Terça-feira, 4 de Outubro de 2016

MARATONA ROCK'N'ROLL DE LISBOA

A Maratona “Rock’n’Roll” de Lisboa, sendo uma das duas únicas Maratonas de Estrada que actualmente se realizam no nosso País, reúne todos os condimentos para ser uma prova de sucesso.

 

Um traçado do mais belo que se pode encontrar numa corrida com esta distância. Tendo como companhia o Oceano Atlântico desde Cascais até Oeiras, e terminando com o Tejo em “pano de fundo” na Meta instalada no Parque das Nações, na zona oriental de Lisboa, as paisagens são mais propícias a um maior relaxamento dos atletas do que à competição propriamente dita. O tempo também ajudou, e muito. Com “Sol Firme e Céu Azul” a ameaça de temperaturas mais altas, ainda no rescaldo dos valores escaldantes do Verão que até há bem pouco tempo ainda se fazia sentir, foram “controladas” aqui e acolá por uma ligeira e refrescante brisa que, em muito, ajudou os atletas. Por último salienta-se a quantidade e qualidade dos abastecimentos, principalmente de líquidos. A partir do quilómetro cinco, primeiro ponto de “paragem”, pudemos saciar a nossa sede a cada 2,5 quilómetros. Bem Bom. Se bem que para o fim já estivesse um pouco morna, a água foi sempre disponibilizada em grande quantidade.

 

Só a falta de treino “a sério” dos dois atletas das LEBRES E TARTARUGAS é que contrastava com todos os trunfos.

 

Longe das primeiras participações nas quais, além de terminarmos a distância mais emblemática do atletismo, a nossa preocupação era fazer os cerca de quarenta e dois quilómetros no menor tempo possível, estes dois “magníficos heróis, à sua dimensão, encaram agora com uma profunda naturalidade a corrida de uma Maratona. Os “medos” ficaram definitivamente para trás. Agora só queremos acrescentar mais um número ao nosso já longo historial.

 

E foi com este estado de espírito que os dois Tartarugas Maratonistas Carlos – Teixeira e Gonçalves – perspectivaram a sua prestação na Maratona de Lisboa de 2016. Sabiam de antemão que, por não terem cumprido um ambicioso e regrado plano de treinos, não poderiam aspirar a grandes tempos, em consonância com anteriores prestações. Mas o seu propósito consistia em terminarem mais uma Maratona e, acima de tudo, que a mesma servisse de aferição de capacidades para a Maratona do Porto que se realizará no próximo dia 6 de Novembro e na qual pretendem atingir o redondo número de uma dezena de maratonas de estrada.

 

O percurso, por ser igual aos das últimas edições, não trazia novidades. A fase inicial é sempre a mais complicada. Grande aglomeração de atletas com uma densidade por vezes superior à capacidade de escoamento das ruas de Cascais nas quais se desenvolvem os primeiros quilómetros.

 

Saídos desta simpática vila, muito apreciada sobretudo pelos turistas e inúmeros cidadãos estrangeiros que aqui habitam, entramos finalmente na corrida propriamente dita. Apreciando a paisagem os atletas vão galgando os quilómetros rumo à “vitória final”. Apesar de parecer plana a Marginal não é só facilidades. Além de algumas pequenas e suaves subidas e descidas temos longos períodos de “rolamento” sempre a “puxar”.

 

Uma vez mais somos “poupados” à subida do Alto da Boa Viagem, tendo a organização optado pelo percurso ribeirinho ao lado da linha do Combóio. Na Cruz Quebrada retomamos a Estrada Marginal. Neste ponto recebemos um apoio extra da Catarina, Pedro e Afonso. Sendo presenteado em primeiro lugar o atleta Carlos Teixeira com os apoios da claque, é o Avô Carlos Gonçalves que recebe um ânimo suplementar quando sentia os primeiros sinais de alguma quebra. Os incentivos da sua claque animam o atleta rumo à segunda metade da corrida.

 

A anterior “tenebrosa” recta do Dafundo, tão demolidora e desgastante, faz-se agora com “uma perna às costas”. Não há qualquer mudança no traçado longo e árido. Os nossos atletas é que, fruto da experiência acumulada, a tornam mais fácil. Atingimos metade da corrida. Até ao final só nos falta uma Meia-Maratona…

 

Chegados a Belém começamos a sentirmo-nos “em casa”. Aumenta a animação de rua com os vários apoios e incitamentos à passagem dos atletas.

 

Um pouco mais à frente, e sem que nos apercebamos, já estamos no imenso estaleiro de obras da zona ribeirinha entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço. Foi num ápice. A ida ao Rossio, anteriormente também de grande desgaste sobretudo ao nível psicológico, quase nem se dá por isso. Um pouco mais à frente encontramos os atletas da Meia Maratona. É uma grande confusão com o abastecimento de líquidos e sólidos e um maior número de atletas. Temos pela frente oito quilómetros em comum até à Meta instalada em frente ao Pavilhão de Portugal no Parque das Nações. Curiosamente, ou talvez não, verificamos que os Maratonistas, apesar do cansaço acumulado nas pernas, mostram um ritmo superior à maioria dos atletas da Meia Maratona.

 

Começa a contagem decrescente dos últimos quilómetros. A entrada na Avenida D. João II reserva-nos o último quilómetro e meio de prova. A certa altura separam-se os atletas das duas provas competitivas. Uma última curva à direita e abordamos o terrível empedrado da Alameda dos Oceanos. Lá ao fundo avista-se o pórtico da Meta. A Glória está ali tão próxima. Fazem-se as últimas ultrapassagens na tentativa de se ganharem alguns preciosos segundos e se melhorar a classificação.

 

Foi a nona Maratona de Estrada dos Maratonistas das LEBRES E TARTARUGAS. Reencontram-se os atletas e cada um faz um balanço rápido da sua prestação.

IMG_0676.JPGAguardam pelo terceiro Tartaruga que optou pela Meia-Maratona. Dada a confusão não é possível o reencontro do núcleo fundador da nossa equipa. Só mais tarde recebemos um telefonema do Frederico indicando que já se encontrava no seu carro de regresso a casa.

 

Os tempos ficaram aquém dos objectivos individuais. Mas com os treinos que tivemos dificilmente poderíamos esperar por melhores prestações.

 

É de tempo de recuperação e de começar a preparar a participação na Maratona do Porto.

 

Atletas que concluiram a prova: 3521

Vencedor: ALFRED KERING (Quénia) - 2:10:27

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 470)

Classificação Geral: 2269º - Classificação no Escalão M60: 52º

Tempo Tempo Oficial: 4:25:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:23:29

Tempo médio/Km: 6m:15s  <=> Velocidade média: 9,61 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 3615)

Classificação Geral: 1910º - Classificação no Escalão M55: 100º

Tempo Oficial: 4:12:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:10:54

Tempo médio/Km: 5m:57s  <=> Velocidade média: 10,09 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:49

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