Terça-feira, 15 de Maio de 2012
MINI-TRAIL CASTELO DE ABRANTES

Numa contínua procura de novos desafios estreámo-nos este fim de semana no TRAIL CASTELO DE ABRANTES. Não sabendo aquilo que nos esperava jogámos um pouco à defesa e optámos pela variante mais curta com cerca de quinze quilómetros. E jogámos à defesa duplamente. Por um lado considerámos que uma prova designada por "TRAIL" exige dos atletas um esforço muito superior ao de uma vulgar corrida, mesmo que em montanha. São inúmeros os obstáculos que nos surgem em cada momento, desde íngremes e "pedregosas" escaladas até às mais radicais e perigosas descidas onde todo o cuidado é pouco de modo a preservarmos a nossa integridade física. E, ainda por cima, numa semana em que o Verão decidiu mostrar o seu cartão de visita esperando nós um domingo quente e bem demolidor para qualquer prova. Felizmente que durante praticamente toda a prova o sol escondeu-se envergonhadamente por trás das núvens.

 

Por outro lado o percurso também nos dispensava zonas bem refrescantes. Bem cedo tivémos oportunidade para refrescar os pés ao atravessarmos a primeira linha de água. E durante grande parte da prova corremos no meio da vegetação proporcionando-nos largos momentos de sombra. Contrariamente à maioria das provas "off the road" começámos a correr a uma cota mais baixa terminando no alto do Castelo de Abrantes. Tendencialmente foi sempre a subir. O gráfico altimétrico era simplesmente assustador. Nos últimos quinhentos metros tínhamos de vencer um desnível aproximado de 100 metros.

 

Mas é disto que nós gostamos. Pelo menos assim o entenderam os nossos dois atletas presentes. Fartos do cheiro e da aridez do alcatrão, bem como da monotonia e da poluição urbana, identificamo-nos cada vez mais com este tipo de provas. E mais do que corridas de montanha os "trails" são uma sucessão de obstáculos a vencer: umas vezes a correr, outras, muitas, a andar e algumas até quase a rastejar. Acima de tudo o que queremos é chegar ao fim nas melhores condições possíveis.

 

E como os abastecimentos não eram em grande quantidade os atletas tiveram de se precaver transportando consigo suplementos líquidos e sólidos que irão consumir a qualquer instante. Deste modo aumentam as nossas dificuldades com o transporte de um peso adicional.

 

Estas provas são simultaneamente de corrida/marcha e de orientação pelo que todo o cuidado é pouco. Não nos podemos distrair pois, quando nos damos conta, já nos perdemos. Nunca largar de vista as fitas e as placas sinalizadoras que estão propositadamente presentes ao longo de todo o percurso. E, mesmo com muita atenção, de vez em quando lá nos enganamos. E por vezes até chega a ser um engano em grupo. O pior é o que aconteceu com um de nós que fez praticamente todo o percurso em perfeita solidão sem a companhia de outros atletas. Desde o primeiro abastecimento até perto de Alferrarede que não via mais ninguém, tanto à frente como atrás. O que interessava era que continuava a ver as fitas sinalizadoras. Pelo menos estava só mas não PERDIDO.

 

O percurso até se revelou bem mais fácil do que seria de esperar. Com o Castelo de Abrantes em "linha de mira" só pensávamos em vencer mais este derradeiro, e porventura mais difícil, obstáculo. Esperavam-nos cerca de 500 metros sempre a subir num trilho que anteriomente já tínhamos vislumbrado do autocarro que nos levou desde Abrantes até ao ponto de partida em Casal das Mansas.

 

Apesar de dura a prova até não foi tão difícil quanto esperávamos. Fez-se relativamente bem, quer a andar quer a correr. E com maior ou menor esforço inscrevemos o nome das LEBRES E TARTARUGAS num novo evento. E já decidimos retornar a Abrantes em 2012, a menos  que esta corrida venha a ser eliminada. E até talvez "alguém" (quem será???) se abalance à prova dos 35 quilómetros. Porque depois dos Trilhos do Almourol já estamos preparados psicologicamente para tudo. Ou para quase tudo ...

 

Com um número muito curto de atletas no "Mini-trail" (44 à chegada) o risco de chegar em último era muito grande. Mas ainda não foi desta que quebrámos o nosso lema:"Não ficar em primeiro nem último para não dar nas vistas". E ficámos globalmente bem posicionados na tabela classificativa.

 

Já temos no horizonte as próximas provas de montanha: "Corrida entre Serra e Mar" e"Escalada do Mendro". Decididamente que já não nos metem medo muito por força de já nos serem conhecidas.

 

Neste próximo fim de semana regressamos ao alcatrão.

 

Atletas que concluiram a prova: 44

Vencedor: Marco Franco: 1:20:06

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº52)

Classificação Geral: 32º - Classificação no Escalão M45: Não divulgada

Tempo Oficial: 2:24:08/Tempo Cronometrado Individualmente: 2:23:51

Tempo médio/Km: 9m:35s  <=> Velocidade média: 6,26Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES(Dorsal Nº53)

Classificação Geral: 20º - Classificação no Escalão M55: Não divulgada

Tempo Oficial: 1:53:49/Tempo Cronometrado Individualmente: 1:53:34

Tempo médio/Km: 7m:34s  <=> Velocidade média: 7,92Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados individualmente

 

Calendário para o mês de Maio 

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona Internacional de Setúbal - 21, 0975 Km
  • 13 - Mini Trail Castelo de Abrantes - 15 Km
  • 20 - Corrida Direito Rugby Europcar (Lisboa) - 10 Km
  • 27 - Corrida do Guincho - Entre Serra e Mar (Janes) - 15 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 11:58
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
MEIA MARATONA DE SETÚBAL

De novo em acção e justamente para a última Meia Maratona antes do "defeso" das férias de Verão.

 

Em 2011 celebrámos em Setúbal as cinquentas provas em que conjuntamente estes três atletas participaram desde o início da aventura no já longínquo ano de 2009. A edição deste ano coincidiu com o cinquentésimo sexto aniversário da nossa tartaruga mais avançada na idade. E para celebrar esta data a equipa compareceu na sua máxima força na cidade do Sado.

 

A Meia Maratona Internacional de Setúbal não é uma corrida particularmente interessante em termos do percurso. No entanto não há muitas meias maratonas daí que seja importante aproveitar ao máximo as provas que teimosamente ainda se vão mantendo no nosso calendário, até porque as TARTARUGAS já não se satisfazem com meras corridas de 10 ou de 15 quilómetros. Ambicionamos mais ...

 

Depois de alguns fins-de-semana em que a meteorologia optou por contrariar as expectativas primaveris eis que neste primeiro domingo de Maio o Sol decidiu reaparecer em toda a sua plenitude. E logo nesta prova conhecida por ter um percurso bastante "árido" e sem sombras significativas. A chuva intensa de 2011 pertence ao passado. Todos aqueles atletas que sofrem com o calor tiveram certamente um domingo para esquecer.

 

Sendo praticamente plano por isso mesmo o percurso não deu grandes tréguas aos atletas. Até ao ponto de viragem, entre os onze e os doze quílómetros, é sempre a subir, depois de deixarmos a fase inicial dentro de Setúbal. Mas, à medida que vamos avançando na distância, cada vez mais os quilómetros parecem mais compridos. Principalmente quando reentramos na Avenida Luísa Todi, a cerca de três mil metros da meta, nunca mais vemos "o fundo ao tacho". É certo que as forças nos começam a faltar mas a ânsia por realizarmos um bom tempo dão-nos um maior desgaste tanto físico como psicológico. Principalmente para aqueles que estabeleceram metas muito ambiciosas para esta corrida. Desde melhorar o tempo de uma meia maratona até  fixar como objectivo uma marca na casa da uma hora e quarenta e cinco minutos.

 

Mais um dever cumprido. Os nossos três atletas estiveram uma vez mais à altura dos seus pergaminhos. Contra tudo e contra todos lutaram até à exasutão e ao limite das suas forças.

 

O único reparo que temos de fazer à organização relaciona-se com o facto de terem permitido que se realizassem em simultâneo as partidas da meia maratona e da caminhada. Só por volta do primeiro abastecimento, junto ao glorioso Estádio do Bonfim, é que os semi maratonistas encontraram caminho livre para a sua corrida. É desejável que, à semelhança de outras corridas, partam em primeiro lugar os atletas da principal prova competitiva.

 

Atletas que concluiram a prova: 786 (723 em 2011)

Vencedor: Bruno Paixão (AC Portalegre): 1:06:45

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº482)

Classificação Geral: 728º - Classificação no Escalão M45: 103º

Tempo Oficial: 2:10:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:09:55

Tempo médio/Km: 6m:09s  <=> Velocidade média: 9,74Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº595)

Classificação Geral: 578º - Classificação no Escalão M50: 54º

Tempo Oficial: 1:54:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:38

Tempo médio/Km: 5m:23s  <=> Velocidade média: 11,14Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE MEIA MARATONA

 

CARLOS GONÇALVES(Dorsal Nº596)

Classificação Geral: 435º - Classificação no Escalão M55: 34º

Tempo Oficial: 1:45:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:45:05

Tempo médio/Km: 4m:59s  <=> Velocidade média: 12,05Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE MEIA MARATONA

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Maio

 

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona Internacional de Setúbal - 21, 0975 Km
  • 13 - Mini Trail Castelo de Abrantes - 15 Km
  • 20 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km
  • 27 - Corrida do Guincho - Entre Serra e Mar (Janes) - 15 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 00:03
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
CORRIDA DO 1º DE MAIO

Esquecida a corrida do SLB as TARTARUGAS voltaram a entrar em cena com a participação na Corrida Internacional do 1º de Maio em Lisboa. Apesar de encarnar o mesmo espírito da Corrida da Liberdade estivemos em presença de uma prova bem melhor organizada, fazendo jus à designação de “Corrida Internacional”.

 

E esta corrida, como por mais de uma vez já referido, tem o grande aliciante de começar e terminar na Pista de Atletismo do Campo de Futebol do renovado Estádio 1º de Maio. É o momento de glória de todos os atletas ao concluírem a prova após terem efectuado uma “meia volta” de honra à pista fazendo-nos momentaneamente sonhar que estamos a completar e a vencer uma corrida dos Jogos Olímpicos do nosso imaginário. Mesmo que não haja muito público a torcer por nós interiormente ouvimos o Estádio todo em pé a aplaudir-nos. Também é bom sonhar …

 

De ano para ano a adesão popular é cada vez maior, o que constitui um bom sinal nos tempos que correm. Sem grande novidade no percurso relativamente às edições anteriores sabíamos desde logo que a primeira metade da corrida era predominantemente a descer até perto do Terreiro do Paço. Portanto tínhamos de aproveitar este balanço e aumentar o ritmo para amealharmos alguma vantagem que se viria a revelar muito útil quando tivéssemos de enfrentar os cerca de três quilómetros de subida ao longo da Almirante Reis até à Praça do Areeiro/Francisco de Sá Carneiro. Estranhamente desta vez até foi fácil, ou mais fácil do que poderíamos esperar. Já por mais de uma vez que percorremos este troço, mormente na Maratona de Lisboa. E por estarmos, porventura, melhor preparados psicologicamente para este obstáculo ele até deixou de ser o grande “papão” de edições anteriores. Esta longa subida acabou por ser resolvida praticamente ao mesmo ritmo das Avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade. E como corolário desta abordagem os tempos finais foram bastante bons.

 

No entanto, apesar de bem organizada, a Corrida do 1º de Maio teve alguns pontos negativos dos quais se salienta um primeiro abastecimento de água muito tarde, entre o sexto e o sétimo quilómetro, e deficiente indicação dos quilómetros da corrida. Até parece que alguns desapareceram. Como facto positivo registamos a grande presença de elementos afectos à Organização ao longo de todo o percurso quer para darem indicações importantes como por onde deveríamos seguir mas também para nos incentivarem e aplaudirem o nosso esforço. Parece-nos também que o percurso ficou encurtado em cerca de trezentos metros. Provavelmente, e à semelhança do ano passado, dever-se-ia ter chegado ao Terreiro do Paço e não cortado antes. Fica no ar a dúvida.

 

Aprendemos no ano passado que não é boa estratégia partir logo na linha da frente pois deste iríamos passar grande parte da corrida a ser ultrapassados. Assim este ano escolhemos um lugar mais recatado o que também nos permitiu, de alguma forma, fugir à confusão e aos atropelos que normalmente acontecem.

 

A chuva apareceu com grande intensidade uns minutos antes do “tiro de partida” e acompanhou-nos até ao final do troço da avenida da República. Depois desapareceu como que por encanto. Já nos tinha encharcado em demasia permitindo-nos realizar grande parte da prova sem mais este contratempo.

 

Fruto da grande adesão de atletas estivemos sempre bem acompanhados até ao “sprint” final. Num derradeiro esforço, e sem sequer olhar para o cronómetro, fixamos o nosso olhar na linha da meta e concentramo-nos em ultrapassarmos todos aqueles que estiverem ainda ao nosso alcance.

 

Mais uma vez podemos utilizar uma das nossas frases feitas: “cansados mas felizes”. Muito felizes dado que, após consulta aos nossos cronómetros, verificamos que fizemos um tempo “canhão” comparativamente com as nossas anteriores prestações em corrida de quinze quilómetros. Dois novos recordes individuais foram estabelecidos. É acima de tudo o resultado da nossa intensa preparação ao longo destes últimos meses desde que regressámos à actividade depois das férias de Verão.

 

Atletas que concluiram a prova: 1442 (1207 em 2011)

Vencedor: Dadi Fikru (Etiópia): 0:44:29

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº1051)

Classificação Geral: 776º - Classificação no Escalão M50: 102º

Tempo Oficial: 1:14:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:14:08

Tempo médio/Km: 4m:57s  <=> Velocidade média: 12,14Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 15 KM

 

CARLOS GONÇALVES(Dorsal Nº1052)

 

Classificação Geral: 545º - Classificação no Escalão M55: 56º

Tempo Oficial: 1:10:02/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:09:43

Tempo médio/Km: 4m:39s  <=> Velocidade média: 12,91Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 15 KM

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Maio

 

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona Internacional de Setúbal - 21, 0975 Km
  • 13 - Mini Trail Castelo de Abrantes - 15 Km
  • 20 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km
  • 27 - Corrida do Guincho - Entre Serra e Mar (Janes) - 15 Km



publicado por Carlos M Gonçalves às 21:06
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
CORRIDA DO SLB

 

Em 2009, quando começámos esta nossa aventura no atletismo, participámos na quarta edição da Corrida do SPORT LISBOA e BENFICA. Foi uma experiência nova, assim como foram todas as outras corridas que disputámos. Tudo era novidade e tudo nos estimulava. Não obstante dois dos três atletas que formam as LEBRES E TARTARUGAS estarem ligados emocionalmente ao "glorioso", tínhamos decidido nesse ano que não voltaríamos a participar nesta prova. Um pouco desorganizada, e muita confusão à partida e à chegada, foram motivos bastantes para não voltarmos a repetir esta corrida. Nem mesmo a passagem pelo relvado do Estádio da Luz - A CATEDRAL - nos motivou a repetir esta corrida.

