Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015

CORRIDAS JUNTO CONTRA A FOME

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 Correr entrou definitivamente na moda. E não é apenas uma tendência recente mas antes uma realidade que se tem manifestado nos últimos anos.

 

Correr por uma causa também já não é novidade pois já há algum tempo que se vão organizando Corridas ou Caminhadas “a favor de alguma coisa” ou “contra algum flagelo da humanidade” que incrivelmente continua a fazer parte da realidade de um Mundo híper desenvolvido de uma maneira geral, mas incrivelmente subdesenvolvido em algumas, demasiadas, regiões do nosso planeta.

 

No caso presente da Corrida em que o Frederico e o Carlos Gonçalves participaram neste último Sábado de Novembro a luta presente tem como finalidade erradicar a fome no seio dos Países membros da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

 

Todos nós corremos por alguma coisa. Seja por uma questão de “bem-estar” físico ou psicológico, seja porque também aderimos à moda da corrida, ou apenas porque nos apetece. Esta é a nossa “causa”. Mas se pudermos, juntamente com o nosso “hobbie”, tentar ajudar a dar visibilidade a algum flagelo da nossa sociedade então estão reunidas as condições para que faça ainda mais sentido a nossa corrida.

 

O mês de Dezembro é pródigo em corridas na cidade de Lisboa. No primeiro fim-de-semana temos a Meia Maratona dos Descobrimentos. Uma semana depois vem o Grande Prémio de Natal. E, a culminar toda esta sucessão de eventos, temos no dia 26 de Dezembro a Corrida São Silvestre de Lisboa. A oferta é numerosa. A dificuldade está na escolha.

 

Uma corrida em Lisboa, às cinco da tarde de um pacato sábado de Novembro e com o espírito Natalício bem no ar, reúne as condições óptimas para uma prova de sucesso e funcionando como ante-câmara do que aí vem. O tempo esteve óptimo. Chuva parece coisa do passado. A temperatura amena quer fazer-nos acreditar que estamos próximos de uma Primavera desesperadamente ainda bem distante. Para delícia dos Portugueses, e sobretudo dos muitos estrangeiros que nos visitam constantemente, parece que estamos no Paraíso. O défice de chuva que se sente nesta altura do ano pode vir a fazer-nos falta. Todos concordam com isto. Mas que é bem agradável este tempo com certeza que a maioria concorda. Que chova de noite, ou nos campos, e todos ficaremos bem mais felizes.

 

A Corrida Juntos Contra a Fome estava marcada para as cinco da tarde de Sábado. Óptimo pois dava-nos alguma margem de manobra para fazermos todo um rol de coisas que relegamos para segundo plano, infalivelmente para o fim-de-semana. Temos toda a manhã para ir ao Supermercado ou, então, para arrumarmos a nossa casa ou fazermos aquilo para o qual não tivemos tempo ao longo de uma semana de trabalho. O almoço de Sábado costuma ser a horas menos próprias de um dia normal de trabalho. Temos tempo para saborear um momento sem “stress” e, se possível, sentarmo-nos no sofá a ver alguns jogos da “Premier League” (Campeonato Inglês para os menos atentos ao fenómeno futebolístico além-fronteiras). Na realidade talvez não vejamos um jogo do princípio ao fim pois, entretanto, adormecemos. Na prática vemos o começo do primeiro jogo e acordamos no final do segundo. Todos sabemos como sabe bem adormecer num qualquer sofá inofensivo a “olhar para dentro” tendo como pano de fundo algum programa de televisão.

 

Entretanto acordamos sobressaltados pois temos uma Corrida pela frente. O Carlos Gonçalves e o Frederico combinaram encontrar-se junto à Estação Fluvial do Cais do Sodré por volta das vinte para as cinco. Quarenta minutos separavam-nos da hora de início da nossa prova. Podíamos aproveitar para fazer um curto aquecimento até ao Terreiro do Paço. Mas como a distância entre o lugar de estacionamento do carro do Frederico e o local da partida não era assim tão grande a certa altura decidimos parar de correr e caminhar calmamente até à zona da partida. Pelo meio assistimos à cerimónia de fotografias de um “casalinho”, supomos que bem casados, à beira do rio Tejo, cada um agarrado à cana de pesca de um inocente pescador.

