Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

MARATONA ROCK'N'ROLL DE LISBOA

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 Pelo segundo ano consecutivo a Maratona Rock´n´Roll de Lisboa regressa a Cascais para dar o tiro de partida para a heróica distância que qualquer atleta de fundo ambiciona, alguma vez na vida, cumprir.

 

De volta às grandes competições as LEBRES E TARTARUGAS registam também o regresso às Maratonas de Estrada com a presença dos dois Carlos – Teixeira e Gonçalves – mas também com o acompanhamento à distância do colega mais novo Frederico Sousa. Num registo mais de treino, o Frederico participou na concentração dos seus dois amigos e deu-lhes a sua “bênção” para a quinta maratona de estrada que ambos se propunham realizar. Devido à falta de preparação que uma corrida com esta dimensão exige o Frederico optou por não se inscrever na Maratona Rock’n’Roll de Lisboa de 2014. No entanto trocou o conforto do leito de um pacato domingo de Outono pela presença em Cascais para apoiar e assistir à partida dos seus dois amigos. E a sua participação não se ficou por aqui. Também ele partiu de Cascais, no final do extenso pelotão, e encetou o percurso da Maratona tendo como objectivo principal realizar uma sessão de treino longo – um “Longão” como o Carlos Teixeira apelida os treinos de maiores distâncias – e terminar perto de sua casa na zona de Belém. Se se sentisse bem até poderia arriscar fazer o percurso todo e também ir até à meta no Parque das Nações. Prometeu que caso conseguisse este desiderato enviaria aos seus colegas um SMS para o aguardarem na zona oriente de Lisboa e alguém lhe dar boleia até casa. E foi incentivado pelos colegas a cometer esta tremenda loucura. Mas neste caso a razão sobrepôs-se ao coração e o Frederico decidiu por ficar em “casa” dando por terminada a sua corrida quando chegou à antiga estação de Pedroços. A sensatez imperou para quem não se sentia em condições de levar uma Maratona até ao fim em condições físicas mínimas.

 

Respondendo às solicitações dos atletas da edição de 2013 a organização optou por antecipar a hora da partida para as oito horas e trinta minutos. Se bem que as previsões meteorológicas não previssem uma manhã tão quente como no ano passado pelo menos evitavam que a corrida começasse logo com uma temperatura diabólica e de arrasar, inviabilizando desde o início uma corrida em condições minimamente aceitáveis.

 

Os atletas tinham duas hipóteses à partida. Ou se deslocavam de carro até Cascais, e no final teriam de voltar à “Casa da Partida” para recolher os seus veículos de transporte, ou optavam pela solução mais racional e mais prática. Caso optassem pela segunda opção, mais aconselhável segundo a organização da corrida, deveriam apanhar o combóio da CP no Cais do Sodré até Cascais. No final da corrida só teriam de apanhar o Metro de Lisboa e, a partir daí, regressarem calma e confortavelmente nos seus meios de transporte até casa. Havia uma terceira hipótese, só para os mais afortunados, que era terem alguém que os levaria até à partida, junto ao Hipódromo de Cascais, e depois os esperaria na zona da meta. Mas esta opção estava reservada apenas para os mais afortunados.

 

O Carlos Gonçalves optou por apanhar o combóio no Cais do Sodré tendo planeado ir na composição que partiria às sete da manhã. Com algum receio de não arranjar estacionamento legal para a sua viatura saíu de casa ainda era noite, por volta das seis da manhã. Aquela hora iria encontrar na zona do Cais do Sodré os aventureiros da noite que ainda queimavam os últimos cartuchos nos bares e discotecas da 24 de Julho. Como foi fácil arranjar lugar para o carro chegou à estação do Cais do Sodré ainda a tempo de apanhar o combóio das seis e meia. Para surpresa dos transeuntes as carruagens iam cheias. A esmagadora maioria dos passageiros era composta por atletas maratonistas, muitos deles estrangeiros e com os respectivos acompanhantes que partiram à descoberta, ou à redescoberta, da capital mais ocidental da Europa.

Fotografia0970.jpgO ambiente respirava a desporto. De tal modo que um passageiro, aliás “passageiro da noite”, e sentiu-se mal no meio deste ambiente e abandonou a carruagem.

 

Mais à frente entrou um grupo de estrangeiros, dois rapazes e uma rapariga, extremamente contentes, para não dizer bem bebidos, e de tal modo que um deles veio com o amigo ao colo por talvez não se encontrar em bom estado de locomoção. Vendo o ambiente que os rodeava não se desfizeram e, pacatamente, encostaram-se aonde puderam para se manterem minimamente de pé.

 

Com o nascer do dia o “Combóio da Maratona” chegava a Cascais. Até ao local da partida tínhamos de cumprir um curto trajecto com cerca de dez minutos que nos levaria até ao local da concentração junto ao Hipódromo de Cascais. Os inúmeros fotógrafos de serviço disponibilizavam-se para as fotografias de circunstância.