 

No entanto neste grupo nada é considerado como definitivo. À última hora os dois "benfiquistas" do coração decidiram, e bem, voltar a inscreverem-se na Corrida do Benfica até porque tínhamos uma vaga no nosso calendário sem qualquer prova para este fim de semana. E vieram reforçados por um atleta que parece decidido a vestir definitivamente a camisola das TARTARUGAS.

 

A confusão manteve-se, quer à partida quer durante a corrida, muito por fruto da elevada participação de atletas. Só na prova dos dez quilómetros foram mais de três mil a terminarem a corrida.

 

Com um percurso bastante idêntico ao de 2009, longe de ser fácil com algumas subidas suaves mas bastante desgastantes, e uma entrada "bem perigosa" no perímetro do complexo desportivo das águias, é da mais elementar justiça realçar a qualidade dos abastecimentos de água. Com cerca de 2,5 km de intervalo ninguém terá certamente ficado privado do precioso líquido, até porque a certa altura o Sol decidiu marcar presença, ainda que timidamente mas a deixar as suas marcas.

 

Ao longo de toda a prova tivémos continuamente de ultrapassar inúmeros atletas o que prejudicou em parte o resultado final. Raramente conseguíamos correr a direito e sem termos de ultrapassar os corredores mais lentos. E no último quilómetro a situação ainda se agravou mais pois encontrámos muitos participantes da corrida/caminhada de 5 quilómetros. Apesar de tudo ainda conseguimos melhorar os nossos tempos individuais relativamente a 2009 e registar umas das nossas melhores marcas indiviuais na distância.

 

Apesar de terminar num local bastante apertado a organização empenhou-se, e conseguiu, para que não se verificassem os problemas que normalmente acontecem quando uma prova termina num local mais congestionado. O único ponto verdadeiramente negativo foi a chuva que se fez sentir após termos terminado a nossa corrida. Mas a isto a organização foi alheia. Se pudéssemos escolher preferíamos que a chuva se fizesse aparecesse durante a corrida e não no período de repouso e de recuperação dos atletas.

 

Em suma ficámos bastante satisfeitos com a corrida deste ano. E talvez a CORRIDA DO SLB reentre no nosso mui preenchido calendário competitivo.

 

Atletas que concluiram a prova: 3306

Vencedor: Bruno Jesus (Maia AC): 0:30:37

 

BARTOLOMEU SANTOS (Dorsal Nº4936)

Classificação Geral: 1208º - Classificação no Escalão M20: 594º

Tempo Oficial: 0:51:11/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:20

Tempo médio/Km: 5m:08s  <=> Velocidade média: 11,67Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº4937)

Classificação Geral: 2196º - Classificação no Escalão M45: 264º

Tempo Oficial: 0:58:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:35

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,60Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº4935)

Classificação Geral: 1006º - Classificação no Escalão M55: 58º

Tempo Oficial: 0:49:35/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:19

Tempo médio/Km: 4m:46s  <=> Velocidade média: 12,57 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do mês de Abril

  • 1 - Trilhos de Almourol (Aldeia do Mato/Entroncamento) - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 1 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km => Carlos Teixeira
  • 15 - Cascais/Oeiras/Lisboa - 20 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
  • 29 - Corrida do SLB (Lisboa) - 10 Km

Calendário para o mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 6 - Meia Maratona Internacional de Setúbal - 21, 0975 Km
  • 13 - Mini Trail Castelo de Abrantes - 15 Km
  • 20 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => a confirmar
  • 27 - Corrida do Guincho - Entre Serra e Mar (Janes) - 15 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:56
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 28 de Abril de 2012
CORRIDA DA LIBERDADE

Comemorava-se neste dia o trigésimo oitavo aniversário do 25 de Abril. A Corrida da Liberdade repetia-se pela 35ª vez. E com a actual crise cada vez mais a maioria das pessoas se lembra desta data tão importante e carregada de um tão elevado simbolismo e imagem de esperança. E as TARTARUGAS resolveram este ano associarem-se desportivamente à comemoração do Dia da Liberdade.

 

Apesar de já estarmos no final de Abril o dia apresentava-se bastante frio e com alguma chuva e vento à mistura. Mais parecia que estávamos numa manhã de Novembro ou mesmo de Dezembro. Mas nada atemoriza e desmotiva estes atletas que bem cedo, e com mais de uma hora de avanço, se encontraram à saída da estação do Metro na Pontinha.

 

Algumas caras conhecidas, principalmente os mais resistentes, juntaram-se sob o telheiro onde se realiza o mercado local para levantarem os respectivos dorsais e também para se protegerem do frio.

 

A partida estava marcada para o Quartel do Regimento de Engenharia. Ao som das Canções do José Afonso, Fausto e outros cantores símbolos da Revolução de Abril, os atletas iam-se agrupando e confraternizando imbuídos de algum espírito revolucionário, como se impunha. Aliás como dizia o "speaker" esta prova tratava-se de uma corrida de confraternização e não de competição. E este espírito verificou-se logo de início. Ao levantarmos os dorsais verificámos que não nos era disponibilizado qualquer "chip" essencial para o controlo dos tempos e das classificações. E à medida que o tempo ia passando apercebíamo-nos do ambiente reinante. Com a hora da partida inicialmente marcada para as 10 horas e 30 minutos éramos informados que a mesma se realizaria por volta dessa hora. Mais ou menos.  Após um largada de pombos correios coube à Presidente da Câmara Municipal de Odivelas dar o dar o "tiro de partida", e de um modo o mais informal possível: "UM DOIS TRÊS PARTIDA".

 

Consumada a "largada" dos atletas  estes lançaram-se ao ataque. A maioria dos participantes, habituados à competição, necessita de alguma adrenalina para encararem com algum entusiamo estas corridas. O percurso já era bem conhecido de anteriores edições da Corrida do Metro. Por volta do quilómetro seis, em pleno Campo Grande, tivémos o único abastecimento de água. Viu-se que as pessoas envolvidas nesta operação não estavam muito habituadas a esta logística. A zona do abastecimento estava de tal modo discreta que houve mesmo atletas que nem sequer chegaram à água. Este acidente de percurso não teve repercussões graves atendendo a que o calor não se fez sentir.

 

À passagem pela Praça do Duque de Saldanha inicia-se a aguarda, e já conhecida, descida até ao final. Chegados aos Restauradores lá se vislumbrava o insuflável indicativo da meta. Mas, como já se esperava, não haveria qualquer controlo quer de tempos quer de calssificação final.

 

Apesar de todas estas vicissitudes podemos considerar como bem empregue o tempo dispendido nesta manhã de feriado. Foi mais um treino em grupo do que uma prova de atletismo. E no próximo ano voltaremos? Talvez, mas tudo depende das alternativas que se colocarem então à nossa disposição.

 

Com uma participação recorde, segundo revelava a organização, apenas podemos apresentar os tempos individualmente registados por cada um dos nossos atletas.

 

Segue-se a Corrida do Benfica a fechar o mês de Abril. E no 1º de Maio voltaremos à competição para celebrar mais uma data histórica carregada de simbolismo para as classes trabalhadoras. Mas desta vez será uma prova a sério.

 

BARTOLOMEU SANTOS

Tempo Cronometrado: 0:50:41

Tempo médio/Km: 5m:08s  <=> Velocidade média: 11,67Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA

Tempo Cronometrado: 0:58:12

Tempo médio/Km: 5m:17s  <=> Velocidade média: 11,34Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA

Tempo Cronometrado : 0:53:01

Tempo médio/Km: 4m:49s  <=> Velocidade média: 12,45Km/h (*) 

 

CARLOS GONÇALVES

Tempo Cronometrado: 0:49:19

Tempo médio/Km: 4m:36s  <=> Velocidade média: 13,02Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Abril

  • 1 - Trilhos de Almourol (Aldeia do Mato/Entroncamento) - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 1 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km => Carlos Teixeira
  • 15 - Cascais/Oeiras/Lisboa - 20 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
  • 29 - Corrida do SLB (Lisboa) - 10 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 21:30
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
ESTAFETA CASCAIS OEIRAS LISBOA - 73ª Edição

Tal como há um ano atrás as TARTARUGAS decidiram participar na prova em linha integrada na Estafeta Cascais-Oeiras-Lisboa. Gorada a possibilidade de inscrevermos também uma equipa para a corrida de Estafeta recrutámos, à última hora, um reforço que veio assim engrossar a nossa representação. E que reforço. Apesar de ser a primeira vez que participava numa corrida oficial obteve um desempenho extraordinário afirmando-se como o nosso segundo atleta mais rápido nesta corrida. É certo que tem um bom par de anos a menos do que qualquer um de nós. Mas a sua juventude não explica tudo. Temos aqui um atleta em potência. Vamos a ver se nos acompanhará mais vezes.

 

Sendo uma das mais antigas provas de atletismo de Portugal regressou no ano passado com a novidade da corrida em linha simultaneamente com a prova de estafeta. Num cenário de crise instalada e com algumas provas a serem anuladas é com grande satisfação que testemunhamos a realização das corridas mais emblemáticas e, ainda por cima, com uma maior adesão relativamente a 2011.

 

Apesar de já estarmos em plena Primavera, a chuva, o vento e o frio mais faziam parecer que tínhamos recuado até Novembro ou Dezembro. E fazer uma corrida ao longo da marginal com estas condições meteorológicas era desde logo um cenário um pouco assustador. Felizmente que o pouco vento que se fez sentir até foi pelas costas ajudando mesmo os atletas durante a parte inicial do percrurso. E a chuva só decidiu aparecer já no último quarto da prova. E mesmo assim durou pouco.

 

A generalidade dos atletas imprimiu desde logo um ritmo bem vivo à corrida. Os quilómetros até custaram menos a passar. Este é, sem dúvida, um sinal da boa preparação que cada vez mais se nota na generalidade dos habituais participantes neste tipo de manifestações desportivas. O percurso não escondia grandes segredos até porque a maioria do traçado é comum a outras corridas que se vão realizando nesta zona. Como ponto mais difícil temos a subida para o Alto da Boa Viagem mas, a partir desse ponto, praticamente terminam as grandes dificuldades: é sempre a descer ou em plano. Mas relembra-se que a marginal não é fácil. Sendo maioritariamente plana não nos dá qualquer tipo de descanso. Ao menos sempre que há uma subida logo temos a seguir uma boa descida para recuperação das energias e de algum fôlego. A fatídica recta desde o Dafundo até à zona da meta até pareceu agora mais fácil e bem mais curta.

 

Realça-se a boa forma dos TARTARUGAS com o estabelecimento de dois novos recordes na distância e de um segundo melhor tempo. Obviamente sem deixar passar em claro a excelente prestação no nosso "estreante" BARTOLOMEU SANTOS.

 

Atletas que concluiram a prova: 551 (409 em 2011)

Vencedor: Marco Gomes (CCR Alto do Moinho): 1:08:24

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº 258)

Classificação Geral: 447º - Classificação no Escalão M45: 59º

Tempo Oficial: 1:56:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:56:43

Tempo médio/Km: 5m:50s  <=> Velocidade média: 10,28Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 257)

Classificação Geral: 287º - Classificação no Escalão M50: 29º

Tempo Oficial: 1:43:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:43:39

Tempo médio/Km: 5m:11s  <=> Velocidade média: 11,58Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 20 KM

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº256)

Classificação Geral: 229º - Classificação no Escalão M55: 20º

Tempo Oficial: 1:40:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:39:50

Tempo médio/Km: 4m:59s  <=> Velocidade média: 12,02Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 20 KM

 

BARTOLOMEU SANTOS (Dorsal Nº763)

Classificação Geral: 277º - Classificação no Escalão M20: 109º

Tempo Oficial: 1:43:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:42:48

Tempo médio/Km: 5m:08s  <=> Velocidade média: 11,67Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Abril

  • 1 - Trilhos de Almourol (Aldeia do Mato/Entroncamento) - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 1 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km => Carlos Teixeira
  • 15 - Cascais/Oeiras/Lisboa - 20 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 21:04
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
TRILHOS DO ALMOUROL

E subitamente as TARTARUGAS ficaram completamente desmembradas. Um dos atletas ficou a tomar conta dos filhos. Outro dedicou-se à Corrida dos Sinos, cuja crónica já foi publicada. O terceiro, o mais velho e talvez por isso o mais "maluco", optou por participar nos Trilhos do Almourol. E logo na sua dimensão máxima. Talvez seja um sinal de senilidade e de que caminha a passos largos para a segunda infância.

 

Mas atenção que esta separação apenas se verificou neste fim de semana. Na próxima prova voltaremos a reagruparmo-nos.

 

A participação nos trilhos do Almourol já tinha sido equacionada há dois anos. Nessa altura o Frederico e o Carlos Gonçalves discutiram bastante a inscrição nesta prova, na modalidade dos mini-trilhos então com 19 quilómetros de distância. Como ninguém deu o derradeiro passo em frente acabámos por ficar em terra. Em 2010 ainda chegámos a estar inscritos mas, devido à coincidência com a Corrida dos Sinos, optámos por adiar a nossa participação nos Trilhos. Mas desde logo decidi que em 2012 ir-me-ia inscrever nos Trilhos do Almourol. E como "o sonho comanda a vida" decidi este ano abalançar-me à prova da maior distância. Como já tinha cumprido um sonho antigo de concluir uma Maratona senti que tinha de abraçar novos desafios. E este foi o momento próprio. A vida é feita de desafios. E enquanto tivermos desafios pela frente a nossa existência continua a fazer todo o sentido.

 

Tomada a decisão de participar nos Trilhos do Almourol sabia que o desafio e o risco eram bastante grandes. O nível competitivo esperado era muito alto donde a probabilidade de ficar em último era enorme. Mas nem mesmo assim este atleta desmoreceu e se encolheu. O caminho mais fácil seria optar pelos Mini-trilhos. Mas tomei conscientemente a decisão de arriscar e abalançar-me à prova principal.

 

A aventura começou bem cedo neste primeiro domingo de Abril. Ainda era noite quando nos fizémos à estrada rumo ao Entroncamento.

 

Como o local da partida da prova dos Trilhos era longe tínhamos de seguir viagem num dos vários autocarros colocados à nossa disposição. E logo aqui se verificou que a organização não tinha deixado nada ao acaso. Cada atleta tinha um autocarro próprio de acordo com o número do respectivo dorsal.

 

Chegados à Aldeia do Mato, e depois de "descarregados" os atletas, foi feito o controlo um a um dos presentes à partida, para que ninguém faltasse à chegada. Seguiu-se um breve "briefing" sobre o modo como iria decorrer a prova.

 

Os Trilhos do Almourol começam com uma vista magnífica sobre a albufeira da Barragem do Castelo do Bode. Estavam reunidas condições meteorológicas propícias a um bom desempenho: pouco sol, muitas núvens e temperatura próxima do ideal (nem frio nem calor). Com um início bastante fácil cedo verificámos que o propósito de conseguir fazer toda a corrida a correr iria logo cair por terra. Com a primeira subida, do tipo "single trek", deparámo-nos com o primeiro engarrafamento. Como alguém dizia "parece o IC 19 à hora de ponta". E também bem cedo concluímos que não estávamos a participar numa Maratona "off the road" mas sim num percurso de aventura mais do tipo "trekking" em que por vezes até conseguimos correr. Refeito o objectivo deveríamos passar a encarar esta prova mais como um teste às nossas capacidades levadas até ao limite tanto físico como psicológico. O lema era gerir o percurso troço a troço sem nunca pensar no que ainda faltava até ao final.

