Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016

II TRAIL NOCTURNO DAS BRUXAS - BUCELAS 2016

Pelo segundo ano consecutivo uma comitiva das LEBRES E TARTARUGAS deslocou-se a Bucelas para participar no Trail e na Caminhada das Bruxas. Continuamos assim totalistas de uma prova na qual contamos participar nos próximos anos.

 

Em 2015 estiveram presentes o Trailista Carlos Gonçalves e a Caminheira, nossa Treinadora, Ana Luísa, substituta à última hora do Frederico que, por motivos imprevistos, não pôde comparecer.

 

Com as boas recordações da prova de 2015 o Carlos Gonçalves logo elegeu esta como uma corrida a não perder. Quase se poderá dizer que desde o dia 31 de Outubro de 2015, da mesma forma que uma criança começa a contar fervorosamente o número de dias que faltam ou para o seu aniversário ou para o Natal, começou a fazer “riscos” imaginários no Calendário da sua cabeça e a contar quantos dias faltavam para o próximo Halloween e para a abertura das inscrições para a segunda edição do Trail Nocturno de Bucelas.

 

E não só conseguiu arregimentar novamente a Caminheira Ana Luísa, repetente de 2015, mas também obteve o acordo do seu eterno companheiro das corridas de Trilhos, Frederico, para provar do que mais belo há no atletismo amador e popular: uma prova de Trail e uma corrida nocturna. O terceiro elemento fundador das LEBRES E TARTARUGAS, fiel aos seus princípios, optou por trocar uma deslocação a Bucelas pela estreia no dia seguinte nos Vinte Quilómetros de Almeirim. Será que teve medo de travar encontros imediatos do terceiro grau com alguma Bruxa ou com alguma “Alma Penada” no meio da Floresta? Só ele o poderá dizer …

 

Conhecedores da logística do ano passado os três Tartarugas marcaram encontro ao cair da noite em casa do Frederico. Só tinham de apanhar a CRIL, seguir até Odivelas, tomar a A8 e sair na zona do Infantado seguindo as setas de Bucelas, quando as mesmas fossem visíveis. Um percalço na escolha da direcção certa quase levou a nossa comitiva às instalações do MARL. Demos meia volta e, como seis olhos vêem melhor do que dois, lá encontrámos caminho certo.

 

Chegámos ao nosso destino e estacionámos o carro no mesmo local de sempre.

 

Tínhamos tempo de sobra para ir levantar os dorsais e regressar ao carro para deixar os acessórios supérfluos. O Frederico hesitava entre levar a mochila com uma garrafa de água ou deixar tal apetrecho no carro. Como a prova se iria desenrolar à noite, e não havia muito calor, poderia dispensar o peso adicional. Mas não o fez.

 

De regresso à zona da partida tiram-se as fotos que ilustrarão a nossa notícia.

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Experimentam-se as diversas combinações de atletas. Mas como a “aselhice” por vezes impera não conseguimos registar para a posteridade a pose do Frederico com a Caminheira Ana Luísa. IMG_0030.JPG

O Pavilhão Desportivo dos Bucelenses estava pleno de animação. As Bruxas descansavam na Bancada aguardando para a sua entrada em acção.

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Perante o Cenário envolvente o Frederico avançava que seria preferível desistir do Trail e optar pela Caminhada. As companhias e o convívio pareciam vir a ser bem melhores e mais compensadoras.

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Mas acabou por se manter fiel à escolha inicial. Em conversa com a Treinadora/Caminheira cada um dos Tartarugas avançava com as suas previsões de tempo de duração da corrida. O Carlos Gonçalves apontava umas “ambiciosas” duas horas para os quinze quilómetros totais. O Frederico, um pouco mais modesto ou mais realista, arriscava duas horas e meia para a sua prestação. No final far-se-iam as contas. A Caminheira deveria chegar entre dos dois “Trailistas”.

 

"Em equipa que ganha não se mexe". Transposto este princípio para qualquer organização, nomeadamente de Corridas, o bom senso aconselha não fazer alterações numa fórmula que revelou algum sucesso. Trocando por miúdos, quando o Trail Nocturno de Bucelas teve na primeira edição o êxito que todos reconhecem, muitos deles tendo regressado em 2016, a sensatez aconselhava que não se mexesse muito na prova, principalmente no que se refere ao traçado e percurso da mesma.

 

Mas assim não o entenderam todos aqueles que contribuíram para voltar a pôr de pé um Trail/Caminhada que teve como mote a Noite das Bruxas. Arriscando, sem o ser necessário, foram introduzidas algumas alterações ao percurso, principalmente na primeira metade do mesmo, e recuperando parte do traçado do Trail de Bucelas que se disputou nesta mesma zona no Domingo de Carnaval de 2016. Mas podemos considerar que a aposta foi ganha. Quer os estreantes quer os repetentes ficaram agradados com o traçado escolhido. Sendo uma prova nocturna não seria de esperar trilhos demasiado técnicos e que comportassem algum risco desnecessário. Mas também não podemos afirmar que foi uma prova muito fácil e só para passar o tempo. Alguns troços apelavam à atenção e à concentração dos corredores não fossem colocar mal um pé ou tropeçarem em alguma pedra ou raiz mais escondida e que levasse a um trambolhão certo.