Fotografia0971.jpgFotografia0972.jpg

Ainda mal tinham soado as badaladas das oito da manhã e os Tartarugas se reencontravam. Os dois Carlos bem se esforçavam por convencer o Frederico a levar a maratona até ao fim. E também o tentaram persuadir a, pelo menos, não deitar fora a sua inscrição na Maratona do Porto. Ainda falta um mês e até pode ser que, com sorte, os três Tartarugas rumem à invicta e cumpram a Maratona em equipa.

 

Incrivelmente, e sem que nada o justificasse, o tiro de partida é dado com alguns minutos de atraso relativamente à hora prevista. São pormenores como este que afectam a credibilidade das organizações.

 

O dia apresentava-se agradável e com condições quase ideais para a prática da modalidade. Sem chuva, sem vento e com uma temperatura ambiente próxima daquilo que os atletas mais queriam, cada um galga os quilómetros da marginal rumo a Lisboa, mais propriamente à zona do Parque das Nações.

 

Uma das razões de queixa da edição de 2013 foi a quantidade dos abastecimentos de água ao longo do percurso. Fazendo eco destes reparos este ano a água disponível foi abundante. Quase de quilómetro a quilómetro tínhamos um abastecimento.

 

À medida que o dia ia avançando também os atletas iam avançando na sua longa caminhada, cada um ao seu ritmo e em função dos objectivos individuais. Desta vez os atletas foram poupados à subida do Alto da Boa Viagem e foi-lhes proposto um percurso alternativo bem agradável entre a linha do caminho de ferro e o rio Tejo. Só já na zona da Cruz Quebrada é que os “maratonistas” regressam ao alcatrão bem a tempo de enfrentarem a longa estirada desde o Dafundo até ao Cais do Sodré. E até nem custou muito de tal forma já estamos habituados a este troço.

 

Atingido o Terreiro do Paço somos obrigados a uma incursão pela Baixa Pombalina até à entrada da Praça dos Restauradores após o que se dá a inversão daquele pequeno troço e nos encaminhamos de novo para a zona ribeirinha através da Rua da Prata. Aquelas centenas de metros em empedrado deixam mossa nas nossas já tão depauperadas pernas.

 

A cerca de oito quilómetros do fim dá-se o encontro com os atletas da meia-maratona, que tinham partido cerca de duas horas mais tarde do que nós do tabuleiro da Ponte Vasco da Gama. Foi bom este convívio. E também foi muito moralizador já que muitos dos atletas da maratona, e apesar do cansaço acumulado de trinta e quatro quilómetros nas pernas, vinham com um ritmo superior e facilmente ultrapassavam os companheiros da meia-maratona.

 

Mas se foi agradável este convívio nesta altura a quantidade e a qualidade dos abastecimentos piorou consideravelmente nos últimos quilómetros. A confusão foi total junto a cada abastecimento concentrado do lado direito da “pista”. Quem se queria abastecer mas sem paragens teve de optar pelas mesas colocadas do lado esquerdo. Só que, como estavam desertas de elementos das equipas de apoio, tiveram de ser os próprios atletas a desfazer as paletes de água para retirarem as preciosas garrafinhas.

 

À medida que nos aproximávamos do final aumentavam os espectadores e os incentivos aos atletas. Uma vez mais constatámos que ao longo de toda a Maratona a maioria dos incentivos vinham especificamente de cidadãos estrangeiros que se perfilavam nas bermas para apoiar os seus compatriotas e não só. Uma vez mais os Portugueses alheiam-se destas manifestações.

 

No último quilómetro dá-se a separação entre os Maratonistas e os Semi-maratonistas. Terminam a prova lado a lado mas em pistas separadas. Nas últimas centenas de metros assistem-se aos derradeiros “sprints” na ânsia de conseguir recuperar alguns segundos e de galgar lugares na classificação final.

 

Os dois membros das LEBRES E TARTARUGAS reencontram-se após a meta na zona de recuperação. Feito o balanço da corrida de cada um, os atletas despedem-se já com a Maratona do Porto no pensamento.

 

Atletas que concluiram a prova: 2867

Vencedor: SAMUEL NDUNGU (Quénia): 2:08:21

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº3745)

Classificação Geral: 1715º - Classificação no Escalão M50: 182º

Tempo Oficial: 4:12:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:09:12

Tempo médio/Km: 5m:54s  <=> Velocidade média: 10,16Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº2657)

Classificação Geral: 1562º - Classificação no Escalão M55: 93º

Tempo Oficial: 4:07:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:03:59

Tempo médio/Km: 5m:47s  <=> Velocidade média: 10,38Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 5 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 12 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 19 - Corrida da Água (Lisboa) - 10 Km
  • 26 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:08

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