Quarta-feira, 12 de Julho de 2017

PALMELA RUN

Mais de dois meses após a Corrida do 1º de Maio o atleta regressa à competição, e num ambiente que é o da sua preferência.

 

A meio caminho entre uma “tendinite” e uma lesão no menisco interno direito, e contra todas as indicações quer familiares quer de natureza médica, o Tartaruga Carlos Gonçalves repetiu, com o seu filho Gonçalo, a participação no Palmela Run, uma prova mista entre alcatrão e trilhos, e que começa ao final da tarde e termina ao início da noite.

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Estavam, assim, reunidos todos os ingredientes para uma prova simpática e em “fim de época”.

 

Sem a dureza de uma prova de estrada, nem a exigência extrema de um “trail”, o Palmela Run serviu como teste perfeito para aferição das reais capacidades e insuficiências deste Tartaruga que se encontra numa fase de grande indefinição e, porque não dizer, de aflição, quanto ao seu futuro próximo em termos de prática desportiva.

 

Em face de uma arreliadora lesão no joelho direito, o atleta tem-se multiplicado em diversas consultas e exames de avaliação do seu real estado. E aqui começa a grande confusão. O clã dos “médicos ortopedistas” defende acerrimamente a operação ao menisco. Do outro lado da barricada perfilam-se fisioterapeutas e fisiatras para os quais a intervenção cirúrgica deve apenas ser considerada em última instância e quando estiverem esgotadas todas as hipóteses de tratamento. Ir “à faca” será a derradeira opção e quando não houver escolha possível.

 

Mas vamos ao que interessa, que é a Corrida.

 

Mantendo o figurino de há dois anos, no ano passado a prova não se veio a realizar, o Trilho Perdido montou de novo uma prova para todos os gostos. Dirigida aos amadores que entendem a corrida como um meio de puro lazer e sem propósitos competitivos, vamos encontrar de tudo um pouco. O primeiro quilómetro, que nos leva a deambular por algumas ruas da simpática Vila de Palmela, serve de aquecimento para o que aí vem. Aliás, como foi dito no “briefing”, as primeiras centenas de metros são muito fáceis e sem qualquer tipo de altimetria. Deixamos o alcatrão para trás e entramos na fase de “trail” seguindo pelo caminho dos moinhos na Serra do Louro, sobejamente conhecido pelos BTTistas que rumam a estas paragens ao fim-de-semana.

 

Consciente e muito preocupado com a lesão do Pai, o Tartaruga Gonçalo não se cansa de perguntar como vão as coisas. “Está a doer-te? Vais bem?”. “Sim”, e abraçam a primeira subida digna desse nome. Começa a fazer-se a primeira selecção dos atletas.

 

Ainda tento convencer o meu filho para partir ao seu ritmo. Mas, incansável, prefere manter-se como garante e apoio do atleta mais velho.

 

Segue-se uma descida mais perigosa, não tanto pelo declive mas pela escadaria em madeira e em alto estado de desagregação. Bem nos alertaram para este troço. De nada nos valerá entrar em loucuras pois não é nesta fase que se marcará a diferença.

 

Sensivelmente ao quilómetro 4,5 entramos num dos mais bonitos troços do percurso. Em zigue-zague constante percorremos um “single trek” no meio de densa vegetação e exigindo-se do atleta uma atenção constante para não colocar mal o pé.

 

Perto dos sete quilómetros e meio encontramos o primeiro, e único, abastecimento. Como o cansaço não foi muito a sede também não aperta. À nossa espera está a maior dificuldade de toda a prova. Uma subida com piso irregular e com alternância de declive, digna de uma prova de trail daquelas a que estamos habituados e que tiram do “sério” mesmo o mais afoito. Fazê-la toda a correr só mesmo para os mais preparados.

 

A noite começa a cair e, quando entramos no Castelo de Palmela, temos de, finalmente, ligar os nossos “frontais”. Não nos podemos deter a admirar a fabulosa vista sobre Setúbal e o estuário do Sado. Não estamos ali a fazer turismo mas sim numa competição. O mais difícil já passou.

 

Surpreendentemente ainda nos faltam cerca de quatro quilómetros até ao final. Mas estamos tão perto do local da meta. Não haverá qualquer falha no nosso Garmin na medição da distância percorrida? Pai e Filho interrogam-se mas não se detêm por muito tempo com esta preocupação. Há que desfrutar ao máximo esta aventura.

 

A Meta está próxima, mesmo ali ao virar da esquina. Uma última aceleração e terminamos a segunda edição do Palmela Run. À nossa espera está a Treinadora/Esposa/Mãe, Ana Luísa.

 

Uns exercícios de recuperação, com alongamentos à mistura, e estamos prontos para atacar a nossa merenda constituída por um Pão com Chouriço e uma Imperial ou uma garrafa de água.

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Os primeiros classificados há muito que tinham terminado a sua prova. E começam a chegar os primeiros caminheiros.

 

Um elemento da organização começa a informar ao microfone que as primeiras classificações já estão disponíveis na página oficial. Avidamente procuramos pelos nossos nomes. E, surpresa das surpresas, verificamos que os atletas das LEBRES E TARTARUGAS até não ficaram assim tão mal na fotografia.

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O Gonçalo ficou em sexto lugar nos Sub 23. Se tivesse seguido os conselhos do Pai talvez tivesse conseguido um lugar no pódio. O “Lesionado” acabou por conquistar um terceiro lugar na categoria dos M60 (à chegada foram seis atletas nesta faixa etária).

 

A equipa aguarda ansiosamente pelo começo da distribuição dos prémios. Apesar de já terem trocado de camisola, a oficial da equipa das LEBRES E TARTARUGAS, o atleta mais velho corre para o carro e volta a vestir a “t-shirt” do seu contentamento. Bem encharcada que estava. Mas fazia questão de subir ao pódio envergando o equipamento oficial da nossa equipa.

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Para quem duvidava se estaria em condições de terminar a prova foi bem bom. E foi um sinal de ânimo de que afinal este atleta não está, para já, acabado para o “running”, e, muito particularmente, para o “trail running”. A partir deste final de sábado o futuro volta a mostrar-se sorridente.

 

Ponto Final. E no próximo ano Pai e Filho, Carlos e Gonçalo, vão tentar manter a condição de totalistas desta original prova que é o Palmela Run.

 

Seguem-se as férias.

 

Atletas que concluiram a prova: 236

Vencedor: RUI DOLORES (New ID): 0:49:55

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 266)

 

Classificação Geral: 189º - Classificação no Escalão M60: 3º

Tempo Oficial: 1:37:33/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 7:48s  <=> Velocidade média: 7,69Km/h (*)

 

GONÇALO GONÇALVES (Dorsal Nº 267)

 

Classificação Geral: 1188º - Classificação no Escalão Sub23: 6º

Tempo Oficial: 1:37:33/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 7:48s  <=> Velocidade média: 7,69Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Junho

  • 3 - Corrida de Santo António (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 24 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km

Calendário do Mês de Junho

  • 1 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 8 - Palmela Run (Palmela) - 12,5 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:57

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Sábado, 8 de Julho de 2017

CORRIDA DO SPORTING

Fim de mais um Ciclo

 

Com a participação no passado sábado  na 7ª edição da corrida do sporting os Lebres e Tartarugas completaram mais uma época de intensa atividade, seguem-se agora dois meses de descanso até ao retorno à competição em Setembro.

 

A representação dos Lebres e Tartarugas esteve desta vez a cargo de Frederico Sousa, Carlos Teixeira e o filho deste André Catela. Como é usual nestas corridas clubísticas os elementos afetos ao Sporting correram com a T-Shirt da corrida e o Frederico adepto do clube rival usou todo vaidoso o novo equipamento dos Lebres e Tartarugas.

 

A corrida iniciou-se com alguns minutos de atraso devido a um incêndio num prédio do Saldanha segundo informação do speaker e após os assobios de alguns atletas mais impacientes. Como nas últimas edições os primeiros metros foram corridos na praça da maratona junto ao Alvalade XXI local muito apertado e onde não se está muito pouco à vontade para correr rápido, mas felizmente ninguém caiu o que já foi positivo. No primeiro Km e para orgulho dos adeptos do Sporting passámos pela nova estátua do leão na rotunda visconde de Alvalade, pelo novo pavilhão para as modalidades e por  três campos para a prática do futebol com o nome de prestigiados atletas que representaram o Sporting : Peyroteo, Figo e Ronaldo. Com uma temperatura agradável para correr  e um percurso maioritariamente plano e igual aos das edições anteriores, os corredores dispersaram-se pelos 10 km de acordo com as suas capacidades, enfrentando como principais dificuldades as subidas dos túneis do Campo Grande e da Avenida da República e principalmente a subida da Avenida Fontes Pereira de Melo no caminho de regresso ao Alvalade XXI.

 

De salientar que pela primeira vez esta corrida teve o nome de uma das maiores figuras do desporto em Portugal o professor Mário Moniz Pereira.

 

A exemplo de anos anteriores a prova foi integralmente televisionada pela Sporting TV tendo sido possível visionar a chegada dos tartarugas Carlos Teixeira e Frederico Sousa.

 

A rever no futuro a saída dos atletas do estádio após cortarem a linha de chegada uma vez que a mesma foi totalmente caótica.

 

Resta-me desejar boas as férias a todos os atletas e muito em particular a todos aqueles que nestes últimos dez meses representaram os Lebres e Tartarugas, no caso do nosso tartarugão  e animador principal deste blog desejar-lhe uma rápida recuperação da sua arreliadora lesão.

 

Viva os Lebres e Tartarugas !!!

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2597

Vencedor: JOSÉ MOREIRA (Sporting CP): 0:30:32

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 669)

 

Classificação Geral: 760º - Classificação no Escalão M5559: 45º

Tempo Oficial: 0:50:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:40

Tempo médio/Km: 4:58s  <=> Velocidade média: 12,08Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 670)

 

Classificação Geral: 1490º - Classificação no Escalão M0039: 545º

Tempo Oficial: 0:57:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:46

Tempo médio/Km: 5:41s  <=> Velocidade média: 10,57Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1466)

 

Classificação Geral: 2042º - Classificação no Escalão M5054: 217º

Tempo Oficial: 1:04:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:02:53

Tempo médio/Km: 6:17s  <=> Velocidade média: 9,54Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Junho

  • 3 - Corrida de Santo António (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 24 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km

Calendário do Mês de Junho

  • 1 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
  • 8 - Palmela Run (Palmela) - 12,5 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 16:50

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Quinta-feira, 29 de Junho de 2017

Corrida das Fogueiras – O frio de Peniche

Peniche hoje uma cidade é um local marcante na vida desportiva dos Lebres e Tartarugas por diversas vezes os seus três fundadores a visitaram para praticar a modalidade que os uniu o badminton. No passado alguns dos melhores praticantes daquele desporto eram naturais de Peniche tendo inclusive atingindo internacionalizações. Apesar de ir participar numa corrida de atletismo curiosamente quando no passado sábado fazia a viagem o meu pensamento estava no passado e naquelas manhã geladas de nevoeiro quando nos dirigíamos para o pavilhão para jogar o badminton, é sempre bom reviver o passado principalmente quando ele nos trouxe momentos inesquecíveis. No que se refere à 38ª edição da corrida das fogueiras os Lebres e Tartarugas estiveram representados por Carlos Teixeira e o seu amigo José Pedro Jordão que fez a sua 2ª corrida e a estreia na distância. Lamentavelmente e de forma a evitar problemas ocorridos em outras provas tivemos que alterar a pedido da organização o nome da nossa equipa para “os focas” dado existir outra equipa com o mesmo nome. Terminada a viagem e estacionada a viatura dirigi-me para a pastelaria Nau local onde habitualmente lanchamos antes da corrida e onde já estava à minha espera o Pedro Jordão. Após o lanche passeámos nas ruas de Peniche que já estava inundada de participantes na corrida das fogueiras e na das fogueirinhas, de acordo com o speaker cerca de 6.000 atletas estavam inscritos nestas duas provas. Antes da partida foi difícil encontrar um local adequado para o aquecimento face ao congestionamento que se verificava naquela zona, mas lá fomos andando de um lado para o outro porque como habitualmente o fim de tarde estava frio. A partida foi dada pelo Presidente da Câmara após umas palavras dirigidas aos atletas e onde foi feita uma breve mas importante referência aos tristes acontecimentos de Pedrógão Grande e aproveito esta crónica para em nomes dos Lebres e Tartarugas deixar o nosso lamento ao sucedido, enviar as condolências a todas as famílias afetadas e deixar o desejo e a esperança que se tomem as medidas necessárias para minimizar estes incidentes e não só voltar a pensar no problema quando ocorrem tragédias. Voltando à corrida o local da partida foi pelo terceiro ano consecutivo junto aos bombeiros, tendo sido os atletas repartidos de acordo com os seus tempos e identificados com pulseiras de diferentes cores. Depois do arranque o percurso foi idêntico ao das edições anteriores, os primeiros 6,5 km no centro da cidade, dos 6,5 km aos 10 Km junto à praia com as habituais fogueiras e os últimos 5 Km de retorno e no centro da cidade onde foram efetuadas algumas alterações, por fim o último km repleto de populares um dos pontos fortes desta corrida. Terminada a prova é de salientar que mais de 2.800 participantes cortaram a meta e o facto de o meu amigo Pedro Jordão ter cortado a meta abaixo da 1h40m que era o objetivo que traçamos quando elaborámos à três meses atrás o plano de treino. Parabéns para ele!!!! A seguir seguiu-se o sempre apreciado jantar num restaurante de Peniche e onde estivemos com um grande amigo de Felix Mourinho que menos de 24h depois faleceu à cada coincidência!!!!

