Sábado, 16 de Maio de 2015

TRAIL DO CASTELO DE ABRANTES

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 Este foi um Sábado Bem Passado. Aliás foi um Sábado Muito Bem Passado. Na realidade foi um Sábado EXCELENTEMENTE bem passado. De tal modo que os dois “trailistas” das LEBRES E TARTARUGAS já prometeram voltar em 2016.

 

Com a realização da quinta edição desta prova somos uns quase totalistas com quatro presenças. No primeiro ano, 2012, inscrevemo-nos no Trail curto. No ano seguinte fomos um pouco mais ousados e abalançámo-nos ao Trail longo, de má memória, com estes dois ilustres atletas a terminarem com o controlo já a fechar. No ano passado regressámos às origens e tanto o Frederico como o Carlos Gonçalves disputaram a versão mais curta do Trail Castelo de Abrantes. Animados com a nossa prestação, e com o gozo que a participação nos deu, colocámos desde logo o Trail Castelo de Abrantes na Galeria das nossas provas de referência.

 

Quando organizávamos o calendário para o mês de Maio, volta a surgir esta prova. O Frederico ficou-se pela versão mais curta. O Carlos Gonçalves, ainda um pouco frustrado pela desistência nos Trilhos do Almourol, decidiu arriscar a participação no Trail Longo como forma de tentar esquecer o desânimo da corrida do Entroncamento mas também para aferir das suas reais capacidades para o Ultra Trail de São Mamede com data marcada para fim de semana seguinte. A resposta a uma prova de trail, com uma distância algures entre os trinta e cinco e os quarenta quilómetros, configurava-se como o teste final. Então decidiria se estaria em condições de arriscar os cem quilómetros da prova de Portalegre. Ou, infelizmente, Não.

 

A edição de 2015 teve como grande novidade a circunstância de se realizar no Sábado e não no Domingo. Não sabemos qual o motivo que está por detrás desta alteração mas, sem dúvida, que foi completamente acertada. Foi um “tiro na mouche” e que poderá servir de exemplo a outras provas de Trail. Já que temos de nos levantar bem cedo, pouco diferente do que é nosso hábito durante uma semana de trabalho, pelo menos teremos todo o fim-de-semana para recuperar do esforço e do desgaste que uma corrida desta natureza normalmente acarreta. E mais facilmente, e em melhores condições, nos apresentaremos na segunda-feira para iniciar mais uma semana de trabalho.

 

Bem cedo chegámos ao Castelo de Abrantes, ainda com o Secretariado a tratar dos últimos preparativos para a entrega dos “kits” dos atletas. Às nove em ponto parte o autocarro rumo à Aldeia do Mato com os participantes no Trail Longo. Meia hora mais tarde partiria o segundo autocarro com os atletas do Trail Curto.

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Chegados à Aldeia do Mato, e depois dos “xixis” da ordem, os Trailistas Longos deparam-se com o deslumbrante cenário da Albufeira da Barragem do Castelo de Bode. Alguns aproveitam para tirar uns “bonecos" à paisagem bucólica e da qual imana tranquilidade e paz de espírito.

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Perto de hora da partida tem lugar o habitual “briefing” no qual os atletas tomam conhecimento das principais características da prova que vão ter pela frente. A primeira mensagem é que os primeiros nove quilómetros serão a parte mais dura da corrida, com maiores desníveis de altimetria e de maior exigência física. Ficamos também a saber que entre o segundo e o terceiro abastecimento percorreríamos cerca de dezassete quilómetros em perfeita autonomia. Afigurava-se um troço bem durinho no que a este aspecto diz respeito.

WP_20150509_09_50_56_Pro.jpgAlgumas reclamações. Mas é mesmo assim. Não valia a pena reclamar. A parte menos agradável ficaria reservada para os últimos quilómetros a desenrolarem-se pelas ruas de Alferrarede Velha. E, a terminar, encontraríamos a já nossa conhecida subida para o Castelo, longa e a serpentear o monte no alto do qual se apresenta esta fortificação da cidade de Abrantes.

 

Salvo diferente opinião, a edição de 2015 do Trail Castelo de Abrantes, e considerando apenas aquelas em que participámos, foi de longe a melhor. Aconteceu de tudo um pouco. Desde subidas longas e desgastantes, até trilhos técnicos a requerem a máxima atenção, com uma curta passagem mesmo à beirinha da barragem, tivémos uma corrida para agradar a gregos e a troianos. E quando o calor começava a apertar até entrámos em alguns troços à sombra no meio de densa vegetação, protegendo-nos do Sol que despontava em todo o seu fulgor. Contrariando o ditado que diz que “a mesma água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte” temos uma interpretação um pouco diferente e adaptada à nossa realidade: “ um mesmo atleta passa pela mesma ribeira quantas vezes for preciso”…

 

Cenários deslumbrantes são-nos apresentados a cada metro que avançamos.

