Domingo, 3 de Maio de 2020

CORRIDA DO 1º DE MAIO 2020

A tradição ainda é o que era. E a Corrida do 1º de Maio é uma tradição no calendário de provas da equipa das LEBRES E TARTARUGAS, porventura uma das provas maiores, senão a maior mesmo.

 

Devido à Pandemia que se abateu de uma forma generalizada não só em Portugal como no mundo inteiro, todos as manifestações desportivas foram canceladas não se sabendo mesmo quando serão retomadas.

 

Mas nem sempre nos conformamos com os acontecimentos. Assim se a verdadeira Corrida do 1º de Maio foi anulada lançámos mãos à obra e tratámos de encontrar uma alternativa para, à nossa maneira, celebrar o dia internacional dos trabalhadores. Assim decidimos organizar nós próprios uma Corrida do 1º de Maio. Mas, derivado do actual Estado de Emergência, as pessoas não se poderiam deslocar durante este fim de semana prolongado para outros concelhos fora do da sua zona de residência sem uma justificação aceite pelas autoridades o que constituía um sério revés à reunião dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS.  Foi então que nasceu a ideia de organizar uma corrida na qual cada um dos atletas teria de cumprir a mesma distância mas em locais diferentes pertencentes ao seu Concelho de residência.

 

Amadurecida a ideia, na segunda-feira tratei de convocar todos os membros das LEBRES E TARTARUGAS para a nossa Corrida do 1º de Maio. O WhatsApp foi a ferramenta escolhida, numa fase em que todos comunicam à distância através de uma qualquer plataforma. 

 

Parar é morrer. Por isso temos de manter alguma actividade. A Corrida do 1º de Maio é um dos pontos altos, senão o mais alto, de cada época desportiva das LEBRES E TARTARUGAS. Assim proponho a todos participar na Corrida do 1º de Maio de 2020. Só que com algumas alterações. A organização é nossa e a distância passa dos habituais 15 Km para 10Km. Proponho então que, embora fisicamente separados, corramos juntos na próxima sexta-feira a nossa Corrida do 1ºMaio. A hora de partida é às dez da manhã, cada um no seu concelho de residência. A chamada far-se-á por WhatsApp cinco minutos antes. À dez horas certas cada um parte para o seu percurso e, no final, coloca no WhatsApp o tempo realizado. A classificação oficial será a do desempenho de cada um. Prémios não haverá. Mas teremos direito a crónica no nosso blogue. Devemos tirar uma "selfie" devidamente equipados para construir a fotografia de grupo. Todos podem participar mesmo quem está mais distante, como em terras de Sua Majestade. Alinham?

 

O desafio estava lançado. Só restava aguardar pela adesão dos nossos atletas. E a maioria respondeu afirmativamente. Mesmo o Gonçalo Sousa, o tal residente no Reino Unido, decidiu alinhar no nossa iniciativa. Mas como trabalha no dia 1 de Maio comprometeu-se a realizar a sua prova só no final da tarde. À última hora ainda tivémos mais duas adesões surpresa:

 

  • Paula Ferreira dos Santos - acompanhando o Frederico
  • Georg Waldshütz - Tartaruga residente nos EUA.

Para aumentar a originalidade desta nossa Corrida do 1º de Maio de 2020 cada um dos atletas iria realizar a sua prova em concelhos diferentes:

 

  • Carlos Gonçalves - concelho do Seixal
  • Carlos Teixeira - concelho de Oivelas
  • Frederico Sousa - concelho de Sintra
  • João Valério - concelho de Lisboa
  • Gonçalo Gonçalves - concelho de Almodôvar
  • Gonçalo Sousa - Londres
  • Paula Santos - concelho de Sintra
  • Georg Waldschütz -  Washington DC

 

Apesar de ser uma prova alternativa foram criados dorsais para cada um dos atletas. Mas, como alguns não tinham possibilidade de imprimir o respectivo dorsal, foi deliberado que não era obrigatório correr com o identificativo da prova. Aliás os dorsais seriam montados posteriormente nas fotografias que cada um tinha de colocar no grupo de WhatsApp das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Substituindo o habitual "briefing" foi enviado de véspera aos atletas participantes um conjunto de informações bastante úteis e que, de alguma forma, cumprisse o espírito das corridas.

Uma vez mais recorremos ao popular WhatsApp.

Atletas. Segue um conjunto de informações para a nossa Corrida do 1º de Maio 2020. Amanhã, às 9H45, cada um deve assinalar por WhatsApp a sua presença e apresentar a sua "selfie", ou foto tirada por alguém. Conforme informação anterior a distância oficial é de 10 Km. No final cada um regista o seu tempo e publica-o nosso grupo de WhatsApp. Mesmo que façam mais do que a distância definida basta indicarem o tempo à passagem dos dez quilómetros.

 

No dia da prova, cerca de  quinze minutos antes da hora de partida, foi feita uma chamada colectiva envolvendo os quatro atletas residentes na zona da Grande Lisboa. Pouco antes já o Gonçalo Gonçalves marcava presença.

 

Às dez horas em ponto cada atleta iniciou o seu "contra-relógio" individual. Todas as provas tiveram perfis diferentes. Umas mais planas do que outras e até houve quem tivesse optado por uma Corrida de dez quilómetros em ambiente de Trail. Que inveja Frederico...

 

À medida que cada um terminava a sua prova colocava de imediato no WhatsApp o tempo realizado. O tempo era o menos importante. Uns atingiram, outros ultrapassaram mesmo, a suas expectativas. Outros talvez nem tanto. Uma coisa é certa. Correr sózinho é normalmente um obstáculo a conseguirem-se bons ritmos. Falta-nos a proximidade com outros atletas.

 

Ao final da tarde é a vez do Gonçalo Sousa cumprir a sua participação na Corrida do 1º de Maio de 2020. Algumas horas mais tarde o Georg dá por concluída sua prestação.

 

Foi um êxito. A originalidade da nossa corrida foi premiada. O nosso principal objectivo foi plenamente conseguido. Uma experiência a repetir.

 

Estes são os nossos heróis que acederam a fazer história na História das LEBRES E TARTARUGAS.

Equipa 1º de Maio.jpg

Obrigado a todos

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedores:

  • Carlos Gonçalves
  • Carlos Teixeira
  • Frederico Sousa
  • João Valério
  • Gonçalo Sousa
  • Gonçalo Gonçalves
  • Paula Santos
  • Georg Waldschütz

E todos tiveram direito às suas Medalhas "Virtuais" Medalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpg

 

Atletas que concluiram a Prova: 8

Atletas Dorsal Tempo Líquido

Ritmo (min/Km)

Carlos Gonçalves

001 1:04:26 6:26

Carlos Teixeira

002 0:57:38 5:46

FredericoSousa

003 1:17:29 7:45

João Valério

004 0:56:16 5:37
Gonçalo Sousa 005 0:56:00 5:36 
Gonçalo Gonçalves 006 0:54:59 5:30
Paula Santos 007 1:17:29 7:45
Georg Waldschütz 008 0:55:31 5:31

 

Translation to English

 

Tradition is still what it was. And the May 1st Race is a tradition in the race calendar of the LEBRES E TARTARUGAS team, perhaps one of the biggest, if not the biggest, races.

 

Due to the pandemic that has befallen in a generalized way not only in Portugal but worldwide, all sporting events have been cancelled not knowing even when they will resume.

 

But we don't always settle for events. So if the real May 1st Race was cancelled, we'd get to work and find an alternative to celebrate international workers' day in our own way. So we decided to organize a May 1st Race ourselves. But, derived from the current State of Emergency, people could not move during this long weekend to other municipalities outside of their area of residence without a justification accepted by the authorities which constituted a serious setback to the meeting of the athletes of LEBRES E TARTARUGAS.  It was then that the idea of organizing a race was born in which each of the athletes would have to meet the same distance but in different places belonging to their municipality of residence.

 

Matured the idea, on Monday I tried to summon all the members of the LEBRES E TARTARUGAS for our Race of the 1st of May. WhatsApp was the tool of choice, at a stage when everyone communicates remotely through any platform.

 

To stop is to die. So we have to keep up some activity. The May 1st Race is one of the highlights, if not the highest, of each sporting season of LEBRES E TARTARUGAS. So I propose you all participate in the May 1, 2020 Race. Only with a few changes. The organization is ours and the distance goes from the usual 15 km to 10Km. I propose then that, although physically separated, we run together next Friday our Race of the 1st May. The departure time is at ten in the morning, each in your county of residence. The call will be made by WhatsApp five minutes before. At the right ten hours each one leaves for its route and, in the end, puts in WhatsApp the time made. The official ranking will be that of each one's performance. Prizes won't be. But we will be entitled to chronicle on our blog. We should take a selfie properly equipped to build group photography. Everyone can participate even those who are farther away, as in His Majesty's lands. Line?

 

The challenge was launched. All that remained was to wait for our athletes to come. And most answered affirmatively. Even Gonçalo Sousa, the one resident in the United Kingdom, decided to align in our initiative. But as he works on 1 May he undertook to hold his test only in the late afternoon. At the last minute we still had two more surprise memberships:

 

  • Paula Ferreira dos Santos: participant accompanying Frederico
  • Georg Waldshütz - Turtle resident in the USA.

To increase the originality of our Race of May 1, 2020 each of the athletes would hold their race in different municipalities:

 

  • Carlos Gonçalves, municipality of Seixal
  • Carlos Teixeira, municipality of Oivelas
  • Frederico Sousa, municipality of Sintra
  • João Valério, lisbon municipality
  • Gonçalo Gonçalves, municipality of Almodôvar
  • Gonçalo Sousa - London
  • Paula Santos, municipality of Sintra
  • Georg Waldschütz -  Washington DC

 

Despite being an alternative test, backs were created for each of the athletes. But, as some were not able to print the respective dorsal, it was decided that it was not mandatory to run with the identification of the test. In fact, the backs would be mounted later on the photographs that each had to put in the WhatsApp group of LEBRES E TARTARUGAS.

 

Replacing the usual "briefing" was sent the day before to the participating athletes a set of very useful information that somehow fulfilled the spirit of the races.

Once again we resort to the popular WhatsApp.

Athletes. Here's a set of information for our May 1st 2020 Race. Tomorrow at 9:45 am, each one must signal by WhatsApp his presence and present his "selfie", or photo taken by someone. According to previous information the official distance is 10 Km. In the end each one records his time and publishes it our WhatsApp group. Even if they do more than the defined distance, just indicate the time to the passage of the ten kilometres.

 

On the day of the race, about fifteen minutes before the time of departure, a collective call was made involving the four athletes residing in the Greater Lisbon area. Shortly before, Gonçalo Gonçalves was present.

 

At ten o'clock sharp each athlete started his individual "time trial". All the evidence had different profiles. Some flatter than others and even some had opted for a Ten-kilometre Race in a Trail environment. What envy Frederico...

 

As each one finished his test he immediately put the time taken on WhatsApp. Time was the least important. Some have reached, others have even exceeded their expectations. Others maybe not so much. One thing's for sure. Running alone is usually an obstacle to getting good rhythms. We lack proximity to other athletes.

 

At the end of the afternoon it is the turn of Gonçalo Sousa to fulfill his participation in the Race of the 1st of May 2020. A few hours later Georg completes his performance.

 

It was a success. The originality of our race has been awarded. Our main objective has been fully achieved. An experiment to repeat.

 

These are our heroes who have come to make history in the history of LEBRES E TARTARUGAS.

Equipa 1º de Maio.jpg

And everyone was entitled to their "Virtual" Medals Medalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpgMedalha.jpg

 

Thank you all

[Carlos Gonçalves Chronicle]

 

Winners:

  • Carlos Gonçalves
  • Carlos Teixeira
  • Frederico Sousa
  • João Valério
  • Gonçalo Sousa
  • Gonçalo Gonçalves
  • Paula Santos
  • Georg Waldschütz

Athletes who completed the race: 8

Atletas Dorsal Net Time

Pace (min/Km)

Carlos Gonçalves

001 1:04:26 6:26

Carlos Teixeira

002 0:57:38 5:46

FredericoSousa

003 1:17:29 7:45

João Valério

004 0:56:16 5:37
Gonçalo Sousa 005 0:56:00 5:36 
Gonçalo Gonçalves 006 0:54:59 5:30
Paula Santos 007 1:17:29 7:45
Georg Waldschütz 008 0:55:31 5:31
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:05

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2020

UM ADVERSÁRIO ESCONDIDO

A declaração do Estado de Emergência veio condicionar fortemente a nossa mobilidade só nos sendo permitido sair de nossa casa para assegurar um conjunto de tarefas bem definidas: ir comprar comida ou medicamentos, tratar de alguém ou ir para o nosso local de trabalho quando o mesmo não possa passar a ser feito a partir de casa.

 

E nós desportistas, mesmo que amadores, como vamos fazer para tentar manter alguma forma física e assegurar bons níveis da nossa sanidade mental?

 

No meio do cenário actualmente tão restritivo, eis que se nos abre uma Porta, ou uma Janela de Oportunidade termo tão na moda. Além de poder sair de casa para passear o cãozinho também é possível às pessoas virem até à rua, sem se afastarem, muito para correr ou fazer uma caminhada desde que o façamos em isolamento e guardando as “distâncias de segurança”. Podemo-nos dar por felizes com esta abertura nas regras do confinamento numa altura em que todas as provas desportivas têm vindo a ser canceladas pelo que a nossa margem de manobra diminuiu substancialmente.

 

Correr só por correr não chega. Numa primeira fase talvez. Mas, se quisermos que a prática desportiva seja duradoura, temos de juntar alguns objectivos. Daí a nossa regular participação em corridas competitivas das muitas que têm proliferado nos últimos anos. 

 

Qualquer atleta quando participa numa corrida de cariz competitivo, seja amador ou profissional, estabelece sempre alguns objectivos que pode controlar facilmente ao longo da prova.

Se quer terminar com uma boa classificação dentro das suas reais capacidades só tem de se preocupar com os seus adversários directos e não os perder de vista.

Se tem como objectivo uma determinada marca de tempo só tem de controlar o relógio que tem no seu pulso.

Se a sua principal preocupação é terminar a corrida, cumprindo a totalidade da distância, só tem de olhar para Meta que está lá bem longe mas que se torna cada vez mais visível à medida que vamos avançando nos quilómetros.