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Concluída a refeição foi a viagem de regresso a casa e já passavam das 2h30m do dia 25 de Junho quando o signatário deste artigo e atleta tartaruga transformado em foca chegou cansado mas feliz a sua casa.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2895

Vencedor: PAULO J C GOMES (GDC Guilhovai): 0:47:52

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 797)

 

Classificação Geral: 1177º - Classificação no Escalão M5559: 57º

Tempo Oficial: 1:15:56/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:15:28

Tempo médio/Km: 5:02s  <=> Velocidade média: 11,93Km/h (*)

 

PEDRO JORDÃO (Dorsal Nº 798)

 

Classificação Geral: 2633º - Classificação no Escalão M5559: 142º

Tempo Oficial: 1:40:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:39:09

Tempo médio/Km: 6:37s  <=> Velocidade média: 9,08Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Junho

  • 3 - Corrida de Santo António (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 24 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km

Calendário do Mês de Junho

  • 1 - Corrida do Sporting (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:45

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Sábado, 10 de Junho de 2017

CORRIDA DO ORIENTE - Manter a Tradição

Com regularidade os Lebres e Tartarugas e alguns dos seus familiares e amigos têm participado nas últimas edições da corrida do oriente. Este ano devido à participação na véspera na corrida de Santo António a representação da nossa equipa ficou entregue apenas ao signatário desta crónica.

Face à participação na corrida de Santo António na véspera à noite seguida de um excelente jantar de confraternização dos Lebres e Tartarugas este atleta quando se deitou já eram duas da manhã e a vontade de participar nesta corrida algumas horas depois era muito reduzida, no entanto quando o despertador tocou houve que reagir e preparar-me para mais uma corrida.

Devido ao pouco tempo de descanso a estratégia estava pensada para uma corrida calma sem qualquer preocupação com o tempo, na realidade acabou por correr melhor tendo sido possível obter uma marca não muito diferente do obtido na véspera, de referir contudo que a prova teve apenas 9,8Km.

O percurso da corrida foi alterado em relação aos anos anteriores, assim toda a corrida se realizou no interior do parque das nações num circuito de 5 Km a duas voltas, na minha opinião nada adequado para uma competição e perigoso nalguns pontos havia irregularidades no piso e que no meu caso culminou com uma boa queda entre o km 8 e o 9.

Por fim referir que a organização ficou aquém dos anos anteriores, durante a prova os kms não estavam marcados, a distância da prova não foi cumprida e o percurso inadequado conforme atrás referido, salvou-se o facto do parque das nações ser um local bonito e agradável mesmo com o vento que se fazia sentir e como sempre a tshirt e a caneca tradicionais.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 532

Vencedor: CARLOS TIAGO (Belém Runners): 0:34:17

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 275)

 

Classificação Geral: 241º - Classificação no Escalão: Não Divulgado

Tempo Oficial: 0:51:06/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:46

Tempo médio/Km: 5:05s  <=> Velocidade média: 11,82Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Junho

  • 3 - Corrida de Santo António (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:21

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CORRIDA DE SANTO ANTÓNIO

Uma Corrida é uma Corrida e, normalmente, vale por si só e pelas suas características particulares. Mas há Corridas que representam muito mais do que uma prova de cariz desportivo.

 

A Corrida de Santo António ficou marcada pelo reagrupamento do núcleo fundador das LEBRES E TARTARUGAS, ainda que um dos atletas estivesse lesionado e num papel que não lhe é habitual. Desprovido do seu equipamento de “runner”, assumiu uma original tarefa de apoio aos seus companheiros de luta, tanto na hora da partida como na celebração na chegada. E este papel custou-lhe muito mais do que se tivesse feito os dez quilómetros no limite das suas forças. Como foi duro … Mas, em compensação, presenciou, pela primeira vez, os primeiros atletas a cortarem a meta, imagem a que, em condições normais, não assistiria e que, espera, não se repita num futuro próximo.

 

Mas a Corrida de Santo António fica também assinalada pelo regresso, ainda que esporádico, do nosso Tartaruga alemão - Georg Waldschütz – que, após ter “emigrado” para os Estados Unidos da América, voltou temporariamente a Portugal para umas curtas férias. E fez logo questão de se inscrever numa qualquer corrida com os seus “velhos amigos” Portugueses e que levou no Coração para as terras do Tio Sam.

 

E como “não há duas sem três” a Corrida de Santo António apadrinhou também a entrada na nossa equipa de um novo atleta recentemente convertido à magia do atletismo de lazer. O José Pedro Jordão fez questão de se “aliar” às LEBRES E TARTARUGAS e manter uma participação regular nestas “andanças”.

 

Perfeito.

 

Antes das oito e trinta toda a comitiva, atletas e acompanhantes, juntava-se à entrada da Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida por Rossio, onde todos os atletas, lesionado incluído, tiram as habituais fotos e das quais as melhores irão figurar na crónica a publicar no nosso Blogue.

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Os atletas são separados em vários compartimentos de acordo com os tempos expectáveis para a conclusão da prova. Feitas as despedidas aguarda-se pelo sinal da partida.

 

O Traçado é basicamente igual ao da Corrida de São Silvestre de Lisboa, mas sem a subida e descida final da Avenida da Liberdade.

 

Mas a prova, propriamente dita, ficou para segundo plano. Foi mais um “treininho” para desentorpecer as pernas nesta fase final da época 2016/2017. Poucas provas nos esperam até irmos “a banhos”. A Corrida de Santo António foi um momento alto de confraternização da nossa equipa.

 

Com todos os atletas a recuperarem do esforço fica uma fotografia final para apresentação da “camisola oficial” para a nova época.

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Até parecemos uma equipa de futebol …

 

Estamos em Portugal e,invariavelmente, qualquer celebração passa por uma boa refeição, onde deveremos recuperar as calorias gastas no esforço da corrida, e acrescentar mais algumas. A cervejaria Riba D’Ouro aguardava-nos.

 

O ambiente foi de festa. O Georg estava simplesmente deslumbrado. Até tirou uma fotografia ao “Bife” que não conseguiu ingerir por completo.

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No ar ficam promessas de uma presença das LEBRES E TARTARUGAS numa Maratona, ou numa Meia-Maratona, nos "States". É um projecto a considerar.

 

Atletas que concluiram a prova: 2483

Vencedor: CARLOS CARDOSO (GFD Running): 0:32:44

 

GEORG WALDSHÜTZ (Dorsal Nº 2746)

 

Classificação Geral: 673º - Classificação no Chip: 572º - Classificação no Escalão Sénior M: 100º

Tempo Oficial: 0:48:43/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:47:11

Tempo médio/Km: 4m:43s  <=> Velocidade média: 12,72Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2747)

 

Classificação Geral: 1807º - Classificação no Chip: 1798º - Classificação no Escalão V50: 162º

Tempo Oficial: 1:01:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:58

Tempo médio/Km: 6m:00s  <=> Velocidade média: 10,01Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2748)

 

Classificação Geral: 734º - Classificação no Chip: 757º - Classificação no Escalão V55: 36º

Tempo Oficial: 0:49:23/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:03

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,23Km/h (*)

 

JOSÉ PEDRO JORDÃO (Dorsal Nº 2749)

 

Classificação Geral: 2128º - Classificação no Chip: 2132º - Classificação no Escalão V55: 100º

Tempo Oficial: 1:09:11/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:07:42

Tempo médio/Km: 6m:46s  <=> Velocidade média: 8,86Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Junho

  • 3 - Corrida de Santo António (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:24

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Sábado, 3 de Junho de 2017

CORRIDA DE BELÉM

Os Lebres e Tartarugas participaram pelo segundo ano consecutivo na Corrida de Belém, tal como no primeiro ano representados pela dupla Frederico Sousa/Carlos Teixeira.

 

O dia começou nublado e com o sol a fazer caretas, durante a corrida houve períodos com uma temperatura agradável e outros com mais calor quando o sol despontava com força.

 

Antes da partida no mítico Estádio do Restelo os tartarugas fizeram um curto aquecimento que consistiu numa volta à pista de atletismo.

 

Ás 10h iniciou-se a partida na pista do Estádio do Restelo com os atletas a correrem algo congestionados principalmente no momento da saída do complexo desportivo.

 

A corrida de Belém nos primeiros 5 km é bastante sinuosa com subidas e descidas algo acentuadas o que rapidamente dispersou os atletas de acordo com os seus diferentes ritmos, seguiram-se 3,5 kms planos corridos maioritariamente na zona de Belém e a principal dificuldade ocorre na subida entre os 8,5Km e 9,2Km, depois é acelerar até à entrada do Estádio e nos últimos metros corridos na pista de atletismo do mesmo.

 

Não sendo uma corrida fácil, na distância de 10 Km é capaz de ser das mais difíceis do calendário dos Lebres e Tartarugas (batida apenas pelo GP Mem Martins) torna-se bastante agradável por se desenrolar numa zona muito bonita com o ponto mais alto na vista deslumbrante sobre o Rio Tejo no interior do Estádio do Restelo.

 

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 690

Vencedor: HUGO PEREIRA (Individual): 0:34:36

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 750)

 

Classificação Geral: 211º - Classificação no Chip: 201º - Classificação no Escalão V55: 14º

Tempo Oficial: 0:51:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:43

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,83Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 751)

 

Classificação Geral: 588º - Classificação no Chip: 583º - Classificação no Escalão V50: 5º

Tempo Oficial: 1:08:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:07:41

Tempo médio/Km: 6m:46s  <=> Velocidade média: 8,86Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 21 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa) - 42,195 Km
  • 28 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km

Calendário para o Mês de Junho

  • 3 - Corrida de Santo António (Lisboa) - 10 Km
  • 4 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:32

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Segunda-feira, 22 de Maio de 2017

LISBON ECO MARATHON

ECOMONSANTO – COMO SE ESTRAGA UMA PROVA

 

Mal se soube das alterações ao percurso de este ano da ecomonsanto o meu colega Carlos Gonçalves escreveu um email à organização desta prova afirmando que acabavam de estragar uma das mais bonitas provas do calendário de competições. O Carlos decidiu-se logo por não participar ainda para mais num fim de semana em que planeava participar nos 100 km de S.Mamede. Também o outro tartaruga Frederico Sousa resolveu não participar nesta competição, interrompeu-se assim um ciclo de 4 anos em que os três participamos na Ecomonsanto.

Após algumas semanas de reflexão acabei por me decidir a participar nesta prova apesar de como diz o Carlos Gonçalves ser mais um estradista que um atleta de trail.

Ao aproximar-se o dia da prova a minha grande preocupação foi o aumento das temperaturas que se ia agravando dia após dia e que se veio a tornar no dia da prova num dos principais inimigos dos atletas.

A primeira grande deceção no dia da prova foi o número muito reduzido de atletas seriam pouco mais de 100 ou menos dado que apenas 76 aparecem na classificação geral final da corrida, para este facto não será alheio o elevado custo das inscrições 42€ ou mais de acordo com as opções de cada atleta, a passagem da corrida da Noite para dia, a hora tardia a que a mesma se iniciou 9.15 (no mês de Maio a probabilidade de estar calor é muito grande) e o menor interesse do percurso com algumas passagens repetidas.

A partida foi dada pela madrinha da prova a atleta Ercília Machado nesse momento a temperatura era agradável e propícia a correr partindo os atletas a bom ritmo na direção da ciclovia onde se correram os primeiros 3 kms antes da entrada no Monsanto aí seguem-se 4 kms dos mais difíceis da prova, depois a partir dos 7kms passam-se alguns kms a descer muito agradáveis e sem grande dificuldade atingem-se os 10kms maioritariamente corridos em estrada. Depois dos 10 kms e até aos 37 km a prova disputa-se 90% em trail com algumas subidas bastante complicadas e a partir do km28 cerca das 12 horas no meu caso dois fatores começaram a afetar-me o cansaço e o calor. A parte final voltou a disputar-se na ciclovia aí já com um calor intenso e sem abastecimentos a organização que tinha estado muito bem nesse ponto até ao km31 mesmo comparativamente a edições anteriores, não proporcionou a partir daquele km mais nenhum ponto de abastecimento, pelo que ao calor e ao cansaço os atletas tiveram também que combater a sede.

Foi com grande alívio que cortei a linha de meta e registando mais uma falha na organização a prova não cumpriu a metragem de uma Maratona quedando-se por aproximadamente 41Km ou seja ainda pagamos mais do que um euro por Km.

Tenho sérias dúvidas que no próximo ano esta prova se realize mantendo os pressupostos de 2017, penso que a organização terá que refletir e no mínimo voltar a ideia de sucesso que norteou a criação desta prova, o Carlos Gonçalves tinha toda a razão quando em devido tempo alertou a organização.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 76

Vencedor: NUNO ANJOS (amigosdacorrida.com): 3:34:50

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 76)

 

Classificação Geral: 69º - Classificação no Escalão M55: 6º

Tempo Oficial: 5:26:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 5:26:08

Tempo médio/Km: 7m:46s  <=> Velocidade média: 7,73Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 21 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa) - 42,195 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:55

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Terça-feira, 9 de Maio de 2017

CORRIDA DO 1º DE MAIO - 36ª Edição

E vão sete participações das LEBRES E TARTARUGAS na Corrida do 1º de Maio. Poucas são as provas nas quais invariavelmente fazemos questão de marcar presença, fazendo parte da nossa “Galeria de Honra”.

 

E o que tem de tão interessante uma corrida de estrada realizada em Lisboa que, sem apresentar novidades assinaláveis, continua a “arregimentar”, ano após ano, um número considerável de atletas, e sejam eles portugueses ou estrangeiros? Curioso!

