Terça-feira, 9 de Julho de 2019

TRAIL DOS MOINHOS SALOIOS

“Terminei o Trail dos Moinhos Saloios e parece que não me correu muito mal…”

 

Foi com esta mensagem no WhatsApp das Lebres e Tartarugas Moinho.jpgque o Carlos Gonçalves comunicou que tinha concluído a sua segunda presença no Trail dos Moinhos Saloios. Mas já lá vamos quanto ao real significado desta frase.

 

Depois de uma primeira participação em 2016 esta foi a segunda vez que uma equipa, ainda que muito reduzida, das LEBRES E TARTARUGAS participou no Trail dos Moinhos Saloios disputada na União das Freguesias Venda do Pinheiro - Santo Estêvão das Galés. Relativamente à nossa anterior participação registaram-se algumas novidades. A primeira foi a alteração do local da partida, outrora no Campo de Futebol da Venda do Pinheiro, sendo agora no mais agradável e recentemente construído Parque Ecológico da Venda do Pinheiro. Seguramente que foi muito mais agradável. A segunda, e porventura a mais importante alteração, foi a ausência do Frederico que, devido a outros afazeres, e talvez com medo do intenso calor que se fez sentir em 2016, decidiu não fazer companhia ao outro Trailista habitualmente presente nesta modalidade de corridas.

 

O ambiente era de festa. Àquela hora estava o Presidente da Câmara de Mafra, a cujo concelho pertence esta simpática Vila, na distante cidade de Baku, no longínquo Azerbaijão, para receber a distinção de passagem a Património Mundial da Unesco do Convento de Mafra e de toda a Tapada em redor deste.

 

Contrariamente ao que é habitual o Carlos Gonçalves chegou mesmo em cima da hora de partida do Trail, tendo tido apenas tempo para estacionar o carro, dirigir-se ao local de levantamento do dorsal e correr para a partida. Foi um bom aquecimento, forçado. Enquanto aguardava pela partida constatou, com alguma dose de preocupação, que eram muito poucos os atletas concorrentes à prova de Trail. Teria de dar muita “corda aos sapatos” se não quisesse ter a companhia do “Vassoura” que iria fechar o pelotão dos atletas da corrida dos vinte e cinco quilómetros.

 

Depois das habituais instruções, não sem recordarem algumas atletas já desaparecidas e habituais participantes em provas organizados pelo Trilho Perdido, é dada a ordem de partida . Começamos o primeiro quilómetro deambulando por ruas adjacentes ao Parque Ecológico até entramos definitivamente em modo de trilhos. E, como é habitual, começamos logo com uma subida mais pronunciada em alcatrão. E como custam estas subidas quando os atletas ainda não aqueceram convenientemente. Mal tinham decorrido os primeiros dois quilómetros, estava eu pensar como seria a edição deste ano e quão exigente. Pois. Chegamos a um cruzamento e temos de virar à direita. Aguardava-nos o Trilho do Padre, nem mais nem menos que uma daquelas íngremes escaladas onde, por vezes, é conveniente e necessário entrar em modo de tracção total, isto é, com o recurso a pés e mãos para vencer as maiores dificuldades. Que mal fizemos nós ao Padre? Em vez de nos mandar rezar uns tantos “Padres-nossos” e umas quantas “Avé Marias” para espiarmos os nossos eventuais pecados, deram-nos um castigo bem maior. Porventura portámo-nos bastante mal. Vencido este primeiro "round"entramos em modo de descida, em zonas por vezes mais escorregadias, não pela existência de lama mas pelo piso muito seco e algo pedregoso. Enfim, deu para recuperar um pouco. E eis-nos de volta ao cruzamento onde iniciámos o Trilho do Padre. À direita aguarda-nos agora um novo desafio. O Trilho do Poste de Alta Tensão leva-nos a um dos pontos mais altos de todo o percurso. Como dizia uma antiga empregada dos meus avós, era um Poste de “Alta Traição”. E é que foi mesmo uma espécie de traição para todos nós. Não vale a pena reclamar. Na realidade estamos ali todos de boa vontade, ninguém nos obrigou a tal. Com as palavras do Bruno Laje no meu pensamento - “isto é jogo a jogo” - adoptei a táctica do “passo a passo”. E com os olhos postos no caminho e não no Poste colocado lá bem acima das nossas cabeças, passámos à fase seguinte. Normalmente depois de uma subida mais longa temos alguns momentos de maior descontracção com troços maioritariamente a descer, ainda que sendo necessária alguma atenção. Aguarda-nos um novo trilho: o“Trilho do Cão Mau”. Iríamos ter a visita de algum canídeo mais raivoso e que pretendesse vingar-se em nós? Não. Apenas encontrámos dois pequenos cães presos por uma corrente e do lado de dentro do portão. Estávamos salvos. Um pouco mais à frente temos a companhia de algumas galinhas de que de más nada tinham. Aliás, fugiram a sete "patas" de nós.

 

Passados os primeiros cinco quilómetros entramos, por breves momentos, em modo de alcatrão. Quase nem demos pela distância. E seguimos de Trilho em Trilho. Quando o calor começou, felizmente, a apertar, entramos no Trilho do Carrossel. Foi um troço em constante “sobe e desce”, como se se tratasse de uma diversão da extinta Feira Popular em Lisboa, e com a grande vantagem de ser praticamente todo à sombra.

 

A fazer jus ao seu nome o Trilho dos Montes Saloios tem um perfil orográfico constituído por constantes subidas e descidas à procura dos locais onde se encontram ou Moinhos antigos ou então as modernas “eólicas” que proliferam por estas zonas.Altimetria 2019.jpg

Subitamente saímos de um estradão para cumprirmos a “Subida do Multibanco”. O nome não nos era estranho da nossa anterior participação. Só que, surpresa das surpresas, a subida era, afinal, uma descida. É certo que o caminho era bastante acidentado, mas essa era a única dificuldade. E, no final da descida, lá fomos encontrar, à nossa esquerda, o famoso Multibanco.

Uma nota de realce vai para os muitos pontos de abastecimento onde além de líquidos nos foi servida fruta variada - bananas, laranjas e melancia - bem como doces e salgados. Muito bom.

 

Apesar de bem sinalizado houve situações em que alguns atletas se iam perdendo. Os Trails não são só subidas e descidas. São também uma prova de orientação. Por vezes há a tentação de seguir “cegamente” o parceiro que vai à frente sem olhar para as fitas e outro tipo de sinalização. Se um opta pela direcção errada decerto que não irá sozinho.

 

O Trail dos Moinhos Saloios deu para tudo. Logo de início comecei a “engendrar” na minha cabeça o tronco da crónica da corrida. Assim tomava mais atenção a todos os pormenores facilitando, e muito, a redacção da história final. E também deu para, numa subida mais longa, atender uma chamada via WhatsApp do meu filho Gonçalo que se encontra lá longe na República Dominicana. Foi, decisivamente, um grande empurrão para vencer os últimos obstáculos.

 

À passagem pelo último abastecimento informam-nos que faltam cerca de dois quilómetros. O Fim está próximo. É simultaneamente uma boa e uma má notícia. Boa porque o descanso está perto, mas má porque vai terminar uma corrida de que estávamos a desfrutar com grande gozo.

 

Quando entramos no último trilho ficamos a saber que as subidas terminaram. “Agora é sempre a descer até à meta”.

 

Regressados à civilização retomamos o alcatrão. Algumas centenas de metros mais à frente e reentramos no Parque Ecológico da Venda do Pinheiro onde começou a prova. Mas os derradeiros metros parece que são os que nos custam mais a passar. A Meta está ali mesmo à nossa frente, mas somos obrigados a dar uma volta pelos limites do Parque.

 

Ao cortar a meta, no meu derradeiro e habitual “sprint”, recebo uma notícia que me encheu de ânimo: “Vai ao Pódio. É o terceiro atleta do escalão M60”. Valeu o esforço. Mas como estou sozinho tenho de encontrar alguém que registe no meu telemóvel a minha subida ao pódio. Não foi difícil. Aliás não se trata de um problema para mim, situação pela qual passamos quando temos de pedimos a alguém para fotografar os elementos das LEBRES E TARTARUGAS, antes e depois de qualquer prova.

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Terminada a cerimónia de entrega dos prémios corro, na medida do possível, em direcção ao meu carro. Desejava ardentemente informar no WhatsApp das LEBRES E TARTARUGAS que tinha terminado a prova.

 

“Terminei o Trail dos Moinhos Saloios e parece que não me correu muito mal…”

 

Foi o encerramento da época 2019/2020. A menos que surja alguma corrida de surpresa é tempo do merecido repouso. Isto não significa que termine por completa a actividade física.

 

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: NÉLSON AMARAL (AMCF - Arrábida Team): 2:08:52

 Atletas que concluiram a Prova: 124

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
129 M60
109º
4:01:19 ND 9:39
6,22

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função do tempo líquido da prova.

Corridas do Mês de Julho

  • 7 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 13:34

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Sexta-feira, 5 de Julho de 2019

CORRIDA DAS FOGUEIRAS

Realizou-se no passado dia 29 de Julho a 40ª edição da corrida das fogueiras em Peniche. Como o nosso redator principal comentou em outra crónica, esta corrida marca o final de mais uma época de estrada antes do período de férias. Para mim que sou dos três tartarugas o mais estradista as minhas férias de corridas começaram, depois de mais uma época com muitas provas que se iniciou em Setembro do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2019 há a salientar dois factos muito importantes para a história da nossa equipa, o primeiro foi a comemoração na meia maratona de Lisboa dos nossos 10 anos de existência e o segundo a participação pela primeira vez numa maratona fora de Portugal, a maratona de Sevilha.

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Voltando a Peniche mais uma vez se registou uma forte presença de atletas e de muito público em volta de todo o percurso como é característico, o frio e o vento também estiveram mais uma vez presentes. O percurso teve algumas pequenas alterações mas foi praticamente o mesmo dos anos anteriores, o vento e a escuridão na zona das praias aqui e ali minimizada pelas fogueiras foi para mim a parte mais difícil da corrida. No final o melhor um agradável jantar com amigos já habitual ano a ano após a corrida das fogueiras.
A corrida das fogueiras é uma prova com caraterísticas especiais, pela sua popularidade, pela imprevisibilidade do tempo, por se disputar à noite, pelas típicas fogueiras, e pelo convívio que proporciona na estrada e à mesa no final.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: AVELINO EUSÉBIO (GFD Running): 0:48:46

 Atletas que concluiram a Prova: 3345

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira
2629 M5559
1351º
98º 1:17:32 1:17:02 5:08
11,68

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Junho

  • 22 - Palmela Run (Palmela ) - 12,5 Km
  • 29 - Corrida das Fogueiras (Peniche)- 15 Km
  • 30 - Oeiras Trail (Barcarena) - 20 Km

Calendário para Julho

  • 7 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 09:40

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Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

OEIRAS TRAIL

O Mundo não pára, e as LEBRES E TARTARUGAS também não.

 

Sempre atentos às novidades que vão surgindo, a nossa equipa, através da participação de um dos nossos “trailistas” de serviço, marcou presença na edição de estreia do OEIRAS TRAIL. Em boa hora a divulgação desta prova caiu na nossa Caixa de Correio Electrónico. Uma distância aprazível de vinte quilómetros, e uma zona pouco explorada neste tipo de actividade desportiva, foram argumentos bastante importantes para aguçar o interesse de um dos elementos da nossa equipa. Ele bem tentou, mas sem qualquer sucesso, arregimentar outros “tartarugas” para o acompanharem. Ainda no rescaldo do PALMELA RUN o Carlos Gonçalves tratou logo de assegurar a inscrição para que, no último dia de Junho, pudesse estar bem cedo na Fábrica da Pólvora, em Barcarena, a fim de participar nesta novíssima corrida.IMG_20190630_081741.jpg

A animação era, como sempre, bastante grande. Depois de conIMG_20190630_085238.jpgsultar as listas com os dorsais de todos os atletas inscritos entra-se numa fila ordeira – sim porque se trata de gente “bem educada” – para cada um levantar o respectivo “Kit” de participante. Estava cumprida a primeira etapa do dia.

 

Uma corrida de Trail envolve uma logística mais complexa do que nas provas de estrada. Além de colocar o dorsal em local bem visível, cada atleta deve levar consigo um reservatório com líquidos e alguns suplementos alimentares. E aconselha-se também a levar um telemóvel para contactar a organização no caso de algum acidente de percurso. E, para acondicionar tudo isto, a maioria dos atletas opta por se fazer acompanhar por uma mochila que, apesar de representar um peso extra, poderá vir a revelar-se bastante útil ao longo da prova, mais particularmente entre cada ponto de abastecimento. Cumprido esta ritual regressa-se ao local de partida. Procuram-se caras conhecidas e acompanha-se o “speaker” de serviço o qual tenta animar a “malta”: “de aqui a cem anos quando estiverem vocês todos a comemorar a centésima edição do OEIRAS TRAIL vão certamente lembrar-se deste dia maravilhoso”…

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À hora marcada é dada a ordem de partida para os atletas do Trail Longo, também denominada de Trail K20+. Hoje tudo é desconhecido. Os primeiros dois quilómetros são feitos um pouco às voltas do perímetro da Fábrica da Pólvora, com uma segunda passagem pela zona da partida, e mais tarde Meta de todas as provas. Num misto de terra e de alcatrão, com algumas subidas e descidas pouco pronunciadas, foi bom para aquecer. A primeira dificuldade de natureza mais técnica surge lá mais para a frente com o atravessamento de uma pequena ribeira. O piso bastante pedregoso requer alguma atenção para evitar uma queda de consequências mais graves e que poderá colocar em risco todo o resto da corrida. Um pouco mais à frente, e depois de cumpridos os primeiros cinco quilómetros, começamos a ser ultrapassados pelos participantes no Trail Curto. O ritmo é completamente diferente. Não só a distância por eles percorrida é inferior à nossa como o que os espera é também menor. Não têm de se poupar tanto quanto os restantes atletas.

 

Uma corrida é feita de momentos, momentos esses que nos ajudam a construir pequenas histórias à sua volta. Ao contrário do que acontece nas provas de estrada (e que me perdoem os amantes desta modalidade) no chamado “Trail Running” há uma maior interacção entre os vários atletas, encontrando-se mesmo um espírito de entreajuda onde todos somos uma equipa. Ao longo das corridas de trilhos vão-se criando espontaneamente pequenos grupos que, dentro do mesmo ritmo, se vão ultrapassando mutuamente em função das dificuldades e da dureza do percurso. Foi numa destas fases que uma colega ora me passava à frente em zonas mais planas ora ficava para trás numa subida mais exigente ou numa descida mais arriscada. Na primeira ultrapassagem que me fez, imprimindo um ritmo mais vivo, pensei tratar-se da “Lebre” que iria “puxar” por este humilde Tartaruga e tentei acompanhá-la, na medida do possível. Em determinado momento, numa altura em que passei para a frente dela, virou-se para mim dizendo que “ia tentar acompanhar-me pois eu tinha uma passada e um ritmo constante servindo-lhe de referência”. Com o avançar dos quilómetros, e numa fase uma pouco mais dura da corrida, esta atleta começou a atrasar-se de tal forma descolando de mim. Afinal era mais uma Tartaruga e menos uma Lebre.

 

Mais tarde, ao longo de uma subida mais longa, dei por mim a pensar exactamente naquela corredora e como tinha ficado, concluía eu, irremediavelmente para trás. “Olá, já estou de volta”. Este reencontro acontece precisamente quando seu estava a ajudar um atleta que tinha sido acometido pelas tão irritantes cãibras infelizmente tão comuns neste género de corridas. Dei-lhe uma pastilha de Magnésio ISOSTAR e segui o meu caminho.

 

Entramos nos dois derradeiros quilómetros. Novamente atravessamentos uma Ribeira, óptimo momento para refrescar os pés e os músculos das pernas. Cada vez estamos mais perto do final. Já só faltam mil metros. De regresso ao alcatrão cumprimos as últimas centenas de metros. Avista-se o Portão de entrada da Fábrica da Pólvora. Mais à frente está a tão desejada meta.

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Mais um “Trail” superado para juntar ao currículo. Os corredores dos dez quilómetros há muito que tinham terminado a sua prova. Os Caminheiros e as Caminheiras também começam a chegar. Entretanto a minha "sombra" de parte da corrida confidencia que o marido era o "Vassoura" do Trail Longo.

