Quinta-feira, 26 de Março de 2015

MEIA MARATONA DE LISBOA - 25º Aniversário

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 Uma Corrida é uma história, mas também é feita de histórias. E são essas histórias que vão perdurar na nossa memória.

 

A Meia Maratona de Lisboa, a celebrar em 2015 os seus vinte e cinco anos, é uma prova que, apesar de não apresentar grandes novidades, tem vindo a registar uma crescente adesão de atletas, sejam eles nacionais ou estrangeiros. E temos também todo um conjunto de participantes que, sem qualquer passado em Meias Maratonas, decidem, com algum risco, estrearem-se nos 21,0975 Km na prova de Lisboa. Mas é preciso ter algum cuidado.

 

Na edição deste anos as LEBRES E TARTARUGAS dividiram-se pelos dois eventos que tiveram como ponto de largada a Ponte 25 de Abril. O Carlos Teixeira e o Carlos Gonçalves mantiveram-se fiéis às suas tradições e inscreveram-se na Meia Maratona, tendo também como companhia o João Valério, já um habitual acompanhante nestas andanças. O Frederico optou, este ano, por uma participação na Mini- Maratona na companhia dos seus filhos e de outros amigos que aceitaram o seu desafio de atravessar a Ponte 25 de Abril a pé, a andar ou a correr.

 

De ano para ano a Meia Maratona de Lisboa tem vindo a registar um número crescente de participantes. Se em 2014 foi atingido um inacreditável número de inscrições de trinta mil, a edição deste ano pulverizou o recorde do ano anterior verificando-se um enorme e redondo número de 35000 inscritos. E este facto foi bem testemunhado pelos nossos atletas.

 

Atendendo à logística especial desta prova, com locais diferentes e distantes entre a Partida e a Chegada, pusémos em prática o nosso plano habitual. O Carlos Gonçalves recolheria os restantes companheiros junto à Estação Fluvial de Belém rumando de seguida para as imediações do Pragal, na margem Sul, estacionando o veículo de transporte bem pertinho do local em que os restantes atletas desceriam até à Praça da Portagem da Ponte 25 de Abril. Assim às oito e meia os três semi-maratonistas encontraram-se no local combinado. Sabendo que o trânsito na Ponte encerraria por volta das nove horas e quinze minutos não havia tempo a perder. Ainda mal tinham soado as badaladas das nove horas da matina e já os três colegas tinham estacionado a sua viatura. Como o tempo estava um pouco frio optaram por aguardar por mais alguns momentos no conforto do carro até que se aproximasse a hora de se dirigirem ao local de partida. E aguardavam também por um telefonema do Frederico para, caso fosse possível, tirarem uma fotografia do grupo para inclusão na crónica do nosso blogue.

 

Enquanto o tempo passava o Carlos Teixeira deglutia o seu pequeno almoço. E, fruto do nervoso miudinho que nunca desaparece, apesar da idade e da experiência dos atletas, cada um, à vez, sentiu necessidade de descarregar as bexigas aproveitando a imensa vegetação existente nas imediações. Só que necessidades fisiológicas destas todos sentem.

 

Enquanto aguardávamos pacientemente pelo avançar dos ponteiros do relógio, para grande estupefacção nossa, somos presenteados com um espectáculo que nunca mais iremos esquecer. Duas atletas que também necessitavam de se libertar do excesso de líquidos, não se importaram de, sem qualquer pudor e na maior descontracção, mesmo ali à nossa frente  se agacharem no meio da vegetação e darem por consumada a sua tarefa. Alguns minutos mais tarde outras três atletas escolhem o mesmo local para os "xixis" da ordem. Como dizia o Carlos Teixeira estava na hora de irmos à procura de caracóis. O Carlos Gonçalves concluía que em vez de caracóis encontrámos “Caracoletas” da melhor espécie, Louras e de Olhos Claros. São estas histórias que perdurarão nas nossas memórias.

