Quarta-feira, 14 de Maio de 2014

TRAIL CASTELO DE ABRANTES

“Não há duas sem três”. E assim foi uma vez mais com a presença de dois atletas das LEBRES E TARTARUGAS na quarta edição do TRAIL CASTELO DE ABRANTES.

 

A nossa primeira participação em 2012 aconteceu um pouco por acaso com o Frederico a descobrir, algures, a existência desta corrida de montanha. E se ele pensou em participar quando colocou a questão ao outro “trialista” arranjou logo uma companhia e que disse logo que sim. Como refere o ditado “Um diz mata e ou outro diz esfola”.

 

Em 2013 tivémos uma amarga experiência ao participarmos no Trail Longo com cerca de 35 quilómetros de distância. Foi um longo sofrimento, com ameaça de desistência pelo meio, e com os dois atletas a cruzarem a linha de meta já com o controlo fechado.

 

Este ano, e de uma forma um pouco inconsciente, voltámos a inscrevermo-nos para o Trail Longo. Mais tarde, e já no nosso perfeito juízo, entendemos que 35/40 quilómetros seriam demais sabendo também que as previsões meteorológicas apontavam para algum calor para aquele fim-de-semana. E trocámos a nossa inscrição para o Trail Curto. E em boa hora o fizémos.

 

As corridas de “Trail”, ou de montanha, servem acima de tudo para disfrutarmos da natureza e gozarmos ao máximo a sensação de liberdade que não temos numa qualquer prova de estrada. Mas para isso é necessário que não entremos em sofrimento extremo.

 

Atendendo às nossas condições fisiológicas, e ao nosso parco treino e preparação para provas mais duras, chegámos a conclusão que o ideal é inscrevermo-nos em corridas de montanha com quinze, no máximo vinte, quilómetros. Conseguimos realizar uma prova com um mínimo de dignidade e sem entrarmos em loucuras desnecessárias. Cansamo-nos o quanto baste mas divertimo-nos. Numa prova longa, do tipo de maratona em montanha, chegamos a alturas de sofrimento extremo e, a partir de certo ponto, só pensamos em arrastarmo-nos até à meta. O divertimento “foi-se”. E nós encaramos as corridas essencialmente como momentos de diversão e de escape.

 

Mas toda esta conversa não significa que, de vez em quando, não nos voltemos a abalançar a alguma pequena loucura. Está um pouco na nossa natureza procurarmos continuamente novos desafios.

 

Um dos aliciantes do Trail Castelo de Abrantes é que todos os anos a organização se esforça por inovar nos percursos. Para a edição de 2014 tanto o Trail Longo como o Mini Trail iriam ter um trajecto diferente em mais de oitenta por cento relativamente ao passado. São decisões como esta que contribuem para manter o interesse dos habituais participantes. Quando não há inovação os repetentes facilmente passam a desistentes. Desertam e dificilmente voltam.

 

Seja qual for o traçado da corrida há um pormenor que não escapa aos concorrentes do Trail Castelo de Abrantes. Como a prova termina no ponto mais alto desta cidade Ribatejana, e como partimos lá em baixo, vamos encontrar uma corrida maioritariamente a subir, principalmente no final. Não há volta a dar.

 

O ponto de partida do mini trail deu-se na Quinta das Sentieiras, local por também passariam mais tarde os atletas do Trail Longo. Começando logo a descer, sem dar tempo para aquecer os músculos (porque estes atletas não dedicam um tempinho prévio para o necessário e conveniente aquecimento), passadas algumas centenas de metros começamos logo com uma daquelas subidas de pré-selecção dos atletas. Os grupos que até então existiam desfazem-se como que por milagre. Longa e quase impossível, pelo menos para a maioria, de fazer sempre em passo de corrida. Para a frente iríamos encontrar uma sucessão de descidas, algumas de “cortar à faca” tal a inclinação e o terreno irregular, e de subidas de “cortar os pulsos”. Mas com esforço e determinação os corredores lá iam ultrapassando os obstáculos. Pelo menos temos de ficar satisfeitos pois estávamos perante uma prova equilibrada.