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Enquanto recupero faço um pequeno balanço do novíssimo OEIRAS TRAIL. Não foi muito duro e também pouco exigente em termos técnicos. Foi Bom. É uma prova a repetir na próxima edição. Desejavelmente com a companhia de outros membros da nossa equipa.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: NUNO ROCHA (Individual): 1:28:18

 Atletas que concluiram a Prova: 187

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
27 M60M
141º
10º 2:39:31 2:39:19 7:58
7,53

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Junho

  • 22 - Palmela Run (Palmela ) - 12,5 Km
  • 29 - Corrida das Fogueiras (Peniche)- 15 Km
  • 30 - Oeiras Trail (Barcarena) - 20 Km

Calendário para Julho

  • 7 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:30

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Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

PALMELA RUN

A época 2018/2019 aproxima-se rapidamente do fim. Queimam-se os últimos cartuchos. Os atletas quase já só pensam em Férias. Os planos de descanso estão há muito traçados e apenas se fazem os últimos acertos para preencher os dias que ainda não têm objectivos definidos. Esta é a altura do ano tão desejada mas que voa à velocidade da luz. Mas antes de irmos a “banhos”, ou a qualquer outra actividade mais de lazer, ainda temos algumas provas para cumprir e que fazem parte do nosso calendário de “running”. A época de estrada termina invariavelmente com os quinze quilómetros da Corrida das Fogueiras. Mas também ainda há alguns “trails” para concretizar.

 

E o Palmela Run é um deles.

 

Nas duas primeiras edições a equipa das LEBRES E TARTARUGAS esteve representada pelo Carlos Gonçalves e pelo seu filho Gonçalo. No ano passado o Carlos Gonçalves fez sozinho a prova de Trail, com o Pedro a participar na Caminhada. Este ano lançou o desafio ao Carlos Teixeira para o acompanhar nesta aventura e conseguiu também convencer as respectivas companheiras a participar na Caminhada.

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A Serra da Arrábida é uma zona ainda preservada e que mantém muitos dos seus encantos. O Palmela Run detém também um interesse muito particular. Começa de dia, ao final da tarde, permitindo-nos desfrutar de um magnífico pôr-do-sol do alto da Serra do Louro e com Lisboa em pano de fundo. E como se trata de uma prova de trail com cerca de doze quilómetros e meio a maioria dos atletas só regressará a Palmela já pela noite dentro.

 

As duas equipas encontraram-se por volta das seis da tarde na área de serviço de Palmela. Chegando cedo conseguiríamos arranjar facilmente lugar para estacionar os nossos carros e ainda tomar um café e ir à Casa de Banho. Quando chegámos ao centro de Palmela notámos um reduzido movimento comparativamente com os anos anteriores. Pensámos que o interesse pela prova estaria a esmorecer. Hoje em dia há cada vez mais provas pelo que os atletas começam a optar por novas experiências. Mas mesmo assim estranhámos que os preparativos para a corrida ainda estivessem muito atrasados. Até a manga da Partida/Chegada ainda jazia vazia no chão. Estranho. Fomos ter com um elemento da organização e informou-nos que a hora da partida estava marcada para as oito da tarde e não para as sete como o Carlos Gonçalves afirmara. Estava tudo explicado. Foi a primeira gaffe. A segunda surpresa viria mais tarde com a distância da Caminhada. Em vez dos seis e meio adiantados pelo Carlos Gonçalves na realidade seriam oito quilómetros. Oops!!! Mas a tudo resistiremos. E com a alteração da hora de partida da prova de Trail muito provavelmente que ia por água abaixo o nosso jantar de Choco Frito num restaurante em Setúbal.

 

Aquela hora que tínhamos pela frente foi passada numa simpática esplanada onde alguns comemoravam uma despedida de solteiro bebendo taça após taça de um vinho branco fresco e muito apetitoso.

 

À medida que nos aproximávamos das oito horas aumentava a animação nas ruas. O movimento já era idêntico aos das anteriores edições para felicidade dos nossos atletas. Pelo menos a prova não deveria ser um fiasco à juntar às falhas de organização do nosso atleta responsável pelas inscrições.

 

De ano para ano a organização tem vindo a introduzir pequenas alterações no percurso aumentando a sua beleza e, simultaneamente, tornando-o mais exigente em termos técnicos e físicos. Os participantes no Trail partem em primeiro lugar fazendo uma primeira incursão pelas ruas de Palmela. Após cumpridas algumas centenas de metros tomamos o caminho que nos leva aos Moinhos da Serra do Louro.

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Começa a fase de trilhos. Duas escaladas mais à frente e reencontramos o grupo dos Caminheiros que aproveitam para nos saudar e tirar algumas fotografias.

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Segue-se uma descida muito técnica onde só os mais audazes, e talvez mais inconscientes, a abordam em grande ritmo. A dureza deste troço ficará presente para sempre na memória de uma Caminheira que, na ânsia de correr como os Trailistas, fracturou o pé direito ficando em muito mau estado e obrigando à pronta intervenção dos Bombeiros que nos aguardavam no final da descida.

 

Ultrapassada esta fase mais dolorosa entramos no estradão em direcção à baixa de Palmela até fazermos uma incursão por um “single Trek” bem ao jeito dos BTTistas.

 

Aos oito quilómetros deparamo-nos com o único ponto de abastecimento. Seguimos por uma antiga estrada romana, já bem nossa conhecida dos anos anteriores, e que nos conduzirá até ao ponto mais alto do percurso. Lá em cima está o Castelo de Palmela avistado praticamente ao longo de toda a prova.

IMG-20190622-WA0006.jpgJá noite regressamos à Vila da Palmela. Os frontais acesos em algumas cabeças dão um espectáculo adicional, quais pirilampos surgindo do nada.

Terminada a prova para os nossos dois trailistas ficámos à espera dos Caminheiros. Tendo partido mais tarde do que nós, e percorrendo todo os troços mais difíceis do percurso, tínhamos de contar com cerca de uma hora até vislumbrarmos as nossas companheiras.

Começámos a fazer em sentido contrário as últimas centenas de metros do percurso. O nosso jantar de choco frito estava definitivamente posto de parte. Assim pelo meio íamos olhando para todos os lados à procura de sítio para comer e que estivesse aberto até tarde.

Encontrámos uma simpática Pizzaria – “Pizzas Da Vila” – que servia jantares até às onze horas da noite. Após concluírem a prova as duas Caminheiras e os seus dois Trailistas correram até aos carros para trocarem de roupa seguindo directamente para o restaurante. A simpatia dos empregados aliada ao conforto das instalações e à qualidade da comida foi uma opção que não ficou em nada atrás do repasto que tínhamos ambicionado para Setúbal. Fica para a próxima.

 

Mais um desafio superado. Só tivemos pena da falta do Tartaruga Frederico que não só não veio até Palmela como se manteve no anonimato não respondendo às nossas provocações e conversas no WhatsApp.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO BRAGADESTE (Individual): 0:53:26

 Atletas que concluiram a Prova: 251

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
249 M60
149º

1:28:00
ND 7:02
8,52
Carlos Teixeira
250 M55
150º

1:28:15
ND 7:04
8,50

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Junho

  • 22 - Palmela Run (Palmela ) - 12,5 Km
  • 29 - Corrida das Fogueiras (Peniche)- 15 Km
  • 30 - Oeiras Trail (Barcarena) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:40

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Sexta-feira, 31 de Maio de 2019

Lx Trail Monsanto

Pelo segundo ano consecutivo a ala mais “trailista” da nossa equipa compareceu à chamada para mais uma edição do Lx Trail Monsanto, na modalidade de mais de vinte quilómetros.

Não há provas ideais. Mas este “Trail”, disputado na Serra de Monsanto, é, seguramente, uma das corridas da modalidade de “Trail Running” que mais se aproxima daquele objectivo. O cenário envolvente é grandioso, digamos mesmo que paradisíaco. Uma vegetação luxuriante, com árvores bastante frondosas, mostra-nos a natureza em estado quase puro. O ecossistema da Serra de Monsanto tem conseguido manter-se de alguma forma preservado e, por enquanto, a salvo dos “crimes” ambientais que têm sido cometidos um pouco por toda as zonas verdes. E, para além da beleza natural envolvente, conseguimos ter uma prova com sombra em praticamente todo o percurso, pormenor nada desprezável numa altura em que as temperaturas têm subido bastante prenunciando um Estio que se aproxima a passos largos.

As organizações das provas estão cada vez mais profissionalizadas, e nós também. Há muito que todas aquelas tarefas de ordem logística, desde o estacionar o carro, levantar os “kits” de participação e encontrarmo-nos, deixou de ser um drama. Agora tudo flui muito mais naturalmente.

Os ponteiros do relógio marcavam as nove da manhã quando o Frederico aparece na Avenida da Universidade Técnica, no Campus Universitário da Ajuda, montado na sua “acelera” que faz as delícias para contornar o trânsito da cidade de Lisboa nos trajectos casa/trabalho e vice-versa. Está completamente rendido a esta mais recente aquisição. Trocados os cumprimentos habituais, e depois de devidamente equipados e com o dorsal bem à vista, os dois atletas cumprem as poucas centenas de metros até ao local da partida com a vantagem de ser sempre a descer. Foi o nosso aquecimento inicial. Mas não precisávamos de nos esforçar muito pois quentes já nós estávamos em virtude da temperatura que já se fazia sentir àquela hora.Tudo levava a crer que iríamos ter um percurso muito idêntico ao do ano passado, com os mesmos locais de Partida e de Chegada. No entanto muitas foram as novidades introduzidas na edição deste ano.

Passavam trinta minutos das nove e meia da manhã, ou um pouco mais, e inicia-se o Trail Longo. Aguardavam-nos mais de vinte quilómetros pelas entranhas da Serra de Monsanto. Para começar bem temos logo a já nossa sobejamente conhecida subida desde o campo de jogos do Rio Sêco até começarmos a incursão pelos vários trilhos e “single treks” que nos iriam ser “servidos” com toda a pompa e circunstância. O Federico aplica a sua táctica das provas de trail: começar o mais atrás possível e vencer os primeiros obstáculos a andar para não se desgastar inutilmente logo no princípio. Alguns dos locais de passagem já nos eram familiares, fosse de outras provas ou da edição de 2018. Mas a Serra de Monsanto tem uma infinidade de caminhos alternativos que permite às organizações montarem percursos praticamente novos todos os anos. É todo um Mundo novo a descobrir. Podemos andar horas sem repetir caminhos. Pelo meio cruzamo-nos com alguns dos muitos BTTistas que habitualmente escolhem estes trilhos para praticarem a sua modalidade preferida. Por vezes têm de parar para darem passagem aos corredores. E, aqui e além, vamos também encontrar caminheiros, isolados ou em grupo, a disfrutarem de um agradável e saudável passeio no meio desta magnífica zona verde. Há espaço para todos. E também começamos a ser ultrapassados pelos participantes no Trail Curto nos troços comuns às duas provas.

Há momentos em que nos sentimos completamente perdidos. De vez em quando tomamos contacto com a civilização quando temos de atravessar alguma estrada para seguirmos o nosso caminho. Como também é habitual em corridas desta natureza os atletas começam de forma espontânea a organizarem-se em pequenos grupos puxando uns pelos outros e, muito importante, evitando seguirem por caminhos errados quando a sinalização não está bem visível. Mesmo assim ainda houve alguns “desvios” do traçado correcto.

A prova vai avançando ao ritmo de cada um. De vez em quando os dois Tartarugas encontram-se com o Frederico a reclamar com o calor que se fazia sentir. Em situação diametralmente oposta o Carlos Gonçalves sentia-se como peixe na água. Há muito tempo que ansiava por um Trail com calor, muito calor mesmo caso fosse possível. Os dois atletas já só se voltam a encontrar na meta.
Este Lx Trail Monsanto teve tudo, e do bom. Desde algumas subidas mais longas para atestar a resistência dos atletas até escaladas de natureza bem mais técnica para colocarem à prova a destreza e alguma habilidade. E algumas, poucas descidas onde o maior cuidado era de evitar tropeçar nalguma raíz mais escondida que poderia provocar uma queda espalhafatosa e de consequências mais imprevisíveis. É, certamente, uma prova a repetir em 2020. Esperamos que se mantenha no muito concorrido calendário de Trail Running.

Felizes e contentes os dois membros das LEBRES E TARTARUGAS regressam às suas casas. O Carlos Gonçalves ainda tenta convencer o Frederico a acompanhá-lo em mais alguns trail a realizar nos próximos meses de Junho e Julho.

Veremos...

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOSÉ GASPAR (WeRun): 1:36:11

 Atletas que concluiram a Prova: 240

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
135
M6099
197º

3:05:10
3:05:10
8:25
7,13
Frederico Sousa
136
M5564
213º
12º
3:13:19
3:12:49
8:46
6,85

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 12 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:32

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

CORRIDA DE BELÉM

Com partida e chegada no Estádio do Restelo realizou-se mais uma edição da corrida de Belém.

 

Lebres e Tartarugas representados por : Carlos Teixeira e Frederico Sousa.

 

No dia da corrida registava-se uma temperatura elevada para a altura do ano às 9h30m era de 23,5 graus.

 

A corrida iniciou-se na pista de um degradado estádio do Restelo onde mais tarde se festejaria a subida de divisão do Clube Futebol os Belenenses num derby com o Estrela da Amadora.

 

O percurso foi igual ao de 2018 sendo a maior parte da prova disputada na marginal e o maior desafio a subida entre o oitavo e nono quilómetro em plena zona do restelo.

 

Não é uma prova para fazer grandes tempos, nem de grande interesse, mas foi bom para perder calorias e adicionar mais uma corrida ao nosso historial.

 

De lamentar o insuficiente fornecimento de água face ao calor que se fazia sentir, mas também de salientar a promoção de algumas iniciativas de proteção ao nosso detorado ambiente.

 

Comparativamente com o ano anterior houve um aumento significativo dos atletas que completaram a prova mais 257 (895 em 2019 contra 640 em 2018) o que é uma excelente evolução.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (Os Belenenses): 0:31:42

 Atletas que concluiram a Prova: 895

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa
944
M5564
582º
56º
1:00:25
1:00:05
6:01
9,99
Carlos Teixeira
945
M5564
214º
16º
0:49:16
0:48:58
4:54
12,25

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 12 -Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:14

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Quinta-feira, 9 de Maio de 2019

MEIA MARATONA DE SETÚBAL

Disputou-se mais uma edição da Alegro meia-maratona de Setúbal no passado dia 5 de Maio, um Domingo muito importante porque coincidiu com o dia da Mãe.

 

Nos últimos anos a participação dos Lebres e Tartarugas tem-se reduzido à presença do Carlos Teixeira, os outros Tartarugas não têm mostrado grande interesse em voltar a Setúbal.

 

No passado com o antigo traçado esta meia-maratona não era de facto muito interessante para além de quase sempre coincidir com dias de calor.

 

Nos últimos anos com a inclusão de uma parte do percurso na Serra da Arrábida a corrida tornou-se mais bonita, menos aborrecida mas também mais difícil.

 

Das meias-maratonas que se disputam em Lisboa e arredores a meia maratona de Setúbal será por certo das mais difíceis ao nível de por exemplo São João das Lampas.

 

Quando me dirigi para Setúbal ia um pouco apreensivo face ao calor que se fez sentir nos últimos dias antes da prova e às dificuldades que iria encontrar na mesma, num período em que não tenho tido possibilidades de treinar adequadamente.

 

Ao chegar a Setúbal dirigi-me para o Centro Comercial Alegro onde a organização tinha reservado um parque para os atletas poderem estacionar os respetivos veículos, depois calmamente ainda deu tempo para antes da prova, levantar o dorsal, beber um café , cumprir as necessidades fisiológicas e efetuar um aquecimento de dez minutos.

 

Mais uma vez a patrona da prova foi a pequena Isabel Silva apresentadora da TV e vencedora da edição de 2017, a partida foi dada pela Presidente da Câmara de Setúbal.

 

A Temperatura estava quente mas mesmo assim tolerável uma vez que o céu estava com algumas nuvens que em certos momentos encobriam o sol e soprava igualmente um vento agradável.

 

A prova iniciou-se no centro comercial Alegro seguindo na direção de Lisboa ao chegar à rotunda virou-se para a direita e depois foi um sobe e desce constante (mais a descer felizmente) até se chegar ao rio Sado. Depois de atingido o Rio seguiu-se na direção da Luísa Tody  e aos 5km atingiu-se o carismático estádio do Bonfim. Passado o Estádio foram dois longos kms quase sempre a subir e depois retornou-se a descer passando novamente por aquele local, sendo o km 10  atingido em nova passagem pela Avenida Luisa Tody. Depois de deixarmos a principal Avenida de Setúbal um pouco antes do Km 11 entrou-se em plena serra da Arrábida. Na Serra entre os Kms 11/12 e 15/16 enfrentou-se provavelmente as subidas mais difíceis de toda a prova.

