Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015

SÃO SILVESTRE DE LISBOA

100 Corridas.png

 Após três anos de interregno os três atletas fundadores das LEBRES E TARTARUGAS voltam a reencontrar-se na São Silvestre de Lisboa.

 

Depois de uma participação nas edições de 2009 e 2010 o Carlos Gonçalves “faltou” à última corrida do ano não acompanhando os seus companheiros nos três anos seguintes. Celebrando a presença em todas as edições do Carlos Teixeira e do Frederico a nossa equipa viu-se ainda reforçada em 2014 com o Pedro Antunes, um dos atletas mais novos da nossa equipa mas já com um historial de presenças sob a égide das LEBRES E TARTARUGAS e, acima de tudo, com vontade de nos acompanhar em muitas mais provas.

 

Plenamente concentrados na corrida os nossos atletas ainda se dispõem a posar para a fotografia na companhia de um “outsider” – Carlos Varela - amigo e colega do Carlos Catela.

DSC01039.JPG

A edição deste ano estabeleceu um recorde não só no número de inscrições (10000) mas também na quantidade de atletas que “marcaram o ponto” à partida e à chegada. Foram mais de oito mil e quinhentos entusiastas desportistas que, com algum esforço, mas sobretudo com muita alegria, cruzaram a meta à entrada da Praça dos Restauradores.

 

Reconheçamos que não é fácil organizar uma prova com um elevado número de participantes e que se desenvolve nas principais artérias da cidade de Lisboa. Mas, consciente da crescente popularidade e dimensão que a São Silvestre de Lisboa tem vindo a adquirir, a organização não poupou esforços e esteve à altura dos acontecimentos. Apesar de se cumprir “apenas” a sétima edição já é uma clássica e um ponto alto no calendário do atletismo popular, com o grande aliciante de atrair os maiores nomes nacionais da modalidade. A partir deste ponto a internacionalização, e consequente atracção de nomes sonantes de outras paragens, é o desafio que se coloca.

 

Em 2008 foram ”apenas” 1798 os finalistas. Com uma trajectória quase sempre ascendente, o ano de 2011 foi a excepção, chegou-se a 2013 com uma incrível marca de 6568 atletas à chegada. Um número que já parecia difícil de ultrapassar. Mas em 2014 foram 8517 os que terminaram a prova principal de dez quilómetros.

 

Consciente da dificuldade que é “arrancar” com perto de dez mil atletas no final da Avenida da Liberdade, a organização decidiu segmentar a partida em quatro blocos. Numa primeira instância tivémos a "largada" das atletas do sector feminino que iria animar a  já habitual “guerra homens contra mulheres”. Alguns minutos depois é dado o tiro de partida para o escalão Elite B, Sub40 e Sub50. Só passados mais de cinco minutos é que o maior grupo, o dos “sub 60”, tem direito à sua prova. Este é sem dúvida o grupo com maior dimensão. E finalmente partem os restantes atletas. Os mais lentos mas, certamente, os mais bem-dispostos. Separados por um cordão de seguranças, até parecia que estávamos numa qualquer manifestação de índole política, os atletas aguardam pacientemente, no seu compartimento, pelo tiro de partida. Entabulam-se as conversas de ocasião, entre conhecidos e desconhecidos. O espírito natalício e de tolerância impera. Nos grupos mais atrasados ninguém pensa em “tempos”. O seu objectivo é “mexer-se”, a correr ou a andar, com alegria e gozar ao máximo este fim de tarde de Sábado na grande Capital. Até se encontra um atleta que, à semelhança das edições anteriores, decide correr na companhia dos filhos confortavelmente instalados num carrinho de bébés para dois passageiros. Tão divertido estava o Pai como os filhos.

 

Atenção Pedro: no próximo ano também já podes arriscar a participar nesta variante…

 

Um evento que não se reinventa morre. E como aliciante adicional a prova maior teve uma outra “competição” dentro de si para ver quem cumpria o último quilómetro em menor tempo.

