar à direita e que a Meta está a 1 Km. E é nesta parte final, um pouco mais à frente, que alguns atletas se enganam no percurso fruto da deficiente marcação meio escondida no chão.

 

A derradeira descida é um pouco de cortar a respiração. É nela que sou ultrapassado por vários atletas da competição maior. Enquanto tento equilibrar-me, e evitar quedas desagradáveis, os “prós” até parece que voam.

 

Retorno à Benfeita e ao ponto de partida. Corto a meta com uma sensação de dever cumprido. Mas também acho que tinha reservas para muito mais. Talvez até conseguisse fazer o Trail Longo e sem ser barrado. Uma certeza tenho. Provavelmente faria toda a prova sozinho.

 

Talvez para o ano, mais bem preparado, ganhe coragem para me inscrever no Trail mais longo.

 

Percorre-me um sentimento de alguma culpa. Mais uma vez contrariei os conselhos da minha médica que me operou ao menisco. Continuo a dedicar-me mais às Corridas de Trilhos, embora com maiores precauções.

 

Não vejo a Ana. Ainda estava na Portela da Cerdeira. Pouco tempo depois reencontramo-nos e assistimos à chegada de muitos atletas de ambos os Trail.

 

Ao longe vemos os atletas a iniciarem a última descida.

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Reparamos, particularmente, num atleta que desce muito lentamente dentro da segurança possível. Era o atleta responsável por fechar o pelotão de todas as provas. Terminou em boas condições, sempre com a ajuda do seu bastão.

 

Regresso a casa para recuperar.

 

Foi um final de férias em beleza.

[Cr+onica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 08:08

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Terça-feira, 7 de Junho de 2022

TRAIL RUNNING DOS MOINHOS SALOIOS

O Trail dos Moinhos Saloios foi a minha última prova de trilhos antes da operação ao menisco e da pandemia, no longinquo ano de 2019. Por estes motivos era grande a  minha expectativa ao voltar pela terceira vez a uma prova que me deixou boas recordações mas também pela sua exigência em termos físicos para aferir a minha condição actual.

 

O gráfico da altimetria era um pouco assustador.

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É verdade que os desníveis não são vencidos em linha recta pelo que, na realidade, a situação não é assim tão dramática. No entanto é sempre com respeito, e alguma crença em como tudo vai correr bem, que abordamos estas situações.

 

À chegada à Venda do PInheiro, e após o levantamento do meu dorsal, olhei em redor à procura de caras conhecidas. Encontrei alguns/algumas atletas habitualmente presentes em provas de trilhos e que, para satisfação minha, marcaram o ponto mostrando que continuam aí para as curvas, no que às provas de trilhos diz respeito. Mas, ao mesmo tempo, constacto que não são muitos os atletas presentes. Uma centena, ou talvez duas, mas a dividir pelo "Trail Longo e pelo "Trail Curto", e com o aspecto de atletas bem preparados. Assim corria sérios riscos de vir a ser ultrapassado por todos. É verdade que não é a classificação que me move para a participação em corridas, principalmente na modalidade de trilhos. Mas que não é muito agradável ficar em último é uma certeza. Ainda por cima vejo o atleta "Vassoura" que, curiosamente, também se chamava Carlos Gonçalves. Olá, será que vão terminar a prova dois atletas em conjunto com o mesmo nome? Verifiquei, pela cor azul do Dorsal, que, afinal, era o "Vassoura" mas do Trilho Curto. Fiquei um pouco mais descansado.

 

 Parti para a minha prova com o mesmo espírito de sempre. Divertir-me, disfrutar ao máximo de toda a envolvência, e terminar a prova com um mínimo de dignidade e de alguma frescura física, se é que se pode falar em frescura física após vinte e cinco quilómetros de luta em ambiente de "Trail".

 

O gráfico da altimetria não mentia. Iríamos ter pela frente uma corrida em contínuo "sobe e desce". Com um percurso bastante renovado, pelo menos em comparação com a edição de 2019, nem por isso deixou de se mostrar à altura. Esta realidade tem sido uma constante no Trilho dos Moinhos Saloios. Nas três vezes em que participei nesta corrida o percurso nunca foi o mesmo. Este ano só mesmo o início e o fim foram os mesmos de há três anos, assim como a terrível subia ao Poste de Alta Tensão.

 

Poucos troços planos e, curiosamente, até fiquei com a sensação de que eram mais longas as descidas do que as subidas. Até pode ser sido verdade em termos de distância. Talvez as subidas tenham sido curtas e duras mas, no final, tendo  regressado exactamente ao ponto de partida, significa que os desníveis acumulados positivo e negativo compensaram-se.

 

Quando chegamos a um ponto alto vemos paisagens de grande beleza. É nestes momentos que no sentimos pequeninos no meio daquela vastidão de montes e vales. Mas não podemos concentrar muito a nossa atenção na paisagem pois o piso não é regular e facilmente podemos tropeçar nalguma pedra e darmos um valente trambolhão.

 

Ao longo da corrida vão-se definindo posições entre os atletas de diferentes andamentos. E vão-se também começando pequenas competições entre atletas que têm um andamento idêntico ao nosso.

 

Tendo já  sido ultrapassado pelos mais rápidos começo a ter a presença constante na minha retaguarda de uma atleta munida de bastões e que ora se aproximava de mim, nas subidas, ora se afastava nos troços planos ou a descer dado que nessa altura retomo o meu passo de corrida. Vou aguardar pelo fim para ver quem irá vencer esta pequena competição.

 

Em determinada altura, e após ter entrado numa estrada alcatroada, começo uma subida bastante íngreme que me leva até ao Alto do Urzeira. Após ter percorrido cerca de cento e cinquenta metros reparo que não há qualquer fita sinalizadora indicando o caminho a seguir. Ter-me-ei enganado ao entrar no alcatrão? Inverto o andamento e verifico que devia ter virado à esquerda ao invés de seguir pela estrada alcatroada.

 

Com este engano perdi o contacto com a minha "parceira" de corrida. Mas como me estava a sentir bem encarei com espírito positivo os quilómetros finais e as últimas e terríveis escaladas. Reparei, através do gráfico de desníveis do meu relógio de corrida SUUNTO, que num pequeno troço, subida ultrapassei mais de cem metros de desnível em pouco tempo. Já sabia que as subidas eram duras.

 

Continuei o meu "passeio" sozinho. Estava a sentir-me bem e, contrariamente ao que muitas vezes acontece, nunca falei mal da corrida e nunca me apeteceu desistir apesar de estar em completo isolamento. De outros atletas nem vivalma. Apenas me cruzava com alguém nos últimos abastecimentos ou nos Postos de Controlo.

 

Tinha gravado na minha cabeça o mapa da altimetria. Tinha consciência de que, por volta do quilómetro vinte e dois, mais coisa menos coisa, tinha de atacar a última "parede". A partir desse ponto era sempre a descer até à meta. Psicologicamente estava bem preparado para este último desafio.

 

"Só mais uma pequens subidinha e depois é sempre a descer até ao Parque Desportivo da Venda do Pinheiro", avisou-me um membro da organização que, como muitos outros, estava colocado num ponto estratégico para impedir que seguisse por caminhos errados.

 

Terminei bem. Maior foi a minha satisfação quando soube que ainda havia alguns atletas mais atrasados.

 

Em jeito de conclusão considero que este Trilho dos Moinhos Saloios foi uma prova com a distância e a dureza correctas para o meu actual estado de condição física. Mesmo o meu joelho esquerdo não refilou muito comigo após algumas descidas que fiz de forma mais violenta e mais arriscada do que devia. Se a minha médica que me operou ao mesnisco ali estivesse certamente que me teria dado bem na cabeça. Mas prometo que não vou exagerar tanto como antigamente.

 

Para a organização atribuo uma classificação de "Cinco Estrelas". O único reparo e sugestão que fiz foi de na próxima edição partirem em primeiro lugar os atletas do Trilho Curto e só depois os da prova mais longa.

 

Antes de me dirigir ao meu carro dediquei algum tempo a exercícios de alongamentos tão necessários e aconselháveis em face do esforço dispendido. Retirei mesmo algumas pedras de gelo, que estavam num alguidar a arrefecer garrafas de Coca-Cola, para massajar convenientemente os músculos das pernas.

 

Mesmo assim não me livrei de, alguns quilómetros mais à frente, me ver obrigado a parar a minha viatura devido a um ataque de cãibras que me impediam de conduzir em segurança até casa. São os ossos do ofício.

 

E para o próximo ano, se houver esta prova, cá estarei de novo. E terei companhia de alguns dos meus colegas?

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:18

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Quarta-feira, 11 de Maio de 2022

MEIA MARATONA DE LISBOA 2022

Mais uma “clássica” a regressar após dois anos de anos de ausência devido à pandemia do Covid19.

 

Habitualmente agendada para o final de Março, a edição de 2022 foi deslocada para o mês de Maio com o objectivo de minimizar os riscos existentes em termos de pandemia e diminuir os constrangimentos relacionados com grandes ajuntamentos de pessoas.

 

Com este adiamento corria-se sérios riscos de a prova vir a realizar-se com uma temperatura um pouco mais amena do que a habitual, contribuindo para aumentar a dificuldade dos atletas em cumprirem os 21,0975 quilómetros em condições próximas das ideais.

 

E confirmaram-se as piores expectativas. Para azar da maioria dos participantes a Meia Maratona Lisboa 2022 realizou-se debaixo de um calor pouco propício para uma corrida com uma distância assinalável.

 

A organização poderia ter minimizado um pouco a situação se tivesse marcado a hora da partida para uma hora mais cedo. Mas todos sabemos como a logística desta prova é complicada. Para permitir a sempre apreciada travessia da Ponte 25 de Abril a pé, a maioria dos atletas, oriundos de Lisboa, é obrigada a apanhar bem cedo o comboio da FERTAGUS rumo à Estação do Pragal o que não se afigura nada fácil. E para aqueles que optam por deixar de manhã o carro nas imediações de uma estação do comboio têm um problema acrescido no final da Meia Maratona dado que a mais próxima é bastante longe da meta. Mas esta é uma realidade já bem conhecida de todos e não é por este motivo que a Meia Maratona de Lisboa deixa de ter largos milhares de atletas.

 

Não há entrega de dorsais no próprio dia da corrida pelo que os atletas têm de se deslocar de véspera à Feira do Desporto situada numa tenda nas imediações do Centro Cultural de Belém.

 

Em primeiro lugar temos de levantar o dorsal mediante a apresentação do comprovativo da inscrição de cada atleta. Cumprida esta primeira formalidade temos de nos dirigir até à zona de entrega da camisola oficial da prova que este ano tem um "design" diferente do habitual, estando em grande destaque a imagem da Ponte sobre o Tejo, verdadeiro “ex-libris” da Meia-Maratona de Lisboa.

 

Como é habitual a animação é bastante grande e estabelece-se um primeiro contacto com os atletas das duas provas competitivas. Facilmente se percebe que muitos são os atletas de outros Países que, uma vez mais, visitam a nossa Capital. Conseguem assim juntar a visita a uma das cidades mais bonitas da Europa com a participação na Meia Maratona mais rápida do Mundo. Esta adesão dos estrangeiros é assinalada por uma colaboradora da Xistarca que estava a dar apoio à entrega do “kit” de participante.

 

“Finalmente tenho portugueses à minha frente. Durante toda a manhã só me têm aparecido estrangeiros”.

 

Vários são os “stands” de venda de material desportivo ou até de promoção de entidades que apoiam a prova. Aproveito para comprar umas meias para estrear no dia seguinte na corrida. Aprovadas, tendo corrido o risco de fazer uma prova desta envergadura com material novo ainda não testado.

 

Com o Frederico ainda a recuperar da pneumonia que o atirou para o estaleiro, responderam à chamada o João Valério, o Carlos Teixeira e o Carlos Gonçalves. O ponto de encontro dos dois Carlos foi a rotunda na zona do Pragal e imediatamente antes da descida para a Praça da Portagem. Ambos os atletas deslocaram-se utilizando o comboio da Fertagus.

 

Bem cedo se nota uma grande animação. Àquela hora da manhã as carruagens são esmagadoramente ocupadas por atletas com o dorsal ao peito. Logo à saída da Estação de Comboios do Pragal encontramos uma primeira banda contribuindo para a criação de um ambiente de Festa.

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Calmamente as pessoas deslocam-se até ao local da respectiva partida. Crianças e Adultos dão um colorido especial.

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O primeiro encontro entre atletas das LEBRES E TARTARUGAS dá-se quando o João Valério aparece na companhia de dois amigos e com os quais vai correr a prova da Meia-Maratona. Cerca de quinze minutos mais tarde surge o Carlos Teixeira com um ar um pouco apreensivo em face da expectativa de vir a ter uma corrida debaixo de um Sol abrasador e com uma temperatura demasiado alta para as suas aspirações. Escusado será dizer que o Carlos Gonçalves era, muito provavelmente, dos poucos que via com bons olhos o cenário de calor que a todos aguardava.

Às dez e vinte começa a prova da Meia Maratona. Trinta e cinco minutos mais tarde dar-se-ia o tiro de partida para a corrida de dez quilómetros.

 

Apesar da separação das duas provas a travessia da Ponte 25 de Abril é feita um pouco aos soluços com muitos “empatas” a dificultarem a vida a quem almejava obter uma boa marca. Já não bastava o calor que se fazia sentir quanto mais muitos atletas que, em virtude de um ritmo mais lento, dificultavam a fluidez da travessia.

 

Deixamos para trás a Ponte sobre o Tejo e rumamos ao Cais do Sodré. O traçado é o mesmo desde há muitos anos pelo que não há grandes surpresas. Do outro lado da Avenida 24 de Julho vemos os principais candidatos à vitória na prova já a correrem em sentido contrário. Como o andamento é bem diferente do da maioria dos restantes participantes.