 

É a celebração do Dia Mundial do Trabalhador. E para festejar esta data, numa fase em que o trabalho e o emprego são bens cada vez mais raros, não há melhor solução do que trabalhar mas, desta vez, em prol da boa Saúde Física e Mental. E, facto bastante importante, numa fase em que dificilmente encontramos uma prova de dez quilómetros a menos de dez Euros de taxa de inscrição, a Corrida do 1º de Maio oferece tudo – um bom traçado, bons abastecimentos de água e um final em apoteose na Pista de Atletismo do Estádio do INATEL – por apenas meia dúzia de Euros. E com uma organização impecável. É certo que nesta corrida não é o lucro que move quem procura manter o sucesso da celebração desportiva do Dia do Trabalhador. Mas também ninguém trabalha para perder dinheiro …

IMG_0580.JPG

Desde a Meia Maratona de Lisboa que a nossa equipa não se apresentava na sua máxima força. E foram os quatro Veteranos Tartarugas, teimando em continuar a levar bem longe o nome da nossa equipa, que fizeram questão de alinhar para a partida de uma das mais emblemáticas corridas do ano. Sem falsas modéstias podemos afirmar que a nossa equipa já é uma das referências no enorme pelotão de atletas que se apresentam à competição em Lisboa e arredores.

 

Partida e Chegada no Estádio 1º de Maio em Lisboa. Mística que a organização continua a alimentar. O percurso é o mês de todos os anos, pelo menos dos mais recentes. Novidades não há. E por ser já sobejamente conhecido da maioria dá margem para comparação com edições anteriores, numa perspectiva de “queda” de recordes inviduais.

 

O S. Pedro ajudou-nos oferecendo um dia de Sol mas sem o calor inquietante que perturba os mais encalorados. Até o Frederico não se queixou muito da temperatura ambiente.

 

Foi uma Corrida sem grande história mas que acrescentou mais um capítulo à já Longa História das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Quando nos voltaremos a reencontrar todos juntos não o sabemos bem. Há uma hipótese remota, lá mais para a frente, com o regresso temporário do nosso atleta “alemão” Georg que vai estar em Portugal no início de Junho e que já manifestou o desejo de se reencontrar com os seus companheiros TARTARUGAS.

 

Até lá cada um irá optar por escolhas diversas.

 

Atletas que concluiram a prova: 1107

Vencedor: JOSÉ GASPAR (CD Odimarq): 0:47:30

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 730)

 

Classificação Geral: 277º - Classificação no Escalão: Não Divulgado

Tempo Oficial: 1:02:52/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:01:41

Tempo médio/Km: 6m:10s  <=> Velocidade média: 9,73Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 731)

 

Classificação Geral: 756º - Classificação no Escalão: Não Divulgado

Tempo Oficial: 1:23:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:22:00

Tempo médio/Km: 5m:28s  <=> Velocidade média: 10,97Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 732)

 

Classificação Geral: 498º - Classificação no Escalão: Não Divulgado

Tempo Oficial: 1:15:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:58

Tempo médio/Km: 4m:56s  <=> Velocidade média: 12,17Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 733)

 

Classificação Geral: 1038º - Classificação no Escalão: Não Divulgado

Tempo Oficial: 1:36:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:35:32

Tempo médio/Km: 6m:22s  <=> Velocidade média: 9,42Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 13 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 20 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • 21 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa) - 42,195 Km
  • 28 - Sintra Magic Mountain Trail (Sintra) - 26/55 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:10

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Quinta-feira, 27 de Abril de 2017

20 KM CASCAIS LISBOA

Tartarugas muito preguiçosos

 

Passava pouco das 7h30m quando o meu telemóvel apitou era uma mensagem do Carlos Gonçalves “ Atletas não esperem por mim porque eu não vou à corrida”, infelizmente o nosso tartaruga todo o terreno não ia participar devido a uma lesão no joelho que esperamos seja debelada rapidamente.

Assim mais uma vez não foi possível reunir os 3 lebres e tartarugas em mais uma corrida.

Com um atraso de 10 minutos prontamente criticado pelo Frederico cheguei a casa deste tartaruga, estávamos ambos com muito preguiça, mas lá fomos cambaleando até à estação de Algés onde apanhámos o comboio para o Estoril.

Logo no comboio constatámos que o número de participantes que ia participar na corrida não seria muito elevado o que confirmámos no momento da partida e no número final de atletas chegados apenas 618.

Antes da partida os atletas saudaram-se e o Frederico pediu para não esperar porque ia demorar muito tempo segundo ele dificilmente teria capacidade para correr 5 kms seguidos.

O percurso manteve a tradição não se registando qualquer alteração em relação às edições anteriores, os momentos mais difíceis foram os das passagens pelas praias desde o Estoril até à Torre que convidavam a um mergulhinho face ao calor que se fazia sentir.

Apesar dos tartarugas já por diversas vezes terem corrido na marginal é sempre agradável participar nesta corrida pela magnífica paisagem que se desfruta o que ajuda a que os Kms passem mais depressa.

Tal como na corrida do SLB ainda houve tempo para mais uns momentos de confraternização com o nosso amigo Favinha.

 

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 618

Vencedor: PAULO GUIMARÃES (A Minha Corrida/Kalengi): 1:11:21

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2431)

 

Classificação Geral: 277º - Classificação no Escalão M5559: 14º

Tempo Oficial: 1:46:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:45:40

Tempo médio/Km: 5m:17s  <=> Velocidade média: 11,36Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2432)

 

Classificação Geral: 602º - Classificação no Escalão M5054: Não considerada por ter corrido com o Dorsal de outro atleta mais velho

Tempo Oficial: 02:28:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 02:27:50

Tempo médio/Km: 7m:24s  <=> Velocidade média: 8,12Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Abril

  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 7 - Trail Castelo de Abrantes - 35/40 Km
  • 13 - Trilho das Lampas (S. João das Lampas) - 20 Km
  • 20 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • 21 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa) - 42,195 Km
  • 28 - Sintra Magic Mountain Trail (Sintra) - 26/55 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:32

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Segunda-feira, 17 de Abril de 2017

CORRIDA DO BENFICA

2 Leões no reino das Águias

 

A representação dos Lebres e Tartarugas na corrida do SLB foi curiosamente assegurada por dois prestigiados sócios do Sporting, Carlos Teixeira e o filho André Catela.

 

Estacionada a viatura no Centro Colombo e colocados os dorsais caminhamos até perto do Hospital da Luz onde se localizava a partida.

 

Significativo número de participantes deixavam um espaço exíguo para os atletas efetuarem a chamada corrida de aquecimento, mas acabamos por aquecer bem com os exercícios que a organização proporcionou.

 

A temperatura quente que se fazia sentir era a principal preocupação dos dois tartarugas apesar de ligeiramente atenuada por uma brisa que se fazia sentir.

 

Antes da partida houve oportunidade de confraternizar com o amigo Favinha antigo jogador de badminton a exemplo dos três membros fundadores dos Lebres e Tartarugas.

 

As 11h15m hora nada habitual para início de uma corrida de atletismo deu-se o arranque dos atletas cuja aglomeração face ao espaço disponível tornava muito difícil as ultrapassagens.

 

O percurso não sofreu qualquer alteração em relação ao ano anterior, no entanto ficou mais uma vez a sensação de esta prova ser uma das mais difíceis que se realiza em Lisboa e arredores dentro desta distancia pela constante

 

variação da altimetria, mas abaixo das dificuldades das corridas de Mem Martins e Corrida de Belém.

 

Apesar de se tratar de uma corrida organizada por um dos 3 grandes tudo correu com muita normalidade mesmo para aqueles que tiveram a ousadia de envergar tshirts do clube rival como foi o caso do André Catela, de facto seja em que desporto for os atletas respeitam-se, o problema são os outros intervenientes.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 5048

Vencedor: RUI PINTO (SLBAtletas): 0:30:34

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 14324)

 

Classificação Geral: 1020º - Classificação no Escalão Vet IV: 55º

Tempo Oficial: 0:51:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:23

Tempo médio/Km: 5m:02s  <=> Velocidade média: 11,91Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 14325)

 

Classificação Geral: 2971º - Classificação no Escalão Seniores: 1248º

Tempo Oficial: 01:02:52/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 01:01:41

Tempo médio/Km: 6m:10s  <=> Velocidade média: 9,73Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Abril

  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:00

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Domingo, 16 de Abril de 2017

CORK TRAIL

“E depois da tempestade veio a Bonança”.

 

Uma semana após o pequeno tormento dos Trilhos do Almourol o “trailista solitário” regressa ao seu meio ambiente de preferência repetindo uma prova da qual guardou boas memórias da edição de 2016. Com um grau de dificuldade médio, e uma distância bastante apelativa (apenas 23 quilómetros), o Cork Trail é uma prova de trilhos boa seja para uma estreia nesta modalidade ou para, simplesmente, “rolar” sem grandes preocupações e completamente imersos em ambiente de natureza. Sem ter conseguido que algum dos seus outros dois colegas fundadores das LEBRES E TARTARUGAS o acompanhasse nesta aventura, nem por isso rumou completamente sozinho a Vila Nova da Erra, tendo levado como companhia a nossa treinadora Ana Luísa que se inscreveu na Caminhada.

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O Cork Trail é um evento para toda a família e para todos os gostos. Os mais experimentados têm à sua disposição o chamado Trail Longo com uma simpática distância de 23 quilómetros e um grau de dificuldade médio. Os menos “batidos” podem optar peloTrail Curto com 13 quilómetros, e os restantes, que não querem ou não podem correr, não ficam de “mãos a abanar” a assistir meramente como espectadores, tendo à sua espera uma Caminhada com sete mil metros de distância. O início e o fim de todos os percursos são coincidentes, sendo que a divisão se faz lá mais para a frente. E também foi prevista uma corrida para crianças denominada de “Trail Kids.

 

De manhã bem cedo já os habitantes desta simpática localidade do Concelho de Coruche eram acordados pela invasão dos inúmeros atletas que se dispunham a uma manhã de domingo bem passada. E o tempo estava bastante bom para qualquer actividade ao ar livre. Ultimavam-se os preparativos para que nada falhasse e começasse à hora marcada. Presenciávamos também o frenesim habitual com os atletas a cruzarem-se em sentido contrário. Uns ainda procuravam pelo levantamento dos dorsais. Os mais despachados já regressavam às suas viaturas para completarem os últimos preparativos ou para uma visita à casa de banho.

 

Os concorrentes ao Trail Longo eram os primeiros a partir. O briefing habitual transmite a todos um conjunto de informações úteis, seja sobre a natureza do percurso ou seja pela respectiva sinalização. Um alerta especial para as últimas descidas, mais técnicas e com um grau de dificuldade acrescido. Devido à ausência de chuva nos últimos dias iríamos encontrar um piso bastante mais duro e seco e com uma aderência bastante reduzida. Todo o cuidado seria pouco para se evitar alguma queda com consequências mais desagradáveis. Por último a organização prestou uma merecida homenagem àquela simpática atleta veterana que recentemente nos deixou e que era uma totalista de todas as edições do Cork Trail. Estamos a falar da ANALICE SILVA, que tem sido justamente homenageada nos últimos meses e em diversas provas, sejam elas de estrada ou de “Trails”. E a organização decidiu exibir o dorsal com o número 100 em fundo rosa que nunca mais será atribuído e tendo como “proprietária” vitalícia aquela tão especial corredora.

 

E eis que finalmente é dado o sinal de partida. Os mais rápidos e aspirantes a uma boa classificação voam e desaparecem da nossa vista logo na primeira subida. Ficam para trás todos aqueles que, apesarem darem o seu máximo, procuram essencialmente momentos de diversão e de fruição deste contacto estreito com um ambiente muito distante da poluição dos meios urbanos.

 

Toda a prova do Trail Longo desenrola-se num autêntico carrossel de sobe e desce constante. Não encontramos subidas muito longas que normalmente marcam distâncias. Mas as descidas eram de tal modo exigentes que em muitos casos, e para os mais rápidos e dotados de maior técnica, as diferenças anulam-se num ápice.

 

Para os repetentes do ano passado as novidades foram muitas. Só de vez em quando é que encontrámos locais já nossos conhecidos. Foi mais uma prova com todos os condimentos necessários para se repetir. Ficou na cabeça dos repetentes que a edição deste ano foi mais exigente, o que não significa que tenha sido pior. Antes pelo contrário.

 

De regresso a Vila Nova da Erra faltam pouco mais de trezentos metros. Olhando para trás o Carlos Gonçalves sente-se “ameaçado” por uma atleta que se aproxima rapidamente dele. Acelera o passo para aumentar a distância. Na última curva antes da meta encontra a sua cara-metade, aliás a Treinadora, incitando-o para um último esforço. O fim está ali à vista, no final de uma curta subida. O nosso atleta foi buscar algumas reservas para terminar em beleza mais uma edição do Cork Trail. As expectativas mantêm-se em alta pelo que será uma prova a repetir em 2018.

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Depois de um retemperador banho de água fria Atleta e Caminheira procuram o local do almoço. Pelo caminho vão apreciando as inúmeras casas, algumas delas provavelmente que estão habitadas apenas ao fim de semana. Muito bem cuidadas e na maioria com muitas flores. De destacar uma cerejeira carregada de flores brancas que mais parecia uma típica amendoeira algarvia. E muitas orquídeas, sinal de que esta flôr se dá bem com este clima.

 

Com o sentimento do dever cumprido a nossa equipa regressa a casa. A Treinadora conduz enquanto o Trailista aproveita para descansar os olhos mal deixam Coruche para trás. Pelo o caminho ainda fala com o outro Tartaruga que, com a companhia do seu filho André, participaram na Corrida do Benfica.

 

Atletas que concluiram a prova: 192

Vencedor: LUÍS SEMEDO (AC Portalegre/UTSM): 1:49:52

 

CARLOS GONÇALVES  (Dorsal Nº167)

 

Classificação Geral: 152º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 3:31:40/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

 

Tempo médio/Km: 9m:12s  <=> Velocidade média: 6,52Km/h (*)

  

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Abril

  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 18:19

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Terça-feira, 11 de Abril de 2017

TRILHOS DO ALMOUROL

“ Quando a cabeça não tem juízo, quando te esforças mais do que é preciso, o corpo é que paga”…

 

Seis da manhã. A ainda recente mudança da hora faz com que, a esta hora, o céu se apresente completamente escuro sem qualquer indício do amanhecer que aí vem. Apenas as estrelas quebram a monotonia dando algum brilho ao nosso “tecto” natural.