 

Depois de ordeiramente aguardarmos pela nossa vez, e após cada um escutar, e acompanhar na medida das suas possibilidades, o Hino Nacional cantado pela fadista Cuca Roseta, finalmente aproximamo-nos da linha de partida. Já há muito que os mais adiantados estavam em competição. Mesmo que houvesse alguma preocupação em termos de tempos de corrida as primeiras centenas de metros deitaram por terra todas as ambições nesse sentido. A São Silvestre de Lisboa é para disfrutar e confraternizar. A competição fica para outras provas. Nos primeiros quilómetros mal se conseguia andar, quanto mais correr. Pelo menos este foi o cenário com que se deparou quem não partiu no bloco das elites. À medida que a corrida ia avançando tentava-se recuperar do atraso inicial. Só após o ponto de retorno é que os atletas tiveram algum espaço para correr mais próximo das suas capacidades. Chegados à Praça do Comércio fazemos uma visita rápida a uma “aldeia de Natal” instalada em frente ao Rio Tejo e que partilhava o mesmo espaço com uma improvisada Pista de Gelo.

 

Aproximamo-nos a passos largos da etapa final. Com a meta bem do nosso lado esquerdo cumpre-se a parte mais difícil com a longa subida da Avenida da Liberdade até ao Marquês de Pombal. O esforço é enorme, principalmente para os menos habituados a estas aventuras. Mas os incitamentos do público ao longo dos passeios, e as palavras de ânimo daqueles que já estavam na fase descendente da corrida, amenizam as últimas centenas de metros sempre a subir. Também já se ouvem as palavras do “speaker” instalado na marca dos nove quilómetros. Um esforço mais e também entraremos na “competição do último quilómetro. Quem ainda tem pernas “dá a corda aos sapatos” e acelera até aos Restauradores. Quem já não pode limita-se a gozar ao máximo os últimos momentos da São Silvestre de Lisboa.

 

À chegada a preocupação era grande em não entupir a zona da meta. E porque o tempo estava bastante frio distribuem-se umas acolhedoras mantas de plástico que serve de agasalho aos mais friorentos. Aqui está uma ideia bem original e que deveria ser adoptada em outras provas.

 

Bem mais cansados e descompostos do que há cerca de uma hora atrás os quatro heróis Tartarugas + 1 voltam a posar para a fotografia, “para mais tarde recordar”.Não tão bonitos e compostos como  inicialmente mas,seguramente, bastante mais felizes.

DSC01043.JPG

E deste modo encerrámos, desportivamente falando, o nosso ano de 2014. E até já estamos inscritos para algumas provas de 2015.

 

Atletas que concluiram a prova: 8517

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Sporting Clube de Portugal) - 0:29:52

 

PEDRO ANTUNES  (Dorsal Nº8018)

Classificação Geral: 6850º - Classificação no Escalão SEN M: 1358º - Classificação Chip: 6928º

Tempo Oficial: 1:06:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:05:16

Tempo médio/Km: 6m:32s <=> Velocidade média: 9,19 Km/h(*)

Classificação/Tempo no último quilómetro: 00:05:40/7009º

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº168)

Classificação Geral: 5530º - Classificação no Escalão V50: 392º - Classificação Chip:5731º

Tempo Oficial: 1:00:38/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:52

Tempo médio/Km: 5m:59s <=> Velocidade média: 10,02 Km/h(*)

Classificação/Tempo no último quilómetro: 00:05:21/6398º

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 111)

Classificação Geral: 1850º - Classificação no Escalão V50: 131º - Classificação Chip:1811º

Tempo Oficial: 0:48:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:47:35

Tempo médio/Km: 4m:46s  <=> Velocidade média: 12,61Km/h (*)

Classificação/Tempo no último quilómetro: 00:04:07/2187º

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº374)

Classificação Geral: 3047º - Classificação no Escalão V55: 126º - Classificação Chip: 2795º

Tempo Oficial: 0:52:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:34

Tempo médio/Km: 5m:03s  <=> Velocidade média: 11,87Km/h (*)

Classificação/Tempo no último quilómetro: 00:04:04/1074º

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 7 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 14 - 57º Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 27 - São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:07

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