Segunda-feira, 9 de Novembro de 2015

TRAIL NOCTURNO DE BUCELAS

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 GENIAL, DIVINAL, ESPECTACULAR. A REPETIR.

 

Foi deste modo que o Carlos Gonçalves, único representante das LEBRES E TARTARUGAS no Trail Curto de Bucelas, se manifestou por SMS aos seus colegas de equipa após ter concluído mais uma prova. De tal modo esfuziava de alegria que teve alguma dificuldade em encontrar palavras para traduzir o que lhe ia na alma. Pleno de satisfação por uma aventura inesquecível, aguarda ansiosamente pela próxima edição e, se possível, na companhia dos seus outros dois colegas.

 

Na prática até nem esteve sozinho pois a sua esposa, a nossa Treinadora Ana Luísa, acompanhou-o nesta odisseia participando na Caminhada por troca com a inscrição do Frederico que, à última hora, não pôde comparecer. Felizmente que a Organização converteu uma inscrição do Trail Curto na Caminhada. Assim contribuiu para a felicidade de duas pessoas e que, certamente, divulgarão este Trail Nocturno junto dos seus amigos.

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A Noite do Halloween, ou Noite das Bruxas como também é apelidada, apesar de ser uma importação recente, já é um marco principalmente junto do público mais jovem, nomeadamente as crianças. Vibram com esta noite como nós, mais velhos, vibrávamos com o Carnaval nos saudosos, mas não saudosistas, tempos de adolescentes.

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A vida é feita de aventuras e, se nada fizermos, nada teremos para preencher as nossas memórias que um dia mais tarde recordaremos com satisfação e com um tremendo orgulho que, de tanto inchados, correremos o risco de rebentar qual balão que se enche para além do limite. Por isso devemos estar sempre disponíveis para nos abalançarmos a novos desafios. E como gostamos de novos desafios perante qualquer acontecimento que nos surja, e que tenha algo de inovador, aí estamos nós prontos a dar a cara.

 

Em Setembro o Frederico, sempre ele, descobriu que se iria realizar o 1º Trail Nocturno de Bucelas no dia 31 de Outubro subordinado ao tema do Halloween. Além de ser uma prova de “trail” tinha como grande aliciante o facto de se realizar à noite. Assim juntava-se o útil ao agradável. A adrenalina de uma corrida de trilhos conjugada com a beleza de uma prova nocturna. E ainda por cima com o misticismo associado ao Halloween.

 

Perante estes ingredientes o Frederico e o Carlos Gonçalves não podiam deixar passar ao lado esta oportunidade. Consultada a página de divulgação do Trail Nocturno de Bucelas verificávamos que estavam reunidos os condimentos necessários a uma corrida com tudo para poder perdurar nas nossas memórias. A distância de quinze quilómetros não assustava qualquer um. Aliás para nos meter medo só mesmo as diversas figuras de terror que iríamos encontrar ao longo do percurso. Por outro lado o perfil topográfico também mostrava ser acessível. E uma Corrida Nocturna tem uma beleza que dificilmente encontraremos em provas diurnas. À noite os muitos Atletas e Caminhantes mais parecem um conjunto de pirilampos em fila indiana ao longo do percurso.

 

A animação era grande. O rebuliço cedo toma conta desta simpática vila de Bucelas a escassos quilómetros de Lisboa. Os PROS chegam cedo ao local da partida aí permanecendo em plena concentração para uma corrida cuja vitória poderá estar seu alcance. Os outros, mais pacatamente, tentam encontrar um lugar para estacionar o carro e procuram de imediato onde levantar o seu dorsal. Depois, já mais tranquilos, a prioridade é reforçarem-se de energias com um lanche mais lauto do que é normal. Pais e Filhos, Trailistas e Caminhantes, unem-se para uma Festa que todos pretendem disfrutar ao máximo. Os mais miúdos são os que mais vibram com esta Noite do seu imaginário fantasioso. Se para eles o Halloween já é uma tradição o que dizer de abrilhantarem esta sua celebração com uma Caminhada à luz das lanternas.

 

No Pavilhão do Clube de Futebol os Bucelenses, filial do mais conhecido Belenenses, juntam-se todos desde os participantes nas duas provas até aos elementos da Organização. Pelo aspecto não seriam mais duzentos os candidatos ao Trail Curto. E em igual número teríamos os Caminhantes.

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Muitas máscaras alusivas a esta noite desfilavam por entre esta massa humana. Havia prémios para as melhores máscaras pelo que os candidatos a esta competição esmeraram-se. E verificámos que alguns, ou algumas, também participaram no Trail tendo efectuado toda a prova nestes preparos. O ambiente era principalmente de Festa.

