Sábado, 25 de Março de 2017

EDP MEIA MARATONA DE LISBOA

Os Tartarugas reencontram-se após alguns meses de separação. Não digo que estiveram de “candeias às avessas” pois não houve qualquer desentendimento entre os membros que constituem este trio maravilha. Esta separação momentânea foi apenas, e tão só, o resultado de opções diferentes em termos de provas em que cada um decidiu participar e ainda da circunstância de um dos membros ter estado de “baixa prolongada”. A última corrida em conjunto remonta à Corrida São Silvestre de Lisboa no último dia do ano de 2016.

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E, talvez por ironia do destino, o reencontro deu-se exactamente na prova que serviu de “pontapé de saída” para a fundação das LEBRES E TARTARUGAS, no já distante ano de 2009. Anteriormente todos os nossos atletas já se tinham iniciado no admirável mundo da corrida, muito antes do “running” ter entrado na moda.

 

A EDP Meia Maratona de Lisboa tem uma logística complicada para o transporte dos atletas para o local da partida. O acesso não é fácil sendo preciso deixar uma viatura tão próximo quanto possível da Meta e então rumar até à margem sul, preferencialmente através do comboio da Fertagus, passe a publicidade. Mas neste ano, e ao contrário do passado, os atletas marcaram encontro na zona do Pragal antes da descida para a Praça da Portagem. Às nove e meia, mais minuto menos minuto, dá-se a concentração da nossa equipa num local improvável atendendo à presença de largos milhares de pessoas nesta zona, participantes da Mini ou da Meia Maratona.

 

Em 2017 tivemos a maior representação de sempre. Só à sua conta o Frederico arregimentou 7 atletas para a Mini Maratona.

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Se adicionarmos os quatro Semi-maratonistas e família, e ainda duas participantes extras, foram ao todo 16 os elementos que se juntaram à festa.

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O ambiente foi igual ao das edições anteriores com a vantagem do São Pedro ter dado uma mãozinha. Sol, muito Sol, temperatura ideal, excepto para o Frederico, e total ausência de chuva, estavam criadas as condições ideais para uma manhã perfeita.

 

A Meia Maratona da Ponte 25 de Abril mantém-se igual de ano para ano, fazendo jus ao princípio de que “em equipa que ganha não se mexe”. Muitos milhares de participantes e, como é habitual, com imensos atletas estrangeiros que contribuem para a animação de uma das mais emblemáticas corridas das que se realizam em Portugal. A Ponte 25 de Abril é, sem dúvida, uma das mais belas do mundo recordando um tempo em que as pontes metálicas eram simultaneamente um meio de passagem para a outra margem e uma autêntica Obra de Arte. Aliás este é o nome actualmente dado às diversas pontes com que nos cruzamos todos os dias.

 

Curioso é o ponto alto da EDP Meia Maratona de Lisboa ser exactamente logo nos primeiros metros com a travessia a pé do Rio Tejo por uma via habitualmente reservada só aos veículos automóveis. E desfrutamos, logo de início, de uma esplendorosa imagem da encantadora e maravilhosa vista da nossa querida cidade de Lisboa. Curiosamente as melhores imagens que temos do Porto são exactamente as da outra margem do Rio Douro e antes da travessia através de uma qualquer das suas inúmeras pontes.

 

Como sempre a animação é grande. Ficámos também com a sensação de que neste ano havia mais participantes. Dado o sinal de partida não tivémos a confusão dos anos passados, com a mistura, logo de início, das duas categorias de participantes. Mas, nem por isso, a travessia foi isenta de atropelos e de empurrões. Aliás quem quer fazer bons tempos tem de escolher outras Meias Maratonas que não esta.

 

O percurso foi igual ao das outras edições, com os atletas de elite a partirem de um local diferente e já na margem Norte. E, ao longo dos mais de vinte e um quilómetros, foi quase sempre um constante aglomerado de atletas. Raros foram os metros em que conseguíamos correr a um ritmo mais elevado. Mas, e já o sabíamos, a EDP MEIA MARATONA DE LISBOA, mais do que uma competição, é, principalmente, um momento de fruição de agradáveis momentos de convívio quer com os outros atletas quer com o inúmero público que constantemente apoiava o nosso esforço e nos incentivava até à meta. Por momentos sentimo-nos como verdadeiros HERÓIS.

 

A nossa comitiva participante na Mini Maratona adorou. Os mais competitivos e arrojados Tartarugas da prova rainha cumpriram dentro das suas expectativas. De salientar a prestação do Frederico que, mesmo com uma arreliadora, e esperamos que não complicada, lesão, cumpriu até ao fim a sua prova. Antes já nos tinha avisado que, caso não se sentisse em condições de cumprir os 21,0975 quilómetros, quando chegasse a Alcântara viraria agulhas no sentido do percurso da Mini. Mas arriscou e ganhou a sua aposta. “Quem não arrisca não petisca”. O Frederico arriscou e ganhou.

 

No final, em frente aos Jerónimos, montou-se a habitual confusão. Daí o nosso reencontro ter sido previamente marcado para uma zona mais distante, e também menos confusa, em frente à entrada para o Museu da Presidência da República. Mas só se reencontrou parte da equipa. O Frederico e restante grupo virou agulhas para outro lado.

 

Foi a 131ª prova em conjunto dos três Tartarugas. Quando nos voltaremos a reencontrar não sabemos bem. Recomeça a participação em “Trails” e em provas de estrada com cada atleta a manter-se fiel às suas escolhas. Certo é que já temos já apalavrado para o início de Junho um regresso com o Georg, o nosso Tartaruga distante algures pelos States.

 

Agora é tempo de recuperar.

 

Atletas que concluiram a prova: 10560

Vencedor: JAKE THOMAS ROBERTSON (Nova Zelândia) - 1:00:01

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 6257)

Classificação Geral: 3005º - Classificação no Escalão M55: 133º

Tempo Oficial: 1:50:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:48:57

Tempo médio/Km: 5m:10s <=> Velocidade média: 11,62 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 8023)

Classificação Geral: 4075º - Classificação no Escalão M60: 84º

Tempo Oficial: 1:56:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:54:48

Tempo médio/Km: 5m:26s <=> Velocidade média: 11,03 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 8956)

Classificação Geral: 752º - Classificação no Escalão M5054: 72º

Tempo Oficial: 2:27:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:26:18

Tempo médio/Km: 6m:56s <=> Velocidade média: 8,65 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 13778)

Classificação Geral: 4720º - Classificação no Escalão M60: 102º

Tempo Oficial: 1:59:33/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:57:49

Tempo médio/Km: 5m:35s <=> Velocidade média: 10,74 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 26 - XII KMS de Salvaterra de Magos
  • 26 - Corrida de Solidariedade APAV (Lisboa) - 10Km

Calendário para o Mês de Abril

  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (LIsboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 17:11

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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

CORRIDA DOS SALESIANOS

Por ser perto de sua casa, o Frederico optou por participar numa prova de 10 kms em estrada, no que foi acompanhado pelo seu filho Gonçalo.

 

Ainda a recuperar de uma pequena lesão no tendão (proveniente da dança no lamaçal do fim de semana anterior na Corrida das Lezírias), o Frederico dispôs-se ainda assim a participar mais nesta prova para verificar se estaria em condições para a Meia Maratona do fim de semana seguinte.

 

Ponto de encontro em sua casa e deslocação a pé até à partida – uma caminhada de aquecimento de 15 minutos.

 

As condições metereológicas para o fim de semana melhoraram significativamente face aos dias anteriores – leia-se - o tempo piorou com nuvens, um pouco de vento e chuviscos. Ainda assim o sol teimou em aparecer.

 

O trajecto era simples e plano – partida junto ao Mosteiro dos Jerónimos em direcção a Algés, retorno até Alcantara  e de novo até aos Jerónimos.

 

O calcanhar do Frederico aguentou-se bem durante 9 kms e meio, mas ao ver que, com algum esforço, conseguia acabar a prova dentro de uma hora, estragou-se tudo.

 

Um esticão nos últimos metros e ficou acesa uma luz amarela para a participação no fim de semana seguinte.

 

A ver vamos como decorre a recuperação.

 

Quanto ao Gonçalo reafirmou-se como o 4º tartaruga ao completar, com esta prova, 20 participações.

 

Temos atleta.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 953

Vencedor: SAMUEL FREIRE (S L Benfica) - 0:31:43

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 744)

Classificação Geral: 752º - Classificação no Escalão M5054: 72º

Tempo Oficial: 1:01:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:57

Tempo médio/Km: 6m:00s <=> Velocidade média: 10,01 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 961)

Classificação Geral: 734º - Classificação no Escalão M0034: 134º

Tempo Oficial: 1:00:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:21

Tempo médio/Km: 5m:56s <=> Velocidade média: 10,11 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:23

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Domingo, 12 de Março de 2017

TRAIL DA COSTA SALOIA

Ainda não refeito totalmente das mazelas do Off-Road da Barreira o Trailista Solitário das LEBRES E TARTARUGAS regressou a um local onde já foi muito feliz. De volta ao seu “habitat” natural reencontrou uma prova que lhe deixou boas recordações em 2016.

 

Mais do que uma corrida um “trail” é, acima de tudo, um conjunto de emoções e de puro convívio e confraternização entre os vários participantes. Aqueles que, muito legitimamente, participam numa prova desta natureza aspirando a uma boa classificação desaparecem num ápice deixando o caminho livre aos que encaram a sua participação mais numa lógica de convívio e de diversão. E é precisamente neste grupo que se enquadra o atleta das LEBRES E TARTARUGAS que voltou a repetir o “Trail da Costa Saloia".

 

A manhã apresentava-se fria mas solarenga. As temperaturas altas, dignas de uma Primavera anunciada mas ainda longe, afastavam o fantasma da enorme quantidade de lama que tinha caracterizado o Off-Road da Barreira, realizado uma semana atrás. Por outro lado o grande número de atletas presentes eliminavam também o outro fantasma que tinha acompanhado até ao fim o nosso atleta Carlos Gonçalves. Falamos, evidentemente, da simpática, mas indesejável, companhia de um ou de uma atleta vassoura que fecha o pelotão e se cola ao aleta que tem o azar de estar exactamente em último lugar. Não é que esta posição seja desprestigiante. Mas terminar em último é o que ninguém deseja.

 

Mantendo o mesmo percurso do ano passado manteve-se o encanto de uma prova de trail que entra, ou melhor já entrou, para o grupo restrito das provas a não perder.

 

Um trail é muito mais do que uma simples corrida de atletismo. A atenção é redobrada. Não nos temos de preocupar com os atletas que vão à nossa frente. As diferenças na classificação serão “negociadas” mais lá para a frente. Mas uma pedra escondida no meio da vegetação, ou da lama, pode provocar uma inesperada queda ou, pior ainda, uma lesão mais grave. É fácil “pisar” mal e partir um tornozelo. Todo o cuidado é pouco. E, sempre que necessário, devemos dar passagem a algum atleta que nos precede num ritmo mais elevado. “Amigo não empata amigo”.

 

OS primeiros dez quilómetros são o aquecimento para o que nos espera daí para a frente. Ainda travamos conhecimento com alguma lama, quanto baste, e atravessamos algumas ribeiras. Perfeito, estamos mesmo numa corrida de trail.

 

À passagem por uma queda de água (que pena não ter tirado uma foto) entramos na zona mais técnica do percurso. Até aqui conseguimos ter feito toda a prova sempre a correr. A partir deste ponto, a especificidade do percurso, todo ele muito técnico, obriga-nos a andar e evitar alguma queda mais aparatosa. Nesta fase “ninguém ultrapassa ninguém”.

 

Chegamos à Praia do Magoito. Temos pela frente as últimas, mas mais selectivas, subidas de todo o Trail. Custou um pouco mas sabemos, pelo menos os repetentes, que, daí para a frente, o pior já passou. Entramos em sucessivos trilhos junto à costa e que dão o nome à corrida. Estamos na Costa Saloia. Ao longe e lá mais em baixo o Mar apresenta-se bravo e imponente. Num sucessivo sobe e desce chegamos às Azenhas do Mar. Que beleza. O vento até decidiu dar-nos uma “ mãozinha”, soprando forte e por trás. O nosso atleta, lembrando-se dos saltadores de trampolim na neve, junta os braços ao corpo e adopta a forma de concha em cada mão. Realidade ou apenas suposição sente um aproveitamento do vento empurrando-o no sentido da corrida.

 

Último abastecimento de líquidos. O Tartaruga Solitário não pára. Apenas olha para trás. Só que tropeça numa qualquer pedra e cai sobre a perna esquerda, exactamente sobre a mazela de há uma semana a atrás.

 

Os últimos quilómetros são engolidos com uma facilidade que certamente não esperaria. Tudo é exactamente igual ao ano anterior. É nestes quilómetros finais que muitos quebram.

 

Na marca dos 22 quilómetros encontra-se uma seta a indicar a direcção correcta. O meu relógio marca 21,9 km. Talvez tenha feito alguns “cortes” no percurso ou, simplesmente e como já habitual, a distância final seja ligeiramente menor.

 

Um último ânimo, um derradeiro esforço. Este último quilómetro é feito sempre a correr, num ritmo constante e vigoroso. Conseguem-se as últimas ultrapassagens. Ainda antes de entrar no Campo de Futebol da União Mucifalense já tinha feito as pazes com a distância da corrida. O meu Garmin marca mais de vinte e três mil metros. Trezentos metros mais à frente cruzo a linha da chegada.

 

A satisfação é total, tanto pela minha prestação como pelo sentimento de dever cumprido.

 

Manteve-se a aura mágica do Trail da Costa Saloia. É uma prova que continuará a figurar no meu “Quadro de Honra” de Corridas de Trilhos. Tenho de arregimentar mais alguém para me fazer companhia em 2018.

 

Atletas que concluiram a prova: 359

Vencedor: JOÃO FREIRE (Clube de Praças da Armada) - 1:47:33

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 370)

Classificação Geral: 230º - Classificação no Escalão M60: 8º

Tempo Oficial: 2:54:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 7m:35s <=> Velocidade média: 7,92 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:31

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Quinta-feira, 9 de Março de 2017

Corrida das Lezírias – Tartarugas tiveram que enfrentar a Lama

Pelo nono ano consecutivo os Lebres e Tartarugas estiveram representados na corrida das Lezírias por Frederico Sousa e Carlos Teixeira.

 

A corrida das Lezírias é uma das quatro carismáticas corridas de 15km em que ao longo desta última década temos participado as outras são as Fogueiras em Peniche, os Sinos em Mafra e a corrida do 1º de Maio em Lisboa.

 

Destas corridas a das Lezírias não é exatamente uma prova de 15 Km, mas sim de 15,3 Km aproximadamente, curiosamente a organização no passado anunciava que se tratava de uma prova de 15Km e agora publicita 15.5 Km, mas na realidade a distancia percorrida é sempre superior a 15 e inferior a 15,5 km.

 

Ao contrário das outras três corridas a prova de Vila Franca de Xira tem também a particularidade de a maior parte da corrida ser percorrida em piso de terra (aproximadamente 9 Km).

 

Pela primeira vez segui antes da prova integralmente o programa de aquecimento proporcionado pela organização perante a observação estática e sorridente do tartaruga Frederico.

 

Á partida o tempo ameaçava chuva, mas estava uma temperatura ideal para correr e durante a corrida foi aparecendo alguma cacimba que ajudou a hidratar.

 

O percurso foi exatamente igual à das outras oito edições em que participámos sendo a ponte de Vila Franca e algumas partes do piso no centro da cidade com os habituais quadrados os momentos mais difíceis de ultrapassar, no entanto na edição deste ano apareceu-nos perto do km oito uma surpresa que se prolongou durante 1,5 Km que foi a lama. Esta parte da corrida foi difícil de ultrapassar porque os pés escorregavam e/ou enterravam-se na lama, não deixando de ter alguns momentos divertidos foi um alívio quando se chegou ao fim da Lezíria.

 

É sempre uma prova bonita de participar num ambiente agradável na Lezíria e onde o local de partida e chegada no parque desportivo da cidade é também bastante simpático.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1373

Vencedor: ANDRÉ COSTA (UFC Indústria Atletismo) - 0:52:34

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 989)

Classificação Geral: 541º - Classificação no Escalão M5559: 43º

Tempo Oficial: 01:17:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:16:45

Tempo médio/Km: 4m:57s <=> Velocidade média: 12,12 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº990)

Classificação Geral: 1234º - Classificação no Escalão M5054: 146º

Tempo Oficial: 1:39:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:39:19

Tempo médio/Km: 6m:24s <=> Velocidade média: 9,36 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:56

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

TRAIL OFF-ROAD DA BARREIRA

Lama, lama, muita lama, “estou farto de lama”, ainda mais lama …

 

Foi neste ambiente que a equipa das LEBRES E TARTARUGAS, através do seu atleta solitário Carlos Gonçalves, abriu o ano de 2017 no que a provas de “trail” diz respeito.

 

Em quatro edições desta prova a nossa equipa esteve presente três vezes apenas falhando a primeira. E, apesar do Frederico, o outro trailista da equipa, ter sido mordido por um cão na edição de 2015 não foi este o motivo que o afastou do Trail da Barreira. Ter-se cruzado uma lixeira em plena floresta marcou indelevelmente o nosso atleta não tendo qualquer motivação para regressar à Barreira.