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Por momentos pensamos estar à Porta do Paraíso.

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 O cansaço ficou para segundo plano aproveitando os atletas para gozar ao máximo esta grande aventura.

 

Os abastecimentos, para além da sua principal função de reposição das reservas de energia, são um momento de convívio entre os atletas e os elementos da organização. Um trail não se faz sem a colaboração de todos os intervenientes. Os atletas não podem dispensar todos os que contribuem para o sucesso da corrida. E o trabalho dos muitos voluntários só faz sentido se for colocado em prol dos atletas.

 

O atleta Carlos Gonçalves tem sofrido com os ataques de cãibras que prejudicaram as suas últimas participações em provas de “todo-o-terreno”. Procurando soluções ou receitas milagrosas decidiu seguir os conselhos de um nutricionista que afirmou que o melhor e bastante eficaz remédio passava por ingerir, ou simplesmente bochechar, molho de “picles” e cujos efeitos rapidamente produziriam efeito. Fez-se acompanhar de um pequeno copo plástico no qual despejou alguns mililitros do precioso líquido para utilizar quando fosse necessário. Quando surgiram os primeiros sinais de fadiga muscular pôs à prova esta “mezinha”. Não se sabe se há alguma explicação cientificamente válida. Seja porque é mesmo verdade ou apenas por razões meramente psicológicas, o que é certo é que resultou. E desta vez conseguiu eliminar, embora não totalmente, este problema.

 

Deixando para trás as ruas de Alferrarede chega-se à parte final da prova com a derradeira e imponente subida até ao Castelo. Um telefonema ao Frederico e uma fotografia da entrada para este último troço servem para recuperar algum fôlego para o último quilómetro do Trail do Castelo de Abrantes.

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Lá de cima o Frederico avista um pontinho vermelho à beira da estrada. É o seu parceiro a atirar-se à última etapa da prova.

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E mais à frente vai registando no seu telemóvel as últimas centenas de metros da prova do colega até cruzar finalmente a meta.

DSC_1364.jpgDSC_1364.jpgDSC_1368.jpg DSC_1371.jpg

Algumas horas mais cedo tinha chegado o Frederico. É certo que a sua corrida teve metade da distância da do seu colega, mas também é verdade que o Frederico não se dá muito bem com o calor. E como ele se fez sentir neste dia. O Frederico encara as corridas completamente na desportiva e raramente obedece a um plano de treinos mais rigoroso. Vai quando lhe apetece. Mas mesmo com a sua pouca preparação terminou o Trail do Castelo de Abrantes ainda com alguma frescura física.

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Quando o "running", principalmente em estrada, começou a estar na moda os Tartarugas abalançaram-se com algum receio por este mundo novo. O Frederico soube antecipar uma tendência que agora se afirma. Muitos são os atletas que estão a passar da estrada para a montanha. A estrada é muito mais competitiva. A montanha é sobretudo uma actividade de lazer. Não podemos afirmar que uma modalidade é melhor que a outra. É diferente e a mentalidade também é diferente.

Felizes por terminarem as suas provas os dois Tartarugas Trailistas não se cansam de elogiar o Trail do Castelo de Abrantes. Elogios para os percursos e, sobretudo, elogios para a organização. E deixam a garantia de que em 2016 voltarão.

 

Há dias felizes. E a manhã/tarde do dia 9 de Maio foi um deles.

 

TRAIL CURTO

 

Atletas que concluiram a prova: 52

Vencedor: JOSÉ DUARTE (Individual) - 1:33:04

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº158)

Classificação Geral: 62º - Classificação no Escalão: M50: 4º

Tempo Oficial: 2:50:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 9m:15s <=> Velocidade média: 6,49 Km/h(*)

 

TRAIL LONGO

 

Atletas que concluiram a prova: 52

Vencedor: RICARDO MOREIRA (União Desportiva e Recreativa Zona Alta/Green Roc) - 3:21:45

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº42)

Classificação Geral:  ND - Classificação no Escalão:  M55: ND

Tempo Oficial: 7:12:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

A classificação e o tempo deste atleta não constam dos registos da Organização. Aguardam-se esclarecimentos.

Tempo médio/Km: 11m:42s <=> Velocidade média: 5,13 Km/h(*)

 

 

Calendário do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 10 - Trail Longo Castelo de Abrantes - 37 Km
  • 10 - Trail Curto Castelo de Abrantes - 18,5 Km
  • 11 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km
  • 17 - Corrida da Marinha (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:30

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