 

Simples, muito simples.

 

Só que neste momento temos um adversário a vencer e com uns nomes profundamente estranhos:  Corona Vírus, SARS-COV-2, ou Covid 19. Sabemos quem ele é, que existe e quais as suas forças. Só não ainda descobrimos quais são as suas fraquezas. E também não sabemos onde ele está em cada fase desta nossa competição. É um adversário invisível. É um adversário escondido. É um adversário que muda de "fato" constantemente tornando ainda mais complicado detectá-lo e munirmo-nos das armas mais eficazes. Não queremos que esta competição seja uma luta desigual. Mas temos de "ver" o rosto do nosso adversário e poder adoptar a táctica mais adequada. Cada um com as suas armas. E nós, desportistas, temos uma grande arma que se pode revelar decisiva na luta que agora travamos: persistência, resistência e crença de que a vitória está ao nosso alcance. Nunca desistir é o nosso lema.

 

Também não me atrevo a subscrever as palavras do Presidente da Repúlbica do Brasil segundo o qual o nosso passado de desportista nos torna imunes a este vírus. Não estamos. Apenas estamos mais bem preparados e dispostos para a luta. Mas podemos, ao virar de uma esquina, também ser contagiados.

 

Vamos vencer mais esta corrida e, no fim, celebrá-la-emos com maior satisfação. Com a satisfação inerente à vitória mas também com a satisfação de que voltaremos à normalidade.

 

E, um dia destes, vamos reencontrar caras conhecidas numa qualquer corrida em que participemos.

 

Força a todos. Já passámos por várias adversidades que foram apenas isso. Nunca desistimos e não é agora que desistiremos.

 

Ânimo!

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:50

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Terça-feira, 10 de Março de 2020

CORRIDA DOS SALESIANOS

Algumas horas após um belo jantar de confraternização dos Lebres e Tartarugas organizado pelo tartaruga Frederico de Sousa, realizou-se a 5ª edição da corrida dos salesianos, com a participação de Carlos Teixeira e Frederico Sousa.

 

Os atletas apresentavam-se bem dispostos mas ainda um pouco pesados com a comida e bebida da véspera.

 

O tempo estava muito bom uma manhã a anunciar a Primavera, para o Frederico já muito calor.

 

Os atletas fizeram um curto aquecimento excecionalmente por iniciativa do Frederico.

 

A corrida iniciou-se  dois minutos após as 10h com um pelotão de mais de 1.000 participantes.

 

O percurso desta prova já foi  percorrido por muitas e muitas vezes pelos elementos dos Lebres e Tartarugas com início e chegada na Praça do Império em Belém, os primeiros 2 kms passaram-se entre Belém e Algés, de seguida 5km entre Algés e Alcântara e por fim o retorno de Alcântara até à meta.

 

Trata-se de uma prova totalmente plana, boa para quem pretende bater records na distância de 10kms.

 

De salientar o elevado e despropositado preço das inscrições, os atletas que só à última hora resolveram participar tiveram que pagar 18€.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: CARLOS CARDOSO (GFD Running): 0:32:15

 Atletas que concluiram a Prova: 1161

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 1299 M5559 733º 61º 0:57:45 0:56:58 5:42 10,53
Carlos Teixeira 1303 M5559 477º 35º 0:52:02 0:51:16 5:08 11,7

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 08:59

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Quarta-feira, 4 de Março de 2020

CORRIDA DAS LEZÍRIAS

A manhã acordou cinzenta e a prometer chuva pelo que à saída de casa estava um pouco preocupado com o estado do piso nas Lezírias.

 

Ao longo do caminho foram caindo algumas pingas tímidas apesar de as nuvens prometerem muita chuva.

 

Cheguei a Vila Franca de Xira cinco minutos antes das nove o que me permitiu atravessar a Vila com tranquilidade e estacionar no parque de estacionamento habitual junto à bomba de gasolina da Galp.

 

Depois de 30 minutos na preguiça dentro do carro dirigi-me para o local da corrida fazendo um aquecimento em corrida de um km debaixo de uma chuvinha miudinha.

 

Passados alguns minutos de ter chegado ao local da corrida participei no animado aquecimento proporcionado pela organização.

 

Às 10h e com a presença de apenas um Lebre e Tartaruga (Carlos Teixeira) iniciou-se a 25ª edição da corrida das Lezírias.

 

Após os primeiros 1,5 kms começou-se a subir até meio do tabuleiro da ponte de Vila Franca, sendo que atingimos as Lezírias ao Km 3,2.

 

Nas lezírias entre o Km 3,2 e Km 7,8 correu-se muito bem sem qualquer problema provocado pela chuva da véspera e da manhã.

 

Durante a corrida a chuva apenas apareceu no Km 4 e com pouca intensidade.

 

Do km 7,8 até ao Km 11,4 foi para mim a parte mais difícil da corrida ainda dentro das lezírias o piso estava pesado, tinha muita pedra e ervas altas.

 

A última dificuldade ocorreu entre o Km 12 e o Km 12,8 em nova passagem pela ponte no regresso ao centro de Vila Franca.

 

Alguns metros depois de cortar a meta e ainda a regularizar a respiração apareceu-me um microfone à frente da organização onde fiz alguns comentários sobre a corrida.

 

Até 2021!

[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedor: EMILIANO VIEIRA (Run Tejo - CM Socks): 0:52:03

 Atletas que concluiram a Prova: 1398

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 1329 M5559 627º 47º 1:19:50. 1:19:14 5:07 11,74

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 09:07

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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Esta é uma prova em que os Lebres e Tartarugas estão sempre representados, nesta edição devido a lesões e férias carnavalescas apenas participou o Carlos Teixeira

 

Cerca das 8.30 o atleta saiu de casa em direção à Costa da Caparica, sendo que às 8.55 já estava a estacionar junto à pastelaria Copacabana em pleno centro da vila.

 

Junto à praia seguiu-se um curto período de "Warm-Up" debaixo de uma temperatura primaveril mas com alguma brisa.

 

O percurso igual ao das duas edições anteriores corre-se em grande parte aproximadamente 4,5 Km na avenida principal da vila e mais ou menos 3 km junto à praia, parte mais bonita e agradável da prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: LUÍS MARGARIDO (Vitória Futebol Clube): 0:32:20

 Atletas que concluiram a Prova: 1213

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 1053 M5564 448º 44º 0:50:59 0:50:23 5:02 11,91

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 12:23

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MEIA MARATONA DE CASCAIS

Durante uma série de anos esta prova denominou-se os "20 KM de Cascais" e disputava-se sempre no Domingo de Carnaval, incluindo um concurso de máscaras para os atletas que corriam mascarados.

 

Nos últimos 3 anos foi promovida a meia-maratona e já não coincide com o Domingo de carnaval, no entanto alguns concorrentes ainda se mascaram e mais uma vez lá estava o atleta vestido de vaca.

 

Como é hábito os atletas dos Lebres e Tartarugas encontraram-se na famosa estátua do rei D.Pedro I em frente à Câmara de Cascais.

 

Ao contrário dos atletas Carlos Teixeira e João Valério que fizeram alguns passos de corrida e alongamentos antes da corrida, o Frederico de Sousa permaneceu sentado num banco a refletir sobre a corrida.

 

A prova disputou-se debaixo de uma temperatura espetacular e no Guincho excecionalmente não houve vento.

 

O percurso foi igual ao do ano anterior com partida e chegada em frente ao Hotel Baía.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Individual): 1:06:09

 Atletas que concluiram a Prova: 2502

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 2057 V55 1221º 73º 1:52:09 1:51:52 5:18 11,32
Frederico Sousa 2198 V55 2214º 152º 2:17:36 2:15:16 6:25 9,36
João Valério 2453 V65 1728º 25º 2:01:55 1:59:15 5:39 10,62

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 12:10

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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2020

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

A corrida do Fim da Europa é uma das corridas que os Tartarugas querem sempre participar por ser uma das mais bonitas que se disputa em Portugal. Infelizmente um dos maiores admiradores da prova o nosso tartaruga Carlos Gonçalves ainda a recuperar da sua lesão no joelho não pode participar, nesta que foi a edição número 30. Não temos dúvidas que com a força de vontade do Carlos ele estará presente na edição 31. Apesar de gostarmos muito da prova, há 3 aspetos importantes a considerar sempre que participamos nela e que são: as condições atmosféricas, a logística e a predisposição mental para enfrentar as subidas que o percurso apresenta. Todos os fatores acabaram por correr bem, a temperatura apesar de fresca estava muito agradável e o vento fez gazeta felizmente, graças à Tartaruga Frederico Sousa que levantou os dorsais e na véspera da prova colocou uma viatura perto da meta também as dificuldades logísticas foram ultrapassadas, por fim os representantes nesta prova dos Lebres e Tartarugas, Frederico Sousa, Carlos Teixeira e João Valerio estavam com muito boa disposição sem particular preocupação com as subidas. De salientar a tartaruga João Valerio que apesar de participar em poucas provas faz sempre resultados muito positivos como foi mais uma vez o caso nesta prova. O percurso foi mais uma vez o mesmo mas neste caso não importa muito aos concorrentes, por ser muito bonito e desafiante. Em 2021 esperamos todos os Tartarugas estar novamente presentes.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor:LEONARDO COELHO (Clube de Atletismo de Sintra): 0:58:15,877

 Atletas que concluiram a Prova: 2228

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa  139 M55 1740º 87º 1:50:48,233 1:49:50,086 6:29 9,26
Carlos Teixeira 140 M55 938º 42º 1:33:33,233 1:32:35,756 5:28 10,98
João Valério 200 M65 1234º 208º 1:39:02,710 1:38:04,317 5:47 10,37

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:37

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Domingo, 5 de Janeiro de 2020

SÃO SILVESTRE LISBOA

Com a participação na 12ª edição da São Silvestre de Lisboa os Lebres e Tartarugas fecharam mais um ano de corridas.

 

A representação teve a cargo de Gonçalo Sousa, Frederico Sousa, Paula (uma estreia) e Carlos Teixeira.

 

No meu caso tratou-se da 12ª participação consecutiva.

 

Verificou-se uma participação massiva de atletas que encheu a Avenida da Liberdade, tendo completado a prova mais de 10.000 atletas.

 

Antes da prova foi cantado a exemplo do ano anterior o hino de Portugal.

 

Por diversas razões esta prova é já uma das mais importantes que se disputa na capital e arredores, provavelmente já só é batida pela corrida do Tejo.

 

O ambiente antes da prova era excelente ajudado pelas boas condições climatéricas.

 

O percurso manteve-se igual ao das últimas edições.

 

Os primeiros kms foram muito difíceis de percorrer devido ao aglomerado de atletas mais o elevado número de pessoas que transitava nas ruas onde decorreu a prova principalmente entre a Avenida da Liberdade e o Terreiro do Paço.

 

Como sempre os pontos antagónicos da corrida situaram-se na dificuldade de subir a Avenida (penúltimo Km) e no prazer de a descer (no último km) para quem ainda tinha forças.

 

O ano de 2019 marcou a participação pela primeira vez dos Lebres e Tartarugas numa Maratona fora de Portugal (Sevilha), infelizmente também ficou marcado pela lesão do nosso grande atleta e principal redator deste blog Carlos Gonçalves.

 

Para todos um bom ano de 2020 e que o nosso Carlos Gonçalves volte em grande!!!!

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor:ADEL MACHAAL (New Balance): 0:29:08

 Atletas que concluiram a Prova: 10110

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira  4013 V55 2490º 145º 0:51:05 0:50:32 5:03 11,87
Paula 4014 ---- 9081º ---- 1:20:57 1:14:05 7:25 8,10
Frederico Sousa 4255 V55 9082º 435º 1:20:57 1:14:06 7:25 8,10
Gonçalo Sousa 5779 SEN 5139º 4558º 0:56:27 0:55:40 5:34 10,78

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - São Silvestre Baía do Seixal - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:00

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SÃO SILVESTRE BAÍA DO SEIXAL

Nesta fase final do ano proliferam, um pouco por toda a parte, as Corridas São Silvestre que assinalam o encerramento do ano civil desportivo. É a oportunidade para fazer alguma dieta seja para precaver os desvarios alimentares que aí vêm, quando as corridas se realizam antes do Natal, ou para queimar as calorias extra adquiridas na Consoada ou no Jantar do dia 25 de Dezembro.

 

Quase todos os anos surgem novas Corridas São Silvestre. EM 2018 realizou-se a primeira edição da São Silvestre Baía do Seixal a qual passou um pouco despercebida aos atletas das LEBRES E TARTARUGAS que, habitualmente, “fecham” o ano na homónima prova de Lisboa.

 

Neste ano de 2019 o nosso atleta Pedro Antunes, por não poder estar presente na corrida de Lisboa, arranjou uma alternativa inscrevendo-se na São Silvestre Baía do Seixal. E não participou sozinho. Inscreveu também o seu filho Afonso, o nosso atleta mais novo, numa das provas destinada às crianças.

 

Pai e Filho carregaram sobre os seus ombros a glória de representarem a equipa das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Ao final da tarde, por sinal bastante fria mas ausente de chuva, juntaram-se inúmeros atletas mesmo em frente à Baía do Seixal para participarem e conviverem na prova que escolheram.

 

Pelas cinco da tarde dá-se início às diferentes corridas para os mais pequenitos.

 

O nosso Afonso iria participar na corrida de cem metros destinada aos atletas entre os quatro e os seis anos. Sem quaisquer preconceitos ou vergonha, alinhou à partida para a sua corrida. Mal soou o tiro de partida entrou “com tudo”. Era o mais novo de todos os atletas participantes pelo que a sua tarefa era muito difícil. Mas deu o máximo de si pelo que orgulhosamente recebeu e ostentou no final a medalha que lhe era devida. Temos Atleta para o futuro.

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Meia hora mais tarde foi a vez do Pedro entrar em actividade na prova de carácter competitivo na distância de dez quilómetros. Os vários atletas foram agrupados segundo os tempos previsíveis.

 

O Padrinho da Corrida era o consagrado Paulo Guerra que fez questão de não só dar a partida mas também de proferir algumas palavras de ânimo e de incentivo para todos os presentes.