 

Sensivelmente a meio da corrida, e no final da travessia de um extenso campo agrícola, chegamos ao único abastecimento previsto para os “Mini Trialistas”. Após uma breve paragem retomamos a corrida com a entrada numa ribeira que temos de percorrer numa extensão de algumas dezenas de metros. Como a corrente não era forte este momento foi muito importante para refrescarmos os pés e a cabeça. Foi, sem dúvida, um dos mais belos, embora efémero, troço da corrida. Segue-se nova subida bem exigente. Mas como estávamos retemperados até nem custou muito.

 

Mais subida menos subida, mais descida menos descida, estamos na contagem decrescente. Com a imagem do Castelo de Abrantes em linha de vista regressamos à civilização com uma incursão por Alferrarede e passagem superior pela linha de combóio. Por sinal a mesma linha que tínhamos acompanhado há algumas semanas nos Trilhos do Almourol.

 

Chegados à mais histórica estrada do nosso País – A Nacional 2 que atravessa Portugal de Norte a Sul desde Chaves até Faro, a nossa equivalente à mítica Route 66 dos States – encontramos um pequeno abastecimento só de água. A partir deste ponto iríamos repetir a terrível, mas aliciante, subida até ao Castelo. Foram mais de dez minutos sempre a dar às pernas, por vezes a correr (para quem pode) e muitas a andar. Num curto espaço tivémos de vencer um desnível de mais cem metros. Partimos ao nível do Rio Tejo para chegar ao Castelo a mais de 150 metros de altitude.

 

Como a porta de acesso ao Castelo se encontra encerrada somos obrigados e contorná-lo e entrar pelo lado oposto. Pelo meio ainda temos de vencer uns últimos degraus que agora foram tão difíceis de transpor. De manhã, quando por ali passámos, quase nem demos por eles.

 

Cerca de onze minutos depois de ter chegado o primeiro TARTARUGA, e quase sem ter tido tempo para descansar, eis que se perfila o segundo atleta.

  

Pelo meio apenas uma atleta que acompanhou durante grande parte da corrida o atleta Carlos Gonçalves. Foi a “Lebre” que ele precisou para levar de vencida, e em bom ritmo, esta corrida…

 

E como temos sempre de introduzir alguma “inovação” os TARTARUGAS correram com os dorsais trocados.

 

Satisfeitos com a sua prestação os dois atletas só teciam elogios à prova e com a certeza de que em 2015 regressarão. Só temos de convencer o terceiro amigo para vir experimentar o Trail Castelo de Abrantes. À mesma hora estava em Setúbal a tentar disputar a Meia Maratona de Setúbal.

 

No próximo fim-de-semana os LEBRES E TARTARUGAS regressam, embora separados, à actividade com a participação na terceira corrida do Bes Run Challenge e na louca aventura dos 100 quilómetros do ULTRA TRAIL DE S. MAMEDE.

 

Atletas que concluiram a prova: 72

Vencedor: JOSÉ DURÃO (Cas do Benfica em Abrantes): 1:20:19

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº81)

Classificação Geral: 54º - Classificação no Escalão M50: ND

Tempo Oficial: 2:22:48/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:22:32

Tempo médio/Km: 9m:30s  <=> Velocidade média: 6,31Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES  (Dorsal Nº82)

Classificação Geral: 52º - Classificação no Escalão M55: ND

Tempo Oficial: 2:11:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:11:13

Tempo médio/Km: 8m:45s  <=> Velocidade média: 6,86Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio 

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 11 - Trail Castelo de Abrantes - 15 Km => Frederico e Carlos Gonçalves
  • 11 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km => Carlos Teixeira
  • 17 - Ultra Trail de S. Mamede (Portalegre) - 100 Km
  • 17 - BES Run Challenge (Costa de Caparica) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico
  • 25 - Corrida do Guincho/Entre Serra e Mar - 12 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:37

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