 

Foi um percurso muito belo e simultaneamente bastante exigente. Preparados para qualquer acidente de percurso, não tendo escapado a uma escorregadela que deixou marcas no cotovelo esquerdo, foi necessário também um grande espírito de entre-ajuda entre todos os atletas. Muitas "escaladas" e várias descidas radicais foram uma constante. Com a chegada a Constância sentimos que tínhamos cumprido a primeira parte da parte corrida, muito provavelmente a mais difícil e mais desgastante. A partir de aqui começávamos a contagem decrescente dos quilómetros. Desistir agora "NUNCA".

 

Após uma passagem pelo perímetro militar de Tancos dirigimo-nos para a margem norte do Rio Tejo. A calmaria deste cenário constituía um bom tónico para o que nos esperava e permitia-nos alguns momentos de descanso activo. Entrando no percurso dos caminheiros, após a estação ferroviária de Almourol, a organização tinha preparada uma grande partida para os atletas dos Trilhos e dos Mini-trilhos: um dos pontos de controlo estava precisamente colocado no alto do Castelo de Almourol. Foi uma oportunidade para visitar esta bela edificação plantada em pleno rio Tejo. Mas para tal tínhamos de passar por uma ponte militar implantada propositadamente para este fim. Mas tínhamos também de vencer os pedregulhos ponteagudos e colocados de forma irregular dificultando o acesso ao caminho que nos permitiria chegar ao Castelo. E à volta mais pedregulhos e uma ponte improvisada com um estrado em madeira sobre bidões.

 

É perto da chegada a mais um ponto de controlo e de abastecimento na localidade de Tancos que aparecem os primeiros sinais de desgaste físico. As cãibras ameaçam os músculos doridos. Notei uma ligeira quebra física mas não anímica. Apesar do que ainda tinha de suportar, e do desgaste físico acumulado, a minha força anímica continuava em alta. Era o momento mais importante de saber gerir o esforço.

 

Após o último abastecimento vislumbra-se pela primeira vez a cidade do Entroncamento. Mas ainda faltavam cerca de seis quilómetros. A partir deste ponto, mais subida ou mais descida, começamos a andar um pouco aos "ziguezagues" para podermos gastar os últimos quilómetros maioritariamente em terra batida. Chegados à igreja da Atalaia informam-nos que agora era sempre a descer. Tinham finalmente terminado os grandes obstáculos.

 

Nesta fase final sentia de volta algumas forças o que me permitiu terminar a corrida em bom andamento, sempre a correr, e ultrapassar uma meia dúzia de atletas que anteriormente me tinham passado à frente.

 

Após passar a ponte sobre o comboio, já bem perto do Pavilhão, vejo a minha filha aguardando ansiosamente pela minha chegada. Finalmente aparecia. E o ânimo ainda foi maior. Ela, depois de feito o percurso dos caminheiros, acompanhou-me sempre a correr até à entrada triunfante no Pavilhão. Esgotado mas feliz. Foram mais de seis horas e quarenta minutos sempre em esforço. Em termos práticos fiz uma maratona e meia.

 

Os Trilhos do Almourol foram também mais do que uma corrida. Um conjunto de emoções que nos ficam para sempre guardadas na memória.

 

Após terminar a corrida a minha primeira sensação foi a de que seria uma prova a não mais repetir. E fui para o duche retemperador. Matutando melhor no assunto, e nos meus habituais companheiros que tinham estado ausentes, já considerava que, caso estivessem interessados, no próximo ano iria acompanhá-los mas nos Mini-trilhos. Agora já penso em voltar em 2013 exactamente para repetir os "TRILHOS". Já sei aquilo que me espera pelo que poderei mesmo melhorar o tempo gasto nesta corrida.

 

A ver vamos.

 

E uma vez mais cumpriu-se o lema das Tartarugas: "Não ficar em primeiro nem em último ... para não dar nas vistas".

 

Por último devo salientar a excelente prestação da organização da prova. Normalmente costuma-se dizer que foi "cinco estrelas". Eu direi mesmo: foi "dez estrelas".

 

Atletas que concluiram a prova: 275

Vencedor: Hélder Ferreira (União de Tomar): 3:30:45

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº221)

Classificação Geral: 249º - Classificação no Escalão M55: 16º

Tempo Oficial: 6:42:58/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 6:41:32

Tempo médio/Km: 9m:31s  <=> Velocidade média: 6,31Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Abril

  • 1 - Trilhos de Almourol (Aldeia do Mato/Entroncamento) - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 1 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km => Carlos Teixeira
  • 15 - Cascais/Oeiras/Lisboa - 20 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 10 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:28
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
CORRIDA DOS SINOS - 30ª Edição

Crónica de uma Tartaruga abandonada…………….

 

Foi com grande motivação que participei pela 4ª vez consecutiva na corrida dos Sinos que, juntamente com a corrida das Lezírias e das Fogueiras, constituem as provas de 15Km mais carismáticas do nosso calendário de provas. Estranho foi, pela primeira vez, não ter a companhia de  nenhum dos meus colegas tartarugas.

 

Antes do início da corrida a chuva fez a sua aparição ou não estivéssemos nós no mês de Abril, ensopando desde logo muitos dos participantes e começando a criar as numerosas poças que encontrámos ao longo do percurso. A partida foi algo atribulada face ao numeroso pelotão que englobava os participantes quer da corrida dos sinos quer dos sininhos. Acho que a organização, de forma a preservar a segurança dos atletas, deveria separar em alguns minutos as duas provas. Os primeiros 3 Kms foram percorridos em pelotão compacto pelo centro de Mafra. Entre o primeiro e o segundo Km registou-se uma alteração do percurso em relação às edições anteriores devido às obras que estão a ser realizadas em frente do convento Mafra. Foi uma oportunidade para um maior contacto com este belo monumento, mas por outro lado bastante perigoso por se tratar de uma parte do piso com os indesejáveis paralelipípedos agravado pelo facto de estarem desalinhados e escorregadios devido à chuva.

 

A partir dos 3Km foi a sprintar até aos 8kms e picos, parte mais fácil da prova, e depois seguiu-se a subida entre os 8,5 Km e os 10Km que é a parte mais difícil da prova não tanto pela inclinação mas pela extensão. Aqui o S. Pedro não foi muito amigo pois não chovia e deu lugar a um ar de trovoada muito pesado. Passada a subida veio o desejado abastecimento. Aqui alguns companheiros reclamavam por uma cervejinha em vez da habitual água, aqui fica a sugestão para futuras edições, outros, por sua vez, reclamavam mais a necessidade de comerem um cozido à portuguesa, esta será mais difícil de atender. Depois do abastecimento foi dar o máximo até à meta, sendo a subida do Km 13, o percurso dentro do complexo do parque desportivo, e ainda a perigosa rampa de acesso ao Estádio, os últimos obstáculos antes da chegada.

 

No final a alegria de ter terminado com saúde mais uma prova e simultaneamente de ter batido o meu record pessoal na prova e na distância de 15 Km.

 

E agora meus amigos vamos às calorias da Páscoa para depois as descarregarmos nas próximas provas a começar pela Cascais – Lisboa com a participação dos três tartarugas. Boa Páscoa e bons treinos.

 

Atletas que concluiram a prova: 1289 (1337 em 2011)

Vencedor: Hugo Pinto (RbRunning): 0:47:26

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 182)

Classificação Geral: 813º - Classificação no Escalão M50: 111º

Tempo Oficial: 1:17:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:17:10

Tempo médio/Km: 5m:09s  <=> Velocidade média: 11,66Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 15 KM

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Abril

  • 1 - Trilhos de Almourol (Aldeia do Mato/Entroncamento) - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 1 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km => Carlos Teixeira
  • 15 - Cascais/Oeiras/Lisboa - 20 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 28 de Março de 2012
MEIA MARATONA DE LISBOA

Esta prova tem habitualmente duas grandes dificuldades. Uma delas tem a ver com a logística do transporte dos atletas atendendo a que o local da partida é substancialmente distante do da chegada. Compreendemos que a organização apela à elevada participação popular, tanto na meia como na mini-maratona, oferecendo a todos os participantes a oportunidade rara de atravessarem a Ponte 25 de Abril a pé. É sem dúvida um espectáculo inolvidável mas que obriga a uma grande ginástica à maioria dos atletas provenientes da cidade de Lisboa e arredores da margem Norte. Recorrendo à rede de transportes públicos da área metropolitana de Lisboa é possível a todos, com maior ou menor dificuldade, chegarem à Praça da Portagem da Ponte sobre o Tejo. Mas, àquela hora do dia, muitos optam por deixar um carro em Lisboa e irem noutro até à margem Sul. E no final é fazerem a operação inversa.

 

Outra grande contrariedade desta Meia Maratona é o percurso escolhido ano após ano. Com um início bastante congestionado, misturando-se quer os que levam mais ou menos a sério esta corrida quer aqueles que só lá vão para confraternizarem, a travessia da Ponte é simultaneamente bela e "penosa". O esforço é grande para não atropelarmos ninguém. Só na descida para Alcântara é que podemos finalmente respirar de alívio. Em direcção ao Campo das Cebolas cada um vai à procura do seu melhor ritmo. Após o ponto de viragem, em frente à Estação de Sul e Sueste, começa o verdadeiro martírio desta corrida. Uma longa recta, praticamente sem sombras, até ao Dafundo. É metade da corrida sempre a puxar e irritantemente monótona. Não encontramos qualquer motivo de interesse. A nosso lado caminha silenciosamente a linha do caminho de ferro. Do outro lado temos alguns, poucos, populares a trazerem um pouco de ânimo à corrida. E, como habitualmente, também o S. Pedro não colaborou. Depois de promessas de um fim de semana com chuva eis que o Sol também decidiu uma vez mais participar na Meia Maratona de Lisboa. O desgaste era assim ainda maior. Felizmente que este ano os abastecimentos de líquidos foram em grande quantidade. De 2,5 em 2,5 Km podíamos retemperar forças não se regateando aos "artistas" aquilo de que eles mais necessitavam. Neste pormenor a organização esteve em muitíssimo grande plano.

 

A Meia Maratona é acima de tudo uma grande prova táctica e de gestão do esforço. Um começo muito rápido pode deitar por terra todas as apirações a um bom resultado. E é aqui que se vê quem esta bem preparado física e, sobretudo, psicologicamente. A manutenção de um ritmo constante e de acordo com as nossas possibilidades é fundamental. Não desanimar quando as forças parecem dar sinais de quererem fraquejar é também muito importante. Quando nos falta força nas pernas é bom que sobressaia a força mental. E também é fundamental uma boa alimentação e ingestão de líquidos. É neste ponto que, por o descurarem, muitos atletas falham nos seus objectivos.

 

Mas as TARTARUGAS não dormem em serviço. Cada vez mais levam mais a sério a sua preparação. Uma meia maratona que outrora nos carregava a cabeça de fantasmas e de preocupações - "será que vou conseguir terminar a corrida?" - é cada vez mais encarada como mais um degrau na nossa carreira desportiva sempre à procura de novos desafios. E como corolário da forma cada vez mais exigente como encaramos as nossas participações estão à vista os resultados. Dois dos atletas bateram os seus recordes quer na prova que na distância da meia maratona. E a Meia Maratona de Lisboa não é nada fácil.

 

Atletas que concluiram a prova: 6975 (6331 em 2011)

Vencedor: Zersenay Tadese (Eritreia): 0:59:34

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº 2706)

Classificação Geral: 5599º - Classificação no Escalão M45: 2706º

Tempo Oficial: 2:17:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:15:48

Tempo médio/Km: 6m:26s  <=> Velocidade média: 9,32Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 2705)

Classificação Geral: 3280º - Classificação no Escalão M50: 271º

Tempo Oficial: 1:58:18/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:56:17

Tempo médio/Km: 5m:31s  <=> Velocidade média: 10,89Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº1610)

Classificação Geral: 2096º - Classificação no Escalão M55: 97º

Tempo Oficial: 1:49:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:47:21

Tempo médio/Km: 5m:05s  <=> Velocidade média: 11,79Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do mês de Março

  • 4 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15 Km
  • 18 - 12 Km de Salvaterra de Magos
  • 25 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km

Calendário para o mês de Abril

  • - Trilhos de Almourol (Aldeia do Mato/Entroncamento) - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 1 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km => Carlos Teixeira
  • 15 - Cascais/Oeiras/Lisboa - 20 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 08:55
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 19 de Março de 2012
12 KM DE SALVATERRA DE MAGOS

Esta bem que pode designar-se como Lezírias parte II. Depois de há uma semana termos participado na Corrida das Lezírias eis-nos regressados ao Ribatejo. Já é a nossa terceira participação consecutiva nos 12 KM de Salvaterra de Magos e, pelos vistos, continuaremos a visitar esta simpática localidade. E temos todos de, com as nossas armas, lutar para que corridas como esta se mantenham nos próximos anos. Como já mais do que uma vez se referiu neste espaço a crise ameaça seriamente muitas provas que dependem fortemente dos apoios autárquicos e de entidades locais. E como nós precisamos destas corridas fora dos grandes centros e que, talvez por isso mesmo, contam com um grande apoio popular. É vê-los todos nas ruas a gritarem pelos valorosos atletas incentivando-os a não desistirem quando já falta muito pouco. Dão-nos o "empurrão" inicial mal soa o tiro de partida. E quando as forças já se começam a render ao cansaço entoam os habituais incentivos de que "já falta pouco" e "é só mais um derradeiro esforço". Pode não parecer a quem esteja alheado destas andanças mas como soam bem fundo estas palavras de incitamento.

 

O dia apresentava-se propício para a prática desta modalidade cada vez mais popular entre os Portugueses. É impressionante verificar que a média das idades do grosso do pelotão é bastante elevada. E cada vez mais o sector feminino adere a este tipo de iniciativas desportivas. Ainda bem que as mulheres (as nossa lebres) se libertam e marcam uma presença crescente. Muitas caras habituais que, apesar das dificuldades económicas que pesam sobre as nossas cabeças, fazem questão de "marcarem o ponto".

 

O bulício que logo de manhã cedo se fez notar, em primeiro lugar com a procura de lugar para estacionamento do veículo de transporte, e depois com o ritual do levantamento dos dorsais e "chips", encheram de grande animação as ruas de Salvaterra de Magos.

 

É certo que o percurso não trazia novidades. Uma primeira volta dentro de Salvaterra e, depois de cumprido o segundo quilómetro, deixamos a zona urbana e rumamos em direcção à lezíria ribatejana. Cada um à procura do seu ritmo é a partir do ponto de viragem que sentimos que a nossa prestação está acima do nosso comportamento de  anos anteriores. Estavam reunidas as condições para batermos os nossos recordes desta prova. Uma prova muito particular em virtude de ter uma distância nada habitual. Não são dez nem são quinze quilómetros. São precisamente doze.