 

Uma corrida de dez quilómetros é, normalmente, bastante rápida pelo que os atletas têm de dar o máximo do princípio até ao fim. Depois de ouvido o tiro de partida todos se lançaram rumo ao topo da Baía do Seixal. Em determinado momento fazem uma inversão do percurso para se dirigirem ao Seixal passando pela “Aldeia de Natal” instalada dentro da zona histórica desta simpática Vila e Sede de Concelho.

 

Sensivelmente a meio da corrida voltam a passar pelas imediações da zona da partida em direcção à Cidade da Amora. Nova inversão de percurso tendo como objectivo “galgar” os últimos quilómetros até atingirem a tão desejada meta.

 

O Afonso aguardava ansiosamente pela chegada do Pai. Mal o viu foi logo ao seu encontro após ter cortado a meta.

IMG-20191221-WA0007.jpg

Foi mais uma participação de atletas das LEBRES E TARTARUGAS que levaram bem alto o nome da nossa equipa.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: PLÁCIDO JESUS (Run Tejo - CM Socks: 0:31:55

 Atletas que concluiram a Prova: 810

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes
 
1541 M0034 7624º 94º 1:08:07 1:07:22 6:44 8,91

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 21 - São Silvestre Baía do Seixal - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 16:12

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Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2019

GRANDE PRÉMIO DO NATAL

Pela sexagésima segunda vez disputou-se o Grande Prémio de Natal uma das provas mais antigas que se disputa em Portugal.

 

A logística da prova não é muito fácil dado que a partida é no Hospital da Luz e a chegada nos Restauradores.

 

Os tartarugas estiveram representados apenas pelo Carlos Teixeira e o Frederico Sousa ao contrário de alguns anos atrás em que participaram diversos tartarugas.

 

Os dois tartarugas encontraram-se na estação do Rossio e de seguida apanharam o metro na estação dos Restauradores com destino à do Colégio Militar.

 

Entre o Colégio Militar e a partida foi tempo de colocar a conversa em dia já não se fala muito da corrida, isso era noutros tempos e tão pouco houve a fotografia da praxe.

 

O percurso não sofreu alterações em relação aos últimos 3 anos, mas é mais difícil do que no passado nomeadamente os primeiros dois Kms.

 

A corrida é sempre percorrida com a ansiedade de chegar ao Saldanha, porque a partir daí é sempre a descer até à meta.

 

Os dois tartarugas completaram a prova de acordo com as suas atuais possibilidades e agora falta a S. Silvestre para acabar mais uma ano de corridas.

 

Feliz Natal para todos os Lebres e Tartarugas

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: SAMUEL BARATA : 0:29:37

 Atletas que concluiram a Prova: 4268

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 2598
Vet 55 Masc
2696º
2249º
0:58:38
0:56:55
5:41
10,54
Carlos Teixeira
 
2599 Vet 55 Masc 1434º 1310º 0:49:50 0:49:00 4:54 12,24

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:36

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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

MEIA MARATONA DOS DESCOBRIMENTOS

Realizou-se mais uma edição da Meia Maratona dos Descobrimentos a sétima.

 

Trata-se de mais uma prova onde os Tartarugas estiveram representados  em todas as edições.

 

Dadas as caraterísticas do percurso  (100 % plano) e a altura do ano em que ocorre é uma meia maratona do agrado da maioria dos atletas.

 

De facto esta prova estando em boa forma pode servir para quebrar records da distância para os mais ambiciosos ou para percorrer a distância pela primeira vez para quem se inicia na meia maratona.

 

Os Lebres e Tartarugas estiveram representados pelos seguintes atletas: Carlos Teixeira, Frederico Sousa e João Valério.

 

Antes do início da prova cada um fez a sua previsão relativamente ao tempo que iríamos fazer no final e todos fizemos mais 1 a 2 minutos que o previsto.

 

As condições climáticas foram muito boas a ameaçar chuva e a temperatura ideal 14 graus.

 

O percurso foi idêntico ao de 2018.

 

Desagradável as passagens pela Ribeira das Naus e Rossio devido ao piso empedrado com desníveis e buracos.

 

De salientar o regresso do João Valério após um longo interregno desde a sua participação na maratona de Sevilha.

 

O Frederico como sempre teve que dar nas vistas e chegou a frente de um pelotão de aproximadamente 25/30 militares.

 

O Carlos Teixeira está a precisar de dar descanso às suas pernas dado estar a ressentir-se da participação quase seguida em duas maratonas.

 

Seguem-se agora duas provas para relaxar e celebrar o Natal e a mudança de ano .

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (GFD Running): 1:09:25

 Atletas que concluiram a Prova: 2528

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 1246
M5559
2215º
119º
2:14:37
2:13:09
6:19
9,51
João Valério
1581
M6599
1948º
30º
2:05:15
2:03:46
5:52
10,23
Carlos Teixeira
 
2372 M5559 1298º 62º 1:52:50 1:51:23 5:17 11,36

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Dezembro

  • 8 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa)- 21,0975 Km
  • 15 - GP do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 15:51

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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019

CORRIDA EM VICTORIA PARK

Numa deslocação relampago fui visitar o meu filho emigrado a Londres tendo-o desafiado a participar numa corrida.... ou terá sido ao contrário - fui fazer uma corrida a Londres tendo aproveitado para visitar o meu filho Gonçalo.

 

Mmmmmmmmmmmm, fica a dúvida.

 

Chegado de véspera às luxuosas novas instalações do seu filho nem tempo tive de apreciar as vistas. Direitinho para uma cama que por acaso não estava lá muito direita.

 

Mas um bom atleta é assim - à prova de bala.

 

No Sábado uma alvorada de madrugada presenteada por um belo pequeno almoço preparado pelo Gonçalo.

 

Face à anterior experiência de corrida em terras de Sua Majestade foi dada muita atenção ao desenvolvimento gastrointestinal, preparando adequadamente a participação na corrida sem inesperadas pressões.

 

Deslocação ao Victoria Park por autocarro, trajecto este cuidadosamente controlada pelo Gonçalo.

Foi curioso voltar a andar no andar de cima de um autocarro.

 

O tempo estava seco mas francamente frio mesmo para os parâmetros do urso polar. 

 

Chegamos ao parque onde se iria decorrer a prova tendo constatado que já tinha sido dada a partida para a meia maratona.

Corrida em Victoria Park.jpg

Levantamos os dorsais tendo o Gonçalo encontrado um colega de escola e outros amigos Portugueses que iam também participar na corrida de 10 kms. 

 

O tempo estava seco mas francamente frio mesmo para os parâmetros do urso polar. 

 

O mundo é muito pequeno e Londres está infestado de Portugueses - ainda bem!

 

Foi dada a partida às 10:05 conforme agendado tendo o Gonçalo arrancado a grande velocidade deixando o seu pai sozinho e a chorar.

 

A corrida consistia em 3 voltas ao Parque por um percurso de caminhos em cimento e essencialmente plano o que permitiu conseguirem-se tempos jeitosos para a digna representação nacional.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Vencedor: Nick Harris-Fry

Tempo: 0:32:56

 Atletas que concluiram a Prova: 519

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Gonçalo Sousa 1526 Senior Men
154º
86º
0:49:28
0:48:42
4:52
12,32
Frederico Sousa 4236 V55 286º 0:55:59 0:55:14 5:36   10,72

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Novembro

  • 3 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 17 - Corrida da Árvore (Lisboa) - 10 Km
  • 16 - Corrida em Victoria Park - 10 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:34

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Terça-feira, 19 de Novembro de 2019

CORRIDA DA ÁGUA

Disputou-se mais uma edição da corrida da água com a participação de Carlos Teixeira em representação dos Lebres e Tartarugas

Foi uma corrida da água, com muita água dado que choveu praticamente durante toda a corrida, chuva miudinha com um pouco mais intensidade nos últimos Kms

A partida foi dada com um atraso de seis minutos, segundo a organização este deveu-se à confirmação por parte da polícia das condições de segurança necessárias para a realização deste tipo de prova

O ano passado não participei nesta prova, de qualquer forma confrontando com anos anteriores o percurso manteve-se inalterável

A corrida da Água é uma corrida rápida de sobe e desce permanente ,seria excelente para bater recordes, não fosse a subida que antecede a passagem pelo Aqueduto e o Km e picos que se corre em cima do mesmo (aqui as ultrapassagens não são muito aconselháveis)

Esta é uma prova agradável de participar pela beleza do Monsanto e a passagem pelo histórico Aqueduto

Mais de 1.000 atletas participaram e completaram a prova (1.086), cuja meta estava instalada no Parque do Calhau.

[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedor: ANDRÉ COSTA (Clube de Praças da Armada): 0:33:30

 Atletas que concluiram a Prova: 1086

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 783 M5559 230º 18º 0:49:46 0:49:22 4:56   12,15

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Novembro

  • 3 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 17 - Corrida da Árvore (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:13

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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2019

MARATONA DO PORTO

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O primeiro percalço da minha participação na 16ª maratona do Porto aconteceu dois dias antes, quando não consegui encontrar a t-shirt com que corri em 2012 a minha primeira maratona; precisamente no Porto e com a qual tinha corrido nos últimos sete anos as diferentes edições desta prova.

Após ter desistido de procurar a T-Shirt e selecionado uma alternativa e após um almoço em casa relaxante segui aproveitando o feriado do dia 01.11 para a cidade invicta.

Depois de um final de tarde e noite agradáveis no Porto e de uma manhã de Sábado retemperadora desloquei-me à famosa e carismática Alfândega do Porto para levantar o dorsal 5826; este é sempre um momento especial para quem participa na prova.

O facto de ter participado 15 dias antes na maratona de Lisboa era para mim um ponto de interrogação face ao impacto que iria ter no desenrolar da minha prova.

O dia da maratona começou cedo, acordar às 6.30 de forma a apanhar o autocarro às 7.30 que me levaria ao local da partida.

Às 8h5m quando cheguei ao local da partida estava bastante frio e o tempo ameaçava chuva a organização disponibilizou chá e café quente o que ajudou a enfrentar os minutos que nos separavam da partida.

Às 9h foi dada a partida sem chuva e com um tempo fresco agradável para correr, ao contrário de Lisboa a partida não se deu por vagas, o que por um lado torna momento mais espetacular, mas por outro lado mais confusa.

O percurso não teve novidades no meu caso não gosto particularmente dos primeiros 6 km porque andamos às voltinhas e aos encontrões face ao aglomerado de atletas.

A passagem por Matosinhos é um ponto motivacional face ao calor das pessoas que estão a ver passar os atletas e os kms passam mais depressa, este ano para mim foi mais difícil para mim dado que sofri duas fortes cotoveladas de atletas estrangeiros com mais 20 cm pelo menos do que eu.

Depois da saída de Matosinhos e da passagem pela Foz aproximadamente ao km 19 passámos pela Alfândega ponto onde me cruzei em sentido contrário com os atletas que lideravam a prova.

Antes de atingirmos a Meia Maratona houve ainda a passagem pela Ribeira e pela ponte D. Luís ponto onde recebemos muito apoio popular.

Após a passagem pela meia maratona tivemos 1,5 km de empedrado que é sempre um piso difícil em qualquer prova e ainda mais nas de longa distância.

Passados os 8km corridos em Gaia foi tempo de passar novamente a ponte D. Luís e regressar ao Porto, onde ao Km 30 na descida para a ponte do freixo fui ultrapassado pela bandeira das 4 horas.

No Km 33 e depois da subida de retorno do Freixo atingimos o carismático túnel onde podemos ver quem ainda conseguir imagens do filme tempos modernos e ouvir a música alusiva ao mesmo.

Os últimos kms até atingir o 41 situado junto ao castelo do queijo foram bastante difíceis dado que as pernas começaram a ficar pesadas, à passagem do 36 quando consultava o meu relógio consegui dar uma valente queda devido a um desnível na estrada que não vi, felizmente já estou habituado enrolei-me e não sofri grandes consequências apenas alguns arranhões no braço esquerdo e nas costas.

O último km o da consagração é muito difícil quase sempre a subir, mas o calor das pessoas do norte empurra-nos para a meta.

No final tempo de receber a T-Shirt de finisher, a medalha e a cervejinha habitual.

Ficou assim completa a minha 22ª maratona a 17ª em estrada, agora é descansar e depois preparar a próxima dia 23 de Fevereiro de 2020 em Sevilha.

Dedico esta minha participação à minha companheira que me acompanhou mais uma vez nesta aventura, a todos amigos e familiares que se preocuparam com a minha prova e a todos aqueles que já correram pelos Lebres e Tartarugas.

Obrigado a todos.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: DESO GELMISA (Etiópia): 2:09:09

 Atletas que concluiram a Prova: 3804

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 5628 M55 2342º 145º 4:16:53 4:15:14 6:03   9,92

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Novembro

  • 3 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 17 - Corrida da Árvore (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Sintra Trail Monte da Lua - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 08:54

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Terça-feira, 29 de Outubro de 2019

CORRIDA DO MONTEPIO

Uma semana depois da brilhante participação de três dos nossos atletas na Luso Meia Maratona e na Maratona de Lisboa eis-nos regressados à competição. Além dos atletas que estiveram em acção no fim-de-semana passado a nossa equipa surgiu reforçada com o André Catela e com o Carlos Gonçalves. Refira-se que a inscrição deste atleta foi um pouco contra as suas próprias expectativas.

 

A braços com uma lesão no menisco interno do joelho esquerdo aguarda pela consulta com uma Ortopedista para avaliar a gravidade da lesão e saber se tem ou não de ir “à faca”. Até lá tinha indicações para ficar em repouso não devendo fazer qualquer tipo de corrida, mesmo em ritmo de treino. Apenas poderia fazer bicicleta e sem grandes exageros. No entanto este atleta habituou-se a estar sempre em grande actividade. Estar parado era quase como morrer, para o desporto, entenda-se. Assim decidiu fazer uma corrida ligeira de dez quilómetros, em ritmo de treino, uma vez por semana.

 

Na sexta-feira à noite soube pelo Pedro que nesse fim-de-semana se iria realizar a Corrida do Montepio, com uma distância de dez quilómetros. Perfeito. Assim assumiu por sua conta e risco a decisão de se inscrever naquela prova. Contrariamente ao que é habitual ainda estavam abertas as inscrições pelo que se “atirou de cabeça” para esta pequena aventura, substituindo o tal treino ligeiro que tinha programado para Domingo. É sempre mais agradável correr em companhia, e com um objectivo específico, do que sozinho.

