Domingo, 22 de Maio de 2016

TRAIL CASTELO DE ABRANTES

Cinco em Seis...

 

Trocando por miúdos estas três palavras traduzem o nível de participação dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS, pelo quinto ano consecutivo, na prova de trail anualmente organizada pelo COA (Clube de Orientação e Aventura) nas imediações da cidade de Abrantes. Tirando o ano da estreia desta prova, o Frederico e o Carlos Gonçalves têm rumado anualmente a Abrantes para inscrever o seu nome e, acima de tudo, desfrutarem de uma corrida de Trail tão do seu agrado.

 

Com o Frederico de fora, devido a uma arreliadora lesão, e com a participação do Carlos Teixeira na Meia Maratona de Setúbal, a responsabilidade da representação do nome das LEBRES E TARTARUGAS deveria assim recair integralmente sobre os ombros do Carlos Gonçalves.

 

No entanto a vida reserva-nos, por vezes, algumas surpresas. As previsões meteorológicas são, actualmente, muito dinâmicas e com alterações constantes. Durante a semana que antecedia o Trail Castelo de Abrantes O Frederico apercebeu-se que iria haver muita água e muita lama em jogo. Assim entrou em contacto com a Organização da prova e, apesar de já ter encerrado o período de inscrições, conseguiu colocar o seu nome nesta prova. No entanto deixou a surpresa para o seu colega trailista adiada por alguns dias só o comunicando na véspera do evento e no meio do almoço comemorativo da entrada do Carlos Gonçalves no grupo dos Sexagenários. Ainda bem. Foi uma magnífica prenda.

 

No domingo dia oito de Maio, por volta das seis e quatorze da manhã, os dois atletas encontraram-se na Estação de Combóios de Campolide. Daí, e já com ares de dia, encetaram a viagem até à Cidade de Abrantes. Debaixo de chuva forte chegámos ao Complexo Desportivo e fomos levantar os nossos dorsais. Tivémos uma primeira surpresa com um número anormalmente baixo de atletas presentes.

 

Contrariamente aos anos anteriores desta vez a partida realizar-se-ia no Castelo de Abrantes pelo que tínhamos à nossa espera alguns autocarros que nos levariam até ao ponto de início da corrida. Dez minutos mais tarde a nossa viagem inicial terminava a escassas centenas de metros do local da partida. Como a chuva continuava intensa só por milagre é que começaríamos a prova ainda secos. Isso não aconteceu. Já dentro das muralhas do Castelo, e no local onde nos anos anteriores funcionava o Secretariado da prova, tinha de ser feito um controlo a todos os atletas presentes. Devido às condições meteorológicas presenciadas nos últimos dias muitas desistências tinham sido comunicadas à organização. Assim era de todo importante verificar quem efectivamente ali estava para participar em mais uma edição do Trail Castelo de Abrantes. A anteceder o início da corrida é feito um pequeno “briefing” realizado sob chuva forte. O Carlos Gonçalves olha em redor e tem um primeiro momento de pânico. Ali estavam muito poucos participantes para o Trail Longo e, pelo seu aspecto, desde homens a mulheres, eram maioritariamente do tipo “pro”. A tarefa parecia complicada para manter o nosso lema “Não ficar em primeiro nem último, para não dar nas vistas…”

 

Quando finalmente é dado o tiro de partida temos de percorrer algumas ruas de Abrantes para que, a pedido da Edilidade local, o Trail Castelo de Abrantes se integrasse nas festividades da elevação a cidade. Poucas centenas de metros após a partida o Carlos Gonçalves olha para trás e tem o segundo momento de pânico. Atrás de si não vinha ninguém. Começava a corrida logo em último lugar. Não importa. O que verdadeiramente interessava era desfrutar ao máximo este Trail.

 

Esta edição ficou marcada por condições meteorológicas um pouco adversas, aliás um reflexo do que tem acontecido nesta Primavera um pouco estranha com chuva em demasia e temperaturas a roçar o que deverá ser habitual mais em meses de Outono e Novembro a antecederem o Inverno que se seguirá. Uma das imagens de marca do Trail Castelo de Abrantes é que todos os anos há uma mudança substancial no percurso. E assim foi em 2016.