 

Depois do nosso treino do dia anterior nos ter deixado algumas mazelas, antevendo-se que o nosso desempenho poderia ficar afectado, na realidade superámo-nos. Das TARTARUGAS já se espera tudo. Acima de tudo a capacidade de sofrimento e de luta até à exaustão. Como corolário da nossa prestação batemos os nossos melhores tempos individuais na distância. É um bom prenúncio para os nossos próximos compromissos.

 

Atletas que concluiram a prova: 865 (885 em 2011)

Vencedor: Bruno Rodrigues (Juventude): 0:38:41

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 515)

Classificação Geral: 514º - Classificação no Escalão M50: 58º

Tempo Oficial: 0:59:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:37

Tempo médio/Km: 4m:58s  <=> Velocidade média: 12,08Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 12 KM

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº516)

Classificação Geral: 458º - Classificação no Escalão M55: 50º

Tempo Oficial: 0:58:07/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:47

Tempo médio/Km: 4m:49s  <=> Velocidade média: 12,46Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 12 KM

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Março

 

  • 4 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15 Km
  • 18 - 12 Km de Salvaterra de Magos
  • 25 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:08
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 11 de Março de 2012
CORRIDA DAS LEZÍRIAS

Ter-nos-á a "TROIKA" reduzido o número de dias de cada mês e daí provavelmente estarmos em Maio e não em Março? E daí termos este tempo que mais do que primaveril mais parece estarmos às portas do Verão? Não é habitual em meados de Março presenciarmos as temperaturas e o céu azul com que o S. Pedro nos brindou hoje na Corrida das Lezírias. Mas já há dois anos nos aconteceu algo de semelhante.

 

Logo de manhã cedo as ruas de Vila Franca de Xira foram invadidas por inúmeros atletas e acompanhantes. O dia convidava a que "o povo saísse à rua". E saíu. Chegados à zona do secretariado da prova ouvíamos o "speaker" afirmar que a corrida deste ano tinha registado um número recorde de inscrições. Ainda bem pois a Corrida das Lezírias é sem dúvida uma das mais bonitas provas em que temos participado. Até certo ponto já começamos a ficar um pouco cansados do alcatrão. Para este ano a organização decidiu efectuar algumas alterações no percurso. Se em 2011 houve necessidade de efectuar algumas mudanças em virtude da lezíria se encontrar bastante alagada, este ano, mantendo o mesmo troço inicial, os atletas não tiveram de fazer inversão do percurso a meio da prova e puderam rumar de novo em direcção ao rio Tejo. Tal como há dois anos estes cerca de dois quilómetros realizados em companhia do rio foram, pelo menos na nossa ideia, a parte mais bela da corrida. É certo que o piso era um pouco irregular, não facilitando as ultrapassagens. Mas introduziu alguma "frescura" amenizando o calor que se fazia sentir. Um dos atletas exclamava que "com tanta lezíria foram logo empurrar-nos para este troço bastante irregular e com alguns buracos". Mas achamos que valeu a pena esta decisão tomada pela organização.

 

No entanto nem tudo foram rosas na organização da Corrida das Lezírias. Se ao nível do levantamento dos dorsais e "chips", bem como das infraestruturas de apoio aos atletas, podemos dar nota máxima todavia esta prova foi manchada pelos deficientes abastecimentos de água durante o percurso. Normalmente os atletas têm água de cinco em cinco quilómetros. No entanto em face do calor que se fazia sentir deveriam haver abastecimentos a cada quatro quilómetros. Pelo contrário os mesmos foram feitos com intervalos superiores a seis quilómetros.

 

E uma vez mais detectámos erros na marcação da distância ao longo da corrida. O quilómetro 14 pareceu-nos valer mais do que mil metros. E no final que tem relógios com GPS, e cada vez são mais os atletas com equipamentos desta natureza, conferiu que a corrida tinha cerca de mais quatrocentos metros do que os quinze mil metros anunciadas. Algo se passa com a Xistarca na marcação das distâncias uma vez que este tipo de erro tem sido detectado com alguma regularidade nas últimas corridas em que participámos.

 

Apesar de todo o nosso empenho e esforço não conseguimos superar os nossos melhores tempos individuais nesta corrida. O calor não ajudou mas se a prova tivesse a distância correcta talvez estivéssemos agora a registar novos máximos individuais na Corrida das Lezírias. Mesmo assim parabéns aos TARTARUGAS e também aos restantes atletas.

 

Atletas que concluiram a prova: 1711 (1387 em 2011)

Vencedor: João Marques (GDR Reboleira): 0:50:19

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 551)

Classificação Geral: 1597º - Classificação no Escalão M45: 228º

Tempo Oficial: 1:41:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:40:57

Tempo médio/Km: 6m:44s  <=> Velocidade média: 8,92Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 552)

Classificação Geral: 928º - Classificação no Escalão M50: 130º

Tempo Oficial: 1:21:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:20:45

Tempo médio/Km: 5m:23s  <=> Velocidade média: 11,15Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº550)

Classificação Geral: 651º - Classificação no Escalão M55: 56º

Tempo Oficial: 1:16:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:15:42

Tempo médio/Km: 5m:03s  <=> Velocidade média: 11,89Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Março

 

  • 4 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15 Km
  • 18 - 12 Km de Salvaterra de Magos
  • 25 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:23
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 10 de Março de 2012
CORRIDA DA ÁRVORE

Dificilmente encontramos numa prova de estrada, e realizada às portas de uma grande cidade, um cenário envolvente como o que disfrutámos na edição deste ano da Corrida da Árvore. A cor predominante era o verde e, não obstante haver alguma circulação automóvel na zona, mesmo assim o ar que respirámos era bem  menos poluído do que normalmente acontece nas zonas urbanas.

 

O percurso era basicamente o mesmo do ano passado, com todas as dificuldades e todo o encanto da beleza natural que a Serra do Monsanto, verdadeiro pulmão de Lisboa, ainda consegue manter. Sem ser uma zona oficialmente designada como protegida tem sido poupada aos mais comuns atropelos e atentados que têm sido feitos noutras zonas verdes.

 

Começar logo a descer não é necessariamente o mais indicado quando os atletas ainda não aqueceram e sequer encontraram o ritmo próprio para a sua corrida. Entre o quilómetro quatro e o quilómetro seis, com o abastecimento pelo meio, enfrentamos um troço exigente e que, apesar de maioritariamente plano, por isso mesmo não nos deu qualquer hipótese de descanso. Era a ante-câmara para o ponto mais alto desta prova com a temida e aguardada longa subida entre o oitavo e o nono quilómetros. E curiosamente, ou talvez não, provavelmente por já estarmos preparados psicologicamente para esta dificuldade, este ano a longa e íngreme subida até nos pareceu menos íngreme e bem menos longa do que em 2011. Deixando para trás todas as dificuldades aceleramos até à meta, desta vez colocada estrategicamente numa zona mais mais ampla e até mais interessante, prevenindo-se quaisquer possíveis "engarrafamentos" à chegada.

 

Mais de nove centenas de atletas terminaram esta corrida, apesar de tudo um número um pouco inferior ao registado em 2011. Mesmo assim, e tendo em consideração o contexto actual, a Corrida da Árvore demonstrou uma vitalidade e um interesse dos "habitués" neste tipo de eventos.

 

Por algumas semanas o nosso calendário de provas deixa as corridas mais curtas passando a uma fase de participações em provas maioritariamente acima dos 15 quilómetros.

 

Atletas que concluiram a prova: 942 (1024 em 2011)

Vencedor: Pedro Pelado (SUC): 0:35:24

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº554)

 

Classificação Geral: 386º - Classificação no Escalão M50: 50º

Tempo Oficial: 0:51:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:13

Tempo médio/Km: 5m:07s  <=> Velocidade média: 11,71Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº555)

Classificação Geral: 596º - Classificação no Escalão M55: 62º 

Tempo Oficial: 0:50:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:01 

Tempo médio/Km: 5m:00s  <=> Velocidade média: 12,00Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Março

 

  • - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15 Km
  • 18 - 12 Km de Salvaterra de Magos
  • 25 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 23:19
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Pelo terceiro ano consecutivo participámos no Grande Prémio do Atlântico na Costa de Caparica. É uma corrida que tem vindo a registar uma crescente popularidade reflectindo-se no número de inscições e nos atletas que concluem a prova. Uns a correr, outros a andar quando o cansaço já aperta e faltam as pernas, mas todos fizeram questão de cruzar a tão desejada linha da meta.

 

Depois do dilúvio do ano passado tivémos este ano um magnífico dia de Primavera com uma temperatura amena (foi até de mais para o Frederico), muito sol e pouco vento. Da chuva de 2011 nem sinais. Ou não estivéssemos a passar por um período de seca. Só mesmo a baixa temperatura que se fez sentir no início da manhã é que nos fez lembrar vagamente que ainda estamos no Inverno.

 

A organização decidiu, e muito bem no nosso entendimento, introduzir algumas alterações no percurso. Os locais de partida e de chegada foram transferidos para uma zona bem mais desafogada evitando-se deste modo os congestionamentos sentidos em anos anteriores, particularmente na partida e fase inicial da corrida. Não houve tantos atropelos e dança entre os automóveis que circulavam na via pública. De resto o trajecto foi bastante idêntico ao dos anos anteriores mas em sentido contrário. Até ficou mais interessante. E aquela passagem pelo paredão junto à praia foi sem dúvida o troço mais agradável. Que saudades já temos do Verão...

 

Com um percurso bastante plano a corrida torna-se mais rápida e praticamente sem zonas de descanso. E o último quilómetro ... "Meu Deus" parecia nunca mais terminar, com uma recta final francamente demolidora e percorrida sob um sol demasiado quente para esta altura do ano, e ainda por cima quando as reservas de energia já não eram muitas.

 

E mais uma vez, como infelizmente se tem vindo a tornar um hábito, as marcações dos quilómetros ao longo da prova não estavam correctas. Durante a corrida verificámos uma diferença mais ou menos constante de cerca de 200 metros para menos. E, como aconteceu em Mem Martins, a organização optou por fazer o "acerto de contas" exactamente no último quilómetro. Na realidade o Grande Prémio do Atlântico acabou até por ter à volta de 10100 metros. Numa organização confiada à Xistarca, com larga experiência e que nos tem habituado a um bom desempenho, já é pela terceira vez que presenciamos erros na medição da distância, aliás admitidos pela própria organização. Foi o Grande Prémio José Afonso em Grândola no qual o carro oficial se enganou no percurso e ludibriou os atletas, encurtando a corrida em cerca de 1200 metros. Seguiu-se o Grande Prémio de Mem Martins em que o último quilómetro valeu por mil e quinhentos metros. E agora novo erro na Costa de Caparica. Afinal o que se passa? Esperemos que isto não volte a acontecer.

 

Terminado o mês de Fevereiro vem Março com todos os nossos fins de semana preenchidos. Por vezes não há melhor treino do que as próprias corridas. E logo agora que as TARTARUGAS têm no horizonte abalançarem-se para novos desafios temos de aumentar a nossa fasquia de exigência.

 

Atletas que concluiram a prova: 1424 (1319 em 2011)

Vencedor: Pedro Arsénio (GD Amigos do Vale do Silêncio): 0:32:59

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 543)

Classificação Geral: 1147º - Classificação no Escalão M45: 149º

Tempo Oficial: 0:59:25/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:08

Tempo médio/Km: 5m:55s  <=> Velocidade média: 10,15Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 545)

Classificação Geral: 725º - Classificação no Escalão M50: 75º

Tempo Oficial: 0:51:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:49

Tempo médio/Km: 5m:05s  <=> Velocidade média: 11,81Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA 

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº544)

Classificação Geral: 596º - Classificação no Escalão M55: 62º

Tempo Oficial: 0:49:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:45

Tempo médio/Km: 4m:53s  <=> Velocidade média: 12,31Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Corridas do mês de Fevereiro

  • 5 - Grande Prémio de Grândola - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio de Mem Martins - 10 Km
  • 19 - 20 Km de Cascais
  • 26 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica) - 10 Km

 

Calendário para o mês de Março

 

  • - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 11 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15 Km
  • 18 - 12 Km de Salvaterra de Magos
  • 25 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 07:33
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
20 KM DE CASCAIS

Depois de há uma semana atrás quase termos congelado eis-nos regressados à competição com nova presença nos 20 Km de Cascais, sem dúvida uma das mais interessantes provas do atletismo popular.

 

A 29ª edição que se realizava este ano tinha um interesse muito particular para os que nos últimos seis anos aqui marcaram presença. Este ano quem terminasse a corrida receberia a medalha com o "S", a última letra que faltava para completar a palavra CASCAIS. Talvez esta seja a última presença para muitos dos atletas que almejavam coleccionar a última medalha comemorativa da prova. Mas esperemos que não e que o "bichinho" os leve a regressar em 2013. E de qualquer modo o número de inscritos, e dos que terminam a corrida, tem vindo a aumentar todos os anos. Foi também com bastante com agrado que ouvimos a organização afirmar que para o próximo ano teremos de novo os 20 Km de Cascais, tendo mesmo já adiantado uma data. Foi muito importante esta garantia quando estamos numa fase em que, por motivos da crise instalada no nosso País, são várias as corridas que estão a ser anuladas ou sobre as quais pendem "núvens" muito negras.

 

Não há muitas corridas com 20 Km, um número redondo abaixo da meia maratona. E o cenário em que se desenrola o percurso é por si só bastante atractivo. Suspeitávamos de que este ano a prova iria ter um traçado diferente do de anos anteriores, como se referia na página da Xistarca. No entanto manteve-se inalterável.

 

Apesar de termos uma manhã menos fria do que se esperava o vento marcou uma incómoda presença, principalmente a partir dos nove quilómetros. Foi um vento de frente, não muito forte, mas com uma intensidade suficiente para dificultar a tarefa dos corredores. Sendo sobejamente conhecido da maioria o percurso tinha basicamente as dificuldades esperadas: longos troços planos e em linha recta, por si só desgastantes em termos psicológicos, e um quilómetro (entre o 16º e o 17º) em subida suave mas longa. Um dos pontos psicologicamente mais importantes em corrida desta natureza é o alcançarmos o ponto de viragem. A partir daí é "sempre a descer" até à meta, com a vantagem de termos o vento pelas costas.

 

Ultrapassada a marca do décimo sétimo quilómetro deitamos para trás das costas todos os nossos receios e aceleramos até ao final. Com a grande vantagem dos últimos mil metros serem sempre a descer.

 

Globalmente, e no que às TARTARUGAS diz respeito, a nossa presença saldou-se por um desempenho bastante positivo, com dois dos atletas a melhorarem os seus tempos de anos anteriores. Até pareceu mais difícil este ano, com maior esforço, mas os resultados apareceram tal como os desejávamos.

 

Na próxima semana regressamos a uma corrida que em 2011 foi marcada por um autêntico dilúvio que se abateu quer sobre atletas quer sobre espectadores.

