Terça-feira, 7 de Junho de 2016

CORRIDA DO ORIENTE

No rescaldo de um final de semana triste para a nossa equipa as LEBRES E TARTARUGAS marcaram presença em mais uma edição da Corrida do Oriente.

 

No nosso vasto currículo de provas esta é uma das poucas a que o nosso nome está ininterruptamente associado desde 2009.

 

A Corrida do Oriente já não tem o fulgor e procura de outros tempos. O seu ponto mais alto, e apenas durante o período em que participámos, foi em 2011 com 1769 atletas a terminarem a prova principal de dez quilómetros. De então para cá, muito provavelmente pela vasta oferta de corridas de cariz popular, tem decaído o número de atletas que acorrem à zona oriental de Lisboa para disputarem a Corrida do Oriente. No ano passado apenas 1062 atletas terminaram a corrida principal. Este ano por pouco que não se ficou abaixo do milhar de atletas que levaram até ao fim a sua corrida. Terminaram exactamente 1002 corredores, entre mulheres e homens.

 

Mas a concorrência de outras corridas não justifica por si só o aparente virar de costas dos atletas a uma prova que anteriormente atraía tanta gente. A Corrida do Oriente não tem inovado nos últimos anos. Poucas alterações se têm registado no percurso da prova. E quando tal tem acontecido não tem sido para melhor. Aliás cada vez mais se verifica que a Corrida do Oriente é puramente de “ida e volta”. Na zona da antiga Expo 98 não será muito difícil criar um percurso mais interessante, quiçá com a passagem pelas instalações emblemáticas da Exposição Universal como sejam o Pavilhão de Portugal, Oceanário e passeio ribeirinho ao longo do Rio Tejo.

 

Fica a sugestão para o caso de alguém ligado à organização da Corrida do Oriente ler esta nossa crónica.

 

Com o Frederico ainda a recuperar das suas mazelas e das emoções fortes dos últimos tempos, a nossa equipa apresentou-se no Parque das Nações com um conjunto de atletas todos eles já repetentes:

 

  • André Catela
  • Gonçalo Gonçalves
  • Pedro Antunes
  • Carlos Teixeira
  • Carlos Gonçalves

 

A constituição da nossa equipa este ano reflecte o desejo dos Fundadores em assegurarem a renovação e a longevidade das LEBRES E TARTARUGAS. O bichinho está lançado. E lançamos desde já o desafio interno para que na edição de 2017, se a mesma ainda se vier a realizar, possamos apresentarmo-nos com uma comitiva ainda mais alargada. E, como veremos mais à frente, já foi lançado mais um atleta …

 

E, uma vez mais, contámos com a nossa claque de apoio constituída pela Ana Luísa (Treinadora) Catarina e Afonso. Três gerações.

 

Em 2014 a organização decidiu que a Partida e a Chegada se realizassem no mesmo local, junto à Igreja dos Navegantes no Passeio dos Heróis do Mar. Tratou-se de uma decisão acertada dado que facilita a logística dos atletas na procura de um lugar para os seus carros.

 

Tendo recolhido antecipadamente os dorsais os TARTARUGAS combinaram o encontro por volta das nove e um quarto junto à Igreja dos Navegantes. Teríamos tempo para tudo desde a colocação dos dorsais e chips até uma ida de última hora à casa de banho. E, mais importante que tudo, a fotografia de grupo com os atletas a perfilarem-se cheios de ambição consoante os seus objectivos.

WP_20160605_09_35_33_Pro.jpgUns certamente que queriam melhorar as suas marcas nesta corrida. Outros, senão mesmo todos, procuravam disfrutar ao máximo do convívio com outros atletas e transformarem a prova num treino dominical mais animado.

 

Desde logo comentávamos que parecia haver uma menor adesão de atletas. Mesmo com o “speaker” a anunciar cerca de mil e quatrocentas inscrições na realidade viam-se muito menos atletas junto à linha de partida.

 

Notou-se também a ausência da animação habitual dos outros anos nomeadamente dos elementos dos “Toca a Rufar” que normalmente têm marcado presença junto à Partida. Foi uma corrida mais pobre.

 

Quanto é dado o toque de partida começa a confusão habitual. Mas até nesta fase notámos que havia muito menos atropelos do que em anos anteriores.