 

Do outro lado da barricada está o Carlos Gonçalves que ficou de tal modo encantado com o traçado da prova e do ambiente que a rodeia que elegeu o Off-Road da Barreira como um “trail” a não perder.

 

Sozinho partiu de Lisboa de manhã bem cedo até Leiria. Grande parte da viagem foi feita de noite e com algum sono à mistura. Chegou à simpática localidade da Barreira com tempo para tudo. A chuva que se fez sentir ultimamente prenunciava um terreno bem pesado. E no “briefing” fomos logo avisados que a primeira parte da corrida iria ser mais técnica. Nos dias que antecederam a prova o terreno estava em bom estado. No entanto era expectável que um piso enlameado marcasse presença endurecendo a corrida e exigindo o máximo dos atletas presentes.

 

E voltamos ao início desta crónica. Lama, muita lama, foi uma constante ao longo de todo o percurso. Só ao fim de quatorze quilómetros é que tivemos direito a umas centenas de metros de piso bem consistente. Com a entrada na floresta formada por um emaranhado de pinheiros e de eucaliptos pensávamos reencontrar um piso bem rolante à semelhança das edições anteriores. Mas até neste ponto iríamos verificar mais à frente que estávamos rotundamente enganados. A lama mostrou-se-nos com uma irritante constância ao longo de toda a corrida.

 

Logo após a partida, e após algumas centenas de metros iniciais da prova do Trail Longo, o Tartaruga presente olhou de relance para trás e verificou que atrás de si apenas estavam uma meia dúzia de atletas. Nada animador pois, caso as coisas não lhe corressem bem, em breve teria como companhia, e como que a “morder-lhe” os calcanhares, a atleta “Vassoura”.

 

Mas o que interessa é terminar e desfrutar ao máximo o ambiente único das provas de trilhos.

 

Com a lama a ditar a lei o mais difícil era mesmo mantermo-nos de pé e evitar alguma queda mais aparatosa e de consequências bem imprevisíveis. Nestas condições o esforço exigido aos atletas foi bastante acima do previsto. E, neste capítulo, o único membro das LEBRES E TARTARUGAS veio a pagar bem caro o desgaste provocado pela inesperada dureza da prova. Uma escorregadela que lhe deixou marcas na perna esquerda, seguida de um erro no percurso que o obrigou a voltar para trás acrescentando algumas centenas de metros ao percurso original, empurrou perigosamente o atleta para os últimos lugares.

 

De olhos postos no seu caminho apenas vislumbrava, aqui e acolá, uma atleta que o ultrapassara aquando do engano no percurso. Olhando para trás ainda não via sinais da atleta vassoura.

 

Com algum esforço conseguiu chegar à companhia da atleta que o precedia. Nos próximos quilómetros o esforço passou a ser dividido entre este duo motivando-se mutuamente.

 

Mas o cansaço começa a dar os seus primeiros sinais. Ao passar por um refrescante curso de água começam a surgir as primeiras cãibras. Mau. Não era necessariamente este tipo de sinais que o atleta mais necessitava. Abrandando o ritmo da corrida, e pensando sobretudo em terminar o Off-Road da Barreira nas melhores condições possíveis, eis que, contra os seus desejos, vê-se inexoravelmente “caçado” pela última atleta que seguia em companhia da atleta “vassoura”.

 

- “Pensava que estava em último lugar?”

- Sim, respondo eu.

- Mas não está pois quem vai ser a última pessoa a cortar a meta sou eu.

 

Faltavam menos de dez quilómetros. Ao ritmo que este humilde atleta conseguia avançar seriam perto de duas horas que iríamos ter pela frente. Conversa puxa conversa, e a conversa é como as cerejas, os últimos quilómetros passaram num ápice. Cada um contava os seus feitos e as suas perspectivas futuras encontrando muitos pontos comuns no encanto e na beleza das corridas de “Trail”. E, naturalmente, que a conversa resvalaria para o tema do momento. O súbito desaparecimento da Analice e do seu exemplo de vida a ser assumido por todos nós.

 

Chegamos ao último abastecimento. O fim está próximo, mesmo ali ao virar da esquina. “Quando faltam dez quilómetros não temos desculpa para não terminar, a menos que surja alguma lesão. É sempre a descer até à meta”. É este o princípio deste humilde tartaruga armado em trailista e numa modalidade mais virada para os mais novos e mais bem preparados.

 

Mas a vitória é terminar.

 

Cruzamos pela última vez uma estrada alcatroada. O acesso ao Jardim do Visconde da Barreira está bem à nossa frente.

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A minha companheira incentiva-me a abordar as últimas centenas de metros sempre a correr para ficar bem na fotografia.

 

Quando todos já tinham concluído a sua prova sou recebido com aplausos como se fosse, na realidade, o vencedor. “Fui o primeiro dos últimos”.

 

Para memória futura e registo no blogue das LEBRES E TARTARUGAS peço ajuda a uma fotógrafa de serviço para tirar uma foto a este duo inesperado e que eu nunca desejaria formar no momento do tiro de partida.

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Mas há males que vêm por bem. Uma simples foto representava bem o nome da nossa equipa: a Lebre acompanhada do Tartaruga…

 

Ponto final. Em 2017 voltarei à Barreira, sozinho ou na companhia de alguns outros LEBRES E TARTARUGAS.

 

Atletas que concluiram a prova: 110

Vencedor: DIOGO BAENA (Juventude Vidigalense) - 2:11:39

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 253)

Classificação Geral: 110º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 4:52:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 10m:49s <=> Velocidade média: 5,54 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:04

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

MEIA MARATONA DE CASCAIS

CASCAIS SOB O SIGNO DE ANALICE “ Ei de correr até que Deus queira”

 

Em pleno espírito carnavalesco realizou-se a primeira edição da meia-maratona de Cascais pondo fim a uma série de edições da antiga prova denominada “20Kms de Cascais”.

 

No habitual pelotão de participantes faltava uma pessoa muito querida de todas a Analice que recentemente nos deixou, a organização não se esqueceu e prestou-lhe uma justa homenagem antes da corrida que consistiu numa prolongada salva de palmas seguida de um minuto de silêncio. No nosso Blog o nosso redator chefe já lhe dedicou um texto em nome de toda a equipa dos Lebres e Tartarugas, todos a respeitávamos e admirávamos muito e ficamos com o seu exemplo.

 

Os Lebres e Tartarugas tiveram em sua representação o Frederico Sousa e o Carlos Teixeira dois atletas que passaram grande parte da sua vida em Cascais, pelo que tinham um bom conhecimento do percurso.

 

Face aos anos anteriores houve uma alteração no percurso que foi do agrado dos atletas tendo sido eliminada a volta dentro da Vila e prolongado até ao Guincho o trajeto junto do mar.

 

Como nas edições anteriores dos 20km muitos atletas iam mascarados, sendo já uma marca desta corrida, os que iam mascarados de corpo inteiro devem ter sofrido bastante porque apesar da prova se ter iniciado com o céu encoberto e com uma aragem fresca, acabou com sol e algum calor.

 

Sobre a corrida em si não há muito a dizer é certamente uma das meias-maratonas mais bonitas do Mundo face à paisagem que é possível desfrutar, é animada pela quadra em que se realiza  e é eminentemente plana com as subidas no hipódromo logo no início e a do farol perto do fim como principais dificuldades, mas com duas faces porque também são descidas nos respetivos sentidos inversos.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2165

Vencedor: JOSÉ GASPAR (Individual) - 1:07:32

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº321)

Classificação Geral: 1969º - Classificação no Escalão V50: 180º

Tempo Oficial: 2:19:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:17:56

Tempo médio/Km: 6m:32s <=> Velocidade média: 9,18 Km/h(*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 322)

Classificação Geral: 826º - Classificação no Escalão V55: 43º

Tempo Oficial: 01:47:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:47:04

Tempo médio/Km: 5m:04s <=> Velocidade média: 11,82 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km

Calendário para o Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:38

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Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

GPA Algueirão - Mem Martins

Uma semana depois novamente um trio representou os Lebres e Tartarugas em mais uma corrida de 10 km, Frederico Sousa e Carlos Teixeira repetiram a presença e em vez de Gonçalo Sousa participou André Catela.

 

Depois de conseguirem estacionar as respetivas viaturas os atletas confraternizaram em uma delas uma vez que a manhã em Mem Martins estava muito fria acompanhada por um vento cortante.

 

O Frederico como sempre mostrava-se preguiçoso e sem vontade nenhuma de correr, mas esta atitude já é normal neste atleta, no entanto no final da corrida estava bem contente por ir descansar.

 

Perto do início da corrida fomos aquecendo até à meta comentando o frio que estava, mas como sempre junto à partida face à aglomeração dos atletas a temperatura estava mais suportável.

 

Participaram na corrida perto de 400 atletas e como o jovem André comentou, a maior parte eram atletas com já alguma veterania o que não é o caso dos dois outros atletas dos Lebres e Tartarugas que estão cada vez mais novos.

 

A corrida teve um começo muito rápido por um lado porque o percurso ajudava e por outro porque a própria temperatura convidava, mas chegados ao KM 1,8 tudo se transformou com uma subida bem dura de aproximadamente 600 metros e com uma fase final mais complicada junto a uma bomba de gasolina, felizmente logo seguida havia  uma boa descida. Depois de algumas partes planas entre os 6 e 7kms volta-se novamente a subida atrás referida, sendo que depois da mesma viramos para a esquerda e não para a direita como na 1ª volta, onde enfrentámos uma descida cujo declive era bastante acentuado. A parte final foi algo desorganizada com muitos caminheiros no meio da estrada a dificultar a prestação dos atletas.

 

O Grande Prémio de Mem Martins é uma prova com alguma dificuldade mas que se torna agradável pela diversidade do percurso composto de subidas, descidas e piso plano, menos monótona do que as habituais corridas de 10km totalmente planas. 

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 371

Vencedor: CARLOS SILVA (GDR Reboleira) - 0:32:13

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 381)

Classificação Geral: 185º - Classificação no Escalão M5559: 13º

Tempo Oficial: 0:50:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:43

Tempo médio/Km: 5m:04s <=> Velocidade média: 11,83 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº382)

Classificação Geral: 318º - Classificação no Escalão M5054: 29º

Tempo Oficial: 1:02:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:01:57

Tempo médio/Km: 6m:12s <=> Velocidade média: 9,69 Km/h(*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 383)

Classificação Geral: 317º - Classificação no Escalão M0034: 56º

Tempo Oficial: 01:02:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:01:59

Tempo médio/Km: 6m:12s <=> Velocidade média: 9,69 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:04

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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

Ainda sobre a ANALICE

Há mortes que nos marcam e impressionam. E há as que nos batem bem fundo. Esta foi mesmo  MUITO forte.

Analice.jpg

Eu, e penso que ninguém, estava preparado para esta "despedida" trágica e antecipada.

 

A Analice, agora que tinha encontrado o seu "cantinho da felicidade", não merecia esta partida. E nós também não. Habituámo-nos a ver nela uma companheira da mesma luta e imbuída dos mesmos ideais. Era um estímulo.

 

Vou sentir muito a sua falta. Em Maio, quando estiver na fila de partida para a Ultra Maratona de Portalegre, não vou reparar nos muitos  atletas que, como eu, vão tentar desafiar com sucesso os cem quilómetros da prova. "Apenas" vou sentir a falta de uma "simples" atleta. Simples apenas por ser só uma corredora no meio de algumas centenas. Mas que corredora. E, para todos nós, é uma "simples" MUITO GRANDE. A sua memória vai ser a razão do meu treino dos próximos meses para levar de vencida novamente esta grande prova.

 

E, quando enfrentar alguns momentos de fraqueza, a sua memória vai ajudar-me a seguir em frente.

 

Este meu desabafo certamente que também é corroborado por muitos dos companheiros da Analice e, à cabeça, pelos meus colegas de equipa.

 

O Tartaruga CARLOS GONÇALVES

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:26

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ADEUS ANALICE

Esta é a crónica que não queria escrever por ser baseada numa notícia que nunca queria receber.

 

Pois é. Infelizmente tudo tem um fim. Mas, por tudo o que passou, a Analice não merecia deixar tão cedo a companhia de todos os que a adoravam e admiravam.

 

Muito se tem escrito sobre esta exemplar atleta. A sua experiência de vida normalmente conduziria a um desfecho bem mais trágico. Mas, a Analice Silva sempre soube dar a volta a todos os problemas da sua vida e encontrar no atletismo uma motivação extra que a levou a momentos de satisfação, de amizade e de admiração de todos os sortudos que com ela privaram. Isto é a essência do Desporto. Não é só competição mas amizade e respeito pelos "adversários". A Analice não era nossa adversária. Apenas, e já é muito, uma AMIGA com muitos interesses em comum.

 

Os atletas das LEBRES E TARTARUGAS tiveram o grande prazer de se cruzarem muitas vezes com esta lenda do atletismo português. Apesar de ter naturalidade brasileira, há muito que já tinha adoptado Portugal como seu porto de refúgio. Desde as tradicionais provas de estrada, com predominância para as Maratonas e Meias Maratonas nas quais nos habituámos a encontrar a figura deste franzina atleta no alto dos seus setenta e tal anos, cruzarmo-nos-íamos com ela em muitas corridas de trilhos às quais a Analice emprestava o seu nome para a lista de participantes. Prova em que a Analice marcasse presença significava que era mesmo uma corrida a desafiar.

 

Nos cem quilómetros da Ultra Maratona de Portalegre a Analice, com uma leveza impressionante, deixava para trás muitos atletas que perguntavam a si próprios com era possível que uma pessoa daquela idade completasse uma prova que muitos ambicionavam terminar mas nem todos o conseguiram.

 

Guardo com muito orgulho o facto de ter andado com a Analice "às cavalitas" para a ajudar a saltar sobre um muro que sozinha não conseguiria transpor. E, logo após esta ajuda, ela "se sumiu", em bom sotaque brasileiro, só voltando a ter notícias dela após ter concluído mais um Ultrail de São Mamede.

 

Na última edição da UTSM, em Maio de 2016, no momento de cruzarmos a primeira ribeira o aglomerado de atletas era grande.  A certa altura uma atleta tenta furar e passar à frente de todos os que aguardavam pela sua oportunidade. Em condições normais gerar-se-ia uma tremenda confusão. Alguns perguntavam mesmo quem era aquela "penetra" a pretender passar à frente de muitos. "É a Analice, referi". Ok. Tem passagem livre.

 

Na Ultra Maratona Melides/Tróia a Analice corria descalça e voava sobre a areia com uma leveza tal que nos levava invariavelmente a perguntar "Como?".


E muitas mais histórias haverá para recordar sobre esta extraoridária atleta.

 

Em muitas corridas a Analice foi a nossa verdadeira "Lebre" que nos estimulava a fazer sempre mais. Temirnar perto dela já era um grande feito. Ultrapassá-la era uma tarefa, na maioria das vezes, impossível.

 

Todos os que se cruzavam com a Analice deleitavam-se com os relatos das suas experiências. Quase que éramos "arrancados" da conversa para irmos correr, na realidade o propósito que nos tinha levado a certas paragens.

WP_20160417_08_20_08_Pro.jpg

WP_20160417_08_20_11_Pro.jpg

 

 A Analice perdeu a sua última corrida. Agora vai desafiar a Ultra Maratona da Eternidade. E já a venceu pois nunca mais nos esqueceremos do seu nome. Continuará a ser uma das nossas referências mais importantes. Se ela conseguiu ultrapassar alguns obstáculos significa que nós também o conseguiremos.

ADEUS ANALICE!

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:02

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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Disputou-se na Costa da Caparica mais uma edição do Grande Prémio do Atlântico a 18ª, prova já tradicional no calendário nacional e também com a presença habitual de alguns tartarugas.

 

Desta vez os tartarugas tiveram representados pelos atletas Frederico Sousa e o seu filho Gonçalo Sousa (segunda prova consecutiva em 2017) e Carlos Teixeira na sua primeira aparição após umas primeiras semanas de 2017 em que por motivos de saúde não foi possível representar a sua equipa.

 

Na véspera e na manhã antes da corrida chovia a cântaros, antes de sair de casa ainda passei algumas vezes pelo telemóvel esperançado que os Sousas desitissem, mas os tartarugas apesar de estarem diferentes nunca desistem.

 

Curiosamente desde o tiro de partida até final não caíu um pingo e o sol até apareceu por diversas vezes.

 

Depois de levantamentar os dorsais o encontrei-me com os tartarugas Sousas junto da zona de partida, colocados os mesmos e os respetivos Chips deu-se uma tímida corrida de aquecimento e confratenização antes de a prova ter início.

 

O percurso foi exatamente igual ao de anos anteriores, nalguns espaços com diversas poças e à saida do pontão da praia com alguma lama mas tudo faz parte e neste caso não criaram grandes dificuldades aos atletas.

 

Chegados os 3 tartarugas foi o regresso a casa com mais uma manhã de corrida preenchida e nada mais do que isso os tartarugas estão diferentes deixaram de ter stress competitivo, de partilhar resultados, de falar sobre a prova,  e cada um deles à sua maneira vai gerindo a rotina das corridas.