 

A Corrida do Montepio já vai na sétima edição, sendo o Pedro o único totalista da nossa equipa.

 

Vestidos a rigor, com a camisola oficial das LEBRES E TARTARUGAS, os cinco atletas encontram-se, pelas nove e meia da manhã, em frente à entrada principal da Estação de Comboios do Rossio, a meio caminho entre a Praça do mesmo nome e os Restauradores. Tiraram a foto da praxe que iria alimentar de imediato o nosso grupo de WhatsApp.

IMG_20191027_093930.jpg

Devido ao elevado número de inscritos a organização tem decidido, à semelhança de outras corridas, escalonar os atletas em blocos de acordo com o tempo expectável para a prova. O Carlos Teixeira foi para o bloco dos Sub 50 e o seu filho André juntou-se ao Frederico na “casa” dos Sub60. O Pedro e o Carlos Gonçalves tinham lugar reservado no último bloco, o dos Mais de 60.

 

O percurso tem-se mantido praticamente inalterado ao longo dos anos. Dependente do local da Partida e da Chegada, os atletas têm de cumprir um traçado que passa invariavelmente pelo Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Avenida 24 de Julho e inversão algures quando está cumprida metade da distância. Este ano o ponto de viragem deu-se em frente ao Hospital Egas Moniz já que a Partida e a Chegada estavam programadas para a Praça D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio.

 

Às dez da manhã dá-se a partida dos mais rápidos. Com algum tempo de intervalo, e para minimizar os inevitáveis engarrafamentos, vão partindo os corredores dos diferentes blocos. Quando o Pedro e o Carlos Gonçalves passaram pela linha de partida o cronómetro já marcava mais de seis minutos.

 

Apesar das partidas diferenciadas, a descida da Rua do Ouro foi feita, mesmo assim, em ritmo muito lento com os mais rápidos a fazerem ziguezagues, por vezes até indo por cima dos passeios, para tentarem correr um pouco mais rapidamente.

Nas corridas de dez quilómetros normalmente só está previsto um abastecimento de água sensivelmente a meio da prova. Desta vez, e sem que a temperatura o justificasse muito, temos dois fornecimentos de água ao quilómetro três e no sétimo.

 

A parte mais difícil é sempre aquela junto ao rio Tejo quando o empedrado dificulta bastante o andamento.

 

Terminada a nossa corrida os cinco atletas reagrupam-se no mesmo local onde se tinham encontrado de manhã. Foi um bom treino, com competição à mistura, principalmente para o nosso Maratonista Carlos Teixeira que no próximo dia três de Novembro vai disputar a Maratona do Porto. Boa Sorte.

 

Quando se voltarão a encontrar os membros das LEBRES E TARTARUGAS não sabemos. Talvez na Corrida da Água. A última vez que o trio fundador da nossa equipa participou em conjunto numa prova foi na Corrida do 1º de Maio.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: HUGO GANCHAS (Individual): 0:31:05

 Atletas que concluiram a Prova: 3162

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação do Chip

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes 2579
M
2295º
2328º
318º
1:01:57
1:01:11
6:07
9,81
Carlos Teixeira
2851
V55
1005º
1032º
73º
0:50:06
0:49:48
4:59
12,05
André Catela
2852
M
1842º
1936º
280º
0:57:08
0:56:54
5:41
10,54
Frederico Sousa
2989
V55
1841º
1935º
134º
0:57:07
0:56:54
5:41
10,54
Carlos Gonçalves 3833 V60 2174º 1856º
94º 1:00:20 0:56:13 5:37  10,67

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Outubro

  • 13 - Corrida Clube Millenniumbcp (Lisboa)- 10 Km
  • 20 - Luso Meia Maratona (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 20 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 27 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:50

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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2019

MARATONA DE LISBOA e LUSO MEIA MARATONA

48 horas antes do início da maratona o Frederico Sousa decidiu que ia participar em substituição do Carlos Gonçalves presentemente a lutar com uma lesão no joelho esquerdo.

Dia da maratona dormia profundamente quando recebo uma mensagem do Frederico às 6.15 da manhã “ vou apanhar um comboio especial para Cascais”; pensei o atleta está mesmo empolgado.

7.10 da manhã sigo de carro para Cascais chovia bastante por um lado contente por outro apreensivo fazer a maratona toda à chuva também não estava nos meus planos.

7.40 chegada a Cascais coloco por cima do equipamento o habitual saco de plástico da 5 à Sec , mas aí já quase não chovia.

7.50 encontro-me com o Frederico à entrada do Parque Marechal Carmona tirámos a habitual foto e perguntei ao Frederico vais fazer a maratona toda e ele prontamente disse que sim o que acabou por cumprir.

7.55 Frederico envia a foto para os “Lebres e Tartarugas” diz que vai fazer a maratona sobre protesto e cada um vai para a sua zona de partida.

IMG-20191020-WA0000.jpg

8.00 Partida da 7ª Maratona Rock’ Roll pensei na altura, sou totalista fiz as sete maratonas!!!! Bem caso chegasse ao fim!!!!

Decorridos 300m olho para a minha direita e lá estava a minha Mãe na varanda da sua casa tentando ver onde estava o filho, mas apesar de lhe acenado veementemente ela não me conseguiu ver.

Na fase inicial da maratona fazemos os primeiros 6,4 kms em direção ao Guincho e depois retornamos em direção ao centro, à saída de Cascais estamos no km 15 onde o meu cunhado Quim costuma estar a ver-me passar este ano infelizmente não esteve dado estar a recuperar de uma operação.

Perto de Carcavelos atinge-se a meia maratona sentia-me bem e pensei que iria chegar ao fim, nunca tinha feito uma prova destas com tão pouco treino e estava mentalmente preparado para sair aos 30 km caso a minha condição física assim o exigisse.

Aproximadamente ao Km 28 entrámos no pontão que nos levaria até ao túnel da Cruz Quebrada zona onde as bandeiras de todos os países participantes estão representadas e chegamos ao km 30.

A última dúzia de kms já se sabe que é difícil e ao contrário de Porto e Sevilha em que os apoiantes nos empurram para a meta, em Lisboa não se sente esse empurrão que ajuda tanto.

Os kms lá se foram vencendo e eis que chego à Praça do Comércio, aí corri mais uns metros e cortei a linha da meta, estava cumprida a minha 21ª maratona a 16ª em estrada.

Já em casa a almoçar constatei que tinha sido batido o recorde da prova por um atleta Etíope ao mesmo tempo recebi uma sms de um Tuga que dizia “ É oficial! Novo recorde mundial batido em Lisboa por um tuga”, o nosso amigo Frederico tinha concluído ao fim de 5H 05M 10S a maratona de Lisboa.

De salientar que no mesmo dia o nosso atleta Pedro Antunes participou e concluiu a meia maratona da Ponte Vasco da Gama, foi assim mais uma grande jornada dos Lebres e Tartarugas!!!!IMG-20191020-WA0002.jpg[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedores:

  • Maratona: ANDUALEM BELAY SHIFERAW (Etiópia): 2:06:00
  • Meia Maratona: MOSINET GEREMEW (Etiópia): 0:59:36

 Atletas que concluiram a Prova: Não divulgado

RESULTADOS

  • Maratona
Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 2426 M55 2729º 173º 4:21:39 4:18:58 8:30   9,78
Freedrico Sousa 2427 M55 4008º ND 5:07:55 5:05:10 7:14 6,08

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

  • Meia Maratona
Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes 13555 M-Sen 4843º 832º 2:26:38 2:22:00 6:44   8,91

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Outubro

  • 13 - Corrida Clube Millenniumbcp (Lisboa)- 10 Km
  • 20 - Luso Meia Maratona (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 20 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 27 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:08

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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

CORRIDA CLUBE MILLENNIUMBCP

Este fim de semana ficou marcado pela adesão às LEBRES E TARTARUGAS de um novo atleta. O Afonso, filho da Catarina e do Pedro, com apenas quatro anos participou na Corrida Clube Millenniumbcp no escalão de 4 a 6 anos. 

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IMG_20191013_092105.jpgOs cem metros que teve de percorrer não foram de grande dificuldade e, provavelmente, souberam-lhe a pouco, para um miúdo cheio de vivacidade e com muita energia para gastar.

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Apesar de não haver classificações para as “Kid Races” todos atletas tiveram direito a uma T-Shirt técnica com a particularidade de terem o respectivo gravado na parte da frente da camisola. E no final todos receberam uma medalha comemorativa de participação, aliás igual para todas as provas, com ou sem classificação.

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No capítulo dos Séniores a equipa das LEBRES E TARTARUGAS esteve brilhantemente representada pelo Pedro Antunes que encarou esta corrida como mais um treino para a sua tão desejada estreia numa Meia-maratona. No próximo fim de semana o Pedro vai participar na Meia Maratona com partida na Ponte Vasco da Gama e chegada ao Terreiro do Paço onde se juntará com os participantes na prova da Maratona.

 

Corridas de dez quilómetros em Lisboa são habitualmente muito concorridas. Não foi o caso da Corrida Club Millenniumbcp. A existência de muitas provas, e o aproximar da Luso Meia Maratona, talvez tenham contribuído para a fraca adesão que se verificou.

 

O traçado também não era muito interessante com os atletas a passarem três vezes no mesmo local. Por outro lado, a zona de Meta, onde se inicia e termina a corrida era muito estreita provocando alguns atropelos.

 

O nosso Atleta Pedro Antunes cumpriu com um tempo dentro das suas expectativas e com o pensamento na grande corrida do próximo domingo.

 

A meteorologia deu alguma ajuda já que as previsões apontavam para chuva por volta das dez da manhã, o que não se verificou. Em contrapartida os atletas tiveram de suportar, e contrariar, um vento forte e frio. Do mal o menos.

 

Parabéns aos Atletas das LEBRES E TARTARUGAS do clã Antunes que, uma vez mais, ligaram o nosso nome a mais uma prova de atletismo.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: EMILIANO VIEIRA (Belém Runners): 0:31:52

 Atletas que concluiram a Prova: 603

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Pedro Antunes 361 M0034 527º 81º 1:03:02 1:02:09 6:13   9,65

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Outubro

  • 13 - Corrida Clube Millenniumbcp (Lisboa)- 10 Km
  • 20 - Luso Meia Maratona (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 20 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:35

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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019

CORRIDA DO TEJO

Escrevo esta crónica no dia 28 de Setembro de 2019 dia em que o meu filho André Catela completa 24 anos e foi precisamente neste mesmo dia mas em 2008 quando ele completou 13 anos que a aventura das corridas começou para mim. Naquele dia numa brincadeira o padrinho do André o nosso tartaruga Frederico Sousa inscreveram-me na Corrida do Tejo, mal sabia eu que o bichinho das corridas ia ficar e assim desde aquela data até à aos dias de hoje foram mais de 300 corridas de diversas distâncias.
Na corrida do Tejo faço sempre questão de participar pelo simbolismo que representa e foi assim que pela 12ª vez seguida estive presente na sua 39ª edição na companhia do Frederico Sousa.
A temperatura embora um pouco abafada estava agradável comparativamente a anos anteriores em que o calor esteve presente com mais intensidade.
Nos últimos anos a organização decidiu dividir a partida por vagas acabando com a confusão que era antigamente a partida devido ao elevado número de participantes.
O percurso foi igual ao das edições anteriores ao longo da marginal entre Algés e Oeiras.
A organização foi inovadora nas T.Shirts aos quadrados azuis e brancos que inundaram a marginal.
Depois de terminada a prova regressei a correr de forma relaxante em sentido inverso até ao meu carro estacionado em Algés e sinceramente soube-me ainda melhor que a corrida propriamente dita.
E assim para mim e para o meu companheiro Frederico ficaram completos 12 anos seguidos de corridas.

[Crónica de Carlos Teixeira]

Vencedor: PEDRO SALDANHA (SCP): 0:32:14

 Atletas que concluiram a Prova: 7983

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 4146 V55M
1672º
89º 0:50:36 0:50:25 5:03  11,90
Frederico Sousa 6303 V55M 3579º 218º 0:58:36 0:57:50 5:47   10,37

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Setembro

  • 7 - Meia Maratona de S. João das Lampas - 21,0975 Km
  • 15 - Corrida da Linha Médis (Oeiras/Cascais) - 10 Km
  • 22 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 15:20

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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

CORRIDA DA LINHA MÉDIS

Manhã de 15 de Setembro três tartarugas madrugaram para mais uma participação na corrida da linha que se disputa nos últimos anos entre a Baía de Cascais e a praia da torre em Carcavelos.

Há quem goste mais do atual percurso no caso do signatário preferia o anterior com a chegada na Baía de Cascais principalmente por questões logísticas.

A representação dos tartarugas teve a cargo de Frederico Sousa, Carlos Teixeira e o filho deste André Catela.

Das 12 edições da prova os Lebres e Tartarugas já tiveram representados em 11, pelo que já não há muito a dizer sobre o percurso maioritariamente plano e muito bonito junto ao mar.

Temperatura esteve agradável comparativamente com o que se verificou em edições anteriores.

O número de atletas pareceu menor do que em 2018.

Difícil de entender que em duas semanas seguidas se disputem duas provas na marginal com clara preferência pela corrida do Tejo em detrimento da corrida da Linha que a meu ver fica prejudicada.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: AVELINO EUSÉBIO (Individual): 0:31:06

 Atletas que concluiram a Prova: 1062

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

André Catela 363 M
461º
421º 0:54:16 0:53:30 5:21  11,21
Frederico Sousa 364 M 667º 573º 0:59:50 0:59:03 5:59   10,03
Carlos Teixeira 365 M 330º 305º 0:51:36 0:50:53  5:05  11,79

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Setembro

  • 7 - Meia Maratona de S. João das Lampas - 21,0975 Km
  • 15 - Corrida da Linha Médis (Oeiras/Cascais) - 10 Km
  • 22 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
  • 29 - Meia Maratona de Montejunto - 21,975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:04

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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2019

MEIA MARATONA DE S. JOÃO DAS LAMPAS

IMG_7130.jpgNo dia 7 de Setembro iniciou-se em São de Lampas mais uma época de corridas dos Lebres e Tartarugas com a participação de Carlos Teixeira na 43ª edição da carismática meia-maratona.

Pelo calor que se fazia sentir, por ser início de época e pela dificuldade desta prova a tarefa apresentava-se bastante difícil.

