Domingo, 4 de Setembro de 2016

CORRIDA DOS MOINHOS DE PENACOVA

A Corrida dos Moinhos de Penacova é já uma “clássica” no calendário anual de provas das LEBRES E TARTARUGAS assumindo o papel de “pontapé de saída” para uma nova época desportiva.

 

Não tem apresentado novidades substanciais nos últimos anos. Depois de nas duas primeiras edições ter começado e terminado dentro de Penacova, junto às instalações dos Bombeiros Voluntários, a organização decidiu introduzir em 2011 algumas alterações tornando o evento bem mais agradável. A distância aumentou de 13,7 para cerca de 20 quilómetros tornando o percurso mais extenso e ainda mais interessante. Por outro lado com a partida e chegada na Praia do Reconquinho, na margem esquerda do Rio Mondego, a logística ficou mais facilitada. Não só é mais fácil chegar ao local da partida como há mais opções para o estacionamento das viaturas. E o tão desejado almoço realiza-se num cenário bem mais “apetitoso” condizente com a qualidade do repasto reservado aos atletas, caminheiros e acompanhantes. Sandes de churrasco e imperiais, muitas imperiais, à descrição constituem um dos pontos altos da Corrida dos Moinhos de Penacova. Aliás talvez não esteja muito longe da realidade se afirmar que a força anímica que leva muitos dos atletas, talvez mesmo a maioria descontando os que ali estão apenas a lutar por uma boa classificação, a ultrapassar muitos dos obstáculos que nos vão aparecendo ao longo da corrida é precisamente a lembrança e a imagem daquelas soberbas cervejolas que nos aguardam no final. E se calhar até mesmo os que ali estão apenas pela competição também não desdenham no final o saciar da sede com o precioso líquido feito de cevada.

 

Novidades não houve face aos anos anteriores. O único elemento novo da edição de 2016 está relacionado com a meteorologia. Uma prova que se realiza na Zona Centro e em Agosto é necessariamente escaldante em termos da temperatura ambiente, valendo-nos a existência de mutas sombras ao longo de todo o percurso e aquele refrescante mergulho no final nas águas do Rio Mondego. No entanto, e apesar de estarmos num dos mais quentes meses de Agosto de sempre, a prova iniciou-se com uma temperatura bastante fresca, a rondar os 14 graus, e com um nevoeiro mais próprio de uma manhã de Primavera ou de Outono. Foi a “prenda surpresa” da organização e que acompanhou os atletas nos primeiros cinco quilómetros, precisamente a fase mais difícil da corrida. 

IMG-20160828-WA0001.jpg

Este ano a equipa das LEBRES E TARTARUGAS apresentou-se muito desfalcada sendo apenas representada pelo elemento “menos novo”, o sexagenário (quem diria) Carlos Gonçalves. A passar férias na zona, aliás este foi o seu último dia de descanso, o atleta não perde por nada deste mundo a participação na Corrida dos Moinhos de Penacova. Esta é mesmo uma das suas provas preferidas.

 

Tal como no ano passado há um primeiro controlo dos atletas à entrada do passadiço de madeira que serve de ligação à outra margem. Talvez por motivos de segurança, tendo em consideração a elevada concentração de atletas na Praia do Reconquinho, a organização optou por dar o tiro de partida em terra firme e já do outro lado do rio onde as condições de segurança são maiores.

IMG-20160828-WA0002.jpg

E mesmo antes do início da corrida temos logo o primeiro obstáculo. A meio do rio somos confrontados por uma espessa núvem de mosquitos que nos ameaçam atacar. Esbracejando em todos os sentidos, e equilibrando-se como pode para não cair precocemente à água, cada um só pensa em chegar o mais rapidamente a terreno firme.

 

Pro volta das oito e quarenta e cinco inicia-se a Corrida dos Moinhos de Penacova juntando-se os participantes do Trail 21 Km com os dos Mini-trail de 12 Km. Aliás esta foi a principal novidade introduzida na nona edição desta prova. Até os vinte e um quilómetros transformados em pouco mais de dezoito mantiveram-se tal como nos anos anteriores.

 

O percurso foi o mesmo das últimas edições. Exigente quanto baste, para não deixar defraudadas as expectativas dos mais ousados, e belo e equilibrado para a maioria dos trailistas que procura este tipo de corridas essencialmente para se divertir, disfrutar da natureza e conviver com os restantes atletas.

 

Bem organizada, como tem sido apanágio ao longo dos anos, salienta-se a clareza na marcação do percurso e, mais do que tudo, a quantidade dos pontos de abastecimento de água que foram estrategicamente implantados ao longo da corrida. Cinco Estrelas.

 

Ultrapassadas todas as dificuldades os atletas regressam a Penacova com uma última volta às instalações do antigo Hotel sabendo que a partir daí seria sempre a descer. E bem a descer, num ritmo vertiginoso permitindo realizar algumas ultrapassagens de última hora e ganhar mais algumas posições seja na classificação geral como na dos vários escalões. Como há medalhas até ao décimo lugar em cada escalão temos aqui um motivo de interesse adicional e de competição mesmo para os que correm por correr.

 

Ultrapassada a linha da meta segue-se um refrescante e relaxante mergulho no Rio Mondego seguindo-se o retemperador duche. Depois ficamos a aguardar pelo desejado almoço.

 

Por volta do meio-dia e meia começa a formar-se a fila para a comida. E enquanto não chega a nossa vez damos uma primeira saltada à “bica” das imperiais. Pela primeira vez saciamos a nossa sede como deve ser. E entre duas ou três dentadas lá voltamos a reabastecer o nosso copo de cerveja. Alguns até trazem logo duas imperiais de cada vez. Após três sandes e cinco imperiais o atleta das LEBRES E TARTARUGAS aguarda pela entrega dos prémios não fosse o caso de, à semelhança do que aconteceu no passado, vir a ser um dos medalhados no seu escalão.

 

Só de pois da uma e meia é que são afixadas as classificações finais. Verificando que não ficou em qualquer lugar premiado deu meia volta e, juntamente com a sua parceira, foi até ao carro e partiu de viagem até casa. Foi o fim em beleza de quatro semanas seguidas de férias – um luxo – repartidas em partes iguais pela Praia e pela Montanha. Juntamente com alguma nostalgia pelo fim do período de descanso fica a memória de um dos melhores Verões dos últimos anos, bem quentinho como este atleta muito adora.

 

A época começou. Muitas corridas nos esperam, sejam de estrada ou de “trail”. O calendário para os meses finais de 2016 começa a ser delineado tendo como pronto a alto a participação nas Maratonas de Lisboa e do Porto. E muitas outras corridas, como o Trail Nocturno de Bucelas, vem-nos já à memória.

 

E agora siga para “bingo”, isto é para as próximas corridas.

 

Atletas que concluiram a prova: 143

Vencedor: RUI MUGA (Clube Atlético de Mogadouro) - 1:23:25

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 156)

Classificação Geral: 124º - Classificação no Escalão M60: 11º

Tempo Oficial: 2:36:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:36:15

Tempo médio/Km: 8m:30s  <=> Velocidade média: 7,07 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Setembro (provisório)

  • 18 - Meia Maratona de Montejunto (Cadaval) - 21,0975 Km
  • 18 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 25 - Vimeiro Trail Run (A-dos-Cunhados/Maceira) - 30 Km
  • 25 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:09

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