 

E também não se vê vivalma. Não é de todo estranho dado que estamos numa madrugada de Sábado para Domingo com a esmagadora maioria das pessoas ainda a dormir, a recuperar das energias gastas durante a semana. Mas duas criaturas já estão de pé e encontram-se algures na zona do Bairro do Restelo para partirem para o Entroncamento. Espera-nos mais uma edição dos Trilhos do Almourol, prova emblemática e que detém um lugar de destaque na nossa Galeria de Honra em termos de provas de “Trail”. O Frederico esteve até à última hora a avaliar a sua lesão no tendão de aquiles fazendo tudo para se convencer que reunia as condições mínimas para desafiar os cerca de 26 quilómetros para os quais se tinha inscrito. O seu colega de equipa, Carlos Gonçalves, estava pronto para, uma vez mais, se abalançar à prova da Maratona com todos os riscos e dificuldades desta distância mas em regime de trilhos. Facilidades era exactamente aquilo que estes dois Tartarugas menos esperavam. E vieram a confirmar-se, uma vez mais, as suas expectativas.

 

Não havia tempo a perder. Tínhamos de chegar ao Entroncamento com alguma margem de manobra para as tarefas habituais. A edição deste ano foi totalmente renovada. Todos os participantes, fossem eles do Trail, da Maratona Trail ou da Caminhada, iriam partir em conjunto cumprindo um curto trajecto a pé até à Estação Ferroviária do Entroncamento, onde nos aguardava um comboio só para nós, e que nos levaria até ao local da partida.

 

Mal iniciámos a nossa viagem a partir de Lisboa encontramos mais uma pessoa que se encontrava a pé aquela hora. Mas, ao contrário de nós, “ainda” estava acordada, aparentando estar a regressar a casa após uma noite, pensámos nós, bem passada e melhor divertida. Cada um com as suas opções.

 

Uma hora e picos depois chegamos ao Pavilhão Gimnodesportivo do Entroncamento. Lá dentro encontramos o frenesim habitual com atletas e elementos da organização a cruzarem-se e a cumprimentarem-se mutuamente. A recolha dos dorsais, e demais brindes com que a organização habitualmente nos presenteia, é a tarefa prioritária dos primeiros. Os segundos organizam-se para que nada falte e tudo funcione dentro das expectativas e do seu compromisso assumido com os vários participantes.

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A cada minuto que passa chegam mais viaturas com atletas que se vêm juntar aos que, pacatamente, finalizam o seu equipamento e tiram as primeiras fotos do dia.

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Um pouco atrasado relativamente ao estipulado, o comboio parte finalmente em direcção ao Castelo do Almourol. Apesar da grande animação reinante os nossos dois atletas conseguem “passar pelas brasas” e recuperarem algum do sono que ficou em falta. Se é que realmente conseguem recuperar as horas não dormidas. Deixamos o comboio e temos de andar, em regime de aquecimento, algumas centenas de metros que medeiam entre a estação ferroviária e o local da partida. Feito o “controlo zero” pedimos a outro atleta para nos tirar a fotografia da ordem com o Castelo de Almourol como pano de fundo.

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Imediatamente esta foto vai “cair” no WhatsApp informando os nossos seguidores de que estamos prontos para mais uma aventura. Um breve “briefing”, só ouvido por quem estava perto do “speaker”, transmite as habituais e úteis informações sobre as diferentes provas. De antemão já sabíamos que em 2017 o percurso seria totalmente renovado. Pelo menos para a Maratona Trail.

 

Os primeiros quilómetros são comuns às duas corridas, o que causou alguns “atritos” entre os Trailistas, mais rápidos, e os Maratonistas. Esta fase inicial é composta por alguns “single treks” ao longo dos quais não há qualquer espaço para ultrapassagens. O que enervou ainda mais os primeiros corredores da prova mais curta. Queriam ultrapassar, a todo o custo, os que iam num ritmo mais lento. Alguns empurrões num “chega para lá que eu quero ir mais depressa”. E até ouvimos alguns comentários mais desagradáveis do género “ parecem Caminheiros” de tão devagar que vão. Aqui fica um reparo, ou talvez uma sugestão para a Organização, para que no futuro introduza uma maior diferença de tempo entre a partida das duas Corridas. Feita a separação, “26 Km para a esquerda e maratona para a direita”, acabam-se definitivamente estes conflitos pontuais.

 

Relativamente à prova da Maratona a mesma foi feita em sentido contrário da dos anos anteriores. Muito bela e a desenrolar-se ao longo dos rios Tejo, Zêzere e Nabão. E, a fazer jus ao princípio das edições anteriores, a primeira metade da corrida será inevitavelmente a mais exigente. Exigente no que ao desnível diz respeito mas sobretudo em termos de dificuldade técnica. E desta vez não tivemos a travessia do Rio Nabão através daquela ponte militar assente em barcaças.

 

Por volta dos dezoito quilómetros sentimos que o pior ficou para trás. É nesta altura que o nosso Maratonista começa a debater-se com os primeiros alertas de fadiga muscular. Se calhar começou a pagar cedo demais uma factura pela andamento mais rápido que imprimiu nos primeiros quilómetros.

O percurso que temos pela frente começa a parecer mais fácil. Mas, atenção, que facilidade é uma palavra que dificilmente se aplica aos Trilhos do Almourol.

 

Ainda antes de ter completado a vintena de quilómetros, recebemos a mensagem do nosso tartaruga estradista informando a equipa, e seguidores, que tinha terminado a sua prestação na Corrida dos Sinos. “E eu anda vou a meio. Faltam cerca de 21 km. Até tenho tempo para responder”. O Carlos Gonçalves, num momento de maior descontracção, responde às mensagens que lhe vão caindo no seu telemóvel. Só o Catela, e outros seguidores que ficaram em casa, é que vão respondendo. “Estás à espera da Vassoureira? Não pois nesta prova é um Vassoureiro.” A conversa termina por aqui com um lacónico “Agora tenho de dar corda aos sapatos”.

 

Enquanto o Carlos Gonçalves vai cumprindo os quilómetros, o Frederico dá sinais de si. “Acabei”. E aproveita também para colocar no WhatsApp um vídeo a emborcar uma mini no abastecimento dos 20K.

 

 “Enlouqueci”, é a sua legenda. “Tu não enlouqueceste!!! Tu és louco"!! Responde-lhe o Carlos Teixeira. Aliás loucuras como esta nunca acontecem durante uma prova de estrada, seja qual for a distância.

 

A partir deste momento fica a aguardar por notícias do seu companheiro de aventuras em provas de trilhos.

 

Integrado num grupo de duas + dois atletas o Tartaruga Maratonista lá vai cumprindo, como pode, os quilómetros que lhe restam.

 

Com menos de seis mil metros para o fim o cansaço e a fadiga muscular, bem perto da exuastão, começam a apoderar-se deste corredor solitário. Sabendo que o mais difícil já ficou para trás, nem por isso espera facilidades. As cãibras começam a revelar-se o seu maior obstáculo. E nem as pastilhas ISOSTAR, ricas em Magnésio, amenizam as suas dificuldades. É exactamente neste ponto que as palavras da canção do António Variações, citadas no início desta crónica, parecem fazer todo o sentido.

Quando faltam menos de dois quilómetros para a meta surge a “fantasmagórica” figura do atleta vassoura. Se ainda fosse uma “Vassoura” como na Barreira??? As últimas centenas de metros, apesar de já conhecidas, parecem eternas.

 

Mas temos de terminar com a maior dignidade. Aliás, mesmo em último lugar, cumpriu-se o principal objectivo deste atleta. Terminar mais uma Maratona dos Trilhos do Almourol, divertir-se e desfrutar ao máximo esta aventura. E, segundo este ponto de vista, foi mais uma experiência amplamente cumprida.

 

Junto à Meta o Frederico aguardava pacientemente pela chegada do seu companheiro de luta. “Chegou. Mais uma maratona nas pernas”.

 

De regresso a Lisboa os dois atletas vão relatando as suas experiências. Tanto um como outro mais uma vez que “simplesmente adoraram”. O Carlos Gonçalves começa a dizer que tem de reequacionar no futuro a prova dos Trilhos do Almourol pela qual irá optar. Se calhar a modalidade dos 26 quilómetros talvez seja a mais adequada e mais sensata. O Frederico recorda as palavras do companheiro noutras situações e que, no final, acaba por ceder às suas tentações.

 

Ponto Final. Os Trilhos do Almourol continuam a ser uma das nossas maiores paixões. E por aqui nos iremos manter fiéis nos próximos anos. Mas será que alguma vez conseguiremos desviar da Corrida dos Sinos o nosso companheiro Carlos Teixeira? Esta é, seguramente, a nossa maior incógnita.

 

Até 2018.

 

RESULTADOS FINAIS DA MARATONA TRAIL

 

Atletas que concluiram a prova: 175

Vencedor: LUÍS FERNANDES (U.F.Comércio e Indústria Atletismo): 3:41:13

 

CARLOS GONÇALVES  (Dorsal Nº64)

 

Classificação Geral: 174º - Classificação no Escalão M60: 9º

Tempo Oficial: 8:25:04

 Tempo médio/Km: 12m:02s  <=> Velocidade média: 4,99Km/h (*)

 

RESULTADOS FINAIS DO TRAIL

 

Atletas que concluiram a prova: 371

Vencedor: LUÍS SEMEDO (AC Portalegre/UTSM): 1:55:15

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº595)

Classificação Geral: 333º - Classificação no Escalão M50: 33ª

Tempo Oficial: 4:39:02

Tempo médio/Km: 10m:44s  <=> Velocidade média: 5,59Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Abril

  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:57

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Domingo, 9 de Abril de 2017

CORRIDA DOS SINOS

35ª Edição da Corrida dos Sinos – 250 corridas completadas

 

Pela nona vez participei na corrida dos sinos com uma motivação adicional se chegasse ao fim completaria o número de 250 provas concluídas.

 

Nem nos meus melhores sonhos estava previsto chegar a este número quando em Outubro de  2008 em conjunto com o Frederico e a partir de Março de 2009 também com o Carlos Gonçalves iniciámos esta aventura e criámos a nossa equipa “Lebres e Tartarugas”. Mais algumas provas e também os restantes tartarugas atingirão esta marca porque as diferenças são pequenas.

 

Enquanto os meus companheiros lutavam ferozmente por completar mais um trail em Almourol lá fui eu para Mafra enfrentando uma manhã fresquinha mas com muito sol e algum vento que prejudicou um pouco a prestação dos atletas.

 

Ás 10.30 em ponto tocou o badal do sino e os atletas partiram em direção ao centro da Vila onde percorreram o primeiro Km nunca fácil porque é a subir, o segundo também  tem as suas dificuldades em torno do majestoso Convento de Mafra dado que se percorre em piso empedrado, depois com passagem novamente pelo centro é sempre a descer até uma terra denominada Paz, daqui até ao Km 8,5 é a parte mais acessível da prova, no retorno a Mafra a maior dificuldade da prova entre os Kms 9,5 e 11 Km com a subida do Sobreiro. A meta tal como em edições anteriores estava instalada na pista do Parque Municipal um local sempre muito agradável.

 

Recolhido mais um Sino para a coleção desta vez verde, foi tempo de regressar a casa com mais uma corrida cumprida e aguardar por notícias dos meus colegas Tartarugas desta vez no papel de mouros.

IMG_1087.jpg

 [Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1650

Vencedor: JOSÉ GASPAR (Odimark Atletismo) - 0:46:53

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1135)

Classificação Geral: 696º - Classificação no Escalão M55: 41º

Tempo Oficial: 1:15:35/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:15:14

Tempo médio/Km: 5m:01s <=> Velocidade média: 11,96 Km/h(*)

 

Calendário do Mês de Abril

  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 19:15

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CORRIDA APAV

Por ser perto de sua casa o Frederico optou por não acompanhar o Carlos Teixeira na sua deslocação a Salvaterra de Magos e optou por repetir a sua participação na corrida APAV de Alcântara a Belém.

 

Foi uma corrida de sacos de plástico.

 

Isto porque choveu durante toda a manhã o que tornou a corrida tão a gosto do Frederico.

 

O único senão é que a água era tanta no chão que certamente estava já misturada com água de esgoto, tal era a pressão no sistema de esgotos nesta zona tão baixa.

 

Para além disso a prova não teve grandes novidades de percurso, já tão calcorreado por estes atletas.

 

De Alcântara até ao Cais do Sodré, voltando até quase a Algés e novo retorno até Belém.

 

Os sinais de kms (1 a 9) estavam colocados cerca de 200 m mais cedo dando a impressão que a prova seria ligeiramente mais curta o que permitiria fazer um tempo total mais competitivo. Mas no último km tudo se compôs medindo no final 10.030 m, ou seja uma das marcações mais rigorosas de sempre.

 

Dadas as boas condições atmosféricas para o Frederico, registou um tempo final razoável. Só a perna direita é que teima em não melhorar, limitando de certa forma o esforço e colocando em risco a participação na semana seguinte no Trail de Almourol.

 

Uma nota final à adesão popular que aumentou significativamente nesta prova apesar do tempo.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 965

Vencedor: CARLOS CARDOSO (GFD Running) - 0:33:03

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1471)

Classificação Geral: 673º - Classificação no Escalão M: 543º

Tempo Oficial: 0:58:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:55

Tempo médio/Km: 5m:52s <=> Velocidade média: 10,24 Km/h(*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 26 - XII KMS de Salvaterra de Magos
  • 26 - Corrida de Solidariedade APAV (Lisboa) - 10Km

Calendário para o Mês de Abril

  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (LIsboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 19:06

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Quarta-feira, 29 de Março de 2017

12 Km Salvaterra de Magos – Uma Corrida Muito Fresquinha

IMG_1078.jpg

Acompanhado por duas lebres caminheiras desloquei-me para a zona ribatejana para representar os Lebres e Tartarugas em mais uma edição a 17ª dos 12 Km de Salvaterra de Magos.

