Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015

CORRIDA DOS MOINHOS DE PENACOVA

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 Está aberta a época de 2015/2016. Pelo menos para o atleta Carlos Gonçalves que, pelo quinto ano consecutivo, deu o tiro de partida para uma nova época na tradicional Corrida dos Moinhos de Penacova. Por diferentes razões este atleta teve de carregar sobre os seus ombros o nome e os pergaminhos das LEBRES E TARTARUGAS. Em oito edições desta prova estivemos presentes em cinco, e fomos medalhados por três vezes.

 

Inicialmente denominada de Corrida dos Moinhos de Penacova, veio, num passado mais recente, a adoptar uma designação mais em voga de Trilhos dos Moinhos de Penacova, seguindo a ainda recente tendência das Corridas de Montanha e para as quais é exigido, pelos seus participantes, um grau de dificuldade mais elevado. Mais do que uma “simples corrida de montanha” é necessário que possua um grau de dificuldade mais elevado e que o mesmo não se resuma apenas a umas quantas subidas longas e com pendente elevada. É também conveniente que os participantes desafiem algumas escaladas.

 

Este ano deu-se o regresso às origens voltando a adoptar a designação inicial.

 

A Corrida dos Moinhos de Penacova já passou por diversas fases. De início a distância total andou à volta dos treze quilómetros. Com a realização do Campeonato Nacional de Montanha, em simultâneo com a prova aberta, a edição de 2012 viu a distância total aumentar para vinte e cinco quilómetros. Nos anos seguintes, recuperando-se grande parte do percurso, a distância tem estabilizado à volta dos 18/19 quilómetros.

 

A edição deste ano voltou a manter os mesmos atributos dos anos mais recentes sendo que, na realidade, a distância final se ficou por cerca de 18,4 quilómetros, apesar dos vinte e um anunciados. Mas, nem por isso, perdeu o interesse e a preferência de todos aqueles que todos os anos se deslocam a Penacova no final, no início ou no meio das suas férias de Verão.

 

A organização soube manter todos os condimentos das outras edições de tal modo que se manteve o interesse de grande parte dos atletas. Como já afirmei na crónica do Benfeita Trail esta é uma das mais belas corridas de montanha em que participo todos os anos.

 

Não se ouviram grandes queixas da parte dos atletas. O espírito continua a ser o mesmo. Retirando aqueles que lutam por um lugar no pódio a maioria pretende é divertir-se e conhecer uma zona que lhes tem passado ao lado em termos de cultura turística do nosso Portugal. Quando atingimos o primeiro ponto alto da prova um dos atletas simplesmente deixou de lado a corrida e escalou um Mirador para tirar umas fotos para mais tarde recordar. Não se tinha enganado no percurso mas viu que daquele ponto podia captar algumas imagens para, decerto, fazer a inveja de alguns familiares ou amigos. O termo “inveja” talvez possa ser forte de demais. Mas a paisagem também é muito forte. “É ver para crer”. E aquele atleta viu e testemunhou o que de belo se pode encontrar neste cantinho lusitano, mais propriamente na Região Centro.

 

Para que fique claro ninguém me encomendou a promoção deste evento e desta região. Mas esta é uma das minhas provas de eleição.

 

Uma prova que não se inova tende a morrer. É imperioso introduzir novos focos de interesse. A Caminhada existente para os acompanhantes não satisfazia a necessidade de todos aqueles que não se sentem com coragem para desafiar uma prova de vinte e tal quilómetros em montanha. Mas a Caminhada também é muito pouco. Por se ter apercebido desta lacuna, ou através de algumas sugestões que foram recebendo, a organização decidiu introduzir em 2015 uma corrida alternativa, designada de “Mini-Trail, com 12,6 Km, cumprindo parte do início e do fim do percurso dos atletas da prova principal. Palmas para esta decisão. E certamente que aumentou o interesse para edições futuras da Corrida dos Moinhos de Penacova. E talvez se consiga repescar para o Trail de 2016 alguns atletas do Mini-Trail de 2015.

 

A partida estava marcada para as oito horas e trinta minutos. Por isso bem cedo o movimento junto à Praia do Reconquinho foi bem diferente do que é habitual a esta hora. Mas nem por isso a calma do local foi minimamente beliscada. O Rio Mondego, imune à azáfama matinal, manteve os condimentos necessários a quem quer começar bem, aliás MUITO BEM, o seu dia. A paisagem inspira tranquilidade.

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Sem grande “stress” cada um resolve os seus problemas matinais. Há tempo para tudo desde o levantamento dos “kits” de participante até ao animador “Café da Manhã”, sem esquecer algumas passagens de urgência pelos WC do Café de Apoio à zona.