 

Nesta fase ainda sentimos, por vezes, uma agradável brisa fresca.

 

Depois da primeira inversão de sentido preparamo-nos para atacar a longa recta até ao Dafundo onde, ao quilómetro dezassete, fazemos a viragem para o troço final só parando na Meta junto ao Centro Cultural de Belém. Até Algés ainda temos algumas sombras retemperadoras aproveitadas pela maioria dos atletas. Da Estação de Comboios para a frente entramos na parte mais difícil por ser de uma aridez pouco desejada pela maioria.

 

Mas também presenciamos, aqui ou ali, alguns atletas caídos no alcatrão e com equipas médicas a tentarem a sua recuperação. É certo que estava muito calor, mas chegamos à conclusão de que há muitos atletas partem sem preparação minimamente adequada para uma corrida com este grau de dificuldade. Uma regra de ouro em provas de longa distância é adoptarmos um ritmo constante, talvez até mais lento daquilo que conseguimos em circunstâncias normais, mas que nos permita cumprir os cerca de vinte e um quilómetros sem grandes sobressaltos. E, para surpresa de todos, os atletas que vimos com assistência médica eram todos de uma faixa etária na casa dos trinta e poucos anos. Dá que pensar. Soube-se mais tarde que um atleta dos Países Baixos veio a falecer após ter cumprido a Meia-Maratona de Lisboa.

 

Em face da dureza da prova, tendo em consideração a distância e a alta temperatura, deve-se salientar a existência de bastantes abastecimentos com água, bebidas isotónicas e até suplementos alimentares. Uma vez mais a organização esteve à altura dos seus pergaminhos.

 

Valeu a pena. Foi mais uma corrida que fica nas nossas memórias.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:59

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Quarta-feira, 4 de Maio de 2022

CORRIDA INTERNACIONAL DO 1º DE MAIO 2022

Em tempo de tentativas de regresso à normalidade já faltava a Corrida do 1º de Maio.


Se bem que longe do fulgor dos tempos de pré-pandemia, a Corrida do 1º de Maio voltou a trazer o colorido, a diversidade de atletas e a animação às ruas de Lisboa. Menos atletas e, sobretudo, menos, muito menos, estrangeiros que têm dado o toque de internacionalização a esta Corrida que a CGTP põe de pé há 39 anos, não beliscam em nada o passado desta prova. Não precisamos de recuar muito no tempo para que encontremos mais atletas do que os que marcaram presença este ano no Estádio 1º de Maio para comemorar, à sua maneira, o Dia do Trabalhador.

 

Em jeito de balanço basta-nos visitar as estatísticas dos últimos dez para verificarmos que, com a presença de 678 atletas que cruzaram a Meta, a edição de 2022 significou um “desconto” da ordem dos quarenta por cento em face dos mais de 1000 atletas que marcaram presença nas últimas dez edições.

 

Sem dois dos seus mais activos atletas em terras lusas, a equipa das LEBRES E TARTARUGAS esteve representada pelo “grupo” dos Carlos – Teixeira e Gonçalves – marcando, uma vez mais, presença numa das mais populares corridas de estrada e, ainda por cima, com uma distância pouco habitual. Ou há as corridas de dez quilómetros ou há as mais extendidas Meias-Maratonas e Maratonas. Quinze quilómetros é que não é uma distância muito usual no que a prova de estrada diga respeito.

 

O Frederico ainda esteve representado, e muito bem, embora de forma indirecta, com o seu dorsal entregue à Mónica Miguéis, uma colega de trabalho do Carlos Teixeira. Assinale-se que esta atleta é uma “habituée” das provas de Fundo normalmente em representação da equipa “Run 4 Fun”.

 

Diversas vezes temos referido que a Corrida do 1º de Maio mantém um êxito digno de registo se tivermos em linha de conta que, pelo menos no passado mais recente, não tem havido alterações dignas de “monta”. Começando e terminando na Pista de Atletismo do Estado 1º de Maio, o traçado desenvolve-se ao longo de dois dos principais eixos viários que cruzam a cidade de Lisboa. Por não haverem surpresas talvez este seja o motivo pelo qual os atletas se entregam de corpo e alma a esta corrida. Não têm de se preocupar com as eventuais dificuldades do percurso guardando o seu pensamento para total fruição deste encontro entre “pares” de um mesmo “hobby”.

 

Algumas caras conhecidas que teimam em abandonar o seu desporto de eleição. A vida continua e muito em breve, também neste capítulo, poderemos afirmar com mais convicção que regressámos à normalidade. Alguém ainda se lembra das restrições do Covid 19 que nos obrigavam a comparecer à partida escondidos atrás de uma qualquer máscara protectora? Já faz parte do passado.

 

E já no próximo fim de semana as LEBRES E TARTARUGAS voltam à estrada e ao local onde tudo começou. Falamos precisamente da Meia Maratona EDP de Lisboa com partida na Praça da Portagem e com a travessia da Ponte 25 de Abril. Um pouco mais tarde do que é habitual, talvez para aguardar por fase de maior abrandamento da pandemia que nos assolou, os atletas vão voltar a encontrar a animação que normalmente envolve esta Meia Maratona.

 

E espera-se bom tempo com o Sol bem lá ano alto estando afastado todo e qualquer cenário de chuva e com a temperatura do ar a aproximar-se de valores mais próximos do Verão.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 15:45

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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2022

PENINHA SKY RACE 2022

Este foi um fim de semana em cheio com a participação da equipa das LEBRES E TARTARUGAS em duas frentes.

 

Em Lisboa, o nosso atleta Carlos Teixeira fez as honras da casa numa Corrida da Árvore renovada e com um percurso predominantemente em terra batida e tendo como palco a Serra de Monsanto.

 

O Frederico e o Carlos Gonçalves optaram por um Trail na Serra de Sintra.

 

Foi a segunda vez que o Frederico participou no Peninha Sky Race do qual guardou óptimas recordações. Desta vez contou com a companhia do seu colega “Trailista” Carlos Gonçalves.

 

A organização montou duas provas com distâncias e altimetrias diferentes e exigentes o quanto baste. Num percurso circular, com partida e chegada à Malveira da Serra, os Trails 26 K e 16 K coincidiam no início e no fim, mas com partidas separadas em cerca de meia hora.

 

Podemos dizer que a prova teve três partes distintas. A primeira consistia numa subida bastante exigente até às imediações do Santuário da Peninha. Após a separação dos atletas das duas provas o Peninha Sky Race inicia-se uma fase muito diversificada desenvolvendo-se pelos inúmeros caminhos existentes na Serra de Sintra e repetindo troços já bem conhecidos quer pelos nossos atletas, quer pelos amantes de Caminhadas quer também, e muito particularmente, pelos amantes do BTT.

 

Num “carrossel” constante de sobe e desce, passando por “single treks tão ao gosto dos BTTistas, é, muito provavelmente, a melhor parte de todo o percurso. Algumas subidas exigentes o quanto bastem contrastam com descidas técnicas onde toda a atenção é necessária para não tropeçarmos em alguma raíz mais escondida e propícia a uma queda mais desamparada.

 

Ao longo de toda a prova verificamos que não estamos sozinhos. Cruzamo-nos constantemente com muitos dos amantes da natureza que vêm ao fim de semana à Serra de Sintra para recarregar baterias depois de uma semana mais ou menos desgastante.

 

Durante muitos anos a Serra de Sintra foi o Santuário das Bicicletas de Todo-o-Terreno, fosse na modalidade de “Cross Country” fosse no muito perigoso e radical “downhill”. Nos últimos anos “democratizou-se”. Deixou de ser um espaço de elite para as bicicletas passando a ser um palco de multiactividades.

 

Deixando o coração da Serra de Sintra encetamos o regresso à Malveira da Serra cumprindo, em sentido contrário, o percurso inicial só que, desta vez, a descer. E não se considere esta última parte como fácil. A inclinação é de tal ordem que nos obriga a cuidados redobrados para evitarmos contratempos. E um indicador revelador da dureza deste final é o desgaste muscular que se sente com, por momentos, as cãibras a quererem marcar presença.

 

Se o circuito já foi de si muito agradável, mas também bastante desafiante, o que dizer do tempo. É incrível como em pleno mês de Fevereiro fomos presenteados com uma temperatura e um Sol dignos de um dia de Primavera. E já estamos a pagar por isso.

 

E também não podemos deixar de realçar, uma vez mais,  o encanto da Serra de Sintra. Seja na sua beleza interior, com uma vegetação que permanece muito densa e que tem resistido a "crimes" ambientalistas, seja nas paisagens que nos deixam quase sem fôlego tal a sua grandiosidade. Quase que nos apetece interromper por alguns momentos a nossa corrida e focarmo-nos a tirar fotografias aos vários cenários que presenciamos numa amplitude de 360 graus. Mas não foi para turismo que viemos aqui. Quiçá talvez dediquemos um fim de semana a visitar este paraíso, não numa vertente desportiva e competitiva, mas mais numa descoberta dos inúmeros recantos deste pequeno paraíso.

 

Em termos de balanço final pode-se considerar que, tendo em consideração a nossa actual, e normal, condição física e menor destreza de movimentos, estivemos na presença de uma Corrida de Trail muito próxima da perfeição para os nossos dois atletas.

 

Exigente quanto baste e com uma extensão que nos propicia um gozo constante.

 

Que permaneça assim o Peninha Sky Race e continuará, de certo, a contar com uma grande adesão.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 08:01

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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2022

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

A Magia voltou:

 

  • A Magia de voltarem a correr junto os quatro Maratonistas de Sevilha da equipa das LEBRES E TARTARUGAS
  • A Magia de correr na companhia de perto de um milhar e meio de atletas, (mais exactamente 1895)
  • A Magia de correr na Serra de Sintra

 

Sintra é Mágica.

 

“Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”, Mas Sintra é um encanto sempre.

 

À partida a Corrida do Fim da Europa tem vários motivos que, em circunstâncias normais, desincentivariam a adesão de muitos atletas. A começar pelo local do levantamento dos dorsais distante do local da partida - nos primeiros anos das nossas participações podíamos recolher o nosso “kit” de atleta junto à partida e no próprio dia da corrida – passando pela dificuldade em encontrar um local para estacionar as viaturas,  e terminando com o facto de ser uma corrida em “linha” em que os locais da partida e da chegada distarem cerca de dezassete quilómetros, dificilmente encontraríamos justificação para o nível de adesão que tem sido crescente. “Dificilmente haverá prova mais bonita” é uma frase que tem acompanhado ao logo dos anos a Corrida do Fim da Europa. E talvez por isso atraia tantos atletas.

 

Há um ano muitos de nós provavelmente que não acreditariam que a Corrida do Fim da Europa regressaria em força em 2022. E com que força.

 

Uma vez mais os atletas são divididos por duas vagas de partida. Já assim era antes da pandemia que tomou conta das nossas vidas nestes dois últimos anos. A animação continuou em alta. Parece que ninguém quer deixar de acrescentar ao seu currículo de corridas a participação numa prova cada vez mais mítica.

 

O traçado mantém-se inalterável ao longo dos anos o que permite a muitos já não encontrarem grandes surpresas. Mesmo a terrível subida aos dez quilómetros, antecipando a loucura da descida até à Meta, continua a meter respeito, mas pouco mais do que isso.

 

Os atletas das LEBRES E TARTARUGAS voltaram a encontrarem-se junto à manga da partida. Faz-se um pequeno balanço desde a última vez que estivemos juntos e fazem-se também alguns planos tímidos para o futuro. E, como manda a tradição, tirámos a nosso fotografia de grupo que irá marcar presença na habitual crónica no nosso blogue bem como no grupo de “Watts App” das LEBRES E TARTARUGAS.

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Às dez em ponto, e após um período de aquecimento – para quem quis – orientado por uma equipa de especialistas, é dada a ordem de partida. Sem grande ritmo, atendendo ao forte aglomerado de atletas, a Serra de Sintra é tomada de assalto. A maioria de nós sabe perfeitamente o que nos espera. Só não esperávamos as condições meteorológicas pouco habituais para a Serra de Sintra nesta altura do ano. O nevoeiro matinal tão habitual desta vez não marcou presença. Ficámos, assim, sem um dos cenário míticos desta corrida. E fomos também brindados com uma temperatura bem perto do ideal. Nem frio nem calor. Perfeito. Talvez alguém se possa queixar de algum calor…

 

A chegada ao Cabo da Roca costuma ser acompanhada por vento forte e frio. Não nos podemos esquecer que a Meta está situada num local bem desabrigado. Mas também nos estava reservada mais uma surpresa com a “calmaria” do tempo que se fez sentir e nada vulgar nesta altura do ano.

 

Os Deuses estiveram connosco. Pergunta para “queijinho”: Há algum Deus protector dos Corredores? Que responda quem saiba.

 

A nossa viatura de apoio estava, como habitualmente, estacionada desde a véspera na localidade de Azóia.

 

Encetamos a nossa viagem de regresso que deveria ser feita em sentido inverso ao da Corrida. À medida que avançávamos na nossa viagem de regresso íamos analisando os troços que mais nos custaram a vencer. Chegamos a uma bifurcação tendo o Frederico optado por virar à direita. Bem depressa concluímos estar na direcção errada. Era a estrada a zona da Malveira da Serra. Feita a inversão de marcha verificamos que não nos era permitido seguir até Sintra pela mesma estrada que tínhamos anteriormente percorrido. Somos obrigados a regressar a Sintra pela zona de Colares, o que nos atrasou consideravelmente.

 

Chegados finalmente a Sintra saem os atletas que tinham deixado os carros nas imediações da estação terminal de comboios.

 

Cada um regressa a casa provavelmente bastante satisfeitos com o dever cumprido.