 

Será que chegou a hora destes amigos enfrentarem novos desafios !!!!!

 [Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 980

Vencedor: JOÃO MOTA (Equipa Marinha - CEFA)) - 0:34:11

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº1056)

Classificação Geral: 729º - Classificação no Escalão M5054: 82º

Tempo Oficial: 1:01:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:30

Tempo médio/Km: 6m:03s <=> Velocidade média: 9,92 Km/h(*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1057)

Classificação Geral: 399º - Classificação no Escalão M5559: 21º

Tempo Oficial: 0:51:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:48

Tempo médio/Km: 5m:05s <=> Velocidade média: 11,81 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 1058)

Classificação Geral: 705º - Classificação no Escalão M0034: 180º

Tempo Oficial: 01:00:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:39

Tempo médio/Km: 5m:58s <=> Velocidade média: 10,06 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:02

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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017

CORRIDA DA ÁRVORE

Ainda na ressaca da Corrida do Fim da Europa os atletas das LEBRES E TARTARUGAS, ou pelo menos alguns deles, regressam à estrada para uma corrida que já faz parte do seu habitual calendário de provas.

 

Novidades não havia. Reforçados com o Gonçalo Sousa a equipa decidiu arriscar “todas as fichas” nesta corrida, não em termos competitivos mas mais na vertente da logística associada à mesma. Para uma prova que se iniciaria às dez e meia da manhã de um solarengo domingo de Fevereiro, os atletas marcaram encontro em casa do Frederico apenas às dez da manhã. Algo previa que estávamos mesmo a “andar em cima do arame”. Não tínhamos grande margem de manobra, fosse para estacionar o meio de transporte de equipa ou para recolha dos dorsais e “chips” obrigatórios.

 

Mal nos aproximamos das imediações do local da partida enfrentamos o primeiro contratempo com os agentes da autoridade a impedirem a nossa passagem. Sem entrarem em pânico o Frederico e o Gonçalo decidem “saltar” do carro, quase em andamento, e correrem à procura do local de levantamento dos “kits” de participantes. O Carlos e o João Valério ficaram para si com a tarefa de arranjar rapidamente um local de parqueamento. Não foi difícil pois, nas imediações do Restaurante “Mercado do Peixe”, havia muitos lugares. Faltavam pouco mais de vinte minutos e ainda tínhamos de ir à procura do resto da equipa. Em passo de corrida estes dois atletas vêem-se forçados a um período de aquecimento em passo de corrida que, apesar se ser sempre desejável, nem sempre é cumprido. Mas agora não havia nada a fazer.

 

Entramos na recta da partida e nas imediações da qual já se aglomeram centenas de atletas. Mas dos Sousa, Frederico e Gonçalo, nem um sinal. Ouvimos o “speaker” avisar que faltam dez minutos para a partida. Sem entrar em pânico tentamos vislumbrar o resto da equipa. Andamos de um lado para o outro ao longo da fila de atletas que se preparam para a corrida. Quando faltam menos de cinco minutos dá-se finalmente o reencontro da equipa. Tudo sob o possível controlo. Distribuímos os dorsais e os chips. Cada um “monta” o dorsal com a calma e a ordem possíveis. Prendemos os chips nos atacadores das sapatilhas de corrida enquanto ouvimos que faltam apenas dois minutos para o sinal da partida. Finalmente podemos descansar um pouco, e numa posição mais atrasada do que é habitual relativamente aos atletas mais adiantados. Mas não há qualquer “stress” quanto a isto.

 

Às dez e meia em ponto ouvimos o sinal de abertura das hostilidades. Muita gente aglomerada, acotovelando-se e quase se atropelando, constitui a imagem de marca das primeiras centenas de metros. O percurso é rigorosamente o mesmo das últimas edições. Para os “habitués” tudo se vai desenrolar sem qualquer surpresa.

 

Para quem não procura um bom lugar na classificação final, partir nos últimos lugares tem mais vantagens do que inconvenientes. Principalmente do foro psicológico. Com o “avançar da carruagem” a diferença entre ultrapassar e ser-se ultrapassado pende mais para a primeira acção. Sentimos que estamos a fazer uma corrida de trás para a frente e em crescendo. Aqui e ali lá somos passados por um ou outro atleta mais rápido. Mas isto é mais a excepção do que a regra.

 

E o facto de já conhecermos o trajecto é uma grande vantagem no sentido de sabermos onde atacar ou onde nos pouparmos. E entre o oitavo e o nono quilómetro travamos o encontro com a arreliadora e bem conhecida subida final até às imediações do Restaurante dos Montes Claros.

 

Faltam pouco mais de quinhentos metros. Ao entrar na Alameda Keil do Amaral surge a meta ali mesmo ao nosso alcance da nossa vista. Um “sprint” final, ou perto disso, com o objectivo de umas últimas ultrapassagens e de tentarmos melhorar o nosso tempo.

 

Um a um os atletas das LEBRES E TARTARUGAS vão terminando a sua prestação em mais uma Corrida da Árvore. De regresso ao “autocarro” da equipa comentamos a prova, falamos das Lebres (cuidado que estamos a resvalar para um caminho perigoso), e abordamos o temoa das próximas corridas.

 

Desfeito o quarteto cada um segue à sua vida para um merecido repouso no que nos resta deste fim-de-semana.

 

Para a semana talvez haja mais alguma prova. E toda a equipa anseia pelo regresso do “lesionado/doente” Carlos Teixeira.

 

Atletas que concluiram a prova: 875

Vencedor: FILIPE JANUÁRIO (Millenniumbcp) - 0:34:45

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 944)

Classificação Geral: 697º - Classificação no Escalão M5054: 75º

Tempo Oficial: 1:05:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:25

Tempo médio/Km: 6m:26s <=> Velocidade média: 9,31 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 945)

Classificação Geral: 689º - Classificação no Escalão M0034: 122º

Tempo Oficial: 1:54:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:45

Tempo médio/Km: 6m:26s <=> Velocidade média: 9,31 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 967)

Classificação Geral: 341º - Classificação no Escalão M6099: 30º

Tempo Oficial: 0:54:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:53:21

Tempo médio/Km: 5m:20s <=> Velocidade média: 11,25 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 968)

Classificação Geral: 411º - Classificação no Escalão M6099: 33º

Tempo Oficial: 0:55:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:54

Tempo médio/Km: 5m:29s <=> Velocidade média: 10,93 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:09

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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

Tão certo como dois e dois serem quatro é a participação dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS naquela que é considerada como uma das mais bonitas provas realizadas em Portugal.

 

Nas últimas sete edições, considerando o “Treino do Fim da Europa” num ano em que oficialmente esta prova não se realizou, fizemos questão de marcar presença. Todos os anos sempre que recebemos a notícia da abertura das inscrições logo “corremos“ para garantir a nossa participação. E em 2017 voltámos a um cenário idílico e tão carregado de história como é a Serra de Sintra.

 

É interessante verificar como, ano após ano, a popularidade desta corrida se mantém em alta. Novidades não há. Para os estreantes trata-se de uma experiência única e dificilmente repetível noutras paragens. Mais do que a competição os atletas querem desfrutar ao máximo de um passeio pela Serra de Sintra em jeito de corrida. Os repetentes sabem sobejamente os que os espera. Mas não desanimam. Os primeiros três quilómetros serão terrivelmente demolidores, em “ziguezague” e Serra acima, sendo mais tarde compensados com uma descida ininterrupta na segunda parte da corrida até ao Cabo da Roca. Mas atenção pois a “parede” aos dez quilómetros constitui um dos obstáculos mais difíceis de transpor.

 

Aqui e acolá recebemos os incentivos dos vários BTTISTAS que elegem a Serra de Sintra como o local de eleição para as suas “voltas” em Bicicleta de Todo o Terreno. Mas não são os únicos. Turistas de várias nacionalidades vão saudando os atletas à sua passagem. E até os elementos da organização, responsáveis pelos abastecimentos de água, dão-nos um precioso “empurrãozinho” rumo à Meta.

 

Prevíamos estar na máxima força contando com a presença do Frederico, do João Valério, do Carlos Gonçalves e do Carlos Teixeira. Ainda a recuperar de uma situação mais débil este último atleta privou-nos da sua companhia, embora acompanhando à distância os seus colegas. Ainda tentámos arranjar substituto para o dorsal disponível mas levámos algumas “negas”.

 

Curiosamente a principal dificuldade da Corrida do Fim da Europa não está na prova propriamente dita mas sim na logística associada ao transporte dos atletas no final. É preciso ir deixar de véspera um carro o mais perto possível da Meta. E, no dia da corrida, arranjar lugar para estacionar de forma legal em Sintra é outra dificuldade a que os mais experientes já estão habituados.

 

Desta vez tudo correu sem sobressaltos. Até dedicámos alguns momentos a um curto período de aquecimento.

 

Para além do aquecimento o Frederico ainda dedicou algum tempo para travar conversa com algumas Lebres ocasionais. Mas sem sucesso.

 

De regresso ao nosso compartimento de partida tiramos a “selfie” para ilustração no nosso blogue.

 IMG_0368.JPG

Dez em ponto. Tiro de Partida. Os atletas lançam-se ao assalto da Serra de Sintra. Aqui ninguém compete com ninguém mas apenas consigo próprio. Todos procuram aproveitar ao máximo esta experiência única. A Serra de Sintra presenteia-nos com uma paisagem inigualável. No meio do nevoeiro, tão habitual por estas paragens, o encanto está “ao virar de cada esquina”. As árvores, meio despidas, estão bem acompanhadas pelos enormes pedregulhos que completam a paisagem. Aliás dificilmente imaginaríamos a Serra de Sintra com outra envolvência.

 

Quando aos onze quilómetros encetamos a descida até ao “Fim do Mundo” deixamos para trás o “Capacete” de Sintra e começamos, finalmente, a ver o Oceano Alântico. Alguns quilómetros mais à frente vislumbramos o Cabo da Roca e a tão desejada Meta. À entrada da localidade de Azóia sentimos o belo e puro cheiro a maresia. E sentimos, pela primeira vez, a agreste brisa marítima que arrefece os atletas no final da prova.

 

Apesar do esforço todos terminam a sua corrida com um sorriso nos lábios.

 

Feito o reagrupamento a nossa equipa regressa até à Azóia, local onde o Frederico tinha o seu automóvel.

 

Mas o Carlos Gonçalves tinha ainda uma semi-surpresa em mente. Já tinha avisado os seus colegas que planeava regressar a Sintra realizando o percurso em sentido contrário. Aliás, já nos anos anteriores tinha ameaçado esta aventura. Mas, por um motivo ou por outro, sempre a adiou. Umas vezes porque estava muito cansado, outras porque tinha de regressar cedo a casa para ver o jogo de Futebol do seu filho Gonçalo.

 

Mas este ano não havia razão para desculpas. Ao longo da Corrida do Fim da Europa foi vencendo os quilómetros a matutar nesta sua intenção. E até talvez se tenha poupado um pouco, de uma forma inconsciente, para ter forças para o trajecto final.

 

Quando os três Tartarugas deixaram o Cabo da Roca o Carlos Gonçalves começou a fazer alguns exercícios de corrida para testar o estado dos seus músculos. Mais atrás seguiam o Frederico e o João Valério.

 

A certa altura, sentindo-se com forças para levar a cabo a sua aventura, despede-se dos colegas e avisa-os de que regressará sozinho até Sintra.

 

Umas vezes a correr, outras a andar, toma novamente de assalto a Serra de Sintra percorrendo em sentido contrário o percurso que antes tinha completado.

 

À medida que vai avançando começa a contagem decrescente dos quilómetros. As placas que tinha visto pela frente mostram-lhe o que lhe falta até à sua nova meta. Mas foi Sol de pouca dura. Uma camioneta da organização começava a retirar as placas quilométricas pelo que, a partir do quilómetro onze, desapareceram todas as indicações. O atleta contava agora apenas consigo próprio e com o seu Garmin.

 

As árvores apresentavam as suas formas esbatidas pelo nevoeiro que regressara em todo o seu esplendor. A paisagem inspirava uma calma superior e que era complementada pela suave música dos anos sessenta e setenta que se fazia ouvir nos ouvidos do atleta solitário.

IMG_0369.JPG

A certa altura foi ultrapassado por um outro atleta que se lançara à mesma aventura mas que rapidamente se sumiria no meio do nevoeiro. Um pouco mais à frente ultrapassa um outro aventureiro que, lentamente, também se dispusera a fazer o regresso a Sintra em sentido contrário.

 

Quando faltavam cerca de seis quilómetros uma viatura dos Bombeiros oferece uma boleia, prontamente recusada. Só quis confirmar que estava no caminho certo.

 

A certa altura algumas cãibras ameaçam o atleta. Por algumas centenas de metros decide só correr em descidas. Há que reservar as últimas energias para chegar “são e salvo” a Sintra.

 

Finalmente entra nos derradeiros três quilómetros. A maior preocupação já não é o cansaço mas sim dar-se a ver sempre que algum automóvel se cruza consigo. O pior é quando algum autocarro aparece e ocupa toda a largura da estrada. Mas como o trânsito não é muito intenso o “aventureiro” chega são e salvo ao seu destino, ou melhor, ao local da partida.

 

Orgulhoso com a sua façanha avisa os seus familiares e amigos via WhatsApp: Terminei a Corrida do Fim da Europa: versão “Ida e volta”!

 

Pela frente tem ainda cerca de três quartos de hora de viagem até casa.

 

Mais uma prova superada e para, um dia mais tarde, contarmos aos nossos Netos.

 

Atletas que concluiram a prova: 2107

Vencedor: BRUNO LOURENÇO (Individual) - 1:01:13

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1195)

Classificação Geral: 1129º - Classificação no Escalão M60: 28º

Tempo Oficial: 1:38:43/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:18

Tempo médio/Km: 5m:48s <=> Velocidade média: 10,34 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1197)

Classificação Geral: 1821º - Classificação no Escalão M50: 141º

Tempo Oficial: 1:54:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:45

Tempo médio/Km: 6m:43s <=> Velocidade média: 8,94 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 2166)

Classificação Geral: 856º - Classificação no Escalão M60: 20º

Tempo Oficial: 1:33:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:33:20

Tempo médio/Km: 5m:30s <=> Velocidade média: 10,89 Km/h(*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km

Calendário para o  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:12

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Sábado, 21 de Janeiro de 2017

CORRIDA DOS ADEPTOS E SIMPATIZANTES

Sporting – Benfica – Belenenses

 

No ano de 2016 os Lebres e Tartarugas estiveram presentes nesta nova prova da capital tendo representado a trilogia dos clubes da capital.

 

No entanto no ano de 2017 as coisas alteraram-se e os pequenos tornaram-se grandes…

 

De facto contamos de inicio com a indicação do Carlos Gonçalves (Benfica) de que não iria participar nessa prova, mantendo a  sua aposta em participar principalmente em provas de fora de estrada.

 

Na semana que antecedeu a prova o Carlos Teixeira (Sporting) foi atacado por uma violenta gripe que o deixou KO.

 

Ainda foi negociada a repescagem do Carlos Gonçalves para esta prova mas os Deuses estavam destinados a apenas proteger o Belenenses.

 

Na véspera da prova, novo telefonema do Carlos Gonçalves a dizer que também estava com sintomas de gripe.

 

Assim sendo a participação desta prova ficou reduzida ao digno representante do Belenenses, não obstante na véspera ter alinhado num prolongado jantar em que principalmente se abasteceu de combustível errado.

 

É caso para dizer que dois representantes dos Lebres e Tartarugas não participaram por estarem com gripe enquanto que o que participou tinha o motor gripado…

 

Fazendo das tripas coração, lá se apresentou este dignissímo representante às 9:45 no local da partida destinado a percorrer exactamente o mesmo percurso da prova do ano anterior.

 

Dia frio mas solarengo.

 

Opção correcta para equipamento (manga curta). Frio de inicio mas calor durante a prova.

 

Nítida redução do numero de participantes.

 

Ziguezagues entre Cidade Universitária, Campo Grande e Avenida da Republica, tuneis abaixo, tuneis acima, a bufar até final.

 

Missão cumprida com agrado, à justa dentro do tempo limite de uma hora.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 456

Vencedor: MARCO CARDOSO (Benfiquista) - 0:35:16

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 129)

Classificação Geral: 324º - Classificação no Escalão M5054: 39º

Tempo Oficial: 1:00:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:55

Tempo médio/Km: 6m:00s <=> Velocidade média: 10,00 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:47

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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017

SÃO SILVESTRE DE LISBOA

Fim do ano em beleza.

 

No último dia de Dezembro a equipa das LEBRES E TARTARUGAS arregimentou os seus atletas mais regulares para se despedir de 2016 e começar a preparar o novo ano que, pouco mais de doze horas mais tarde, chegaria a este “cantinho” mais ocidental da Europa.

 

Frederico Sousa, Carlos Teixeira, Carlos Gonçalves e Pedro Antunes marcaram, como habitualmente, encontro na Praça dos Restauradores, à esquina do terminal do Elevador da Glória.

 

A manhã apresentava-se ensolarada mas bastante fria. Os atletas tentavam abrigar-se do vento que soprava de todos os lados e que contrariava o calor dos raios solares que despontavam num céu sem qualquer nuvem.