 

Uma agradável descida adornada por uma excelente paisagem entre o km 16 e o 17,5 km trouxe-nos de regresso ao Centro de Setúbal com os dois últimos kms a disputarem-se na Avenida Tody onde estava instalada a meta.

 

De salientar qua a organização disponibilizou autocarros para transportar os atletas da Avenida Tody ao Centro Comercial Alegro.

 

Deixando os meus parabéns à organização e desejando que continuem a melhorar, ficou completada a minha 307ª corrida e a meia-maratona nº 51.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: MARCO MIGUEL (Clube de Praças da Armada): 1:11:54

 Atletas que concluiram a Prova: 387

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira
255
V55
178º
10º
1:49:23
1:49:12
5:11
11,59

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:31

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CORRIDA DO 1º DE MAIO

1º de Maio. Dia do Trabalhador.

 

Cada um celebra esta data à sua maneira. De alguma maneira todos nós somos, ou fomos, Trabalhadores pelo que este dia é nosso, é de todos. Muitas são as formas encontradas por cada um para comemorar este dia mundialmente reconhecido. Ele há concertos com intérpretes bastante ligados ao período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril e que aproveitam estes espectáculos para recordar as canções mais emblemáticas do antes e do após a revolução dos cravos. Há também manifestações de rua, normalmente com desfiles, que invariavelmente terminam num qualquer comício alusivo ao Dia do Trabalhador.

E há também aqueles que optam por celebrar este dia praticando desporto, uma das suas “profissões” de eleição. E foi isto que aconteceu, uma vez mais, com os Fundadores das LEBRES E TARTARUGAS. O quarto Veterano Maratonista e herói de Sevilha – João Valério – desistiu à última hora.

 

A Corrida do 1º de Maio, anualmente organizada pela CGTP/União dos Sindicatos de Lisboa, é um caso especial de popularidade no actual panorama das provas de Corridas do Atletismo Popular, com a adesão de mais de um milhar de atletas. Nos últimos anos tem vindo a perder algum fulgor com uma queda contínua no número de participantes. Se olharmos para os últimos dez anos, que coincidem com a explosão do “running” em Portugal, temos um crescimento contínuo desde 882 atletas até ao pico de 1550 em 2014. De então para cá tem sido sempre a descer até aos 1043 corredores que concluíram a edição deste ano. Este facto foi, de algum modo, perceptível antes e durante a corrida, nomeadamente pelo menor número de atletas estrangeiros que habitualmente costumam visitar Lisboa nesta altura do ano e aproveitam para participar nesta Corrida.

 

A oferta de provas é actualmente grande pelo que alguns atletas começam a experimentar novas corridas. Mas, mesmo assim, a Corrida do 1º de Maio continua a ocupar um lugar muito particular e imprescindível no calendário desportivo das LEBRES E TARTARUGAS.

 

É interessante verificar como uma prova que já vai na 38ª edição, praticamente sem alterações nos últimos anos, ainda consegue cativar mas de um milhar de atletas. O segredo talvez esteja na distância de quinze quilómetros, que não é muito habitual, ficando a meio caminho entres os tradicionais dez quilómetros e a Meia Maratona.

 

A Corrida do 1º de Maio tem sabido, de algum modo, resistir à erosão da sua longa vida, mantendo uma qualidade de organização acima da média e, sobretudo, com um muito competitivo preço das inscrições de seis euros, valor este muito abaixo do que é comummente praticado em corridas de dez quilómetros. E, no lugar da habitual t-shirt técnica que nos oferecem na maioria das provas, temos direito à tão saudada camisola em algodão, muito útil para usarmos em casa, em tarefas de jardinagem, para levarmos para a Praia ou, tão só, para dormirmos com ela.

 

Esta prova tem uma logística muito boa. Senão vejamos:

 

  • Partida e Chegada no mesmo local
  • Boa acessibilidade devido à existência muito perto de Estações de Metro e dos comboios suburbanos
  • O estacionamento automóvel é mais complicado por estarmos numa zona predominantemente residencial; mas, se chegarmos cedo, e com alguma paciência, lá arranjamos um “buraquito" para metermos o nosso carro.

 

O percurso também é fácil de descrever:

 

  • Partida na Pista de Atletismo do Estádio 1º de Maio
  • Saída do recinto pela Avenida Rio de Janeiro em direcção á Avenida do Brasil
  • Chegados ao Campo Grande iniciamos o trajecto dos túneis da Avenida da República; sempre a subir até ao Saldanha após o que iniciamos a longa descida até ao Terreiro do Paço
  • Viramos à esquerda – não se esqueçam que estamos no dia do Trabalhador - e seguimos pela Rua da Prata rumo à Praça da Figueira
  • Após passarmos pelo Martim Moniz encetamos a longa subida até ao Areeiro; curioso como este troço cada vez nos parece mais fáci
  • Avenida João XXI, Avenida de Roma até virar, desta vez à direita, na Avenida da Igreja
  • No final reentramos na Avenida Rio de Janeiro, damos uma volta final para inversão da marcha e, finalmente, regressamos ao Estádio 1º de Maio, que, após darmos meia volta à Pista cruzamos a linha de Chegada.

Pelo meio tivemos três abastecimentos de água, bem necessários para compensar o algum calor que se fez sentir. E pelo caminho ainda pudémos encontrar e ultrapassar uma lenda viva do atletismo Português. Armanda Aldegalega, o bem conhecido atleta do Sporting Clube de Portugal, ainda anda nestas provas apesar dos seus quase oitenta e dois anos. Mesmo regressado de uma lesão fez questão de participar nesta emblemática corrida acompanhado da sua colega de equipa Luzia Dias.

 

Tudo na mesma como em anos anteriores. Os Tartarugas aguardam uns pelos outros no relvado sintéctico do Campo de Futebol principal. Após a recuperação, e os necessários alongamentos musculares, cada um segue à sua vida com a certeza de que regressaremos em 2020.

 

Entramos agora numa fase em que coexistirão provas de Trail com corridas de estrada. Provavelmente os três Fundadores da equipa das LEBRES E TARTARUGAS só se voltarão a reunir lá mais para o final do ano.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (CF Os Belenenses): 0:48:21

 Atletas que concluiram a Prova: 1043

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves 518 M6064 620º 34º 1:23:24 1:22:54 5:32 10,86
Carlos Teixeira
519
M5559
423º
26º
1:17:12
1:16:44
5:07
11,73
Frederico Sousa
520
M5559
826º
72º
1:31:03
1:30:32
6:02
9,94

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Maio

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa ) - 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 10:35

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Sexta-feira, 3 de Maio de 2019

30 KMS VALE DOS BARRIS

O Parque Natural da Serra da Arrábida já não é um “santuário” exclusivo dos BTTistas. Há muito tempo que esta zona tem vindo a ser explorada pelos amantes da Caminhada que vão descobrindo os encantos de uma zona que ainda se consegue manter preservada apesar dos crimes que têm vindo a ser cometidos com as construções de algumas habitações de fim-de-semana ameaçando o equilíbrio paisagístico da zona.

 

Mais recentemente são as corridas de trilhos que começam igualmente a reivindicar a abertura da Arrábida aos amantes desta modalidade passando a desfrutar da grande variedade de trilhos originariamente ocupados pelas Bicicletas de Todo o Terreno.

 

Ávido de experimentar novos desafios o nosso Tartaruga Carlos Gonçalves decidiu inscrever-se na edição de 2009 dos 30 KMS de Vale dos Barris. À escolha dos atletas a organização disponibilizou três modalidades de participação:

 

·         Trail Longo 20K+ com cerca de 30 quilómetros

·         Trail Curto 12K+ com 15 quilómetros

·         Caminhada com 10 quilómetros

 

Depois de divulgar no grupo de WhattsApp das LEBRES E TARTARUGAS a realização dos 30 KMS do Vale dos Barris foi o seu filho Gonçalo a mostrar-se entusiasmado com a prova decidindo-se a participar no trail curto, então com uma distância de 12 quilómetros. E também se juntaram ao nosso grupo a Catarina e a Loubna, uma estreante nestas andanças e tornando-se desde logo a nossa mais recente aquisição, para participarem na Caminhada. De uma assentada a nossa equipa apresentar-se-ia em Setúbal com uma equipa mais alargada e, simultaneamente, apresentava ao “mundo” a mais recente contratação, Loubna Kerfah. Faltou ainda a nossa “treinadora” que teve de desistir à última hora devido a problemas de coluna que a aconselharam a desistir desta Caminhada.

 IMG_20190428_085320.jpg

Foi também a nossa estreia numa nova prova e num novo local. Apesar de ser já conhecido dos nossos trailistas em passeios de BTT foi a primeira vez que rumámos até à Arrábida para participar em corridas de Trail.

 

Numa manhã solarenga e a cheirar a Verão chegámos ao local da partida das várias provas mesmo a tempo de cumprir as habituais formalidades. A animação era, como é habitual, bastante grande. Todavia grande não era o número de caras conhecidas.

 

As partidas, bem como os respectivos “briefings, foram individualizados para cada modalidade de participação. Primeiro largaram os atletas do Trail Longo. Quase meia hora depois partem os participantes no trail curto. Só mais tarde é que partiriam os “Caminheiros”.

 

Finalmente um dia de calor. Era este o pensamento, e o regozijo, do Carlos Gonçalves. Já está um pouco farto do frio, do vento e da chuva que tem caracterizado os últimos “trails” em que tem participado. É lógico que este não era o sentimento geral. Mas, felizmente para a maioria, que as zonas de sombras abundavam ao longo de todo o percurso.

 

As diversas provas começam logo com umas subidas respeitáveis. Alguns menos experientes lançam-se num ritmo talvez demasiado intenso para as suas capacidades. E mais à frente começam logo a pagar a factura.

 

Após as primeiras subidas segue-se um longo período descendente. O Gonçalo interpela-me sobre o que virá a seguir. Pois. Lá mais para a frente iremos certamente ter o reverso da medalha.

 

“Pai. Não te preocupes comigo. Vai no teu ritmo. Haveremos de nos encontrar no fim”. Estas eram as palavras do meu filho, ao que eu lhe respondia que era melhor ser ele a não ficar à minha espera e que seguisse no seu ritmo. Aliás foi o que se veio a verificar.

 

Aos cinco quilómetros temos o primeiro abastecimento de líquidos e de sólidos. Não seria mau não fosse o caso de vir a ser o ÚNICO abastecimento. Numa prova de trail de 15 quilómetros exige-se pelo menos mais um abastecimento, nem que seja apenas de líquidos tendo em consideração o calor que se esperava para este dia. Esta foi talvez a maior falha da organização.

 

Ao longo do nosso caminho fomos encontrando alguns praticantes de Bicicleta de Montanha. Normal dado que estávamos a ocupar alguns dos mais populares trilhos desta zona. Aqui e ali vamos avistando os Caminheiros. Depois de termos feitos alguns metros ao longo da Nacional 10, perto da Aldeia Grande, os atletas são postos à prova numa descida altamente técnica. Só os mais experientes, e os dotados de calçado próprio, é que conseguem passar quase incólumes por este desafio. O Gonçalo, de repente, quase leva com uma atleta que ameaça aterrar em cima dele tal era o descontrolo em que vinha. Lá se conseguiu agarrar a uns ramos e evitar uma queda de consequências bem imprevisíveis.

 

Prova de trilhos sem passagem por uma ribeira não é digna do seu nome. E, numa destas passagens, temos de dar uma “mãozinha” extra às atletas que sentem alguma dificuldade para vencer os obstáculos de subida para o trilho logo após terem refrescado os pés. É o cavalheirismo e espírito de entreajuda no seu maior expoente.

 

Por volta dos dez quilómetros, e já no regresso ao local da partida, vamos enfrentar as maiores e mais desgastantes escaladas, duras mesmo quando as fazemos em cima de uma bicicleta. Fala a experiência.

 

Uma hora e cinquenta depois da partida o Carlos Gonçalves entra no Pavilhão Gimnodesportivo onde está instalada a Meta. Há mais de quinze minutos que o Gonçalo tinha chegado e aguardava ansiosamente pelo seu Pai.

 

Conversam sobre a prova que fizeram bem abaixo das duas horas que tinham previsto antes da partida.

 

Começam a chegar os primeiros Caminheiros. Os olhos dos dois trailistas fixam-se na zona de entrada por onde tinham passado há alguns minutos e por onde passariam a Catarina e a Loubna.

 

O Pedro, a Ana Luísa e o AFONSO já tinham chegado ao Pavilhão. Mesmo a tempo de presenciarem a chegada das Caminheiras. O Afonso, vendo a Mãe Catarina, corre para ela cortando a meta ao seu colo. De aqui por uns anos talvez vejamos este “Miúdo” nestas andanças.

 IMG_20190428_122024.jpgIMG_20190428_122032.jpg

Todos os nossos atletas estiveram em grande nível. No entanto é de inteira justiça salientar a prestação do Gonçalo que, na sua primeira prova de trail, ficou classificado na primeira metade da tabela. Certamente que angariámos mais um adepto desta modalidade. Como confidenciou ao Pai ao longo dos primeiros quilómetros “este tipo de corridas é muito mais giro do que as provas de estrada”. Diz tudo.

 IMG_20190428_122734.jpg

Depois do banho retemperador seguiu-se um bem merecido almoço de Choco Frito em Setúbal. A Loubna estava de tal modo contente que agora já quer fazer uma Caminhada Noturna. Temos aqui também uma nova entusiasta das LEBRES E TARTARUGAS.

 

O futuro da nossa equipa augura-se brilhante e bastante promissor.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: PAULO GOMES (AminhaCorrida/MyProtein): 1:00:59

 Atletas que concluiram a Prova: 241

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves 692 M6099 149º 1:50:24 1:50:24 7:22 8,15
Gonçalo Gonçalves
693
M2439
84º
31º
1:35:18
1:34:57
6:20
9,48

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

 

Corridas do Mês de Abril

  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 28 - 30 Km Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 15 Km

Calendário para o Mês de Maio (sujeito a alterações)

  • 1- Corrida do 1º de Maio (Lisboa )- 15 Km
  • 5 - Meia Maratona de Setúbal (Setúbal)- 21,0975 Km
  • 11 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 26 - Lx Trail Monsanto (Lisboa) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 17:59

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Segunda-feira, 22 de Abril de 2019

TRILHOS DO ALMOUROL

Depois de uma ausência em 2018, mesmo com as inscrições regularizadas e pagas, o Frederico e o Carlos Gonçalves regressaram a um local onde têm sido “muito felizes”. Os Trilhos do Almourol, no meio da grande oferta de corridas da modalidade de “trail running”, ocupam um lugar muito especial no coração destes dois Tartarugas.

 

A nossa presença em 2019 fica marcada à partida pela estreia do Carlos Gonçalves no Trail Curto com uma distância de 25 quilómetros, abandonando, não sabemos se definitivamente, as anteriores opções pela também denominada de Maratona Trail. Ainda não totalmente recuperado das suas lesões na coluna e no menisco do joelho direito, optou por experimentar a versão mais curta e, quiçá, tomar uma decisão mais racional quanto à distância porque irá optar em futuras participações nos Trilhos do Almourol. O Trail Longo, com mais de 40 quilómetros, tem uma primeira metade muito dura deixando marcas profundas nos atletas e que, normalmente, conduzem a esgotamento muscular quando entram no percurso dos vinte e cinco quilómetros do Trail Curto.

 

A partida na cidade do Entroncamento obriga a um esforço maior dos atletas obrigando-os a levantar mais cedo do que é habitual. E temos também de levar em linha de conta que ainda é necessário apanhar um autocarro que nos levará até ao ponto de partida que, no caso do Trail Curto, terá lugar em Constância. No entanto os nossos atletas já são experimentados o que permitiu que tudo fosse feito sem pressas nem sobressaltos. Ainda era noite quando o Frederico apanhou o Carlos Gonçalves na Estação de Campolide, perto das seis e vinte da manhã. Sem necessidade de pisar muito no acelerador, até porque caía uma chuva por vezes intensa, chegámos ao Pavilhão Gimnodesportivo do Entroncamento uma hora depois. Houve tempo para tudo, até para os “apertos” intestinais de última hora.

O nosso autocarro só partiria às dez para as oito. Entrámos no primeiro transporte com lugares disponíveis e aconchegámo-nos para “passarmos pelas brasas” até sermos descarregados junto ao Parque de Campismo de Constância. À boa maneira portuguesa o autocarro partiu com algum atraso.