 

Até 2023, se não houver mais algum percalço que impeça o nosso regresso à normalidade.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:22

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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2021

GRANDE PRÉMIO DO NATAL

“The Turtles Strike again”

 

“As Tartarugas voltam ao ataque”

 

Aos poucos o calendário de provas de atletismo tenta regressar à normalidade, normalidade do pré-Covid, entenda-se.

 

O Grande Prémio de Natal é uma das provas de estrada mais antiga. Várias foram as edições que contaram com a participação das LEBRES E TARTARUGAS. Mas ainda perdura na nossa memória uma edição com um final dramático no qual os atletas se aglomeraram na Praça dos Restauradores com a meta à vista e tiveram de aguardar alguns minutos até poderem dar como concluída a sua prova. Estávamos também numa época em que dávamos grande importância aos tempos realizados em cada prova tendo sempre na nossa mente a queda de recordes pessoais. “O Sonho comanda a vida” e o nosso sonho era, basicamente, melhorar as nossas prestações em cada corrida.

 

Entretanto foram ultrapassados os constrangimentos e o Grande Prémio de Natal voltou a captar o interesse dos inúmeros atletas populares. Melhor do que ficar em casa ainda há quem prefira levantar-se um pouco mais cedo e partir à descoberta da cidade de Lisboa numa manhã fria de Dezembro tendo o Natal como “pano de fundo”.

 

Nos últimos anos o traçado da prova tem-se mantido inalterado. Partida junto ao Hospital da Luz mesmo em frente a um Residência “Sénior” reservada aos mais afortunados e na qual se encontravam à varanda alguns residentes a admirarem aquele cenário. Provavelmente alguns deles também já tinham estado há alguns anos na nossa privilegiada condição de atletas. “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as vontades”. Mudam-se as nossas capacidades mas não se muda o nosso espírito jovem.

 

A tradição ainda é o que era. A equipa das LEBRES E TARTARUGAS volta a marcar presença no Grande Prémio de Natal.

 

Uma corrida em que os locais de partida e de chegada são diferentes e distantes obriga a uma logística especial. Deixar o carro perto da zona da meta ou, antes, ir directamente para o local da partida e, no final, optar por regressar via transportes públicos. São normalmente estas as opções. Havia ainda uma terceira via na qual deixaríamos um carro perto do final da prova e ir noutro até à partida.

 

Perto das nove e meia da manhã os Carlos encontraram-se no Príncipe Real mesmo à porta do Pavilhão Chinês. Aí ficaram a aguardar pelo Frederico e pela Paula. E foi então que decidiram ir para a zona do Colombo utilizando a linha azul do Metropolitano de Lisboa, já que as viagens eram à borla para quem ostentasse o dorsal da Corrida. Foi rápido, simples e eficaz. Uma boa opção, sem dúvida. Como chegámos em cima da hora da partida não houve oportunidade para a nossa habitual foto de grupo. Também faltava o nosso atleta João Valério que também se tinha inscrito no Grande Prémio de Natal mas que “correu” fora do convívio dos restantes Tartarugas.

 

Os atletas teriam de partir num bloco respeitante ao seu escalão de tempo. Todos estávamos escalados para o compartimento Sub60. No entanto como a Paula também iria participar na corrida o Frederico optou por partir no final do pelotão e, assim, acompanhar a sua “mais que tudo” ao longo dos dez quilómetros do percurso.

 

A manhã apresentava-se bastante ensolarada e com algum frio, mas propícia à realização de uma boa prestação.

 

A confusão do costume durante os primeiros quilómetros. O percurso começava uma vez mais nas imediações de Carnide com uma terrível subida até chegarmos ao Colégio Militar. Começam as primeiras fracturas no denso pelotão. Passando pelo complexo desportivo do Sporting Clube de Portugal vamos encontrar o eixo Campo Grande/Saldanha/Marquês de Pombal/Restauradores já bem nosso conhecido.

 

O “sobe e desce” ao longo dos túneis da Avenida da República é ultrapassado com o “Rebuçado” dos dois últimos quilómetros vertiginosos e sempre a descer até à meta.

 

Ao longo da corrida temos o habitual incentivo do público premiando com palmas e gritos de apoio o esforço dos atletas.

 

A Meta vislumbra-se desde a passagem pela Praça do Marquês de Pombal.

 

Um último esforço permite a ultrapassagem de alguns atletas que seguiam “teimosamente” à nossa frente.

 

Terminada a Corrida reencontraram-se o Carlos Teixeira e o Carlos Gonçalves. A prova tinha decorrido dentro das suas expectativas, sem o fulgor de outros tempos é certo, mas, mesmo assim, com um desempenho digno de registo. Foram dez quilómetros feitos abaixo da hora. Nada mau.

 

Como o Frederico e a Paula esperavam fazer a prova a um ritmo substancialmente inferior, combinámos logo de início não esperar pelo “Casalinho”. Do João Valério nem vislumbre.

 

Depois de concluído o Grande Prémio do Natal tínhamos ainda pela frente a dura subida do Elevador da Glória desde os Restauradores até São Pedro de Alcântara. Mesmo a passo foi difícil.

 

Chegados ao ponto de encontro do início da manhã os dois atletas regressam a casa para aproveitar o que ainda faltava do Fim de Semana. Provavelmente para fazerem mais algumas compras de Natal.

 

Segue-se a São Silvestre de Lisboa para o Frederico e para o Gonçalo.

 

A menos que ainda nos venhamos a inscrever em alguma prova no mês de Janeiro, talvez a Grande Prova do Camarnal com sugerimos caso esta se venha a realizar, espera-nos a mítica Corrida do Fim da Europa que foi deslocada para o início de Fevereiro.

 

A equipa das LEBRES E TARTARUGAS continua bem viva e para as curvas.

 

Aguardemos pelos próximos eventos.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:32

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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2021

OEIRAS TRAIL

Aos poucos começamos a voltar à normalidade. Depois do Grande Prémio do Atlântico, uma semana antes, retomamos a nossa actividade com a participação em provas de Trail.

 

A 2ª edição do Oeiras Trail estava marcada para Julho de 2020, mas a pandemia anulou todas as provas agendadas para esse ano. A organização manteve válidas as inscrições feitas então ficando-se a aguardar por uma data que permitisse cumprir todas as regras da Direcção Geral de Saúde.

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Com a alteração de data alteraram-se também as condições climatéricas em que deveria decorrer o Oeiras Trail. Para satisfação do Frederico passámos de uma situação em que as altas temperaturas certamente marcariam presença para um cenário bem mais do seu agrado. E foi o que se verificou.

 

Eram cerca das oito horas da manhã, e com uma hora a mais de sono devido à mudança da hora, quando o Carlos Gonçalves chegou aos Nirvana Studios para o levantamento dos dorsais dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS. Elementos da organização indicaram o local destinado ao parqueamento das viaturas alertando para termos cuidado com a lama que se tinha formado devido à chuva da noite anterior. Se estas eram as condições no Parque o que seria ao longo da corrida, pensou o Carlos Gonçalves. Certamente que iríamos ter pela frente um percurso bem exigente, mas tão ao gosto dos Trailistas. Mal chegou o Federico este foi o tema imediato de conversa.

 

Até à hora da partida do Trail K20+ os dois Tartarugas dedicaram algum tempo ao costumado aquecimento, que foi NENHUM. Teríamos muito tempo para aquecer durante a corrida.

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Já estávamos na “Grelha de Partida” quando tivemos de dar uma corridinha até aos nossos carros para irmos buscar a máscara exigida pela organização. Na nossa opinião foi um excesso de zelo pois levantámos os dorsais e circulámos pelas instalações, ao ar livre, sem alguém nos chamar a atenção para esta peça de “equipamento”.

 

Às nove em ponto os atletas dão início à sua prova. Foi uma espécie de “Partida Lançada” percorrendo-se cerca de um quilómetro e com nova passagem pelo parque dos Nirvana Studios. Então sim começava verdadeiramente a corrida do Trail Longo.

 

A edição de 2021 contou com um percurso substancialmente diferente do da primeira edição em 2019. O traçado passou a ser mais exigente com a presença de muita lama. Os locais de partida e de chegada também foram alterados deixando de ser nas instalações da antiga Fábrica da Pólvora passando para os Nirvana Studios, Centro Cultural alternativo localizado na Estrada Militar de Valejas.

 

Os Nirvana Studios são um Centro Cultural alternativo, fundado em 2003. Têm origem na Customs Circus, uma Companhia de Teatro Transdisciplinar e de Artes Visuais, e que adquiriu um antigo paiol do exército Português no tempo do Estado Novo e para onde eram transportados camiões com carregamentos de Bombas, Munições e Armamento.

 

Neste local fomos encontrar relíquias de viaturas automóveis célebres e admiradas nos meados no século XXV. Por momentos recuámos no tempo.

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Um pouco de cultura não fica mal.

 

Estamos numa corrida de Trail onde se espera tudo menos dificuldades e piso fácil. A moleza do piso e a falta de aderência convidava, em algumas subidas mais “trabalhosas”, a recorrer-se à tracção total – pés e mãos - para se vencer uma ou outro obstáculo mais exigente. Por vezes ainda aparecia uma mão amiga para dar uma ajuda.

 

Um dos aspectos menos positivo foi o da marcação do percurso. Houve zonas em que as fitas estavam em locais pouco visíveis dando origem a que os atletas menos atentos se perdessem, percorrendo quase dois quilómetros adicionais. E, regra desaconselhável em provas de Trail, seguir “cegamente” quem vai à frente num qualquer grupo, invariavelmente conduz a que os atletas deixem de se guiar pelas fitas sinalizadoras. E foi exactamente o que aconteceu com um grupo de atletas que, a certa altura e na ausência de fitas sinalizadoras, teve de dar meia-volta até encontrarem o caminho certo. Foram quase dois quilómetros em vão.

 

Sem grandes surpresas os atletas iam cumprindo o seu percurso disfrutando ao máximo o verdadeiro ambiente de Trail.

 

Foi uma prova exigente. Talvez nem todos estivessem preparados para a dureza devido à lama que imperava ao longo de praticamente todo o percurso. Mas, mesmo assim, desistir é sentimento que não cabe na mentalidade dos Trailistas. O que interessa sobretudo é chegar ao fim e nas melhores condições possíveis.

 

Os dois atletas das LEBRES E TARTARUGAS portaram-se à altura e dentro das suas actuais capacidades.

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Foi um bom regresso aos Trails. No próximo ano, caso se mantenha a data tradicional, esta prova realizar-se-á em condições bastante diferentes. A ver vamos.

 

Nesta fase a oferta de corridas começa a ser muito intensa. Parece que as organizações querem recuperar no último trimestre de 2021 o que não foi feito em 2020. Temos de ser criteriosos. É quase decidir prova a prova. A expectativas são bem mais animadoras do que há um ano atrás. Certo é que já estamos inscritos para a edição da Corrida do Fim da Europa a realizar-se no início de 2021. Pelo meio fica a aventura do nosso atleta Carlos Teixeira na Maratona do Porto.

 

Por último registe-se que, por um qualquer erro da organização, o Frederico não constou do Trail 20k+. Já apresentámos a devida reclamação.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 08:22

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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Quinhentos e noventa e cinco dias depois da última prova a equipa das LEBRES E TARTARUGAS regressa à competição.

 

Foi no longínquo dia 8 de Março de 2020 que se realizou a Corrida dos Salesianos prova na qual participaram, pela última vez e sem o imaginarem, o Carlos Teixeira e o Frederico. E se quisermos reencontrar o trio fundador das LEBRES E TARTARUGAS conjuntamente em acçãoteremos de recuar até ao dia 27 de Outubro de 2019, data em que se realizou a Corrida do Montepio e última prova na qual participou o nosso atleta mais Veterano Carlos Gonçalves antes de ir “à faca” numa operação ao Menisco do joelho esquerdo. Foram 728 dias sem qualquer competição.

 

A ausência de competição não significa uma paragem total da actividade dos atletas pois eles tinham a consciência de que, mais dia ou menos dia, as provas oficiais iriam regressar. Mas treinar sem qualquer objectivo imediato é duro. É como trabalhar para aquecer…

 

Finalmente regressámos à competição e todos desejamos que seja para ficar. O ano de 2020 vai ficar, decerto, nas nossas memórias onde fomos obrigados a um profundo isolamento a que, felizmente, não estávamos habituados. Nunca tínhamos passado por idêntica situação. E não desejamos voltar a passar.

 

E neste reencontro das LEBRES E TARTARUGAS retomámos os velhos hábitos. Com quase uma hora de antecedência os nossos atletas encontraram-se junto ao Restaurante do Barbas onde, como manda a tradição, tratámos de tirar a nossa fotografia oficial com os atletas perfilados e em grande pose.

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Às dez horas é dado o tiro de partida. Os atletas tratam de escolher o sector no qual desejavam partir. Partimos no bloco dos Sub 60 embora não soubéssemos se era o mais adequado ao nosso momento de forma. E, na realidade, foi uma escolha acertada já que os três Tartarugas concluíram a prova antes da hora. Nada mau.

 

O Grande Prémio do Atlântico é uma das clássicas da distância de dez quilómetros, prova organizada pelo Núcleo Sportinguista da Costa da Caparica. Tem a vantagem de ser praticamente plana sem exigir muito dos atletas e propícia à obtenção de ritmos mais elevados. Por este motivo foi mesmo a prova ideal para o regresso à competição para quem esteve parado meses intermináveis.

 

Partindo junto à Praia da Costa da Caparica deambulamos pelas várias artérias desta localidade. De vez em quando vão sendo introduzidas algumas alterações de modo a manter atractividade da prova. Um dos grandes méritos do actual traçado é nunca termos experienciado aquela desagradável sensação de andarmos aos “ziguezagues” para preencher Quilómetros.

