Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

LISBON ECO MARATHON em BTT

Vivemos no século da Tecnologia.

 

Nesta era onde os “gadgets” contribuem para a nossa realização, seja em termos profissionais como, e principalmente, no lazer, recorremos às maravilhas que nos são colocadas à nossa disposição para encararmos com maior optimismo cada dia que vamos vivendo.

 

O GPS foi inventado para fins militares. Com a democratização deste Sistema Global de Posicionamento (tradução livre de Global Position System) todos nós passámos a poder recorrer a uma técnica que nos permite estabelecer rotas, gravar percursos e utilizar trajectos previamente gravados com os quais podemos mais tarde disfrutar em diferentes tipos de actividade.

 

Hoje temos à nossa disposição “simples” relógios que nos permitem acompanhar o nosso desempenho seja em corrida, em caminhada ou até em bicicleta.

 

Após três participações na Lisbon Eco Marathon um dos nossos atletas meteu na sua cabeça vir mais tarde a repetir o percurso mas em BTT, uma das suas modalidades preferidas. Depois de uma primeira edição em que fez um “corte” não deliberado no percurso da Maratona, passando pela prova de 2014 na qual, por avaria, não pôde recorrer ao seu Garmin de eleição, eis que este ano conseguiu cumprir a Lisbon Eco Marathon na sua totalidade, sem atalhos e com o seu relógio completamente operacional.

 

Mal terminou a Maratona ficou logo no seu pensamento repetir, logo que lhe fosse possível, esta prova mas em Bicicleta de Todo o Terreno. Só foi preciso aguardar por um fim-de-semana sem provas de atletismo.

 

Reunidas as condições para esta aventura neste segundo fim-de-semana de Julho, ainda tentou arregimentar os dois colegas Carlos Teixeira e Frederico para uma nova” maratona nas entranhas da Serra de Monsanto. Mesmo com as “negas” dos seus companheiros, lançou-se, qual “cavaleiro solitário”, ao cumprimento do seu sonho.

 

Ainda não soavam as onze badaladas da manhã e já o Carlos Gonçalves estacionava no Parque do Calhau. Depois de tudo a postos dava início à sua aventura. Numa primeira fase pensou em cortar o troço inicial cumprido integralmente em alcatrão avançando logo para os segmentos em terra batida. Não venceu esta facção pelo que decidiu repetir na íntegra o percurso original da Lisbon Eco Marathon.

 

Logo nesta fase inicial verifica-se que em subida íngreme a bicicleta não apresenta uma grande vantagem em comparação com a corrida a pé. Após atingir o ponto alto situado junto ao Estabelecimento Prisional de Monsanto entra-se num trajecto um pouco mais “desanuviado”. Depois de passar pela terceira vez pelo mesmo troço, e após uma longa descida que terminará bem perto da zona de Pina Manique, inicia-se a parte mais interessante da aventura. O alcatrão fica para trás e a partir de então são os troços de terra batida que dominam.

 

O meu Garmin continua como um fiel apoio permitindo-me repetir integralmente o percurso da Maratona de Monsanto. A certa altura, numa subida longa ao longo da Autoestrada A5, sou ultrapassado por um atleta em corrida. Aí estava a prova provada em como em certas subidas vai-se mais depressa a correr do que em cima de uma bicicleta. A correr só temos que transportar o nosso corpo. Em bicicleta já temos que aguentar com dois "pesos mortos".

 

Sem desvios relativamente ao trajecto original avançam os quilómetros mas também começa a fazer-se sentir o desgaste. Apenas não consegui repetir fielmente um troço, embora lá tenha andado perto.

 

Chegado à zona do antigo Aquaparque, e à semelhança do constatado ao longo de todo o “passeio”, ainda consigo vislumbrar as sinalizações colocadas para a Lisbon Eco Marathon. Com um olho no GPS e o outro nas árvores, consigo repetir sem qualquer desvio o percurso anteriormente realizado. E até consegui tomar o caminho certo nas imediações do Heliporto, coisa que falhou na prova da Maratona.

 

E uma vez mais constato que certas subidas fazem-se melhor a pé do que cima de um selim. Por vezes sou forçado a desmontar e a levar a bicicleta à mão.

 

De regresso à civilização, lembro-me de que faltam menos de dez quilómetros para o final. Aliás esta distância até será menor dado que perto dos Pupilos do Exército vou fazer um desvio em direcção à casa da partida, cortando assim cerca de quatro quilómetros ao percurso da Lisbon Eco Marathon.

 

Quando finalmente, e após várias subidas e descidas ao longo da Auto Estrada de Cascais, entro num “sigle trek” sinto que já estou perto do fim da montanha e às portas da ciclovia. Relembro o último abastecimento e o ataque aos últimos seis demolidores quilómetros. Quando passo à porta da Embaixada do México recordo-me também do Frederico e do seu “encontro imediato” com uma cobra.

 

Desta vez a ciclovia até foi bastante fácil. Estou bem perto do local onde se iniciou toda esta aventura.

 

Olhando para o conta-quilómetros da minha “Trek” verifico que cumpri cerca de trinta e oito quilómetros em três horas e trinta e oito minutos. Bem melhor do que a correr. Mas, verdade seja dita, terminei mais cansado do que há três semanas atrás.

 

E o meu apetite pela Lisbon Eco Marathon aumentou, assim como o desejo de voltar a repetir o passeio em Bicicleta de Todo o Terreno. E a Serra de Monsanto é um enorme mundo a explorar, seja a correr ou em BTT.

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:22

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1 comentário:
De Frederico Sousa a 16 de Julho de 2015 às 09:35
Grande Carlos

Sempre sem parar.

Pode ser que para a próxima também participe para me redimir da minha ultima prestação na Eco Marathon

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