 

Mas qual é a surpresa? Estamos em pleno Inverno. Ainda há poucos dias tínhamos entrado na Estação mais fria e ultrapassado o dia mais curto do ano. E antes o frio do que a chuva.

 

Um vendedor ambulante de castanhas assadas contribuía para o aquecimento momentâneo daqueles que esfregavam as mãos mesmo por cima das brasas que alimentavam o fogareiro.

 

Apesar de se terem registado menos de 25 por cento das inscrições comparativamente com o ano passado, isto a fazer fé em alguns comentários que “circulavam” pelas redondezas, mesmo assim a animação era grande. A cor dominante era o azul das camisolas oficiais e que combinava, na perfeição, com o amarelo das “golas” que protegiam o pescoço do frio um pouco agreste.

 

Dá-se a reunião da equipa ainda antes das dez da manhã. Tira-se a fotografia de grupo sob o olhar da nossa comitiva de apoio. O Afonsinho analisava de forma muito intrigada todo aquele rebuliço tentando apropriar-se da máquina fotográfica da sua Mãe. Ele queria ser o fotógrafo de serviço.

IMG_0304.jpeg

Aproximava-se a hora da partida. Os atletas discutiam o percurso da prova que em nada se alterava relativamente ao ano passado. A única diferença era de, pela primeira vez, a prova realizar-se de dia. A Magia da corrida à noite, sob as iluminações de Natal da zona nobre da cidade, perdeu-se em grande parte.

 

A partida seria dada no final da Avenida da Liberdade mesmo à entrada da Praça dos Restauradores.

 

Os atletas tinham de se dirigir ao compartimento respectivo em função do tempo expectável em que completariam a prova.

 

Às dez e meia deu-se a partida das Mulheres, reactivando-se a habitual e salutar “Guerra dos Sexos”. Cerca de dois minutos e meio mais tarde partiriam as “classes” mais rápidas: Elites, Sub 40 e Sub 50. Neste escalão tínhamos os dois Carlos que, fruto de uma menor aglomeração de atletas, e muito entusiasmados pelas facilidades encontradas, conseguiram imprimir desde logo um ritmo muito elevado, abaixo dos 4 minutos e meio por quilómetro. A factura desta “loucura" inicial veio a ser apresentada nos quilómetros finais. Mas já lá iremos.

 

Alguns minutos mais tarde entra em cena o Frederico que tinha sido “encaixotado” no grupo dos sub 60. Mais atrás ainda, e com mais uns bons minutos de atraso, partia o Pedro no compartimento dos +60.

 

A passagem dos Restauradores ao Rossio faz-se relativamente bem assim como toda a Rua do Ouro. Chegados ao Terreiro do Paço atacamos o acesso ao Cais do Sodré rumo ao ponto de viragem, algures na zona de Santos. Começamos a avistar os primeiros atletas, com o clã feminino à cabeça. Pressentia-se que este ano as Mulheres voltariam a dar cartas, embora sob a “ameaça”, muito perto, do clã Masculino.

 

O cansaço começa a dar sinais quando enfrentamos o empedrado do Rossio. Desgastante.

 

Faltam pouco mais de dois quilómetros para a meta. Na realidade estava ali mesmo à nossa esquerda . Mas ainda tínhamos pela frente a demolidora subida rumo ao Marquês de Pombal. E, à semelhança das últimas edições, havia uma competição dentro da própria São Silvestre de Lisboa para apurar quem seria o mais rápido no último quilómetro e que tinha como aliciante o facto de ser percorrido no sentido descendente da Avenida da Liberdade. Mas as forças já não eram muitas.

 

Num último esforço os atletas aceleram até à meta. Dever cumprido. O Frederico celebrava também a sua centésima corrida na distância de dez quilómetros. Terminou o ano em beleza e concluindo a sua corrida abaixo da hora.

 

Um pouco mais tarde, cansado mas igualmente feliz, cruza a meta o Pedro dando por terminada a sua participação na última corrida do ano.

 

Feito o reagrupamento temos de vencer a subida do Elevador da Glória. Ainda pensámos em apanhar este meio de transporte. Mas pagar três euros e sessenta para percorrer poucas centenas de metros era manifestamente demasiado caro. Assim, calmamente, pé ante pé, empreendemos a nossa subida ao mesmo tempo que cada um revelava os seus planos para a passagem do ano. Num ápice, e sem que déssemos conta, tínhamos chegado a S. Pedro de Alcântara.

 

Feitas as despedidas cada um dirige-se ao seu carro de apoio.

 

Agora é tempo de descanso e de celebração da despedida do ano “velho” e da entrada no novíssimo 2017.

 

De salientar que tanto o Frederico como o Carlos Teixeira mantêm-se como totalistas de todas as edições da Corrida São Silvestre de Lisboa. E já vamos na nona edição.

 

Espectáculo!

 

Atletas que concluiram a prova: 6306

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Sport Lisboa e Benfica) - 0:30:10

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 2341)

Classificação Geral: 2021º - Classificação no Escalão V55: 96º - Classificação Chip: 1975º

Tempo Oficial: 0:50:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:55

Tempo médio/Km: 5m:00s  <=> Velocidade média: 12,02Km/h (*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:04:09/1823º

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2342)

Classificação Geral: 1530º - Classificação no Escalão V55: 70º - Classificação Chip: 1472º

Tempo Oficial: 0:48:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:03

Tempo médio/Km: 4m:48s <=> Velocidade média: 12,49 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:04:12/1963º

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2343)

Classificação Geral: 3990º - Classificação no Escalão V50: 362º - Classificação Chip:4028º

Tempo Oficial: 0:59:23/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:47

Tempo médio/Km: 5m:53s <=> Velocidade média: 10,21 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:05:08/4384º

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 2344)

Classificação Geral: 5327º - Classificação no Escalão Sénior: 836º - Classificação Chip: 5356º

Tempo Oficial: 1:08:32/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:07:43

Tempo médio/Km: 6m:46s <=> Velocidade média: 8,86 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:06:21/5835º

  

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:58

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

GRANDE PRÉMIO DE NATAL

Longe vai o dia 20 de Dezembro de 2009 quando, no seu primeiro ano de actividade enquanto equipa, os três atletas fundadores das LEBRES E TARTARUGAS participaram pela primeira vez no Grande Prémio de Natal.

 

Ainda está bem gravada na nossa memória a tremenda desorganização desta corrida cuja meta estava colocada na Praça dos Restauradores, mas já em sentido ascendente em direcção ao Marquês de Pombal. Fruto da existência de um estrangulamento logo a seguir à meta o monumental “engarrafamento” estendeu-se bem para trás prejudicando o desempenho dos vários atletas.

 

De imediato a nossa equipa decidiu, por unanimidade, não voltar no ano seguinte a esta prova.

 

Mas, por vezes, o coração suplanta a razão. Deste modo, e depois do interregno de um ano, a equipa das LEBRES E TARTARUGAS decidiu arriscar de novo a participação no Grande Prémio de Natal, na esperança de que os erros antes cometidos tivessem sido resolvidos. E foram, pelo menos no que respeita ao final da prova.

 

Em 2011, afastados os “fantasmas do passado”, regressamos ao mesmo palco e sem grandes problemas. Mas, e como também registaríamos no ano seguinte, os atletas que se abalançaram aos dez quilómetros tiveram direito a um desconto de dez por cento na distância. No final foram nove mil metros, prenunciando a época de saldos “natalícios”.

 

Após novo interregno voltamos em 2013 ao Grande Prémio de Natal, desta vez já com um novo figurino sendo a partida feita junto às instalações da antiga Feira Popular de Lisboa.

 

O Grande Prémio de Natal, atendendo à época em que se realiza, e percorrendo o principal eixo viário da cidade de Lisboa, assume o seu papel de prova emblemática.

 

Por isso os atletas das LEBRES E TARTARUGAS voltaram a emprestar o seu nome a esta corrida. Frederico, Pedro e os dois Carlos voltaram a encontrar-se numa manhã de Dezembro para correrem em equipa a edição de 2016 do Grande Prémio de Natal.

 

Partiram de casa do Frederico rumo a Lisboa tendo como primeira preocupação estacionarem o carro o mais perto possível da zona da Meta e a tempo de apanharem o Metro até ao Centro Comercial do Colombo.

 

A Partida estava instalada junto ao Hospital da Luz, no mesmo local escolhido pela Corrida do SLB.

 

À falta da nossa Treinadora tivemos de recorrer a umas simpáticas atletas para nos tirarem a habitual fotografia de grupo.

IMG_0158.JPG

Não sabemos se foi por estarmos em dia de “dérbi” Lisboeta ou apenas por simples coincidência, mas o que fica para a história é que os atletas tiveram de passar perto quer do Estádio do Benfica quer muito perto do Estádio de Alvalade. A partir deste ponto segue-se um percurso já muito bem conhecido das provas que se realizam na cidade de Lisboa. Desde o Campo Grande temos os nossos conhecidos túneis que nos levam até à Praça Duque de Saldanha, ponto altimétrico mais alto do percurso, e sucedendo-se a corrida vertiginosa rumo à meta, sempre a descer ao longo das Avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade e com passagem pelo Marquês de Pombal.

 

A marca dos nove quilómetros avisa que o fim está próximo. Mas, nesta fase, os atletas não dão descanso às suas pernas. Antes pelo contrário, pois tentam recuperar definitivamente o atraso a que foram obrigados nos primeiros três quilómetros ao longo dos quais a aglomeração de corredoras e de corredores era grande.

 

Cada um, à vez, os representantes das LEBRES E TARTARUGAS vão terminando a sua corrida, todos eles bastante satisfeitos com a sua prestação.

 

Já em período de descanso há que vencer a exigente subida do Elevador da Glória até chegar ao local onde uma hora e meia antes tínhamos parqueado o nosso carro.

 

Voltamos à “Casa da Partida”, algures na Rua Paulo da Gama onde, por volta das nove e quinze da manhã, se tinha dado o encontro da equipa das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Para fechar o ano resta-nos a Corrida São Silvestre de Lisboa onde vão estar novamente em acção estes quatro magníficos corredores.

 

Atletas que concluiram a prova: 4684

Vencedor: HÉLIO GOMES (Sporting CP) - 0:28:35

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº3026)

Classificação Geral: 1952º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 0:51:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:04

Tempo médio/Km: 4m:48s  <=> Velocidade média: 12,48 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº3045)

Classificação Geral: 1579º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 0:49:25/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:01

Tempo médio/Km: 4m:36s  <=> Velocidade média: 13,04 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº3216)

Classificação Geral: 3594º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 1:01:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:58

Tempo médio/Km: 5m:48s  <=> Velocidade média: 10,35 Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº3882)

Classificação Geral: 4144º - Classificação no Escalão M Séniores: ND

Tempo Tempo Oficial: 1:07:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:28

Tempo médio/Km: 6m:27s  <=> Velocidade média: 9,31 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:01

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016

Meia Maratona dos Descobrimentos - Manhã Submersa

Eram 9h da manhã quando saí de casa para participar em mais uma edição da meia maratona dos descobrimentos chovia abundantemente e o meu pensamento dividia-se entre deslocar-me para Belém ou regressar a casa. Na véspera os meus dois colegas Tartarugas tinham-me incumbido de representar os Lebres e Tartarugas nesta prova e logo de manhã recebi o incentivo do Carlos Gonçalves via WhatsApp “Boa Prova atleta. E no final da corrida se sentires a tua camisola mais pesada não é da chuva.  É antes o peso das três camisolas das Lebres e Tartarugas”. O orgulho de representar a nossa equipa e a vontade de correr superaram o péssimo tempo que se fazia sentir, mesmo assim retive-me dentro do carro até faltarem 17 minutos para a partida. Assim que saí do carro comecei logo a correr com uma chuva fria a bater-me no corpo e por vezes tive que substituir o passo de corrida por alguns saltos afim de evitar as longas poças que já existiam ao longo das ruas. Faltavam escassos minutos para a meia maratona começar quando cheguei à zona de partida, os atletas em grande número o que me surpreendeu face ao mau tempo que se fazia sentir repartiam-se pelas diferentes entradas em função das suas marcas pessoais impávidos e serenos com o duche que estavam a levar. Ás dez em ponto deu-se a partida em direção a Algés e os primeiros quilómetros foram de adaptação às condições do tempo e aos seus reflexos no piso inundado de diversas poças. Após o retorno em Algés começou-se também a sentir um vento lateral que dificultava a velocidade dos atletas, na passagem entre o Cais Sodré e o Terreiro de Paço grandes problemas para fugir às grandes poças de água principalmente na zona da Ribeira das Naus onde além da água cheirava muito mal a esgoto. O percurso teve como principal novidade a passagem pelo Rossio ao contrário do que se tinha verificado nas anteriores edições. Nos últimos 6km finalmente parou de chover e o sol apareceu o que tornou muito agradável o final da corrida onde mais de 2.600 cruzaram a linha de meta.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2637

Vencedor: CARLOS CARDOSO (GFD Running) - 1:10:39

 

CAR96LOS TEIXEIRA (Dorsal Nº26)

Classificação Geral: 926º - Classificação no Escalão M5559: 38º

Tempo Tempo Oficial: 1:44:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:43:46

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,20 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:26

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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

CORRIDA JUNTOS CONTRA A FOME

Enquanto os Maratonistas recuperam da participação da Maratona do Porto e se preparam para a tradicional Meia Maratona dos Descobrimentos, o Tartaruga Frederico continua a trocar os treinos que devia fazer (e não faz) por provas de menor distância.

 

Sendo que os calendários mais usuais apontavam por uma escassez de provas de 10 kms para este fim de semana, uma procura mais cuidada na internet surtiu logo o efeito desejado identificando duas provas dessa distância, uma em Lisboa e outra em Cascais.

 

Em ambos os casos os traçados não eram virgem para este atleta, que acabou por optar pela agradável proximidade do mar.

 

Assim sendo, deslocou-se a Cascais para a Corrida Juntos Contra a Fome, que conta já com a sua terceira edição.

 

Das provas disputadas até à data em Cascais está terá sido, eventualmente, a que contou com a menor participação. Ainda assim concluíram esta prova 751 atletas na distancia de 10 kms. Nada mau.

 

O dia apresentava-se agradável, com algumas nuvens, fresco, mas sem vento.

 

Partida alguns minutos após as 10:00 e lá nos fizemos à estrada.

 

O trajecto era muito simples (e conhecido). Saída da Baia de Cascais em direcção ao Guincho pela Avenida do antigo pavilhão do Dramático de Cascais. Ou seja o arranque da prova foi feito em 1ª durante algum tempo.

 

Só na chegada à casa da Guia é que se pode então alargar um pouco a passada.

 

Um pouco antes do restaurante Monte Mar efectuou-se o retorno à base sempre junto ao mar, com passagem na Boca do Inferno, Marina e finalmente Baia da Cascais.

 

A prova foi um pouco sofrida para se conseguir completar antes de 1:00:00 o que foi conseguido com alguma margem.

 

Foi pois mais uma participação numa prova simples e agradável cumprindo-se também o objectivo de não deixar as Lebres e Tartarugas sem representação em provas neste fim de semana.

 

Para a semana há mais.

 

Por curiosidade ao chegar a casa o Frederico deparou-se ainda com uma outra prova a decorrer junto a Pedrouços sem se conseguir ainda aperceber que prova foi essa que lhe escapou mesmo debaixo das suas barbas.

 [Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 751

Vencedor: JOSÉ GASPAR (CP) - 0:32:09

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº1076)

Classificação Geral: 474º - Classificação no Escalão Masculinos: 403º

Tempo Tempo Oficial: 0:57:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:10

Tempo médio/Km: 5m:43s  <=> Velocidade média: 10,50 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Corrida Contra a Fome (Cascais) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:20

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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

CORRIDA DA ÁGUA

A corrida da Água é um daqueles eventos que capta a atenção dos membros das Lebres e Tartarugas porque combina a corrida em Monsanto e o atractivo de se passar no cimo do Aqueduto das Águas livres, num circuito circular algo peculiar.

 

Assim sendo e desde há alguns meses anunciavam-se várias intenções de participação.

 

No entanto a realidade foi bem diferente.

 

A duas semanas da corrida já só sobravam dois candidatos, e a uma semana o Carlos Teixeira decidiu não participar para não acrescentar ao desgaste acumulado das semanas anteriores (que incluía uma Maratona) e evitar lesões que se anunciavam.

 

Assim sendo, restei apenas eu (Frederico Sousa) e lá fiz a minha inscrição a apenas uma semana da prova.

 

Mas assim que o fiz abateu-se uma valente crise de garganta, tendo ficado sem pio a 3 dias da prova.

 

Pensei com os meus botões que esta prova estava destinada a ficar sem qualquer atleta dos Lebres e Tartarugas. E lá tinha eu estoirado € 10 sem necessidade.

 

Mas quando soube que ia chover no Domingo curei-me por milagre. Tudo por uma boa corrida à chuva.

 

No Domingo lá me desloquei a Monsanto para participar em mais uma edição desta corrida, não sem antes me enganar outra vez nas horas e perder uma meia hora de sono.