 

Mal deixámos a zona urbana entramos em trilhos mais ou menos técnicos em direcção ao Rio Tejo. Após este início de maior aperto entramos numa fase mais calma ao longo do Rio Tejo. Aí começamos a ser ultrapassados pelos primeiros atletas do Trail Curto. Virando a cabeça para trás ia vendo mais alguns corredores que se iam aproximando. Mas, olhando para os seus dorsais, verificava que todos eles eram mesmo do trail curto.

 

Ultrapassado o primeiro ponto de abastecimento rumamos finalmente à montanha. Com a separação dos dois percursos – Trail Longo para a esquerda e Trail Curto para a direita - sentia que a partir deste ponto estaria apenas acompanhado por mim próprio e pela minha vontade de realizar e terminar a minha participação do VI Trail Castelo de Abrantes e que assumia-se como o último teste e treino de preparação para o Ultra Trail de São Mamede que se realizaria uma semana mais tarde.

 

Por vezes a chuva deu algumas tréguas. O percurso não. Entre subidas e descidas testava-se a capacidade de superação dos desafios que iam sendo colocados aos atletas. Cada subida teria de ser realizada passo a passo. Nem vale a pena olhar para cima. Só temos de ver o próximo metro. A assim foi decorrendo a prova para o atleta “solitário”.

 

Quanto ao Frederico iniciou a sua prestação um pouco mais tarde. A parte inicial e a final eram comuns às do seu colega de equipa. A recuperar da sua lesão encarava este Trail como um treino mais competitivo e dentro das cautelas desejáveis e aconselháveis. O importante era terminar a corrida e sem prejudicar a sua recuperação. A certa altura começa a ser ultrapassado pelos primeiros atletas do Trail Longo.

 

O Carlos Gonçalves ia continuando a sua odisseia. Sozinho e bem acompanhado por si próprio.

 

Quando chega ao último Ponto de Abastecimento tem a confirmação de que atrás de si não vinha mais ninguém. Os últimos quilómetros são calcorreados em amena conversa com um elemento da organização que aproveita para ir retirando as fitas da sinalização do percurso. Confirma que, devido à chuva e à lama, em 2016 a prova foi mais dura do que nos anos anteriores.

 

Há alturas em que chegar em último tem a mesma emoção do que vencer uma corrida. Antes de terminar a minha prova sou obrigado a dar uma volta à Pista de Atletismo do Estádio Municipal. Quando entro na última centena de metros muitas dezenas, talvez mesmo algumas centenas de pessoas, permaneciam nas bancadas. E aí este humilde atleta tem o seu momento de glória. Cruza a meta debaixo de intensos aplausos. Até parecia que tinha vencido a prova. E venci, pelo menos à minha escala. Nem todos os que partiram do Castelo de Abrantes conseguiram chegar à meta. Alguns desistiram pelo caminho.

 

Reencontro dos dois Tartarugas. Um banho retemperador, um almoço oferecido pela organização composto por uma retemperadora Sopa, uma Bifana e uma bebida (cerveja, com certeza) à escolha.

 

Depois de reconfortados os dois trailistas regressam a Lisboa com a certeza de voltarem em 2017.

 

Pelo meio o Frederico fala com o terceiro Tartaruga Carlos Teixeira, informando-o que tudo estava bem e procurando saber como tinha decorrido a sua participação na Meia Maratona de Setúbal.

 

TRAIL CURTO

Atletas que concluiram a prova: 130

Vencedor: OCTÁVIO VICENTE (Casa do Benfica em Abrantes) - 1:23:47

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 150)

Classificação Geral: 113º - Classificação no Escalão M50: 8º

Tempo Oficial: 3:01:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 12m:08s  <=> Velocidade média: 4,95Km/h (*)

 

TRAIL LONGO

Atletas que concluiram a prova: 47

Vencedor: LUÍS MOTA (Casa do Benfica em Abrantes) - 3:12:08

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 26)

Classificação Geral: 47º - Classificação no Escalão M60: 5º

Tempo Oficial: 6:11:47/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 10m:37s  <=> Velocidade média: 5,65Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:20

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