No início da prova o termómetro marcava 28 graus o que nunca me tinha acontecido nesta prova, porque mesmo disputando-se habitualmente no verão, São João das Lampas é um local fresco.

Ás 17h em ponto soou o tiro de partida invulgarmente forte que assustou alguns dos corredores mais distraídos.

Após os primeiros 2,5 Km surge a primeira subida bastante difícil mais de 500 m que face ao calor já referido colocou os atletas a pingar de suor e desmantelou o pelotão dos atletas.

Dos 3,5 km aos 5 km veio uma descida agradável que ajudou a recuperar o fôlego, para a segunda difícil subida entre o Km 5 e o Km 6 a mais comprida da prova.

Do Km 6 ao Km 9 a prova disputou-se em linha reta mas foi a parte da corrida onde mais tive dificuldade com o calor e foi com alívio que cheguei ao abastecimento ao Km 10 após ter vencido a 3ª subida.

Do Km 10 ao Km 13 foi um carrocel a subir e a descer, bastante agradável a descida do Km 12 a melhor e a mais longa da prova, no Km 13 passámos pela segunda vez no local da meta.

Até ao final da prova mais duas subidas difíceis ao Km 15 e ao Km 18, a partir de aqui apesar do desgaste não foi difícil chegar à meta pelo percurso ser mais acessível e a temperatura também se ter tornado mais agradável.

Foi uma sensação agradável chegar à meta, esta prova é de facto difícil é certamente a meia maratona de maior dificuldade das que eu habitualmente participo, mas como em todas as provas as condições climatéricas aumentam ou diminuem a sua dificuldade.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: ANDRÉ ALVES (Vitória FC): 1:17:59

 Atletas que concluiram a Prova: 355

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira
77 M55
219º
11º 1:56:18 1:56:06 5:30 10,90

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Calendário do Mês de Setembro

  • 7 - Meia Maratona de S. João das Lampas - 21,0975 Km
  • 15 - Corrida da Linha Médis (Oeiras/Cascais) - 10 Km
  • 22 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
  • 229 - Meia Maratona de Montejunto - 21,975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:50

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Terça-feira, 9 de Julho de 2019

TRAIL DOS MOINHOS SALOIOS

“Terminei o Trail dos Moinhos Saloios e parece que não me correu muito mal…”

 

Foi com esta mensagem no WhatsApp das Lebres e Tartarugas Moinho.jpgque o Carlos Gonçalves comunicou que tinha concluído a sua segunda presença no Trail dos Moinhos Saloios. Mas já lá vamos quanto ao real significado desta frase.

 

Depois de uma primeira participação em 2016 esta foi a segunda vez que uma equipa, ainda que muito reduzida, das LEBRES E TARTARUGAS participou no Trail dos Moinhos Saloios disputada na União das Freguesias Venda do Pinheiro - Santo Estêvão das Galés. Relativamente à nossa anterior participação registaram-se algumas novidades. A primeira foi a alteração do local da partida, outrora no Campo de Futebol da Venda do Pinheiro, sendo agora no mais agradável e recentemente construído Parque Ecológico da Venda do Pinheiro. Seguramente que foi muito mais agradável. A segunda, e porventura a mais importante alteração, foi a ausência do Frederico que, devido a outros afazeres, e talvez com medo do intenso calor que se fez sentir em 2016, decidiu não fazer companhia ao outro Trailista habitualmente presente nesta modalidade de corridas.

 

O ambiente era de festa. Àquela hora estava o Presidente da Câmara de Mafra, a cujo concelho pertence esta simpática Vila, na distante cidade de Baku, no longínquo Azerbaijão, para receber a distinção de passagem a Património Mundial da Unesco do Convento de Mafra e de toda a Tapada em redor deste.

 

Contrariamente ao que é habitual o Carlos Gonçalves chegou mesmo em cima da hora de partida do Trail, tendo tido apenas tempo para estacionar o carro, dirigir-se ao local de levantamento do dorsal e correr para a partida. Foi um bom aquecimento, forçado. Enquanto aguardava pela partida constatou, com alguma dose de preocupação, que eram muito poucos os atletas concorrentes à prova de Trail. Teria de dar muita “corda aos sapatos” se não quisesse ter a companhia do “Vassoura” que iria fechar o pelotão dos atletas da corrida dos vinte e cinco quilómetros.

 

Depois das habituais instruções, não sem recordarem algumas atletas já desaparecidas e habituais participantes em provas organizados pelo Trilho Perdido, é dada a ordem de partida . Começamos o primeiro quilómetro deambulando por ruas adjacentes ao Parque Ecológico até entramos definitivamente em modo de trilhos. E, como é habitual, começamos logo com uma subida mais pronunciada em alcatrão. E como custam estas subidas quando os atletas ainda não aqueceram convenientemente. Mal tinham decorrido os primeiros dois quilómetros, estava eu pensar como seria a edição deste ano e quão exigente. Pois. Chegamos a um cruzamento e temos de virar à direita. Aguardava-nos o Trilho do Padre, nem mais nem menos que uma daquelas íngremes escaladas onde, por vezes, é conveniente e necessário entrar em modo de tracção total, isto é, com o recurso a pés e mãos para vencer as maiores dificuldades. Que mal fizemos nós ao Padre? Em vez de nos mandar rezar uns tantos “Padres-nossos” e umas quantas “Avé Marias” para espiarmos os nossos eventuais pecados, deram-nos um castigo bem maior. Porventura portámo-nos bastante mal. Vencido este primeiro "round"entramos em modo de descida, em zonas por vezes mais escorregadias, não pela existência de lama mas pelo piso muito seco e algo pedregoso. Enfim, deu para recuperar um pouco. E eis-nos de volta ao cruzamento onde iniciámos o Trilho do Padre. À direita aguarda-nos agora um novo desafio. O Trilho do Poste de Alta Tensão leva-nos a um dos pontos mais altos de todo o percurso. Como dizia uma antiga empregada dos meus avós, era um Poste de “Alta Traição”. E é que foi mesmo uma espécie de traição para todos nós. Não vale a pena reclamar. Na realidade estamos ali todos de boa vontade, ninguém nos obrigou a tal. Com as palavras do Bruno Laje no meu pensamento - “isto é jogo a jogo” - adoptei a táctica do “passo a passo”. E com os olhos postos no caminho e não no Poste colocado lá bem acima das nossas cabeças, passámos à fase seguinte. Normalmente depois de uma subida mais longa temos alguns momentos de maior descontracção com troços maioritariamente a descer, ainda que sendo necessária alguma atenção. Aguarda-nos um novo trilho: o“Trilho do Cão Mau”. Iríamos ter a visita de algum canídeo mais raivoso e que pretendesse vingar-se em nós? Não. Apenas encontrámos dois pequenos cães presos por uma corrente e do lado de dentro do portão. Estávamos salvos. Um pouco mais à frente temos a companhia de algumas galinhas de que de más nada tinham. Aliás, fugiram a sete "patas" de nós.

 

Passados os primeiros cinco quilómetros entramos, por breves momentos, em modo de alcatrão. Quase nem demos pela distância. E seguimos de Trilho em Trilho. Quando o calor começou, felizmente, a apertar, entramos no Trilho do Carrossel. Foi um troço em constante “sobe e desce”, como se se tratasse de uma diversão da extinta Feira Popular em Lisboa, e com a grande vantagem de ser praticamente todo à sombra.

 

A fazer jus ao seu nome o Trilho dos Montes Saloios tem um perfil orográfico constituído por constantes subidas e descidas à procura dos locais onde se encontram ou Moinhos antigos ou então as modernas “eólicas” que proliferam por estas zonas.Altimetria 2019.jpg

Subitamente saímos de um estradão para cumprirmos a “Subida do Multibanco”. O nome não nos era estranho da nossa anterior participação. Só que, surpresa das surpresas, a subida era, afinal, uma descida. É certo que o caminho era bastante acidentado, mas essa era a única dificuldade. E, no final da descida, lá fomos encontrar, à nossa esquerda, o famoso Multibanco.

Uma nota de realce vai para os muitos pontos de abastecimento onde além de líquidos nos foi servida fruta variada - bananas, laranjas e melancia - bem como doces e salgados. Muito bom.

 

Apesar de bem sinalizado houve situações em que alguns atletas se iam perdendo. Os Trails não são só subidas e descidas. São também uma prova de orientação. Por vezes há a tentação de seguir “cegamente” o parceiro que vai à frente sem olhar para as fitas e outro tipo de sinalização. Se um opta pela direcção errada decerto que não irá sozinho.

 

O Trail dos Moinhos Saloios deu para tudo. Logo de início comecei a “engendrar” na minha cabeça o tronco da crónica da corrida. Assim tomava mais atenção a todos os pormenores facilitando, e muito, a redacção da história final. E também deu para, numa subida mais longa, atender uma chamada via WhatsApp do meu filho Gonçalo que se encontra lá longe na República Dominicana. Foi, decisivamente, um grande empurrão para vencer os últimos obstáculos.

 

À passagem pelo último abastecimento informam-nos que faltam cerca de dois quilómetros. O Fim está próximo. É simultaneamente uma boa e uma má notícia. Boa porque o descanso está perto, mas má porque vai terminar uma corrida de que estávamos a desfrutar com grande gozo.

 

Quando entramos no último trilho ficamos a saber que as subidas terminaram. “Agora é sempre a descer até à meta”.

 

Regressados à civilização retomamos o alcatrão. Algumas centenas de metros mais à frente e reentramos no Parque Ecológico da Venda do Pinheiro onde começou a prova. Mas os derradeiros metros parece que são os que nos custam mais a passar. A Meta está ali mesmo à nossa frente, mas somos obrigados a dar uma volta pelos limites do Parque.

 

Ao cortar a meta, no meu derradeiro e habitual “sprint”, recebo uma notícia que me encheu de ânimo: “Vai ao Pódio. É o terceiro atleta do escalão M60”. Valeu o esforço. Mas como estou sozinho tenho de encontrar alguém que registe no meu telemóvel a minha subida ao pódio. Não foi difícil. Aliás não se trata de um problema para mim, situação pela qual passamos quando temos de pedimos a alguém para fotografar os elementos das LEBRES E TARTARUGAS, antes e depois de qualquer prova.

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Terminada a cerimónia de entrega dos prémios corro, na medida do possível, em direcção ao meu carro. Desejava ardentemente informar no WhatsApp das LEBRES E TARTARUGAS que tinha terminado a prova.

 

“Terminei o Trail dos Moinhos Saloios e parece que não me correu muito mal…”

 

Foi o encerramento da época 2019/2020. A menos que surja alguma corrida de surpresa é tempo do merecido repouso. Isto não significa que termine por completa a actividade física.

 

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: NÉLSON AMARAL (AMCF - Arrábida Team): 2:08:52

 Atletas que concluiram a Prova: 124

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
129 M60
109º
4:01:19 ND 9:39
6,22

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Corridas do Mês de Julho

  • 7 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 13:34

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Sexta-feira, 5 de Julho de 2019

CORRIDA DAS FOGUEIRAS

Realizou-se no passado dia 29 de Julho a 40ª edição da corrida das fogueiras em Peniche. Como o nosso redator principal comentou em outra crónica, esta corrida marca o final de mais uma época de estrada antes do período de férias. Para mim que sou dos três tartarugas o mais estradista as minhas férias de corridas começaram, depois de mais uma época com muitas provas que se iniciou em Setembro do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2019 há a salientar dois factos muito importantes para a história da nossa equipa, o primeiro foi a comemoração na meia maratona de Lisboa dos nossos 10 anos de existência e o segundo a participação pela primeira vez numa maratona fora de Portugal, a maratona de Sevilha.

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Voltando a Peniche mais uma vez se registou uma forte presença de atletas e de muito público em volta de todo o percurso como é característico, o frio e o vento também estiveram mais uma vez presentes. O percurso teve algumas pequenas alterações mas foi praticamente o mesmo dos anos anteriores, o vento e a escuridão na zona das praias aqui e ali minimizada pelas fogueiras foi para mim a parte mais difícil da corrida. No final o melhor um agradável jantar com amigos já habitual ano a ano após a corrida das fogueiras.
A corrida das fogueiras é uma prova com caraterísticas especiais, pela sua popularidade, pela imprevisibilidade do tempo, por se disputar à noite, pelas típicas fogueiras, e pelo convívio que proporciona na estrada e à mesa no final.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: AVELINO EUSÉBIO (GFD Running): 0:48:46

 Atletas que concluiram a Prova: 3345

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira
2629 M5559
1351º
98º 1:17:32 1:17:02 5:08
11,68

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Junho

  • 22 - Palmela Run (Palmela ) - 12,5 Km
  • 29 - Corrida das Fogueiras (Peniche)- 15 Km
  • 30 - Oeiras Trail (Barcarena) - 20 Km

Calendário para Julho

  • 7 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 09:40

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Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

OEIRAS TRAIL

O Mundo não pára, e as LEBRES E TARTARUGAS também não.

 

Sempre atentos às novidades que vão surgindo, a nossa equipa, através da participação de um dos nossos “trailistas” de serviço, marcou presença na edição de estreia do OEIRAS TRAIL. Em boa hora a divulgação desta prova caiu na nossa Caixa de Correio Electrónico. Uma distância aprazível de vinte quilómetros, e uma zona pouco explorada neste tipo de actividade desportiva, foram argumentos bastante importantes para aguçar o interesse de um dos elementos da nossa equipa. Ele bem tentou, mas sem qualquer sucesso, arregimentar outros “tartarugas” para o acompanharem. Ainda no rescaldo do PALMELA RUN o Carlos Gonçalves tratou logo de assegurar a inscrição para que, no último dia de Junho, pudesse estar bem cedo na Fábrica da Pólvora, em Barcarena, a fim de participar nesta novíssima corrida.IMG_20190630_081741.jpg

A animação era, como sempre, bastante grande. Depois de conIMG_20190630_085238.jpgsultar as listas com os dorsais de todos os atletas inscritos entra-se numa fila ordeira – sim porque se trata de gente “bem educada” – para cada um levantar o respectivo “Kit” de participante. Estava cumprida a primeira etapa do dia.