 

Não obstante a previsão de chuva e vento (que só se fizeram sentir vagamente) o facto é que esta edição contou com mais cem atletas que a anterior. É de dizer que “Chuva civil não molha corredor”.

 

A corrida em si não apresentou nenhuma novidade a não ser avançar com a meta cerca de 200 metros para tentar perfazer os 10.000 da prova.

 

O ponto critico desta corrida que tem sido o abastecimento de água aos 5.000 m melhorou um pouco mas ainda assim está a milhas das outras provas (e curiosamente esta é supostamente a corrida da Água).

 

O meu objectivo não foi cumprido (fazer a prova em menos de 1 hora) muito por culpa daqueles malfadados 200 metros finais.

 

Mas o prazer foi ainda assim imenso em poder participar em mais esta prova.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 823

Vencedor: AMÉRICO PEREIRA (Casa do Benfica de Algueirão Mem Martins) - 0:35:14

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº914)

Classificação Geral: 605º - Classificação no Escalão M5054: 68º

Tempo Tempo Oficial: 1:01:16/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:56

Tempo médio/Km: 6m:06s  <=> Velocidade média: 9,85 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Corrida Contra a Fome (Cascais) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:57

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

CORRE JAMOR

PROVA PARA TODOS OS GOSTOS

 

No passado Domingo 3 tartarugas participaram em mais uma edição da corrida Corre Jamor, foram eles Frederico Sousa, Carlos Teixeira e João Valério.

 

Os atletas reuniram-se em casa do Frederico  e de seguida deslocaram-se para o Estádio Nacional onde teve lugar a partida e chegada da prova.

 

Enquanto o Frederico já tinha participado na prova para mim e para o João Valério a prova foi uma estreia.

 

Após os aguaceiros de Sábado à noite a temperatura estava agradável e até algo quente para o Frederico muito calor.

 

A partida teve lugar em plena pista do mítico estádio do Jamor tendo os atletas dado uma volta quase completa à mesma até sair daquele complexo desportivo.

 

Os 3 primeiros Kms disputaram-se em piso de alcatrão com passagem junto das piscinas do Jamor, pontes do rio e passagem pela entrada da maratona do Estádio.

 

A partir dos 3 Km e quase até ao fim da prova os atletas tiveram que enfrentar um piso de terra típico do trail e muito ao gosto dos meus amigos tartarugas Frederico e Carlos Gonçalves e nem a lama faltou.

 

Os kms corridos em piso de terra foram muito agradáveis pelo contato com a natureza que aquele parque proporciona bem como as paisagens, mas também bastante duros com permanentes subidas e descidas.

 

Antes do fim da corrida houve ainda uma passagem pelo topo do Estádio Nacional uma parte em piso de pedra e na famosa tribuna da entrega das Taças de Portugal em piso de azulejo, escorregadio e perigoso dado encontrar-se molhado devido à chuva da véspera.

 

A chegada deu-se na pista do Estádio tendo os atletas direito a uma volta de honra imaginando as bancadas repletas de público e não como estavam desertas.

 

Assim terminou mais um fim de semana desportivo dos Lebres e Tartarugas numa prova difícil e em que é possível passar por todos os tipos de pisos, tartan, alcatrão, empedrado, terra, pedra, e ainda quem quis nalgumas zonas pôde pisar relva.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1113

Vencedor: DUARTE BRÁS (COO) - 0:35:26

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 744)

Classificação Geral: 813º - Classificação no Escalão V50: 64º

Tempo Tempo Oficial: 1:05:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:58

Tempo médio/Km: 6m:30s  <=> Velocidade média: 9,24 Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 1118))

Classificação Geral: 536º - Classificação no Escalão V60: 23º

Tempo Tempo Oficial: 0:58:40/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:59

Tempo médio/Km: 5m:48s  <=> Velocidade média: 10,35 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1170)

Classificação Geral: 286º - Classificação no Escalão V55: 12º

Tempo Tempo Oficial: 0:52:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:41

Tempo médio/Km: 5m:10s  <=> Velocidade média: 11,61 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
  • 27 - Corrida Contra a Fome (Cascais) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:17

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Domingo, 13 de Novembro de 2016

CORRIDA LUZIA DIAS

A Corrida Luzia Dias começou bem na véspera com um jantar bem regado.

 

O resultado foi que, ao por o despertador para o dia seguinte, me enganei e em vez de acordar às 08:00 acabou por tocar às 07:00.

 

Na altura não me dei conta do erro e só cerca de uma hora depois é que reparei que estava adiantado.

 

Assim deu para fazer tudo com muita calma e telefonar aos dois pontas de lança que se preparavam para arrancar corajosamente com a sua 10ª Maratona.

 

Desloquei-me pois calmamente para o Lumiar num bonito dia de sol se bem que ligeiramente fresco. Fiquei preocupado com ………………………………………….. o sol.

 

Mas perto da hora da partida lá apareceram umas nuvenzitas para compor o dia.

 

Uma razoável moldura com levantamento dos dorsais no próprio dia. Mas deu tempo para tudo.

 

Partida pontual às 10:30.

 

Já tinha participado uma vez nesta corrida em 2009 e tinha ideia que era uma prova simples. Errado!

 

Duas voltas a um trajecto urbano aos altos e baixos. Sem ser muito exigente era ainda assim desgastante.

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 E só de pensar logo na primeira volta que tínhamos que passar uma segunda vez por aquele esforço… Mas curiosamente a segunda passagem não custou tanto.

 

Contagem decrescente e tentativa de acabar a prova antes de 01:00:00, o que foi conseguido por escassos 38 segundos. 

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Esta é decididamente uma boa prova de backup.

 

E com isto faltam-me apenas 5 corridas de 10kms para conseguir acompanhar o Tartaruga Carlos Teixeira na realização de 100 provas desta distância.

 

Espero lá chegar em breve.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 546

Vencedor: ANDRÉ COSTA (UF Comércio e  Ind+ustria Atletismo) - 0:31:56

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 5947)

Classificação Geral: 438º - Classificação no Escalão M50: 39º

Tempo Tempo Oficial: 0:59:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:22

Tempo médio/Km: 5m:56s  <=> Velocidade média: 10,11 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 02:38

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MARATONA DO PORTO

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São dez as Maratonas de Estrada que os dois Tartarugas Carlos completaram no passado fim-de-semana.

 

Foi precisamente na Maratona do Porto que estes dois humildes atletas arriscaram, pela primeira vez, o cumprimento de um sonho já antigo e com maior relevância desde que começaram a participar regularmente em provas de atletismo. E foi exactamente onde começaram que agora celebraram o redondo número da dezena de maratonas.

 

Na realidade dez não é um número por aí além para qualquer “Corredor de Fundo”. Mas se tivermos em atenção que estes dois Tartarugas só se abalançaram à distância da Maratona já depois de terem dobrado o meio século de vida então maior será o seu feito.

 

Desde o início da nossa participação em Meias Maratonas que testemunhamos que qualquer atleta comenta no final que para fazer uma Maratona “agora já só falta outro tanto”, o que invariavelmente conduz à desmotivação e descrença imediata em se habilitar aos “quarenta e picos” quilómetros que constituem a prova rainha do atletismo de estrada.

 

Há ainda outros atletas que, sob a égide das LEBRES E TARTARUGAS, já completaram pelo menos uma Maratona. Falamos do nosso outro Fundador, Frederico Sousa, e do Hugo Ferreira presentemente fora de competição e a iniciar o seu “treino” na qualidade de Pai de um futuro nosso atleta. Temos ainda o Bartolomeu Santos que já completou duas Maratonas mas num misto de estrada e montanha, mais precisamente na Lisbon Eco Marathon.

 

E não nos podemos esquecer do nosso alemão Georg Waldschütz, actualmente a residir nos “States”, que também já completou uma Maratona mas noutro País, depois de também ele se ter estreado com sucesso na distância da Maratona na Lisbon Eco Marathon de 2015. Grandes saudades do Georg.

 

A participação numa Maratona requer um longo e exigente plano de treinos que deverá ser cumprido o mais escrupulosamente possível. Temos de contar com, pelo menos, dois a três meses de algum sacrifício para nos apresentarmos no dia próprio em condições mínimas que nos permitam encarar com algum optimismo e segurança os quarenta e dois quilómetros e cento e noventa e cinco metros do nosso contentamento.

 

Depois de guardarem má memória da edição de 2015 os dois Tartarugas partiram para a cidade do Porto com algum optimismo. Cada um estabeleceu para si objectivos ambiciosos mas nos quais acreditavam poderem ser alcançados, com algum esforço, mas também com algum realismo.

 

O Carlos Teixeira queria concluir a prova abaixo da hora, marca que nas maratonas mais recentes não conseguiu atingir. O Carlos Gonçalves estabeleceu como meta fazer menos de quatro horas e doze minutos, correspondentes a uma média de 10 quilómetros por hora. Qualquer tempo abaixo deste objectivo já seria uma vitória. A fasquia das quatro horas era um sonho mas de difícil concretização.

 

E foi com este espírito que os nossos dois Maratonistas rumaram à Cidade Invicta no passado Sábado. Cada um seguiu viagem, independentes um do outro, e na companhia das suas “Mentalistas”.

 

O encontro das duas "equipas técnicas" estava marcado para o Centro de Congressos da Alfândega do Porto, local onde habitualmente está montado todo o “Staff” de apoio à Maratona e onde tínhamos de levantar os “kits” de participante com os dorsais.

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Visitada a Expo Maratona a nossa equipa reuniu-se num simpático Café existente naquele espaço acertando as agulhas para o dia seguinte. Esperava-nos uma longa e exigente jornada. O fantasma do calor sentido em 2015 parecia estar definitivamente de lado. A confusão da Partida e dos primeiros quilómetros também faziam parte do passado. O traçado apresentava-se, à partida, como mais equilibrado. Estavam assim reunidas as principais condições para a nossa prova ser um êxito.

 

Domingo de manhã. O ponto de encontro era o Bessa Hotel, local de estágio do atleta Carlos Teixeira, e tendo como hora de recolha as oito horas. Com a Partida instalada entre o Castelo do Queijo e a “Anémona”, havia um perímetro muito largo e de difícil acesso por automóvel. Os atletas, depois de muito matutarem, decidiram descer a Avenida da Boavista até onde as autoridades policiais o permitissem. Fazendo alarde ao seu sentido de orientação a equipa procuraria estacionar a sua viatura o mais próxima possível do local da partida e, se possível, a uma razoável distância da chegada.

 

A Avenida da Boavista registava um inusitado movimento de atletas tendo em consideração a hora e o facto de estarmos numa pacata manhã de Domingo. Alguns, bastantes, deslocavam-se a pé desde a Praça da Boavista até à Partida. Muitos deles nem se aperceberam de quantos quilómetros teriam de percorrer avenida abaixo. Mas o espírito reinante era de grande satisfação.

 

A partida da Maratona estava marcada para as nove da manhã. Contrastando com o "stress" do ano passado os dois TARTARUGAS chegaram ao seu compartimento de partida sem grandes sobressaltos.

 

A foto para a posteridade, e também para o nosso Blogue, ficou gravada no telemóvel da nossa Treinadora.

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Finalmente é dado o habitual “tiro de partida”. A concentração de atletas é grande. Mas, fruto das alterações introduzidas nesta edição, consegue-se, com alguma margem, cumprir os primeiros quilómetros sem grandes atropelos.

 

De regresso à zona do Castelo do Queijo dizemos adeus aos participantes na prova da Family Race.

 

Lançamo-nos definitiva e decididamente à conquista da nossa glória. Contrariamente às edições anteriores, desta vez a manga simbólica da Meia Maratona estaria situada já no concelho de Vila Nova de Gaia, mesmo em frente ao ancoradouro dos vários barcos/cruzeiro do encantador Rio Douro.

 

À primeira passagem pela Ponte da Arrábida já avistamos os mais adiantados e que se dirigem à zona da Afurada, local habitual do nosso ponto de viragem. A partir daí tudo parece, pelo menos do ponto de vista psicológico, mais fácil.

 

Ponte D. Luís. Local de passagem por duas vezes. “A Ponte é uma Passagem para a outra Margem”, refrão de uma das canções símbolo dos eternos “JÁFUMEGA”. É, sem dúvida, um dos Pontos Altos da Maratona do Porto. Largas centenas de populares acotovelam-se para festejar e incentivar os magníficos heróis que, muitos deles, percorreram milhares de quilómetros para deixarem a sua “pegada” na Maratona do Porto.

 

Viragem à direita rumo à zona do Freixo. E encontramos mais pontes para passarmos por baixo delas. Ponte do Infante, Ponte Dª Maria, actualmente desactivada, e Ponte São João. Só nos faltou mesmo a Ponte do Freixo. Num ápice visitamos as principais “Obras de Arte” que ligam os concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia.

 

O derradeiro ponto de retorno significa que já nos faltam cerca de dez quilómetros até à Meta. Como constava de um cartaz à beira da estrada, agora só falta mesmo mais um “treino”. São os derradeiros incentivos aos magníficos heróis. Daí para a frente tudo é encarado como se fosse sempre a descer. Temos a consciência de que o mais difícil já ficou, seguramente, para trás. Ânimo. Não vamos desistir.

 

Passada a Foz do Douro resta-nos cumprir pouco mais do que três quilómetros. É uma longa recta até à meta. Mas não é agora que vamos deitar tudo a perder. O cheiro da GLÓRIA paira sobre as nossas cabeças.

 

 

Ultima passagem pelo Castelo do Queijo, relembrando fugazmente o local de onde partimos algumas horas antes. Finalmente entramos no Parque da Cidade. Sempre a subir, de manga em manga, ultrapassando uma, outra e ainda mais outra curva, avistamos finalmente a tão desejada Meta da nossa glória.

 

Cumprimos um sonho. Dez Maratonas.

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Os nossos dois atletas têm todos os motivos para cantar vitória. O Carlos Teixeira conseguiu terminar a prova abaixo das quatro horas. Foi uma das suas melhores prestações em Maratonas. O outro Tartaruga, com as suas quatro horas e quatro minutos dá consigo a pensar que baixar a fasquia das quatro horas volta a ser possível. Ele, que tinha decidido não voltar a participar na Maratona do Port,o já pensa em reconsiderar este seu propósito.

 

Terminada a odisseia os atletas vão recuperar do esforço despendido. Temos à nossa espera novas aventuras.

 

E também aguardamos pelos comentários do nosso colega TARTARUGA Frederico no rescaldo da Corrida Luzia Dias em que participou neste mesmo fim-de-semana levando o nome da nossa equipa a outras paragens.

 

Atletas que concluiram a prova: 4746

Vencedor: SAMUEL THEURI MWANIKI (Quénia) - 2:11:48

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 5947)

Classificação Geral: 2996º - Classificação no Escalão M60: 78º

Tempo Tempo Oficial: 4:07:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:04:52

Tempo médio/Km: 5m:48s  <=> Velocidade média: 10,34 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 5948)

Classificação Geral: 2693º - Classificação no Escalão M55: 145º

Tempo Tempo Oficial: 4:00:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:57:20

Tempo médio/Km: 5m:37s  <=> Velocidade média: 10,67 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 02:22

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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016

20 KMS DE ALMEIRIM

Finalmente Almeirim

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Todos os anos quando preparávamos os nossos calendários se falava em ir aos 20kms de Almeirim mas até à data por esta ou aquela razão nunca tínhamos participado nesta carismática corrida de atletismo. Assim enquanto na véspera os outros dois tartarugas se divertiram a brincar às bruxas no trail do mesmo nome, resolvi dentro do plano de preparação para a maratona do Porto participar pela primeira vez nos famosos 20 Km de Almeirim. Eram 7.45 quando saí de casa e uma hora depois estava em Almeirim, uma viagem muito tranquila através da A10 e A13 praticamente desertas, e com muita sorte para quem não conhece esta cidade fui logo direitinho  à Avenida 25 de Abril onde se localizavam as linhas de partida e chegada. Após estacionar o carro muito perto da partida desloquei-me ao pavilhão desportivo onde levantei o Dorsal e o Chip. Enquanto tomava o meu segundo pequeno almoço e me preparava para a corrida foi possível através do speaker perceber que não só ia participar pela primeira vez nesta corrida como também numa edição muito especial da mesma, por ser a 30ª Edição, por ser após a morte de Gabriel Duarte a principal figura da organização desta prova ao longo das suas diferentes edições e também pela participação de alguns corredores que estiveram presentes há 30 anos na 1ª edição da prova que se disputou na altura no mês de Janeiro e debaixo de chuva. Antes de se iniciar a corrida fiz um aquecimento de 2 Km que me permitiu começar a adaptar-me ao local e confraternizar com atletas locais e de outras paragens nomeadamente de Portalegre. A  prova iniciou-se às 10h em ponto os primeiros 6kms foram disputados dentro da cidade de Almeirim culminando com uma primeira passagem pela meta aos 5,8Km, depois foram 7km corridos no sentido de Alpiarça com retorno na rotunda dos patudos aos 12,5Km e onde os atletas puderam disfrutar de uma bela paisagem proporcionada pela barragem local. A corrida de Almeirim é eminentemente plana e bastante acessível até ao Km 13,5 entre este e o Km 15 torna-se mais difícil com uma subida não muito acentuada mas longa perto de 1,5 Km e depois também entre o KM 16 e 17 a estrada inclina um pouco. A temperatura estava agradável mas quente para esta altura do ano, no entanto como grande parte da estrada tem árvores de um lado e do outro, o calor foi de alguma forma amenizado por diversas preciosas sombras. A organização muito boa em todos os aspetos fornecimentos de água de 3 em 3km, bem organizada a entrega dos dorsais e pavilhão de apoio para os atletas com balneários abertos para os atletas. Não fiquei para a famosa sopa da pedra mas numa próxima edição não vou falhar esta prova vai passar no futuro a fazer parte do meu calendário de provas. Terminaram a prova 886 atletas. Parabéns à Associação 20 Kms de Almeirim pela organização de mais uma edição desta prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 885

Vencedor: NUNO CARRAÇA (URCA) - 1:04:19

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 57)

Classificação Geral: 514º - Classificação no Escalão M55: 35º

Tempo Tempo Oficial: 1:55:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 5m:06s  <=> Velocidade média: 11,78 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim

Calendário para o Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 20 - Arruda Trail - 25 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:06

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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016

II TRAIL NOCTURNO DAS BRUXAS - BUCELAS 2016

Pelo segundo ano consecutivo uma comitiva das LEBRES E TARTARUGAS deslocou-se a Bucelas para participar no Trail e na Caminhada das Bruxas. Continuamos assim totalistas de uma prova na qual contamos participar nos próximos anos.