 

Atletas que concluiram a prova: 1580 (1368 em 2011)

Vencedor: Telmo Silva (AM ATIBA): 1:05:47

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 706)

Classificação Geral: 1311º - Classificação no Escalão M45: 181º

Tempo Oficial: 1:59:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:59:05

Tempo médio/Km: 5m:57s  <=> Velocidade média: 10,08Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 705)

Classificação Geral: 944º - Classificação no Escalão M50: 123º

Tempo Oficial: 1:48:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:47:47

Tempo médio/Km: 5m:23s  <=> Velocidade média: 11,13Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DE 20 KM

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº707)

Classificação Geral: 859º - Classificação no Escalão M55: 77º

Tempo Oficial: 1:46:06/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:45:20

Tempo médio/Km: 5m:16s  <=> Velocidade média: 11,39Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Fevereiro

  • 5 - Grande Prémio de Grândola - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio de Mem Martins - 10 Km
  • 19 - 20 Km de Cascais
  • 26 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica) - 10 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:51
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
GRANDE PRÉMIO DE MEM MARTINS

As TARTARUGAS quase congelaram, bem como a maioria dos mais de quinhentos atletas que não se agasalharam convenientemente para esta manhã gélida que os aguardava para disputarem mais uma edição do Grande Prémio de Mem Martins. Debaixo de um sol magestoso os termómetros marcavam 4 graus centígrados. Mas só quando os nossos atletas saíram da viatura de um deles, na qual se tinham refugiado para retiro espiritual e colocação dos dorsais e "chips", é que notaram que afinal estava mesmo frio. Por este motivo o aquecimento prévio era ainda mais necessário do que nunca.

 

Partindo para uma prova totalmente desconhecida apenas ouvíamos, aqui e ali, comentários a alguns dos troços mais duros do percurso. Com um início de corrida muito rápida sempre a descer é ao terceiro quilómetro que nos apercebemos que aquela longa subida, com perto de mil metros, teria de ser repetida. Com poucas zonas planas foi um "sobe e desce" constante aproveitando-se as descidas para recuperar o fôlego e o ritmo de corrida. Saliente-se que face às expectativas mais negativas o percurso foi bastante interessante longe da monotonia das provas que normalmente se desenvolvem dentro dos aglomerados habitacionais.

 

Mas também desde cedo se verificou que a marcação da distância não estava correcta. Quem tem relógios que dão informação da distância percorrida logo reparou que havia um défice de quinhentos metros, para menos, relativamente às marcas existentes ao longo do percurso. Já na fase final da corrida aos nove quilómetros (oito e meio nos nossos relógios) controlávamos um tempo que nos permitiria, mais facilmente do que inicialmente poderíamos imaginar, poder estabelecer um tempo de eleição (para as nossas capacidades, entenda-se). Logo imprimimos um ritmo mais acelerado nesta fase final. Ao cruzar a linha de meta e olharmos para o cronómetro oficial surgiu a desilusão de termos tido um desempenho no último quilómetro abaixo do expectável. Aonde teríamos abrandado e perdido tempo precioso? Verificámos então que os nossos relógios marcavam até um pouco mais do que dez quilómetros. Significava que, na parte final, a organização, voluntária ou involuntariamente, tinha feito o acerto na marcação  da distância. O último quilómetro na realidade valia mil e quinhentos metros.

 

Vá lá, conseguimos terminar a corrida sem nos congelarmos. Mas também quase que não suámos. A reter no final o facto da meta estar instalada distante do local da partida. Debaixo de um frio que continuava intenso, nem mesmo ao sol conseguíamos aquecer, ainda tivémos de andar umas centenas de metros até aos nossos veículos.

 

Ainda assim foi uma prova simpática que talves possamos repetir no ano que vem.

 

Atletas que concluiram a prova: 524

Vencedor: Jorge Miranda(CUA Benaventense): 0:31:59

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 602)

Classificação Geral: 410º - Classificação no Escalão M45: 59º

Tempo Oficial: 0:56:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:02

Tempo médio/Km: 5m:36s  <=> Velocidade média: 10,71Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 601)

Classificação Geral: 321º - Classificação no Escalão M50: 38º

Tempo Oficial: 0:51:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:06

Tempo médio/Km: 5m:07s  <=> Velocidade média: 11,74Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº603)

Classificação Geral: 278º - Classificação no Escalão M55: 29º

Tempo Oficial: 0:49:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:31

Tempo médio/Km: 4m:57s  <=> Velocidade média: 12,12Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Fevereiro

  • 5 - Grande Prémio de Grândola - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio de Mem Martins - 10 Km
  • 19 - 20 Km de Cascais
  • 26 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica) - 10 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 21:01
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
GRANDE PRÉMIO JOSÉ AFONSO - Grândola

Esta é uma das corridas que contribui para um dos propósitos deste grupo e que consiste numa descentralização competitiva tentando contrariar a concentração de provas na zona da Grande Lisboa. É certo que nos últimos dois anos o Grande Prémio José Afonso tem vindo a perder participantes. Talvez seja um dos muitos reflexos da nossa tão "amada" crise que se instalou de armas e bagagens no nosso cantinho da Europa. Mas contar com perto de 700 atletas à chegada é, sem dúvida, um indicador de como esta corrida continua a ser um êxito.

 

Com um percurso semelhante ao de outras edições a grande novidade deste ano esteve relacionada com um factor inesperada e involuntariamente introduzido pela organização. O carro oficial que seguia à frente dos primeiros atletas enganou-se no percurso prescindindo de uma segunda volta dentro de Grândola e encurtando significativamente a distância a percorrer pelos atletas. Dos dez quilómetros inicialmente previstos apenas foram corridos cerca de 8,8 quilómetros. Cedo os atletas se aperceberam de que algo estava errado quando viram aparecer cedo de mais a marca dos três quilómetros. Mas como o traçado era um pouco diferente no início ainda chegámos a pensar tratar-se de um erro de marcação da distância sendo feita lá mais para diante a correcção. Mas não. A corrida ficou mesmo mais curta. Todavia há que salientar que a organização reconheceu logo o erro e divulgou-o insistentemente aos microfones no final da prova. "Quem confessa o pecado não merece castigo" ...

 

Para quem se tivésse preparado psicologicamente para melhorar a sua marca pessoal nesta distância ficou um sentimento de frustação. Não foi, contudo, esta a postura dos TARTARUGAS pois desde cedo imprimiram um ritmo muito alto à sua prestação. E, mesmo depois de detectado o erro na distância, não abrandaram. Fica a consolação de que com este ritmo, caso a prova tivesse na realidade os dez quilómetros previstos, teriam mesmo batido os respectivos recordes desta corrida, e talvez mesmo superassem as marcas absolutas da distância. Fica adiado este propósito por mais uma semana para o Grande Prémio de Mem Martins.

 

A simpatia de todos, sempre a apoiarem os atletas, e um percurso bastante agradável, com um misto de alcatrão e terra batida, são ingredientes bastantes para que regressemos no próximo ano.

 

Muitas caras conhecidas, os habituais resistentes que não regateiam uma oportunidade para encherem aos domingos de manhã as ruas das localidades das várias localidades deste País onde se realizam provas oficiais. Temos de dar alguma cor e alegria a este tão martirizado e fustigado País.

 

O Grande Prémio José Afonso foi o nosso "tiro de partida" para uma série de oito fins de semana seguidos sempre a correr.

 

Atletas que concluiram a prova: 695 (731 em 2011)

Vencedor: Sérgio Silva (Maratona CP): 0:25:54

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 675)

Classificação Geral: 427º - Classificação no Escalão M50: 58º

Tempo Oficial: 0:42:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:42:27

Tempo médio/Km: 4m:49s  <=> Velocidade média: 12,44Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº674)

Classificação Geral: 405º - Classificação no Escalão M55: 47º

Tempo Oficial: 0:42:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:41:56

Tempo médio/Km: 4m:46s  <=> Velocidade média: 12,59Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Fevereiro

  • 5 - Grande Prémio de Grândola - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio de Mem Martins - 10 Km
  • 19 - 20 Km de Cascais
  • 26 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica) - 10 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 00:27
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
TREINO DO FIM DA EUROPA

Tomáramos nós todos que algumas provas oficiais corressem tão bem como este Treino do Fim da Europa.

 

Foi com enorme tristeza que muitos de nós ficaram ao saber da anulação da edição deste ano do Grande Prémio do Fim da Europa, sem dúvida uma das mais belas corridas que se realizam no nosso País. O frio que normalmente se faz sentir nesta época do ano, e particularmente no delicioso ambiente da Serra de Sintra, bem como a dureza da primeira metade do percurso, não desanimam, antes pelo contrário, todos aqueles que habitualmente se inscrevem em provas de estrada. De uma forma geral todos têm eleito o Grande Prémio do Fim da Europa como uma das provas míticas e obrigatórias. Felizmente que o descontentamento foi grande e profundo o que motivou a que alguém, muito ligado às anteriores organizações, tenha decidido manter o espirito bem vivo aventurando-se a organizar uma corrida não oficial a que muito apropriadamente chamou de TREINO DO FIM DA EUROPA. Pretendia, tão somente, percorrer o mesmo trajecto de todos os anos mas em grande companhia sob a foma de um grande convívio desportivo sem qualquer natureza competitiva. Recorrendo à sua lista de contactos de anteriores inscrições conseguiu montar em tempo recorde esta manifestação à qual aderiram mais de duas centenas de atletas.

 

E, mesmo sem se tratar de uma corrida oficial, conseguiu o apoio de algumas entidades, nomeadamente a Câmara Municipal de Sintra, que autorizou a realização do Treino.

 

E até a GNR se associou a este evento dando um enorme e importantíssimo contributo controlando o trânsito automóvel ao longo de todo o percurso e facilitando em muito o esforço dos atletas.

 

E também houve um abastecimento a meio da corrida assegurado pela Real Academia.

 

E também tivémos uma meta instalada já no final perto do Cabo da Roca.

 

E também  queijadas, gentilmente oferecidas pela Casa Piriquita, e bebidas.

 

E ainda nos entregaram um saco com alguns brindes.

 

E ...

 

Que mais se poderá exigir? Foi uma "não organização bem organizada" ...

 

Foi com grande satisfação que todos rumaram de manhã cedo a Sintra. Estando marcado o "tiro de partida" para as dez horas houve um necessário mas breve "briefing" aos participantes para a comunicação de algumas regras elementares para que tudo corresse bem. Até a GNR deu o seu contributo com algumas indicações importantes sobre o comportamento que os corredores deveriam ter para que não houvesse qualquer tipo de acidente.

 

Estava bem espelhado nos rostos de todos o orgulho por terem marcado presença neste acontecimento ímpar. Certamente que este treino vai perdurar na memória de muitos, provavelmente até com maior intensidade do que se seria se se tivesse realizado a Corrida. Cabe a todos nós espalhar e divulgar este espírito e fazer com se sintam arrependidos todos aqueles que se encolheram à última hora e, com medo das confusões, primaram pela ausência nesta manhã na Serra de Sintra.

 

E façamos desde já toda a pressão possível para que em 2013 regresse a Corrida Oficial do Grande Prémio do Fim da Europa. Certamente que a organização e seus apoios pensarão bem antes de eventualmente se decidirem por anular novamente a prova.

 

Foi um tremendo exemplo de como quando todos queremos, e remamos para o mesmo lado, nada é impossível.

 

Sem classificações nem tempos oficiais ficam aqui apenas os registos dos desempenhos das TARTARUGAS.

 

FREDERICO SOUSA

Tempo Cronometrado: 1:40:36

 

CARLOS TEIXEIRA

Tempo Cronometrado: 1:32:08

 

CARLOS GONÇALVES

Tempo Cronometrado : 1:29:27

 

Corridas do mês de Janeiro

  • 8 - Corrida de S. Domingos de Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 15 - 15 Km de Benavente
  • 29 - Treino do Fim da Europa ==> Evento não oficial

Calendário para o mês de Fevereiro

  •  - Grande Prémio de Grândola - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio de Mem Martins - 10 Km
  • 19 - 20 K m de Cascais
  • 26 - Grande Prémio do Atlântico (Costa de Caparica) - 10 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:49
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
GRANDE PRÉMIO DO FIM DA EUROPA

Foi com grande pena que vimos anulada a edição deste ano desta Corrida emblemática. A crise espreita a cada esquina e começa a fazer sentir os seus efeitos. Como já tenho dito noutras ocasiões " crise não bate à porta: já entrou".

 

O Grande Prémio do Fim da Europa não é mais uma corrida. É antes a prova em que todos queremos participar por se revestir de características especiais e dificilmente igualáveis. Por isso o desânimo foi grande.

 

No entanto há quem não queira deixar morrer o espírito desta corrida. Um habitual participante, e organizador, Luís  Milagres Sousa (SPORTSCIENCE) lançou o desafio de, à margem de qualquer organização, todos nos concentrarmos na data inicialmente prevista para esta corrida - 29 de Janeiro - e, embora de uma forma autónoma, convivermos e efectuarmos o percurso habitual do Grande Prémio do Fim da Europa. Esperam-se algumas centenas de apoiantes. E as TARTARUGAS também lá estarão.

 

Deste modo apelamos também a todos os que nos seguem para no próximo domingo se juntarem a nós em Sintra pelas nove horas e quarenta e cinco minutos  sendo dado o tiro de partida às 10 horas. Como não haverá abastecimentos cada um deve prevenir-se com líquidos e algum alimento.

 

Será certamente uma manhã muito bem passada.

 

Até Domingo. Não vamos deixar morrer o GRANDE PRÉMIO DO FIM DA EUROPA.

 

Quem quiser pode fazer uma inscrição gratuita em:

http://www.honoris.pt/sportscience_pt/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=73



publicado por Carlos M Gonçalves às 23:57
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
15 KM DE BENAVENTE

Nunca se tinha assistido a uma "performance" tão boa das TARTARUGAS. Na mesma corrida todos os três atletas bateram os recordes pessoais numa distância, e logo em quinze quilómetros.

 

O parco calendário de provas para o mês de Janeiro levou-nos a esta terra ribatejana a fim de participarmos nos 15 KM de Benavente. Normalmente esta corrida realiza-se em Setembro.  Este ano, com a realização do Campeonato Nacional de Estrada, a organização decidiu também realizar uma "prova aberta" destinada a todos aqueles que lutam por um melhor lugar em função dos resultados pessoais mas sem terem como objectivo prioritário a conquista de um qualquer título desportivo. Basta-nos superarmo-nos, corrida a corrida e bater as nossas próprias marcas, que já nos consideramos "CAMPEÕES".

 

A azáfama matinal era a habitual neste tipo de realizações desportivas. Acrescia ainda o ingrediente da realização de um Campeonato Nacional de Estrada para dar ainda mais animação a Benavente. Os "profissionais" estavam lá todos. E "nós a vê-los passar". Se bem que com espíritos diferentes todos alinhámos para dar maior colorido às ruas desta simpática localidade da Lezíria Ribatejana.

 

Cedo também verificámos que o número de atletas inscritos era substancialmente inferior ao que a numeração dos dorsais antevia. Será que era desta que corríamos o sério risco de um dos nossos atletas ficar em último lugar? Não. Afinal começávamos a encontrar algumas referências de outras "guerras", caras conhecidas que nos permitiam acalentar a esperança de manter o nosso lema: "Não ficar em primeiro lugar nem em último, para não darmos nas vistas".