 

Na segunda metade da prova, logo após o único abastecimento de água, entramos nos segmentos mais agradáveis deixando o alcatrão para trás e rumando ao paredão junto às praias. É certo que na parte final temos de vencer a dificuldade de correr em areia.

 

Deixamos o Paredão e regressamos ao alcatrão. Temos pela frente o último quilómetro. Alguns atletas dão o derradeiro “sprint” na tentativa de obterem uma posição na tabela classificativa mais de acordo com as suas expectativas.

 

A equipa das LEBRES E TARTARUGAS reagrupa-se para uma foto final.

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Fazem-se já alguns planos para as próximas participações. Mas temos de ir com calma. O tempo de paragem competitiva foi demasiado longo. Não podemos, ou devemos, querer fazer no curto prazo aquilo que não foi feito num ano e meio.

 

Prá frente LEBRES E TARTARUGAS.

Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: GONÇALO CLÁUDIO (UA Povoense): 0:33.13

 Atletas que concluiram a Prova: 777

AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves586

M6099

588º45º0:58:310:57:565:4810,36
Carlos Teixeira587M6099428º21º0:53:540:53:205:2011,25

Frederico Sousa

588M5559513º52º0:57:320:56:565:4210,54

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 8 - GP do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 08:25

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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2021

CICLISMO EM DOSE DUPLA

Com o aparecimento do terrível Covid19 desapareceram as provas de atletismo a que invariavelmente o nome da nossa equipa e seus representantes se associavam.

 

Para não perderem completamente a forma e os hábitos de uma salutar prática desportiva os nossos atletas mantiveram os seus treinos semanais embora sem a regularidade e a exigência a que habitualmente estavam habituados quando o calendário desportivo estava na sua plenitude e cheio de corridas nas várias vertentes e distâncias.

 

Agora que já vemos uma luz ao fundo do túnel, embora ainda muito ténue, renasce a esperança de que voltaremos à normalidade desportiva com o regresso das provas de cariz popular as quais, além da vertente competitiva, propiciam o convívio com os nossos “companheiros de luta”.

 

Os Atletas das LEBRES E TARTARUGAS estão sempre disponíveis para abraçar novos desafios e novas experiências desportivas. Foi assim que, na mesma semana, o Pedro e Carlos Gonçalves se viram envolvidos em duas experiências que fogem à rotina das Corridas.

 

Na mesma semana fizeram uma dose dupla em ciclismo de estrada. Na segunda-feira dia 9 de Agosto participaram na “Etapa da Volta” na Guarda e, passados quatro dias, percorreram a Eco Pista do Dão no sentido Viseu Santa Comba Dão. Foram duas experiências a merecerem as respectivas crónicas num espaço habitualmente dedicado ao atletismo.

 

1. A ETAPA DA VOLTA - 9 de Agosto

 

A “Etapa da Volta a Portugal em Bicicleta” vai na décima quarta edição e ocorre invariavelmente no dia de descanso da competição profissional. O objectivo é proporcionar aos amantes do ciclismo de estrada a experiência e as sensações vividas pelos atletas de competição da principal prova de estrada que se realiza anualmente em Portugal. Com uma extensão aproximada de 73 quilómetros, a parte final do percurso é semelhante à da prova oficial estando a meta localizada exactamente no mesmo local onde terminou a etapa do dia anterior.

 

Sendo essencialmente um evento de diversão, os últimos dezasseis quilómetros são disputados em regime de “roda livre” sendo atribuída uma classificação em função dos tempos gastos neste sector final.

 

Ainda não eram 9 horas e já os nossos dois atletas se encontravam na cidade da Guarda para o cumprimento das habituais formalidades e novas exigências de ordem sanitária:

 

  • Levantamento do “Kit de participante” constituído por algumas ofertas e pelo frontal que incluía o “chip” de controlo do tempo e que teria de ser colocado de forma bem visível no Guiador da Bicicleta
  • Apresentação da Identificação dos atletas
  • Verificação do Certificado Covid e medição de temperatura

 

O Pedro já tinha procedido a estes trâmites de véspera já que, natural da Guarda, cumpria alguns dias de férias em casa dos Pais.

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Com cerca de oitocentos atletas inscritos a organização estabeleceu duas vagas de partida sendo a primeira às dez horas e a segunda trinta minutos mais tarde. Em cada vaga os atletas foram ainda colocados em sectores diferentes por forma a evitar grande aglomeração de pessoas e também para dar cumprimento às regras da Direcção Geral de Saúde. Apesar de pertencerem à primeira vaga, e sem saberem porquê, o Pedro e o Carlos partiram em “compartimentos” diferentes.

 

A participação estava aberta a todo o tipo de bicicletas, estrada ou BTT, incluindo as eléctricas. No entanto estas últimas estavam fora da classificação prevista no sector “Roda Livre”.

 

O percurso não era fácil com uma fase inicial a descer ou em plano, bom para os atletas aquecerem e se adaptarem às exigências deste tipo de prova, mas logo seguida de sucessivas subidas dignas de um prémio da Montanha.

Altimetria.png

Mal foi dada a partida os ciclistas lançam-se num ritmo bastante rápido só abrandando já fora da cidade da Guarda. Afastamo-nos da cidade mais alta de Portugal e rumamos a Vila Fanca das Naves. Mudamos de rumo em direcção ao Porto da Carne altura em que somos ultrapassados pelos ciclistas que partiram na segunda vaga. Ao quilómetro 45 terminam as facilidades começando as primeiras subidas dignas desse nome. É o local onde está localizado o único Reabastecimento Líquido de toda a prova. Mas é ao quilómetro 57 que as coisas começam a “doer” com o início do sector de Roda Livre. Faltam 15 quilómetros para a tão desejada meta.

 

A distância percorrida começa a pesar nas pernas dos atletas, principalmente para aqueles  que não estão habituados a estas “andanças”. E, fazendo jus ao facto de estarmos em pleno mês de Agosto e numa zona habitualmente quente, o sol abrasador exigiu um esforço adicional aos ciclistas. Ah. Não podemos deixar passar em claro que um dos nossos atletas rejubilou com o calor que se fez sentir… Quem seria ?

 

Sempre que passávamos por alguma fonte alguns atletas paravam para se reabastecerem. E começamos também a ver algumas paragens momentâneas para a ingestão de algum suplemento sólido ou para recuperação de algum fôlego. Alguns ciclistas chegam mesmo a desmontar e a levar as suas “biclas” à mão.

 

À medida que vamos avançando começamos a ver a sinalética com a indicação do que temos ainda de percorrer. É simultaneamente bom e mau. Para uns já só faltam cada vez menos qulómetros. Os mais pessimistas lêem aquele marco com o pensamente de que ainda falta muito e logo quando as forças e as reservas energéticas já se encontram muito em baixo.

 

Entretanto alguns ciclistas vão desistindo e regressando à cidade da Guarda numa viatura da Organização.

 

5 Km. É a indicação de que nos aproximamos derradeiramente da meta. Vamos buscar forças, principalmente anímicas, que pensávamos que já não existiam.

 

Entramos na Cidade da Guarda. Após a passagem pela Estação de Camionagem atacamos a última e derradeira subida. Provamos do mesmo que os ciclistas da etapa da véspera. O declive aumenta e muito, aliado a um piso em empedrado que incrementa a dificuldade deste final de prova. Os últimos quinhentos metros são diabólicos. Com a Meta à vista aumenta drasticamente a pendente da subida. Alguns desmontam e levam a sua companheira à mão.

Guarda Carro Vassoura.jpeg

Terminada a prova os elementos da nossa equipa reencontram-se.

Guarda Chegada.jpeg

É tempo do merecido descanso. Espera-nos um retemeperador almoço em casa dos Pais do Pedro. Optamos por irmos montados nas nossas companheiras. O percurso é sempre a descer. E as últimas centenas de metros são feitos na companhia do nosso elemento mais novo. O Afonso fez questão de acompanhar o Pai e o Avô neste final de aventura. Já se estava a preparar para um novo desafio que iria ocorrer alguns dias mais tarde.

 

Há que salientar que no percurso cronometrado os nossos atletas fizeram boa figura com o Pedro a classificar-se em 589º com um tempo de 1:46:25 enquanto que o Carlos Gonçalves teminou 603º e com a marca de 2:00:27.

 

Registe-se que o vencedor desta competição fez o tempo de 0:33:57 e que terminaram 611 atletas.

 

É, sem dúvida, uma experiência a repetir.

 

2. ECOPISTA DO DÃO – 13 de Agosto

 

A Ecopista do Dão é uma via ciclável exactamente no mesmo traçado onde anteriormente ciculavam os Combóios da extinta Linha do Dão. Os pontos extremos são a Estação de Caminho de Ferro de Santa Comba Dão e a Cidade de Viseu.

 

Com uma distância de aproximadamente quarenta e nove quilómetros a Eco Pista do Dão pode ser feita nos dois sentidos. Apesar do traçado ser praticamente plano, se partirmos de Viseu vamos encontrar uma pendente ligeiramente negativa pelo que, muitas vezes, principalmente no início, não precisamos de pedalar. Bastava não travar.

 

A Eco Pista do Dão faz-nos regressar a um tempo onde o Comboio era um dos principais meios de transporte utilizado pelas pessoas para se deslocarem dentro do nosso País, e numa altura em que o automóvel só estava acessível aos mais privilegiados. A ditadura das Autoestradas só viria a surgir algumas, muitas, décadas mais tarde. Entrar nesta aventura é como que regressar a um tempo não muito longínquo e do qual permanecem boas memórias.

 

Atravessamos três Concelhos correspondendo a cada um deles uma côr diferente no piso: Vermelho para Viseu, Verde para Tondela e Azul para Santa Comba Dão.

 

Apesar de muito divulgada, quem se atreve a percorrer a Ecopista do Dão tem alguma dificuldade em encontrar o Ponto de Partida. De Viseu apenas resta um antigo depósito de água onde se abasteciam as antigas locomotivas a Carvão e perto da localização da antiga Estação da cidade e da qual já não há qualquer vestígio. Mas até encontrarmos o início do trajecto temos de andar às voltas dentro de uma urbanização e sem qualquer sinal de aviso. Só a presença de uma Ciclovia, e após perguntarmos a alguns transeuntes, conseguimos, finalmente, encontrar o início da Ecopista do Dão. Valeu também a memória do nosso atleta Carlos Gonçalves, e restante comitiva de apoio constituída pela Ana e Catarina, que em 2017 já tinham percorrido este percurso exactamente em sentido inverso, para reencontrarmos o caminho certo a seguir.

Ecopista Partida.jpeg

O dia apresentava-se agradável. Aos atletas que tinham disputado a Etapa da Volta juntou-se o nosso atleta mais novo Afonso Antunes. Em 2017 já tinha acompanhado o Avô Carlos em curtos segmentos da Ecopista do Dão. Mas este ano o desafio era bem maior. Numa fase em que já domina a sua bicicleta o Afonso abalançou-se a fazer um pouco mais de dez quilómetros do percurso desde Viseu até Santa Comba Dão. E como ele pedalou. Só interrompeu a sua actividade quando nos vimos forçados a abandonar o traçado original devido a obras de manutenção na Ecopista e tivemos de seguir por uma estrada nacional. Aí o Pai Pedro não se sentiu seguro e optou por meter o Afonso dentro do carro até que pudéssemos retomar o percurso do nosso passeio.

 

E como o Afonso estava divertido, e também o Pai e o Avô. Ora pedalava no meio da comitiva ora tomava a dianteira do “pelotão”.

Ecipoista Afonso sozinho.jpeg

Em Torredeita estava prevista a primeira paragem. Nesta Estação, actualmente em fase de recuperação, encontramos uma antiga composição com a Locomotiva a carvão logo à cabeça. Pena é que as carruagens estivessem todas “grafitadas”. O respeito pela história é nulo.

Um pouco mais à frente, na Estação de Farinhão, fazemos a nossa pausa para almoço. E relembrámos a paragem de 2017 com uma fotografia do Afonso junto a um comboio em Madeira. Nova foto no mesmo local, mas com quatro anos de distância.

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O Afonso nem queria acreditar. Com o cansaço a pesar nas pernas, e o calor a apertar, o nosso atleta mais novo adoptou um novo meio de transporte. Recorrendo a um atrelado de bicicleta podia continuar a acompanhar Pai e Avô e a disfrutar as belas paisagens e envolvente.

Atrelado.jpeg

A nossa equipa não era constituída só pelos ciclistas. A Mãe Catarina e a Avó Ana eram a nossa equipa de apoio fazendo o percurso pela estrada até se reencontrarem com os ciclistas nas estações desactivadas e previamente combinadas.

E as pausas de repouso para os atletas eram também destinadas a “reforço” alimentar do elemento mais novo da Família. Ainda alheio a tudo o que o rodeava o Filho/Neto António procurava interagir com os restantes membros da nossa comitiva.

afonso 2.jpegAfonso1.jpeg

Com as energias a começarem a faltar a nossa equipa aproxima-se do fim do passeio. Contrariamente ao início da Ecopista do Dão os últimos quilómetros são sempre a subir.

Ecopista Chegada.jpegEcopista foto final.jpeg

Já na Estação de Santa Comba Dão a equipa das LEBRES E TARTARUGAS dá por concluída esta aventura.

 Fim da Linha. Prova superada.

Agora havia que descansar um pouco e retemperar as nossas energias. Uma pacata esplanada no centro de Santa Comba Dão foi o local eleito. Faz-se um balanço da aventura igualmente divertida tanto para os ciclistas como para a equipa dos nossos carros de apoio. Tudo muito profissional. Fica também a promessa para, de aqui a alguns anos, voltarmos a repetir a Ecopista do Dão mas com o Afonso fazer muitos mais quilómetros a pedalar, quiçá com o atrelado já com o mano António lá dentro.

ecopista atrelado.jpeg

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:10

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Domingo, 3 de Maio de 2020

CORRIDA DO 1º DE MAIO 2020

A tradição ainda é o que era. E a Corrida do 1º de Maio é uma tradição no calendário de provas da equipa das LEBRES E TARTARUGAS, porventura uma das provas maiores, senão a maior mesmo.