 

Em 2015 estiveram presentes o Trailista Carlos Gonçalves e a Caminheira, nossa Treinadora, Ana Luísa, substituta à última hora do Frederico que, por motivos imprevistos, não pôde comparecer.

 

Com as boas recordações da prova de 2015 o Carlos Gonçalves logo elegeu esta como uma corrida a não perder. Quase se poderá dizer que desde o dia 31 de Outubro de 2015, da mesma forma que uma criança começa a contar fervorosamente o número de dias que faltam ou para o seu aniversário ou para o Natal, começou a fazer “riscos” imaginários no Calendário da sua cabeça e a contar quantos dias faltavam para o próximo Halloween e para a abertura das inscrições para a segunda edição do Trail Nocturno de Bucelas.

 

E não só conseguiu arregimentar novamente a Caminheira Ana Luísa, repetente de 2015, mas também obteve o acordo do seu eterno companheiro das corridas de Trilhos, Frederico, para provar do que mais belo há no atletismo amador e popular: uma prova de Trail e uma corrida nocturna. O terceiro elemento fundador das LEBRES E TARTARUGAS, fiel aos seus princípios, optou por trocar uma deslocação a Bucelas pela estreia no dia seguinte nos Vinte Quilómetros de Almeirim. Será que teve medo de travar encontros imediatos do terceiro grau com alguma Bruxa ou com alguma “Alma Penada” no meio da Floresta? Só ele o poderá dizer …

 

Conhecedores da logística do ano passado os três Tartarugas marcaram encontro ao cair da noite em casa do Frederico. Só tinham de apanhar a CRIL, seguir até Odivelas, tomar a A8 e sair na zona do Infantado seguindo as setas de Bucelas, quando as mesmas fossem visíveis. Um percalço na escolha da direcção certa quase levou a nossa comitiva às instalações do MARL. Demos meia volta e, como seis olhos vêem melhor do que dois, lá encontrámos caminho certo.

 

Chegámos ao nosso destino e estacionámos o carro no mesmo local de sempre.

 

Tínhamos tempo de sobra para ir levantar os dorsais e regressar ao carro para deixar os acessórios supérfluos. O Frederico hesitava entre levar a mochila com uma garrafa de água ou deixar tal apetrecho no carro. Como a prova se iria desenrolar à noite, e não havia muito calor, poderia dispensar o peso adicional. Mas não o fez.

 

De regresso à zona da partida tiram-se as fotos que ilustrarão a nossa notícia.

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Experimentam-se as diversas combinações de atletas. Mas como a “aselhice” por vezes impera não conseguimos registar para a posteridade a pose do Frederico com a Caminheira Ana Luísa. IMG_0030.JPG

O Pavilhão Desportivo dos Bucelenses estava pleno de animação. As Bruxas descansavam na Bancada aguardando para a sua entrada em acção.

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Perante o Cenário envolvente o Frederico avançava que seria preferível desistir do Trail e optar pela Caminhada. As companhias e o convívio pareciam vir a ser bem melhores e mais compensadoras.

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Mas acabou por se manter fiel à escolha inicial. Em conversa com a Treinadora/Caminheira cada um dos Tartarugas avançava com as suas previsões de tempo de duração da corrida. O Carlos Gonçalves apontava umas “ambiciosas” duas horas para os quinze quilómetros totais. O Frederico, um pouco mais modesto ou mais realista, arriscava duas horas e meia para a sua prestação. No final far-se-iam as contas. A Caminheira deveria chegar entre dos dois “Trailistas”.

 

"Em equipa que ganha não se mexe". Transposto este princípio para qualquer organização, nomeadamente de Corridas, o bom senso aconselha não fazer alterações numa fórmula que revelou algum sucesso. Trocando por miúdos, quando o Trail Nocturno de Bucelas teve na primeira edição o êxito que todos reconhecem, muitos deles tendo regressado em 2016, a sensatez aconselhava que não se mexesse muito na prova, principalmente no que se refere ao traçado e percurso da mesma.

 

Mas assim não o entenderam todos aqueles que contribuíram para voltar a pôr de pé um Trail/Caminhada que teve como mote a Noite das Bruxas. Arriscando, sem o ser necessário, foram introduzidas algumas alterações ao percurso, principalmente na primeira metade do mesmo, e recuperando parte do traçado do Trail de Bucelas que se disputou nesta mesma zona no Domingo de Carnaval de 2016. Mas podemos considerar que a aposta foi ganha. Quer os estreantes quer os repetentes ficaram agradados com o traçado escolhido. Sendo uma prova nocturna não seria de esperar trilhos demasiado técnicos e que comportassem algum risco desnecessário. Mas também não podemos afirmar que foi uma prova muito fácil e só para passar o tempo. Alguns troços apelavam à atenção e à concentração dos corredores não fossem colocar mal um pé ou tropeçarem em alguma pedra ou raiz mais escondida e que levasse a um trambolhão certo.

 

Mas a prova também teve a sua dose de dureza. O facto de os troços não serem muito exigentes permitia, a quem o desejasse, fazer todas as subidas sempre em passo de corrida, o que provocaria um desgaste adicional.

 

Apesar da Coincidência, ou talvez não, parece que a organização, formada pelo consórcio, chamemos-lhe assim, Bucelas Aventura e Clube de Futebol Os Bucelenses, gosta de realizar provas desportivas com algum carácter temático. Foi assim no Trail Diurno disputado no Domingo de Carnaval e agora, uma vez mais, em cima da Festa do Halloween. Será coincidência ou talvez não? Se é propositado então só os temos de saudar por tal decisão.

 

Às oito e vinte era dado o tiro de partida para a prova principal. Os atletas tomaram de assalto a estrada, e posterior entrada em ambiente de trail, cumprindo o primeiro quilómetro sempre a subir. Foi uma subida longa e a traçar desde logo as diferenças dentro do pelotão. Os mais bem preparados, e com outras ambições que não só o puro divertimento, desaparecem num ápice na escuridão da noite. Quando se atinge o primeiro ponto mais alto presenciamos o espectáculo típico das corridas nocturnas. Os inúmeros frontais brilhando no meio da montanha assemelham-se a uma enorme cobra luminosa que se estende por todo o caminho.

 

Começam a avistar-se os Caminheiros que partiram um pouco mais tarde do que os trailistas. Os primeiros 6 quilómetros são comuns. Lá mais para a frente, sensivelmente por volta do quilómetro treze, juntam-se os dois grupos cumprindo o mesmo percurso até à meta. A única diferença está no facto dos Caminheiros terem sido poupados à subida ao ponto mais alto da montanha, se é que assim lhe poderemos chamar, onde estava colocado o único abastecimento reservado só aos atletas do Trail. Feito o segundo controlo de passagem dos atletas estes lançam-se numa louca e vertiginosa descida ao encontro dos Caminheiros que desfilam uns bons metros mais abaixo.

 

Ao longo de toda a prova vão-nos surgindo algumas surpresas que têm como missão assustar um atleta mais distraído. Que o diga o Frederico que, absorto nos seus pensamentos, apanhou um valente “cagaço”, desculpem-nos o termo, que o fez dar um salto.

 

Fosse um esqueleto pendurado numa árvore, uma mão jazendo no chão, supostamente cortada do corpo de um qualquer ser com tudo menos de humano, ou até um corpo morto e bastante mutilado junto à base de um arbusto, tudo servia para tentar assustar os atletas e colocar alguma animação naquela noite das bruxas.

 

Os miúdos que participavam com os Pais na Caminhada divertiam-se aparentando uma falsa calma que não tinham e escondendo o nervosismo, quiçá medo, próprio de um ambiente fantástico mas ao mesmo tempo assustador.

 

Valeu a pena? Sim. Este foi sem dúvida o sentimento partilhado por todos, mesmo por aqueles que, não correndo nem caminhando, foram os grandes obreiros e responsáveis por montar uma Festa que ficará gravada nas nossas memórias.

 

Superando as expectativas iniciais os nossos dois Trailistas concluíram a prova bem antes do tempo previsto e apesar de, na realidade, não terem sido quinze mas dezasseis quilómetros e trezentos e picos metros.

 

O Carlos, mal cortou a meta, assumiu para si a tarefa de registar fotograficamente a chegada de todos os membros das LEBRES E TARTARUGAS e enviar os testemunhos via WhatsApp para quem ficou em casa. Como foi o primeiro, decidiu tirar uma “selfie” a si próprio.

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A falta de jeito e a ausência de qualquer sorriso fê-lo ficar mais parecido com um “zombie”. “Sorri”, comentou o filho Gonçalo.

 

Alguns minutos mais tarde chega a Caminheira.

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Até que finalmente o Frederico surpreende-nos e rapidamente, antes do previsto, entra no Pavilhão para terminar a prova. Surpreendido o nosso fotógrafo de serviço atrapalha-se e começa a correr em “marcha-atrás”. Foi com estrondo que se espalhou ao comprido e quase provocando também a queda do Frederico. Depois de cortada a meta ficou o registo da conclusão da prova do nosso terceiro elemento.

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Enquanto o “casalinho” Gonçalves foi até ao carro deixar as mochilas e trocar de camisola, o Frederico ficou a guardar lugar na fila do Jantar que engrossava a cada segundo que passava.

 

Uma tijela de Caldo Verde, uma Bifana no Pão e uma bebida à escolha era o nosso “banquete”. Pode não ter sido muito frugal mas, pelo menos, não ficámos de barriga vazia e a dar horas.

 

Ao som da entrega dos prémios a equipa das LEBRES E TARTARUGAS deixa o Pavilhão dos “Bucelenses” enceta o seu regresso a casa. Durante a viagem, tecem-se os mais resgados elogios à prova prometendo voltar em 2017.

 

Atletas que concluiram a prova: 186

Vencedor: JAILSON OLIVEIRA (Brigadas Ultra Sporting) - 1:08:20

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 144)

Classificação Geral: 103º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Tempo Oficial: 1:55:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 7m:12s  <=> Velocidade média: 8,33 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 145)

Classificação Geral: 166º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Tempo Oficial: 2:19:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 8m:43s  <=> Velocidade média: 6,89 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:01

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Sábado, 29 de Outubro de 2016

CORRIDA DO MONTEPIO - "CORREMOS UNS PELOS OUTROS"

Todas as corridas têm uma história ou, pelo menos, um motivo que nos impele a nelas participar.

 

Para além da natureza solidária que levou o Montepio a organizá-la pelo quarto ano consecutivo, os quatro Tartarugas Presentes encararam a sua participação na Corrida "CORREMOS UNS PELOS OUTROS" como uma boa oportunidade de realizar um treino de curta duração mas em boa companhia. E obrigou-nos a levantar da cama mais cedo do que é habitual num Domingo que deve ser dedicado ao descanso e a pôr o sono em dia no final de mais uma semana de trabalho.

 

À partida, e para lá da questão humanitária, esta prova não reunia grandes atractivos. Com um percurso do tipo de “ida e volta”, e praticamente todo plano, não apresentava novidades face aos anos anteriores prenunciando vir a ser uma corrida muito rápida e de grande desgaste físico. Aliás a única grande diferença residiu no facto de, apesar de já estarmos em pleno Outono, o tempo ter-se manifestado com características mais primaveris. A ausência de qualquer ameaça de chuva e com uma temperatura bem amena, para gáudio do Carlos Gonçalves e desespero do Frederico, deixava no ar que iríamos soar as estopinhas e que afinal seria mais do que um simples treino bem acompanhado.

 

E falando de companhia o Frederico comentava que nestas provas procura colar-se a uma “lebre” um pouco mais lenta do que ele e assim poder fazer a corrida com “boas vistas”.

 

“Ups”… esta crónica não pode resvalar para o brejeiro… Atenção à censura!

 

Como o estacionamento não é fácil na zona ribeirinha de Lisboa, com maior agravamento devido às inúmeras e intermináveis obras nas quais a cidade se encontra mergulhada, os quatro atletas optaram por se encontrarem num sítio satisfatório e de fácil acesso a todos. Com hora marcada para as oito e quarenta e cinco da manhã, e junto ao Pingo Doce do Bairro do Restelo, os quatro companheiros – Pedro, Frederico, Carlos Teixeira e Carlos Gonçalves – iniciaram viagem até às imediações do Cais Sodré com alguma margem de tempo para encontrarem um estacionamento para a viatura e seguirem, em ritmo de aquecimento, até ao ponto de partida.

 

Faltou à chamada um nosso futuro atleta que, apesar de já se encontrar devidamente equipado, com umas belas, e adequadas à corrida, "crocs azuis", e já portador do seu dorsal, teve de trocar a corrida pela Natação na companhia da Mãe Catarina e da Avó babosa Ana Luísa, nossa habitual Treinadora. Recorde-se que Mãe e Filha são também membras efectivas da nossa equipa na vertente de Caminheiras.

IMG_0019.JPGIMG_0019.JPG

 Assim a participação da nossa esperança AFONSO ficará para outra altura. Por ora o seu papel nas LEBRES E TARTARUGAS reside-se ao apoio aos restantes atletas, particularmente ao Pai PEDRO, tanto à partida como à chegada.

 

Aquecimento só para alguns pois apenas dois dos atletas é que efectuavam algumas “corridinhas” enquanto os restantes membros caminhavam calmamente em amena cavaqueira e contemplando as belas visitas que o Tejo nos proporciona com Almada em pano de fundo.

 

Chegamos ao Rossio bem a tempo da hora de partida. Dado que nenhum dos atletas trouxe consigo o seu telemóvel não pudemos tirar a habitual fotografia de grupo. O Frederico ainda atirou para o ar a hipótese de pedir a uma atleta para nos tirar uma foto e a enviar para o seu telemóvel. Era um “dois em um”. Passo a explicar. Não só passávamos a ter uma fotografia para colocar no nosso blogue mas também o Frederico passava a ter acesso ao número de telemóvel da atleta. Bem pensado. Só nos bastava encontrar a vítima certa.

 

Atendendo ao elevado número de atletas presentes, que seriam mais de onze mil como não se cansava de referir o “speaker de serviço, a organização decidiu, e muito bem, compartimentar os atletas da prova dos dez quilómetros de acordo com os tempos expectáveis. O Carlos Teixeira foi para os Sub 50, devendo o Frederico e o Carlos Gonçalves “encaixarem-se” na zona dos Sub 60. O Pedro viu-se relegado para os Mais de 60.

 

As partidas foram dadas de forma diferenciada com aproximadamente cinco minutos de intervalo. Mas mesmo assim não se evitaram os constrangimentos nas primeiras centenas de metros. Estava pior do que a Baixa à hora de ponta.

 

Já em plena 24 de Julho inicia-se a longa recta até ao ponto de inversão nas imediações do Centro de Congressos de Lisboa, antiga FIL.

 

De regresso ao Terreiro do Paço todos os nossos atletas constataram mais tarde que realizaram a segunda metade da corrida em ritmo mais acelerado do que nos primeiros cinco quilómetros. Foi uma corrida sem sossego nem descanso. Todos conseguiram no final tempos ao nível dos seus melhores desempenhos num passado mais recente e para uma corrida de dez quilómetros. Nada mau. E foi também um bom treino para os dois Carlos que se preparam para, dentro de duas semanas, desafiarem mais uma Maratona da Cidade do Porto.

 

Feito o reagrupamento da equipa regressamos ao nosso carro enfrentando um vento bem mais desagradável do que se manifestou ao longo de toda a prova.

 

Falta só mencionar um pormenor bastante importante. Na Corrida do Montepio o Carlos Teixeira cumpriu a sua centésima corrida de dez quilómetros desde que começou a participar competitivamente em provas desta distância, antes ou depois da fundação das LEBRES E TARTARUGAS.

 

PARABÉNS. Venham agora as duzentas.