 

Para algum espanto nosso verificámos que o dorsal indicava vinte e dois quilómetros para a distância do Trail Curto. No “briefing” da organização nada foi referido quanto a este pormenor.

IMG_20190414_082453.jpg

Depois do discurso do Presidente da Câmara Municipal de Constância, com os habituais agradecimentos a todos os que contribuíram para pôr de pé mais uma edição dos Trilhos do Almourol, é dada o tiro de partida.

 

Cumprida uma volta inicial pela zona histórica desta simpática vila Ribatejana os atletas fazem-se à estrada, ou melhor dizendo, aos trilhos.

 

De acordo com as informações transmitidas no “briefing” iríamos ter pela frente um percurso pouco técnico, mais para rolar imersos na natureza, e sem grandes desníveis. É certo que, de vez em quando, somos presenteados com uma outra subida mais intensa, mas tão só isso. Analisando no final os dados técnicos da corrida, temos de admitir que um desnível positivo de subidas de 347 metros não é muito para uma distância total de vinte e cinco quilómetros (sim, na realidade foi esta a extensão total).

 

Esta prova cumpriu as expectativas dos atletas que, com menos preparação, esperam de uma corrida desta natureza. Resultado do inverno pouco rigoroso que tivemos os pequenos troços com lama ficaram muito aquém do que foi norma em anos anteriores.

 

Realmente esta foi uma corrida para desfrutar e conviver com os restantes atletas. Uma imagem de marca dos “trails” é o convívio e espírito de camaradagem entre os participantes. Não há pressão nas ultrapassagens mesmo que tenhamos um, ou uma, atleta a servir de tampão num “single trek” mais apertado. Os mais rápidos partiram à frente pelo que os que ficam para trás não estão muito preocupados com tempos e classificações. É lógico que se pudermos diminuir os nossos tempos de edições anteriores tanto melhor. Mas é esta a nossa verdadeira competição.

 

Quando já tínhamos percorrido mais de metade da prova começamos a avistar os Caminheiros que se afastam e abrem alas à nossa passagem. Trocas de cumprimentos e de incentivos ajudam-nos a manter, ou até a aumentar, o nosso ritmo.

 

Mais à frente somos ultrapassados pelos atletas do Trail Longo. É bom para ver como os atletas de elite se comportam e como abordam os diferentes obstáculos.

 

Os dois Tartarugas fizeram uma corrida bem próximos um do outro. Logo de início o Frederico ganha algum avanço. A sua passada constante, optando por andar em subidas mais exigentes, dá-lhe margem relativamente ao outro Tartaruga que só foi anulada no primeiro abastecimento. O Carlos Gonçalves optou por não parar e distanciou-se um pouco. Mas não por muito tempo pois, a certa altura, houve o companheiro sussurrar-lhe o nome da equipa. Aliás foi uma constante quando passávamos pelos Caminheiros, estes tecerem algumas considerações relativamente ao nome da nossa equipa. “Vivam as Lebres e Tartarugas”. “Eu sou uma tartaruga. Atrás vêm as Lebres”, respondemos nós.

 

E foi neste clima que o Trail Curto se foi desenrolando.

 

O Carlos Gonçalves olha para trás e nunca mais vislumbra o Frederico. Algum quilómetro mais à frente reagrupa-se a nossa equipa. O Frederico tinha aproveitado um dos abastecimentos para deglutir uma bela e retemperadora Bifana que até lhe deu asas para mais rapidamente chegar à companhia do resto da equipa.

 

Com algumas novidades no percurso começamos a aproximação à cidade do Entroncamento. Os dois últimos quilómetros são provavelmente dos mais duros, pelo menos em termos psicológicos. A passagem pelo Parque do Bonito logo seguida pela entrada na ciclovia, é feita sempre terreno plano. E como é duro um troço em plano quando as nossas pernas já querem tudo menos continuar a correr. O Pavilhão parece que nunca mais chega. É já ali. Mas o ali é tão longe…

 

Finalmente entra o Carlos Gonçalves no Pavilhão. Restam algumas dezenas de metros até cortar a meta, passadas cerca de três horas e vinte e cinco minutos desde a partida. Ainda no mesmo minuto o Frederico dá por concluída a sua corrida. Conseguiu fazer o seu segundo melhor tempo dos Trilhos ao Almourol. E desta vez não teve de ficar à espera algumas horas pelo seu companheiro de luta.

 

Os rostos dos dois Lebres e Tartarugas mostram um misto de sensações. Por um lado espelham a dureza da aventura agora terminada mas, ao mesmo tempo, reflectem a satisfação dos dois com a certeza de que no próximo voltarão,

IMG_20190414_123335.jpg

Depois do banho retemperador segue-se o almoço. “Carne com esparguete” como bem recorda o Frederico das anteriores participações. Só que estava guardado um melhor segredo. Fomos presentados com uma bela FEIJOADA. Veio mesmo a calhar para recuperar as energias despendidas. E o Carlos Gonçalves, para repor os líquidos gastos, trocou a sobremesa por uma segunda imperial.

 

Com a barriga mais bem composta os atletas fazem-se à estrada. E o Carlos ainda aproveitou a viagem de regresso para pôr algum do sono em dia.

 

Adeus Almourol, até para o ano.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: LUÍS CONTRERAS (Vitória FC Trail Running): 1:53:27

 Atletas que concluiram a Prova: 316

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves 744 Masculinos 218º 185º 3:25:05 ND 8:12 7,31
Frederico Sousa
745
Masculinos
221º
188º
3:25:58
ND
8:14
7,28

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Abril

  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 28 - 30 Km Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 15 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:15

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Segunda-feira, 15 de Abril de 2019

20 KMS DA MARGINAL

Disputou-se mais uma edição dos 20 km Cascais – Lisboa quase em simultâneo com a famosa estafeta Cascais-Oeiras-Lisboa que atingiu neste Domingo a sua 80ª edição.

 

Curiosamente estas provas e principalmente a dos 20 km nunca reuniram nas edições em que participei um elevado número de atletas e mais uma vez tal se verificou.

 

Como deixei o telemóvel no carro em Belém não pude contatar os outros tartarugas que muito cedo também partiram para uma prova em Almourol.

 

Quando cheguei ao Estoril fui atacado por uma brutal e súbita dor de barriga que me obrigou a correr para uma das habituais casas de banho móveis fornecidas pela organização.

 

A manhã estava horrível para quem está de férias mas excelente para correr, sem frio, sem vento e com uma quase permanente chuva miudinha sempre a hidratar os atletas.

 

O sinal de partida foi dado com sete minutos de atraso em relação ao horário estabelecido.

 

O percurso sempre na Marginal foi rigorosamente o mesmo das edições anteriores.

 

Correndo sempre com o objetivo de fazer menos de 5 minutos em cada km, o que nem sempre consegui, foi possível mesmo assim bater o meu record nesta prova e alcançar a minha segunda melhor marca nesta distância.

 

De salientar que mais uma vez os kms estavam mal marcados embora no final as contas tivessem batido certo.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: DIOGO RAMALHEIRO (DR_RUNS): 1:06:49

 Atletas que concluiram a Prova: 717

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 2567 M5559 198º 22º 1:38:37 1:38:28 4:55 12,19

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Abril

  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 15:52

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Terça-feira, 2 de Abril de 2019

CORRIDA DOS SINOS

Pelo décimo primeiro ano consecutivo participei em representação dos Lebres e Tartarugas na corrida dos sinos que já vai na sua 37ª edição.

 

Surpreendentemente em Mafra estava uma manhã de calor acima do que é normal para esta época do ano e também nada habitual nesta Vila.

 

Quando cheguei a Mafra às 9.15 já a GNR tinha cortado o principal acesso à Vila e ainda faltava 1.15 para o início da prova.

 

Depois de dar algumas voltas lá cheguei ao complexo desportivo de Mafra onde levantei o dorsal.

 

Em relação a edições anteriores é de destacar  a melhor organização da partida, em primeiro lugar com a separação dos locais de partida das provas dos Sinos e dos Sininhos, e em segundo lugar com a divisão dos atletas por diferentes blocos de partida de acordo com as suas marcas, e por fim tal como já acontece em quase todas as provas a incorporação do chip no dorsal.

 

O percurso manteve-se sem alterações e com a habitual animação perto do Convento de Mafra com bandas de música, à passagem pelo sobreiro com música pimba e por fim pela chegada em pista com as bancadas cheias de público de atletas e familiares.

 

Depois de quase sete meses seguidos a correr as distâncias de 10 Km, meias maratonas e maratonas agrada-me sempre esta altura do ano em que aparecem as provas de 15 km mais carismáticas, Lezírias (que em 2019 não participei), Sinos, 1º de Maio e por fim as Fogueiras que este ano vão completar 40 anos. As Fogueiras prova que se realiza em Peniche é marcante pelo ambiente de festa em que decorre, por marcar o início do verão, o jantar que se segue à prova e porque marca o final de mais uma época de dez meses de competição (segue-se o mês de Julho de descanso e em Agosto há que começar a pôr quilómetros nas pernas para preparar as maratonas de Lisboa e Porto).

 

Voltando à corrida dos Sinos coloquei como objetivo fazê-la abaixo de 1h15m acabei por fazer mais 7 segundos, mas porque no total percorri 15,1 Km, de qualquer forma foi bom atendendo à temperatura que estava.

 

No final levei para casa o meu 11º sino desta vez de cor roxa, que me deixa também sempre contente porque um dos meus hobbies é fazer coleções!!!!

IMG_5593.jpg

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (CF os Belenenses): 0:48:15

 Atletas que concluiram a Prova: 1570

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira 874 M55 587º 35º 1:15:30 1:15:07 5:00 11,98

 

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

Corridas para o Mês de Abril

  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 14:39

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CORRIDA DE RICHMOND PARK

Aflições do Brexit em terras de Sua Majestade

 

Aproveitando o facto de ter o seu filho a trabalhar em Londres o Frederico lançou o réptil - desculpem o repto – ao Gonçalo de lhe fazer uma visita e ambos participarem numa corrida nessa cidade de forma a cimentar a internacionalização dos Lebres e Tartarugas.

A escolha recaiu pois numa prova de 10 km em Richmond Park, uma bonita zona limítrofe de Londres.

Na véspera e como forma muito peculiar de preparação para a prova nada como uma saída à noite com o Gonçalo e os seus amigos para uns copos e um belíssimo jantar.

Digamos que nos estivemos a abastecer de combustível para o dia seguinte.

Para tornar as coisas mais difíceis deu-se a mudança de hora na noite de Sábado para Domingo encurtando pois o período de sono.

 

Por último constatamos que a deslocação ao ponto de partida era demorada o que nos obrigou a levantar com alguma antecedência.

Fruto de todos estes preparos os sistemas digestivos do Gonçalo e do seu paizinho preparavam-se para reclamar da sua justiça.

Depois das descargas iniciais e de um pequeno almoço constatamos que a deslocação em transportes públicos para a corrida seria algo apertada pelo que se optou à última hora em se recorrer aos serviços da Uber.

Durante o percurso já o sistema intestinal do Frederico dava avisos de que o trabalho prévio não tinha sido totalmente completo.

Chegados com tempo ao Richmond Park vislumbramos umas boas casas de banho publicas com aparentes boas condições mas com uma máquina de moedas à sua entrada.

Levamos dinheiro connosco? Não. Bonito serviço!

Conformados deslocamos para recolher os dorsais o que decorreu com muita calma. Por algum motivo a nossa presença era esperada porque assim que dissemos o nosso nome a senhora da organização sabía perfeitamente onde estavam os nossos dorsais.

Mantivemo-nos agasalhados quase até à hora de partida tal era o frio que estava, isto mesmo para a tartaruga polar (Frederico).

Depois da fotografia do costume, de depositarmos a mochila que levamos no bengaleiro e de um pequeno aquecimento lá nos deslocamos para a partida.

IMG-20190331-WA0003.jpg

Constatamos com alguma preocupação que o especial vigor dos atletas a fazerem os seus aquecimentos.

Para além dos nativos locais ainda conseguimos identificar uns outros poucos atletas expatriados – espanhóis, franceses e uma brasileira. Uma outra característica foi ainda uma forte presença feminina.

Antes da partida o Gonçalo estabeleceu o seu objectivo para os 55 minutos e o Frederico para os 58 minutos face às condições em que se apresentavam nesse momento.

 

Rigorosamente às 10:00 horas foi dada a partida simultânea para as distâncias de 5 e 10 kms.

A prova consistia de um percurso por um bonito parque em piso misto – trilhos e alcatrão – com ligeiros declives  -  subidas e descidas -  sendo a prova de 10 kms composta por duas voltas ao mesmo circuito.

Durante a prova tivemos oportunidade de nos cruzarmos com diversos outros atletas, pais a passearem os seus filhos, pessoas a passearem cães, a andar a cavalo e ainda grupos de pequenos veados o que deu uma atmosfera muito especial à mesma.

Logo após a partida o Gonçalo desapareceu em grande ritmo deixando o seu pai a trotar pelo percurso.

A primeira volta correu sem sobressaltos para ambos os atletas mas a segunda reservou-lhes algumas surpresas.

Por volta dos 7 kms os intestinos do Frederico deram um forte sinal de Brexit colocando o atleta em grandes dificuldades. Ainda pensou seriamente em parar, agachar-se atrás de uma árvore (que eram naquela zona muitos escassas e espaçadas) e deixar a natureza seguir o seu curso.

No entanto o medo de ser detectado e deixar o nome dos Lebres e Tartarugas e de Portugal manchado em terras de Sua Majestade fez que se esforçasse por fazer das tripas coração (ou melhor fazer subir as tripas até ao coração) apertando todo o seu organismo numa violenta contração gástrica o que felizmente produziu o efeito desejado, aguentando-se nessas condições heroicamente até á meta.

Pelo seu lado o Gonçalo tinha filado os seus sentidos numa esvoaçante súbdita de Sua Majestade o que lhe alegrou a prova motivando-o a feitos heroicos com uma prestação digna dos mais afoitos Portugueses.

Motivado por tal bela Odalisca empenhou-se de tal forma na sua prestação que na última curva da corrida teve que abruptamente parar tal era o seu desejo de chamar pelo Gregório.

Depois de uma curtíssima pausa lá retomou a sua prova a tempo de pulverizar o seu record na distância.

A sua prestação foi de tal forma positiva que o colocou a sonhar em participar brevemente em provas de distância superior na busca de mais refinadas Musas.

Logo que o Frederico chegou foi necessário proceder de imediato à deslocação às instalações sanitárias (que felizmente tinham a fechadura avariada e se encontravam abertas)  para este atleta poder por fim dar largas a toda a sua expressão cultural.

Já nos transportes de regresso a casa os atletas puderam constatar das suas posições na tabela de resultados numa prova em que se constatou que em 285 atletas que concluíram a prova cerca de 160 eram do sexo feminino. Estou certo que face a esta circunstância o Gonçalo conseguirá motivar os seus amigos de Londres a participarem nesta prova.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Vencedor: SCOTT MITCHEL: 0:36:11

 Atletas que concluiram a Prova: 285

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 97 Male Vet 55 128º ND 0:56:09 0:56:04 5:36 10,70
Gonçalo Sousa
98
Senior Male
71º
ND
0:50:41
0:50:35
5:03
11,86

 

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

Corridas para o Mês de Abril

  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:02

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Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

CORK TRAIL

Mais um fim de semana-de grande actividade com a equipa das LEBRES E TARTARUGAS em acção em diversas frentes. E foi também mais uma vez que cada um dos fundadores da nossa equipa optou por participar em cenários diferentes.

 

O Carlos Teixeira, mantendo-se fiel ao alcatrão, foi buscar mais um “Sino” à Corrida do mesmo nome que se realiza anualmente em Mafra.

 

O Carlos Gonçalves regressou ao ambiente no qual se sente mais motivado e que lhe dá ainda grande prazer quando decide calçar as sapatilhas e fazer algo mais do que simplesmente correr.

 

O Frederico rumou a Londres para participar com o seu filho Gonçalo numa prova de estrada de dez quilómetros. Não só cumpriu a segunda internacionalização como teve ainda a oportunidade de perceber no meio do pelotão quais as opiniões que se dividem em torno da grande confusão que é o Brexit.

 

Cada uma destas experiências será alvo de crónica própria.

 

Cork Trail 2019.jpg

E cabe-me contar a minha “história” acerca da sexta edição do Cork Trail que se realizou uma vez mais no concelho de Coruche, mais propriamente na zona da antiga freguesia de Vila Nova da Erra.

 

Apesar da sua ainda curta vida o Cork Trail não tem adormecido à sombra do sucesso. Todos os anos reinventa o percurso mantendo todavia os troços mais emblemáticos. Das quatro edições em que este humilde Tartaruga participou esta foi, sem dúvida, a melhor.

