Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

GRANDE PRÉMIO DO FIM DA EUROPA

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Cumpriu-se neste fim-de-semana a vigésima quinta edição do Grande Prémio do Fim da Europa. Não se trata de uma corrida qualquer. Como foi apelidada, e amplamente divulgada, “dificilmente haverá prova mais bonita”, este é, sem qualquer dúvida, um marco nas corridas populares que se realizam algures pelo nosso País. Muitos são os atletas que aguardam impacientemente pela abertura das inscrições.

 

Quando em Janeiro de 2012 a organização anunciou que o Grande Prémio do Fim da Europa não se iria realizar, por falta de apoios oficiais, gerou-se de imediato um daqueles movimentos populares espontâneos de revolta contra um fim que se afigurava como próximo e inevitável. Nesse ano não se realizou o Grande Prémio do Fim da Europa mas, como registámos na altura, a adesão popular foi massiva ao denominado Treino do Fim da Europa. Na nossa crónica de então dissemos que foi uma "não organização bem organizada" ...

 

E desde então assumiu por inteiro o estatuto de prova a não perder. Mal abrem as inscrições dá-se um fenómeno de corrida às vagas disponíveis “como se não houvesse amanhã”. Ninguém quer ficar de fora. É assim que se criam os mitos e as lendas.

 

Cada vez mais cedo os atletas registados na Sport Science são previamente avisados dos períodos em que decorrem as inscrições, as quais chegam a esgotar-se com mais de dois meses de antecedência. E as LEBRES E TARTARUGAS mantêm-se vigilantes a este fenómeno. Mal algum de nós tem conhecimento da abertura do período de inscrições de imediato contacta os colegas e acompanhantes para garantir um lugar na Grelha de Partida.

 

Em 2015 a nossa participação foi mais alargada. Além do núcleo fundador ainda contámos com a companhia do Hugo (repetente) e do João Valério (estreante). Devido à ausência do Carlos Catela, a tentar debelar uma lesão que ainda não sabe bem qual é, o Hugo arranjou à última hora uma substituta à altura. A Teresa, também ela estreante no Grande Prémio do Fim da Europa, e que começa a dar os primeiros passos no “running” tão na moda na actualidade.

 

Às oito e meia dá-se o ponto de encontro da equipa perto da casa do Frederico. Tínhamos de ir deixar um carro perto da meta e depois partir para Sintra à procura de um local de estacionamento o mais perto possível da zona da partida. Mal chegámos à Azóia verificámos que a afluência de carros era maior do que em anos anteriores. Só arranjámos lugar muito perto da estrada principal. E na viagem para Sintra o percurso da corrida, que habitualmente fazemos em sentido contrário, já se encontrava cortado pela Polícia. Tínhamos assim de dar a volta à Serra, por Colares, arriscando-nos a já não encontrar lugar no local que habitualmente utilizamos. Mas o risco e a incerteza fazem parte do ambiente de competição. Arriscando a ficarmos “pendurados” sem local para estacionar o automóvel mesmo assim tentámos o mesmo parque dos anos anteriores. E como diz o ditado “a sorte protege os audazes”. Conseguimos ocupar o último lugar disponível.

 

A edição de 2015 teve nas condições meteorológicas um grande aliado. Bastante Sol e uma temperatura muito próxima do que a maioria dos atletas considerou ideal. Dizemos a maioria pois para o Frederico até estava um pouco quente. Provavelmente tivemos uma das edições que, neste aspecto, foi mais bafejada pela sorte. O ambiente da Serra de Sintra, mesmo no Verão, nunca nos disponibiliza temperaturas muito altas. E, se pensarmos que estávamos numa manhã de Janeiro, encontrar uma temperatura ambiente da ordem dos dez graus não foi nada mau.

 

Em 2014 tivémos um percalço com o Frederico a trocar a chave da viatura pelo comando do portão da garagem. Por isso este ano estava sempre a perguntar pela chave do seu monovolume. Não queria repetir a "gracinha" do ano passado.

 

Devido ao elevado número de atletas inscritos – talvez a organização se esteja a esticar um pouco ao permitir a inscrição de tantos corredores – foram definidos dois blocos de partida escalonados em função da ordem de inscrição. Assim o primeiro grupo partiria às dez em ponto e só cerca de quinze minutos mais tarde se iniciaria a corrida para os inscritos mais tarde. Por este motivo o Hugo ficou separado e partiu sozinho sem os seus colegas de equipa. Todavia a classificação final foi definida de acordo com os tempos dos chips eliminando assim o intervalo que mediou cada partida.