 

Às dez horas decidimos deixar o conforto do carro e, quiçá, das “boas vistas”. Como a comitiva da Mini-Maratona estava um pouco atrasada já não seria possível o reencontro das duas equipas para a fotografia de grupo. Ficaria para o fim da corrida.

 

Ingeridas as últimas bananas, que nos colocariam os níveis de magnésio dentro dos limites aconselhados, os três Tartarugas dirigem-se para o local da partida procurando evitar os atropelos habituais na Meia Maratona de Lisboa. Mas ainda havia que responder a necessidades fisiológicas de última hora. Como os WC estavam bastante concorridos o João Valério opta por se dirigir a uns arbustos na encosta junto às instalações da Brigada de Trânsito. Encontrando um “buraco” disponível e sem aparente procura o nosso colega não respeitou a fila e foi de imediato para lá. Qual não foi o seu espanto quando, naquele local de “refúgio”, subitamente encontrou uma atleta também ela a “libertar-se de excesso de peso”. Um pouco encavado teve de regressar à fila original e aguardar pela sua vez …

 

Um dos maiores inconvenientes da Meia Maratona de Lisboa é o enorme tempo de espera que os atletas têm de suportar até à hora de início da corrida. E, apesar da organização separar os atletas da Meia Maratona dos da Mini, compartimentando-os em zonas independentes, quando se dá o tiro de partida ambos os grupos saltam para a estrada ao mesmo tempo provocando um enorme engarrafamento antes da entrada na Ponte 25 de Abril. Levámos mais de oito minutos até cruzarmos a linha de partida. E, com o congestionamento de atletas no tabuleiro, demorámos mais de dezassete minutos até que completássemos a travessia do Rio Tejo. Quem pensa obter boas marcas nesta prova o melhor é mesmo esquecer esse objectivo e tentar levar a corrida em boa onda. Só já em Alcântara é que há algum espaço no qual os semi-maratonistas podem, finalmente, correr num ritmo mais próximo do habitual.

 

O percurso não apresentou qualquer tipo de novidade neste ano face às últimas edições. E, fruto do maior número de inscritos, percorremos todos os vinte e um quilómetros sempre com alguém por muito perto. Foi um ultrapassar constante de atletas mais lentos ao longo de toda a corrida.

 

À chegada aos Jerónimos avistamos finalmente a linha de meta. São as últimas acelerações quando ainda há fôlego para tal e umas quantas ultrapassagens para melhorar a classificação.

 

Este ano tivemos no tempo um bom aliado. Não choveu e a temperatura também não subiu muito como é habitual.

 

Como não houve oportunidade de tirar a fotografia da ordem antes do início da corrida combinámos encontrarmo-nos após a meta e então registar para a posteridade a pose, suada e com as marcas do esforço, dos três Tartarugas participantes na prova principal. No entanto, devido à enorme aglomeração de atletas, os seguranças não nos permitiam que estacionássemos na zona logo a seguir à meta. Assim o desejado e programado reencontro de todos os representantes das LEBRES E TARTARUGAS caíu por terra. E cada um foi à sua vida.

 

Na opinião dos dois Carlos esta será certamente uma prova a equacionar nas futuras edições. Ou a Organização introduz melhorias significativas que aumentem o interesse da prova ou muito provavelmente a retiraremos do nosso Calendário.

 

Atletas que concluiram a prova: 10560

Vencedor: MO FARAH (GBR) - 0:59:32

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº332)

Classificação Geral: 4956º-Classificação no Escalão M50: 393º

Tempo Oficial: 2:00:40/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:51:32

Tempo médio/Km: 5m:17s <=> Velocid4ade média: 11,35 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº12774)

Classificação Geral: 5729º-Classificação no Escalão M55: 236º

Tempo Oficial: 2:04:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:55:21

Tempo médio/Km: 5m:28s <=> Velocidade média: 10,97 Km/h(*)

 

Corridas do Mês de Março

  • 1 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra de Mosnanto) - 10 Km
  • 8 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) -15,5 Km
  • 15 - Trail da Barreira (Barreira/Leiria) - 25 Km
  • 22 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 29 - 12 KM de Salvaterra de Magos
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:04

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