 

Durante toda a viagem para Salvaterra choveu abundantemente sempre na esperança que à hora da partida a mesma fizesse um interregno mas do primeiro ao último metro da corrida foi sempre a levar com chuva que se prolongou ainda na viagem de regresso a casa.

 

Foi um regresso à mais tradicional prova de 12km que se realiza em Portugal após as participações nos anos de 2010, 2011 e 2012 acompanhado dos meus dois amigos tartarugas.

 

O facto de ser uma distância pouco usual acaba por ser o aspeto mais  interessante e motivador da prova aleado ao facto de se realizar fora de Lisboa ar mais puro e menos confusão dado o número de participantes ser inferior.

 

Devido à chuva os momentos antes da corrida foram atribulados e de ansiedade para que a corrida começasse rapidamente em virtude do mau tempo que estava.

 

A corrida iniciou-se com a tradicional volta no centro de Salvaterra aproximadamente 1,5 Km e depois foi seguir pela Lezíria até ao Km 6,5 ponto de retorno e voltar pela mesma até ao Km 11 sendo o último Km disputado no centro de Salvaterra.

 

Apesar da chuva acabei por bater significativamente a minha melhor marca nesta competição ficando a escassos 23 s do meu record da distância obtido na “Bes Run” em Cascais.

 

O número de participantes ressentiu-se do mau tempo tendo concluído esta prova apenas 466 corajosos atletas.

 

Uma palavra final para as duas caminheiras Etelvina Teixeira e Domitília Gonçalves que percorreram estoicamente os 5 km em condições climatéricas muito más, sendo que é muito mais difícil suportar a chuva a andar do que a correr.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 466

Vencedor: HUGO CORREIA (Sporting CP) - 0:38:13

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 393)

Classificação Geral: 238º - Classificação no Escalão M5559: 18º

Tempo Oficial: 0:58:12/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:04

Tempo médio/Km: 4m:50s <=> Velocidade média: 12,40 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 26 - XII KMS de Salvaterra de Magos
  • 26 - Corrida de Solidariedade APAV (Lisboa) - 10Km

Calendário para o Mês de Abril

  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (LIsboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:38

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Sábado, 25 de Março de 2017

EDP MEIA MARATONA DE LISBOA

Os Tartarugas reencontram-se após alguns meses de separação. Não digo que estiveram de “candeias às avessas” pois não houve qualquer desentendimento entre os membros que constituem este trio maravilha. Esta separação momentânea foi apenas, e tão só, o resultado de opções diferentes em termos de provas em que cada um decidiu participar e ainda da circunstância de um dos membros ter estado de “baixa prolongada”. A última corrida em conjunto remonta à Corrida São Silvestre de Lisboa no último dia do ano de 2016.

IMG_0500.JPG

E, talvez por ironia do destino, o reencontro deu-se exactamente na prova que serviu de “pontapé de saída” para a fundação das LEBRES E TARTARUGAS, no já distante ano de 2009. Anteriormente todos os nossos atletas já se tinham iniciado no admirável mundo da corrida, muito antes do “running” ter entrado na moda.

 

A EDP Meia Maratona de Lisboa tem uma logística complicada para o transporte dos atletas para o local da partida. O acesso não é fácil sendo preciso deixar uma viatura tão próximo quanto possível da Meta e então rumar até à margem sul, preferencialmente através do comboio da Fertagus, passe a publicidade. Mas neste ano, e ao contrário do passado, os atletas marcaram encontro na zona do Pragal antes da descida para a Praça da Portagem. Às nove e meia, mais minuto menos minuto, dá-se a concentração da nossa equipa num local improvável atendendo à presença de largos milhares de pessoas nesta zona, participantes da Mini ou da Meia Maratona.

 

Em 2017 tivemos a maior representação de sempre. Só à sua conta o Frederico arregimentou 7 atletas para a Mini Maratona.

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Se adicionarmos os quatro Semi-maratonistas e família, e ainda duas participantes extras, foram ao todo 16 os elementos que se juntaram à festa.

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O ambiente foi igual ao das edições anteriores com a vantagem do São Pedro ter dado uma mãozinha. Sol, muito Sol, temperatura ideal, excepto para o Frederico, e total ausência de chuva, estavam criadas as condições ideais para uma manhã perfeita.

 

A Meia Maratona da Ponte 25 de Abril mantém-se igual de ano para ano, fazendo jus ao princípio de que “em equipa que ganha não se mexe”. Muitos milhares de participantes e, como é habitual, com imensos atletas estrangeiros que contribuem para a animação de uma das mais emblemáticas corridas das que se realizam em Portugal. A Ponte 25 de Abril é, sem dúvida, uma das mais belas do mundo recordando um tempo em que as pontes metálicas eram simultaneamente um meio de passagem para a outra margem e uma autêntica Obra de Arte. Aliás este é o nome actualmente dado às diversas pontes com que nos cruzamos todos os dias.

 

Curioso é o ponto alto da EDP Meia Maratona de Lisboa ser exactamente logo nos primeiros metros com a travessia a pé do Rio Tejo por uma via habitualmente reservada só aos veículos automóveis. E desfrutamos, logo de início, de uma esplendorosa imagem da encantadora e maravilhosa vista da nossa querida cidade de Lisboa. Curiosamente as melhores imagens que temos do Porto são exactamente as da outra margem do Rio Douro e antes da travessia através de uma qualquer das suas inúmeras pontes.

 

Como sempre a animação é grande. Ficámos também com a sensação de que neste ano havia mais participantes. Dado o sinal de partida não tivémos a confusão dos anos passados, com a mistura, logo de início, das duas categorias de participantes. Mas, nem por isso, a travessia foi isenta de atropelos e de empurrões. Aliás quem quer fazer bons tempos tem de escolher outras Meias Maratonas que não esta.

 

O percurso foi igual ao das outras edições, com os atletas de elite a partirem de um local diferente e já na margem Norte. E, ao longo dos mais de vinte e um quilómetros, foi quase sempre um constante aglomerado de atletas. Raros foram os metros em que conseguíamos correr a um ritmo mais elevado. Mas, e já o sabíamos, a EDP MEIA MARATONA DE LISBOA, mais do que uma competição, é, principalmente, um momento de fruição de agradáveis momentos de convívio quer com os outros atletas quer com o inúmero público que constantemente apoiava o nosso esforço e nos incentivava até à meta. Por momentos sentimo-nos como verdadeiros HERÓIS.

 

A nossa comitiva participante na Mini Maratona adorou. Os mais competitivos e arrojados Tartarugas da prova rainha cumpriram dentro das suas expectativas. De salientar a prestação do Frederico que, mesmo com uma arreliadora, e esperamos que não complicada, lesão, cumpriu até ao fim a sua prova. Antes já nos tinha avisado que, caso não se sentisse em condições de cumprir os 21,0975 quilómetros, quando chegasse a Alcântara viraria agulhas no sentido do percurso da Mini. Mas arriscou e ganhou a sua aposta. “Quem não arrisca não petisca”. O Frederico arriscou e ganhou.

 

No final, em frente aos Jerónimos, montou-se a habitual confusão. Daí o nosso reencontro ter sido previamente marcado para uma zona mais distante, e também menos confusa, em frente à entrada para o Museu da Presidência da República. Mas só se reencontrou parte da equipa. O Frederico e restante grupo virou agulhas para outro lado.

 

Foi a 131ª prova em conjunto dos três Tartarugas. Quando nos voltaremos a reencontrar não sabemos bem. Recomeça a participação em “Trails” e em provas de estrada com cada atleta a manter-se fiel às suas escolhas. Certo é que já temos já apalavrado para o início de Junho um regresso com o Georg, o nosso Tartaruga distante algures pelos States.

 

Agora é tempo de recuperar.

 

Atletas que concluiram a prova: 10560

Vencedor: JAKE THOMAS ROBERTSON (Nova Zelândia) - 1:00:01

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 6257)

Classificação Geral: 3005º - Classificação no Escalão M55: 133º

Tempo Oficial: 1:50:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:48:57

Tempo médio/Km: 5m:10s <=> Velocidade média: 11,62 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 8023)

Classificação Geral: 4075º - Classificação no Escalão M60: 84º

Tempo Oficial: 1:56:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:54:48

Tempo médio/Km: 5m:26s <=> Velocidade média: 11,03 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 8956)

Classificação Geral: 752º - Classificação no Escalão M5054: 72º

Tempo Oficial: 2:27:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:26:18

Tempo médio/Km: 6m:56s <=> Velocidade média: 8,65 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 13778)

Classificação Geral: 4720º - Classificação no Escalão M60: 102º

Tempo Oficial: 1:59:33/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:57:49

Tempo médio/Km: 5m:35s <=> Velocidade média: 10,74 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 26 - XII KMS de Salvaterra de Magos
  • 26 - Corrida de Solidariedade APAV (Lisboa) - 10Km

Calendário para o Mês de Abril

  • 2 - Trilhos do Almourol (Almourol/Entroncamento)
    • Maratona Trail - 42 Km
    • Trail - 26 Km
  • 2 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 9 - Cork Trail (Coruche) - 23 Km
  • 9 - Corrida do Benfica (LIsboa) - 10 Km
  • 23 - Estafeta Cascais /Lisboa - 20 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 17:11

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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

CORRIDA DOS SALESIANOS

Por ser perto de sua casa, o Frederico optou por participar numa prova de 10 kms em estrada, no que foi acompanhado pelo seu filho Gonçalo.

 

Ainda a recuperar de uma pequena lesão no tendão (proveniente da dança no lamaçal do fim de semana anterior na Corrida das Lezírias), o Frederico dispôs-se ainda assim a participar mais nesta prova para verificar se estaria em condições para a Meia Maratona do fim de semana seguinte.

 

Ponto de encontro em sua casa e deslocação a pé até à partida – uma caminhada de aquecimento de 15 minutos.

 

As condições metereológicas para o fim de semana melhoraram significativamente face aos dias anteriores – leia-se - o tempo piorou com nuvens, um pouco de vento e chuviscos. Ainda assim o sol teimou em aparecer.

 

O trajecto era simples e plano – partida junto ao Mosteiro dos Jerónimos em direcção a Algés, retorno até Alcantara  e de novo até aos Jerónimos.

 

O calcanhar do Frederico aguentou-se bem durante 9 kms e meio, mas ao ver que, com algum esforço, conseguia acabar a prova dentro de uma hora, estragou-se tudo.

 

Um esticão nos últimos metros e ficou acesa uma luz amarela para a participação no fim de semana seguinte.

 

A ver vamos como decorre a recuperação.

 

Quanto ao Gonçalo reafirmou-se como o 4º tartaruga ao completar, com esta prova, 20 participações.

 

Temos atleta.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 953

Vencedor: SAMUEL FREIRE (S L Benfica) - 0:31:43

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 744)

Classificação Geral: 752º - Classificação no Escalão M5054: 72º

Tempo Oficial: 1:01:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:57

Tempo médio/Km: 6m:00s <=> Velocidade média: 10,01 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 961)

Classificação Geral: 734º - Classificação no Escalão M0034: 134º

Tempo Oficial: 1:00:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:21

Tempo médio/Km: 5m:56s <=> Velocidade média: 10,11 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:23

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Domingo, 12 de Março de 2017

TRAIL DA COSTA SALOIA

Ainda não refeito totalmente das mazelas do Off-Road da Barreira o Trailista Solitário das LEBRES E TARTARUGAS regressou a um local onde já foi muito feliz. De volta ao seu “habitat” natural reencontrou uma prova que lhe deixou boas recordações em 2016.

 

Mais do que uma corrida um “trail” é, acima de tudo, um conjunto de emoções e de puro convívio e confraternização entre os vários participantes. Aqueles que, muito legitimamente, participam numa prova desta natureza aspirando a uma boa classificação desaparecem num ápice deixando o caminho livre aos que encaram a sua participação mais numa lógica de convívio e de diversão. E é precisamente neste grupo que se enquadra o atleta das LEBRES E TARTARUGAS que voltou a repetir o “Trail da Costa Saloia".

 

A manhã apresentava-se fria mas solarenga. As temperaturas altas, dignas de uma Primavera anunciada mas ainda longe, afastavam o fantasma da enorme quantidade de lama que tinha caracterizado o Off-Road da Barreira, realizado uma semana atrás. Por outro lado o grande número de atletas presentes eliminavam também o outro fantasma que tinha acompanhado até ao fim o nosso atleta Carlos Gonçalves. Falamos, evidentemente, da simpática, mas indesejável, companhia de um ou de uma atleta vassoura que fecha o pelotão e se cola ao aleta que tem o azar de estar exactamente em último lugar. Não é que esta posição seja desprestigiante. Mas terminar em último é o que ninguém deseja.

 

Mantendo o mesmo percurso do ano passado manteve-se o encanto de uma prova de trail que entra, ou melhor já entrou, para o grupo restrito das provas a não perder.

 

Um trail é muito mais do que uma simples corrida de atletismo. A atenção é redobrada. Não nos temos de preocupar com os atletas que vão à nossa frente. As diferenças na classificação serão “negociadas” mais lá para a frente. Mas uma pedra escondida no meio da vegetação, ou da lama, pode provocar uma inesperada queda ou, pior ainda, uma lesão mais grave. É fácil “pisar” mal e partir um tornozelo. Todo o cuidado é pouco. E, sempre que necessário, devemos dar passagem a algum atleta que nos precede num ritmo mais elevado. “Amigo não empata amigo”.

 

OS primeiros dez quilómetros são o aquecimento para o que nos espera daí para a frente. Ainda travamos conhecimento com alguma lama, quanto baste, e atravessamos algumas ribeiras. Perfeito, estamos mesmo numa corrida de trail.

