Domingo, 12 de Março de 2017

TRAIL DA COSTA SALOIA

Ainda não refeito totalmente das mazelas do Off-Road da Barreira o Trailista Solitário das LEBRES E TARTARUGAS regressou a um local onde já foi muito feliz. De volta ao seu “habitat” natural reencontrou uma prova que lhe deixou boas recordações em 2016.

 

Mais do que uma corrida um “trail” é, acima de tudo, um conjunto de emoções e de puro convívio e confraternização entre os vários participantes. Aqueles que, muito legitimamente, participam numa prova desta natureza aspirando a uma boa classificação desaparecem num ápice deixando o caminho livre aos que encaram a sua participação mais numa lógica de convívio e de diversão. E é precisamente neste grupo que se enquadra o atleta das LEBRES E TARTARUGAS que voltou a repetir o “Trail da Costa Saloia".

 

A manhã apresentava-se fria mas solarenga. As temperaturas altas, dignas de uma Primavera anunciada mas ainda longe, afastavam o fantasma da enorme quantidade de lama que tinha caracterizado o Off-Road da Barreira, realizado uma semana atrás. Por outro lado o grande número de atletas presentes eliminavam também o outro fantasma que tinha acompanhado até ao fim o nosso atleta Carlos Gonçalves. Falamos, evidentemente, da simpática, mas indesejável, companhia de um ou de uma atleta vassoura que fecha o pelotão e se cola ao aleta que tem o azar de estar exactamente em último lugar. Não é que esta posição seja desprestigiante. Mas terminar em último é o que ninguém deseja.

 

Mantendo o mesmo percurso do ano passado manteve-se o encanto de uma prova de trail que entra, ou melhor já entrou, para o grupo restrito das provas a não perder.

 

Um trail é muito mais do que uma simples corrida de atletismo. A atenção é redobrada. Não nos temos de preocupar com os atletas que vão à nossa frente. As diferenças na classificação serão “negociadas” mais lá para a frente. Mas uma pedra escondida no meio da vegetação, ou da lama, pode provocar uma inesperada queda ou, pior ainda, uma lesão mais grave. É fácil “pisar” mal e partir um tornozelo. Todo o cuidado é pouco. E, sempre que necessário, devemos dar passagem a algum atleta que nos precede num ritmo mais elevado. “Amigo não empata amigo”.

 

OS primeiros dez quilómetros são o aquecimento para o que nos espera daí para a frente. Ainda travamos conhecimento com alguma lama, quanto baste, e atravessamos algumas ribeiras. Perfeito, estamos mesmo numa corrida de trail.

 

À passagem por uma queda de água (que pena não ter tirado uma foto) entramos na zona mais técnica do percurso. Até aqui conseguimos ter feito toda a prova sempre a correr. A partir deste ponto, a especificidade do percurso, todo ele muito técnico, obriga-nos a andar e evitar alguma queda mais aparatosa. Nesta fase “ninguém ultrapassa ninguém”.

 

Chegamos à Praia do Magoito. Temos pela frente as últimas, mas mais selectivas, subidas de todo o Trail. Custou um pouco mas sabemos, pelo menos os repetentes, que, daí para a frente, o pior já passou. Entramos em sucessivos trilhos junto à costa e que dão o nome à corrida. Estamos na Costa Saloia. Ao longe e lá mais em baixo o Mar apresenta-se bravo e imponente. Num sucessivo sobe e desce chegamos às Azenhas do Mar. Que beleza. O vento até decidiu dar-nos uma “ mãozinha”, soprando forte e por trás. O nosso atleta, lembrando-se dos saltadores de trampolim na neve, junta os braços ao corpo e adopta a forma de concha em cada mão. Realidade ou apenas suposição sente um aproveitamento do vento empurrando-o no sentido da corrida.

 

Último abastecimento de líquidos. O Tartaruga Solitário não pára. Apenas olha para trás. Só que tropeça numa qualquer pedra e cai sobre a perna esquerda, exactamente sobre a mazela de há uma semana a atrás.

 

Os últimos quilómetros são engolidos com uma facilidade que certamente não esperaria. Tudo é exactamente igual ao ano anterior. É nestes quilómetros finais que muitos quebram.

 

Na marca dos 22 quilómetros encontra-se uma seta a indicar a direcção correcta. O meu relógio marca 21,9 km. Talvez tenha feito alguns “cortes” no percurso ou, simplesmente e como já habitual, a distância final seja ligeiramente menor.

 

Um último ânimo, um derradeiro esforço. Este último quilómetro é feito sempre a correr, num ritmo constante e vigoroso. Conseguem-se as últimas ultrapassagens. Ainda antes de entrar no Campo de Futebol da União Mucifalense já tinha feito as pazes com a distância da corrida. O meu Garmin marca mais de vinte e três mil metros. Trezentos metros mais à frente cruzo a linha da chegada.

 

A satisfação é total, tanto pela minha prestação como pelo sentimento de dever cumprido.

 

Manteve-se a aura mágica do Trail da Costa Saloia. É uma prova que continuará a figurar no meu “Quadro de Honra” de Corridas de Trilhos. Tenho de arregimentar mais alguém para me fazer companhia em 2018.

 

Atletas que concluiram a prova: 359

Vencedor: JOÃO FREIRE (Clube de Praças da Armada) - 1:47:33

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 370)

Classificação Geral: 230º - Classificação no Escalão M60: 8º

Tempo Oficial: 2:54:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 7m:35s <=> Velocidade média: 7,92 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:31

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