 

Mas a prova também teve a sua dose de dureza. O facto de os troços não serem muito exigentes permitia, a quem o desejasse, fazer todas as subidas sempre em passo de corrida, o que provocaria um desgaste adicional.

 

Apesar da Coincidência, ou talvez não, parece que a organização, formada pelo consórcio, chamemos-lhe assim, Bucelas Aventura e Clube de Futebol Os Bucelenses, gosta de realizar provas desportivas com algum carácter temático. Foi assim no Trail Diurno disputado no Domingo de Carnaval e agora, uma vez mais, em cima da Festa do Halloween. Será coincidência ou talvez não? Se é propositado então só os temos de saudar por tal decisão.

 

Às oito e vinte era dado o tiro de partida para a prova principal. Os atletas tomaram de assalto a estrada, e posterior entrada em ambiente de trail, cumprindo o primeiro quilómetro sempre a subir. Foi uma subida longa e a traçar desde logo as diferenças dentro do pelotão. Os mais bem preparados, e com outras ambições que não só o puro divertimento, desaparecem num ápice na escuridão da noite. Quando se atinge o primeiro ponto mais alto presenciamos o espectáculo típico das corridas nocturnas. Os inúmeros frontais brilhando no meio da montanha assemelham-se a uma enorme cobra luminosa que se estende por todo o caminho.

 

Começam a avistar-se os Caminheiros que partiram um pouco mais tarde do que os trailistas. Os primeiros 6 quilómetros são comuns. Lá mais para a frente, sensivelmente por volta do quilómetro treze, juntam-se os dois grupos cumprindo o mesmo percurso até à meta. A única diferença está no facto dos Caminheiros terem sido poupados à subida ao ponto mais alto da montanha, se é que assim lhe poderemos chamar, onde estava colocado o único abastecimento reservado só aos atletas do Trail. Feito o segundo controlo de passagem dos atletas estes lançam-se numa louca e vertiginosa descida ao encontro dos Caminheiros que desfilam uns bons metros mais abaixo.

 

Ao longo de toda a prova vão-nos surgindo algumas surpresas que têm como missão assustar um atleta mais distraído. Que o diga o Frederico que, absorto nos seus pensamentos, apanhou um valente “cagaço”, desculpem-nos o termo, que o fez dar um salto.

 

Fosse um esqueleto pendurado numa árvore, uma mão jazendo no chão, supostamente cortada do corpo de um qualquer ser com tudo menos de humano, ou até um corpo morto e bastante mutilado junto à base de um arbusto, tudo servia para tentar assustar os atletas e colocar alguma animação naquela noite das bruxas.

 

Os miúdos que participavam com os Pais na Caminhada divertiam-se aparentando uma falsa calma que não tinham e escondendo o nervosismo, quiçá medo, próprio de um ambiente fantástico mas ao mesmo tempo assustador.

 

Valeu a pena? Sim. Este foi sem dúvida o sentimento partilhado por todos, mesmo por aqueles que, não correndo nem caminhando, foram os grandes obreiros e responsáveis por montar uma Festa que ficará gravada nas nossas memórias.

 

Superando as expectativas iniciais os nossos dois Trailistas concluíram a prova bem antes do tempo previsto e apesar de, na realidade, não terem sido quinze mas dezasseis quilómetros e trezentos e picos metros.

 

O Carlos, mal cortou a meta, assumiu para si a tarefa de registar fotograficamente a chegada de todos os membros das LEBRES E TARTARUGAS e enviar os testemunhos via WhatsApp para quem ficou em casa. Como foi o primeiro, decidiu tirar uma “selfie” a si próprio.

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A falta de jeito e a ausência de qualquer sorriso fê-lo ficar mais parecido com um “zombie”. “Sorri”, comentou o filho Gonçalo.

 

Alguns minutos mais tarde chega a Caminheira.

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Até que finalmente o Frederico surpreende-nos e rapidamente, antes do previsto, entra no Pavilhão para terminar a prova. Surpreendido o nosso fotógrafo de serviço atrapalha-se e começa a correr em “marcha-atrás”. Foi com estrondo que se espalhou ao comprido e quase provocando também a queda do Frederico. Depois de cortada a meta ficou o registo da conclusão da prova do nosso terceiro elemento.

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Enquanto o “casalinho” Gonçalves foi até ao carro deixar as mochilas e trocar de camisola, o Frederico ficou a guardar lugar na fila do Jantar que engrossava a cada segundo que passava.

 

Uma tijela de Caldo Verde, uma Bifana no Pão e uma bebida à escolha era o nosso “banquete”. Pode não ter sido muito frugal mas, pelo menos, não ficámos de barriga vazia e a dar horas.

 

Ao som da entrega dos prémios a equipa das LEBRES E TARTARUGAS deixa o Pavilhão dos “Bucelenses” enceta o seu regresso a casa. Durante a viagem, tecem-se os mais resgados elogios à prova prometendo voltar em 2017.

 

Atletas que concluiram a prova: 186

Vencedor: JAILSON OLIVEIRA (Brigadas Ultra Sporting) - 1:08:20

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 144)

Classificação Geral: 103º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Tempo Oficial: 1:55:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 7m:12s  <=> Velocidade média: 8,33 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 145)

Classificação Geral: 166º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Tempo Oficial: 2:19:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 8m:43s  <=> Velocidade média: 6,89 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:01

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