 

À passagem por uma queda de água (que pena não ter tirado uma foto) entramos na zona mais técnica do percurso. Até aqui conseguimos ter feito toda a prova sempre a correr. A partir deste ponto, a especificidade do percurso, todo ele muito técnico, obriga-nos a andar e evitar alguma queda mais aparatosa. Nesta fase “ninguém ultrapassa ninguém”.

 

Chegamos à Praia do Magoito. Temos pela frente as últimas, mas mais selectivas, subidas de todo o Trail. Custou um pouco mas sabemos, pelo menos os repetentes, que, daí para a frente, o pior já passou. Entramos em sucessivos trilhos junto à costa e que dão o nome à corrida. Estamos na Costa Saloia. Ao longe e lá mais em baixo o Mar apresenta-se bravo e imponente. Num sucessivo sobe e desce chegamos às Azenhas do Mar. Que beleza. O vento até decidiu dar-nos uma “ mãozinha”, soprando forte e por trás. O nosso atleta, lembrando-se dos saltadores de trampolim na neve, junta os braços ao corpo e adopta a forma de concha em cada mão. Realidade ou apenas suposição sente um aproveitamento do vento empurrando-o no sentido da corrida.

 

Último abastecimento de líquidos. O Tartaruga Solitário não pára. Apenas olha para trás. Só que tropeça numa qualquer pedra e cai sobre a perna esquerda, exactamente sobre a mazela de há uma semana a atrás.

 

Os últimos quilómetros são engolidos com uma facilidade que certamente não esperaria. Tudo é exactamente igual ao ano anterior. É nestes quilómetros finais que muitos quebram.

 

Na marca dos 22 quilómetros encontra-se uma seta a indicar a direcção correcta. O meu relógio marca 21,9 km. Talvez tenha feito alguns “cortes” no percurso ou, simplesmente e como já habitual, a distância final seja ligeiramente menor.

 

Um último ânimo, um derradeiro esforço. Este último quilómetro é feito sempre a correr, num ritmo constante e vigoroso. Conseguem-se as últimas ultrapassagens. Ainda antes de entrar no Campo de Futebol da União Mucifalense já tinha feito as pazes com a distância da corrida. O meu Garmin marca mais de vinte e três mil metros. Trezentos metros mais à frente cruzo a linha da chegada.

 

A satisfação é total, tanto pela minha prestação como pelo sentimento de dever cumprido.

 

Manteve-se a aura mágica do Trail da Costa Saloia. É uma prova que continuará a figurar no meu “Quadro de Honra” de Corridas de Trilhos. Tenho de arregimentar mais alguém para me fazer companhia em 2018.

 

Atletas que concluiram a prova: 359

Vencedor: JOÃO FREIRE (Clube de Praças da Armada) - 1:47:33

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 370)

Classificação Geral: 230º - Classificação no Escalão M60: 8º

Tempo Oficial: 2:54:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 7m:35s <=> Velocidade média: 7,92 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:31

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Quinta-feira, 9 de Março de 2017

Corrida das Lezírias – Tartarugas tiveram que enfrentar a Lama

Pelo nono ano consecutivo os Lebres e Tartarugas estiveram representados na corrida das Lezírias por Frederico Sousa e Carlos Teixeira.

 

A corrida das Lezírias é uma das quatro carismáticas corridas de 15km em que ao longo desta última década temos participado as outras são as Fogueiras em Peniche, os Sinos em Mafra e a corrida do 1º de Maio em Lisboa.

 

Destas corridas a das Lezírias não é exatamente uma prova de 15 Km, mas sim de 15,3 Km aproximadamente, curiosamente a organização no passado anunciava que se tratava de uma prova de 15Km e agora publicita 15.5 Km, mas na realidade a distancia percorrida é sempre superior a 15 e inferior a 15,5 km.

 

Ao contrário das outras três corridas a prova de Vila Franca de Xira tem também a particularidade de a maior parte da corrida ser percorrida em piso de terra (aproximadamente 9 Km).

 

Pela primeira vez segui antes da prova integralmente o programa de aquecimento proporcionado pela organização perante a observação estática e sorridente do tartaruga Frederico.

 

Á partida o tempo ameaçava chuva, mas estava uma temperatura ideal para correr e durante a corrida foi aparecendo alguma cacimba que ajudou a hidratar.

 

O percurso foi exatamente igual à das outras oito edições em que participámos sendo a ponte de Vila Franca e algumas partes do piso no centro da cidade com os habituais quadrados os momentos mais difíceis de ultrapassar, no entanto na edição deste ano apareceu-nos perto do km oito uma surpresa que se prolongou durante 1,5 Km que foi a lama. Esta parte da corrida foi difícil de ultrapassar porque os pés escorregavam e/ou enterravam-se na lama, não deixando de ter alguns momentos divertidos foi um alívio quando se chegou ao fim da Lezíria.

 

É sempre uma prova bonita de participar num ambiente agradável na Lezíria e onde o local de partida e chegada no parque desportivo da cidade é também bastante simpático.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1373

Vencedor: ANDRÉ COSTA (UFC Indústria Atletismo) - 0:52:34

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 989)

Classificação Geral: 541º - Classificação no Escalão M5559: 43º

Tempo Oficial: 01:17:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:16:45

Tempo médio/Km: 4m:57s <=> Velocidade média: 12,12 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº990)

Classificação Geral: 1234º - Classificação no Escalão M5054: 146º

Tempo Oficial: 1:39:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:39:19

Tempo médio/Km: 6m:24s <=> Velocidade média: 9,36 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:56

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

TRAIL OFF-ROAD DA BARREIRA

Lama, lama, muita lama, “estou farto de lama”, ainda mais lama …

 

Foi neste ambiente que a equipa das LEBRES E TARTARUGAS, através do seu atleta solitário Carlos Gonçalves, abriu o ano de 2017 no que a provas de “trail” diz respeito.

 

Em quatro edições desta prova a nossa equipa esteve presente três vezes apenas falhando a primeira. E, apesar do Frederico, o outro trailista da equipa, ter sido mordido por um cão na edição de 2015 não foi este o motivo que o afastou do Trail da Barreira. Ter-se cruzado uma lixeira em plena floresta marcou indelevelmente o nosso atleta não tendo qualquer motivação para regressar à Barreira.

 

Do outro lado da barricada está o Carlos Gonçalves que ficou de tal modo encantado com o traçado da prova e do ambiente que a rodeia que elegeu o Off-Road da Barreira como um “trail” a não perder.

 

Sozinho partiu de Lisboa de manhã bem cedo até Leiria. Grande parte da viagem foi feita de noite e com algum sono à mistura. Chegou à simpática localidade da Barreira com tempo para tudo. A chuva que se fez sentir ultimamente prenunciava um terreno bem pesado. E no “briefing” fomos logo avisados que a primeira parte da corrida iria ser mais técnica. Nos dias que antecederam a prova o terreno estava em bom estado. No entanto era expectável que um piso enlameado marcasse presença endurecendo a corrida e exigindo o máximo dos atletas presentes.

 

E voltamos ao início desta crónica. Lama, muita lama, foi uma constante ao longo de todo o percurso. Só ao fim de quatorze quilómetros é que tivemos direito a umas centenas de metros de piso bem consistente. Com a entrada na floresta formada por um emaranhado de pinheiros e de eucaliptos pensávamos reencontrar um piso bem rolante à semelhança das edições anteriores. Mas até neste ponto iríamos verificar mais à frente que estávamos rotundamente enganados. A lama mostrou-se-nos com uma irritante constância ao longo de toda a corrida.

 

Logo após a partida, e após algumas centenas de metros iniciais da prova do Trail Longo, o Tartaruga presente olhou de relance para trás e verificou que atrás de si apenas estavam uma meia dúzia de atletas. Nada animador pois, caso as coisas não lhe corressem bem, em breve teria como companhia, e como que a “morder-lhe” os calcanhares, a atleta “Vassoura”.

 

Mas o que interessa é terminar e desfrutar ao máximo o ambiente único das provas de trilhos.

 

Com a lama a ditar a lei o mais difícil era mesmo mantermo-nos de pé e evitar alguma queda mais aparatosa e de consequências bem imprevisíveis. Nestas condições o esforço exigido aos atletas foi bastante acima do previsto. E, neste capítulo, o único membro das LEBRES E TARTARUGAS veio a pagar bem caro o desgaste provocado pela inesperada dureza da prova. Uma escorregadela que lhe deixou marcas na perna esquerda, seguida de um erro no percurso que o obrigou a voltar para trás acrescentando algumas centenas de metros ao percurso original, empurrou perigosamente o atleta para os últimos lugares.

 

De olhos postos no seu caminho apenas vislumbrava, aqui e acolá, uma atleta que o ultrapassara aquando do engano no percurso. Olhando para trás ainda não via sinais da atleta vassoura.

 

Com algum esforço conseguiu chegar à companhia da atleta que o precedia. Nos próximos quilómetros o esforço passou a ser dividido entre este duo motivando-se mutuamente.

 

Mas o cansaço começa a dar os seus primeiros sinais. Ao passar por um refrescante curso de água começam a surgir as primeiras cãibras. Mau. Não era necessariamente este tipo de sinais que o atleta mais necessitava. Abrandando o ritmo da corrida, e pensando sobretudo em terminar o Off-Road da Barreira nas melhores condições possíveis, eis que, contra os seus desejos, vê-se inexoravelmente “caçado” pela última atleta que seguia em companhia da atleta “vassoura”.

 

- “Pensava que estava em último lugar?”

- Sim, respondo eu.

- Mas não está pois quem vai ser a última pessoa a cortar a meta sou eu.

 

Faltavam menos de dez quilómetros. Ao ritmo que este humilde atleta conseguia avançar seriam perto de duas horas que iríamos ter pela frente. Conversa puxa conversa, e a conversa é como as cerejas, os últimos quilómetros passaram num ápice. Cada um contava os seus feitos e as suas perspectivas futuras encontrando muitos pontos comuns no encanto e na beleza das corridas de “Trail”. E, naturalmente, que a conversa resvalaria para o tema do momento. O súbito desaparecimento da Analice e do seu exemplo de vida a ser assumido por todos nós.

 

Chegamos ao último abastecimento. O fim está próximo, mesmo ali ao virar da esquina. “Quando faltam dez quilómetros não temos desculpa para não terminar, a menos que surja alguma lesão. É sempre a descer até à meta”. É este o princípio deste humilde tartaruga armado em trailista e numa modalidade mais virada para os mais novos e mais bem preparados.

 

Mas a vitória é terminar.

 

Cruzamos pela última vez uma estrada alcatroada. O acesso ao Jardim do Visconde da Barreira está bem à nossa frente.

IMG_0455.JPG

A minha companheira incentiva-me a abordar as últimas centenas de metros sempre a correr para ficar bem na fotografia.

 

Quando todos já tinham concluído a sua prova sou recebido com aplausos como se fosse, na realidade, o vencedor. “Fui o primeiro dos últimos”.

 

Para memória futura e registo no blogue das LEBRES E TARTARUGAS peço ajuda a uma fotógrafa de serviço para tirar uma foto a este duo inesperado e que eu nunca desejaria formar no momento do tiro de partida.

IMG_0458.JPG

 

Mas há males que vêm por bem. Uma simples foto representava bem o nome da nossa equipa: a Lebre acompanhada do Tartaruga…

 

Ponto final. Em 2017 voltarei à Barreira, sozinho ou na companhia de alguns outros LEBRES E TARTARUGAS.

 

Atletas que concluiram a prova: 110

Vencedor: DIOGO BAENA (Juventude Vidigalense) - 2:11:39

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 253)

Classificação Geral: 110º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 4:52:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 10m:49s <=> Velocidade média: 5,54 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:04

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

MEIA MARATONA DE CASCAIS

CASCAIS SOB O SIGNO DE ANALICE “ Ei de correr até que Deus queira”

 

Em pleno espírito carnavalesco realizou-se a primeira edição da meia-maratona de Cascais pondo fim a uma série de edições da antiga prova denominada “20Kms de Cascais”.

 

No habitual pelotão de participantes faltava uma pessoa muito querida de todas a Analice que recentemente nos deixou, a organização não se esqueceu e prestou-lhe uma justa homenagem antes da corrida que consistiu numa prolongada salva de palmas seguida de um minuto de silêncio. No nosso Blog o nosso redator chefe já lhe dedicou um texto em nome de toda a equipa dos Lebres e Tartarugas, todos a respeitávamos e admirávamos muito e ficamos com o seu exemplo.

 

Os Lebres e Tartarugas tiveram em sua representação o Frederico Sousa e o Carlos Teixeira dois atletas que passaram grande parte da sua vida em Cascais, pelo que tinham um bom conhecimento do percurso.

 

Face aos anos anteriores houve uma alteração no percurso que foi do agrado dos atletas tendo sido eliminada a volta dentro da Vila e prolongado até ao Guincho o trajeto junto do mar.

 

Como nas edições anteriores dos 20km muitos atletas iam mascarados, sendo já uma marca desta corrida, os que iam mascarados de corpo inteiro devem ter sofrido bastante porque apesar da prova se ter iniciado com o céu encoberto e com uma aragem fresca, acabou com sol e algum calor.