 

Uma corrida de Trail envolve uma logística mais complexa do que nas provas de estrada. Além de colocar o dorsal em local bem visível, cada atleta deve levar consigo um reservatório com líquidos e alguns suplementos alimentares. E aconselha-se também a levar um telemóvel para contactar a organização no caso de algum acidente de percurso. E, para acondicionar tudo isto, a maioria dos atletas opta por se fazer acompanhar por uma mochila que, apesar de representar um peso extra, poderá vir a revelar-se bastante útil ao longo da prova, mais particularmente entre cada ponto de abastecimento. Cumprido esta ritual regressa-se ao local de partida. Procuram-se caras conhecidas e acompanha-se o “speaker” de serviço o qual tenta animar a “malta”: “de aqui a cem anos quando estiverem vocês todos a comemorar a centésima edição do OEIRAS TRAIL vão certamente lembrar-se deste dia maravilhoso”…

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À hora marcada é dada a ordem de partida para os atletas do Trail Longo, também denominada de Trail K20+. Hoje tudo é desconhecido. Os primeiros dois quilómetros são feitos um pouco às voltas do perímetro da Fábrica da Pólvora, com uma segunda passagem pela zona da partida, e mais tarde Meta de todas as provas. Num misto de terra e de alcatrão, com algumas subidas e descidas pouco pronunciadas, foi bom para aquecer. A primeira dificuldade de natureza mais técnica surge lá mais para a frente com o atravessamento de uma pequena ribeira. O piso bastante pedregoso requer alguma atenção para evitar uma queda de consequências mais graves e que poderá colocar em risco todo o resto da corrida. Um pouco mais à frente, e depois de cumpridos os primeiros cinco quilómetros, começamos a ser ultrapassados pelos participantes no Trail Curto. O ritmo é completamente diferente. Não só a distância por eles percorrida é inferior à nossa como o que os espera é também menor. Não têm de se poupar tanto quanto os restantes atletas.

 

Uma corrida é feita de momentos, momentos esses que nos ajudam a construir pequenas histórias à sua volta. Ao contrário do que acontece nas provas de estrada (e que me perdoem os amantes desta modalidade) no chamado “Trail Running” há uma maior interacção entre os vários atletas, encontrando-se mesmo um espírito de entreajuda onde todos somos uma equipa. Ao longo das corridas de trilhos vão-se criando espontaneamente pequenos grupos que, dentro do mesmo ritmo, se vão ultrapassando mutuamente em função das dificuldades e da dureza do percurso. Foi numa destas fases que uma colega ora me passava à frente em zonas mais planas ora ficava para trás numa subida mais exigente ou numa descida mais arriscada. Na primeira ultrapassagem que me fez, imprimindo um ritmo mais vivo, pensei tratar-se da “Lebre” que iria “puxar” por este humilde Tartaruga e tentei acompanhá-la, na medida do possível. Em determinado momento, numa altura em que passei para a frente dela, virou-se para mim dizendo que “ia tentar acompanhar-me pois eu tinha uma passada e um ritmo constante servindo-lhe de referência”. Com o avançar dos quilómetros, e numa fase uma pouco mais dura da corrida, esta atleta começou a atrasar-se de tal forma descolando de mim. Afinal era mais uma Tartaruga e menos uma Lebre.

 

Mais tarde, ao longo de uma subida mais longa, dei por mim a pensar exactamente naquela corredora e como tinha ficado, concluía eu, irremediavelmente para trás. “Olá, já estou de volta”. Este reencontro acontece precisamente quando seu estava a ajudar um atleta que tinha sido acometido pelas tão irritantes cãibras infelizmente tão comuns neste género de corridas. Dei-lhe uma pastilha de Magnésio ISOSTAR e segui o meu caminho.

 

Entramos nos dois derradeiros quilómetros. Novamente atravessamentos uma Ribeira, óptimo momento para refrescar os pés e os músculos das pernas. Cada vez estamos mais perto do final. Já só faltam mil metros. De regresso ao alcatrão cumprimos as últimas centenas de metros. Avista-se o Portão de entrada da Fábrica da Pólvora. Mais à frente está a tão desejada meta.

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Mais um “Trail” superado para juntar ao currículo. Os corredores dos dez quilómetros há muito que tinham terminado a sua prova. Os Caminheiros e as Caminheiras também começam a chegar. Entretanto a minha "sombra" de parte da corrida confidencia que o marido era o "Vassoura" do Trail Longo.

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Enquanto recupero faço um pequeno balanço do novíssimo OEIRAS TRAIL. Não foi muito duro e também pouco exigente em termos técnicos. Foi Bom. É uma prova a repetir na próxima edição. Desejavelmente com a companhia de outros membros da nossa equipa.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: NUNO ROCHA (Individual): 1:28:18

 Atletas que concluiram a Prova: 187

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
27 M60M
141º
10º 2:39:31 2:39:19 7:58
7,53

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Junho

  • 22 - Palmela Run (Palmela ) - 12,5 Km
  • 29 - Corrida das Fogueiras (Peniche)- 15 Km
  • 30 - Oeiras Trail (Barcarena) - 20 Km

Calendário para Julho

  • 7 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:30

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Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

PALMELA RUN

A época 2018/2019 aproxima-se rapidamente do fim. Queimam-se os últimos cartuchos. Os atletas quase já só pensam em Férias. Os planos de descanso estão há muito traçados e apenas se fazem os últimos acertos para preencher os dias que ainda não têm objectivos definidos. Esta é a altura do ano tão desejada mas que voa à velocidade da luz. Mas antes de irmos a “banhos”, ou a qualquer outra actividade mais de lazer, ainda temos algumas provas para cumprir e que fazem parte do nosso calendário de “running”. A época de estrada termina invariavelmente com os quinze quilómetros da Corrida das Fogueiras. Mas também ainda há alguns “trails” para concretizar.

 

E o Palmela Run é um deles.

 

Nas duas primeiras edições a equipa das LEBRES E TARTARUGAS esteve representada pelo Carlos Gonçalves e pelo seu filho Gonçalo. No ano passado o Carlos Gonçalves fez sozinho a prova de Trail, com o Pedro a participar na Caminhada. Este ano lançou o desafio ao Carlos Teixeira para o acompanhar nesta aventura e conseguiu também convencer as respectivas companheiras a participar na Caminhada.

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A Serra da Arrábida é uma zona ainda preservada e que mantém muitos dos seus encantos. O Palmela Run detém também um interesse muito particular. Começa de dia, ao final da tarde, permitindo-nos desfrutar de um magnífico pôr-do-sol do alto da Serra do Louro e com Lisboa em pano de fundo. E como se trata de uma prova de trail com cerca de doze quilómetros e meio a maioria dos atletas só regressará a Palmela já pela noite dentro.

 

As duas equipas encontraram-se por volta das seis da tarde na área de serviço de Palmela. Chegando cedo conseguiríamos arranjar facilmente lugar para estacionar os nossos carros e ainda tomar um café e ir à Casa de Banho. Quando chegámos ao centro de Palmela notámos um reduzido movimento comparativamente com os anos anteriores. Pensámos que o interesse pela prova estaria a esmorecer. Hoje em dia há cada vez mais provas pelo que os atletas começam a optar por novas experiências. Mas mesmo assim estranhámos que os preparativos para a corrida ainda estivessem muito atrasados. Até a manga da Partida/Chegada ainda jazia vazia no chão. Estranho. Fomos ter com um elemento da organização e informou-nos que a hora da partida estava marcada para as oito da tarde e não para as sete como o Carlos Gonçalves afirmara. Estava tudo explicado. Foi a primeira gaffe. A segunda surpresa viria mais tarde com a distância da Caminhada. Em vez dos seis e meio adiantados pelo Carlos Gonçalves na realidade seriam oito quilómetros. Oops!!! Mas a tudo resistiremos. E com a alteração da hora de partida da prova de Trail muito provavelmente que ia por água abaixo o nosso jantar de Choco Frito num restaurante em Setúbal.

 

Aquela hora que tínhamos pela frente foi passada numa simpática esplanada onde alguns comemoravam uma despedida de solteiro bebendo taça após taça de um vinho branco fresco e muito apetitoso.

 

À medida que nos aproximávamos das oito horas aumentava a animação nas ruas. O movimento já era idêntico aos das anteriores edições para felicidade dos nossos atletas. Pelo menos a prova não deveria ser um fiasco à juntar às falhas de organização do nosso atleta responsável pelas inscrições.

 

De ano para ano a organização tem vindo a introduzir pequenas alterações no percurso aumentando a sua beleza e, simultaneamente, tornando-o mais exigente em termos técnicos e físicos. Os participantes no Trail partem em primeiro lugar fazendo uma primeira incursão pelas ruas de Palmela. Após cumpridas algumas centenas de metros tomamos o caminho que nos leva aos Moinhos da Serra do Louro.

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Começa a fase de trilhos. Duas escaladas mais à frente e reencontramos o grupo dos Caminheiros que aproveitam para nos saudar e tirar algumas fotografias.

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Segue-se uma descida muito técnica onde só os mais audazes, e talvez mais inconscientes, a abordam em grande ritmo. A dureza deste troço ficará presente para sempre na memória de uma Caminheira que, na ânsia de correr como os Trailistas, fracturou o pé direito ficando em muito mau estado e obrigando à pronta intervenção dos Bombeiros que nos aguardavam no final da descida.

 

Ultrapassada esta fase mais dolorosa entramos no estradão em direcção à baixa de Palmela até fazermos uma incursão por um “single Trek” bem ao jeito dos BTTistas.

 

Aos oito quilómetros deparamo-nos com o único ponto de abastecimento. Seguimos por uma antiga estrada romana, já bem nossa conhecida dos anos anteriores, e que nos conduzirá até ao ponto mais alto do percurso. Lá em cima está o Castelo de Palmela avistado praticamente ao longo de toda a prova.

IMG-20190622-WA0006.jpgJá noite regressamos à Vila da Palmela. Os frontais acesos em algumas cabeças dão um espectáculo adicional, quais pirilampos surgindo do nada.

Terminada a prova para os nossos dois trailistas ficámos à espera dos Caminheiros. Tendo partido mais tarde do que nós, e percorrendo todo os troços mais difíceis do percurso, tínhamos de contar com cerca de uma hora até vislumbrarmos as nossas companheiras.

Começámos a fazer em sentido contrário as últimas centenas de metros do percurso. O nosso jantar de choco frito estava definitivamente posto de parte. Assim pelo meio íamos olhando para todos os lados à procura de sítio para comer e que estivesse aberto até tarde.

Encontrámos uma simpática Pizzaria – “Pizzas Da Vila” – que servia jantares até às onze horas da noite. Após concluírem a prova as duas Caminheiras e os seus dois Trailistas correram até aos carros para trocarem de roupa seguindo directamente para o restaurante. A simpatia dos empregados aliada ao conforto das instalações e à qualidade da comida foi uma opção que não ficou em nada atrás do repasto que tínhamos ambicionado para Setúbal. Fica para a próxima.

 

Mais um desafio superado. Só tivemos pena da falta do Tartaruga Frederico que não só não veio até Palmela como se manteve no anonimato não respondendo às nossas provocações e conversas no WhatsApp.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO BRAGADESTE (Individual): 0:53:26

 Atletas que concluiram a Prova: 251

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
249 M60
149º

1:28:00
ND 7:02
8,52
Carlos Teixeira
250 M55
150º

1:28:15
ND 7:04
8,50

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Junho

  • 22 - Palmela Run (Palmela ) - 12,5 Km
  • 29 - Corrida das Fogueiras (Peniche)- 15 Km
  • 30 - Oeiras Trail (Barcarena) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:40

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Sexta-feira, 31 de Maio de 2019

Lx Trail Monsanto

Pelo segundo ano consecutivo a ala mais “trailista” da nossa equipa compareceu à chamada para mais uma edição do Lx Trail Monsanto, na modalidade de mais de vinte quilómetros.

Não há provas ideais. Mas este “Trail”, disputado na Serra de Monsanto, é, seguramente, uma das corridas da modalidade de “Trail Running” que mais se aproxima daquele objectivo. O cenário envolvente é grandioso, digamos mesmo que paradisíaco. Uma vegetação luxuriante, com árvores bastante frondosas, mostra-nos a natureza em estado quase puro. O ecossistema da Serra de Monsanto tem conseguido manter-se de alguma forma preservado e, por enquanto, a salvo dos “crimes” ambientais que têm sido cometidos um pouco por toda as zonas verdes. E, para além da beleza natural envolvente, conseguimos ter uma prova com sombra em praticamente todo o percurso, pormenor nada desprezável numa altura em que as temperaturas têm subido bastante prenunciando um Estio que se aproxima a passos largos.

As organizações das provas estão cada vez mais profissionalizadas, e nós também. Há muito que todas aquelas tarefas de ordem logística, desde o estacionar o carro, levantar os “kits” de participação e encontrarmo-nos, deixou de ser um drama. Agora tudo flui muito mais naturalmente.

Os ponteiros do relógio marcavam as nove da manhã quando o Frederico aparece na Avenida da Universidade Técnica, no Campus Universitário da Ajuda, montado na sua “acelera” que faz as delícias para contornar o trânsito da cidade de Lisboa nos trajectos casa/trabalho e vice-versa. Está completamente rendido a esta mais recente aquisição. Trocados os cumprimentos habituais, e depois de devidamente equipados e com o dorsal bem à vista, os dois atletas cumprem as poucas centenas de metros até ao local da partida com a vantagem de ser sempre a descer. Foi o nosso aquecimento inicial. Mas não precisávamos de nos esforçar muito pois quentes já nós estávamos em virtude da temperatura que já se fazia sentir àquela hora.Tudo levava a crer que iríamos ter um percurso muito idêntico ao do ano passado, com os mesmos locais de Partida e de Chegada. No entanto muitas foram as novidades introduzidas na edição deste ano.