 

Com a confusão habitual da partida os nossos atletas lançaram-se a percorrer um circuito de três voltas com o começo e a chegada exactamente no mesmo local. O nosso percurso era o mesmo dos atletas inscritos no Campeonato Nacional de Estrada. A primeira volta serviu para conhecer as características do traçado: maioritariamente plano e sem se criar a sensação de andarmos às voltas num perímetro relativamente curto. Após a segunda passagem pela linha da meta os atletas encontram o seu melhor ritmo e começam a consolidar as posições na classificação.

 

Cumprida a primeira volta e meia ouvimos no "speaker" de um carro da organização que se aproximavam os atletas competidores no Campeonato Nacional de Estrada. Estavam eminentes as primeiras "dobragens" e, portanto, deveríamos facilitar a tarefa daqueles que lutavam por outras metas. A nós, apesar de passarem como setas, ainda nos davam algum ânimo e até conseguiram que, pelo menos durante alguns momentos, aumentássemos o nosso ritmo de corrida. E até foi bom como se comprova nos nossos resultados finais.

 

Os quilómetros nas pernas começam a dar frutos. É rara a corrida em que, pelo menos um dos Tartarugas, não consegue melhorar o seu tempo quer da prova quer da distância. Como vemos o esforço e a dedicação compensam. Para nós dez quilómetros começam a saber a pouco. Tempos vindo a procurar a distância para a qual nos sentimos como "peixe na água". Dez quilómetros já são curtos e, principalmente, muito rápidos. Estamos talhados para distâncias maiores. Alô Maratonas que se aproximam!

 

Foi uma experiência nova e num local diferente do habitual, cumprindo-se a nossa intenção de diversificação de provas na procura de novas experiências. Mas uma crítica fica no ar no tocante à organização da corrida. Estamos habituados, ao longo destes três anos de intensa actividade, a que na maioria das corridas os tempos sejam verificados através do recurso aos já famosos "chips"que possibilitam à organização a apresentação dos resultados finais tanto em termos da classificação - geral e por escalão - como registar as "marcas" de cada atleta. Aqui foi a desilusão total. Após cortarmos a linha de chegada era uma completa azáfama: uns a controlar os números dos dorsais e a encaminharem os atletas para o "funil" da chegada e no final alguém a coleccionar os dorsais a fim de estabelecer a ordem da clasifficação. Pensamos que isto é lamentável nos dias que correm e, ainda por cima, numa prova que serviu de base a um Campeonato Nacional. Será que nas outras edições dos 15 KM de Benavente as coisas já decorrem dentro da normalidade? É esperar pela próxima edição para vermos.

 

Atletas que concluiram a prova: 418

Vencedor: Pedro Gomes (Odimarq Alumínios): 0:49:42

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 478)

Classificação Geral: 366º - Classificação no Escalão M45: Não divulgado

Tempo Oficial: N.D./Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:23:42

Tempo médio/Km: 5m:35s  <=> Velocidade média: 10,75Km/h (*)

MELHOR TEMPO NA DISTÂNCIA DE QUINZE QUILÓMETROS

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 479)

Classificação Geral: 322º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Oficial: N.D./Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:17:45

Tempo médio/Km: 5m:11s  <=> Velocidade média: 11,58Km/h (*)

MELHOR TEMPO NA DISTÂNCIA DE QUINZE QUILÓMETROS

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº480)

Classificação Geral: 265º - Classificação no Escalão M55: Não divulgado

Tempo Oficial: N.D./Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:25

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,26Km/h (*)

MELHOR TEMPO NA DISTÂNCIA DE QUINZE QUILÓMETROS

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Janeiro

  • 8 - Corrida de S. Domingos de Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 15 - 15 Km de Benavente
  • 29 - Corrida Luzia Dias - 10 Km, ou Corrida do Fim da Europa ==> Evento não oficial


publicado por Carlos M Gonçalves às 00:10
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 8 de Janeiro de 2012
CORRIDA DE SÃO DOMINGOS DE BENFICA

Este ano de 2012 não se perspectiva muito animador e temendo-se pela não realização de algumas das mais belas provas do calendário do atletismo popular. Depois de em 2011 não se terem realizado algumas corridas já com alguma tradição (Corrida do Metro, Corrida do Entroncamento), e já sem falar da Golden Marathon Carlos Lopes que parece estar moribunda no parco calendário de Maratonas que se realiza no nosso Pais, a anulação do Grande Prémio do Fim da Europa constitui um grande e duro golpe nas aspirações de todos aqueles que correm mais por prazer do que por classificações. Com o cenário de crise instalado (o ano de 2012 será porventura aquele em que todos irão sentir de forma mais acentuada e real o que é a CRISE), e com os cortes nos apoios considerados não prioritários (como por muitas vezes se olha para o desporto não profissional), desconfiamos que mais algumas corridas emblemáticas, suportadas em grande medida pelos patrocínios dos Municípios e Juntas de Freguesia, também venham a entrar num processo de hibernação até que melhores dias surjam no horizonte. Por isso temos de encontrar alternativas e continuar a mostrar que estas corridas são tão importantes do ponto de vista da saúde física e mental de todos nós.

 

Numa manhã fria (muito fria) mas ensolarada cerca de 900 atletas fizeram-se à rua para darem o pontapé de saída para mais um ano de intensa actividade desportiva, no que às provas de atletismo diz respeito. Marcaram encontro para as dez horas no Largo do Jardim Zoológico para, com o apoio dos antigos olímpicos Aurora Cunha e Carlos Lopes, cumprirem a 5ª edição da Corrida de São Domingos de Benfica. O percurso já era conhecido da maioria dos concorrentes sendo acessível e para todos os gostos: longos trajectos planos e com o ponto de dificuldade mais alto entre o quinto e o sétimo quilómetros, sempre a subir. Com a entrada na Rua dos Soeiros começa uma bem vinda descida de aceleração para os dois últimos quilómetros antes da meta. Como dizia um colega no final da corrida "nunca conseguimos recuperar nas descidas o que perdemos nas subidas". Mas é bom continuar na ilusão e pensar que aquela frase não é verdade. E também há quem considere que uma corrida toda ela plana é bem mais desgastante que outra de sobe e desce. Cada um que avalie e decida por si.

 

Cumprida a primeira etapa do nosso "Circuito de 2012" já temos no horizonte a corrida aberta de 15 quilómetros, que se disputa em Benavente em simultâneo com o Campeonato Nacional de Estrada de 2012, e também já na nossa máxima força.

 

Atletas que concluiram a prova: 901 (766 em 2011)

Vencedor: Nélson Cruz (GDR Praia da Salema): 0:30:13

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 920)

Classificação Geral: 508º - Classificação no Escalão M50: 58º

Tempo Oficial: 0:50:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:11

Tempo médio/Km: 5m:01s  <=> Velocidade média: 11,96Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº919)

Classificação Geral: 411º - Classificação no Escalão M55: 37º

Tempo Oficial: 0:48:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:18

Tempo médio/Km: 4m:50s  <=> Velocidade média: 12,42Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o mês de Janeiro

  •  8 - Corrida de S. Domingos de Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 15 - 15 Km de Benavente
  • 29 - Corrida Luzia Dias - 10 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 20:22
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
CORRIDA SÃO SILVESTRE DE LISBOA - Crónica Oficial

Em virtude da ausência nesta prova do habitual cronista coube a um dos outros TARTARUGAS - Carlos Teixeira - a tarefa de passar ao papel as sensações e experiência da edição de 2011 da São Silvestre de Lisboa.

 

A S.Silvestre de Lisboa está directamente ligada aos lebres e Tartarugas dado que a sua primeira edição se realizou em 2008 ano em que este trio se lançou aos desafios desta exigente e atraente modalidade que é o atletismo. Assim, como não podia deixar de ser estivemos representados por dois tartarugas uma vez que o nosso maratonista Carlos Gonçalves foi passar o réveillon para a cidade invicta. Pela primeira vez esta prova realizou-se à tarde e não como nos últimos 3 anos em que a prova se realizou à noite na bonita Lisboa decorada com as habituais iluminações do período de festas, mas que este ano devido à crise não existiram. Como participante nas 4 edições desta prova esta foi sem dúvida a mais difícil devido a alteração do percurso que acrescentou à subida da Avenida da Liberdade a da Fontes Pereira de Melo, por outro lado o facto de se ter realizado à tarde possibilitou ver melhor os buracos da rua do Arsenal, permitindo percorrer esse quilómetro com maior velocidade. Pela primeira vez nesta prova os homens bateram as mulheres, foi portanto por diversas razões uma edição diferente de uma prova que é sempre bonita de participar por se disputar no centro da nossa capital, num ambiente de festa pela altura do ano em que se disputa e com muitos atletas e espectadores.

 

Com esta prova os lebres e tartarugas encerraram o seu terceiro ano de participação em provas de atletismo sendo que em 2011, merece especial destaque o facto do nosso tartaruga Carlos Gonçalves ter disputado as suas primeiras duas maratonas, por outro lado continuamos a alargar a nossa participação a novas provas de estrada, mas também do circuito nacional da montanha, embora não seja o principal objectivo deste trio foi também possível melhorar algumas das nossas marcas pessoais nas diferentes distâncias em que participámos. Para 2012 esperamos fundamentalmente continuar a participar  no maior número de provas possíveis, e que a crise não afecte a realização de algumas provas como já é o caso conhecido da corrida do Fim da Europa que não se vai realizar e que era uma prova muito bonita e que todos gostávamos de participar.

 

Bom ano de 2012 para todos que como nós participam nestas provas de atletismo com o objectivo saudável de fazer desporto.

 

 

Calendário para o mês de Janeiro

 

  • 8 - Corrida de S. Domingos de Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 15 - 15 Km de Benavente
  • 29 - Corrida Luzia Dias - 10 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 20:14
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 31 de Dezembro de 2011
CORRIDA SÃO SILVESTRE DE LISBOA - 2011

Para encerrar o ano, desportivamente falando, nada como participar na Corrida São Silvestre de Lisboa que este ano se realizou mesmo ao fechar de 2011.

 

No entanto só há que lamentar que nesta despedida do "ano oficial da crise" as  TARTARUGAS tivessem corrido desfalcadas do seu maratonista que se ausentou para celebrar o fim do ano na cidade do Porto. Foi pena pois teria sido um final de ano em beleza. O nosso desertor ainda tentou encontrar uma prova alternativa no Porto ou Vila Nova de Gaia mas foram infrutíferas as suas tentativas.

 

Apesar de contar este ano com menos participantes a São Silvestre de Lisboa tem-se vindo a afirmar cada vez mais no calendário de atletismo. Talvez a concorrência da mítica São Silvestre da Amadora tenha contribuído para desviar alguns (muitos) atletas da capital.

 

Mantendo a mesma distância dos anos anteriores a São Silvestre de Lisboa teve duas alterações significativas: a hora de início e o percurso um pouco mais difícil do que em anos anteriores. Mesmo assim os nossos atletas empenharam-se ao máximo para estabelecerem resultados que fiquem para a história. E o seu esforço não foi inglório. E também contribuíu para queimarem algumas das calorias que certamente irão ganhar nos festejos da passagem do ano.

 

Atletas que concluiram a prova: 2454 (3567 em 2010)

Vencedor: Hermano Ferreira(GD Conforlimpa): 0:30:27

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 444)

Classificação Geral: 1644º - Classificação no Escalão M45: 100ª

Tempo Oficial: 0:56:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:55:42

Tempo médio/Km: 5m:34s  <=> Velocidade média: 10,77Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 443)

Classificação Geral: 1224º - Classificação no Escalão M50: 214º

Tempo Oficial: 0:52:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:23

Tempo médio/Km: 5m:08s  <=> Velocidade média: 11,68Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA 

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Dezembro

  • 4 - Maratona de Lisboa - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 4 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km ==> Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 18 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 9 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre de Lisboa - 10 Km

 

Este ano foi marcado positivamente pela estreia de um atleta numa MARATONA e negativamente pelo fiasco da Corrida do Monge.

 

O balanço desta época de sucesso terá de ser mais exaustivo ficando para o início de janeiro próximo.

 

A todos os nossos amigos, seguidores e principalmente a todos os atletas e acompanhantes as TARTARUGAS desejam a todos um esplêndido ano de 2012. Não vale a pena pensar em crises. Temos acima de tudo acreditar num futuro melhor e mais próspero.

 

 "Um Futuro com FUTURO".



publicado por Carlos M Gonçalves às 23:28
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
GRANDE PRÉMIO DE NATAL

A nossa experiência de 2009 não foi particularmente brilhante com a terrível confusão que se instalou na zona da meta na Praça dos Restauradores. E por esse motivo as Tartarugas não participaram na edição desta prova do ano passado, até por que tiveram conhecimento em vários "fóruns" que esta situação já se teria repetido em anos anteriores.

 

No entanto damos sempre o benefício da dúvida. E como o calendário de provas em Dezembro não é particularmente preenchido decidimo-nos por de novo nos aventurarmos nesta edição do Grande Prémio de Natal. O percurso, idêntico ao dos anos anteriores, era particularmente propício e convidativo para desafiarmos as nossas melhores marcas. Por outro lado um dos atletas não participará este ano na Corrida São Silvestre de Lisboa pelo que encarámos esta prova como o encerramento em conjunto do terrível, preenchido e bem sucedido ano de 2011. E para uma despedida em beleza ainda contratámos um novo elemento que, por certo, passará também a alinhar connosco em futuras participações atléticas. O seu passado de corredor popular e amador deixam-nos boas perspectivas de que também na classificação por equipas as LEBRES E TARTARUGAS deixem a sua marca. Este novo tartaruga, por sinal o menos jovem do grupo, mostrou que ainda não se esqueceu de correr. E, quem sabe, despertámos-lhe de novo o "bichinho" das corridas.

 

 

A manhã apresentou-se fria mas com bastante sol convidando todos a largarem o aconchego do seu lar, fosse para participar nas várias provas em disputa fosse simplesmente para colorirem o cenário e incentivarem os atletas. O espírito natalício invadiu a zona central da cidade de Lisboa.

 

As caras conhecidas eram muitas. Ninguém perde a oprtunidade para uma boa manhã desportiva e de puro convívio.

 

Como já foi referido o percurso era, além de sobejamente conhecido dos atletas, propício a ritmos bem elevados. E, como todos bem sabíamos, a partir do Saldanha era sempre a descer e, se possível, a "sprintar" até à meta. Talvez agora, e gorada a oportunidade de 2009, conseguíssemos pulverizar as nossas melhores marcas em termos do ritmo da corrida. É certo que a distância de 9 quilómetros não é muito habitual (na realidade não chegou mesmo aos nove mil metros segundo várias medições com GPS). Mas mesmo assim, como corolário da nossa preparação, as três TARTARUGAS conseguiram selar o Grande Prémio de Natal com as melhores marcas de sempre em termos de ritmo de corrida. Foi o fechar do ano em beleza.

 

Assinala-se o esforço da organização em evitar que se repetisse no final a confusão de há dois anos. Denotando uma grande preocupação da parte das equipas de apoio para que os atletas não entupissem a zona logo após a linha de meta contribuiu-se deste modo para que não se repetissem as lamentáveis cenas de 2009. PARABÉNS! Há que saber aprender humildemente com os erros passados. Cada erro é uma oportunidade de melhoria.