 

Chegámos bem antes da hora da partida. A animação era grande. Não só pela “Corrida Juntos Contra A Fome” mas porque o Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio, é um dos ex-libris da nossa encantadora cidade de Lisboa. A animação, uma constante desta zona ribeirinha, atrai inúmeros turistas a uma das mais belas zonas da nossa capital.

 

Os dois Tartarugas entram no último segmento de partida destinado aos mais lentos. Não estão muito preocupados pois neste tipo de corridas os tempos ficam para última prioridade. Uma vez mais o mais importante é participar.

 

Às dezassete horas, mais coisa menos coisa, é dado o tiro de partida. A entrada na Rua da Prata transforma-se num autêntico “garrafão” com os atletas a procurarem não se atropelarem uns aos outros mas, mesmo assim, seguirem no melhor ritmo possível. Os passeios são momentaneamente transformados em “pista”, para pânico dos muitos transeuntes que visitavam a Baixa Pombalina. Ao longe vemos a bandeira do “Sub 55” (tempo previsível para conclusão da prova abaixo dos 55 minutos). Este é um alvo a abater. Chegados à Praça dos Restauradores encetamos a subida da Avenida da Liberdade. É um treino para a Corrida São Silvestre de Lisboa reconhecendo a parte mais difícil do seu percurso. Ainda bem que começamos a subir. Sempre dá para aquecer. No ponto de viragem, antes do Marquês de Pombal, começa a cavalgada à procura do nosso lugar. Fixamos como objectivo aproximarmo-nos da próxima bandeira de sub “qualquer coisa” consentânea com os nossos objectivos e depois mantermo-nos no grupo ou até ultrapassá-lo.

 

Um pouco antes da Infante de Santo chegamos ao ponto de retorno. É uma repetição da Corrida do Montepio e da São Silvestre de Lisboa. Faltam pouco mais de três quilómetros até à meta. Ultrapassamos a nossa bandeira “sub” de referência e mantemos o mesmo ritmo até ao final. Depois do Cais do Sodré entramos num piso empedrado que, apesar de já nosso conhecido, continua a dificultar a nossa progressão.

 

Com o Cais das Colunas à nossa direita avistamos a meta. Mas ainda temos de dar uma “voltinha” em frente à Estação Fluvial de “Sul e Sueste” onde outrora apanhávamos o barco para o combóio no Barreiro em direcção ao Sul do País.

 

A noite já tinha caído sobre a cidade. A animação continuava. Pena foi que as Iluminações de Natal ainda não estivessem acesas.

 

Reencontrados, os dois Tartarugas retomam o caminho até perto da Portugália Rio, local onde o Frederico tinha deixado o seu “bolinhas”. A brisa marítima de “fim de tarde”, aliada à circunstância de estarmos em Dezembro, a menos de um mês do Natal, dificulta a missão destes dois atletas. Passado o calor da corrida apodera-se de nós uma sensação de algum desconforto derivado da temperatura ambiente. Mas a nossa sensação de satisfação superou tudo.

 

Para a semana há mais.

 

Atletas que concluiram a prova: 1284

Vencedor: CARLOS CARDOSO (GFD) - 0:32:25

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº2978)

Classificação Geral: 802º - Classificação no Escalão Masculinos: 647º

Tempo Oficial: 0:58:48/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:54

Tempo médio/Km: 5m:47s <=> Velocidade média: 10,36Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº2979)

Classificação Geral: 356º - Classificação no Escalão Masculinos: 326º

Tempo Oficial: 0:49:47/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:53

Tempo médio/Km: 4m:53s <=> Velocidade média: 12,27Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Novembro

  • 8 - Corrida Farmacêutica (Lisboa) - 10 Km
  • 8 - Maratona do Porto - 42,195 Km
  • 14 - Trail de Ferreira do Zêzere (F. Zêzere) - 20 Km/35 Km => Não participámos
  • 15 - Corrida das Castanhas (Lisboa) - 10 Km
  • 22 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km
  • 29 - Corrida Juntos Contra a Fome (Lisboa) - 10 Km

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 6 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 13 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 26 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 kM
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:36

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