Passavam trinta minutos das nove e meia da manhã, ou um pouco mais, e inicia-se o Trail Longo. Aguardavam-nos mais de vinte quilómetros pelas entranhas da Serra de Monsanto. Para começar bem temos logo a já nossa sobejamente conhecida subida desde o campo de jogos do Rio Sêco até começarmos a incursão pelos vários trilhos e “single treks” que nos iriam ser “servidos” com toda a pompa e circunstância. O Federico aplica a sua táctica das provas de trail: começar o mais atrás possível e vencer os primeiros obstáculos a andar para não se desgastar inutilmente logo no princípio. Alguns dos locais de passagem já nos eram familiares, fosse de outras provas ou da edição de 2018. Mas a Serra de Monsanto tem uma infinidade de caminhos alternativos que permite às organizações montarem percursos praticamente novos todos os anos. É todo um Mundo novo a descobrir. Podemos andar horas sem repetir caminhos. Pelo meio cruzamo-nos com alguns dos muitos BTTistas que habitualmente escolhem estes trilhos para praticarem a sua modalidade preferida. Por vezes têm de parar para darem passagem aos corredores. E, aqui e além, vamos também encontrar caminheiros, isolados ou em grupo, a disfrutarem de um agradável e saudável passeio no meio desta magnífica zona verde. Há espaço para todos. E também começamos a ser ultrapassados pelos participantes no Trail Curto nos troços comuns às duas provas.

Há momentos em que nos sentimos completamente perdidos. De vez em quando tomamos contacto com a civilização quando temos de atravessar alguma estrada para seguirmos o nosso caminho. Como também é habitual em corridas desta natureza os atletas começam de forma espontânea a organizarem-se em pequenos grupos puxando uns pelos outros e, muito importante, evitando seguirem por caminhos errados quando a sinalização não está bem visível. Mesmo assim ainda houve alguns “desvios” do traçado correcto.

A prova vai avançando ao ritmo de cada um. De vez em quando os dois Tartarugas encontram-se com o Frederico a reclamar com o calor que se fazia sentir. Em situação diametralmente oposta o Carlos Gonçalves sentia-se como peixe na água. Há muito tempo que ansiava por um Trail com calor, muito calor mesmo caso fosse possível. Os dois atletas já só se voltam a encontrar na meta.
Este Lx Trail Monsanto teve tudo, e do bom. Desde algumas subidas mais longas para atestar a resistência dos atletas até escaladas de natureza bem mais técnica para colocarem à prova a destreza e alguma habilidade. E algumas, poucas descidas onde o maior cuidado era de evitar tropeçar nalguma raíz mais escondida que poderia provocar uma queda espalhafatosa e de consequências mais imprevisíveis. É, certamente, uma prova a repetir em 2020. Esperamos que se mantenha no muito concorrido calendário de Trail Running.

Felizes e contentes os dois membros das LEBRES E TARTARUGAS regressam às suas casas. O Carlos Gonçalves ainda tenta convencer o Frederico a acompanhá-lo em mais alguns trail a realizar nos próximos meses de Junho e Julho.

Veremos...

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOSÉ GASPAR (WeRun): 1:36:11

 Atletas que concluiram a Prova: 240

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
135
M6099
197º

3:05:10
3:05:10
8:25
7,13
Frederico Sousa
136
M5564
213º
12º
3:13:19
3:12:49
8:46
6,85

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 12 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:32

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

CORRIDA DE BELÉM

Com partida e chegada no Estádio do Restelo realizou-se mais uma edição da corrida de Belém.

 

Lebres e Tartarugas representados por : Carlos Teixeira e Frederico Sousa.

 

No dia da corrida registava-se uma temperatura elevada para a altura do ano às 9h30m era de 23,5 graus.

 

A corrida iniciou-se na pista de um degradado estádio do Restelo onde mais tarde se festejaria a subida de divisão do Clube Futebol os Belenenses num derby com o Estrela da Amadora.

 

O percurso foi igual ao de 2018 sendo a maior parte da prova disputada na marginal e o maior desafio a subida entre o oitavo e nono quilómetro em plena zona do restelo.

 

Não é uma prova para fazer grandes tempos, nem de grande interesse, mas foi bom para perder calorias e adicionar mais uma corrida ao nosso historial.

 

De lamentar o insuficiente fornecimento de água face ao calor que se fazia sentir, mas também de salientar a promoção de algumas iniciativas de proteção ao nosso detorado ambiente.

 

Comparativamente com o ano anterior houve um aumento significativo dos atletas que completaram a prova mais 257 (895 em 2019 contra 640 em 2018) o que é uma excelente evolução.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (Os Belenenses): 0:31:42

 Atletas que concluiram a Prova: 895

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa
944
M5564
582º
56º
1:00:25
1:00:05
6:01
9,99
Carlos Teixeira
945
M5564
214º
16º
0:49:16
0:48:58
4:54
12,25

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 12 -Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:14

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Quinta-feira, 9 de Maio de 2019

MEIA MARATONA DE SETÚBAL

Disputou-se mais uma edição da Alegro meia-maratona de Setúbal no passado dia 5 de Maio, um Domingo muito importante porque coincidiu com o dia da Mãe.

 

Nos últimos anos a participação dos Lebres e Tartarugas tem-se reduzido à presença do Carlos Teixeira, os outros Tartarugas não têm mostrado grande interesse em voltar a Setúbal.

 

No passado com o antigo traçado esta meia-maratona não era de facto muito interessante para além de quase sempre coincidir com dias de calor.

 

Nos últimos anos com a inclusão de uma parte do percurso na Serra da Arrábida a corrida tornou-se mais bonita, menos aborrecida mas também mais difícil.

 

Das meias-maratonas que se disputam em Lisboa e arredores a meia maratona de Setúbal será por certo das mais difíceis ao nível de por exemplo São João das Lampas.

 

Quando me dirigi para Setúbal ia um pouco apreensivo face ao calor que se fez sentir nos últimos dias antes da prova e às dificuldades que iria encontrar na mesma, num período em que não tenho tido possibilidades de treinar adequadamente.

 

Ao chegar a Setúbal dirigi-me para o Centro Comercial Alegro onde a organização tinha reservado um parque para os atletas poderem estacionar os respetivos veículos, depois calmamente ainda deu tempo para antes da prova, levantar o dorsal, beber um café , cumprir as necessidades fisiológicas e efetuar um aquecimento de dez minutos.

 

Mais uma vez a patrona da prova foi a pequena Isabel Silva apresentadora da TV e vencedora da edição de 2017, a partida foi dada pela Presidente da Câmara de Setúbal.

 

A Temperatura estava quente mas mesmo assim tolerável uma vez que o céu estava com algumas nuvens que em certos momentos encobriam o sol e soprava igualmente um vento agradável.

 

A prova iniciou-se no centro comercial Alegro seguindo na direção de Lisboa ao chegar à rotunda virou-se para a direita e depois foi um sobe e desce constante (mais a descer felizmente) até se chegar ao rio Sado. Depois de atingido o Rio seguiu-se na direção da Luísa Tody  e aos 5km atingiu-se o carismático estádio do Bonfim. Passado o Estádio foram dois longos kms quase sempre a subir e depois retornou-se a descer passando novamente por aquele local, sendo o km 10  atingido em nova passagem pela Avenida Luisa Tody. Depois de deixarmos a principal Avenida de Setúbal um pouco antes do Km 11 entrou-se em plena serra da Arrábida. Na Serra entre os Kms 11/12 e 15/16 enfrentou-se provavelmente as subidas mais difíceis de toda a prova.

 

Uma agradável descida adornada por uma excelente paisagem entre o km 16 e o 17,5 km trouxe-nos de regresso ao Centro de Setúbal com os dois últimos kms a disputarem-se na Avenida Tody onde estava instalada a meta.

 

De salientar qua a organização disponibilizou autocarros para transportar os atletas da Avenida Tody ao Centro Comercial Alegro.

 

Deixando os meus parabéns à organização e desejando que continuem a melhorar, ficou completada a minha 307ª corrida e a meia-maratona nº 51.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: MARCO MIGUEL (Clube de Praças da Armada): 1:11:54

 Atletas que concluiram a Prova: 387

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira
255
V55
178º
10º
1:49:23
1:49:12
5:11
11,59

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:31

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CORRIDA DO 1º DE MAIO

1º de Maio. Dia do Trabalhador.

 

Cada um celebra esta data à sua maneira. De alguma maneira todos nós somos, ou fomos, Trabalhadores pelo que este dia é nosso, é de todos. Muitas são as formas encontradas por cada um para comemorar este dia mundialmente reconhecido. Ele há concertos com intérpretes bastante ligados ao período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril e que aproveitam estes espectáculos para recordar as canções mais emblemáticas do antes e do após a revolução dos cravos. Há também manifestações de rua, normalmente com desfiles, que invariavelmente terminam num qualquer comício alusivo ao Dia do Trabalhador.

E há também aqueles que optam por celebrar este dia praticando desporto, uma das suas “profissões” de eleição. E foi isto que aconteceu, uma vez mais, com os Fundadores das LEBRES E TARTARUGAS. O quarto Veterano Maratonista e herói de Sevilha – João Valério – desistiu à última hora.

 

A Corrida do 1º de Maio, anualmente organizada pela CGTP/União dos Sindicatos de Lisboa, é um caso especial de popularidade no actual panorama das provas de Corridas do Atletismo Popular, com a adesão de mais de um milhar de atletas. Nos últimos anos tem vindo a perder algum fulgor com uma queda contínua no número de participantes. Se olharmos para os últimos dez anos, que coincidem com a explosão do “running” em Portugal, temos um crescimento contínuo desde 882 atletas até ao pico de 1550 em 2014. De então para cá tem sido sempre a descer até aos 1043 corredores que concluíram a edição deste ano. Este facto foi, de algum modo, perceptível antes e durante a corrida, nomeadamente pelo menor número de atletas estrangeiros que habitualmente costumam visitar Lisboa nesta altura do ano e aproveitam para participar nesta Corrida.

 

A oferta de provas é actualmente grande pelo que alguns atletas começam a experimentar novas corridas. Mas, mesmo assim, a Corrida do 1º de Maio continua a ocupar um lugar muito particular e imprescindível no calendário desportivo das LEBRES E TARTARUGAS.

 

É interessante verificar como uma prova que já vai na 38ª edição, praticamente sem alterações nos últimos anos, ainda consegue cativar mas de um milhar de atletas. O segredo talvez esteja na distância de quinze quilómetros, que não é muito habitual, ficando a meio caminho entres os tradicionais dez quilómetros e a Meia Maratona.

 

A Corrida do 1º de Maio tem sabido, de algum modo, resistir à erosão da sua longa vida, mantendo uma qualidade de organização acima da média e, sobretudo, com um muito competitivo preço das inscrições de seis euros, valor este muito abaixo do que é comummente praticado em corridas de dez quilómetros. E, no lugar da habitual t-shirt técnica que nos oferecem na maioria das provas, temos direito à tão saudada camisola em algodão, muito útil para usarmos em casa, em tarefas de jardinagem, para levarmos para a Praia ou, tão só, para dormirmos com ela.

 

Esta prova tem uma logística muito boa. Senão vejamos:

 

  • Partida e Chegada no mesmo local
  • Boa acessibilidade devido à existência muito perto de Estações de Metro e dos comboios suburbanos
  • O estacionamento automóvel é mais complicado por estarmos numa zona predominantemente residencial; mas, se chegarmos cedo, e com alguma paciência, lá arranjamos um “buraquito" para metermos o nosso carro.

 

O percurso também é fácil de descrever:

 

  • Partida na Pista de Atletismo do Estádio 1º de Maio
  • Saída do recinto pela Avenida Rio de Janeiro em direcção á Avenida do Brasil
  • Chegados ao Campo Grande iniciamos o trajecto dos túneis da Avenida da República; sempre a subir até ao Saldanha após o que iniciamos a longa descida até ao Terreiro do Paço
  • Viramos à esquerda – não se esqueçam que estamos no dia do Trabalhador - e seguimos pela Rua da Prata rumo à Praça da Figueira
  • Após passarmos pelo Martim Moniz encetamos a longa subida até ao Areeiro; curioso como este troço cada vez nos parece mais fáci
  • Avenida João XXI, Avenida de Roma até virar, desta vez à direita, na Avenida da Igreja
  • No final reentramos na Avenida Rio de Janeiro, damos uma volta final para inversão da marcha e, finalmente, regressamos ao Estádio 1º de Maio, que, após darmos meia volta à Pista cruzamos a linha de Chegada.

Pelo meio tivemos três abastecimentos de água, bem necessários para compensar o algum calor que se fez sentir. E pelo caminho ainda pudémos encontrar e ultrapassar uma lenda viva do atletismo Português. Armanda Aldegalega, o bem conhecido atleta do Sporting Clube de Portugal, ainda anda nestas provas apesar dos seus quase oitenta e dois anos. Mesmo regressado de uma lesão fez questão de participar nesta emblemática corrida acompanhado da sua colega de equipa Luzia Dias.

 

Tudo na mesma como em anos anteriores. Os Tartarugas aguardam uns pelos outros no relvado sintéctico do Campo de Futebol principal. Após a recuperação, e os necessários alongamentos musculares, cada um segue à sua vida com a certeza de que regressaremos em 2020.

 

Entramos agora numa fase em que coexistirão provas de Trail com corridas de estrada. Provavelmente os três Fundadores da equipa das LEBRES E TARTARUGAS só se voltarão a reunir lá mais para o final do ano.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (CF Os Belenenses): 0:48:21

 Atletas que concluiram a Prova: 1043

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves 518 M6064 620º 34º 1:23:24 1:22:54 5:32 10,86
Carlos Teixeira
519
M5559
423º
26º
1:17:12
1:16:44
5:07
11,73
Frederico Sousa
520
M5559
826º
72º
1:31:03
1:30:32
6:02
9,94

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 10:35

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Sexta-feira, 3 de Maio de 2019

30 KMS VALE DOS BARRIS

O Parque Natural da Serra da Arrábida já não é um “santuário” exclusivo dos BTTistas. Há muito tempo que esta zona tem vindo a ser explorada pelos amantes da Caminhada que vão descobrindo os encantos de uma zona que ainda se consegue manter preservada apesar dos crimes que têm vindo a ser cometidos com as construções de algumas habitações de fim-de-semana ameaçando o equilíbrio paisagístico da zona.

 

Mais recentemente são as corridas de trilhos que começam igualmente a reivindicar a abertura da Arrábida aos amantes desta modalidade passando a desfrutar da grande variedade de trilhos originariamente ocupados pelas Bicicletas de Todo o Terreno.