 

Como foi dito no “briefing” não estamos em montanha pelo não iríamos encontrar aquelas escaladas íngremes e acidentadas. Todavia a empresa que montou o percurso ainda conseguiu oferecer-nos algumas subidas bem exigentes nas quais era necessário ligar, aqui ou ali, a tracção integral, vulgo “quatro patas”. E também, e uma vez mais, o percurso foi devidamente “apimentado” com descidas por vezes de cortar a respiração onde todo o cuidado era pouco para não descambar num grande trambolhão. Se por um lado a quase ausente humidade no piso que dificultava o equilíbrio por outro a “secura” do terreno tornava a aderência mais incerta, provocando algumas escorregadelas que não sabíamos quando terminariam. Só a areia presente em alguns segmentos é que travava o andamento dando uma considerável ajuda aos menos afoitos e adaptados a descidas longas e bem inclinadas.

 

Aqui e além cruzávamo-nos com os Caminheiros. Quando assim não sucedia pelo menos avistámo-los mais ao longe.

 

Integrei-me num pequeno grupo de atletas em que oram uns passavam para a frente ora eram ultrapassados. Assim não estávamos completamente sozinhos permitindo-nos entabular pequenas conversas de ocasião.

 

Afinal a lama também marcou presença. Ao longo de alguns trilhos a cota mais baixa ainda conseguimos encontrar zonas bem “aguadas” que dificultavam o avanço no terreno e que, por vezes, quase nos sugavam os nossos ténis correndo o risco de desaparecerem no meio daquele semi-pântano.

 

Os últimos oito quilómetros, esses sim, mantiveram-se com o mesmo figurino de outros anos. É nesta fase que vamos reencontrar as passagens mais complicadas principalmente em termos de ordem técnica. Sorte a nossa não termos a lama do ano passado.

 

À passagem pelo último quilómetro, já na estrada alcatroada que liga Erra a Coruche, o Carlos Gonçalves responde ao incitamento de um elemento feminino da organização afirmando que só faltava um quilómetro. “Agora é sempre a descer”, respondo-lhe eu. Silêncio da minha interlocutora. Pois, ainda havia uma última subida até às ruínas de um velho e desactivado moinho. “Está bem”, respondo-lhe eu.

 

Tendo feito todo o Trail em bom ritmo este atleta pensava para si ter sido esta a melhor edição de sempre. Decididamente que está no TOP 5 das suas preferências, talvez mesmo nos três primeiros lugares.E nos primeiros metros da subida dou por mim a pensar que desta vez não tinha tido a companhia das “terríveis cãibras” que fazem sempre questão de aparecer. Parece que foi de propósito e logo começo a ter algumas ameaças musculares na minha perna esquerda.

 

"Estúpido". Um diálogo surdo trava-se por breves instantes entre o meu pensamento e a minha parte mais racional. "Porque foste pensar nisso?"

 

Depois de algumas massagens aos músculos mais desgastados, juntamente com um abrandar do andamento, consegui ultrapassar este pequeno contratempo. Já de regresso ao alcatrão, e com a Vila Nova da Erra à vista, consigo impor um ritmo de corrida constante e sem mais queixas de ordem muscular.

 

“Só faltam mais quinhentos metros”, indicam alguns atletas que também aplaudem a minha passagem e a de uma atleta que se tinha aproximado de mim.

 

Acelero até à Meta. Os últimos duzentos metros são terríveis com uma pendente positiva bastante forte. Vislumbro a Manga da Partida/Chegada. Foi mais um Cork Trail concluído. E que venham muitos mais.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: AITE TAMANG (Vitória FC Trail Running): 1:40:45

 Atletas que concluiram a Prova: 267

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Gonçalves
291
M60
2500º

3:40:00
ND
10:29
5,73

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

 

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

Corridas para o Mês de Abril

  • 14 - Trilhos do Almourol  (Entroncamento) - 25 Km
  • 14- 20 Km da Marginal (Cascais/Lisboa )- 20 Km
  • 28 - Trail Vale dos Barris(Serra da Arrábida) - 12/30 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:05

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Segunda-feira, 25 de Março de 2019

DEZ ANOS DE CORRIDA - EDP MEIA MARATONA DE LISBOA

10 Anos de Corridas das LEBRES E TARTARUGAS

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Dez Anos.

 

Dez Anos de Vida das LEBRES E TARTRAUGAS. Parece que é muito tempo e, no entanto, voaram num ápice.

 

Foi no longínquo dia 22 de Março de 2009 que começou um novo percurso na vida de três amigos que se conheceram na sua modalidade desportiva de eleição, o Badminton. Na realidade tanto o Carlos Gonçalves, como o Carlos Teixeira (Catela para os amigos) e o Frederico Sousa, já tinham experimentado o doce prazer da Corrida em algumas provas de estrada. O primeiro aventurou-se sozinho e os outros dois foram em conjunto.

 

Um acaso da vida fez com que estes três “magníficos” desportistas se encontrassem na Meia Maratona de Lisboa EDP com passagem pela Ponte 25 de Abri. E durante muito tempo esta foi a nossa distância de eleição que encarávamos com algum respeito e um grande desafio. Seguiram-se a Corrida dos Sinos, a Corrida do Metro, a Corrida do SLB e, muito respeitavelmente, a Corrida Del Monte que ainda hoje é recordada pela dureza sentida na fase final da mesma devido à forte pendente do último quilómetro.

 

Estava dado o passo para que o “running” passasse a ser uma prioridade na vida desportiva destes três companheiros e amigos de longa data.

 

Por mais ambiciosos e ousados que éramos nunca pensámos em chegar aonde chegámos. E para fortalecer o espírito de grupo e o compromisso destes atletas fundámos a equipa das LEBRES E TARTARUGAS. Não era obrigatório estar inscrito na Federação de Atletismo. Bastava que em cada prova nos inscrevêssemos como uma equipa.

 

Foi simples. O nome foi proposto e adoptado pela equipa iria dar que falar. Em simultâneo o criámos o nosso Blogue como espaço de divulgação das nossas opiniões e de relato das nossas várias experiências.

 

Pouco a pouco foram-se juntando mais atletas, desde Corredores até Caminheiros. Todos eles contribuíram, e ainda contribuem, para levar bem longe e bem alto o nome das LEBRES E TARTARUGAS. Vamos até onde nos for possível. E é também com alguma ponta de orgulho que podemos agora afirmar que as LEBRES E TARTARUGAS já são conhecidas no meio do denominado atletismo popular.

 

A partir do ponto em que a nossa actividade passou a ser cada vez mais regular fomos assumindo uma postura crescentemente mais competitiva e profissionalizada. Já não pensávamos só em correr mas começávamos a dar uma maior importância aos treinos. E começa a pesar nas nossas cabeças o desejo de desafiar a prova rainha das corridas de Meio Fundo. Falamos obviamente da Maratona.

 

E do desejo à concretização do sonho foi um ápice. Decorridos dois anos e meio desde a nossa estreia vamos ter um primeiro atleta a começar, a desafiar e a terminar uma Maratona. O desafio foi lançado na Maratona do Porto em Outubro de 2012.

 

Um segundo marco na nossa já longa vida, e devidamente assinalado e posteriormente comemorado, foi a marca das 100 Corridas em Equipa atingida em Abril de 2014 após a conclusão da Estafeta Cascais/Lisboa que os nossos três atletas cumpriram mas na modalidade de prova individual em linha. De então para cá cada vez tem sido mais difícil juntar os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS. Opções por provas alternativas ou lesões têm retirado a regularidade à participação em equipa. De modo que o número das 200 Corridas em Equipa está bastante mais difícil de atingir.

 

A internacionalização das LEBRES E TARTARUGAS passou a ser um desejo. Começou de uma forma mais simples com a “contratação” do nosso primeiro atleta estrangeiro, corria o ano de 2015. O Georg Waldshütz, oriundo da longínqua Alemanha, estava a residir em Portugal e respondeu ao apelo do Frederico para participar na Corrida do SLB. Além desta prova ainda nos acompanhou em mais algumas sendo de destacar a sua primeira Maratona ao participar na Lisbon Eco Marathon. Com a sua mudança para os Estados Unidos da América levou no coração o nome da nossa equipa a qual passou a aparecer em provas na terra do Tio Sam.

 

Mas faltava-nos a verdadeira internacionalização com a participação numa corrida além-fronteiras. Esta ambição já tinha sido discutida mas nunca concretizada.

 

Foi então em Setembro de 2018 que o Carlos Gonçalves lança para o ar a hipótese de inscrição na Maratona de Sevilha. Todos deram o seu sim inequívoco, até parecia que estávamos numa cerimónia de casamento. E também o João Valério fez questão de aderir a este "matrimónio".

 

Mas mais desafios vamos lançando para o ar. O próximo poderá passar por um regresso a Sevilha ou então participar numa outra Maratona algures no Continente Europeu, num local necessariamente mais longe mas igualmente emblemático.

 

Todas as corridas em que participámos ao longo destes dez anos ficaram gravadas nos nossos corações. Todas elas foram, ou ainda são, muito importantes para nós. No entanto há três corridas que nos são particularmente queridas e que, por nada deste mundo, queremos deixar passar ao lado. O Fim da Europa, a Corrida do 1º de Maio e a São Silvestre de Lisboa estão no topo das nossas preferências. Embora haja outras igualmente importantes como a Corrida dos Sinos ou os Trilhos do Almourol, não conseguem granjear a paixão de todos.

 

E como a nossa história também é feita de números resume-se assim a nossa década de fulgor:

 

  • Cumprimos 396 Corridas com um ou mais membros da equipa fundadora, das quais 141 em equipa (com os três fundadores)

 

Começámos pela estrada

 

  • 157 corridas na distância de 10Km
  • 30 corridas na distância de 15 Km
  • 16 corridas na distância de 20 Km
  • 51 Meia-maratonas
  • 17 Maratonas

 

e também passámos pelos “Trails”

 

  • 70 provas de Trilhos
  • 13 Ultramaratonas (mais de 42 Km) sendo uma de 100 Km e duas na areia

 

Esta é a nossa história mas que queremos que esteja muito longe de estar completa.

 

EDP MEIA MARATONA DE LISBOA

 

E se é de corridas que normalmente falamos neste blogue, e são elas as responsáveis por termos chegado a este ponto, convém então falar um pouco desse desporto tão cada vez mais popular.

 

Cumprimos mais uma Meia-Maratona de Lisboa cujo ponto alto é logo no início da mesma com a passagem, a correr ou a andar, pela bela Ponte 25 de Abril, ou simplesmente Ponte sobre o Tejo, se quisermos retirar-lhe alguma carga ideológico-política.

 

Nos anos mais recentes esta prova manteve-se inalterável. Só no ano passado é que, devido às adversas e gravíssimas condições meteorológica, a partida foi mudada para um local na avenida 24 de Julho de onde parte os atletas de Elite, os Quenianos, os Etíopes e outros africanos reais candidatos a uma vitória, mas também com os nossos melhores fundistas da actualidade.

 

Em 2019 tudo regressou à normalidade. A Meia e a Mini Maratona voltaram a começar na praça da Portagem e terminaram, como também é já habitual, na Praça do Império mesmo em frente ao Mosteiro dos Jerónimos

 

A logística em termos de deslocação até ao ponto de partida obrigou a que dois dos nossos elementos da equipa se tenham encontrado na estação de Campolide tomando o comboio da Fertagus rumo ao Pragal onde se viriam a juntar ao restante Tartaruga. Fruto da experiência acumulada nestas andanças a reunião da equipa deu-se já passava das nove e meia da manhã. Assim aquela longa espera até ao tiro da partida foi bem menor. 

  IMG_20190317_095955.jpgIMG_20190317_100003.jpgIMG_20190317_100020.jpg

Falava-se um pouco sobre as expectativas de cada. O Frederico ainda aproveitou para descansar um pouco.

IMG_20190317_100107.jpg

Como os nossos atletas conseguiram partir de um lugar bem à frente não tiveram, desta vez, os habituais atropelos em pleno tabuleiro da Ponte 25 de Abri com os participantes na Caminhada/Mini Maratona.

 

O tempo que começou por ser bastante soalheiro veio a ceder às preces do Frederico e de todos aqueles que não apreciam muito correr com céu limpo e temperatura mais amena. Por pouco que até caíam algumas pingas de chuva. Estavam criadas as condições para uma prova num andamento bastante vivo.

 

Cumpridos os primeiros oito quilómetros dá-se o primeiro ponto de viragem no Cais do Sodré. Segue-se a habitual e já não tanto temida recta até ao Dafundo rumo ao segundo ponto de viragem a partir do qual é “só” acelerar até à meta.

 

Sabendo bem como é a confusão final após cruzarem a linha da Meta, os nossos Tartarugas tinham antes combinado que ninguém esperaria por ninguém indo à sua vida após a conclusão da prova.

 

Pouco há mais a dizer que não tenha sido dito ou escrito antes.

 

Satisfação do dever cumprido. No início certamente nenhum de nós arriscaria afirmaraque passados dez anos ainda nos encontraríamos nestas circunstâncias.

 

Que venham mais dez anos.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: MOSINET GEREMEW (Etiópia): 0:59:35

 Atletas que concluiram a Prova: Não divulgado

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa
1444
W55 ?
5303º
?
2:00:45
2:00:05
5:42
10,54
Carlos Gonçalves
4440
M60
5890º
198º
2:03:39
2:02:59
5:50
10,29
Carlos Teixeira
4441
M55
2386º
92º
1:45:37
1:44:59
4:59
12,06

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

 

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:15

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Segunda-feira, 11 de Março de 2019

CORRIDA DOS SALESIANOS

Um record com sabor a pouco

 

Com a embalagem de ter concluído recentemente uma Maratona e uma meia Maratona e em jeito de preparação da Meia Maratona de Lisboa em que os Lebres e Tartarugas celebrarão os 10 anos de existência o Frederico decidiu-se a participar na Corrida dos Salesianos também dada a proximidade desta prova da sua casa.

Assim pelas 10 horas da manhã o Frederico deslocou-se a Belém para a sua segunda participação nesta simpática prova de 10 kms.

Uma primeira surpresa foi o numero de participantes que excedeu o milhar – um bom sinal de vitalidade desta prova.

Depois de alguns encontros com alguns seus conhecidos o atleta dirigiu-se para a zona de partida.

A prova iniciou-se sensivelmente à hora aprazada por um percurso já muito conhecido deste atleta – partida junto ao CCB em direcção a Algés, retorno até à Av. Infante Santo e novo retorno à zona de partida.

Fruto dos quilómetros percorridos nos últimos temos e face a condições atmosféricas que se apresentaram favoráveis o facto é que esta Tartaruga desde logo tomou um ritmo vivo o que lhe permitiu sonhar com uma prestação digna de registo.

E de facto à medida que os quilómetros iam passando começou de facto que estava perante a possibilidade de quebrar o seu record na distância.

Isto foi a motivação que necessitava para apertar ainda mais o seu ritmo nos quilómetros finais cruzando a meta com um tempo record de 0:53:11. Ficou apenas a frustração de no seu relógio estarem contabilizados apenas 9,82 km em vez dos 10 kms anunciados.

Mas feitas as contas mesmo que se adicionem os 180 metros em falta ao ritmo médio na prova estaremos sempre perante um novo record na distância.

Uma boa motivação para as provas que se avizinham.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Vencedor: JOÃO BRAGADESTE (Clube de Praças da Armada): 0:32:06

 Atletas que concluiram a Prova: 1147

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Frederico Sousa 1208 M5559 503º 30º 0:53:31 0:53:11 5:19 11,28

 

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 10 - Corrida dos Salesianos (Lisboa) - 10 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Corrida de Richmond Park (Londres) - 10 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:23

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Quarta-feira, 6 de Março de 2019

MEIA MARATONA DE CASCAIS

Mais uma vez os Lebres e Tartarugas estiveram em Cascais para participar na meia-maratona de Cascais que substituiu há três anos “os 20 Km de Cascais”.

 

Ainda a recuperar da Maratona de Sevilha os dois tartarugas Frederico Sousa e Carlos Teixeira apresentaram-se algo preguiçosos com mais vontade de gozar o excelente sol que estava em Cascais do que propriamente correr.

IMG_5509.jpg

Esta prova realiza-se sempre em Domingo Gordo e tem igualmente um concurso de máscaras associado e lá estavam diversos corredores mascarados de vacas, dálmatas, reis, palhaços etc.

 

O percurso foi exatamente igual ao do ano passado sendo a sua maior parte corrido entre o centro de cascais e a praia do Guincho, retornando neste ponto perto do Km 12 em direção à meta.