 

Feito o controlo “Zero” aguarda-se ansiosamente pelo “tiro de partida”. Antes ainda houve tempo para o habitual briefing com as muito úteis indicações sobre o percurso e sinalização. Além das comuns fitas plásticas de sinalização vermelhas e brancas a Organização implantou ao longo de toda a prova postes com luzes “led” verdes que permitiriam, até aos mais distraído, ver o caminho certo a seguir.

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Difícil mesmo era alguém perder-se. Mas com tantas bruxas e bruxos “à solta” tudo era teoricamente possível.

 

Dada a ordem de partida faz-se o assalto à estrada. As primeiras centenas de metros são feitas em alcatrão e com o acompanhamento de uma viatura não só para nos guiar mas, e principalmente, para cortar o trânsito automóvel e assim preservar a integridade dos atletas. Após algumas centenas de metros fica para trás a Vila de Bucelas entrando no primeiro troço já em terra batida e com a primeira subida. É aí que tudo verdadeiramente começa. Cinco minutos mais tarde arrancam os Caminheiros. O percurso inicial coincidiria com o da prova principal, não sendo muito exigente tanto em termos de declive como de irregularidade do terreno.

 

Cedo começa a separação dos atletas. Os primeiros desapareceram logo. E não foi pelo facto de ser noite mas simplesmente por imprimiram desde o início um ritmo próprio de quem luta pela vitória. Com as subidas um pouco, mas pouco, mais exigentes ficam logo para trás os menos habituados e preparados para as corridas de montanha. Consultado o perfil da prova verificava-se que basicamente teríamos três picos logo seguidos das inevitáveis descidas. Como dia o ditado “tudo o que sobe tem de descer”. Sensivelmente a meio chegamos ao ponto com cota mais alta. Nesse local estava montado o único abastecimento da corrida. Sentíamos, e tínhamos razão para tal, que o mais difícil já tinha ficado para trás.

 

De descida em descida, com algumas curvas pelo meio, aproximamo-nos, sem que o saibamos, do ponto de encontro com os nossos amigos Caminheiros que fizeram grande parte do nosso trajecto. Nos seus oito quilómetros foram poupados na ida ao ponto de altitude mais elevada dos “Trailistas”. Foi a fase mais bela de toda prova. Alguns que tinham familiares na Caminhada aproveitavam para revê-los, cumprimentá-los – “Olá Bruxinha” – e seguir rumo à meta. De tanta lanterna existente havia uma luminosidade ambiente que nos fazia esquecer que até era noite.

 

Finalmente entramos no alcatrão e aproximamo-nos vertiginosamente da meta.

 

Mais uma prova superada. Este solitário Tartaruga só aguardava pela chegada da sua cara metade. Depois de feitos os necessários e muito recomendados alongamentos o nosso atleta dirige-se para a entrada do Pavilhão e, finalmente, vislumbra o muito esperado blusão vermelho e com a luz frontal na cabeça.

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 Dava-se o reencontro deste casal que tinha partido à procura das Bruxas de Bucelas.

 

Esperava-nos o jantar. Uma malga de um delicioso Caldo Verde bem quentinho, uma Bifana e uma bebida: um Sumo ou uma não menos deliciosa Imperial. Durante a refeição cada um conta as suas peripécias deste noite originalmente bem passada.

 

Com o estômago mais ou menos recomposto Regressamos ao nosso carro para trocar de roupa. De volta ao Pavilhão dos Bucelenses verificamos que a fila para o Jantar já era longa estendendo-se para o exterior. Que boa opção a nossa em jantarmos primeiro e só depois trocarmos de roupa.

 

Os últimos cartuxos queimam-se com a entrega dos prémios. Em primeiro lugar foi a eleição das melhores máscaras, seguiram-se os atletas do Trail e por fim foi feito o agradecimento público a todos os membros da organização.

 

Tinha terminado a nossa aventura. Agora era tempo de regressar a casa e, uma vez mais, partilhar mais algumas particularidades do Trail/Caminhada Nocturno de Bucelas.

 

E para o ano há mais.

 

Atletas que concluiram a prova: 190

Vencedor: RUI MIGUEL PACHECO (Offtel Runners) - 1:00:34

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº48)

Classificação Geral: 134º- Classificação no Escalão V50: Não divulgado

Tempo Oficial: 1:40:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 6m:42s <=> Velocidade média: 8,95 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 3 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 11 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 18 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 25 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Trail Nocturno de Bucelas - 15 Km

 

Calendário para o Mês de Novembro

  • 8 - Maratona do Porto - 42,195 Km
  • 8 - Corrida Farmacêutica (Lisboa) - 10 Km
  • 14 - Trail de Ferreira do Zêzere (F. Zêzere) - 20 Km/35 Km
  • 22 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km
  • 29 - Grande Prémio de Atletismo da Mendiga  - 15,7 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:19

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