Domingo, 1 de Novembro de 2015

CORRIDA DO MONTEPIO

100 Corridas.png

 “Quem muito escolhe pouco acerta”. Este ditado pode ser perfeitamente usado para descrever a actual situação das previsões meteorológicas.

 

Há muito anos, quando todos nós ainda éramos umas inocentes e pacatas crianças, fomos habituados a que, depois do telejornal da única estação televisiva que existia na altura em Portugal, os nossos Pais escutassem com grande atenção a rubrica do Tempo apresentada por alguns elementos do Instituto Meteorológico Nacional. A credibilidade das previsões apresentadas era total, não só porque não havia outra alternativa mas também por invariavelmente estavam certas. Mesmo com o advento de novos canais de televisão as previsões continuavam a acertar com o que viria a acontecer, fosse no próprio dia ou fosse nos que imediatamente se seguiriam. É que a fonte continuava a ser a mesma. Hoje em dia qualquer telemóvel do tipo “smartphone” tem instalada, ou à disposição para ser instalada, pelo menos uma aplicação com previsões das condições atmosféricas que iremos ter durante um período mais ou menos alargado. Muitas destas previsões são feitas num qualquer País distante do nosso pelo que o grau de fiabilidade das mesmas baixa consideravelmente.

 

Toda esta conversa serve para registar o que se passou neste último fim de semana de Outubro para o qual estava marcada mais uma edição da Corrida do Montepio. Entrados em força no Outono era perfeitamente admissível esperarmos dias chuvosos e com alguma instabilidade ao nível meteorológico. Seguindo a generalidade das previsões iríamos ter um Sábado chuvoso com umas tréguas no dia seguinte voltando a chuva logo no início de mais uma semana de trabalho na última segunda-feira de Outubro. Pois bem, mas não foi nada disto o que aconteceu. O Sábado até foi parco em precipitação atmosférica. Só que no dia seguinte as contas do S. Pedro foram acertadas começando-se o dia logo com um tempo de invernia com chuva intensa e alguma descida da temperatura. E à hora de início de mais uma edição da Corrida do Montepio a chuva abateu-se impiedosamente e sem quaisquer escrúpulos sobre a cidade de Lisboa. Muito antes da hora da partida já a maioria dos atletas presentes no Rossio ou nas suas imediações se encontrava encharcada até aos ossos. Alguns ainda se conseguiram proteger da chuva vestindo um impermeável disponibilizado pela organização. Mas o mal já estava feito.

 

Feitos que nem pintos as atletas aguardavam pelo início da terceira edição da Corrida do Montepio. Dois Tartarugas – Frederico e Carlos Teixeira – aprontavam-se para mais uma corrida de estrada disputada na zona ribeirinha de Lisboa. Embora não estivesse nos seus planos o Carlos Gonçalves apareceu à última hora a juntar-se aos seus amigos para igualmente cumprir esta prova. O Pedro Antunes tinha dois dorsais disponíveis de dois amigos que não podiam participar. Assim convidou um amigo e o seu Sogro (Carlos Gonçalves, para os mais desatentos e desinformados) a fim de preencher aquelas vagas. De um modo não previsto deu-se o reencontro dos três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS com o Carlos Gonçalves a correr com o dorsal do Ricardo Farinha. Aliás o Pedro tinha como recomendação do seu amigo Farinha dar o dorsal ao sogro para ficar com um tempo bem abaixo da uma hora para no próximo ano partir de um bloco mais adiantado.

 

Como vem sendo prática habitual em provas com um elevado número de inscrições a organização decidiu criar blocos de partida diferenciados em função dos tempos expectáveis para cada atleta. Assim tivemos um primeiro grupo a partir à frente formado por atletas com um tempo abaixo dos quarenta minutos. Este era sem qualquer dúvida o grupo dos “craques” e dos favoritos à vitória final. Seguir-se-lhes-ia um segundo lote, dos denominados sub-50, com hora de partida desfasada do grupo inicial. O grupo dos sub-60, no qual se incluía o Frederico, o Carlos Gonçalves e o Carlos Teixeira, partiu com mais de dois minutos de diferença relativamente aos primeiros atletas. E finalmente tínhamos os +60 onde se integrava o Pedro e o seu amigo Gustavo. Esta foi uma decisão bastante acertada e nada penalizadora para todos os concorrentes dado que a classificação final iria ser feita em função dos tempos dos chips. Aliás este modelo já foi também adoptado na Corrida São Silvestre de Lisboa.