 

Devido à Pandemia que se abateu de uma forma generalizada não só em Portugal como no mundo inteiro, todos as manifestações desportivas foram canceladas não se sabendo mesmo quando serão retomadas.

 

Mas nem sempre nos conformamos com os acontecimentos. Assim se a verdadeira Corrida do 1º de Maio foi anulada lançámos mãos à obra e tratámos de encontrar uma alternativa para, à nossa maneira, celebrar o dia internacional dos trabalhadores. Assim decidimos organizar nós próprios uma Corrida do 1º de Maio. Mas, derivado do actual Estado de Emergência, as pessoas não se poderiam deslocar durante este fim de semana prolongado para outros concelhos fora do da sua zona de residência sem uma justificação aceite pelas autoridades o que constituía um sério revés à reunião dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS.  Foi então que nasceu a ideia de organizar uma corrida na qual cada um dos atletas teria de cumprir a mesma distância mas em locais diferentes pertencentes ao seu Concelho de residência.

 

Amadurecida a ideia, na segunda-feira tratei de convocar todos os membros das LEBRES E TARTARUGAS para a nossa Corrida do 1º de Maio. O WhatsApp foi a ferramenta escolhida, numa fase em que todos comunicam à distância através de uma qualquer plataforma. 

 

Parar é morrer. Por isso temos de manter alguma actividade. A Corrida do 1º de Maio é um dos pontos altos, senão o mais alto, de cada época desportiva das LEBRES E TARTARUGAS. Assim proponho a todos participar na Corrida do 1º de Maio de 2020. Só que com algumas alterações. A organização é nossa e a distância passa dos habituais 15 Km para 10Km. Proponho então que, embora fisicamente separados, corramos juntos na próxima sexta-feira a nossa Corrida do 1ºMaio. A hora de partida é às dez da manhã, cada um no seu concelho de residência. A chamada far-se-á por WhatsApp cinco minutos antes. À dez horas certas cada um parte para o seu percurso e, no final, coloca no WhatsApp o tempo realizado. A classificação oficial será a do desempenho de cada um. Prémios não haverá. Mas teremos direito a crónica no nosso blogue. Devemos tirar uma "selfie" devidamente equipados para construir a fotografia de grupo. Todos podem participar mesmo quem está mais distante, como em terras de Sua Majestade. Alinham?

 

O desafio estava lançado. Só restava aguardar pela adesão dos nossos atletas. E a maioria respondeu afirmativamente. Mesmo o Gonçalo Sousa, o tal residente no Reino Unido, decidiu alinhar no nossa iniciativa. Mas como trabalha no dia 1 de Maio comprometeu-se a realizar a sua prova só no final da tarde. À última hora ainda tivémos mais duas adesões surpresa:

 

  • Paula Ferreira dos Santos - acompanhando o Frederico
  • Georg Waldshütz - Tartaruga residente nos EUA.

Para aumentar a originalidade desta nossa Corrida do 1º de Maio de 2020 cada um dos atletas iria realizar a sua prova em concelhos diferentes:

 

  • Carlos Gonçalves - concelho do Seixal
  • Carlos Teixeira - concelho de Oivelas
  • Frederico Sousa - concelho de Sintra
  • João Valério - concelho de Lisboa
  • Gonçalo Gonçalves - concelho de Almodôvar
  • Gonçalo Sousa - Londres
  • Paula Santos - concelho de Sintra
  • Georg Waldschütz -  Washington DC

 

Apesar de ser uma prova alternativa foram criados dorsais para cada um dos atletas. Mas, como alguns não tinham possibilidade de imprimir o respectivo dorsal, foi deliberado que não era obrigatório correr com o identificativo da prova. Aliás os dorsais seriam montados posteriormente nas fotografias que cada um tinha de colocar no grupo de WhatsApp das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Substituindo o habitual "briefing" foi enviado de véspera aos atletas participantes um conjunto de informações bastante úteis e que, de alguma forma, cumprisse o espírito das corridas.

Uma vez mais recorremos ao popular WhatsApp.

Atletas. Segue um conjunto de informações para a nossa Corrida do 1º de Maio 2020. Amanhã, às 9H45, cada um deve assinalar por WhatsApp a sua presença e apresentar a sua "selfie", ou foto tirada por alguém. Conforme informação anterior a distância oficial é de 10 Km. No final cada um regista o seu tempo e publica-o nosso grupo de WhatsApp. Mesmo que façam mais do que a distância definida basta indicarem o tempo à passagem dos dez quilómetros.

 

No dia da prova, cerca de  quinze minutos antes da hora de partida, foi feita uma chamada colectiva envolvendo os quatro atletas residentes na zona da Grande Lisboa. Pouco antes já o Gonçalo Gonçalves marcava presença.

 

Às dez horas em ponto cada atleta iniciou o seu "contra-relógio" individual. Todas as provas tiveram perfis diferentes. Umas mais planas do que outras e até houve quem tivesse optado por uma Corrida de dez quilómetros em ambiente de Trail. Que inveja Frederico...

 

À medida que cada um terminava a sua prova colocava de imediato no WhatsApp o tempo realizado. O tempo era o menos importante. Uns atingiram, outros ultrapassaram mesmo, a suas expectativas. Outros talvez nem tanto. Uma coisa é certa. Correr sózinho é normalmente um obstáculo a conseguirem-se bons ritmos. Falta-nos a proximidade com outros atletas.

 

Ao final da tarde é a vez do Gonçalo Sousa cumprir a sua participação na Corrida do 1º de Maio de 2020. Algumas horas mais tarde o Georg dá por concluída sua prestação.

 

Foi um êxito. A originalidade da nossa corrida foi premiada. O nosso principal objectivo foi plenamente conseguido. Uma experiência a repetir.

 

Estes são os nossos heróis que acederam a fazer história na História das LEBRES E TARTARUGAS.

Equipa 1º de Maio.jpg

Obrigado a todos

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedores:

  • Carlos Gonçalves
  • Carlos Teixeira
  • Frederico Sousa
  • João Valério
  • Gonçalo Sousa
  • Gonçalo Gonçalves
  • Paula Santos
  • Georg Waldschütz

E todos tiveram direito às suas Medalhas "Virtuais" Medalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpg

 

Atletas que concluiram a Prova: 8

AtletasDorsalTempo Líquido

Ritmo (min/Km)

Carlos Gonçalves

0011:04:266:26

Carlos Teixeira

0020:57:385:46

FredericoSousa

0031:17:297:45

João Valério

0040:56:165:37
Gonçalo Sousa0050:56:005:36 
Gonçalo Gonçalves0060:54:595:30
Paula Santos0071:17:297:45
Georg Waldschütz0080:55:315:31

 

Translation to English

 

Tradition is still what it was. And the May 1st Race is a tradition in the race calendar of the LEBRES E TARTARUGAS team, perhaps one of the biggest, if not the biggest, races.

 

Due to the pandemic that has befallen in a generalized way not only in Portugal but worldwide, all sporting events have been cancelled not knowing even when they will resume.

 

But we don't always settle for events. So if the real May 1st Race was cancelled, we'd get to work and find an alternative to celebrate international workers' day in our own way. So we decided to organize a May 1st Race ourselves. But, derived from the current State of Emergency, people could not move during this long weekend to other municipalities outside of their area of residence without a justification accepted by the authorities which constituted a serious setback to the meeting of the athletes of LEBRES E TARTARUGAS.  It was then that the idea of organizing a race was born in which each of the athletes would have to meet the same distance but in different places belonging to their municipality of residence.

 

Matured the idea, on Monday I tried to summon all the members of the LEBRES E TARTARUGAS for our Race of the 1st of May. WhatsApp was the tool of choice, at a stage when everyone communicates remotely through any platform.

 

To stop is to die. So we have to keep up some activity. The May 1st Race is one of the highlights, if not the highest, of each sporting season of LEBRES E TARTARUGAS. So I propose you all participate in the May 1, 2020 Race. Only with a few changes. The organization is ours and the distance goes from the usual 15 km to 10Km. I propose then that, although physically separated, we run together next Friday our Race of the 1st May. The departure time is at ten in the morning, each in your county of residence. The call will be made by WhatsApp five minutes before. At the right ten hours each one leaves for its route and, in the end, puts in WhatsApp the time made. The official ranking will be that of each one's performance. Prizes won't be. But we will be entitled to chronicle on our blog. We should take a selfie properly equipped to build group photography. Everyone can participate even those who are farther away, as in His Majesty's lands. Line?

 

The challenge was launched. All that remained was to wait for our athletes to come. And most answered affirmatively. Even Gonçalo Sousa, the one resident in the United Kingdom, decided to align in our initiative. But as he works on 1 May he undertook to hold his test only in the late afternoon. At the last minute we still had two more surprise memberships:

 

  • Paula Ferreira dos Santos: participant accompanying Frederico
  • Georg Waldshütz - Turtle resident in the USA.

To increase the originality of our Race of May 1, 2020 each of the athletes would hold their race in different municipalities:

 

  • Carlos Gonçalves, municipality of Seixal
  • Carlos Teixeira, municipality of Oivelas
  • Frederico Sousa, municipality of Sintra
  • João Valério, lisbon municipality
  • Gonçalo Gonçalves, municipality of Almodôvar
  • Gonçalo Sousa - London
  • Paula Santos, municipality of Sintra
  • Georg Waldschütz -  Washington DC

 

Despite being an alternative test, backs were created for each of the athletes. But, as some were not able to print the respective dorsal, it was decided that it was not mandatory to run with the identification of the test. In fact, the backs would be mounted later on the photographs that each had to put in the WhatsApp group of LEBRES E TARTARUGAS.

 

Replacing the usual "briefing" was sent the day before to the participating athletes a set of very useful information that somehow fulfilled the spirit of the races.

Once again we resort to the popular WhatsApp.

Athletes. Here's a set of information for our May 1st 2020 Race. Tomorrow at 9:45 am, each one must signal by WhatsApp his presence and present his "selfie", or photo taken by someone. According to previous information the official distance is 10 Km. In the end each one records his time and publishes it our WhatsApp group. Even if they do more than the defined distance, just indicate the time to the passage of the ten kilometres.

 

On the day of the race, about fifteen minutes before the time of departure, a collective call was made involving the four athletes residing in the Greater Lisbon area. Shortly before, Gonçalo Gonçalves was present.

 

At ten o'clock sharp each athlete started his individual "time trial". All the evidence had different profiles. Some flatter than others and even some had opted for a Ten-kilometre Race in a Trail environment. What envy Frederico...

 

As each one finished his test he immediately put the time taken on WhatsApp. Time was the least important. Some have reached, others have even exceeded their expectations. Others maybe not so much. One thing's for sure. Running alone is usually an obstacle to getting good rhythms. We lack proximity to other athletes.

 

At the end of the afternoon it is the turn of Gonçalo Sousa to fulfill his participation in the Race of the 1st of May 2020. A few hours later Georg completes his performance.

 

It was a success. The originality of our race has been awarded. Our main objective has been fully achieved. An experiment to repeat.

 

These are our heroes who have come to make history in the history of LEBRES E TARTARUGAS.

Equipa 1º de Maio.jpg

And everyone was entitled to their "Virtual" Medals Medalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpg

 

Thank you all

[Carlos Gonçalves Chronicle]

 

Winners:

  • Carlos Gonçalves
  • Carlos Teixeira
  • Frederico Sousa
  • João Valério
  • Gonçalo Sousa
  • Gonçalo Gonçalves
  • Paula Santos
  • Georg Waldschütz

Athletes who completed the race: 8

AtletasDorsalNet Time

Pace (min/Km)

Carlos Gonçalves

0011:04:266:26

Carlos Teixeira

0020:57:385:46

FredericoSousa

0031:17:297:45

João Valério

0040:56:165:37
Gonçalo Sousa0050:56:005:36 
Gonçalo Gonçalves0060:54:595:30
Paula Santos0071:17:297:45
Georg Waldschütz0080:55:315:31
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:05

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2020

UM ADVERSÁRIO ESCONDIDO

A declaração do Estado de Emergência veio condicionar fortemente a nossa mobilidade só nos sendo permitido sair de nossa casa para assegurar um conjunto de tarefas bem definidas: ir comprar comida ou medicamentos, tratar de alguém ou ir para o nosso local de trabalho quando o mesmo não possa passar a ser feito a partir de casa.

 

E nós desportistas, mesmo que amadores, como vamos fazer para tentar manter alguma forma física e assegurar bons níveis da nossa sanidade mental?

 

No meio do cenário actualmente tão restritivo, eis que se nos abre uma Porta, ou uma Janela de Oportunidade termo tão na moda. Além de poder sair de casa para passear o cãozinho também é possível às pessoas virem até à rua, sem se afastarem, muito para correr ou fazer uma caminhada desde que o façamos em isolamento e guardando as “distâncias de segurança”. Podemo-nos dar por felizes com esta abertura nas regras do confinamento numa altura em que todas as provas desportivas têm vindo a ser canceladas pelo que a nossa margem de manobra diminuiu substancialmente.

 

Correr só por correr não chega. Numa primeira fase talvez. Mas, se quisermos que a prática desportiva seja duradoura, temos de juntar alguns objectivos. Daí a nossa regular participação em corridas competitivas das muitas que têm proliferado nos últimos anos. 

 

Qualquer atleta quando participa numa corrida de cariz competitivo, seja amador ou profissional, estabelece sempre alguns objectivos que pode controlar facilmente ao longo da prova.