 

Sobre a corrida em si não há muito a dizer é certamente uma das meias-maratonas mais bonitas do Mundo face à paisagem que é possível desfrutar, é animada pela quadra em que se realiza  e é eminentemente plana com as subidas no hipódromo logo no início e a do farol perto do fim como principais dificuldades, mas com duas faces porque também são descidas nos respetivos sentidos inversos.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2165

Vencedor: JOSÉ GASPAR (Individual) - 1:07:32

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº321)

Classificação Geral: 1969º - Classificação no Escalão V50: 180º

Tempo Oficial: 2:19:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:17:56

Tempo médio/Km: 6m:32s <=> Velocidade média: 9,18 Km/h(*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 322)

Classificação Geral: 826º - Classificação no Escalão V55: 43º

Tempo Oficial: 01:47:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:47:04

Tempo médio/Km: 5m:04s <=> Velocidade média: 11,82 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km

Calendário para o Mês de Março

  • 5 - Trail Off-Road da Barreira (Leiria) - 27 Km
  • 5 - Corrida das Lezírias (V. F. de Xira) - 15,5 Km
  • 12 - Trail da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 12 - Corrida Salesianos (Belém) - 10 Km
  • 19 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:38

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Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

GPA Algueirão - Mem Martins

Uma semana depois novamente um trio representou os Lebres e Tartarugas em mais uma corrida de 10 km, Frederico Sousa e Carlos Teixeira repetiram a presença e em vez de Gonçalo Sousa participou André Catela.

 

Depois de conseguirem estacionar as respetivas viaturas os atletas confraternizaram em uma delas uma vez que a manhã em Mem Martins estava muito fria acompanhada por um vento cortante.

 

O Frederico como sempre mostrava-se preguiçoso e sem vontade nenhuma de correr, mas esta atitude já é normal neste atleta, no entanto no final da corrida estava bem contente por ir descansar.

 

Perto do início da corrida fomos aquecendo até à meta comentando o frio que estava, mas como sempre junto à partida face à aglomeração dos atletas a temperatura estava mais suportável.

 

Participaram na corrida perto de 400 atletas e como o jovem André comentou, a maior parte eram atletas com já alguma veterania o que não é o caso dos dois outros atletas dos Lebres e Tartarugas que estão cada vez mais novos.

 

A corrida teve um começo muito rápido por um lado porque o percurso ajudava e por outro porque a própria temperatura convidava, mas chegados ao KM 1,8 tudo se transformou com uma subida bem dura de aproximadamente 600 metros e com uma fase final mais complicada junto a uma bomba de gasolina, felizmente logo seguida havia  uma boa descida. Depois de algumas partes planas entre os 6 e 7kms volta-se novamente a subida atrás referida, sendo que depois da mesma viramos para a esquerda e não para a direita como na 1ª volta, onde enfrentámos uma descida cujo declive era bastante acentuado. A parte final foi algo desorganizada com muitos caminheiros no meio da estrada a dificultar a prestação dos atletas.

 

O Grande Prémio de Mem Martins é uma prova com alguma dificuldade mas que se torna agradável pela diversidade do percurso composto de subidas, descidas e piso plano, menos monótona do que as habituais corridas de 10km totalmente planas. 

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 371

Vencedor: CARLOS SILVA (GDR Reboleira) - 0:32:13

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 381)

Classificação Geral: 185º - Classificação no Escalão M5559: 13º

Tempo Oficial: 0:50:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:43

Tempo médio/Km: 5m:04s <=> Velocidade média: 11,83 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº382)

Classificação Geral: 318º - Classificação no Escalão M5054: 29º

Tempo Oficial: 1:02:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:01:57

Tempo médio/Km: 6m:12s <=> Velocidade média: 9,69 Km/h(*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 383)

Classificação Geral: 317º - Classificação no Escalão M0034: 56º

Tempo Oficial: 01:02:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:01:59

Tempo médio/Km: 6m:12s <=> Velocidade média: 9,69 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:04

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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

Ainda sobre a ANALICE

Há mortes que nos marcam e impressionam. E há as que nos batem bem fundo. Esta foi mesmo  MUITO forte.

Analice.jpg

Eu, e penso que ninguém, estava preparado para esta "despedida" trágica e antecipada.

 

A Analice, agora que tinha encontrado o seu "cantinho da felicidade", não merecia esta partida. E nós também não. Habituámo-nos a ver nela uma companheira da mesma luta e imbuída dos mesmos ideais. Era um estímulo.

 

Vou sentir muito a sua falta. Em Maio, quando estiver na fila de partida para a Ultra Maratona de Portalegre, não vou reparar nos muitos  atletas que, como eu, vão tentar desafiar com sucesso os cem quilómetros da prova. "Apenas" vou sentir a falta de uma "simples" atleta. Simples apenas por ser só uma corredora no meio de algumas centenas. Mas que corredora. E, para todos nós, é uma "simples" MUITO GRANDE. A sua memória vai ser a razão do meu treino dos próximos meses para levar de vencida novamente esta grande prova.

 

E, quando enfrentar alguns momentos de fraqueza, a sua memória vai ajudar-me a seguir em frente.

 

Este meu desabafo certamente que também é corroborado por muitos dos companheiros da Analice e, à cabeça, pelos meus colegas de equipa.

 

O Tartaruga CARLOS GONÇALVES

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:26

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ADEUS ANALICE

Esta é a crónica que não queria escrever por ser baseada numa notícia que nunca queria receber.

 

Pois é. Infelizmente tudo tem um fim. Mas, por tudo o que passou, a Analice não merecia deixar tão cedo a companhia de todos os que a adoravam e admiravam.

 

Muito se tem escrito sobre esta exemplar atleta. A sua experiência de vida normalmente conduziria a um desfecho bem mais trágico. Mas, a Analice Silva sempre soube dar a volta a todos os problemas da sua vida e encontrar no atletismo uma motivação extra que a levou a momentos de satisfação, de amizade e de admiração de todos os sortudos que com ela privaram. Isto é a essência do Desporto. Não é só competição mas amizade e respeito pelos "adversários". A Analice não era nossa adversária. Apenas, e já é muito, uma AMIGA com muitos interesses em comum.

 

Os atletas das LEBRES E TARTARUGAS tiveram o grande prazer de se cruzarem muitas vezes com esta lenda do atletismo português. Apesar de ter naturalidade brasileira, há muito que já tinha adoptado Portugal como seu porto de refúgio. Desde as tradicionais provas de estrada, com predominância para as Maratonas e Meias Maratonas nas quais nos habituámos a encontrar a figura deste franzina atleta no alto dos seus setenta e tal anos, cruzarmo-nos-íamos com ela em muitas corridas de trilhos às quais a Analice emprestava o seu nome para a lista de participantes. Prova em que a Analice marcasse presença significava que era mesmo uma corrida a desafiar.

 

Nos cem quilómetros da Ultra Maratona de Portalegre a Analice, com uma leveza impressionante, deixava para trás muitos atletas que perguntavam a si próprios com era possível que uma pessoa daquela idade completasse uma prova que muitos ambicionavam terminar mas nem todos o conseguiram.

 

Guardo com muito orgulho o facto de ter andado com a Analice "às cavalitas" para a ajudar a saltar sobre um muro que sozinha não conseguiria transpor. E, logo após esta ajuda, ela "se sumiu", em bom sotaque brasileiro, só voltando a ter notícias dela após ter concluído mais um Ultrail de São Mamede.

 

Na última edição da UTSM, em Maio de 2016, no momento de cruzarmos a primeira ribeira o aglomerado de atletas era grande.  A certa altura uma atleta tenta furar e passar à frente de todos os que aguardavam pela sua oportunidade. Em condições normais gerar-se-ia uma tremenda confusão. Alguns perguntavam mesmo quem era aquela "penetra" a pretender passar à frente de muitos. "É a Analice, referi". Ok. Tem passagem livre.

 

Na Ultra Maratona Melides/Tróia a Analice corria descalça e voava sobre a areia com uma leveza tal que nos levava invariavelmente a perguntar "Como?".


E muitas mais histórias haverá para recordar sobre esta extraoridária atleta.

 

Em muitas corridas a Analice foi a nossa verdadeira "Lebre" que nos estimulava a fazer sempre mais. Temirnar perto dela já era um grande feito. Ultrapassá-la era uma tarefa, na maioria das vezes, impossível.

 

Todos os que se cruzavam com a Analice deleitavam-se com os relatos das suas experiências. Quase que éramos "arrancados" da conversa para irmos correr, na realidade o propósito que nos tinha levado a certas paragens.

WP_20160417_08_20_08_Pro.jpg

WP_20160417_08_20_11_Pro.jpg

 

 A Analice perdeu a sua última corrida. Agora vai desafiar a Ultra Maratona da Eternidade. E já a venceu pois nunca mais nos esqueceremos do seu nome. Continuará a ser uma das nossas referências mais importantes. Se ela conseguiu ultrapassar alguns obstáculos significa que nós também o conseguiremos.

ADEUS ANALICE!

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:02

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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Disputou-se na Costa da Caparica mais uma edição do Grande Prémio do Atlântico a 18ª, prova já tradicional no calendário nacional e também com a presença habitual de alguns tartarugas.

 

Desta vez os tartarugas tiveram representados pelos atletas Frederico Sousa e o seu filho Gonçalo Sousa (segunda prova consecutiva em 2017) e Carlos Teixeira na sua primeira aparição após umas primeiras semanas de 2017 em que por motivos de saúde não foi possível representar a sua equipa.

 

Na véspera e na manhã antes da corrida chovia a cântaros, antes de sair de casa ainda passei algumas vezes pelo telemóvel esperançado que os Sousas desitissem, mas os tartarugas apesar de estarem diferentes nunca desistem.

 

Curiosamente desde o tiro de partida até final não caíu um pingo e o sol até apareceu por diversas vezes.

 

Depois de levantamentar os dorsais o encontrei-me com os tartarugas Sousas junto da zona de partida, colocados os mesmos e os respetivos Chips deu-se uma tímida corrida de aquecimento e confratenização antes de a prova ter início.

 

O percurso foi exatamente igual ao de anos anteriores, nalguns espaços com diversas poças e à saida do pontão da praia com alguma lama mas tudo faz parte e neste caso não criaram grandes dificuldades aos atletas.

 

Chegados os 3 tartarugas foi o regresso a casa com mais uma manhã de corrida preenchida e nada mais do que isso os tartarugas estão diferentes deixaram de ter stress competitivo, de partilhar resultados, de falar sobre a prova,  e cada um deles à sua maneira vai gerindo a rotina das corridas.

 

Será que chegou a hora destes amigos enfrentarem novos desafios !!!!!

 [Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 980

Vencedor: JOÃO MOTA (Equipa Marinha - CEFA)) - 0:34:11

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº1056)

Classificação Geral: 729º - Classificação no Escalão M5054: 82º

Tempo Oficial: 1:01:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:30

Tempo médio/Km: 6m:03s <=> Velocidade média: 9,92 Km/h(*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1057)

Classificação Geral: 399º - Classificação no Escalão M5559: 21º

Tempo Oficial: 0:51:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:48

Tempo médio/Km: 5m:05s <=> Velocidade média: 11,81 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 1058)

Classificação Geral: 705º - Classificação no Escalão M0034: 180º

Tempo Oficial: 01:00:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:39

Tempo médio/Km: 5m:58s <=> Velocidade média: 10,06 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:02

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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017

CORRIDA DA ÁRVORE

Ainda na ressaca da Corrida do Fim da Europa os atletas das LEBRES E TARTARUGAS, ou pelo menos alguns deles, regressam à estrada para uma corrida que já faz parte do seu habitual calendário de provas.

 

Novidades não havia. Reforçados com o Gonçalo Sousa a equipa decidiu arriscar “todas as fichas” nesta corrida, não em termos competitivos mas mais na vertente da logística associada à mesma. Para uma prova que se iniciaria às dez e meia da manhã de um solarengo domingo de Fevereiro, os atletas marcaram encontro em casa do Frederico apenas às dez da manhã. Algo previa que estávamos mesmo a “andar em cima do arame”. Não tínhamos grande margem de manobra, fosse para estacionar o meio de transporte de equipa ou para recolha dos dorsais e “chips” obrigatórios.

 

Mal nos aproximamos das imediações do local da partida enfrentamos o primeiro contratempo com os agentes da autoridade a impedirem a nossa passagem. Sem entrarem em pânico o Frederico e o Gonçalo decidem “saltar” do carro, quase em andamento, e correrem à procura do local de levantamento dos “kits” de participantes. O Carlos e o João Valério ficaram para si com a tarefa de arranjar rapidamente um local de parqueamento. Não foi difícil pois, nas imediações do Restaurante “Mercado do Peixe”, havia muitos lugares. Faltavam pouco mais de vinte minutos e ainda tínhamos de ir à procura do resto da equipa. Em passo de corrida estes dois atletas vêem-se forçados a um período de aquecimento em passo de corrida que, apesar se ser sempre desejável, nem sempre é cumprido. Mas agora não havia nada a fazer.

 

Entramos na recta da partida e nas imediações da qual já se aglomeram centenas de atletas. Mas dos Sousa, Frederico e Gonçalo, nem um sinal. Ouvimos o “speaker” avisar que faltam dez minutos para a partida. Sem entrar em pânico tentamos vislumbrar o resto da equipa. Andamos de um lado para o outro ao longo da fila de atletas que se preparam para a corrida. Quando faltam menos de cinco minutos dá-se finalmente o reencontro da equipa. Tudo sob o possível controlo. Distribuímos os dorsais e os chips. Cada um “monta” o dorsal com a calma e a ordem possíveis. Prendemos os chips nos atacadores das sapatilhas de corrida enquanto ouvimos que faltam apenas dois minutos para o sinal da partida. Finalmente podemos descansar um pouco, e numa posição mais atrasada do que é habitual relativamente aos atletas mais adiantados. Mas não há qualquer “stress” quanto a isto.

 

Às dez e meia em ponto ouvimos o sinal de abertura das hostilidades. Muita gente aglomerada, acotovelando-se e quase se atropelando, constitui a imagem de marca das primeiras centenas de metros. O percurso é rigorosamente o mesmo das últimas edições. Para os “habitués” tudo se vai desenrolar sem qualquer surpresa.

 

Para quem não procura um bom lugar na classificação final, partir nos últimos lugares tem mais vantagens do que inconvenientes. Principalmente do foro psicológico. Com o “avançar da carruagem” a diferença entre ultrapassar e ser-se ultrapassado pende mais para a primeira acção. Sentimos que estamos a fazer uma corrida de trás para a frente e em crescendo. Aqui e ali lá somos passados por um ou outro atleta mais rápido. Mas isto é mais a excepção do que a regra.

