Segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

CORRIDA DOS MOINHOS DE PENACOVA

As LEBRES E TARTARUGAS regressaram à actividade competitiva neste último dia de Agosto. Durante pouco mais de um mês os atletas aproveitaram esta curta, mas merecida, pausa para recuperarem as suas energias após um desgastante ano de trabalho e para se esquecerem um pouco da face mais competitiva desta modalidade desportiva que abraçaram de forma continuada e, sobretudo, apaixonada nestes últimos cinco anos.

 

Com a Maratona de Lisboa já nas nossas mentes há que intensificar os planos de preparação para uma prova que se adivinha dura e difícil. E para dar o tiro de partida para uma nova época escolhemos, tal como nos anos anteriores, a Corrida dos Moinhos de Penacova. Apesar de termos abrandado a actividade física nas últimas quatro a cinco semanas é sempre com grande entusiasmo que nos entregamos a esta bela corrida de montanha. Não há corridas insubstituíveis mas a nossa deslocação anual a Penacova é encarada, pelo menos por nós, como obrigatória para reiniciarmos as “hostilidades” em boas condições, principalmente anímicas. O que nos faltará eventualmente em termos de ritmo sobra-nos em estado de espírito.

 

Para uma distância anunciada de 21 quilómetros, na realidade foram pouco menos de dezanove, a Corrida dos Moinhos de Penacova insere-se no grupo das provas de montanha, e não de “trail” como alguns esperariam, que nos permite chegar ao fim em boas condições anímicas, em esforço mas sem sofrimento. Disfrutamos da envolvência e do ambiente únicos das provas fora de estrada e sem os habituais empurrões e atropelos daqueles para quem a classificação e o tempo final são mais importantes. A nossa competição é connosco próprios e o objectivo máximo é “limpar” as nossas cabeças dos diversos problemas que vão aparecendo no nosso quotidiano.

 

A Corrida dos Moinhos de Penacova é uma das poucas provas em que os três atletas têm participado habitualmente juntos. Porém, desta vez a nossa equipa ficou privada do seu atleta mais novo e principal dinamizador dos “trails” e das corridas de montanha. Por motivos imprevistos de última hora o Frederico não pôde comparecer ao toque de alvorada a que os seus outros dois companheiros tiveram de responder. Como teríamos de partir de Lisboa no próprio dia da prova os dois Carlos, Catela e Gonçalves, encontraram-se no final da madrugada de sábado para domingo, em pleno começo da aurora, para se fazerem à estrada a tempo de estarem em Penacova por volta das oito e meia da manhã.

 

Sem grandes sobressaltos só parámos num pequeno retiro já em pleno IP3 e pouco antes da saída para Penacova. Tudo a decorrer como previsto, tivémos tempo para tomar o café da manhã e para darmos resposta às habituais, mas arreliadoras, necessidades fisiológicas antecedentes de uma corrida. Apesar da experiência, e também da idade, continuamos as parecer uns miúdos, para não dizer uns “putos”, que se enervam e quase se borram pelas pernas abaixo antes de uma competição. É a adrenalina competitiva a mostrar que nunca é tarde para nos fazer tremer de medo como se estivéssemos no exame final do Liceu.

 

A edição deste ano foi a que contou largamente com mais participantes. Nem mesmo no ano de 2012, que coincidiu com a realização do Campeonato de Portugal de Montanha, estiveram presentes tantos atletas em Penacova. E ao mesmo tempo que, pelo menos através de uma análise pouco fundamentada, a média de idades parecia ter descido aumentava o nível competitivo da maioria dos atletas presentes. Tirando as posições cimeiras, das quais ficámos logo arredados mal foi dado o tiro de partida e de que não temos qualquer percepção do modo como decorreu a corrida, verificou-se desta vez que as posições relativas dos atletas não estavam muito estabilizadas. Ora ultrapassávamos um atleta momentaneamente mais lento, ora éramos ultrapassados por outros que seguiam no nosso encalce, e os quais um pouco mais à frente voltavam a ficar mais para trás. Uns são mais lestos a subir e outros têm maior destreza a descer, principalmente quando as condições se mostram mais difíceis e até, por vezes, perigosas. Nunca ficámos verdadeiramente sozinhos ao longo da corrida.

 

Uma das virtudes da Corrida dos Moinhos de Penacova é que o percurso continua a ser aliciante. Mantendo o que se deve manter, a organização tem-se esforçado todos os anos por introduzir aqui e acolá uma variante ao trajecto do ano anterior. Há sempre alguma novidade. Também sabemos que não podemos escapar quer à “escalada” logo após a travessia do rio Mondego quer aos últimos degraus de chegada à Vila de Penacova e à vertiginosa descida final que termina com o atravessamento do rio pela mesma ponte de madeira com que iniciámos a contenda. Outra das grandes virtudes desta corrida é que proliferam ao longo do percurso grandes troços em sombra o que é agradável tendo em atenção que, por estarmos ainda em Agosto, a temperatura começa a subir logo de manhã cedo.

 

Sem quedas nem acidentes de percurso os dois atletas cumpriram mais uma etapa da sua vida desportiva. E mesmo para quem prefere as corridas de estrada não se deu por insatisfeito e deixa de querer marcar o ponto nesta prova do Circuito Nacional de Montanha.

 

E como ponto alto espera-nos no final o tão desejado e suculento almoço junto ao rio. Belas sandes de frango e de outras carnes, soberbamente acompanhadas por geladinhas e retemperadoras imperiais, fazem as delícias da maioria dos atletas, caminheiros e restantes acompanhantes.

 

Com a secreta esperança de voltarem a ter um atleta no lote dos medalhados, como já aconteceu por três vezes, os dois Tartarugas aguardam pacientemente pela divulgação das classificações finais, individuais e por escalão. Mas desta vez nenhum de nós foi premiado. Mas também o nível era mais elevado.

 

Terminadas as hostilidades retomamos a Lisboa. Não sem alguma ponta de desilusão por regressar a casa msem qualquer prémio. Esperamos que em 2015 a nossa desilusão se transforme em satisfação.

 

Atletas que concluiram a prova: 177

Vencedor: JOSÉ CARVALHO (Associação Power Running Team: 1:26:03

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº189)

Classificação Geral: 130º - Classificação no Escalão M50: 15º

Tempo Oficial: 2:32:18/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:32:16

Tempo médio/Km: 8m:07s  <=> Velocidade média: 7,39Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº191)

Classificação Geral: 135º - Classificação no Escalão M55: 12º

Tempo Oficial: 2:37:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:37:37

Tempo médio/Km: 8m:24s  <=> Velocidade média: 7,14Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Setembro

  • 14 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
  • 21 - Corrida da Linha (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 11:15

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2 comentários:
De Bruno Fonseca a 8 de Setembro de 2014 às 15:04
Obrigado pela presença e pelas vossas palavras. Bruno Fonseca - Sector de Desporto do Município de Penacova
De Carlos M Gonçalves a 10 de Setembro de 2014 às 00:15
Continuem assim que nós continuaremos a marcar presença.
Obrigado

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