 

A temperatura foi muito agradável e o vento que costuma ser bastante forte na zona do Guincho estava bastante suave não prejudicando os atletas.

 

Ambos os tartarugas fizeram marcas dentro das suas expetativas.

IMG_5511.jpg  IMG_5513.jpg

É uma prova que deve continuar a fazer parte do calendário dos tartarugas porque o percurso é muito agradável, bonito e decorre num ambiente festivo.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: NIKKI JOHNSTONE: 1:09:46

 Atletas que concluiram a Prova: 2113

Atletas Dorsal Escalão

Classificação Geral

Classificação Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo min/Km

Velocidade Km/h

Carlos Teixeira

1505 V55 713º 34º 1:44:39 1:44:17 4:57 12,14
Frederico Sousa 2391 V55 1451º 94º 2:03:06 2:00:55 5:44 10,47

 

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km

 

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:12

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Ainda no rescaldo da Maratona de Sevilha a equipa das LEBRES E TARTARUGAS regressou a um cenário bem conhecido no Grande Prémio do Atlântico que se realiza há vários anos na Costa da Caparica. Mais do que uma corrida de dez quilómetros a nossa participação foi encarada como um bom treino de recuperação embora a um ritmo um pouco mais vivo do que seria caso tivéssemos optado por uma corridinha ligeira na mesma distância. Dos maratonistas que estiveram em Espanha marcaram presença o Carlos Gonçalves e o Carlos Teixeira, devidamente acompanhado pelo seu filho André Catela.

GP Atlântico.jpg

Mantendo o mesmo traçado de 2018 o Grande Prémio do Atlântico não é uma prova fácil atendendo a ser bastante plano e obrigando os atletas a um contínuo “puxar” pelas pernas ao longo de dez quilómetros e sem assinaláveis momentos de descanso. O ponto alto foi, uma vez mais, a passagem pelo paredão junto à praia. São perto de dois quilómetros e meio com um piso algo irregular num misto de alcatrão e de areia. No entanto a vista sobre o Oceano Atlântico, com alguns, poucos, surfistas na água distrai os atletas e compensa-os neste derradeiro esforço. E após a passagem pelo nono quilómetro temos um longo “sprint” até à meta.

 

De assinalar que numa época com uma profusão tão grande e variada de provas o Grande Prémio do Atlânticom continua a atrair bastantes corredores. O facto de se realizar junto à praia da Costa da Caparica talvez não seja alheio à chamada de muitos atletas de outras paragens, nomeadamente da zona da Grande Lisboa.

 

Estava um tempo bastante agradável para uma manhã de Fevereiro. Felizmente que, para a maioria dos atletas, não se atingiram as temperaturas previstas. Só mesmo na parte final é que se fez sentir algum calor.

 

Sozinhos ou em grupo os nossos atletas vão continuar em actividade nos próximos meses. Aguardamos com alguma expectativa a realização da Meia Maratona de Lisboa que assinala os dez anos da criação das LEBRES E TARTARUGAS.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: FILIPE REBELO (Run Tejo): 0:33:58

 Atletas que concluiram a Prova: 1356

Atleta Dorsal Escalão

Classificação

Geral

Classificação

Escalão

Tempo Oficial Tempo Líquido

Ritmo

min/Km

Velocidade

Km/h

Carlos Teixeira 358 M5559 431º 27º 0:49:47 0:48:30 4:51 12,37
André Catela 359 M0039 615º 102º 0:53:07 0:51:48 5:11 11,58
Carlos Gonçalves 1334 M6099 675º 59º 0:54:05 0:52:46 5:17 11,37

NOTA: O Ritmo e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos líquidos

Corridas do Mês de Fevereiro

  • 17 - Maratona de Sevilha (Sevilha) - 42,195 Km
  • 24- Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Março

  • - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
  • 10 - Trail da Costa Saloia (Mucifal/Colares) - 23 Km
  • 17- Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 31 - Cork Trail (Erra/Coruche) - 21 Km
  • 31 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 12:04

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

MARATONA DE SEVILHA

Em Outubro passado os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS tomaram uma decisão que há muito andava nas suas cabeças mas que nunca tinham concretizado. Tratava-se da primeira internacionalização através da participação numa prova no estrangeiro.

 

É certo que pelas mãos, ou mais exactamente pelas pernas, do nosso atleta Georg o nome da nossa equipa já apareceu em algumas corridas nos “States”. No entanto faltava aos nossos Fundadores darem finalmente esse passo.

 

E quando se aproxima a comemoração dos dez anos da existência da nossa equipa decidimo-nos, finalmente, a sair deste nosso pequeno rectângulo no extremo ocidental da Europa. A prova eleita foi a Maratona de Sevilha pois reunia um conjunto de atributos:

 

  • Ser uma Maratona (prova rainha do Atletismo e que qualquer praticante secretamente ambiciona fazer)
  • Realizar-se bastante perto de Lisboa, a menos de quinhentos quilómetros, permitindo-nos viajar de carro na véspera e regressar no próprio dia após a corrida
  • Ter um preço acessível
  • Percurso bastante plano (segundo a organização trata-se da Maratona mais plana da Europa)
  • Disputar-se numa altura do ano em que as condições meteorológicas afastam, pelo menos teoricamente, cenários de temperaturas elevadas

 

E mal soube desta notícia o João Valério decidiu logo acompanhar-nos nesta aventura, ele que ainda não se tinha estreado na distância da Maratona. Estava assim reunida a ala mais veterana das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Muitos negócios fazem-se à mesa. E foi esse o local escolhido para, ainda em Outubro, começarmos a preparar todos os detalhes. O primeiro passo a dar era a nossa inscrição na prova. E também começámos logo a pensar no alojamento.

IMG-20181018-WA0001.jpg

O tempo foi passando e a excitação também. Cada um começou a procurar um plano de preparação que se lhe mais adaptasse. Sim, porque fazer uma prova com mais de quarenta quilómetros exige mais do que umas simples e esporádicas corridas ao fim de semana.

 

A cada prova em que íamos participando o tema Maratona de Sevilha vinha sempre ao de cima. E mal tinha começado o mês de Janeiro assegurávamos o nosso alojamento em Sevilha.

 

Entretanto os nossos atletas continuavam a sua preparação, não sem alguns percalços pelo meio.

 

E finalmente chegou o grande dia.

 

Mais importante do que dormir bem na véspera da corrida é fundamental descansar na sexta-feira, fim de uma semana de trabalho. E como a viagem não seria muito longa também não havia necessidade de madrugar.

 

Há um primeiro encontro às dez da manhã em casa do Frederico onde se juntam o Carlos Teixeira (motorista de serviço) e o João Valério. Um quarto de hora depois partem até ao Centro Sul para apanharem o Carlos Gonçalves. Agrupada toda a equipa aí vamos nós rumo à tão almejada Sevilha.

 

Por volta das 13 horas fazemos uma primeira paragem ainda em solo português para almoçar. O local escolhido foi o “Índio” em Vila Nova de Cacela. Começa aqui o nosso estágio de concentração para a Maratona.

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De barriga cheia regressamos ao nosso meio de transporte. O Frederico assume então o seu lugar de navegador oficial. Como não confiava no GPS do carro decide recorrer ao Waze que lhe é bastante mais querido e no qual vê grande fiabilidade. Estamos às portas de Sevilha e o emaranhado de estradas, desvios e cruzamentos é grande. Até que o GPS do carro nos manda para um lado e o Waze do Frederico para o outro. A confusão parece estar instalada. Mas não.

 

Finalmente chegamos ao Pavilhão de Exposição e Congressos de Sevilha (FIBES). Tudo dentro da hora e sem qualquer “stress”.

IMG_20190216_165429.jpg

Deu tempo para levantarmos os nossos “kits” de participação, ver a exposição e tirar algumas fotografias para mais tarde recordar este momento alto das nossas carreiras atléticas.

IMG_20190216_170917.jpg

 

Cumprida a primeira etapa partimos em direcção ao hotel Vertice. Foi bastante mais simples. E, com alguma surpresa, constatamos que começamos a entrar numa onda positiva. Conseguimos descobrir o único lugar livre e não pago e a escassas dezenas de metros do nosso Hotel.

 

Feito o “checkin” dedicamos algum tempo a recuperar da viagem deste dia que esteve muito longe de ser extenuante.

 

Não foi necessário procurar muito para encontrarmos um restaurante para o nosso segundo momento do estágio/treino para a Maratona do dia seguinte. Mesmo em frente ao nosso Hotel encontrámos o local perfeito.

IMG-20190216-WA0005.jpg

Depois de acordarmos às seis da manhã (hora espanhola), o “desayuno” foi arrumado com alguma calma.

 

Mas permanecia uma incógnita. Como nos iríamos deslocar até ao local da partida. O nosso hotel estava a cerca de oito quilómetros do Paseo de las Delicias.

 

O Frederico optou por jogar pelo seguro e decidiu logo contratar os serviços da UBER. Só que entretanto pára mesmo em frente ao nosso hotel o autocarro da carreira 22 que nos levaria até bem próximo do local da partida e com a vantagem de ser grátis para os atletas da Maratona. Perfeito. Só que não o foi totalmente pois o Frederico não conseguiu em tempo útil cancelar o UBER sendo obrigado a pagar a taxa mínima.

 

Eram sete e meia da manhã e o céu ainda se encontrava muito escuro. Estranho quando à mesma hora em Lisboa já há sinais de dia.

O movimento de atletas era grande, o habitual em provas de Maratona. Houve tempo para tudo. Até para a nossa foto oficial com os atletas prontos para a Maratona.

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Como é habitual os atletas são dispostos por zonas consoante os tempos expectáveis. Dá-se a primeira separação das LEBRES E TARTARUGAS. O Carlos Teixeira dirige-se para o compartimento cinzento reservado aos que previam completar a prova entre 3 horas e 45 e 4 horas. Os restantes encaixam-se no último compartimento destinado aos que esperavam gastar mais de quatro horas.

 

Mesmo para os mais experimentados há sempre algum nervosismo. O mais nervoso era sem dúvida o João Valério. Nunca tinha feito uma maratona. E estrear-se aos sessenta e quatro anos era de “homem”.

 

E, finalmente, é dado o tiro de partida.

 

A Maratona é uma prova de resistência física mas, sobretudo, psicológica. Não basta ter pernas. É preciso, e muito, que a cabeça funcione. Os primeiros quilómetros são de aquecimento e para encontrar o ritmo mais equilibrado. Mas também sabemos que, ao longo destes mais de quarenta quilómetros, nem tudo vão ser facilidades. Muitas vezes lá aparece o tão anunciado e odiado “muro” por volta dos trinta quilómetros, altura em que somos postos à prova e obrigados a escolher entre desistir, com todas as marcas que vão ficar para sempre gravadas no nosso consciente, ou atacar a última dúzia de quilómetros e sentir a profunda alegria de cortar a meta. Uns abrandam o ritmo e, momentaneamente, calcorreiam algumas centenas de metros a andar. Outros não param, não andam e continuam sempre a correr até à meta.

 

Tomamos consciência de que as nossas pernas não estão tão mal como supúnhamos. Pois é. O que nos comanda é a cabeça e a férrea vontade de vencer um desafio. E se a cabeça estiver “limpa” conseguimos superar todos os obstáculos rumo à tão almejada meta.

 

E é nesta fase que o apoio do público é mais importante. Os gritos de apoio de todos os que se perfilam ao longo do percurso – “Vocês são verdadeiros campeões, ânimo, fuerza" – põe-nos os cabelos em pé. Os miúdos, e por vezes também alguns graúdos, esticam os seus braços para lhe batermos nas mãos em jeito de cumprimento à nossa passagem. Tudo isto contribui de tal maneira que até, pelo menos durante alguns momentos, aumentamos o nosso ritmo, alargamos a nossa passada. É por tudo isto que uma Maratona é uma prova difícil, muito difícil, mas, ao mesmo tempo, muito bela.

 

E, depois de terminada, o prazer e o enorme orgulho com que contamos aos nossos familiares, aos nossos amigos e até aos nossos colegas, que terminámos uma Maratona assume-se como a verdadeira recompensa de tudo aquilo por que passámos nos últimos dois a três meses. Sim porque fazer uma Maratona não é só correr quarenta e dois quilómetros e cento e noventa e cinco metros. É muito mais. É cumprir um rigoroso e ambicioso plano de treinos que nos dará alguma garantia de conseguirmos superar este “enorme” desafio. Para todos eles passamos a ser heróis. E como nos dá um grande gozo.

 

Antes da partida eu dizia para o João Valério a satisfação que ele iria ter ao contar ao seu neto que tinha feito uma Maratona, um desafio que não está ao alcance de todos.

 

 Mais uma prova a juntar ao currículo das LEBRES E TARTARUGAS. Todos estavam satisfeitos no final. O Carlos Teixeira ficou, uma vez mais, abaixo das quatro horas. E se tivesse acelerado um pouco mais tinha estabelecido o seu melhor tempo. O Frederico teve o melhor desempenho de sempre. O Carlos Gonçalves melhorou face à sua última maratona.

 

Mas coloco em lugar de destaque o nosso atleta João Valério. O que conseguiu foi enorme. Fazer a sua primeira maratona aos sessenta e quatro anos (atenção que não o estamos a chamar de velho) e conseguir um tempo de quatro horas e vinte minutos é obra. Que me perdoem os restantes Tartarugas mas o João foi o grande vencedor desta nossa primeira internacionalização.

 

Depois do reencontro fomos levantar orgulhosamente a nossa camisola de “Finisher”.

 

De medalha ao peito posamos para a posteridade e enviamos de imediato a fotografia via WhatsApp para os nossos seguidores.

IMG-20190217-WA0003.jpg

Há ainda que regressar ao nosso Hotel. E continuando na nossa boa onda chegamos à paragem do “Autobus” mesmo a tempo de apanhar a carreira 22. Tudo a funcionar em pleno.

 

Depois do banho e massagens retemperadores vamos ao almoço. E como fomos muito bem servidos na véspera voltamos à Cafeteria/Cerveceria José Alberto tal como tínhamos prometido depois do jantar de ontem.

IMG-20190217-WA0004.jpg

Foi o nosso treino de recuperação activa. Tínhamos ainda perto de quinhentos quilómetros pela frente.

 

Com apenas uma paragem numa área de serviço para encher o depósito ainda chegamos a tempo de jantar com as nossas famílias.

 

A nossa participação na Maratona de Sevilha foi a nossa maior aventura. E muitas, certamente, se seguirão. Durante a viagem lançámos para o ar alguns desafios. Uns propunham a participação na Maratona de Bilbao à noite. Outros atiravam-se para mais longe tendo como alvo a Maratona de Copenhaga. O tempo o dirá.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: TSEDAT ABEGEAYANA (Individual): 2:06:36

 Atletas que concluiram a Prova: 9118

 

Maratona de Sevilha - Quadro de Tempos.png

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário do Mês de Fevereiro

  • 17 - Maratona de Sevilha (Sevilha) - 42,195 Km
  • 24- Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:13

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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2019

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

Esta é uma daquelas corridas que ninguém quer perder.

 

“DIFICILMENTE HAVERÁ PROVA MAIS BONITA”
“CORRER NO PARAÍSO. UMA PROVA SINGULAR E IMPERDÍVEL”
“UMA PROVA QUE IREI REPETIR SEMPRE QUE POSSA”
“EXPERIÊNCIA EXCEPCIONAL” …

 

Muitas são as frases que perduram na memória de quem, pelo menos uma vez, participou na Corrida do Fim da Europa. Não há palavras para descrever o sentimento de encanto que esta prova desperta em cada um dos milhares de desportistas que, ano após ano, rumam à Bela e Mítica Serra de Sintra.

 

E os atletas das LEBRES E TARTARUGAS não têm ficado de fora deste fenómeno. Desde 2010 que participamos ininterruptamente na Corrida do Fim da Europa, incluindo aquele ano de 2012 em que não se realizou. Em sua substituição, e como forma de pressão junto da opinião pública desportiva de Sintra, realizou-se o Treino do Fim da Europa. E, pelos vistos, este tipo de manifestação resultou pois nunca mais, ao que parece, a corrida voltou a estar em risco. Este ano o “Núcleo duro” das LEBRES E TARTARUGAS voltou a marcar presença.

 

A Corrida do Fim da Europa manteve-se igual a si própria sem quaisquer alterações demonstrando um vitalidade invejável apesar das suas vinte e nove edições. Poucas corridas se podem gabar disto. E a resposta dos amantes da Corrida tem sido positiva estabilizando-se em mais de dois mil participantes a cada ano que passa.