 

Ávido de experimentar novos desafios o nosso Tartaruga Carlos Gonçalves decidiu inscrever-se na edição de 2009 dos 30 KMS de Vale dos Barris. À escolha dos atletas a organização disponibilizou três modalidades de participação:

 

·         Trail Longo 20K+ com cerca de 30 quilómetros

·         Trail Curto 12K+ com 15 quilómetros

·         Caminhada com 10 quilómetros

 

Depois de divulgar no grupo de WhattsApp das LEBRES E TARTARUGAS a realização dos 30 KMS do Vale dos Barris foi o seu filho Gonçalo a mostrar-se entusiasmado com a prova decidindo-se a participar no trail curto, então com uma distância de 12 quilómetros. E também se juntaram ao nosso grupo a Catarina e a Loubna, uma estreante nestas andanças e tornando-se desde logo a nossa mais recente aquisição, para participarem na Caminhada. De uma assentada a nossa equipa apresentar-se-ia em Setúbal com uma equipa mais alargada e, simultaneamente, apresentava ao “mundo” a mais recente contratação, Loubna Kerfah. Faltou ainda a nossa “treinadora” que teve de desistir à última hora devido a problemas de coluna que a aconselharam a desistir desta Caminhada.

 IMG_20190428_085320.jpg

Foi também a nossa estreia numa nova prova e num novo local. Apesar de ser já conhecido dos nossos trailistas em passeios de BTT foi a primeira vez que rumámos até à Arrábida para participar em corridas de Trail.

 

Numa manhã solarenga e a cheirar a Verão chegámos ao local da partida das várias provas mesmo a tempo de cumprir as habituais formalidades. A animação era, como é habitual, bastante grande. Todavia grande não era o número de caras conhecidas.

 

As partidas, bem como os respectivos “briefings, foram individualizados para cada modalidade de participação. Primeiro largaram os atletas do Trail Longo. Quase meia hora depois partem os participantes no trail curto. Só mais tarde é que partiriam os “Caminheiros”.

 

Finalmente um dia de calor. Era este o pensamento, e o regozijo, do Carlos Gonçalves. Já está um pouco farto do frio, do vento e da chuva que tem caracterizado os últimos “trails” em que tem participado. É lógico que este não era o sentimento geral. Mas, felizmente para a maioria, que as zonas de sombras abundavam ao longo de todo o percurso.

 

As diversas provas começam logo com umas subidas respeitáveis. Alguns menos experientes lançam-se num ritmo talvez demasiado intenso para as suas capacidades. E mais à frente começam logo a pagar a factura.

 

Após as primeiras subidas segue-se um longo período descendente. O Gonçalo interpela-me sobre o que virá a seguir. Pois. Lá mais para a frente iremos certamente ter o reverso da medalha.

 

“Pai. Não te preocupes comigo. Vai no teu ritmo. Haveremos de nos encontrar no fim”. Estas eram as palavras do meu filho, ao que eu lhe respondia que era melhor ser ele a não ficar à minha espera e que seguisse no seu ritmo. Aliás foi o que se veio a verificar.

 

Aos cinco quilómetros temos o primeiro abastecimento de líquidos e de sólidos. Não seria mau não fosse o caso de vir a ser o ÚNICO abastecimento. Numa prova de trail de 15 quilómetros exige-se pelo menos mais um abastecimento, nem que seja apenas de líquidos tendo em consideração o calor que se esperava para este dia. Esta foi talvez a maior falha da organização.

 

Ao longo do nosso caminho fomos encontrando alguns praticantes de Bicicleta de Montanha. Normal dado que estávamos a ocupar alguns dos mais populares trilhos desta zona. Aqui e ali vamos avistando os Caminheiros. Depois de termos feitos alguns metros ao longo da Nacional 10, perto da Aldeia Grande, os atletas são postos à prova numa descida altamente técnica. Só os mais experientes, e os dotados de calçado próprio, é que conseguem passar quase incólumes por este desafio. O Gonçalo, de repente, quase leva com uma atleta que ameaça aterrar em cima dele tal era o descontrolo em que vinha. Lá se conseguiu agarrar a uns ramos e evitar uma queda de consequências bem imprevisíveis.

 

Prova de trilhos sem passagem por uma ribeira não é digna do seu nome. E, numa destas passagens, temos de dar uma “mãozinha” extra às atletas que sentem alguma dificuldade para vencer os obstáculos de subida para o trilho logo após terem refrescado os pés. É o cavalheirismo e espírito de entreajuda no seu maior expoente.

 

Por volta dos dez quilómetros, e já no regresso ao local da partida, vamos enfrentar as maiores e mais desgastantes escaladas, duras mesmo quando as fazemos em cima de uma bicicleta. Fala a experiência.

 

Uma hora e cinquenta depois da partida o Carlos Gonçalves entra no Pavilhão Gimnodesportivo onde está instalada a Meta. Há mais de quinze minutos que o Gonçalo tinha chegado e aguardava ansiosamente pelo seu Pai.

 

Conversam sobre a prova que fizeram bem abaixo das duas horas que tinham previsto antes da partida.

 

Começam a chegar os primeiros Caminheiros. Os olhos dos dois trailistas fixam-se na zona de entrada por onde tinham passado há alguns minutos e por onde passariam a Catarina e a Loubna.

 

O Pedro, a Ana Luísa e o AFONSO já tinham chegado ao Pavilhão. Mesmo a tempo de presenciarem a chegada das Caminheiras. O Afonso, vendo a Mãe Catarina, corre para ela cortando a meta ao seu colo. De aqui por uns anos talvez vejamos este “Miúdo” nestas andanças.

 IMG_20190428_122024.jpgIMG_20190428_122032.jpg

Todos os nossos atletas estiveram em grande nível. No entanto é de inteira justiça salientar a prestação do Gonçalo que, na sua primeira prova de trail, ficou classificado na primeira metade da tabela. Certamente que angariámos mais um adepto desta modalidade. Como confidenciou ao Pai ao longo dos primeiros quilómetros “este tipo de corridas é muito mais giro do que as provas de estrada”. Diz tudo.

 IMG_20190428_122734.jpg

Depois do banho retemperador seguiu-se um bem merecido almoço de Choco Frito em Setúbal. A Loubna estava de tal modo contente que agora já quer fazer uma Caminhada Noturna. Temos aqui também uma nova entusiasta das LEBRES E TARTARUGAS.

 

O futuro da nossa equipa augura-se brilhante e bastante promissor.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: PAULO GOMES (AminhaCorrida/MyProtein): 1:00:59

 Atletas que concluiram a Prova: 241

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves 692 M6099 149º 1:50:24 1:50:24 7:22 8,15
Gonçalo Gonçalves
693
M2439
84º
31º
1:35:18
1:34:57
6:20
9,48

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

 

Corridas do Mês de Abril

  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 28 - 30 Km Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 15 Km

Calendário para o Mês de Maio (sujeito a alterações)

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa )- 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 11 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 17:59

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Segunda-feira, 22 de Abril de 2019

TRILHOS DO ALMOUROL

Depois de uma ausência em 2018, mesmo com as inscrições regularizadas e pagas, o Frederico e o Carlos Gonçalves regressaram a um local onde têm sido “muito felizes”. Os Trilhos do Almourol, no meio da grande oferta de corridas da modalidade de “trail running”, ocupam um lugar muito especial no coração destes dois Tartarugas.

 

A nossa presença em 2019 fica marcada à partida pela estreia do Carlos Gonçalves no Trail Curto com uma distância de 25 quilómetros, abandonando, não sabemos se definitivamente, as anteriores opções pela também denominada de Maratona Trail. Ainda não totalmente recuperado das suas lesões na coluna e no menisco do joelho direito, optou por experimentar a versão mais curta e, quiçá, tomar uma decisão mais racional quanto à distância porque irá optar em futuras participações nos Trilhos do Almourol. O Trail Longo, com mais de 40 quilómetros, tem uma primeira metade muito dura deixando marcas profundas nos atletas e que, normalmente, conduzem a esgotamento muscular quando entram no percurso dos vinte e cinco quilómetros do Trail Curto.

 

A partida na cidade do Entroncamento obriga a um esforço maior dos atletas obrigando-os a levantar mais cedo do que é habitual. E temos também de levar em linha de conta que ainda é necessário apanhar um autocarro que nos levará até ao ponto de partida que, no caso do Trail Curto, terá lugar em Constância. No entanto os nossos atletas já são experimentados o que permitiu que tudo fosse feito sem pressas nem sobressaltos. Ainda era noite quando o Frederico apanhou o Carlos Gonçalves na Estação de Campolide, perto das seis e vinte da manhã. Sem necessidade de pisar muito no acelerador, até porque caía uma chuva por vezes intensa, chegámos ao Pavilhão Gimnodesportivo do Entroncamento uma hora depois. Houve tempo para tudo, até para os “apertos” intestinais de última hora.

O nosso autocarro só partiria às dez para as oito. Entrámos no primeiro transporte com lugares disponíveis e aconchegámo-nos para “passarmos pelas brasas” até sermos descarregados junto ao Parque de Campismo de Constância. À boa maneira portuguesa o autocarro partiu com algum atraso.

 

Para algum espanto nosso verificámos que o dorsal indicava vinte e dois quilómetros para a distância do Trail Curto. No “briefing” da organização nada foi referido quanto a este pormenor.

IMG_20190414_082453.jpg

Depois do discurso do Presidente da Câmara Municipal de Constância, com os habituais agradecimentos a todos os que contribuíram para pôr de pé mais uma edição dos Trilhos do Almourol, é dada o tiro de partida.

 

Cumprida uma volta inicial pela zona histórica desta simpática vila Ribatejana os atletas fazem-se à estrada, ou melhor dizendo, aos trilhos.

 

De acordo com as informações transmitidas no “briefing” iríamos ter pela frente um percurso pouco técnico, mais para rolar imersos na natureza, e sem grandes desníveis. É certo que, de vez em quando, somos presenteados com uma outra subida mais intensa, mas tão só isso. Analisando no final os dados técnicos da corrida, temos de admitir que um desnível positivo de subidas de 347 metros não é muito para uma distância total de vinte e cinco quilómetros (sim, na realidade foi esta a extensão total).

 

Esta prova cumpriu as expectativas dos atletas que, com menos preparação, esperam de uma corrida desta natureza. Resultado do inverno pouco rigoroso que tivemos os pequenos troços com lama ficaram muito aquém do que foi norma em anos anteriores.

 

Realmente esta foi uma corrida para desfrutar e conviver com os restantes atletas. Uma imagem de marca dos “trails” é o convívio e espírito de camaradagem entre os participantes. Não há pressão nas ultrapassagens mesmo que tenhamos um, ou uma, atleta a servir de tampão num “single trek” mais apertado. Os mais rápidos partiram à frente pelo que os que ficam para trás não estão muito preocupados com tempos e classificações. É lógico que se pudermos diminuir os nossos tempos de edições anteriores tanto melhor. Mas é esta a nossa verdadeira competição.

 

Quando já tínhamos percorrido mais de metade da prova começamos a avistar os Caminheiros que se afastam e abrem alas à nossa passagem. Trocas de cumprimentos e de incentivos ajudam-nos a manter, ou até a aumentar, o nosso ritmo.

 

Mais à frente somos ultrapassados pelos atletas do Trail Longo. É bom para ver como os atletas de elite se comportam e como abordam os diferentes obstáculos.

 

Os dois Tartarugas fizeram uma corrida bem próximos um do outro. Logo de início o Frederico ganha algum avanço. A sua passada constante, optando por andar em subidas mais exigentes, dá-lhe margem relativamente ao outro Tartaruga que só foi anulada no primeiro abastecimento. O Carlos Gonçalves optou por não parar e distanciou-se um pouco. Mas não por muito tempo pois, a certa altura, houve o companheiro sussurrar-lhe o nome da equipa. Aliás foi uma constante quando passávamos pelos Caminheiros, estes tecerem algumas considerações relativamente ao nome da nossa equipa. “Vivam as Lebres e Tartarugas”. “Eu sou uma tartaruga. Atrás vêm as Lebres”, respondemos nós.

 

E foi neste clima que o Trail Curto se foi desenrolando.

 

O Carlos Gonçalves olha para trás e nunca mais vislumbra o Frederico. Algum quilómetro mais à frente reagrupa-se a nossa equipa. O Frederico tinha aproveitado um dos abastecimentos para deglutir uma bela e retemperadora Bifana que até lhe deu asas para mais rapidamente chegar à companhia do resto da equipa.

 

Com algumas novidades no percurso começamos a aproximação à cidade do Entroncamento. Os dois últimos quilómetros são provavelmente dos mais duros, pelo menos em termos psicológicos. A passagem pelo Parque do Bonito logo seguida pela entrada na ciclovia, é feita sempre terreno plano. E como é duro um troço em plano quando as nossas pernas já querem tudo menos continuar a correr. O Pavilhão parece que nunca mais chega. É já ali. Mas o ali é tão longe…

 

Finalmente entra o Carlos Gonçalves no Pavilhão. Restam algumas dezenas de metros até cortar a meta, passadas cerca de três horas e vinte e cinco minutos desde a partida. Ainda no mesmo minuto o Frederico dá por concluída a sua corrida. Conseguiu fazer o seu segundo melhor tempo dos Trilhos ao Almourol. E desta vez não teve de ficar à espera algumas horas pelo seu companheiro de luta.

 

Os rostos dos dois Lebres e Tartarugas mostram um misto de sensações. Por um lado espelham a dureza da aventura agora terminada mas, ao mesmo tempo, reflectem a satisfação dos dois com a certeza de que no próximo voltarão,

IMG_20190414_123335.jpg

Depois do banho retemperador segue-se o almoço. “Carne com esparguete” como bem recorda o Frederico das anteriores participações. Só que estava guardado um melhor segredo. Fomos presentados com uma bela FEIJOADA. Veio mesmo a calhar para recuperar as energias despendidas. E o Carlos Gonçalves, para repor os líquidos gastos, trocou a sobremesa por uma segunda imperial.

 

Com a barriga mais bem composta os atletas fazem-se à estrada. E o Carlos ainda aproveitou a viagem de regresso para pôr algum do sono em dia.

 

Adeus Almourol, até para o ano.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: LUÍS CONTRERAS (Vitória FC Trail Running): 1:53:27

 Atletas que concluiram a Prova: 316

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves 744 Masculinos 218º 185º 3:25:05 ND 8:12 7,31
Frederico Sousa
745
Masculinos
221º
188º
3:25:58
ND
8:14
7,28

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Abril

  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 28 - 30 Km Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 15 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:15

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