Quarta-feira, 25 de Junho de 2014

LISBON ECO MARATHON

Cerca de um ano após a participação na primeira edição da LISBON ECO MARATHON as LEBRES E TARTARUGAS regressam ao mesmo palco para repetir a dose de uma Maratona entre a Serra de Monsanto e o Alto do Parque Eduardo VII em Lisboa.

Se correr uma Maratona (42195 metros) em asfalto e piso maioritariamente plano já é uma aventura só possível para os mais bem preparados, física e psicologicamente, imaginem o que será percorrer a mesma mítica distância mas em “sobe e desce” e, ainda por cima, em montanha. Foi a isto que os nossos atletas se dedicaram de corpo e alma.

 

A nossa participação de 2013 serviu para tomar conhecimento desta nova realidade que é a Serra do Monsanto, ao final da tarde, e, depois de muitas subidas e descidas, entrar em Lisboa através do Corredor Verde com ligação pela ciclovia que une Lisboa com o seu verdadeiro “pulmão”.

 

Depois da experiência da primeira edição cada um de nós partiu do Parque do Calhau com propósitos bem definidos, além de, evidentemente, terminar a corrida:

  • Não cair
  • Não arranjar atalhos e cortes no percurso
  • Não parar

E todos foram cumpridos.

O Carlos Teixeira, nosso estradista de eleição, aprendeu com as últimas e traumáticas experiências e decidiu comprar uns ténis de montanha. Por isso, e talvez não só, adoptou um comportamento de verdadeiro “trailista” que o manteve incólume e a salvo de qualquer acidente. E para não sofrer dos mesmos problemas de indisposição e de alguma fraqueza optou por andar onde era mais aconselhável andar. Comeu quando o organismo lhe exigia que fossem repostas as reservas energéticas. E terminou a prova com uma impressionante marca de pouco mais de cinco horas, recuperando cerca de quarenta e seis minutos ao tempo do ano passado.Por isso concluiu a sua aventura em perfeitas condições, fresquinho que nem uma alface, como se tivesse terminado uma “simples” maratona de estrada.

 

O Frederico tinha como grande objectivo realizar uma corrida sem intervalos ou paragens de descanso. Manteve-se fiel aos seus princípios. Preparou-se sem treinar. E terminou bem melhor do que em 2013 “comendo” mais de meia hora ao tempo realizado então e, acima de tudo, bem vivo, em oposição ao estado de pré-morte que parecia ter no ano passado.

 

Já o Carlos Gonçalves, que em 2013 fez um “corte” de perto de seis quilómetros, tinha como primeiro objectivo cumprir a totalidade do percurso. O que desta vez foi conseguido. Mas tinha também outra ambição: realizar toda a maratona sempre a correr. Para isso correu onde muitos andavam, com iguais ou mesmo melhores resultados em termos de andamento e muito menos cansados. E, para que não lhe faltasse a água, aventurou-se com um peso adicional de três quilos às costas, referentes aos três litros de “combustível” que fez transportar no seu “Camel Bak”. Tudo isto contribuiu para que chegasse ao Parque Eduardo VII extremamente exausto.

 

Nos últimos quilómetros arrastou-se mais do que efectivamente correu. Fez tudo contra o indicado para obter um bom tempo e uma boa classificação. As suas opções foram tremenda e irracionalmente erradas. Mas, visto à luz das suas ambições, no final teve a sua compensação. Fez a prova toda sempre em ritmo de corrida. Algumas vezes foram mais "passinhos" do que verdadeiros passos de corrida. Mas lá cumpriu o seu maior propósito.

 

Após algum tempo de espera, para reunir as tropas e fazer algumas entrevistas de circunstância, temos o habitual “briefing” com a apresentação das principais regras de orientação e de conduta.

 

Mantendo a essência do percurso pelo interior da Serra de Monsanto, já depois das vinte e uma horas marcamos encontro com a noite. Tendo como companhia e guia as nossas luzes frontais, é nesta fase que a aventura assume o seu pico de emoção e de magia. A quebrar a monotonia da paisagem e o isolamento só mesmo as fitas autocolantes amarelas impedem que nos desviemos do caminho certo. Toda a atenção é necessária pois nem sempre temos colegas por perto. Depois de voltas e voltas na zona dos Montes Claros chegamos às instalações do antigo Aquaparque nas imediações de Caselas. Foi exactamente aqui que um dos nossos atletas se enganou em 2013. E parece que o mesmo se verificou novamente este ano com outros atletas. Não estava bem sinalizado o percurso. Qualquer descuido implicava um corte de perto de uma légua na corrida.

 

Quando faltavam pouco mais de dez quilómetros ganhamos algum ânimo pois o mais difícil já ficou para trás. No entanto ainda temos alguns “ossos duros de roer”. Quando inocentemente julgamos que vamos entrar na derradeira descida até à zona de Pina Manique, ao virar de uma curva lá encontramos um novo desnível a vencer. No início de qualquer descida até trememos de medo pois certamente que se seguirá uma nova escalada.

 

Finalmente chegamos à zona de Pina Manique, nas imediações do Estádio do Casa Pia Atlético Clube e da Embaixada do México. Algumas centenas de metros mais além entraremos na ciclovia que nos conduzirá até ao alto do Parque Eduardo VII. A partir de aqui é sempre a rolar. A rolar se para tanto ainda tivermos pernas.

 

Mas os últimos dois quilómetros, que deveriam ser de glória, são antes de derradeiro sofrimento. Há que vencer um desnível considerável passando por trás do Palácio da Justiça. Finalmente vislumbramos a tão ambicionada meta. O fim está próximo. Pensávamos nós pois ainda somos obrigados a descer quase meio Parque Eduardo VII para depois terminarmos a corrida em plena subida.

 

Já perto das duas da manhã o grupo das LEBRES E TARTARUGAS reencontra-se na companhia de alguns dos seus familiares e amigos que os aguardavam e os congratulavam por tão tremendo feito.

 

Mais uma etapa, dura e difícil. Mas são precisamente estes desafios não competitivos que nós procuramos.

 

Atletas que concluiram a prova: 207

Vencedor: BRIAN ASHER: 3:14:17

 

FREDERICO SOUSA  Dorsal Nº241)

Classificação Geral: 201º - Classificação no Escalão M50: 22º

Tempo Oficial: 6:19:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 6:19:08

Tempo médio/Km: 8m:59s  <=> Velocidade média: 6,68Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº240)

Classificação Geral: 135º - Classificação no Escalão M50: 14º

Tempo Oficial: 5:06:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 5:06:40

Tempo médio/Km: 7m:16s  <=> Velocidade média: 8,26Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº239)

Classificação Geral: 199º - Classificação no Escalão M55: 10º

Tempo Oficial: 6:09:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 6:09:18

Tempo médio/Km: 8m:45s  <=> Velocidade média: 6,86Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o Mês de Junho 

 

  • 1 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 7 - Bes Run Challenge (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Run Trail Cucos (Torres Vedras) - 12 Km
  • 21 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Monsanto) - 42,195 Km
  • 28 - 1º Trail Serra e Mar (Colares) - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 09:36

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