 

Pouco haverá mais a dizer. Tudo, ou quase tudo, já foi dito nas nossas crónicas anteriores. De assinalar que as nossas prestações cotaram-se ao nível das melhores de sempre, maioritariamente fruto da nossa avançada preparação para a Maratona de Sevilha que aí vem. No final, ainda animados pela conclusão de mais uma Corrida do Fim da Europa, decidimos acrescentar mais três quilómetros ao nosso “treino” dominical percorrendo a correr, serra acima, a distância que nos separava do Cabo da Roca até à Azóia, local onde o Frederico tinha deixado de véspera a sua monovolume que iria servir de transporte destes atletas até ao ponto da partida. E desta vez não trocou a chave da carrinha pelo comando à distância do portão de casa ...

 

Foi uma página gloriosa das LEBRES E TARTARUGAS. O nosso pensamento virou-se por completo para a Maratona de Sevilha na qual iremos participar no próximo dia 17 de Fevereiro.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (Casa do Benfica de Faro): 0:59:55,6

 Atletas que concluiram a Prova: 2068

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 150) 

Classificação Geral: 1110º - Classificação no Escalão M60: 21º

Tempo Oficial: 1:38:39,5/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:37:24,1

Tempo médio/Km: 5m:45s  <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 153) 

Classificação Geral: 1197º - Classificação no Escalão M55:  54º

Tempo Oficial: 1:39:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:32,1

Tempo médio/Km: 5m:49s  <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 159) 

Classificação Geral: 588º - Classificação no Escalão M55: 23º

Tempo Oficial: 1:29:21,9/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:28:06,7

Tempo médio/Km: 5m:12s  <=> Velocidade média: 11,54Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 20 - Grande Prova de Atletismo do Camarnal (Alenquer) - 10 Km
  • 27- Corrida Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:04

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2019

36ª GRANDE PROVA DE ATLETISMO DO CAMARNAL

Este ano voltaram a inscrever-se os três Tartarugas fundadores da nossa equipa. Mas, tal como em 2018, o Frederico voltou a não comparecer devido a compromissos pessoais e familiares inadiáveis. Deste modo foram os dois Carlos a assumir a representação das LEBRES E TARTARUGAS no Camarnal.

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Bem cedo os dois atletas encontraram-se nas “Colinas do Cruzeiro”, em Odivelas, e daí partiram à redescoberta da Grande Prova de Atletismo do Camarnal. À chegada à simpática e pacata localidade do Camarnal constatámos o mesmo ambiente de sempre. Alguns, poucos, atletas nas ruas contribuem para dar alguma animação ao local onde se disputará mais uma edição da Grande Prova de Atletismo do Camarnal. Nem uma cara conhecida entre os atletas o que indiciava a fraca participação numa prova que já leva trinta e seis edições no seu currículo. Poucas organizações se podem orgulhar deste facto. Ainda por cima quando se trata de uma corrida com fraca divulgação. Não existe uma página na Internet, apenas notícias soltas das anteriores edições. A primeira vez que nos inscrevemos foi um pouco obra do acaso. E, a cada ano que passa, vamos tendo conhecimento da realização de mais uma edição por “e-mail”. Este pormenor significa que as LEBRES E TARTARUGAS já têm um lugar de alguma importância na Sociedade Recreativa do Camarnal enquanto entidade organizadora da Grande Prova.

 

Após encontrarmos um lugar para estacionar o nosso carro, o que até foi bastante fácil em face do reduzido número de participantes, fomos logo ao Secretariado da prova para levantar os nossos “kits” de participação.

 

“A tradição ainda é o que era”.

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Foi no habitual e muito ecológico saco de pão em papel que nos deram os dorsais de identificação. Mas, novidade já prometida em 2018, agora o dorsal já incorporava um “chip” para controlo dos tempos e das classificações.

 

Após os habituais discursos da ordem dá-se o início da corrida, pouco passava das dez e meia. O percurso manteve-se igual pelo menos ao das edições em que participámos. E, como já tínhamos constatado nos anos passados, esta corrida de dez quilómetros está muito longe de ser fácil e para rolar. Pelo contrário é mais uma corrida em sobe e desce com a nossa já bem conhecida subida da Bemposta a termos de vencer por duas vezes. Após a segunda passagem por este local entramos no último quilómetro até à meta. Vamos buscar energias onde ainda pensamos existirem para terminarmos em beleza a corrida. É uma última ultrapassagem a um atleta que há muito colocámos como referência e que nos permitirá subir mais um degrau na classificação final. E é também o aproveitar as centenas de metros que nos restam para tentarmos melhorar o tempo final.

 

Terminada a corrida regressamos a casa com a satisfação do dever cumprido e com a grande vontade de voltar a estas paragens em 2020. Foi também mais um treino de preparação para Sevilha.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: ANDRÉ DUARTE (Conquista Ginásio - Cadaval): 0:35:23

 Atletas que concluiram a Prova: 91

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 268) 

Classificação Geral: 58º - Classificação no Escalão Vet V: 8º

Tempo Oficial: 0:49:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:59

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,25Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 269) 

Classificação Geral: 78º - Classificação no Escalão Vet VI:  13º

Tempo Oficial: 0:55:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:53

Tempo médio/Km: 5m:29s  <=> Velocidade média: 10,93Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 20 - Grande Prova de Atletismo do Camarnal (Alenquer) - 10 Km
  • 27- Corrida Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:20

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2019

SÃO SILVESTRE DE LISBOA

Pelo 11º ano consecutivo realizou-se a Corrida São Silvestre de Lisboa e que constitui a derradeira prova dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS em cada ano civil.

 

Em 2018 a nossa equipa esteve representada por quatro atletas:

 

  • Carlos Teixeira, totalista da prova
  • Carlos Gonçalves, presente em sete edições
  • Gonçalo Sousa, em substituição do seu pai Frederico Sousa e que perdeu a condição de totalista
  • Pedro Antunes

 

Depois de algumas alterações, quer em termos do percurso da prova quer do horário – houve uma edição que foi disputada de manhã, a São Silvestre de Lisboa tem-se mantido fiel ao figurino que tivemos este ano.

 

Novidades não houve. A grande afluência de atletas confere uma animação dificilmente igualável em qualquer outra prova de estrada. Como habitualmente os atletas são distribuídos por quatro compartimentos: Elites, Sub 50, Sub 60 e Mais de 60.

 

O ponto de encontro dos atletas foi, como já vem sendo hábito, o Elevador da Glória mesmo à entrada da Praça dos Restauradores. Pouco passava das dezassete horas e a equipa estava reunida. Não totalmente pois o Gonçalo Sousa não se encontrou com os restantes colegas.

 

Quando nos aproximávamos das 17 e 30 os nossos “rapazes” dirigiram-se para os respectivos compartimentos. Carlos Teixeira, o nosso atleta de Elite, encaixou-se no grupo dos Sub 50. O Pedro Antunes e o Carlos Gonçalves fizeram companhia um ao outro no último sector.

 

Após a habitual cerimónia de entoação do hino nacional, acompanhado em uníssono pela esmagadora maioria dos atletas, inicia-se a prova com a partida dos atletas de Elite.

 

Gradualmente vão-se esvaziando os compartimentos. Mais de dez minutos após o “tiro” inicial passam pela meta os atletas Mais de 60. Aliás este segmento foi o mais preenchido com mais de 6000 corredores.

 

Se alguém não esperava alguma confusão nos primeiros quilómetros então decididamente que ou participou pela primeira vez ou então estava na corrida errada.

 

A animação dos milhares de participantes é uma imagem de marca da São Silvestre de Lisboa. E não é, decididamente, uma vulgar corria de dez quilómetros para se fazer um bom tempo. Mesmo assim os nossos atletas conseguiram marcas um pouco mais ambiciosas do que se esperaria.

 

Para aumentar o encanto de prova refira-se que para a esmagadora maioria dos atletas a corrida disputou-se já noite dentro perfeitamente emoldurada pelas iluminações natalícias da Baixa Lisboeta.

 

Como tem sido habitual nos últimos anos a organização manteve a competição adicional do último quilómetro sempre a descer e que serve de compensação ao enorme esforço que é exigido aos atletas com a desgastante subida da Avenida da Liberdade até à Praça do Marquês de Pombal. Na cabeça de cada um só paira o pensamento da descida final e que permitirá aos atletas terminarem a sua corrida em grande ritmo.

 

Como é costume dizer esta foi mais uma “prova superada”. E como despendemos algumas calorias adicionais já podemos abusar nos festejos da passagem do anos de aqui a dois dias.

 

 Sobre a nossa cabeça pesa cada vez mais a ânsia pela Maratona de Sevilha.

 

Bom Ano a todos os nossos Atletas e seguidores.

 

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO PEREIRA (SLB): 0:29:29

 Atletas que concluiram a Prova: 9450

São Silvestre 2018.jpg

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 2 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 9 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:41

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Domingo, 23 de Dezembro de 2018

BOAS FESTAS

Feliz Natal e um Excelente Novo Ano de 2019 para todos os membros e seguidores das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Rumo a Sevilha ...

Pai Natal para Sevilha.jpg

Merry Xmas and an Excelent New Year of 2019 to all members and followers of LEBRES E TARTARUGAS.

 

On the Road to Sevilla ...

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:11

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Sábado, 15 de Dezembro de 2018

GRANDE PRÉMIO DO NATAL

Disputou-se mais uma edição do Grande Prémio de Natal uma das provas mais antigas e carismáticas do calendário anual de atletismo.

 

Esta prova é atualmente organizada pelo Maratona clube de Portugal e foi de certa forma revitalizada em termos de organização e projeção comparativamente com o que se verificava há alguns anos atrás.

 

A manhã apresentou-se fresquinha mas com muito sol em condições ideais para a prática do atletismo.

 

Lebres e Tartarugas representados por quatro atletas : João Valério, Frederico Sousa, André Catela e Carlos Teixeira

 

Esta corrida é das mais acessíveis para fazer boas marcas e bater records porque os últimos 2,3 km entre o Saldanha e a meta instalada nos Restauradores são a descer.

 

As 10.30 em ponto deu-se a partida bastante difícil devido ao grande aglomerado de atletas com os mais rápidos a fugirem por cima dos passeios.

 

Os 2/3 kms iniciais não são muito fáceis com algumas subidas, muitos atletas e muitos zigue-zagues, nos seguintes na zona de Telheiras e do Estádio José de Alvalade já tudo é mais fácil.

 

O km 5 é atingido no Campo Grande e daí até ao Saldanha não é fácil com os 5 tuneis e a ansiedade de chegar ao Saldanha para iniciar um sprint até aos Restauradores.

 

Todos os tartarugas atingiram os Restauradores sendo que o João Valério e o Frederico Sousa continuaram a correr depois de passar a meta dentro dos respetivos planos de preparação para a maratona de Sevilha.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (SCP): 0:29:15

 Atletas que concluiram a Prova: 4181

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2804) 

Classificação Geral: 1379º - Classificação no Escalão M55:  64º

Tempo Oficial: 0:48:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:47:15

Tempo médio/Km: 4m:44s  <=> Velocidade média: 12,70Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 2805) 

Classificação Geral: 1982º - Classificação no Escalão SENM:  381º

Tempo Oficial: 0:52:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:49

Tempo médio/Km: 4m:59s  <=> Velocidade média: 12,04Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2807) 

Classificação Geral: 3022º - Classificação no Escalão M55: 176º

Tempo Oficial: 0:59:49/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:06

Tempo médio/Km: 5m:43s  <=> Velocidade média: 10,51Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 4167) 

Classificação Geral: 2382º - Classificação no Escalão M60: 68º

Tempo Oficial: 0:55:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:53:31

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,57Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 2 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 9 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 18:37

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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2018

MEIA MARATONA DOS DESCOBRIMENTOS

Tartarugas participaram na Meia Maratona dos Descobrimentos numa manhã fresquinha muito boa para o atletismo.

 

A representação esteve a cargo da dupla Frederico Sousa e Carlos Teixeira.

 

Os dois atletas encontraram-se em casa do Frederico e de seguida caminharam aproximadamente 1km ou um pouco mais até atingirem a linha de partida.

 

A partida estava escalonada por tempos pelo que os dois atletas separaram-se indo cada qual para a sua box de partida.

 

A Meia Maratona dos Descobrimentos é das mais acessíveis dado que é totalmente plana e realiza-se numa altura do ano em que as temperaturas frescas ajudam a melhorar a performance dos atletas.

 

Assim, não foi de estranhar ouvir muitos participantes dizer que iam tentar bater o seu record pessoal e certamente muitos o conseguiram.

 

No nosso caso as perspetivas antes da prova era que iriamos terminar com 1h50m Carlos e 2h06m o Frederico, tempos que superámos principalmente no caso do Frederico.

 

O percurso foi igual ao do ano anterior mais acessível que nas primeiras edições onde fazíamos os primeiros kms na zona do Restelo.

 

De salientar o número record de participantes 3.500 e o número de Países representados 42 fantástico!!!!

 

Foi uma boa prova para começar a preparar a Maratona de Sevilha, para o Fred foi um bom teste já a colher os frutos da preparação para aquela prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: JOÃO FERNANDES (GFD Running): 1:09:41

 Atletas que concluiram a Prova: 2640

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 680) 

Classificação Geral: 1161º - Classificação no Escalão M5559:  56º

Tempo Oficial: 1:47:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:46:59

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,83Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2872) 

Classificação Geral: 1902º - Classificação no Escalão M5559: 108º

Tempo Oficial: 1:059:52/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:59:04

Tempo médio/Km: 5m:39s  <=> Velocidade média: 10,63Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 2 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 9 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - São Silvestre de Lisboa - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:18

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018

CORRE JAMOR

Para o Frederico foi mais uma Corre Jamor. Para o Carlos Gonçalves foi uma estreia. E que estreia já que esta prova, com um misto de vários pisos, excedeu largamente as suas expectativas tendo afirmado no final que é para repetir.

 

Eram quase dez e meia da noite de Sábado quando o Frederico lança o alerta no WhatsApp das Lebres e Tartarugas: “Alguém vai amanhã à Corrida do Jamor?” Resposta imediata de um dos Tartarugas: “Ainda se podem fazer inscrições?”

 

De imediato o Carlos Gonçalves “correu” para a página oficial do evento e, verificando que as inscrições ainda se encontravam abertas, tratou logo de assegurar a companhia ao Frederico a quem se apressou a comunicar a situação.

 

E foi assim que, num domingo bastante chuvoso, os nossos dois atletas rumaram ao Estádio Nacional para a nona edição da Corre Jamor. Durante o caminho o Frederico informou ainda o seu colega de que, após terminar a corrida, seguiria directamente para a casa a correr, dando cumprimento ao Plano de Treinos que já encetou tendo como objectivo a participação na Maratona de Sevilha.

IMG_20181118_094208.jpgAntes das dez horas, e depois de um programa de aquecimento orientado por uma Monitora, é feito um minuto de silêncio, a pedido do Clube Olímpico de Oeiras, em homenagem ao Triatleta Luís Grilo recentemente desparecido. Foi arrepiante. O silêncio foi total, como nem sempre tem sido hábito neste tipo de situações.

 

Feita a homenagem dá-se início à contagem decrescente para o início da prova. Cinco, quatro, três, dois, um e PARTIDA. Os atletas cumprem a volta à magnífica Pista de Atletismo do imponente Estádio Nacional. Por mais de uma vez que temos elogiado todas as corridas com partida e chegada numa Pista de Atletismo de um qualquer Estádio de Futebol. Por momentos sentimo-nos como verdadeiros atletas do Olimpo.

 

Saídos do Estádio Nacional cumprimos uma primeira fase deambulando pelos caminhos do Complexo Desportivo do Jamor rumo à zona da Pista de Canoagem. É como que a fase de aquecimento em corrida e durante a qual experimentamos diversos tipos de Piso. Como a chuva e humidade persistiam todo o cuidado era pouco. De regresso à Praça da Maratona cumprem-se os primeiros três quilómetros. E começa a fase mais importante da Corrida Corre Jamor. Entramos em regime de trilhos que, sem ser demasiado exigente, impõe alguma atenção tendo em consideração a irregularidade do Piso. É mais corta-mato do que “trail” mas é bem melhor do que correr em alcatrão. Sem que nos apercebamos estamos a correr em direcção ao mar. Do lado direito perfila-se a Capela do Alto da Boa Viagem. E continuamos pelo interior da mata do Jamor. A lama começa a dar os primeiros sinais dificultando a progressão dos atletas. Os mais prevenidos optaram por usar sapatilhas de Todo o Terreno que vieram, mais tarde, a verificar-se muito eficazes em segmentos de descidas mais acentuadas e, sobretudo, mais enlameadas.