 

Nas próximas semanas temos um programa bastante preenchido. E estes quatro Tartarugas só se voltarão a encontrar em simultâneo lá mais para a frente em Dezembro no Grande Prémio de Natal. Antes disso os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS reencontrar-se-ão na Meia Maratona dos Descobrimentos.

 

No próximo fim-de-semana os Trailistas Frederico e Carlos Gonçalves participarão no Trail Nocturno de Bucelas, também conhecido como Trail das Bruxas, e tendo a companhia da nossa Treinadora que participará na Caminhada. O Carlos Teixeira, por seu turno, estrear-se-á nos 20 quilómetros de Almeirim cumprindo finalmente um desejo antigo mas muitas vezes adiado. É uma estreia da nossa equipa numa nova prova.

 

Atletas que concluiram a prova: 5520

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Sporting Clube de Portugal) - 0:30:42

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 4902)

Classificação Geral: 1481º - Classificação no Chip: 1589ª - Classificação no Escalão V60: 35º

Tempo Tempo Oficial: 0:48:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:19

Tempo médio/Km: 4m:50s  <=> Velocidade média: 12,42 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 4903)

Classificação Geral: 1237º - Classificação no Chip: 1248ª - Classificação no Escalão V55: 71º

Tempo Tempo Oficial: 0:47:35/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:54

Tempo médio/Km: 4m:41s  <=> Velocidade média: 12,79 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 4904)

Classificação Geral: 3215º - Classificação no Chip: 3497 - Classificação no Escalão V50: 256º

Tempo Tempo Oficial: 0:57:02/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:37

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,60 Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 4905)

Classificação Geral: 4806º - Classificação no Chip: 4795º - Classificação no Escalão SEN: 889º

Tempo Tempo Oficial: 1:07:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:05:05

Tempo médio/Km: 6m:30s  <=> Velocidade média: 9,22 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 16:52

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Sábado, 8 de Outubro de 2016

ROCK'N'ROLL MEIA MARATONA DE LISBOA

Enquanto as duas lebres do nosso grupo se abalançaram, uma vez mais, na prova da Maratona, a Tartaruga Frederico decidiu, à ultima não ficar a ver os atletas passar e decidiu-se participar na prova da Meia Maratona.

 

Assim procedeu à sua tardia e dispendiosa inscrição e não obstante ter arrancado com os (poucos) treinos esta nova temporada propôs-se fazer novamente essa prova que de atractivo só tem a passagem pela ponte e pela meta.

 

Os objectivos eram ambiciosos – completar a prova dentro de 2h 30m …

 

Assim sendo depois de desejar boa sorte aos maratonistas deslocou-se para o Parque das Nações, onde, com a maior surpresa encontrou a Ana Luisa, mulher do colega maratonista Carlos Gonçalves, que ia participar na mini-maratona com alguns amigos.

 

Se tivéssemos combinado encontrarmo-nos não teria sido mais fácil do que foi.

 

E como a ocasião faz o ladrão, para picar o Carlos Gonçalves, pedimos a um fotografo presente no local para nos tirar umas fotografias bem abraçadinhos um ao outro.

0024.jpg

As fotografias ficaram optimas para o efeito desejado – picar o Carlos Gonçalves – mas a um preço completamente inacessível. Assim estão apenas para consulta na net.

 

Depois do embarque nos autocarros e da longa viagem usual até à partida, separamo-nos então para as respectivas áreas de cada um.

 

Partida pontual às 10:30 numa boa moldura humana e com condições metereológicas perfeitas para a generalidade dos atletas, se bem que um pouco quente para esta acalorada Tartaruga.

 

O trajecto foi exactamente o mesmo do ano anterior com uma belíssima organização e bons abastecimentos.

 

A Tartaruga conseguiu pois cumprir o seu objectivo e completar a prova abaixo das 2 h e 23 minutos, tendo aparentemente chegado em paralelo com a Tartaruga Maratonista Carlos Gonçalves que cumpriu o dobro da distância com um avanço temporal de apenas 2 horas.

 

Foi um bom recomeço nas distâncias um pouco mais longas para esta Tartaruga.

 

Atletas que concluiram a prova: 5766

Vencedor: NGUSE AMLOSON (Eritreia) - 1:02:37

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 14396)

Classificação Geral: 4839º - Classificação no Escalão M50: 387º

Tempo Tempo Oficial: 2:29:02/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:22:35

Tempo médio/Km: 6m:45s  <=> Velocidade média: 8,88 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 20:04

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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016

MARATONA ROCK'N'ROLL DE LISBOA

A Maratona “Rock’n’Roll” de Lisboa, sendo uma das duas únicas Maratonas de Estrada que actualmente se realizam no nosso País, reúne todos os condimentos para ser uma prova de sucesso.

 

Um traçado do mais belo que se pode encontrar numa corrida com esta distância. Tendo como companhia o Oceano Atlântico desde Cascais até Oeiras, e terminando com o Tejo em “pano de fundo” na Meta instalada no Parque das Nações, na zona oriental de Lisboa, as paisagens são mais propícias a um maior relaxamento dos atletas do que à competição propriamente dita. O tempo também ajudou, e muito. Com “Sol Firme e Céu Azul” a ameaça de temperaturas mais altas, ainda no rescaldo dos valores escaldantes do Verão que até há bem pouco tempo ainda se fazia sentir, foram “controladas” aqui e acolá por uma ligeira e refrescante brisa que, em muito, ajudou os atletas. Por último salienta-se a quantidade e qualidade dos abastecimentos, principalmente de líquidos. A partir do quilómetro cinco, primeiro ponto de “paragem”, pudemos saciar a nossa sede a cada 2,5 quilómetros. Bem Bom. Se bem que para o fim já estivesse um pouco morna, a água foi sempre disponibilizada em grande quantidade.

 

Só a falta de treino “a sério” dos dois atletas das LEBRES E TARTARUGAS é que contrastava com todos os trunfos.

 

Longe das primeiras participações nas quais, além de terminarmos a distância mais emblemática do atletismo, a nossa preocupação era fazer os cerca de quarenta e dois quilómetros no menor tempo possível, estes dois “magníficos heróis, à sua dimensão, encaram agora com uma profunda naturalidade a corrida de uma Maratona. Os “medos” ficaram definitivamente para trás. Agora só queremos acrescentar mais um número ao nosso já longo historial.

 

E foi com este estado de espírito que os dois Tartarugas Maratonistas Carlos – Teixeira e Gonçalves – perspectivaram a sua prestação na Maratona de Lisboa de 2016. Sabiam de antemão que, por não terem cumprido um ambicioso e regrado plano de treinos, não poderiam aspirar a grandes tempos, em consonância com anteriores prestações. Mas o seu propósito consistia em terminarem mais uma Maratona e, acima de tudo, que a mesma servisse de aferição de capacidades para a Maratona do Porto que se realizará no próximo dia 6 de Novembro e na qual pretendem atingir o redondo número de uma dezena de maratonas de estrada.

 

O percurso, por ser igual aos das últimas edições, não trazia novidades. A fase inicial é sempre a mais complicada. Grande aglomeração de atletas com uma densidade por vezes superior à capacidade de escoamento das ruas de Cascais nas quais se desenvolvem os primeiros quilómetros.

 

Saídos desta simpática vila, muito apreciada sobretudo pelos turistas e inúmeros cidadãos estrangeiros que aqui habitam, entramos finalmente na corrida propriamente dita. Apreciando a paisagem os atletas vão galgando os quilómetros rumo à “vitória final”. Apesar de parecer plana a Marginal não é só facilidades. Além de algumas pequenas e suaves subidas e descidas temos longos períodos de “rolamento” sempre a “puxar”.

 

Uma vez mais somos “poupados” à subida do Alto da Boa Viagem, tendo a organização optado pelo percurso ribeirinho ao lado da linha do Combóio. Na Cruz Quebrada retomamos a Estrada Marginal. Neste ponto recebemos um apoio extra da Catarina, Pedro e Afonso. Sendo presenteado em primeiro lugar o atleta Carlos Teixeira com os apoios da claque, é o Avô Carlos Gonçalves que recebe um ânimo suplementar quando sentia os primeiros sinais de alguma quebra. Os incentivos da sua claque animam o atleta rumo à segunda metade da corrida.

 

A anterior “tenebrosa” recta do Dafundo, tão demolidora e desgastante, faz-se agora com “uma perna às costas”. Não há qualquer mudança no traçado longo e árido. Os nossos atletas é que, fruto da experiência acumulada, a tornam mais fácil. Atingimos metade da corrida. Até ao final só nos falta uma Meia-Maratona…

 

Chegados a Belém começamos a sentirmo-nos “em casa”. Aumenta a animação de rua com os vários apoios e incitamentos à passagem dos atletas.

 

Um pouco mais à frente, e sem que nos apercebamos, já estamos no imenso estaleiro de obras da zona ribeirinha entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço. Foi num ápice. A ida ao Rossio, anteriormente também de grande desgaste sobretudo ao nível psicológico, quase nem se dá por isso. Um pouco mais à frente encontramos os atletas da Meia Maratona. É uma grande confusão com o abastecimento de líquidos e sólidos e um maior número de atletas. Temos pela frente oito quilómetros em comum até à Meta instalada em frente ao Pavilhão de Portugal no Parque das Nações. Curiosamente, ou talvez não, verificamos que os Maratonistas, apesar do cansaço acumulado nas pernas, mostram um ritmo superior à maioria dos atletas da Meia Maratona.

 

Começa a contagem decrescente dos últimos quilómetros. A entrada na Avenida D. João II reserva-nos o último quilómetro e meio de prova. A certa altura separam-se os atletas das duas provas competitivas. Uma última curva à direita e abordamos o terrível empedrado da Alameda dos Oceanos. Lá ao fundo avista-se o pórtico da Meta. A Glória está ali tão próxima. Fazem-se as últimas ultrapassagens na tentativa de se ganharem alguns preciosos segundos e se melhorar a classificação.

 

Foi a nona Maratona de Estrada dos Maratonistas das LEBRES E TARTARUGAS. Reencontram-se os atletas e cada um faz um balanço rápido da sua prestação.

IMG_0676.JPGAguardam pelo terceiro Tartaruga que optou pela Meia-Maratona. Dada a confusão não é possível o reencontro do núcleo fundador da nossa equipa. Só mais tarde recebemos um telefonema do Frederico indicando que já se encontrava no seu carro de regresso a casa.

 

Os tempos ficaram aquém dos objectivos individuais. Mas com os treinos que tivemos dificilmente poderíamos esperar por melhores prestações.

 

É de tempo de recuperação e de começar a preparar a participação na Maratona do Porto.

 

Atletas que concluiram a prova: 3521

Vencedor: ALFRED KERING (Quénia) - 2:10:27

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 470)

Classificação Geral: 2269º - Classificação no Escalão M60: 52º

Tempo Tempo Oficial: 4:25:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:23:29

Tempo médio/Km: 6m:15s  <=> Velocidade média: 9,61 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 3615)

Classificação Geral: 1910º - Classificação no Escalão M55: 100º

Tempo Oficial: 4:12:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:10:54

Tempo médio/Km: 5m:57s  <=> Velocidade média: 10,09 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:49

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Domingo, 25 de Setembro de 2016

CORRIDA DO TEJO

Quando há oito anos por brincadeira corremos a corrida do tejo eu e o Frederico estávamos longe de imaginar que o bichinho da corrida ia ficar, assim fomos participando em corrida após corrida e depois quando se juntou o Carlos ficamos um trio imparável. Passados 8 anos cada um de nós já participou individualmente em mais de 200 corridas e já todos corremos a prova mais mítica do atletismo a Maratona. Para além dos três fundadores temos em diversas corridas levado connosco alguns amigos e familiares . A corrida do Tejo foi mais um exemplo o Frederico Sousa levou o seu filho Gonçalo e o  Carlos Teixeira juntou o seu irmão José Catela à equipa. Os atletas encontraram-se na casa do Frederico e na estação de comboios de Algés e depois de um aquecimento deslocaram-se para a sempre confusa partida da corrida que em Portugal reúne o maior número de participantes.

Como o Carlos Teixeira perdeu a braçadeira dos menos 50 minutos, partimos todos dos mais de 60 minutos, onde estava uma imensidão de atletas. Até á subida da Cruz Quebrada foi a confusão habitual, atletas a andar, atletas a correr de vagar, atletas com carrinhos de bebe  e grupos de amigos correndo em linha formando autênticas barreiras, sendo que a única forma de ultrapassar os mesmos foi correndo junto aos estreitos passeios da zona de Algés. A partir da subida da Cruz Quebrada a corrida começa a descongestionar-se e os atletas começaram a dispersar-se ao longo da magnifica marginal, numa manhã agradável em plena transição para o Outono de 2016 ainda nos seus primeiros dias. A corrida manteve o seu trajeto habitual a primeira metade com a principal dificuldade na subida da Cruz Quebrada e a segunda metade mais difícil face às subidas de Paço de Arcos e Santo Amaro de Oeiras. Os quatro atletas cortaram a meta dentro das suas atuais possibilidades, com especial destaque para o José Catela que não corria há muito tempo e que suplantou a sua previsão inicial de acabar a corrida ao fim de uma hora, baixando em três minutos e meio em relação às suas expetativas. No próximo Domingo Carlos Gonçalves e Carlos Teixeira vão tentar concluir a sua 9ª Maratona de Estrada face à sua participação na Rock Roll Maratona de Lisboa, por outro lado o Frederico Sousa vai participar na meia maratona Vasco da Gama.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

 Atletas que concluiram a prova: 6759

Vencedor: MANUEL PENAS (New Balance) - 0:30:53

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1352)

Classificação Geral: 1133º - Classificação no Escalão M55: 61º

Tempo Oficial: 0:49:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:01

Tempo médio/Km: 4m:48s  <=> Velocidade média: 12,50 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1372)

Classificação Geral: 4256º - Classificação no Escalão M50: 357º

Tempo Oficial: 1:05:32/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:02:10

Tempo médio/Km: 6m:13s  <=> Velocidade média: 9,65 Km/h (*)

 

JOSÉ TEIXEIRA (Dorsal Nº7732)

Classificação Geral: 2880º - Classificação no Escalão M60: 79º

Tempo Oficial: 0:58:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:29

Tempo médio/Km: 5m:39s  <=> Velocidade média: 10,62 Km/h (*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº8744)

Classificação Geral: 4418º - Classificação no Escalão SEN: 655º

Tempo Oficial: 1:06:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:03:09

Tempo médio/Km: 6m:19s  <=> Velocidade média: 9,50 Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Setembro

  • 18 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 25 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:37

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CORRIDA DA LINHA MÉDIS

Depois de umas merecidas férias os tartarugas Carlos Teixeira e Frederico Sousa voltaram à competição o outro tartaruga Carlos Gonçalves já tinha feito a sua rentrée na corrida Moinhos de Penacova. O André Catela filho do Tartaruga Teixeira também se juntou aos dois tartarugas.

Ao contrário das edições anteriores a corrida disputou-se no sentido Cascais-Carcavelos obrigando os tartarugas a alterar um pouco os aspetos logísticos ligados à corrida. A deslocação até Cascais foi efetuada de Comboio e depois de cumpridas as necessidades fisiológicas num Mac Donalds em pleno centro da Vila os atletas encaminharam-se para a linha de partida aproveitando para efetuar um curto aquecimento. Tendo chegado muito perto do tiro de partida os tartarugas ficaram muito para trás o que dificultou muito a ultrapassagem de atletas durante o primeiro Km da prova. A primeira metade da corrida disputou-se debaixo de uma temperatura agradável e na passagem do Estoril e S. João foi possível aproveitar algumas sombras, a partir de S. João o calor começou a sentir-se com mais intensidade prejudicando o ritmo dos tartarugas. A chegada estava instalada junto à praia da torre tendo os três tartarugas cortado todos a meta e com uma enorme vontade de se atirarem para dentro de água, a praia estava com um aspeto deslumbrante. No regresso a Algés os tartarugas fizeram mais 6 km a andar até à estação de Caxias durante este passeio foi extraordinário verificar a quantidade de pessoas que estavam a praticar os mais variados desportos ao longo da Marginal, ciclismo, atletismo, basquetebol, patins, marcha por exemplo, por outro lado muitas outras aproveitavam os últimos raios de sol do excecional verão de 2016. Em Caxias os atletas apanharam o comboio até Algés e depois foi mais uma caminhada até casa do Frederico. No próximo fim de semana os tartarugas voltam à Marginal onde vão completar o oitavo ano da sua existência, quem diria!!!!!!!! O meu obrigada aos meus grandes Amigos Frederico e Carlos Gonçalves. Viva os Lebres e Tartarugas!!

 

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1384

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (GFD Running) - 0:31:54

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 771)

Classificação Geral: 338º - Classificação no Escalão M5559: ND

Tempo Oficial: 0:50:18/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:03

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,23 Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 772)

Classificação Geral: 723º - Classificação no Escalão Séniores: ND

Tempo Oficial: 0:58:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:54

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,54 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 773)

Classificação Geral: 1023º - Classificação no Escalão M5054: ND

Tempo Oficial: 1:05:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:18

Tempo médio/Km: 6m:26s  <=> Velocidade média: 9,33 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Setembro

  • 18 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 25 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:05

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Domingo, 4 de Setembro de 2016

CORRIDA DOS MOINHOS DE PENACOVA

A Corrida dos Moinhos de Penacova é já uma “clássica” no calendário anual de provas das LEBRES E TARTARUGAS assumindo o papel de “pontapé de saída” para uma nova época desportiva.