Se quer terminar com uma boa classificação dentro das suas reais capacidades só tem de se preocupar com os seus adversários directos e não os perder de vista.

Se tem como objectivo uma determinada marca de tempo só tem de controlar o relógio que tem no seu pulso.

Se a sua principal preocupação é terminar a corrida, cumprindo a totalidade da distância, só tem de olhar para Meta que está lá bem longe mas que se torna cada vez mais visível à medida que vamos avançando nos quilómetros.

 

Simples, muito simples.

 

Só que neste momento temos um adversário a vencer e com uns nomes profundamente estranhos:  Corona Vírus, SARS-COV-2, ou Covid 19. Sabemos quem ele é, que existe e quais as suas forças. Só não ainda descobrimos quais são as suas fraquezas. E também não sabemos onde ele está em cada fase desta nossa competição. É um adversário invisível. É um adversário escondido. É um adversário que muda de "fato" constantemente tornando ainda mais complicado detectá-lo e munirmo-nos das armas mais eficazes. Não queremos que esta competição seja uma luta desigual. Mas temos de "ver" o rosto do nosso adversário e poder adoptar a táctica mais adequada. Cada um com as suas armas. E nós, desportistas, temos uma grande arma que se pode revelar decisiva na luta que agora travamos: persistência, resistência e crença de que a vitória está ao nosso alcance. Nunca desistir é o nosso lema.

 

Também não me atrevo a subscrever as palavras do Presidente da Repúlbica do Brasil segundo o qual o nosso passado de desportista nos torna imunes a este vírus. Não estamos. Apenas estamos mais bem preparados e dispostos para a luta. Mas podemos, ao virar de uma esquina, também ser contagiados.

 

Vamos vencer mais esta corrida e, no fim, celebrá-la-emos com maior satisfação. Com a satisfação inerente à vitória mas também com a satisfação de que voltaremos à normalidade.

 

E, um dia destes, vamos reencontrar caras conhecidas numa qualquer corrida em que participemos.

 

Força a todos. Já passámos por várias adversidades que foram apenas isso. Nunca desistimos e não é agora que desistiremos.

 

Ânimo!

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:50

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Terça-feira, 10 de Março de 2020

CORRIDA DOS SALESIANOS

Algumas horas após um belo jantar de confraternização dos Lebres e Tartarugas organizado pelo tartaruga Frederico de Sousa, realizou-se a 5ª edição da corrida dos salesianos, com a participação de Carlos Teixeira e Frederico Sousa.

 

Os atletas apresentavam-se bem dispostos mas ainda um pouco pesados com a comida e bebida da véspera.

 

O tempo estava muito bom uma manhã a anunciar a Primavera, para o Frederico já muito calor.

 

Os atletas fizeram um curto aquecimento excecionalmente por iniciativa do Frederico.

 

A corrida iniciou-se  dois minutos após as 10h com um pelotão de mais de 1.000 participantes.

 

O percurso desta prova já foi  percorrido por muitas e muitas vezes pelos elementos dos Lebres e Tartarugas com início e chegada na Praça do Império em Belém, os primeiros 2 kms passaram-se entre Belém e Algés, de seguida 5km entre Algés e Alcântara e por fim o retorno de Alcântara até à meta.

 

Trata-se de uma prova totalmente plana, boa para quem pretende bater records na distância de 10kms.

 

De salientar o elevado e despropositado preço das inscrições, os atletas que só à última hora resolveram participar tiveram que pagar 18€.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: CARLOS CARDOSO (GFD Running): 0:32:15

 Atletas que concluiram a Prova: 1161

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 1299 M5559 733º 61º 0:57:45 0:56:58 5:42 10,53
Carlos Teixeira 1303 M5559 477º 35º 0:52:02 0:51:16 5:08 11,7

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 08:59

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Quarta-feira, 4 de Março de 2020

CORRIDA DAS LEZÍRIAS

A manhã acordou cinzenta e a prometer chuva pelo que à saída de casa estava um pouco preocupado com o estado do piso nas Lezírias.

 

Ao longo do caminho foram caindo algumas pingas tímidas apesar de as nuvens prometerem muita chuva.

 

Cheguei a Vila Franca de Xira cinco minutos antes das nove o que me permitiu atravessar a Vila com tranquilidade e estacionar no parque de estacionamento habitual junto à bomba de gasolina da Galp.

 

Depois de 30 minutos na preguiça dentro do carro dirigi-me para o local da corrida fazendo um aquecimento em corrida de um km debaixo de uma chuvinha miudinha.

 

Passados alguns minutos de ter chegado ao local da corrida participei no animado aquecimento proporcionado pela organização.

 

Às 10h e com a presença de apenas um Lebre e Tartaruga (Carlos Teixeira) iniciou-se a 25ª edição da corrida das Lezírias.

 

Após os primeiros 1,5 kms começou-se a subir até meio do tabuleiro da ponte de Vila Franca, sendo que atingimos as Lezírias ao Km 3,2.

 

Nas lezírias entre o Km 3,2 e Km 7,8 correu-se muito bem sem qualquer problema provocado pela chuva da véspera e da manhã.

 

Durante a corrida a chuva apenas apareceu no Km 4 e com pouca intensidade.

 

Do km 7,8 até ao Km 11,4 foi para mim a parte mais difícil da corrida ainda dentro das lezírias o piso estava pesado, tinha muita pedra e ervas altas.

 

A última dificuldade ocorreu entre o Km 12 e o Km 12,8 em nova passagem pela ponte no regresso ao centro de Vila Franca.

 

Alguns metros depois de cortar a meta e ainda a regularizar a respiração apareceu-me um microfone à frente da organização onde fiz alguns comentários sobre a corrida.

 

Até 2021!

[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedor: EMILIANO VIEIRA (Run Tejo - CM Socks): 0:52:03

 Atletas que concluiram a Prova: 1398

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 1329 M5559 627º 47º 1:19:50. 1:19:14 5:07 11,74

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 09:07

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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Esta é uma prova em que os Lebres e Tartarugas estão sempre representados, nesta edição devido a lesões e férias carnavalescas apenas participou o Carlos Teixeira

 

Cerca das 8.30 o atleta saiu de casa em direção à Costa da Caparica, sendo que às 8.55 já estava a estacionar junto à pastelaria Copacabana em pleno centro da vila.

 

Junto à praia seguiu-se um curto período de "Warm-Up" debaixo de uma temperatura primaveril mas com alguma brisa.

 

O percurso igual ao das duas edições anteriores corre-se em grande parte aproximadamente 4,5 Km na avenida principal da vila e mais ou menos 3 km junto à praia, parte mais bonita e agradável da prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: LUÍS MARGARIDO (Vitória Futebol Clube): 0:32:20

 Atletas que concluiram a Prova: 1213

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 1053 M5564 448º 44º 0:50:59 0:50:23 5:02 11,91

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 12:23

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MEIA MARATONA DE CASCAIS

Durante uma série de anos esta prova denominou-se os "20 KM de Cascais" e disputava-se sempre no Domingo de Carnaval, incluindo um concurso de máscaras para os atletas que corriam mascarados.

 

Nos últimos 3 anos foi promovida a meia-maratona e já não coincide com o Domingo de carnaval, no entanto alguns concorrentes ainda se mascaram e mais uma vez lá estava o atleta vestido de vaca.

 

Como é hábito os atletas dos Lebres e Tartarugas encontraram-se na famosa estátua do rei D.Pedro I em frente à Câmara de Cascais.

 

Ao contrário dos atletas Carlos Teixeira e João Valério que fizeram alguns passos de corrida e alongamentos antes da corrida, o Frederico de Sousa permaneceu sentado num banco a refletir sobre a corrida.

 

A prova disputou-se debaixo de uma temperatura espetacular e no Guincho excecionalmente não houve vento.

 

O percurso foi igual ao do ano anterior com partida e chegada em frente ao Hotel Baía.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Individual): 1:06:09

 Atletas que concluiram a Prova: 2502

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 2057 V55 1221º 73º 1:52:09 1:51:52 5:18 11,32
Frederico Sousa 2198 V55 2214º 152º 2:17:36 2:15:16 6:25 9,36
João Valério 2453 V65 1728º 25º 2:01:55 1:59:15 5:39 10,62

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 12:10

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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2020

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

A corrida do Fim da Europa é uma das corridas que os Tartarugas querem sempre participar por ser uma das mais bonitas que se disputa em Portugal. Infelizmente um dos maiores admiradores da prova o nosso tartaruga Carlos Gonçalves ainda a recuperar da sua lesão no joelho não pode participar, nesta que foi a edição número 30. Não temos dúvidas que com a força de vontade do Carlos ele estará presente na edição 31. Apesar de gostarmos muito da prova, há 3 aspetos importantes a considerar sempre que participamos nela e que são: as condições atmosféricas, a logística e a predisposição mental para enfrentar as subidas que o percurso apresenta. Todos os fatores acabaram por correr bem, a temperatura apesar de fresca estava muito agradável e o vento fez gazeta felizmente, graças à Tartaruga Frederico Sousa que levantou os dorsais e na véspera da prova colocou uma viatura perto da meta também as dificuldades logísticas foram ultrapassadas, por fim os representantes nesta prova dos Lebres e Tartarugas, Frederico Sousa, Carlos Teixeira e João Valerio estavam com muito boa disposição sem particular preocupação com as subidas. De salientar a tartaruga João Valerio que apesar de participar em poucas provas faz sempre resultados muito positivos como foi mais uma vez o caso nesta prova. O percurso foi mais uma vez o mesmo mas neste caso não importa muito aos concorrentes, por ser muito bonito e desafiante. Em 2021 esperamos todos os Tartarugas estar novamente presentes.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor:LEONARDO COELHO (Clube de Atletismo de Sintra): 0:58:15,877

 Atletas que concluiram a Prova: 2228

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa  139 M55 1740º 87º 1:50:48,233 1:49:50,086 6:29 9,26
Carlos Teixeira 140 M55 938º 42º 1:33:33,233 1:32:35,756 5:28 10,98
João Valério 200 M65 1234º 208º 1:39:02,710 1:38:04,317 5:47 10,37

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:37

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Domingo, 5 de Janeiro de 2020

SÃO SILVESTRE LISBOA

Com a participação na 12ª edição da São Silvestre de Lisboa os Lebres e Tartarugas fecharam mais um ano de corridas.

 

A representação teve a cargo de Gonçalo Sousa, Frederico Sousa, Paula (uma estreia) e Carlos Teixeira.

 

No meu caso tratou-se da 12ª participação consecutiva.

 

Verificou-se uma participação massiva de atletas que encheu a Avenida da Liberdade, tendo completado a prova mais de 10.000 atletas.

 

Antes da prova foi cantado a exemplo do ano anterior o hino de Portugal.

 

Por diversas razões esta prova é já uma das mais importantes que se disputa na capital e arredores, provavelmente já só é batida pela corrida do Tejo.

 

O ambiente antes da prova era excelente ajudado pelas boas condições climatéricas.

 

O percurso manteve-se igual ao das últimas edições.

 

Os primeiros kms foram muito difíceis de percorrer devido ao aglomerado de atletas mais o elevado número de pessoas que transitava nas ruas onde decorreu a prova principalmente entre a Avenida da Liberdade e o Terreiro do Paço.

 

Como sempre os pontos antagónicos da corrida situaram-se na dificuldade de subir a Avenida (penúltimo Km) e no prazer de a descer (no último km) para quem ainda tinha forças.

 

O ano de 2019 marcou a participação pela primeira vez dos Lebres e Tartarugas numa Maratona fora de Portugal (Sevilha), infelizmente também ficou marcado pela lesão do nosso grande atleta e principal redator deste blog Carlos Gonçalves.

 

Para todos um bom ano de 2020 e que o nosso Carlos Gonçalves volte em grande!!!!

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor:ADEL MACHAAL (New Balance): 0:29:08

 Atletas que concluiram a Prova: 10110

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira  4013 V55 2490º 145º 0:51:05 0:50:32 5:03 11,87
Paula 4014 ---- 9081º ---- 1:20:57 1:14:05 7:25 8,10
Frederico Sousa 4255 V55 9082º 435º 1:20:57 1:14:06 7:25 8,10
Gonçalo Sousa 5779 SEN 5139º 4558º 0:56:27 0:55:40 5:34 10,78

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - São Silvestre Baía do Seixal - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:00

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SÃO SILVESTRE BAÍA DO SEIXAL

Nesta fase final do ano proliferam, um pouco por toda a parte, as Corridas São Silvestre que assinalam o encerramento do ano civil desportivo. É a oportunidade para fazer alguma dieta seja para precaver os desvarios alimentares que aí vêm, quando as corridas se realizam antes do Natal, ou para queimar as calorias extra adquiridas na Consoada ou no Jantar do dia 25 de Dezembro.

 

Quase todos os anos surgem novas Corridas São Silvestre. EM 2018 realizou-se a primeira edição da São Silvestre Baía do Seixal a qual passou um pouco despercebida aos atletas das LEBRES E TARTARUGAS que, habitualmente, “fecham” o ano na homónima prova de Lisboa.

 

Neste ano de 2019 o nosso atleta Pedro Antunes, por não poder estar presente na corrida de Lisboa, arranjou uma alternativa inscrevendo-se na São Silvestre Baía do Seixal. E não participou sozinho. Inscreveu também o seu filho Afonso, o nosso atleta mais novo, numa das provas destinada às crianças.

 

Pai e Filho carregaram sobre os seus ombros a glória de representarem a equipa das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Ao final da tarde, por sinal bastante fria mas ausente de chuva, juntaram-se inúmeros atletas mesmo em frente à Baía do Seixal para participarem e conviverem na prova que escolheram.

 

Pelas cinco da tarde dá-se início às diferentes corridas para os mais pequenitos.