 

Faltam dois quilómetros para chegarmos à Meta. Damos uma volta de honra pela parte superior das bancadas do Estádio após a qual somos de novo devolvidos ao corta-mato.

 

Estamos no último quilómetro. De regresso à Pista de Atletismo temos escassos duzentos metros de pista de tartan para cumprir até à meta. Como sempre é a altura de um último “sprint” e de fazer as derradeiras ultrapassagens.

 

Tendo terminado a sua prestação o Carlos Gonçalves efectua os habituais exercícios de alongamentos enquanto vê o Frederico entrar na Pista. Já sabia de antemão que o seu colega iria imprimir um ritmo mais de treino. Ao passar pela Meta os dois Tartarugas cumprimentam-se e cada um segue o seu caminho. O Frederico irá continuar a correr até casa. O Carlos seguirá na sua viatura.

 

Valeu a pena e, como já se afirmou, excedeu largamente as expectativas do Tartaruga estreante.

 

Para o ano há mais. Mas até Fevereiro todos os Tartarugas continuarão, ou encetarão, um “rigoroso” (tanto quanto possível) plano de preparação para os quarenta e dois quilómetros, e alguns metros, que nos esperam em Sevilha já no próximo mês de Fevereiro.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: NUNO ROCHA (Individual): 0:36:09

 Atletas que concluiram a Prova: 716

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 708) 

Classificação Geral: 550º - Classificação no Escalão:  Não considerado por estar inscrito como Jún ior M

Tempo Oficial: 1:04:05/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:03:38

Tempo médio/Km: 6m:22s  <=> Velocidade média: 9,43Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1179) 

Classificação Geral: 512º - Classificação no Escalão V60: 19º

Tempo Oficial: 1:01:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:01:26

Tempo médio/Km: 6m:09s  <=> Velocidade média: 9,77Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Novembro

  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km => Não participámos
  • 18- Corre Jamor (Estádio Nacional - Cruz Quebrada) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:03

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

CORRIDA DA ÁGUA

A Corrida da Água é uma das muitas provas em que nada muda, pelo menos de modo substancial, de ano para e que continua a atrair largas centenas de atletas.

 

Em contraste com o Trail da Real Tapada desta vez encontrámos muitas caras conhecidas e que costumam marcar presença em provas de dez quilómetros que se disputam na zona de Lisboa. 

IMG_20181104_094819.jpg

 O percurso tem-se mantido inalterável desde a partida junto ao Parque do Calhau, passagem pela Ciclovia ao longo da Radial de Benfica, até atacarmos aquela inclinada e interminável subida até ao alto de Campolide. Para premiar o nosso esforço temos, no final, os melhores dois quilómetros de toda a prova. Um deles é gasto a percorrer o Aqueduto das Águas Livres, permitindo-nos disfrutar de umas vistas sobre o Vale de Alcântara não disponíveis de qualquer outro local. Os últimos mil metros são cumpridos dentro da Mata de Monsanto num ambiente bem mais agradável do que o alcatrão.

 

Sendo a Corrida da Água tendo sido exactamente neste aspecto que se tem revelado o ponto mais fraco com apenas um abastecimento e numa zona de estreitamento da pista junto aos Pupilos do Exército. Vá lá que este ano as coisas melhoraram um pouco já que houve entrega das garrafinhas de água dos dois lados da via. Menos mal mas continua a faltar um segundo abastecimento durante ou após a subida para Campolide.

 

Mas a Corrida da Água é um marco das LEBRES E TARTARUGAS pois foi em Outubro de 2014 a prova de estreia do João Valério na nossa equipa. Deixou-lhe um bichinho que depois disso já se tem assumido como o quarto Tartaruga mais regular. Já o conseguimos arrastar para o lamaçal dos Trilhos do Almourol como também tem sido presença regular em muitas provas emblemáticas donde se destaca, entre outras, a mítica Corrida do Fim da Europa. E, numa altura em que a nossa equipa se desafiou a si própria a internacionalizar-se com a participação na edição de 2019 da Maratona de Sevilha, o João disse logo presente tendo já arranjado um Plano de Treinos que pretende cumprir com grande rigor.

 

Mas até Fevereiro ainda temos um longo caminho pela frente. Ficou a revelação do Frederico que já tinha iniciado o seu programa de treino para Sevilha e se dispunha a cumpri-lo o mais rigorosa e assiduamente possível.

 

Registe-se também a ausência do Carlos Teixeira que, enquanto estes três atletas deambulavam pelas estradas da Serra do Monsanto, atacava a sua segunda Maratona do ano com um intervalo inferior a um mês entre a prova de Lisboa e a do Porto. Mas isso foi objecto de outra crónica.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: JOÃO PEREIRA (Individual): 0:33:47

 Atletas que concluiram a Prova: 80

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 676) 

Classificação Geral: 648º - Classificação no Escalão M5559: 39º

Tempo Oficial: 0:57:33/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:33

Tempo médio/Km: 5m:45s  <=> Velocidade média: 10,43Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 677) 

Classificação Geral: 514º - Classificação no Escalão M6064: 22º

Tempo Oficial: 0:54:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:45

Tempo médio/Km: 5m:28s  <=> Velocidade média: 10,96Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 678) 

Classificação Geral: 610º - Classificação no Escalão M6064: 28º

Tempo Oficial: 045:56:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:45

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,60Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Novembro

  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:45

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2018

MARATONA DO PORTO

Sábado ao final da manhã viajei para o Porto tranquilamente sem aquele nervoso que sentia em anos anteriores na véspera de uma maratona, os records ficaram para trás o importante é desfrutar a corrida e terminá-la sem grandes problemas físicos.

 

A maratona do Porto é uma grande festa do atletismo internacional a comprová-lo a participação na edição deste ano de atletas de 73 países diferentes e representando 5 dos 6 continentes. Como habitualmente o primeiro grande momento ocorre na véspera na lindíssima Alfândega do Porto, local onde está instalada a feira do desporto e onde são recolhidos os Kits para a corrida.

IMG_5145.jpg

Recolhidos os dorsais e restantes endereços seguiu-se um almoço tardio num restaurante típico regado por uma excelente imperial.

 

Repostas as energias foi tempo para me dirigir ao hotel e após o check-in seguiram-se 2 horas de descanso na horizontal.

 

Seguiu-se o jantar numa churrascaria da emblemática Avenida da Boavista regado com um jarro de tinto da casa que serviu de relaxante muscular.

 

No dia da prova tudo se passou muito depressa, pequeno almoço tomado em conjunto com atletas de diferentes países e que depois também me acompanharam no transfer do hotel para a partida.

 

Cheguei à linha de partida seção C às 8.31 com muita preguiça para quem ia correr uma Maratona, mas com a ajuda do speaker e da animação à volta de atletas e acompanhantes, fui-me descontraindo e quando chegou o momento da partida estava preparado.

IMG_5154.jpg

Os primeiros 5,5 km são a parte menos interessante do atual percurso primeiro pelo aglomerado de atletas cada vez há mais a participantes na Maratona e porque se anda às voltinhas.

 

Em Matosinhos atingiu-se os 10 Km, com algum frio intervalado com chuva miudinha aí cheguei após 52m35s, fiquei contente pela recuperação que fiz entre os primeiros e os últimos 5 Km.

 

Entre Matosinhos e a Alfândega correu-se o percurso entre os 10 km e os 20 Km bem melhor que os anteriores 10 Km corridos por mim em 54 m, havia que abrandar para continuar confortável.

 

O percurso entre os 20km e os 30km percorreu-se entre a Ribeira, passando por Gaia e retorno pela ponte D.Luis,( incrível a quantidade de espetadores que estavam na ponte apoiando de forma espetacular todos os atletas) sendo que o Km 30 foi atingido na descida para a ponte do Freixo , neste troço de

 

10km demorei 55,08.

 

Infelizmente o meu Gramim avariou entre o Km 15 e 16 e a única indicação de tempo que tive a partir deste momento foi ao Km 21, pelo que no Km 30 sabia que ia bem mas não tão bem como realmente estava face às minhas capacidades atuais.

 

O percurso entre os 30 e 40 já é mais sinuoso e as pernas começaram a ressentir-se e a partir dos 38km a chuva intensificou-se significativamente, aqui a performance já se ressentiu e precisei de 1h e 2 s para cumprir esta parte da corrida.

 

Os últimos 600 m são a subir e foram bastante difíceis, mas  fi-los feliz porque não tendo passado a bandeira das 4 h, sabia que ia fazer menos tempo o que nas atuais condições era muito bom.

 

Com grande alegria minha e da minha companheira que me esperava à chuva cruzei a meta da minha 14ª Maratona de estrada com boa saúde e com o tempo de 3h55m09s. 

IMG_5157.jpg

 A Maratona do Porto continua a ser para mim diferente pelo ambiente proporcionado pelos atletas e a forma de apoiar das gentes do norte que diferença para o que se passa em Lisboa.

 

Sendo discutível qual dos percursos é melhor ou pior a Maratona do Porto continua a ser para mim superior á de Lisboa pelo ambiente de festa que se vive, se tudo correr bem lá estarei para o ano.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: ROBERT CHEMONGES (Uganda): 2:09:05

 Atletas que concluiram a Prova: 4658

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 5928) 

Classificação Geral: 2351º - Classificação no Escalão M55: 138º

Tempo Oficial: 3:57:12/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:55:09

Tempo médio/Km: 5m:35s  <=> Velocidade média: 10,77Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

 

  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:03

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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

TRAIL DA REAL TAPADA

Um Tesouro no Oeste Português, a escassos trinta minutos da cidade de Lisboa.

 

Foi precisamente a Tapada de Mafra que o Frederico e o Carlos Gonçalves escolheram para o regresso à vertente do Trail Running de que tanto gostam e que lhes tem dado muitas alegrias.

 

À partida o Trail da Real Tapada reunia todos os ingredientes para uma manhã desportiva bem passada. Os vinte e cinco quilómetros estão dentro daquilo que os nossos atletas consideram como uma distância equilibrada e que lhes permite disfrutar ao máximo do meio envolvente com algum, muito, esforço mas também sem exagerado, o quanto baste, sacrifício. Sim, porque uma prova de trail exige sempre sacrifício do atleta, sacrifício esse que, se inexistente, retiraria todo o interesse à corrida.

 

As previsões meteorológicas eram um pouco incertas pelo que os atletas tinham neste capítulo alguma dúvida aliada ao próprio desconhecimento do traçado e da exigência do percurso.

 

O Grau de dificuldade técnica era relativamente baixo o que deixava antever uma prova tranquila e sem que tivéssemos momentos de arriscar a nossa integridade física. Ficava apenas, como maior desafio, os vinte e cinco quilómetros previstos.

 

À chegada ao Portão do Codeçal, uma das entradas para a Tapada de Mafra, os nossos atletas depararam logo com os primeiros sinais de uma organização exemplar. O estacionamento das viaturas foi muito bem coordenado pelos elementos da organização, com marcações no piso para que ninguém estacionasse a sua viatura ao acaso.

Trail da Real Tapada.jpg

A partida estava agendada para as dez da manhã. Como neste fim-de-semana estava prevista a mudança para a hora de Inverno os atletas tiveram mais uma hora de sono de “borla” o que lhes permitiu acordarem e prepararem-se sem grande ”stress”.

 

Uma primeira surpresa se apodera dos Lebre e Tartarugas. O reduzido número de atletas presentes poderia significar que teríamos de lutar muito para não ficar na cauda da classificação. Não é que essa seja uma grande preocupação dos nossos atletas mas é sempre mais agradável não ficar em último. Constatamos que não há caras nossas conhecidas. Apenas uma atleta - Célia Azenha - “companheira” de outras aventuras, se perfila como a nossa referência. 

IMG_20181028_090142.jpg

 

Um pouco antes da hora marcada é feito o “briefing” tão usual como necessário nos “Trails”. Não nos reservam grandes temores quanto à natureza do percurso apenas nos chamando à atenção para a sinalização do percurso, pontos de abastecimento e de separação dos vários atletas consoante a modalidade em que se inscreveram.

 

Às dez em ponto é dada a partida. E, quase em simultâneo, aparece a chuva a relembrar que o tempo ameno e seco há muito que pertence ao passado. Para aquecer começamos logo com uma pequena subida. O perfil altimétrico previamente divulgado antevia uma corrida em “sobe e desce”, o que não atemoriza os atletas. Para pouparem energias então o melhor seria ficarem em casa.

A Tapada de Mafra apresenta-se como um local onde nada está ao acaso. E como bem lembrava o Frederico no final da prova, apenas encontrámos o que a natureza tem para nos dar. Lixo nenhum, nem mesmo aquele que os atletas pudessem eventualmente deixar à sua passagem.

 

O frio e o vento forte marcam presença. Mas nada esmorece o espirito dos atletas.

 

De animais nem qualquer sinal. Havia alguma esperança de encontrarmos algum exemplar mas, ou assustaram-se com a presença de novos visitantes, ou propositadamente, foram afastados dos locais de passagem dos “trailistas”.

 

Um percurso todo ele bem sinalizado não dá qualquer azo a que alguém se perca. As marcas quilométricas estão bem visíveis ao longo de todo o trajecto. E como nos prometeram os dois últimos quilómetros aparecem como contagem decrescente. A marca do último quilómetro convida os atletas a um sprint final e vigoroso.

 

Prova terminada e seguramente a repetir. Foi um Trail perfeito.

[Crónica de Carlos Gonçalves]

 

Vencedor: RUI LUZ(AMCD - Arrábida Team Trail): 1:55:48

 Atletas que concluiram a Prova: 80

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 143) 

Classificação Geral: 74º - Classificação no Escalão M60: 2º

Tempo Oficial: 3:25:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 8m:14s  <=> Velocidade média: 7,29Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 163) 

Classificação Geral: 69º - Classificação no Escalão M50: 13º

Tempo Oficial: 3:22:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 8m:07s  <=> Velocidade média: 7,39Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 7 - Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Meia Maratona de Lisboa (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - Maratona de Lisboa (Cascais/Oeiras/Lisboa) - 42,195 Km
  • 21 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - Trail da Real Tapada (Mafra) - 25 Km

Calendário para o Mês de Novembro

  • 4 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Maratona do Porto (Porto) - 42,195 Km
  • 11 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:58

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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

CORRIDA DO MONTEPIO

Disputou-se a 6ª edição da corrida do Montepio Geral sendo que alguns dos tartarugas participaram em todas as edições. É uma corrida que do ponto de vista social é importante porque a receita tens fins de beneficência. O percurso foi alterado em relação a edições anteriores tendo a partida e chegada sido na Praça D. Pedro IV no Rossio, ao contrário do ano passado em que a chegada foi no Terreiro do Paço. Com as alterações referidas anteriormente a corrida foi simétrica, percorreram-se 5 Kms entre o Rossio e a Avenida das Índias e depois fez-se o caminho inverso. Os Lebres e Tartarugas estiveram representados por Frederico Sousa, Carlos Teixeira e André Catela. Esta prova por ser totalmente plana é muito rápida quase ideal para bater records para quem se preocupa com os mesmos. No entanto as dificuldades de escoamento dos atletas na Rua Áurea metros à frente da partida e o piso difícil da zona da Ribeira das Naus, que se percorre na ida e na volta, são fatores que podem influenciar a obtenção de bons resultados. A exemplo da semana anterior em que os nossos atletas participaram na Maratona e Meia Maratona de Lisboa as condições climatéricas foram favoráveis. De salientar o baixo valor das inscrições 5€ comparativamente aos valores que se vêm praticando lamentavelmente em outras provas, nalguns casos com organizações inferiores à desta prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Vencedor: AVELINO EUSÉBIO (GFD Running): 0:31:23

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2951) 

Classificação Geral: 1184º - Classificação no Escalão V55: 76º

Tempo Oficial: 0:49:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:16

Tempo médio/Km: 4m:56s  <=> Velocidade média: 12,18Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 2952) 

Classificação Geral: 1618º - Classificação no Escalão Sénior: 285º

Tempo Oficial: 0:52:38/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:52:12

Tempo médio/Km: 5m:13s  <=> Velocidade média: 11,49Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2953) 

Classificação Geral: 2217º - Classificação no Escalão V55: 157º

Tempo Oficial: 0:56:16/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:55:51

Tempo médio/Km: 5m:35s  <=> Velocidade média: 10,74Km/h (*)

 

 (*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 7 - Corrida ActivoBank/Clube MillenniumBCP (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Meia Maratona de Lisboa (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - Maratona de Lisboa (Cascais/Oeiras/Lisboa) - 42,195 Km
  • 21 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 28 - Trail da Real Tapada (Mafra) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:10

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