 

Não tem apresentado novidades substanciais nos últimos anos. Depois de nas duas primeiras edições ter começado e terminado dentro de Penacova, junto às instalações dos Bombeiros Voluntários, a organização decidiu introduzir em 2011 algumas alterações tornando o evento bem mais agradável. A distância aumentou de 13,7 para cerca de 20 quilómetros tornando o percurso mais extenso e ainda mais interessante. Por outro lado com a partida e chegada na Praia do Reconquinho, na margem esquerda do Rio Mondego, a logística ficou mais facilitada. Não só é mais fácil chegar ao local da partida como há mais opções para o estacionamento das viaturas. E o tão desejado almoço realiza-se num cenário bem mais “apetitoso” condizente com a qualidade do repasto reservado aos atletas, caminheiros e acompanhantes. Sandes de churrasco e imperiais, muitas imperiais, à descrição constituem um dos pontos altos da Corrida dos Moinhos de Penacova. Aliás talvez não esteja muito longe da realidade se afirmar que a força anímica que leva muitos dos atletas, talvez mesmo a maioria descontando os que ali estão apenas a lutar por uma boa classificação, a ultrapassar muitos dos obstáculos que nos vão aparecendo ao longo da corrida é precisamente a lembrança e a imagem daquelas soberbas cervejolas que nos aguardam no final. E se calhar até mesmo os que ali estão apenas pela competição também não desdenham no final o saciar da sede com o precioso líquido feito de cevada.

 

Novidades não houve face aos anos anteriores. O único elemento novo da edição de 2016 está relacionado com a meteorologia. Uma prova que se realiza na Zona Centro e em Agosto é necessariamente escaldante em termos da temperatura ambiente, valendo-nos a existência de mutas sombras ao longo de todo o percurso e aquele refrescante mergulho no final nas águas do Rio Mondego. No entanto, e apesar de estarmos num dos mais quentes meses de Agosto de sempre, a prova iniciou-se com uma temperatura bastante fresca, a rondar os 14 graus, e com um nevoeiro mais próprio de uma manhã de Primavera ou de Outono. Foi a “prenda surpresa” da organização e que acompanhou os atletas nos primeiros cinco quilómetros, precisamente a fase mais difícil da corrida. 

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Este ano a equipa das LEBRES E TARTARUGAS apresentou-se muito desfalcada sendo apenas representada pelo elemento “menos novo”, o sexagenário (quem diria) Carlos Gonçalves. A passar férias na zona, aliás este foi o seu último dia de descanso, o atleta não perde por nada deste mundo a participação na Corrida dos Moinhos de Penacova. Esta é mesmo uma das suas provas preferidas.

 

Tal como no ano passado há um primeiro controlo dos atletas à entrada do passadiço de madeira que serve de ligação à outra margem. Talvez por motivos de segurança, tendo em consideração a elevada concentração de atletas na Praia do Reconquinho, a organização optou por dar o tiro de partida em terra firme e já do outro lado do rio onde as condições de segurança são maiores.

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E mesmo antes do início da corrida temos logo o primeiro obstáculo. A meio do rio somos confrontados por uma espessa núvem de mosquitos que nos ameaçam atacar. Esbracejando em todos os sentidos, e equilibrando-se como pode para não cair precocemente à água, cada um só pensa em chegar o mais rapidamente a terreno firme.

 

Pro volta das oito e quarenta e cinco inicia-se a Corrida dos Moinhos de Penacova juntando-se os participantes do Trail 21 Km com os dos Mini-trail de 12 Km. Aliás esta foi a principal novidade introduzida na nona edição desta prova. Até os vinte e um quilómetros transformados em pouco mais de dezoito mantiveram-se tal como nos anos anteriores.

 

O percurso foi o mesmo das últimas edições. Exigente quanto baste, para não deixar defraudadas as expectativas dos mais ousados, e belo e equilibrado para a maioria dos trailistas que procura este tipo de corridas essencialmente para se divertir, disfrutar da natureza e conviver com os restantes atletas.

 

Bem organizada, como tem sido apanágio ao longo dos anos, salienta-se a clareza na marcação do percurso e, mais do que tudo, a quantidade dos pontos de abastecimento de água que foram estrategicamente implantados ao longo da corrida. Cinco Estrelas.

 

Ultrapassadas todas as dificuldades os atletas regressam a Penacova com uma última volta às instalações do antigo Hotel sabendo que a partir daí seria sempre a descer. E bem a descer, num ritmo vertiginoso permitindo realizar algumas ultrapassagens de última hora e ganhar mais algumas posições seja na classificação geral como na dos vários escalões. Como há medalhas até ao décimo lugar em cada escalão temos aqui um motivo de interesse adicional e de competição mesmo para os que correm por correr.

 

Ultrapassada a linha da meta segue-se um refrescante e relaxante mergulho no Rio Mondego seguindo-se o retemperador duche. Depois ficamos a aguardar pelo desejado almoço.

 

Por volta do meio-dia e meia começa a formar-se a fila para a comida. E enquanto não chega a nossa vez damos uma primeira saltada à “bica” das imperiais. Pela primeira vez saciamos a nossa sede como deve ser. E entre duas ou três dentadas lá voltamos a reabastecer o nosso copo de cerveja. Alguns até trazem logo duas imperiais de cada vez. Após três sandes e cinco imperiais o atleta das LEBRES E TARTARUGAS aguarda pela entrega dos prémios não fosse o caso de, à semelhança do que aconteceu no passado, vir a ser um dos medalhados no seu escalão.

 

Só de pois da uma e meia é que são afixadas as classificações finais. Verificando que não ficou em qualquer lugar premiado deu meia volta e, juntamente com a sua parceira, foi até ao carro e partiu de viagem até casa. Foi o fim em beleza de quatro semanas seguidas de férias – um luxo – repartidas em partes iguais pela Praia e pela Montanha. Juntamente com alguma nostalgia pelo fim do período de descanso fica a memória de um dos melhores Verões dos últimos anos, bem quentinho como este atleta muito adora.

 

A época começou. Muitas corridas nos esperam, sejam de estrada ou de “trail”. O calendário para os meses finais de 2016 começa a ser delineado tendo como pronto a alto a participação nas Maratonas de Lisboa e do Porto. E muitas outras corridas, como o Trail Nocturno de Bucelas, vem-nos já à memória.

 

E agora siga para “bingo”, isto é para as próximas corridas.

 

Atletas que concluiram a prova: 143

Vencedor: RUI MUGA (Clube Atlético de Mogadouro) - 1:23:25

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 156)

Classificação Geral: 124º - Classificação no Escalão M60: 11º

Tempo Oficial: 2:36:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:36:15

Tempo médio/Km: 8m:30s  <=> Velocidade média: 7,07 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Setembro (provisório)

  • 18 - Meia Maratona de Montejunto (Cadaval) - 21,0975 Km
  • 18 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 25 - Vimeiro Trail Run (A-dos-Cunhados/Maceira) - 30 Km
  • 25 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:09

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Terça-feira, 5 de Julho de 2016

TRAIL RUNNING DOS MOINHOS SALOIOS

O que faziam o Frederico e o Carlos Gonçalves na Venda do Pinheiro numa manhã de domingo que se antevia bastante quente? Seria à procura de notícias sobre um qualquer “reality show” da TVI que normalmente assenta arraiais por estas bandas?

 

Não. O único “reality show” que os membros das LEBRES E TARTARUGAS protagonizam é o das corridas, sejam elas de estrada ou de trilhos.

 

Depois de, na véspera, o Carlos Teixeira encerrar em beleza a sua época, num meio que mais gosta e logo na corrida do seu clube do Coração – Corrida do Sporting, os dois amantes de Trilhos da nossa equipa escolheram o Trail Running dos Moinhos Saloios para enterrarem o “machado de guerra” e partirem para um período de descanso para a época 2016/2017.

 

Nesta fase da época estes dois atletas comungam do mesmo princípio, embora nada aconselhável a quem se aventura pelas montanhas, de que os treinos são precisamente as corridas. Nada de se prepararem ao longo da semana. E foi assim que se apresentaram para disputar, e disfrutar, uma nova corrida e num novo local antes nunca visitado em termos desportivos.

 

Depois de uma semana quente, para não dizer tórrida, e na qual o Verão finalmente chegou em força, o Frederico e o Carlos Gonçalves partiram à descoberta do desconhecido numa zona do Oeste bem conhecida pelos seus inúmeros Moinhos de Vento. E, imagem do progresso, os montes anteriormente povoados pelos seus encantadores moinhos com as suas belas velas brancas desfraldadas ao vento, albergam hoje em dia os novos Geradores Eólicos. Igualmente imponentes, às vezes até demasiado, perpetuam a abundância do vento por estas bandas e da sua importância, se devidamente aproveitada.

 

Cedo os atletas partiram de Lisboa à descoberta dos “Moinhos Saloios”. Só tinham de apanhar a CRIL, seguirem pela A8 e saírem em direcção à Malveira e à Venda do Pinheiro. Não havia nada que enganar. E, supostamente, em meia hora cumpririam o trajecto entre a casa do Frederico e o Estádio da Venda do Pinheiro. Mal passava das oito e meia da manhã e já tínhamos na nossa nossa posse os respectivos dorsais. Enquanto o Carlos foi até à Casa de Banho libertar-se de preocupações extras o Frederico ficou no carro a “passar pelas brasas”. Na véspera tinha-se cansado a tratar do Jardim de sua casa, ao Sol e sem qualquer sombra.

WP_20160703_08_57_36_Pro.jpg

Eram nove da manhã e não havia sinal de que a prova principal começaria à hora marcada. Como ainda havia muitos atletas a levantarem os seus dorsais a organização decidiu atrasar a partida em cerca de quinze minutos. Cada minuto que passava aumentava o temor nos atletas. O calor começava a apertar e quanto mais tarde se partisse maiores seriam os estragos.

 

O aquecimento foi dado por uma professora de uma Escola de Dança local. E quando a animação estava no auge o “speaker” interrompe a sessão dando a mesma por terminada para dar lugar ao habitual “briefing”.

 

Finalmente é dada a partida. O começo é desde logo um pouco durinho. Em alcatrão, e com umas subidas bastante desgastantes, os atletas dão uma volta pelo interior da Venda do Pinheiro até finalmente começarem a atacar a montanha. Desde logo ficou traçado o perfil deste “trail”. Seria um constante “sobe e desce”, com muitas sombras, e sem aqueles troços de dificuldade máxima. Só os “single treks” exigiam maior atenção da parte dos corredores. Por outro lado lama era coisa que não se via. O calor dos últimos dias tinha secado por completo o terreno aumentando a dificuldade em termos de tracção quer nas subidas, poucas, mais exigentes, quer nas descidas mais acentuadas.

 

Embora a temperatura ambiente já começasse a ser um pouco elevada, a existência de longas zonas à sombra ajudava os “heróis”. E foi sempre assim até ao final.

 

Sensivelmente por volta do quilómetro cinco temos o primeiro ponto de abastecimento (só líquidos) e controlo. “Já”? Pergunta o Carlos Gonçalves para um atleta que o acompanhava. “Foi mais depressa que estava à espera”. Ainda bem. E já só faltavam vinte quilómetros para o final.

 

Sempre à espera de um daqueles obstáculos tão típicos das provas de “Trail Running”, os atletas vão galgando os quilómetros. Pelo meio marca presença uma referência das provas de montanha e de estrada. A Analice Silva é o exemplo de que tudo é possível. Só basta querer. E se a descer ela fica um pouco para trás, é nas subidas, por mais íngremes que se apresentem, que esta lenda viva do atletismo popular mostra o que vale e dá uns valentes “bigodes” aos mais novos e porventura mais treinados.

 

Ao quilómetro dez, mais coisa menos coisa, temos o segundo ponto de abastecimento e controlo. Como já temos direito a alguns suplementos sólidos os atletas aproveitam para descansar um pouco. As pernas, que não as vistas. Estamos, provavelmente, no ponto mais alto do percurso. Olhando em 360 graus vemos até onde a vista alcança. O Rio Tejo, atravessado pela Ponte Vasco da Gama, mostra uma calmaria e uma tranquilidade próprias de um dia muito quente. Mais para a direita vemos a Serra de Sintra, tendo por fundo o oceano Atlântico. Perfeitamente deslumbrante. Não fosse estarmos no meio de uma corrida e certamente que a maioria ficaria por ali longos minutos a admirar a paisagem e a tentar identificar alguns locais seus conhecidos.

 

Deixamos para trás o “Moinho do Avô” e partimos. “The show must go on”. A corrida tem de continuar.

 

Chegamos a Montemuro. É o regresso à civilização. Antes visitámos, por breves instantes, o “paraíso”. Um “single trek”, no meio de densa vegetação, sempre a descer, à sombra e com um ventinho fresquinho a marcar presença. Era mesmo disto que estávamos a precisar.

 

Passando a Sociedade recreativa temos de atacar uma das subidas mais difíceis. Foi em alcatrão a anteceder o “Trilho do Multibanco”. Curioso o nome. Mas para nos animar ainda mais do lado esquerdo do caminho apresenta-se um letreiro bem sugestivo. “Descansa que já vais começar a subir”. Já não me lembro exactamente das palavras mas foi algo deste género. E até nem foi assim tão desgastante.

 

Por volta dos vinte quilómetros temos o último abastecimento de líquidos. Antes já o Carlos Gonçalves teve de abastecer de água o seu “Camel Bak” numa fonte à beira do caminho. Os mais de dois litros e meio de água "às costas" com que tinha partido da Venda do Pinheiro estavam perigosamente quase a esgotar-se.

 

O relógio marcava vinte e um quilómetros. Um elemento da organização avisava-nos que eram só mais três. Ou ele estaria enganado ou então a prova seria um pouco mais curta. Animados os atletas vão buscar as últimas forças para terminarem a corrida em beleza.

 

Avista-se o Estádio de Futebol. Só que não iríamos já dar por findo o nosso "Trail". Somos obrigados a percorrer algumas centenas de metros sobre um escaldante alcatrão, que quase derretia à nossa passagem, e sem qualquer sombra. Foi neste ambiente demasiado árido que os atletas regressam momentaneamente a um último trilho que os conduzirá até à meta. As duas últimas centenas de metros são novamente em alcatrão e com uma inclinação considerável até entrarmos finalmente no recinto desportivo de onde tínhamos partido algumas horas antes. Para quem, como o Carlos Gonçalves, esperava terminar em descida prolongada este foi o último revés.

 

Terminada a sua prestação guarda alguns momentos para os necessários, e muitas vezes esquecidos, exercícios de alongamentos musculares. Envia uma mensagem aos seus familiares e prepara-se para tirar uma fotografia ao seu colega de equipa Frederico que deveria transpor a linha de meta alguns minutos mais tarde. Sente uma mão no seu ombro. O Frederico, com o ar mais fresco deste mundo, abeira-se do colega. “Terminaste agora?", pergunta o Carlos. "Fizeste um belíssimo tempo”.

 

Na realidade o Frederico não tinha completado a prova. No segundo posto de controlo sentiu-se um pouco tonto e decidiu desistir. Enviou uma mensagem ao seu colega de equipa a informar do sucedido. Como durante a corrida não há tempo para consultar SMS o Carlos Gonçalves ficou sem saber deste percalço.

 

Mas felizmente que o Frederico já tinha recuperado e estava, pelo menos aparentemente, em condições. Tinha tomado a decisão certa na altura certa.

 

Quanto ao “Trail dos Moinhos Saloios” congratulamo-nos pela excelência do mesmo. Descontando o atraso desnecessário no momento da partida, tudo o resto funcionou na perfeição. A sinalização do percurso foi excelente. Só se poderia perder quem fosse a conversar com outros atletas e descurasse a necessária vigilância às fitas e setas sinalizadoras. Por outro lado, provavelmente tendo em atenção que já estávamos em Julho, foi montado um percurso exigente, muito interessante, mas sem a dureza de outras provas que se disputam sob temperaturas bem mais baixas. Como resultado tivemos uma prova bastante rápida com o vencedor a cumprir os cerca de vinte e cinco quilómetros em duas horas.

 

E, uma vez mais, o “TRILHO PERDIDO” presenteou-nos com uma bela corrida. Já não é a primeira vez que participamos em provas de “Trail” desta organização e em todas elas não temos nada de negativo a apontar. Continuem assim.

 

Atletas que concluiram a prova: 182

Vencedor: FÁBIO FONTOURA (Individual) - 0:30:53

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 80)

Classificação Geral: 110º - Classificação no Escalão M60: 3º

Tempo Oficial: 0:49:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:10

Tempo médio/Km: 8m:43s  <=> Velocidade média: 6,88 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 81)

Classificação Geral: NT - Classificação no Escalão M50: NT

Tempo Oficial: --- /Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ---

Tempo médio/Km:----------  <=> Velocidade média: ---------- (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Julho

  • 2 - Corrida Sporting 2016 (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Trail  Running dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro/Santo Estêvão das Galés) - 25 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:21

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