 

O nosso Afonso iria participar na corrida de cem metros destinada aos atletas entre os quatro e os seis anos. Sem quaisquer preconceitos ou vergonha, alinhou à partida para a sua corrida. Mal soou o tiro de partida entrou “com tudo”. Era o mais novo de todos os atletas participantes pelo que a sua tarefa era muito difícil. Mas deu o máximo de si pelo que orgulhosamente recebeu e ostentou no final a medalha que lhe era devida. Temos Atleta para o futuro.

IMG-20191221-WA0006.jpg

Meia hora mais tarde foi a vez do Pedro entrar em actividade na prova de carácter competitivo na distância de dez quilómetros. Os vários atletas foram agrupados segundo os tempos previsíveis.

 

O Padrinho da Corrida era o consagrado Paulo Guerra que fez questão de não só dar a partida mas também de proferir algumas palavras de ânimo e de incentivo para todos os presentes.

 

Uma corrida de dez quilómetros é, normalmente, bastante rápida pelo que os atletas têm de dar o máximo do princípio até ao fim. Depois de ouvido o tiro de partida todos se lançaram rumo ao topo da Baía do Seixal. Em determinado momento fazem uma inversão do percurso para se dirigirem ao Seixal passando pela “Aldeia de Natal” instalada dentro da zona histórica desta simpática Vila e Sede de Concelho.

 

Sensivelmente a meio da corrida voltam a passar pelas imediações da zona da partida em direcção à Cidade da Amora. Nova inversão de percurso tendo como objectivo “galgar” os últimos quilómetros até atingirem a tão desejada meta.

 

O Afonso aguardava ansiosamente pela chegada do Pai. Mal o viu foi logo ao seu encontro após ter cortado a meta.

IMG-20191221-WA0007.jpg

Foi mais uma participação de atletas das LEBRES E TARTARUGAS que levaram bem alto o nome da nossa equipa.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: PLÁCIDO JESUS (Run Tejo - CM Socks: 0:31:55

 Atletas que concluiram a Prova: 810

AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes
 
1541M00347624º94º1:08:071:07:226:448,91

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - São Silvestre Baía do Seixal - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 16:12

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Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2019

GRANDE PRÉMIO DO NATAL

Pela sexagésima segunda vez disputou-se o Grande Prémio de Natal uma das provas mais antigas que se disputa em Portugal.

 

A logística da prova não é muito fácil dado que a partida é no Hospital da Luz e a chegada nos Restauradores.

 

Os tartarugas estiveram representados apenas pelo Carlos Teixeira e o Frederico Sousa ao contrário de alguns anos atrás em que participaram diversos tartarugas.

 

Os dois tartarugas encontraram-se na estação do Rossio e de seguida apanharam o metro na estação dos Restauradores com destino à do Colégio Militar.

 

Entre o Colégio Militar e a partida foi tempo de colocar a conversa em dia já não se fala muito da corrida, isso era noutros tempos e tão pouco houve a fotografia da praxe.

 

O percurso não sofreu alterações em relação aos últimos 3 anos, mas é mais difícil do que no passado nomeadamente os primeiros dois Kms.

 

A corrida é sempre percorrida com a ansiedade de chegar ao Saldanha, porque a partir daí é sempre a descer até à meta.

 

Os dois tartarugas completaram a prova de acordo com as suas atuais possibilidades e agora falta a S. Silvestre para acabar mais uma ano de corridas.

 

Feliz Natal para todos os Lebres e Tartarugas

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: SAMUEL BARATA : 0:29:37

 Atletas que concluiram a Prova: 4268

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 2598
Vet 55 Masc
2696º
2249º
0:58:38
0:56:55
5:41
10,54
Carlos Teixeira
 
2599 Vet 55 Masc 1434º 1310º 0:49:50 0:49:00 4:54 12,24

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:36

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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

MEIA MARATONA DOS DESCOBRIMENTOS

Realizou-se mais uma edição da Meia Maratona dos Descobrimentos a sétima.

 

Trata-se de mais uma prova onde os Tartarugas estiveram representados  em todas as edições.

 

Dadas as caraterísticas do percurso  (100 % plano) e a altura do ano em que ocorre é uma meia maratona do agrado da maioria dos atletas.

 

De facto esta prova estando em boa forma pode servir para quebrar records da distância para os mais ambiciosos ou para percorrer a distância pela primeira vez para quem se inicia na meia maratona.

 

Os Lebres e Tartarugas estiveram representados pelos seguintes atletas: Carlos Teixeira, Frederico Sousa e João Valério.

 

Antes do início da prova cada um fez a sua previsão relativamente ao tempo que iríamos fazer no final e todos fizemos mais 1 a 2 minutos que o previsto.

 

As condições climáticas foram muito boas a ameaçar chuva e a temperatura ideal 14 graus.

 

O percurso foi idêntico ao de 2018.

 

Desagradável as passagens pela Ribeira das Naus e Rossio devido ao piso empedrado com desníveis e buracos.

 

De salientar o regresso do João Valério após um longo interregno desde a sua participação na maratona de Sevilha.

 

O Frederico como sempre teve que dar nas vistas e chegou a frente de um pelotão de aproximadamente 25/30 militares.

 

O Carlos Teixeira está a precisar de dar descanso às suas pernas dado estar a ressentir-se da participação quase seguida em duas maratonas.

 

Seguem-se agora duas provas para relaxar e celebrar o Natal e a mudança de ano .

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (GFD Running): 1:09:25

 Atletas que concluiram a Prova: 2528

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 1246
M5559
2215º
119º
2:14:37
2:13:09
6:19
9,51
João Valério
1581
M6599
1948º
30º
2:05:15
2:03:46
5:52
10,23
Carlos Teixeira
 
2372 M5559 1298º 62º 1:52:50 1:51:23 5:17 11,36

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 15:51

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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019

CORRIDA EM VICTORIA PARK

Numa deslocação relampago fui visitar o meu filho emigrado a Londres tendo-o desafiado a participar numa corrida.... ou terá sido ao contrário - fui fazer uma corrida a Londres tendo aproveitado para visitar o meu filho Gonçalo.

 

Mmmmmmmmmmmm, fica a dúvida.

 

Chegado de véspera às luxuosas novas instalações do seu filho nem tempo tive de apreciar as vistas. Direitinho para uma cama que por acaso não estava lá muito direita.

 

Mas um bom atleta é assim - à prova de bala.

 

No Sábado uma alvorada de madrugada presenteada por um belo pequeno almoço preparado pelo Gonçalo.

 

Face à anterior experiência de corrida em terras de Sua Majestade foi dada muita atenção ao desenvolvimento gastrointestinal, preparando adequadamente a participação na corrida sem inesperadas pressões.

 

Deslocação ao Victoria Park por autocarro, trajecto este cuidadosamente controlada pelo Gonçalo.

Foi curioso voltar a andar no andar de cima de um autocarro.

 

O tempo estava seco mas francamente frio mesmo para os parâmetros do urso polar. 

 

Chegamos ao parque onde se iria decorrer a prova tendo constatado que já tinha sido dada a partida para a meia maratona.

Corrida em Victoria Park.jpg

Levantamos os dorsais tendo o Gonçalo encontrado um colega de escola e outros amigos Portugueses que iam também participar na corrida de 10 kms. 

 

O tempo estava seco mas francamente frio mesmo para os parâmetros do urso polar. 

 

O mundo é muito pequeno e Londres está infestado de Portugueses - ainda bem!

 

Foi dada a partida às 10:05 conforme agendado tendo o Gonçalo arrancado a grande velocidade deixando o seu pai sozinho e a chorar.

 

A corrida consistia em 3 voltas ao Parque por um percurso de caminhos em cimento e essencialmente plano o que permitiu conseguirem-se tempos jeitosos para a digna representação nacional.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Vencedor: Nick Harris-Fry

Tempo: 0:32:56

 Atletas que concluiram a Prova: 519

AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Gonçalo Sousa1526Senior Men
154º
86º
0:49:28
0:48:42
4:52
12,32
Frederico Sousa4236V55286º0:55:590:55:145:36  10,72

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Novembro

  • 3 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 17 - Corrida da Árvore (Lisboa) - 10 Km
  • 16 - Corrida em Victoria Park - 10 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:34

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Terça-feira, 19 de Novembro de 2019

CORRIDA DA ÁGUA

Disputou-se mais uma edição da corrida da água com a participação de Carlos Teixeira em representação dos Lebres e Tartarugas

Foi uma corrida da água, com muita água dado que choveu praticamente durante toda a corrida, chuva miudinha com um pouco mais intensidade nos últimos Kms

A partida foi dada com um atraso de seis minutos, segundo a organização este deveu-se à confirmação por parte da polícia das condições de segurança necessárias para a realização deste tipo de prova

O ano passado não participei nesta prova, de qualquer forma confrontando com anos anteriores o percurso manteve-se inalterável

A corrida da Água é uma corrida rápida de sobe e desce permanente ,seria excelente para bater recordes, não fosse a subida que antecede a passagem pelo Aqueduto e o Km e picos que se corre em cima do mesmo (aqui as ultrapassagens não são muito aconselháveis)

Esta é uma prova agradável de participar pela beleza do Monsanto e a passagem pelo histórico Aqueduto

Mais de 1.000 atletas participaram e completaram a prova (1.086), cuja meta estava instalada no Parque do Calhau.

[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedor: ANDRÉ COSTA (Clube de Praças da Armada): 0:33:30

 Atletas que concluiram a Prova: 1086

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 783 M5559 230º 18º 0:49:46 0:49:22 4:56   12,15

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Novembro

  • 3 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 17 - Corrida da Árvore (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:13

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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2019

MARATONA DO PORTO

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O primeiro percalço da minha participação na 16ª maratona do Porto aconteceu dois dias antes, quando não consegui encontrar a t-shirt com que corri em 2012 a minha primeira maratona; precisamente no Porto e com a qual tinha corrido nos últimos sete anos as diferentes edições desta prova.

Após ter desistido de procurar a T-Shirt e selecionado uma alternativa e após um almoço em casa relaxante segui aproveitando o feriado do dia 01.11 para a cidade invicta.

Depois de um final de tarde e noite agradáveis no Porto e de uma manhã de Sábado retemperadora desloquei-me à famosa e carismática Alfândega do Porto para levantar o dorsal 5826; este é sempre um momento especial para quem participa na prova.

O facto de ter participado 15 dias antes na maratona de Lisboa era para mim um ponto de interrogação face ao impacto que iria ter no desenrolar da minha prova.

O dia da maratona começou cedo, acordar às 6.30 de forma a apanhar o autocarro às 7.30 que me levaria ao local da partida.

Às 8h5m quando cheguei ao local da partida estava bastante frio e o tempo ameaçava chuva a organização disponibilizou chá e café quente o que ajudou a enfrentar os minutos que nos separavam da partida.

Às 9h foi dada a partida sem chuva e com um tempo fresco agradável para correr, ao contrário de Lisboa a partida não se deu por vagas, o que por um lado torna momento mais espetacular, mas por outro lado mais confusa.

O percurso não teve novidades no meu caso não gosto particularmente dos primeiros 6 km porque andamos às voltinhas e aos encontrões face ao aglomerado de atletas.

A passagem por Matosinhos é um ponto motivacional face ao calor das pessoas que estão a ver passar os atletas e os kms passam mais depressa, este ano para mim foi mais difícil para mim dado que sofri duas fortes cotoveladas de atletas estrangeiros com mais 20 cm pelo menos do que eu.

Depois da saída de Matosinhos e da passagem pela Foz aproximadamente ao km 19 passámos pela Alfândega ponto onde me cruzei em sentido contrário com os atletas que lideravam a prova.

Antes de atingirmos a Meia Maratona houve ainda a passagem pela Ribeira e pela ponte D. Luís ponto onde recebemos muito apoio popular.

Após a passagem pela meia maratona tivemos 1,5 km de empedrado que é sempre um piso difícil em qualquer prova e ainda mais nas de longa distância.

Passados os 8km corridos em Gaia foi tempo de passar novamente a ponte D. Luís e regressar ao Porto, onde ao Km 30 na descida para a ponte do freixo fui ultrapassado pela bandeira das 4 horas.

No Km 33 e depois da subida de retorno do Freixo atingimos o carismático túnel onde podemos ver quem ainda conseguir imagens do filme tempos modernos e ouvir a música alusiva ao mesmo.

Os últimos kms até atingir o 41 situado junto ao castelo do queijo foram bastante difíceis dado que as pernas começaram a ficar pesadas, à passagem do 36 quando consultava o meu relógio consegui dar uma valente queda devido a um desnível na estrada que não vi, felizmente já estou habituado enrolei-me e não sofri grandes consequências apenas alguns arranhões no braço esquerdo e nas costas.

O último km o da consagração é muito difícil quase sempre a subir, mas o calor das pessoas do norte empurra-nos para a meta.

No final tempo de receber a T-Shirt de finisher, a medalha e a cervejinha habitual.

Ficou assim completa a minha 22ª maratona a 17ª em estrada, agora é descansar e depois preparar a próxima dia 23 de Fevereiro de 2020 em Sevilha.

Dedico esta minha participação à minha companheira que me acompanhou mais uma vez nesta aventura, a todos amigos e familiares que se preocuparam com a minha prova e a todos aqueles que já correram pelos Lebres e Tartarugas.

Obrigado a todos.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: DESO GELMISA (Etiópia): 2:09:09

 Atletas que concluiram a Prova: 3804

AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira5628M552342º145º4:16:534:15:146:03  9,92

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Novembro

  • 3 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 17 - Corrida da Árvore (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Sintra Trail Monte da Lua - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 08:54

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Terça-feira, 29 de Outubro de 2019

CORRIDA DO MONTEPIO

Uma semana depois da brilhante participação de três dos nossos atletas na Luso Meia Maratona e na Maratona de Lisboa eis-nos regressados à competição. Além dos atletas que estiveram em acção no fim-de-semana passado a nossa equipa surgiu reforçada com o André Catela e com o Carlos Gonçalves. Refira-se que a inscrição deste atleta foi um pouco contra as suas próprias expectativas.