 

Esta corrida é essencialmente de confraternização e onde o factor competitivo fica um pouco relegado para segundo plano. Grande parte dos atletas presentes não tem grande experiência em corridas pelo que o espírito primordial é o de disfrutarem uma salutar prática desportiva em comunhão de esforço com os seus “pares” em igualdade de condições e de objectivos. E, apesar de já sermos atletas com uma larga experiência em provas de atletismo, integrámo-nos perfeitamente neste espírito. Se pudéssemos fazer um tempo melhor ainda bem. Mas se tal não acontecesse tudo bem também. A grande aglomeração de atletas tanto à partida como à chegada, bem como ao longo de toda a prova, fez-nos lembrar um pouco o ambiente reinante no Grande Prémio de Natal e, sobretudo, da São Silvestre de Lisboa.

 

Durante toda a prova, e para extrema felicidade do Frederico, a chuva não nos largou. De tal modo que os dois abastecimentos de água previstos até nem foram utilizados por alguns atletas. Como a temperatura não apertava, o Sol não marcava presença, e tínhamos água em abundância vinda do céu, nem todos sentiram necessidade em ingerir qualquer suplemento líquido. Aliás água era o que não faltava em nosso redor. Ela estava em todo o lado.

 

No final da corrida, e apesar de terem combinado como local de reencontro as arcadas do lado Poente do Terreiro do Paço junto ao antigo Ministério do Exército, de facto o reagrupamento da nossa equipa não se consumou. A confusão era grande. E o facto do Carlos Gonçalves ter ficado à espera do Pedro e do seu amigo Gustavo teve como consequência o não reencontro do grupo. Como a chuva continuava a cair de forma copiosa e determinada, tendo como aliado algum frio mais parecendo que estávamos em Dezembro, cada um seguiu o seu caminho de regresso aos seus carros estacionados algures perto do Rossio. As esplanadas do Terreiro do Paço, normalmente preenchidas por muitos dos Turistas que habitualmente visitam a bela cidade de Lisboa, estavam desabitadas muito por culpa das condições meteorológicas. Por breves instantes serviam de local de recuperação de alguns atletas e também para registo para a posteridade após a sua prova.

IMG_0119.JPGNão tendo sido possível juntar o nosso grupo para a fotografia de conjunto fica apenas registada a foto de família Carlos Gonçalves/Pedro Antunes.

IMG_0121.JPG

Atletas que concluiram a prova: 4878

Vencedor: EMANUEL ROLIM (Sport Lisboa e Benfica) - 0:30:39

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº54\4)

Classificação Geral: 2679º/Classificação no Chip: 2874º - Classificação no Escalão V50: 197º

Tempo Oficial: 0:56:52/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:04

Tempo médio/Km: 5m:36s <=> Velocidade média: 10,70 Km/h(*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº5415)

Classificação Geral: 1010º/Classificação no Chip: 997º - Classificação no Escalão V50: 74º

Tempo Oficial: 0:47:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:52

Tempo médio/Km: 4m:41s <=> Velocidade média: 12,80 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº485)

Classificação Geral: 1358º/Classificação no Chip: 1373 - Classificação no Escalão V50: não considerado

Tempo Oficial: 0:49:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:41

Tempo médio/Km: 4m:52s <=> Velocidade média: 12,32 Km/h(*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº750)

Classificação Geral: 4405º/Classificação no Chip: 4471 - Classificação no Escalão Sénior M: 922º

Tempo Oficial: 1:10:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:09:31

Tempo médio/Km: 6m:57s <=> Velocidade média: 8,63 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 3 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 11 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 18 - Maratona de Lisboa (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 25 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Trail Nocturno de Bucelas - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 19:40

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