 

Como a ponte sobre o Rio Mondego se encontrava parcialmente destruída a partida foi dada no lado oposto ao que é habitual. Feito o controlo à entrada da ponte fluvial de madeira, os atletas são encaminhados para o novo local da partida. Com um atraso de cerca de quinze minutos é finalmente dada a larga dos atletas do Trail. É sempre a subir até à Vila de Penacova. Porventura esta será a subida com maior pendente de toda a prova. Mas já é algo que pelo menos os repetentes já conhecem. Após a primeira passagem pelas instalações de um Hotel já encerrado há alguns anos, os atletas enfrentam definitivamente o percurso “off-road”.

 

E o resto é tudo aquilo que já presenciámos nas últimas edições.

 

A Corrida dos Moinhos do Penacova não é um “Trail Puro e Duro”. Não. Mas também não é uma simples corrida em piso de terra e com algumas rampas mais ou menos “agrestes”. É uma prova que mantém os seus fiéis seguidores e que vai ganhando novos participantes.

 

Aos Altos e Baixos percorrem-se os vinte e um quilómetros anunciados, mas com direito a um “desconto” de cerca de três mil metros. A andar, a escalar, ou a correr, cada atleta encara a corrida na medida das suas possibilidades e dos seus objectivos. Sempre a correr decerto que será apenas para os “eleitos”. Os outros vão andando e gerindo a corrida como podem, ou como querem.

 

Uns passam para serem, logo mais à frente, ultrapassados. Os abastecimentos estão previstos para os momentos em que mais deles precisamos.

 

Com a vila de Penacova à vista encontro um atleta um pouco desgastado e muito desanimado, sentado num dos degraus da última grande subida. Tento animá-lo dizendo só faltam cerca quatro quilómetros e meio. “Tanto ?”, responde-me. Felizmente que, afinal, só faltavam pouco mais de um quilómetro até à meta.

 

Chegados a Penacova “só “ temos de dar mais uma volta pelo antigo Hotel, em sentido contrário ao do início da corrida. Depois é sempre a descer. Mas atenção pois o declive é acentuado e todo o cuidado é pouco. Depois de atravessar a estrada só pergunto se a meta é antes ou depois do Rio Mondego. Há que preparar a última fase.

 

A chegada à Praia do Reconquinho é feita pela existente, mas algo degradada, ponte em madeira. Só temos de avisar os miúdos que nós vamos passar e para adiarem, por breves instantes, os seus saltos para o rio.

Mais uma prova terminada. A recuperação da maioria dos atletas é feita em imersão total no Rio Mondego. Como a água fria faz bem aos músculos. Saímos lá de dentro “sãos que nem um pêro”.

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É urgente tomar o retemperador duche e prepararmo-nos para o almoço preparado para todos os participantes e acompanhantes. Programado para as treze horas bem antes formou-se uma longa fila, e por que não dizer bicha, tanto para a recolha das duas sandes a que cada um tinha direito, como para “imperiais” à borla que íamos ingerido.

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Isto não é para atletas. Um verdadeiro atleta bebe água, ou alguma bebida isotónica, própria para a recuperação. Mas há também há aqueles que não seguem as regras e se entregam ao deleito puro e de saciação da sua sede. Uma imperial até faz bem e é retemperador. Agora seis ou sete, ou talvez mais de que já não me lembro bem, pode parecer despropositado e nada aconselhável. Mas lá que soube bem isso é incontornável. E até não me tinha de preocupar com a condução de regresso pois a “Treinadora” estava também lá para isso. E não só mas também …

 

Quando começa a entrega de prémios aumenta a emoção de poder voltar a receber uma medalha do escalão. Mas de novo fiquei a “chuchar no dedo”.

 

Mas não são medalhas que nós procuramos mas antes a diversão pura. E isso foi conseguido.

 

Penacova. Adeus e até para o próximo ano.

 

Atletas que concluiram a prova: 204

Vencedor: JOSÈ CARVALHO  (Clube Atlético de Mogadouro) - 1:26:12

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº149)

Classificação Geral: 139º - Classificação no Escalão M55: 13º

Tempo Oficial: 2:41:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 8m:46s <=> Velocidade média: 6,84 Km/h(*)

 

Corridas do Mês de Agosto

  • 16 - Benfeita Trail (Benfeita) - 28 Km
  • 30 - Trail Moinhos de Penacova - 21 Km

Calendário para o Mês de Setembro

  • 5 - Corrida do Jumbo (Autódromo do Estoril) - 10 Km
  • 6 - Corrida da Festa do Avante (Amora/Seixal) - 10 Km
  • 13 - Corrida do Tejo (Algés/Oeiras) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:44

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