 

A braços com uma lesão no menisco interno do joelho esquerdo aguarda pela consulta com uma Ortopedista para avaliar a gravidade da lesão e saber se tem ou não de ir “à faca”. Até lá tinha indicações para ficar em repouso não devendo fazer qualquer tipo de corrida, mesmo em ritmo de treino. Apenas poderia fazer bicicleta e sem grandes exageros. No entanto este atleta habituou-se a estar sempre em grande actividade. Estar parado era quase como morrer, para o desporto, entenda-se. Assim decidiu fazer uma corrida ligeira de dez quilómetros, em ritmo de treino, uma vez por semana.

 

Na sexta-feira à noite soube pelo Pedro que nesse fim-de-semana se iria realizar a Corrida do Montepio, com uma distância de dez quilómetros. Perfeito. Assim assumiu por sua conta e risco a decisão de se inscrever naquela prova. Contrariamente ao que é habitual ainda estavam abertas as inscrições pelo que se “atirou de cabeça” para esta pequena aventura, substituindo o tal treino ligeiro que tinha programado para Domingo. É sempre mais agradável correr em companhia, e com um objectivo específico, do que sozinho.

 

A Corrida do Montepio já vai na sétima edição, sendo o Pedro o único totalista da nossa equipa.

 

Vestidos a rigor, com a camisola oficial das LEBRES E TARTARUGAS, os cinco atletas encontram-se, pelas nove e meia da manhã, em frente à entrada principal da Estação de Comboios do Rossio, a meio caminho entre a Praça do mesmo nome e os Restauradores. Tiraram a foto da praxe que iria alimentar de imediato o nosso grupo de WhatsApp.

IMG_20191027_093930.jpg

Devido ao elevado número de inscritos a organização tem decidido, à semelhança de outras corridas, escalonar os atletas em blocos de acordo com o tempo expectável para a prova. O Carlos Teixeira foi para o bloco dos Sub 50 e o seu filho André juntou-se ao Frederico na “casa” dos Sub60. O Pedro e o Carlos Gonçalves tinham lugar reservado no último bloco, o dos Mais de 60.

 

O percurso tem-se mantido praticamente inalterado ao longo dos anos. Dependente do local da Partida e da Chegada, os atletas têm de cumprir um traçado que passa invariavelmente pelo Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Avenida 24 de Julho e inversão algures quando está cumprida metade da distância. Este ano o ponto de viragem deu-se em frente ao Hospital Egas Moniz já que a Partida e a Chegada estavam programadas para a Praça D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio.

 

Às dez da manhã dá-se a partida dos mais rápidos. Com algum tempo de intervalo, e para minimizar os inevitáveis engarrafamentos, vão partindo os corredores dos diferentes blocos. Quando o Pedro e o Carlos Gonçalves passaram pela linha de partida o cronómetro já marcava mais de seis minutos.

 

Apesar das partidas diferenciadas, a descida da Rua do Ouro foi feita, mesmo assim, em ritmo muito lento com os mais rápidos a fazerem ziguezagues, por vezes até indo por cima dos passeios, para tentarem correr um pouco mais rapidamente.

Nas corridas de dez quilómetros normalmente só está previsto um abastecimento de água sensivelmente a meio da prova. Desta vez, e sem que a temperatura o justificasse muito, temos dois fornecimentos de água ao quilómetro três e no sétimo.

 

A parte mais difícil é sempre aquela junto ao rio Tejo quando o empedrado dificulta bastante o andamento.

 

Terminada a nossa corrida os cinco atletas reagrupam-se no mesmo local onde se tinham encontrado de manhã. Foi um bom treino, com competição à mistura, principalmente para o nosso Maratonista Carlos Teixeira que no próximo dia três de Novembro vai disputar a Maratona do Porto. Boa Sorte.

 

Quando se voltarão a encontrar os membros das LEBRES E TARTARUGAS não sabemos. Talvez na Corrida da Água. A última vez que o trio fundador da nossa equipa participou em conjunto numa prova foi na Corrida do 1º de Maio.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: HUGO GANCHAS (Individual): 0:31:05

 Atletas que concluiram a Prova: 3162

AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação do Chip

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes2579
M
2295º
2328º
318º
1:01:57
1:01:11
6:07
9,81
Carlos Teixeira
2851
V55
1005º
1032º
73º
0:50:06
0:49:48
4:59
12,05
André Catela
2852
M
1842º
1936º
280º
0:57:08
0:56:54
5:41
10,54
Frederico Sousa
2989
V55
1841º
1935º
134º
0:57:07
0:56:54
5:41
10,54
Carlos Gonçalves3833V602174º1856º
94º1:00:200:56:135:37 10,67

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Outubro

  • 13 - Corrida Clube Millenniumbcp (Lisboa)- 10 Km
  • 20 - Luso Meia Maratona (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 20 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 27 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:50

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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2019

MARATONA DE LISBOA e LUSO MEIA MARATONA

48 horas antes do início da maratona o Frederico Sousa decidiu que ia participar em substituição do Carlos Gonçalves presentemente a lutar com uma lesão no joelho esquerdo.

Dia da maratona dormia profundamente quando recebo uma mensagem do Frederico às 6.15 da manhã “ vou apanhar um comboio especial para Cascais”; pensei o atleta está mesmo empolgado.

7.10 da manhã sigo de carro para Cascais chovia bastante por um lado contente por outro apreensivo fazer a maratona toda à chuva também não estava nos meus planos.

7.40 chegada a Cascais coloco por cima do equipamento o habitual saco de plástico da 5 à Sec , mas aí já quase não chovia.

7.50 encontro-me com o Frederico à entrada do Parque Marechal Carmona tirámos a habitual foto e perguntei ao Frederico vais fazer a maratona toda e ele prontamente disse que sim o que acabou por cumprir.

7.55 Frederico envia a foto para os “Lebres e Tartarugas” diz que vai fazer a maratona sobre protesto e cada um vai para a sua zona de partida.

IMG-20191020-WA0000.jpg

8.00 Partida da 7ª Maratona Rock’ Roll pensei na altura, sou totalista fiz as sete maratonas!!!! Bem caso chegasse ao fim!!!!

Decorridos 300m olho para a minha direita e lá estava a minha Mãe na varanda da sua casa tentando ver onde estava o filho, mas apesar de lhe acenado veementemente ela não me conseguiu ver.

Na fase inicial da maratona fazemos os primeiros 6,4 kms em direção ao Guincho e depois retornamos em direção ao centro, à saída de Cascais estamos no km 15 onde o meu cunhado Quim costuma estar a ver-me passar este ano infelizmente não esteve dado estar a recuperar de uma operação.

Perto de Carcavelos atinge-se a meia maratona sentia-me bem e pensei que iria chegar ao fim, nunca tinha feito uma prova destas com tão pouco treino e estava mentalmente preparado para sair aos 30 km caso a minha condição física assim o exigisse.

Aproximadamente ao Km 28 entrámos no pontão que nos levaria até ao túnel da Cruz Quebrada zona onde as bandeiras de todos os países participantes estão representadas e chegamos ao km 30.

A última dúzia de kms já se sabe que é difícil e ao contrário de Porto e Sevilha em que os apoiantes nos empurram para a meta, em Lisboa não se sente esse empurrão que ajuda tanto.

Os kms lá se foram vencendo e eis que chego à Praça do Comércio, aí corri mais uns metros e cortei a linha da meta, estava cumprida a minha 21ª maratona a 16ª em estrada.

Já em casa a almoçar constatei que tinha sido batido o recorde da prova por um atleta Etíope ao mesmo tempo recebi uma sms de um Tuga que dizia “ É oficial! Novo recorde mundial batido em Lisboa por um tuga”, o nosso amigo Frederico tinha concluído ao fim de 5H 05M 10S a maratona de Lisboa.

De salientar que no mesmo dia o nosso atleta Pedro Antunes participou e concluiu a meia maratona da Ponte Vasco da Gama, foi assim mais uma grande jornada dos Lebres e Tartarugas!!!!IMG-20191020-WA0002.jpg[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedores:

  • Maratona: ANDUALEM BELAY SHIFERAW (Etiópia): 2:06:00
  • Meia Maratona: MOSINET GEREMEW (Etiópia): 0:59:36

 Atletas que concluiram a Prova: Não divulgado

RESULTADOS

  • Maratona
AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira2426M552729º173º4:21:394:18:588:30  9,78
Freedrico Sousa2427M554008ºND5:07:555:05:107:146,08

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

  • Meia Maratona
AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes13555M-Sen4843º832º2:26:382:22:006:44  8,91

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Outubro

  • 13 - Corrida Clube Millenniumbcp (Lisboa)- 10 Km
  • 20 - Luso Meia Maratona (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 20 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 27 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:08

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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

CORRIDA CLUBE MILLENNIUMBCP

Este fim de semana ficou marcado pela adesão às LEBRES E TARTARUGAS de um novo atleta. O Afonso, filho da Catarina e do Pedro, com apenas quatro anos participou na Corrida Clube Millenniumbcp no escalão de 4 a 6 anos. 

IMG_20191013_091956.jpg

IMG_20191013_092105.jpgOs cem metros que teve de percorrer não foram de grande dificuldade e, provavelmente, souberam-lhe a pouco, para um miúdo cheio de vivacidade e com muita energia para gastar.

IMG_20191013_092130.jpgIMG_20191013_092134.jpg

IMG_20191013_092243.jpg

Apesar de não haver classificações para as “Kid Races” todos atletas tiveram direito a uma T-Shirt técnica com a particularidade de terem o respectivo gravado na parte da frente da camisola. E no final todos receberam uma medalha comemorativa de participação, aliás igual para todas as provas, com ou sem classificação.

IMG_20191013_105503.jpg

IMG_20191013_105324.jpg

No capítulo dos Séniores a equipa das LEBRES E TARTARUGAS esteve brilhantemente representada pelo Pedro Antunes que encarou esta corrida como mais um treino para a sua tão desejada estreia numa Meia-maratona. No próximo fim de semana o Pedro vai participar na Meia Maratona com partida na Ponte Vasco da Gama e chegada ao Terreiro do Paço onde se juntará com os participantes na prova da Maratona.

 

Corridas de dez quilómetros em Lisboa são habitualmente muito concorridas. Não foi o caso da Corrida Club Millenniumbcp. A existência de muitas provas, e o aproximar da Luso Meia Maratona, talvez tenham contribuído para a fraca adesão que se verificou.

 

O traçado também não era muito interessante com os atletas a passarem três vezes no mesmo local. Por outro lado, a zona de Meta, onde se inicia e termina a corrida era muito estreita provocando alguns atropelos.

 

O nosso Atleta Pedro Antunes cumpriu com um tempo dentro das suas expectativas e com o pensamento na grande corrida do próximo domingo.

 

A meteorologia deu alguma ajuda já que as previsões apontavam para chuva por volta das dez da manhã, o que não se verificou. Em contrapartida os atletas tiveram de suportar, e contrariar, um vento forte e frio. Do mal o menos.

 

Parabéns aos Atletas das LEBRES E TARTARUGAS do clã Antunes que, uma vez mais, ligaram o nosso nome a mais uma prova de atletismo.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: EMILIANO VIEIRA (Belém Runners): 0:31:52

 Atletas que concluiram a Prova: 603

AtletasDorsalEscalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo OficialTempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes361M0034527º81º1:03:021:02:096:13  9,65

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Outubro

  • 13 - Corrida Clube Millenniumbcp (Lisboa)- 10 Km
  • 20 - Luso Meia Maratona (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 20 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:35

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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019

CORRIDA DO TEJO

Escrevo esta crónica no dia 28 de Setembro de 2019 dia em que o meu filho André Catela completa 24 anos e foi precisamente neste mesmo dia mas em 2008 quando ele completou 13 anos que a aventura das corridas começou para mim. Naquele dia numa brincadeira o padrinho do André o nosso tartaruga Frederico Sousa inscreveram-me na Corrida do Tejo, mal sabia eu que o bichinho das corridas ia ficar e assim desde aquela data até à aos dias de hoje foram mais de 300 corridas de diversas distâncias.
Na corrida do Tejo faço sempre questão de participar pelo simbolismo que representa e foi assim que pela 12ª vez seguida estive presente na sua 39ª edição na companhia do Frederico Sousa.
A temperatura embora um pouco abafada estava agradável comparativamente a anos anteriores em que o calor esteve presente com mais intensidade.
Nos últimos anos a organização decidiu dividir a partida por vagas acabando com a confusão que era antigamente a partida devido ao elevado número de participantes.
O percurso foi igual ao das edições anteriores ao longo da marginal entre Algés e Oeiras.
A organização foi inovadora nas T.Shirts aos quadrados azuis e brancos que inundaram a marginal.
Depois de terminada a prova regressei a correr de forma relaxante em sentido inverso até ao meu carro estacionado em Algés e sinceramente soube-me ainda melhor que a corrida propriamente dita.
E assim para mim e para o meu companheiro Frederico ficaram completos 12 anos seguidos de corridas.

[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedor: PEDRO SALDANHA (SCP): 0:32:14

 Atletas que concluiram a Prova: 7983

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 4146 V55M
1672º
89º 0:50:36 0:50:25 5:03  11,90
Frederico Sousa 6303 V55M 3579º 218º 0:58:36 0:57:50 5:47   10,37

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Setembro

  • 7 - Meia Maratona de S. João das Lampas - 21,0975 Km
  • 15 - Corrida da Linha Médis (Oeiras/Cascais) - 10 Km
  • 22 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 15:20

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