20150125_094639_014_resized.jpg

Os repetentes já sabiam a aventura que teriam pela frente pelo que souberam dosear o esforço nos primeiros quilómetros para conseguir enfrentar ainda com alguma energia a etapa final com a longa e louca descida ao longo de cerca de sete quilómetros até à meta. E sempre na mente com o troço porventura mais duro de toda a corrida. Após o último abastecimento, e à entrada do quilómetro dez, tínhamos aquela subida de cortar a respiração: curta mais muito dura.

 

Para o estreante João Valério o Grande Prémio do Fim da Europa até não foi tão duro como ele imaginara.

 

Esta prova, mesmo para os que pensam em tempos e recordes, serve sobretudo para convívio e conversas de ocasião. Ao atravessarmos a localidade de Azóia o Carlos Gonçalves ouviu os comentários de outro atleta para um amigo que serviram para deixar o Tartaruga bastante lisonjeado, bastante orgulhoso de si e com um sorriso nos lábios de "orelha a orelha": “Alarga a passada para andares mais rápido; faz como este homem que deve ter mais de vinte anos de idade do que tu”…

 

Já com o Cabo da Roca à vista avistamos uma manga insuflável que dava ares de meta da corrida. Só que constatámos que um último esforço era exigido aos atletas. Uma subida curtinha mas demolidora para quem já levava mais de dezasseis quilómetros nas pernas. E a correr para a meta deparámo-nos com uma descida que mais do que a inclinação se mostrava perigosa devido à irregularidade do piso. Felizmente que não vimos ou ouvimos falar de alguma queda neste troço final.

 

Assim que todos os Tartarugas terminaram a sua prova, descansaram e recuperaram, fizémo-nos de novo à estrada em direcção ao nosso carro de apoio.

20150125_122148_resized.jpgO nosso grupo de cinco dividiu-se em três: O Carlos Gonçalves decidiu fazer o trajecto de volta todo a correr. Era o seu descanso activo só interrompido para falar com a Cátia, uma atleta (quem diria) e antiga colega de Badminton. Mais atrás vinha o Hugo mais a Teresa certamente a falarem das suas peripécias da corrida. Por último vinham o Frederico e o João em amena cavaqueira. Deu para tudo.

 

O pano caía com o retorno dos atletas ao ponto de partida e desta vez revendo em sentido contrário, e de carro, o percurso da prova. Ainda não foi desta que os Tartarugas cumpriram a promessa de, à semelhança de muitos outros atletas, regressarem a Sintra a andar ou a correr. Talvez em 2016.

 

Atletas que concluiram a prova: 2236

Vencedor:BRUNO LOURENÇO - 1:00:04

 

HUGO  FERREIRA  (Dorsal Nº3361)

Classificação Geral: 663º - Classificação no Escalão M40: 140º

Tempo Oficial: 1:28:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:27:32

Tempo médio/Km: 5m:10s <=> Velocidade média: 11,61 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO  (Dorsal Nº1154)

Classificação Geral: 1537º - Classificação no Escalão M60: 31º

Tempo Oficial: 1:44:23/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:42:40

Tempo médio/Km: 6m:04s <=> Velocidade média: 9,90 Km/h(*)

 

TERESA  (Dorsal Nº308)

Classificação Geral: 1751º - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 1:48:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:47:20

Tempo médio/Km: 6m:20s <=> Velocidade média: 9,47 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº307)

Classificação Geral: 1964 º- Classificação no Escalão M50: 180º

Tempo Oficial: 1:56:38/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:54:57

Tempo médio/Km: 6m:47s <=> Velocidade média: 8,84 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº309)

Classificação Geral: 740º - Classificação no Escalão M55: 26º

Tempo Oficial: 1:30:23/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:28:44

Tempo médio/Km: 5m:14s  <=> Velocidade média: 11,46Km/h (*)

 

Corridas do Mês de Janeiro

  • 11 - Grande Prova do Camarnal (Camarnal/Alenquer) - 10 Km
  • 25 - Grande Prémio do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km

 

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 1 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12,3 Km
  • 15 - 20 KMS de Cascais - 20 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:45

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