 

Atletas que concluiram a prova: 1376

Vencedor: Evans Kiplagat (Quénia): 0:24:35

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1403)

Classificação Geral: 1108º - Classificação no Escalão M45: Não divulgado

Tempo Oficial: 0:47:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:27

Tempo médio/Km: 5m:10s  <=> Velocidade média: 11,63Km/h (*)

MELHOR RITMO POR QUILÓMETRO

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 1402)

Classificação Geral: 897º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Oficial: 0:43:43/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:42:54

Tempo médio/Km: 4m:46s  <=> Velocidade média: 12,59Km/h (*)

MELHOR RITMO POR QUILÓMETRO 

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº1401)

Classificação Geral: 597º - Classificação no Escalão M55: Não divulgado

Tempo Oficial: 0:40:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:39:13

Tempo médio/Km: 4m:21s  <=> Velocidade média: 13,77Km/h (*)

MELHOR RITMO POR QUILÓMETRO

 

JOSÉ TEIXEIRA (Dorsal Nº 1400)

Classificação Geral: 1094 - Classificação no Escalão M55: Não divulgado

Tempo Oficial: 0:46:56/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:06

Tempo médio/Km: 5m:07s  <=> Velocidade média: 11,71Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Dezembro

  • 4 - Maratona de Lisboa - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 4 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km ==> Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 18 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 9 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre de Lisboa - 10 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 00:06
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
MARATONA DE LISBOA

"E a vida não pára".

 

Uma vez mais os atletas separaram-se por duas provas diferentes dentro do evento MARATONA DE LISBOA. O atleta Carlos Gonçalves desafiou uma segunda maratona no espaço de um mês após se ter estreado nesta distância na Maratona do Porto. O outro atleta das LEBRES E TARTARUGAS - Carlos Teixeira - mantêve-se fiel a uma distância que já bem conhece, e na qual sente que ainda tem muito para dar, e participou na Meia Maratona. Mas também já se prepara psicologicamente para em 2012 enfrentar os míticos 42,195 Km, provavelmente também na cidade invicta. A terceira tartaruga, por motivos de força maior, viu-se impedida de se estrear nesta prova que decorre na cidade de Lisboa.

 

Partindo isolados um do outro, quer em termos do local da partida quer da hora prevista para o início da prova, só se iriam encontrar algures na Av. da Índia entre Belém e Algés, quando a maioria dos corredores da meia-maratona já efectuavam o percurso de retorno e muitos dos maratonistas ainda corriam em direcção ao ponto de viragem. E atendendo ao desfasamento das horas e locais de partida os dois atletas TARTARUGAS só se viriam a juntar já dentro do Estádio 1º de Maio com o semi-maratonista a assisitir da bancada ao companheiro a transpor a meta ao sprint e a ultrpassar "in extremis" alguns outros corredores mesmo em cima da linha. Para ambos a satisafação do dever cumprido. Carlos Gonçalves terminava a sua segunda maratona, sem paragens, e com um tempo muito semelhante ao conseguido na maratona do Porto: 4:27 contra 4:24. Por seu turno Carlos Texeira não só terminava a corrida abaixo da fasquia das 2 horas como ainda estabelecia nada mais nada menos que o seu melhor tempo na Meia Maratona. É obra ainda por cima numa corrida cujos últimos quilómetros são sempre a subir, desde o Terreiro do Paço atá à Praça do Areeiro. E ainda há que acrescentar que o percurso não é nada fácil com um longo e desgastante trajecto em linha desde a 24 de Julho até Algés e volta à Praça do Comércio. Foi sem dúvida uma excelente prova de superação física e psicológica, e também a servir de incentivo para a participação numa Maratona. Pernas não faltam e cabeça também parece que não. Aguardemos por 2012.

 

Quanto ao Carlos Gonçalves, depois de vencido o exame de há um mês atrás, tinha pela frente o desafio de correr uma Maratona na cidade natal conhecida por ter um percurso mais exigente do que o da prova do Porto. E também se colocava a questão de como iria reagir a um segundo teste apenas um mês depois da sua primeira Maratona. Tudo correu bem tendo sempre como primeira prioridade concluir a prova sempre a correr e relegando o tempo para segundo plano. E até contou com a ajuda de um ex-colega de outras andanças desportistas (Badminton) que também se abalançava para cumprir a sua primeira maratona depois de uma experiência fracassada no ano passado. Esse colega - Fernando Favinha - ficou para trás por vias de necessidades fisiológicas desfazendo-se o duo que cumpriu quase 30 trinta quilómetros em amena cavaqueira e imbuídos do mesmo espírito. Apesar de não terem concluído a prova ao mesmo tempo, a distância que correram juntos foram bastante importantes para o resultado final. Animando-se um ao outro definiram logo de início uma estratégia de não enveredarem em loucuras que lhes custaria mais adiante a desistência ou a necessidade de percorrerem algumas centenas de metros a andar para recuperar as forças. "A união faz a força" aplicou-se bem a este grupo de atletas.

 

E para a história ficam os registos dos atletas. Mais tarde ninguém se vai lembrar das peripécias das duas provas. Os resultados falam por si.

 

MARATONA

 Atletas que concluiram a prova: 1334 (1108 em 2010)

Vencedor: Vasco Azevedo (SC Lamego): 2:22:03

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1639)

Classificação Geral: 1094º - Classificação no Escalão M55: 73ª

Tempo Oficial: 4:28:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:27:29

Tempo médio/Km: 6m:20s  <=> Velocidade média: 9,46Km/h (*)

 

MEIA MARATONA 

Atletas que concluiram a prova: 759 (1244 em 2010)

Vencedor: Pedro Pessoa (CR Praia Salema): 1:12:18

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 3190)

Classificação Geral: 916º - Classificação no Escalão M50: 111º

Tempo Oficial: 1:57:38/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:57:07

Tempo médio/Km: 5m:33s  <=> Velocidade média: 10,81Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA

 

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Dezembro

 

  • 4 - Maratona de Lisboa - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 4 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km ==> Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 18 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 9 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre de Lisboa - 10 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:48
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 20 de Novembro de 2011
CORRIDA D. DINIS - Odivelas

Numa bela manhã de domingo as TARTARUGAS reencontraram-se para participar na 1ª edição da Corrida D. Dinis na cidade de Odivelas. Aguardáva-nos uma prova de 10 quilómetros que, apesar de ser toda ela em alcatrão, não se afigurava à partida nada fácil por se tratar de um percurso "aos altos e baixos". Normalmente uma corrida que toda ela se desenrola num percurso citadino torna-se normalmente chata e monótona por passarmos pelos mesmos pontos mais do que uma vez. No entanto acabou por ser uma prova bastante agradável e que nos levou, na medida do que a distância permitia, aos locais principais e mais emblemáticos desta cidade às portas da grande capital.

 

A presença popular, tão importante neste tipo de corridas, marcou forte adesão. O povo de Odivelas saíu à rua para festejar a sua primeira corrida e incentivar todos aqueles que fizeram questão de marcar presença nesta estreia.

 

As caras conhecidas estavam lá em grande número. O tempo também ajudou. Uma manhã soalheira e com uma temperatura amena e convidativa a um bom convívio desportivo. Só para o Frederico é que esteve calor a  mais. Que pena não ter encontrado o clima que na semana passada acompanhou a Meia Maratona da Nazaré ...

 

Sendo uma corrida de dez quilómetros é necessariamente rápida em comparação com as outras provas de maior distância em que temos participado. Não podemos descansar um segundo sob pena de sermos ultrapassados pelos normalmente mais lentos e de abdicarmos de tentar bater os nossos "recordes" na distância. É ainda um bom treino paras as Meias Maratonas e Maratona que se aproximam para o início de Dezembro. E para um bom desempenho nas provas de fundo é também muito importante treinar em "rampas" com constantes alterações de ritmo. Todos estes ingredientes estiveram na Corrida de Odivelas. Foi uma boa prova e também um bom treino.

 

Para o próximo ano voltaremos.

 

Atletas que concluiram a prova: 759

Vencedor: Pedro Gomes (Odimarq Alumínios): 0:33:33

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 527)

Classificação Geral: 545º - Classificação no Escalão M45: 78º

Tempo Oficial: 0:56:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:10

Tempo médio/Km: 5m:37s  <=> Velocidade média: 10,68Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 526)

Classificação Geral: 434º - Classificação no Escalão M50: 53º

Tempo Oficial: 0:52:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:52:03

Tempo médio/Km: 5m:12s  <=> Velocidade média: 11,53Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 528)

Classificação Geral: 312º - Classificação no Escalão M55: 33ª

Tempo Oficial: 0:48:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:35

Tempo médio/Km: 4m:52s  <=> Velocidade média: 12,35Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Corridas do mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km

 

Calendário para o mês de Dezembro

  • 4 - Maratona de Lisboa - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 4 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km ==> Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 18 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 9 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre de Lisboa - 10 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 19:44
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011
MEIA MARATONA DA NAZARÉ

Apesar do número de atletas que concluiram a prova ter sido este ano ligeiramente inferior ao de 2010 a sensação que nos ficou à partida foi que a Meia Maratona da Nazaré registava em 2011 uma maior participação. No entanto temos de considerar que a partida da prova principal e a da Volta à Nazaré foram feitas em simultâneo o que nos poderá ter induzido em erro. No entanto uma certeza fica na nossa mente. Ano após ano, e apesar de haver um leque de opções cada vez maior, os indefectíveis, e não só, recusam-se a deixar cair a mais antiga Meia Maratona realizada em Portugal. E, mesmo a circunstância de no fim de semana passado se ter realizado a Maratona do Porto, nem por isso alguns atletas deixaram de marcar presença nestes dois eventos. Que o diga a nossa Tartaruga que esteve no Porto e na Nazaré.

 

O percurso, com uma pequena alteração com a passagem pela nova ponte sobre o rio Alcoa, era o mesmo dos anos anteriores. Não havia assim grandes surpresas. Quanto às condições meteorológicas este ano tivémos de tudo: algum frio, um pouco de vento e chuva, sim muita chuva. Por volta do meio dia a trovoada marcou presença prenunciando o temporal que sobre nós se viria a abater e acompanhar nos últimos quilómetros. Só no Grande Prémio do Atlântico deste ano tivémos uma "prenda" idêntica. No local da meta estava instalado um perfeito lago.

 

Mas estas condições adversas não impediram os nossos dois atletas de melhorarem os seus tempos nesta corrida. Inclusivamente um deles estabeleceu o recorde individual na distância da meia maratona.

 

Quem deverá ter ficado um pouco "roído" por não ter estado presente foi o nosso colega Frederico que tanto adora a chuva e o frio. Fica para uma outra oportunidade. Até por que o Inverno está à porta.

 

Atletas que concluiram a prova: 1135 (1169 em 2010)

Vencedor: Pedro Cruz (J Cruz Irmãos): 1:09:09

 

CARLOS TEIXEIRA  (Dorsal Nº 439)

Classificação Geral: 977º - Classificação no Escalão M50: 120º

Tempo Oficial: 1:59:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:58:36

Tempo médio/Km: 5m:37s  <=> Velocidade média: 10,67Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 440)

Classificação Geral: 823º - Classificação no Escalão M55: 72ª

Tempo Oficial: 1:50:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:50:19

Tempo médio/Km: 5m:36s  <=> Velocidade média: 10,70Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 22:59
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
CORRIDA DOS ADVOGADOS

Desfalcados da sua ponta de lança que se aventurou, com sucesso, numa MARATONA, as demais Lebres e Tartarugas aproveitaram um bom domingo para a prática da modalidade, aderindo à Corrida dos Advogados em Monsanto.

 

Uma primeira dúvida foi a distância que iriamos percorrer - no site indicava 10 kms, na inscrição indicava-se tanto os 10 kms como uma distância aproximada de 8 kms. Enfim uma pequena confusão mas que não afastou as Lebres e Tartarugas de um belo passeio aos altos e baixos pela serra de Monsanto.

 

De facto constatamos que foi uma bela corrida "curta" com cerca de 7,400 m mas com um atractivo de parte dela ser feita fora de estrada e de no seu percurso pontuarem algumas subidas de dificil digestão. Mas nada que se compare à experiência do fim de semana passado.

 

Com uma razoável moldura humana (em quantidade e qualidade...) lá nos fizemos ao caminho tendo registado as seguintes classificações numa prova em que esteve sempre presente na nossa mente o sofrimento do nosso colega maratonista em plena corrida nessa mesma altura.

 

Atletas que concluiram a prova: 247

Vencedor: Hélder Grosso (CR Leões Porto Salvo): 0:26:24

 

FREDERICO SOUSA(Dorsal Nº 436)

Classificação Geral: 166º - Classificação no Escalão M45: Não divulgada

Tempo Oficial: 0:43:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:43:07

Tempo médio/Km: 5m:51s  <=> Velocidade média: 10,26Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 435)

Classificação Geral: 137º - Classificação no Escalão M50: Não divulgada

Tempo Oficial: 0:41:25/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:41:19

Tempo médio/Km: 5m:36s  <=> Velocidade média: 10,70Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 00:08
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
MARATONA DO PORTO

Uma das TARTARUGAS decidiu abandonar os outros dois amigos para participar na MARATONA DO PORTO.

 

Ainda que este "divórcio" tenha sido temporário, no próximo fim de semana já nos voltaremos a reencontrar, esta participação teve como grande objectivo dar corpo a um sonho de longa data de um dos nossos atletas.

 

Atendendo a que esta crónica se refere a um projecto pessoal a mesma é assim feita na primeira pessoa.

 

Desde sempre, e quando acompanhava na televisão as principais competições de atletismo a nível mundial, com particular destaque para os Jogos Olímpicos, sempre dediquei maior atenção à prova da Maratona. Prova mítica, e ao mesmo tempo mística, encaixava na perfeição nas minhas preferências a nível desportivo. Tudo o que fosse uma prova de longa duração, na qual o esforço psíquico se sobrepõe ao desgaste físico, sempre me atraíu de modo especial. É nestas situações que se revela o verdadeiro atleta. E mais do que a capacidade física considero ser muito importante que se detenha uma força psicológica interior que, constantemente posta à prova, é a base fundamental para se alcançar qualquer sucesso. E este sucesso tanto pode ser a nível desportivo como profissional, ou mesmo pessoal. Traçado um objectivo, uma meta, tudo é possível, ou pelo menos, tudo deveremos fazer para tentar que esse sonho se torne possível.

 

Quando me iniciei em provas de fundo, em Março de 2005 com a minha primeira participação na Meia Maratona de Lisboa (Ponte 25 de Abril), já acalentava no meu subconsciente o desejo de um dia cumprir uma Maratona de corpo inteiro. Mas o sonho foi sempre adiado. Talvez um dia me sentisse em condições de desafiar a distância, então proibida, dos 42,195 Km.

 

Com a presença regular em provas de estrada com os meus dois companheiros de luta - Frederico e Carlos Teixeira - o desejo manteve-se latente e na ordem do dia. Todos nos questionávamos "para quando a participação numa Maratona". As meia maratonas deixavam de ser um esforço sublime para passarem a ser as nossas provas principais e para as quais nos sentíamos cada vez mais preparados. Só faltava mesmo era abalançarmo-nos para o degrau seguinte.

 

Foi no decorrer deste Verão que o meu sonho de participar e cumprir uma Maratona começou cada vez mais a formar-se no meu espírito. Primeiro pensei na Maratona do Algarve. Mas ainda era muito cedo e não me sentia convenientemente preparado. Talvez na Maratona de Lisboa. Mas a opinião era unânime de que esta corrida era bastante dura.