 

A corrida em si não teve grande história. O percurso é aparentemente fácil. Tirando a passagem pelos túneis ou rotundas, com algumas ligeiras subidas e descidas, basicamente é tudo em plano. Parece fácil mas não é. A nossa experiência diz-nos que em trajectos de “sobe e desce” conseguimos recuperar algumas energias nas fases de pendente negativa. Nas partes planas é “sempre a puxar” e sem lugar a períodos de descanso.

 

Após o ponto de inversão do percurso os quilómetros parece que custam menos a passar. Aliás nem todos têm a mesma duração. Uns são mais curtos e outros mais longos. Por sinal o último quilómetro, que até talvez não tenha tido mil metros, parece sempre o mais comprido.

 

Pelo meio encontramos algumas caras conhecidas que saudamos à sua passagem. Tenta-se estabelecer alguma conversa. Mas tem de ser necessariamente muito curta para não adormecermos e prejudicar a nossa prestação.

 

Com a meta à vista tenta-se recuperar o tempo perdido para trás. E tentam-se mais algumas ultrapassagens de última hora.

 

Como é nossa regra cada TARTARUGA que chega aguarda pelo próximo. Primeiro chegam os Pais Carlos – Catela e Gonçalves. Só depois vêm os filhos. O respeitinho é muito bonito. E apesar de já sermos “cotas”, ou perto disso, temos de fazer valer a nossa experiência. Adoptando o lema da tropa “a antiguidade, ainda, é um posto”…

 

A pouco e pouco chegam os filhos. Gonçalo e André. E por último, supresa das surpresas, chega um par curioso. Pai e Filho, ou seja Pedro e Afonso, cortam a meta ao mesmo tempo.

Afonso e Pedro 1.jpgAfonso e Pedro 2.jpg

Afonso e Pedro 3.jpg

É o lançamento de um novo atleta. Não será nos próximos anos que veremos o “Afonsinho” a aventurar-se por estas experiências. Mas já começa a sentir o que é o magnífico aroma do desporto. E do Suor, também ...

 

Já em repouso tiram-se as habituais fotos de grupo. Como no antigo “slogan” publicitário da Kodak “para mais tarde recordar”…

WP_20160605_11_18_10_Pro.jpg

WP_20160605_11_18_34_Pro.jpg

WP_20160605_11_19_00_Pro.jpg

E cada um segue satisfeito para o merecido repouso. Todos demos o nosso máximo. Se não conseguimos melhor foi porque não pudemos.

 

Atletas que concluiram a prova: 668

Vencedor: SAMUEL FREIRE (Sporting Clube de Portugal) - 0:31:25

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 558)

Classificação Geral: 433º - Classificação no Escalão M6064: 26º

Tempo Oficial: 0:50:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:18

Tempo médio/Km: 5m:02s  <=> Velocidade média: 11,93Km/h (*)

 

GONÇALO GONÇALVES (Dorsal Nº 559)

Classificação Geral: 452º - Classificação no Escalão M0039: 72º

Tempo Oficial: 0:51:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:40

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,84Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 560)

Classificação Geral: 949º - Classificação no Escalão M0039: 126º

Tempo Oficial: 1:09:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:09:33

Tempo médio/Km: 6m:57s  <=> Velocidade média: 8,63Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 561)

Classificação Geral: 348º - Classificação no Escalão M5559: 31º

Tempo Oficial: 0:48:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:06

Tempo médio/Km: 4m:49s  <=> Velocidade média: 12,47Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 562)

Classificação Geral: 707º - Classificação no Escalão M0039: 106º

Tempo Oficial: 0:57:50/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:28

Tempo médio/Km: 5m:45s  <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 43 Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:33

link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. MEIA MARATONA DE S. JOÃO ...

. CORRIDA DOS MOINHOS DE PE...

. REGRESSO ÀS AREIAS

. PALMELA RUN

. CORRIDA DO SPORTING

. Corrida das Fogueiras – O...

. CORRIDA DO ORIENTE - Mant...

. CORRIDA DE SANTO ANTÓNIO

. CORRIDA DE BELÉM

. LISBON ECO MARATHON

.arquivos

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

.links

.subscrever feeds