Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016

CORRIDA FIM DA EUROPA

“Dificilmente haverá prova mais bonita!"

Uma frase Feliz de “O Mundo da Corrida” transformou-se no lema oficial da Corrida do Fim da Europa. Por ele, ou talvez nem só, este prova tem vindo a atrair, ano após ano, um número crescente de participantes. E o “click” maior deu-se quando no ano de 2012, por dificuldades de apoio, não se realizou a prova. No seu lugar tivemos o “Treino do Fim da Europa” com o mesmo percurso e com a presença de algumas centenas de participantes. O espírito mantinha-se vivo. Todos os que tiveram o orgulho de estar nesta elite de indefectíveis apoiantes da Corrida do Fim da Europa ficaram com a garantia de que dificilmente a mesma deixará de se realizar.

 

A edição deste ano foi a mais concorrida de sempre com a bonita marca de 2480 atletas a partirem de Sintra e a chegarem ao Cabo da Roca. Uma vez mais a organização escalou os atletas em dois blocos de partida para assim se evitarem congestionamentos maiores ainda dentro da Vila e ao longo dos primeiros quilómetros.

 

A maior dificuldade da Corrida Fim da Europa não está na dureza do percurso. Todos sabemos que começamos com perto de três quilómetros sempre a subir até que entramos definitivamente na magia da Serra de Sintra. E mesmo aquela terrível subidinha perto do décimo quilómetro, após o segundo abastecimento, já é assumida por todos como parte integrante do programa e da beleza da corrida. E os últimos seis quilómetros, vertiginosamente sempre a descer, também não nos dão descanso. Mas estamos todos preparados física e psicologicamente para estes desafios. O grande, mesmo grande, problema está na logística. Todos os anos temos de deixar um carro o mais próximo possível da chegada e que nos levará de volta a Sintra. Desta vez o Frederico foi de véspera assegurar o parqueamento do seu caro em Azóia, num local tão perto quanto possível da Meta mas que não ficasse dentro do perímetro de corte de trânsito. E ficou novamente adiado o nosso desejo, pelo menos de alguns, de, após terminar a corrida, regressarmos à zona da partida efectuando o percurso em sentido inverso. Fica para o ano que vem.

 

O ponto de encontro da equipa das LBRES E TARTARUGAS – Carlos Teixeira, Frederico, João Valério, Carlos Gonçalves e Hugo – foi a casa do Frederico. Não sendo necessário irmos deixar um carro perto da chegada marcámos como hora de partida as oito e meia da manhã. Não nos poderíamos atrasar muito pois o estacionamento em Sintra também é difícil.

 

Pelo caminho o Frederico repetia vezes sem conta que já tinha no bolso o comando do portão da sua garagem. Na realidade ele queria referir-se à chave do seu automóvel sem esquecer o episódio de há uns anos atrás em que deu ao Carlos Gonçalves não a chave da carrinha monovolume mas o comando do portão da garagem.

 

Chegados a Sintra no carro do Tartaruga Catela tempos de procurar um lugar para estacionarmos. Uma vez mais descobrimos um dos últimos lugares no Parque do costume e bem mesmo por baixo do local da partida. Os atletas preparam-se para a grande prova. O Frederico mostra-se-nos com um novo visual com umas perneiras de compressão de um deslumbrante amarelo fluorescente. Com um “cinto de ligas”, como frisou o Carlos Teixeira.

WP_20160131_09_30_46_Pro.jpg

 A temperatura não era tão baixa como costuma ser habitual nesta altura do ano. Os quatorze graus que se faziam sentir até eram de algum calor, pelo menos para o Frederico. Poucas caras conhecidas, talvez porque a afluência de atletas fosse bastante grande.

 

Às dez horas é dado o sinal de partida. A correr ou a andar começa a escalada da Serra de Sintra. Num percurso que não tem sofrido alterações, pelo menos nas últimas sete edições em que temos participado, o encanto continua a ser o mesmo. Para quê mudar um conceito vencedor? A tradição ainda é o que era. E mudar só por mudar …

 

Logo de início o nosso grupo desfaz-se. Cada um vai no seu ritmo e em consonância com os seus propósitos. Todos os obstáculos vão sendo ultrapassados. Uma grande vantagem em já conhecermos o trajecto é estarmos muito melhor apetrechados mentalmente para as suas dificuldades.

 

Os últimos seis quilómetros sempre a descer revelam-se, por vezes, bem mais cansativos do que as subidas que ficaram para trás. À entrada da localidade de Azóia, com o Cabo da Roca já bem visível, sentimos o apoio popular que nos empurra até à meta. “Ânimo, já falta pouco”. Um atleta responde “ânimo temos, pernas é que já não”… Com ou sem pernas conseguimos chegar ao extremo mais ocidental da Europa, “onde a terra acaba e o mar começa”. Com a meta mesmo à nossa frente, e após uma última subidinha, entramos num empedrado irregular que dificulta de sobremaneira o final da corrida. As pernas parecem totalmente descomandadas e daí até ao “espalhanço” vai uma curta distância.

 

Pouco a pouco vão chegando os Tartarugas. Reencontram-se alguns conhecidos. É a hora do regresso a casa. Mais uma Corrida do Fim da Europa concluída. E no próximo ano voltaremos.

 

Atletas que concluiram a prova: 843

Vencedor: RUI TENRINHO (Benfiquista) - 0:34:08

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 209)

Classificação Geral: 700º - Classificação no Escalão M55: 16º

Tempo Oficial: 1:29:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:27:47

Tempo médio/Km: 5m:11s <=> Velocidade média: 11,58 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 210)

Classificação Geral: 2057º - Classificação no Escalão M50: 142º

Tempo Oficial: 1:52:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:50:51

Tempo médio/Km: 6m:32s <=> Velocidade média: 9,17 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 208)

Classificação Geral: 1284º - Classificação no Escalão M55: 44º

Tempo Oficial: 1:37:31/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:36:14

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,56Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 211)

Classificação Geral: 1535º - Classificação no Escalão M60: 109º

Tempo Oficial: 1:41:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:40:32

Tempo médio/Km: 5m:56s  <=> Velocidade média: 10,11Km/h (*)

 

HUGO FERREIRA (Dorsal Nº 1450)

Classificação Geral: 1239º - Classificação no Escalão M40: 274º

Tempo Oficial: 1:37:00/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:35:45

Tempo médio/Km: 5m:39s  <=> Velocidade média: 10,62Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Janeiro

  • 10 - GP de Atletismo do Camarnal (Camarnal/Alenquer) - 10 Km
  • 17 - Corrida dos Adeptos e dos Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Lisboa a Mexer - Centro Histórico (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 17:13

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