 

Em conversa com outros atletas, seja em corrida seja nos habituais "blogs", todos me diziam que para um primeiro desafio à Maratona não havia nada como a que se realiza na cidade do Porto. Com um percurso praticamente plano e muito agradável, é sem dúvida a prova ideal, das realizadas no nosso País, para quém se quer iniciar na terrível distância de 42,195 quilómetros. Uma vez tomada a decisão, e vencidos todos os medos, só havia duas coisas a fazer: primeiro efectuar, e pagar, a inscrição e depois estabelecer um plano de treinos apropriado quer para a distância quer para o tempo a realizar. O último mês envolveu alguns sacrifícios por este atleta vendo-se obrigado a treinar praticamente todos os dias. Mas "quem corre por gosto não cansa". Pelo meio ainda paraticipei em algumas provas oficiais. O derradeiro e mais importante teste foi o que realizei dois fins de semana antes. Fazia parte do plano de preparação percorrer uma distância de 30 quilómetros em aproximadamente 3 horas. Nunca antes tinha corrido uma distância tão grande. Mas também serviu para me convencer que poderia, sem sacrifício mental e físico, concluir uma maratona.

 

Chegado o grande dia só tinha uma única ideia no meu pensamento: "Eu vou fazer a Maratona do Porto". A menos que tivesse alguma lesão imprevista durante a corrida eu sentia que poderia cumprir o meu desejo de muitos anos. E, como os meus filhos me recordavam a minha frase de um dia, "depois de correr uma Maratona já poderia morrer descansado". Mas atenção que não quero morrer já.

 

Durante semanas fez parte da minha preparação psicológica habituar-me à ideia de que iria correr durante mais de quatro horas. Parti para a Maratona do Porto com algumas ideias base. Primeiro, e mais importante, terminar a prova sempre a correr. Depois tudo o que fosse um tempo abaixo das cinco horas era ganho. No entanto fiz alguns cálculos tendo por base os meus tempos na meia maratona e comecei a perceber que afinal até estava ao meu alcance cumprir os mais de quarenta e dois quilómetros num tempo inferior a quatro horas e trinta e nove minutos. Mas no fundo até alimentava a esperança de poder quebrar a barreira das quatro horas e meia.

 

Quando se inicia uma corrida de longa distância não devemos logo começar a fazer contas ao que vamos ter pela frente. Devemos, acima de tudo, estabelecer objectivos parciais que nos irão ajudar a não desmorecer ao longo da prova e pensar quilómetro a quilómetro. Para esta corrida identifiquei alguns "pontos psicológicos"ao longo do percurso que, após os ultrapassar, me empurrariam com mais força para a meta:

  • Ponto de retorno aos 21 km (equivalente a ter terminado uma meia maratona)
  • Travessia da Ponte D. Luís pela segunda vez e viragem rumo à Ponte do Freixo
  • Ponto de retorno a seguir à Ponte do Freixo
  • Quilómetro 32 significando que só me faltava uma habitual corrida de dez quilómetros
  • Quilómetro 40 que nos colocava muito perto do início da subida da Avenida da Boavista em direcção à meta instalada junto à entrada principal do Parque da Cidade.

Após os primeiros cinco quilómetros comecei a conversar com outro atleta da cidade do Porto que igualmente se propunha correr pela primeira vez uma Maratona. Foi ele quem deu o mote: "vamos os dois fazer a corrida em conjunto e cada um puxa pelo outro". Havia também que encontrar o ritmo adequado e quando um de nós começasse a cair em tentações o outro logo se devia encarregar de refrear os ânimos. E foi assim até perto dos 26/27 quilómetros quando o meu colega desistiu de me acompanhar. Passei a ser um corredor solitário. E procurei também ocupar o meu espírito com pensamentos positivos. Valorizar o que já tinha conseguido e fazer ver a mim próprio que cada vez faltava menos para cumprir o meu sonho.

 

E como seria a fatídica quebra dos 35 quilómetros tantas vezes referida pelos maratonistas? Para ser sincero nem dei por essa barreira crítica. Quando passei pelo quilómetro 32 comecei a fazer uma contagem regressiva: já só faltam 10, já só faltam nove, e por aí adiante. E, por mais estranho que possa parecer, cada quilómetro final parecia-me mais curto que os restantes.

 

Já na fase final a ânsia de terminar a corrida era tão grande que os últimos mil metros foram percorridos sempre a acelerar até cruzar ao "sprint" a linha da meta.

 

Cumpriu-se um sonho. Eu sabia que não podia falhar. Até porque já perto da meta os meus familiares esperavam para testemunhar a minha gloriosa chegada. E os meus outros dois companheiros de corrida que tinham ficado em Lisboa para participar na Corrida dos Advogados também confiavam em mim.

 

Ultrapassado este meu grande objectivo já está na calha a participação na Maratona de Lisboa. E outras provas se seguirão.

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1897)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Classificação Geral: 1264º - Classificação no Escalão M55: 63º

Tempo Oficial: 4:24:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:23:52

Tempo médio/Km: 6m:15s  <=> Velocidade média: 9,59 Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Novembro 

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km

 



publicado por Carlos M Gonçalves às 23:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011
CORRIDA DO MONGE

Este ano mais do que a Corrida do Monge tivémos a AVENTURA DO MONGE!

 

No primeiro domingo da hora de inverno estavam reunidas as condições para tudo dar certo e ser mais uma prova de sucesso do Circuito Nacional de Montanha. Elevada adesão de atletas tendo em consideração que neste tipo de corridas o número de participantes costuma ser substancialmente inferior ao das provas de estrada. Por outro lado o bom tempo o percurso, se bem que difícil, era previamente conhecido e bastante desafiante. Todos estavam mentalizados e ansiosos para disfrutar a beleza da Serra de Sintra no seu interior com todas as dificuldades inerentes a uma corrida de montanha curta mas dura.

 

Com um começo bastante exigente - eram cerca de dois quilómetros e meio sempre a subir desde a partida - o pelotão foi-se esticando perdendo desde logo a compacidade do início. Praticamente nenhum atleta corria sozinho. Tinha sempre em linha de vista outros atletas, tanto à sua frente como na retaguarda.

 

Entretanto começávamos a ter a companhia de alguns ciclistas de todo o terreno. Apercebemo-nos que para a mesma zona da Serra de Sintra tinha sido igualmente organizada uma prova de BTT. Serra acima, serra abaixo, cumpríamos cada quilómetro do percurso seguindo escrupulosamente as marcas de orientação previamente colocadas pela organização. Passado o primeiro abastecimento, por volta dos 3,5 quilómetros, tudo parecia correr sobre rodas. Seguindo pelos trilhos assinalados, com alguns "single treks" dignos do BTT, íamos ao encontro do derradeiro obstáculo que nos aguardava perto da barragem do rio da mula. Ao quilómetro nove tínhamos de vencer a aguardada subida, direi mesmo escalada, radical onde seria praticamente impossível correr. Só que algo parecia ter mudado. Tínhamos deixado de ver as marcas dos quilómetros já percorridos. Quanto ao segundo abastecimento, previsto para perto dos 6,5 quilómetros, nem sombra dele. Talvez estivéssemos distraídos e apenas concentrados na corrida. Tudo bem até porque não estava muito calor e, apesar de tudo, a corrida só deveria ter cerca de 11 a 12 quilómetros.

 

A certa altura, ao entrarmos num segundo "single trek", ficámos com a estranha sensação de estarmos a caminhar em sentido errado. Apesar de tudo o percurso continuava bastante interessante e até parecia bem mais fácil do que há um ano atrás. Será que me tinha enganado em algum troço? Contudo não estava sozinho. Tanto à minha frente como atrás de mim continuava com a companhia de vários atletas. Consultando o relógio com GPS ia vendo passar os quilómetros: 12, 13 14 ... Mas a prova já deveria terminado. Então, ao ultrapassar atletas supostamente mais adiantados, a maioria já tendo deixado de correr, avisaram-me que a prova já tinha acabado para quem ali estava. Soube que vários atletas tinham seguido caminhos errados. Lá continuei a correr até aos dezassete quilómetros quando cheguei ao Parque de Merendas perto do convento dos capuchos. Avistando um grupo de caminheiros tentei obter informações sobre qual o caminho a seguir para mais rapidamente regressar à aldeia de Janes. Com mais três atletas também perdidos regressámos serra abaixo à procura do trilho mais adequado que nos iria conduzir ao local de partida. Sem água, pois todos tínhamos falhado o segundo abastecimento, uma das atletas deste grupo "cravou" uma garrafa de água a um grupo que almoçava naquele parque de merendas. Longe de estarmos desidratados mesmo assim aquele litro e meio de água, a dividir por quatro, veio mesmo a calhar.

 

Com a aldeia de Janes já no nosso horizonte visual olhámos para trás e vislumbrámos no alto da serra outros tantos atletas que também se tínham perdido.

 

Ao chegarmos finalmente à meta soubémos então que a confusão de percurso teve origem no facto de ter sido organizada (ou desorganizada) uma prova de BTT para a mesma zona. A culpa até nem tinha sido da organização da Corrida do Monge que antempadamente garantiu a necessário autorização para a realização desta corrida. A corrida de BTT essa não tinha sido autorizada. E ao marcarem o seu percurso tiveram um profundo desrespeito pela Corrida do Monge. A sinalética utilizada confundiu a maioria dos atletas levando-os ao engano seguindo por um percurso que não era o seu.

 

E constatámos ainda que nem todos se enganaram exactamente no mesmo ponto. Houve atletas que correram 17 quilómetros, outros 21, outros ainda 27 e um afirmou mesmo ter corrido 30 quilómetros. Será que alguém cumpriu integralmente o percurso original? Fica a dúvida.

 

Quem aguardava pelos três TARTARUGAS cedo começou a perceber de que algo não estava a correr bem. Ouvindo os comentários tecidos por  acompanhantes de alguns "PROFISSIONAIS" constatou que os primeiros já deveriam ter chegado há mais de dez minutos ...

 

E mesmos os três TARTARUGAS realizaram distâncias diferentes. Afinal não tínham feito o mesmo percurso.

 

No final o sentimento de cada um era diferente. Os dois mais amantes e acérrimos defensores deste tipo de corridas até desculparam a organização. Afinal não tiveram culpa e não valia a pena "bater mais no ceguinho". Em 2012 até queremos voltar a esta corrida. O terceiro elemento, aquele que normalmente "vota contra" as corridas de montanha, não foi tão condescendente para com a organização. Afinal tinha feito quase uma meia maratona em montanha e ainda por cima sem água. E até foi atropelado por uma bicicleta pondo em risco a sua integridade física.

 

Felizmente tudo acabou em bem. Foi mais uma experiência para mais tarde recordar e contarmos aos nossos familiares e amigos. No entanto consideramos que não deveria haver uma classificação oficial até porque provavelmente alguns dos que lutavam por um bom lugar também saíram seriamente prejudicados. Em nossa opinião a edição deste ano da Corrida do Monge não deveria contar para a classificação final do Circuito Nacional de Montanha.

 

Assim não se apresentam os tempos e classificações dos TARTARUGAS.

 

Corridas do mês de Outubro

  • 16 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 30 - Corrida do Monge (Sintra) - cerca de 11,5 Km

 

Calendário para o mês de Novembro

  • 6 - Maratona do Porto - 42,195 Km => Carlos Gonçalves
  • 6 - Corrida dos Advogados (Lisboa) - 10 Km => Carlos Teixeira e Frederico Sousa
  • 13 - Meia Maratona da Nazaré - 21,0975 Km
  • 20 - Corrida D. Dinis (Odivelas) - 10 Km



publicado por Carlos M Gonçalves às 01:38
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
CORRIDA DO TEJO - 2011

O que é que nos leva, ano após ano, a participar na célebre Corrida do Tejo? Não é, certamente, com a esperança de batermos os nossos melhores tempos nesta distância de dez quilómetros. O elevado número de participantes (cerca de dez mil à partida) provocam logo em Algés um engarrafamento monumental que se estende até à Cruz Quebrada. Estes dois primeiros quilómetros são percorridos aos ziguezagues. Por vezes até se procuraram caminhos alternativos fora do alcatrão. Tudo passa a valer como pista de corrida. Só com o início da subida para o Alto da Boa Viagem é que se começa a ter algum espaço de manobra e podemos então ultrapassar os atletas ainda mais lentos do que nós. É assim todos os anos. E se a confusão foi grande à partida não o foi menos à chegada. As últimas centenas de metros foram cumpridas quase, e uma vez mais, aos empurrões. Nem espaço houve para o habitual "sprint" final.

 

Se encararmos a nossa participação na Corrida do Tejo na vertente de puros momentos de convívio com esta tão grande quantidade de atletas podemos então inferir que se tratou de uma manhã de domingo bem passada. E até foi um bom treino para os futuros compromissos que temos no nosso horizonte.

 

Como forma de aumentarmos a nossa carga de treino até combinámos, logo à partida, que regressaríamos a Algés não de comboio mas a correr. Só que desta vez, fruto da grande confusão que se instalou à chegada, não se conseguiu o habitual reagrupamento das três TARTARUGAS. Assim um dos atletas teve de cumprir o percurso de regresso sozinho.

 

E pouco há mais a dizer sobre a Corrida do Tejo.

 

O mês outubro vai terminar em grande nível com a nossa participação na Corrida do Monge.

 

Atletas que concluiram a prova: 9346 (9262 em 2010)

Vencedor: Rui Pinto (SLB): 0:31:09

 

FREDERICO SOUSA  (Dorsal Nº 10922)

Classificação Geral: 4859º - Classificação no Escalão M45: não divulgada

Tempo Oficial: 1:00:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:37

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,60 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NESTA PROVA

 

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 7420)

Classificação Geral: 4111º - Classificação no Escalão M50: não divulgada

Tempo Oficial: 0:57:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:00

Tempo médio/Km: 5m:24s  <=> Velocidade média: 11,11 Km/h (*)

MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NESTA PROVA

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 7419)

Classificação Geral: 2955º - Classificação no Escalão M55: não divulgada

Tempo Oficial: 0:53:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:45

Tempo médio/Km: 4m:59s  <=> Velocidade média: 12,06 Km/h (*)

 

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Calendário para o mês de Outubro

  • 16 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Corrida do Tejo (Oeiras) - 10 Km
  • 30 - Corrida do Monge (Sintra) - cerca de 11,5 Km


publicado por Carlos M Gonçalves às 23:40
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

.mais sobre mim
.pesquisar neste blog
 
.Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
12

13
14
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. MINI-TRAIL CASTELO DE ABR...

. MEIA MARATONA DE SETÚBAL

. CORRIDA DO 1º DE MAIO

. CORRIDA DO SLB

. CORRIDA DA LIBERDADE

. ESTAFETA CASCAIS OEIRAS L...

. TRILHOS DO ALMOUROL

. CORRIDA DOS SINOS - 30ª E...

. MEIA MARATONA DE LISBOA

. 12 KM DE SALVATERRA DE MA...

.arquivos

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

.links
.Fazer olhinhos
.subscrever feeds