 

E o facto de já conhecermos o trajecto é uma grande vantagem no sentido de sabermos onde atacar ou onde nos pouparmos. E entre o oitavo e o nono quilómetro travamos o encontro com a arreliadora e bem conhecida subida final até às imediações do Restaurante dos Montes Claros.

 

Faltam pouco mais de quinhentos metros. Ao entrar na Alameda Keil do Amaral surge a meta ali mesmo ao nosso alcance da nossa vista. Um “sprint” final, ou perto disso, com o objectivo de umas últimas ultrapassagens e de tentarmos melhorar o nosso tempo.

 

Um a um os atletas das LEBRES E TARTARUGAS vão terminando a sua prestação em mais uma Corrida da Árvore. De regresso ao “autocarro” da equipa comentamos a prova, falamos das Lebres (cuidado que estamos a resvalar para um caminho perigoso), e abordamos o temoa das próximas corridas.

 

Desfeito o quarteto cada um segue à sua vida para um merecido repouso no que nos resta deste fim-de-semana.

 

Para a semana talvez haja mais alguma prova. E toda a equipa anseia pelo regresso do “lesionado/doente” Carlos Teixeira.

 

Atletas que concluiram a prova: 875

Vencedor: FILIPE JANUÁRIO (Millenniumbcp) - 0:34:45

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 944)

Classificação Geral: 697º - Classificação no Escalão M5054: 75º

Tempo Oficial: 1:05:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:25

Tempo médio/Km: 6m:26s <=> Velocidade média: 9,31 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 945)

Classificação Geral: 689º - Classificação no Escalão M0034: 122º

Tempo Oficial: 1:54:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:45

Tempo médio/Km: 6m:26s <=> Velocidade média: 9,31 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 967)

Classificação Geral: 341º - Classificação no Escalão M6099: 30º

Tempo Oficial: 0:54:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:53:21

Tempo médio/Km: 5m:20s <=> Velocidade média: 11,25 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 968)

Classificação Geral: 411º - Classificação no Escalão M6099: 33º

Tempo Oficial: 0:55:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:54

Tempo médio/Km: 5m:29s <=> Velocidade média: 10,93 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:09

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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

Tão certo como dois e dois serem quatro é a participação dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS naquela que é considerada como uma das mais bonitas provas realizadas em Portugal.

 

Nas últimas sete edições, considerando o “Treino do Fim da Europa” num ano em que oficialmente esta prova não se realizou, fizemos questão de marcar presença. Todos os anos sempre que recebemos a notícia da abertura das inscrições logo “corremos“ para garantir a nossa participação. E em 2017 voltámos a um cenário idílico e tão carregado de história como é a Serra de Sintra.

 

É interessante verificar como, ano após ano, a popularidade desta corrida se mantém em alta. Novidades não há. Para os estreantes trata-se de uma experiência única e dificilmente repetível noutras paragens. Mais do que a competição os atletas querem desfrutar ao máximo de um passeio pela Serra de Sintra em jeito de corrida. Os repetentes sabem sobejamente os que os espera. Mas não desanimam. Os primeiros três quilómetros serão terrivelmente demolidores, em “ziguezague” e Serra acima, sendo mais tarde compensados com uma descida ininterrupta na segunda parte da corrida até ao Cabo da Roca. Mas atenção pois a “parede” aos dez quilómetros constitui um dos obstáculos mais difíceis de transpor.

 

Aqui e acolá recebemos os incentivos dos vários BTTISTAS que elegem a Serra de Sintra como o local de eleição para as suas “voltas” em Bicicleta de Todo o Terreno. Mas não são os únicos. Turistas de várias nacionalidades vão saudando os atletas à sua passagem. E até os elementos da organização, responsáveis pelos abastecimentos de água, dão-nos um precioso “empurrãozinho” rumo à Meta.

 

Prevíamos estar na máxima força contando com a presença do Frederico, do João Valério, do Carlos Gonçalves e do Carlos Teixeira. Ainda a recuperar de uma situação mais débil este último atleta privou-nos da sua companhia, embora acompanhando à distância os seus colegas. Ainda tentámos arranjar substituto para o dorsal disponível mas levámos algumas “negas”.

 

Curiosamente a principal dificuldade da Corrida do Fim da Europa não está na prova propriamente dita mas sim na logística associada ao transporte dos atletas no final. É preciso ir deixar de véspera um carro o mais perto possível da Meta. E, no dia da corrida, arranjar lugar para estacionar de forma legal em Sintra é outra dificuldade a que os mais experientes já estão habituados.

 

Desta vez tudo correu sem sobressaltos. Até dedicámos alguns momentos a um curto período de aquecimento.

 

Para além do aquecimento o Frederico ainda dedicou algum tempo para travar conversa com algumas Lebres ocasionais. Mas sem sucesso.

 

De regresso ao nosso compartimento de partida tiramos a “selfie” para ilustração no nosso blogue.

 IMG_0368.JPG

Dez em ponto. Tiro de Partida. Os atletas lançam-se ao assalto da Serra de Sintra. Aqui ninguém compete com ninguém mas apenas consigo próprio. Todos procuram aproveitar ao máximo esta experiência única. A Serra de Sintra presenteia-nos com uma paisagem inigualável. No meio do nevoeiro, tão habitual por estas paragens, o encanto está “ao virar de cada esquina”. As árvores, meio despidas, estão bem acompanhadas pelos enormes pedregulhos que completam a paisagem. Aliás dificilmente imaginaríamos a Serra de Sintra com outra envolvência.

 

Quando aos onze quilómetros encetamos a descida até ao “Fim do Mundo” deixamos para trás o “Capacete” de Sintra e começamos, finalmente, a ver o Oceano Alântico. Alguns quilómetros mais à frente vislumbramos o Cabo da Roca e a tão desejada Meta. À entrada da localidade de Azóia sentimos o belo e puro cheiro a maresia. E sentimos, pela primeira vez, a agreste brisa marítima que arrefece os atletas no final da prova.

 

Apesar do esforço todos terminam a sua corrida com um sorriso nos lábios.

 

Feito o reagrupamento a nossa equipa regressa até à Azóia, local onde o Frederico tinha o seu automóvel.

 

Mas o Carlos Gonçalves tinha ainda uma semi-surpresa em mente. Já tinha avisado os seus colegas que planeava regressar a Sintra realizando o percurso em sentido contrário. Aliás, já nos anos anteriores tinha ameaçado esta aventura. Mas, por um motivo ou por outro, sempre a adiou. Umas vezes porque estava muito cansado, outras porque tinha de regressar cedo a casa para ver o jogo de Futebol do seu filho Gonçalo.

 

Mas este ano não havia razão para desculpas. Ao longo da Corrida do Fim da Europa foi vencendo os quilómetros a matutar nesta sua intenção. E até talvez se tenha poupado um pouco, de uma forma inconsciente, para ter forças para o trajecto final.

 

Quando os três Tartarugas deixaram o Cabo da Roca o Carlos Gonçalves começou a fazer alguns exercícios de corrida para testar o estado dos seus músculos. Mais atrás seguiam o Frederico e o João Valério.

 

A certa altura, sentindo-se com forças para levar a cabo a sua aventura, despede-se dos colegas e avisa-os de que regressará sozinho até Sintra.

 

Umas vezes a correr, outras a andar, toma novamente de assalto a Serra de Sintra percorrendo em sentido contrário o percurso que antes tinha completado.

 

À medida que vai avançando começa a contagem decrescente dos quilómetros. As placas que tinha visto pela frente mostram-lhe o que lhe falta até à sua nova meta. Mas foi Sol de pouca dura. Uma camioneta da organização começava a retirar as placas quilométricas pelo que, a partir do quilómetro onze, desapareceram todas as indicações. O atleta contava agora apenas consigo próprio e com o seu Garmin.

 

As árvores apresentavam as suas formas esbatidas pelo nevoeiro que regressara em todo o seu esplendor. A paisagem inspirava uma calma superior e que era complementada pela suave música dos anos sessenta e setenta que se fazia ouvir nos ouvidos do atleta solitário.

IMG_0369.JPG

A certa altura foi ultrapassado por um outro atleta que se lançara à mesma aventura mas que rapidamente se sumiria no meio do nevoeiro. Um pouco mais à frente ultrapassa um outro aventureiro que, lentamente, também se dispusera a fazer o regresso a Sintra em sentido contrário.

 

Quando faltavam cerca de seis quilómetros uma viatura dos Bombeiros oferece uma boleia, prontamente recusada. Só quis confirmar que estava no caminho certo.

 

A certa altura algumas cãibras ameaçam o atleta. Por algumas centenas de metros decide só correr em descidas. Há que reservar as últimas energias para chegar “são e salvo” a Sintra.

 

Finalmente entra nos derradeiros três quilómetros. A maior preocupação já não é o cansaço mas sim dar-se a ver sempre que algum automóvel se cruza consigo. O pior é quando algum autocarro aparece e ocupa toda a largura da estrada. Mas como o trânsito não é muito intenso o “aventureiro” chega são e salvo ao seu destino, ou melhor, ao local da partida.

 

Orgulhoso com a sua façanha avisa os seus familiares e amigos via WhatsApp: Terminei a Corrida do Fim da Europa: versão “Ida e volta”!

 

Pela frente tem ainda cerca de três quartos de hora de viagem até casa.

 

Mais uma prova superada e para, um dia mais tarde, contarmos aos nossos Netos.

 

Atletas que concluiram a prova: 2107

Vencedor: BRUNO LOURENÇO (Individual) - 1:01:13

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1195)

Classificação Geral: 1129º - Classificação no Escalão M60: 28º

Tempo Oficial: 1:38:43/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:18

Tempo médio/Km: 5m:48s <=> Velocidade média: 10,34 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1197)

Classificação Geral: 1821º - Classificação no Escalão M50: 141º

Tempo Oficial: 1:54:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:45

Tempo médio/Km: 6m:43s <=> Velocidade média: 8,94 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 2166)

Classificação Geral: 856º - Classificação no Escalão M60: 20º

Tempo Oficial: 1:33:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:33:20

Tempo médio/Km: 5m:30s <=> Velocidade média: 10,89 Km/h(*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km

Calendário para o  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:12

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Sábado, 21 de Janeiro de 2017

CORRIDA DOS ADEPTOS E SIMPATIZANTES

Sporting – Benfica – Belenenses

 

No ano de 2016 os Lebres e Tartarugas estiveram presentes nesta nova prova da capital tendo representado a trilogia dos clubes da capital.

 

No entanto no ano de 2017 as coisas alteraram-se e os pequenos tornaram-se grandes…

 

De facto contamos de inicio com a indicação do Carlos Gonçalves (Benfica) de que não iria participar nessa prova, mantendo a  sua aposta em participar principalmente em provas de fora de estrada.

 

Na semana que antecedeu a prova o Carlos Teixeira (Sporting) foi atacado por uma violenta gripe que o deixou KO.

 

Ainda foi negociada a repescagem do Carlos Gonçalves para esta prova mas os Deuses estavam destinados a apenas proteger o Belenenses.

 

Na véspera da prova, novo telefonema do Carlos Gonçalves a dizer que também estava com sintomas de gripe.

 

Assim sendo a participação desta prova ficou reduzida ao digno representante do Belenenses, não obstante na véspera ter alinhado num prolongado jantar em que principalmente se abasteceu de combustível errado.

 

É caso para dizer que dois representantes dos Lebres e Tartarugas não participaram por estarem com gripe enquanto que o que participou tinha o motor gripado…

 

Fazendo das tripas coração, lá se apresentou este dignissímo representante às 9:45 no local da partida destinado a percorrer exactamente o mesmo percurso da prova do ano anterior.

 

Dia frio mas solarengo.

 

Opção correcta para equipamento (manga curta). Frio de inicio mas calor durante a prova.

 

Nítida redução do numero de participantes.

 

Ziguezagues entre Cidade Universitária, Campo Grande e Avenida da Republica, tuneis abaixo, tuneis acima, a bufar até final.

 

Missão cumprida com agrado, à justa dentro do tempo limite de uma hora.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 456

Vencedor: MARCO CARDOSO (Benfiquista) - 0:35:16

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 129)

Classificação Geral: 324º - Classificação no Escalão M5054: 39º

Tempo Oficial: 1:00:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:55

Tempo médio/Km: 6m:00s <=> Velocidade média: 10,00 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:47

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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017

SÃO SILVESTRE DE LISBOA

Fim do ano em beleza.

 

No último dia de Dezembro a equipa das LEBRES E TARTARUGAS arregimentou os seus atletas mais regulares para se despedir de 2016 e começar a preparar o novo ano que, pouco mais de doze horas mais tarde, chegaria a este “cantinho” mais ocidental da Europa.

 

Frederico Sousa, Carlos Teixeira, Carlos Gonçalves e Pedro Antunes marcaram, como habitualmente, encontro na Praça dos Restauradores, à esquina do terminal do Elevador da Glória.

 

A manhã apresentava-se ensolarada mas bastante fria. Os atletas tentavam abrigar-se do vento que soprava de todos os lados e que contrariava o calor dos raios solares que despontavam num céu sem qualquer nuvem.

 

Mas qual é a surpresa? Estamos em pleno Inverno. Ainda há poucos dias tínhamos entrado na Estação mais fria e ultrapassado o dia mais curto do ano. E antes o frio do que a chuva.

 

Um vendedor ambulante de castanhas assadas contribuía para o aquecimento momentâneo daqueles que esfregavam as mãos mesmo por cima das brasas que alimentavam o fogareiro.

 

Apesar de se terem registado menos de 25 por cento das inscrições comparativamente com o ano passado, isto a fazer fé em alguns comentários que “circulavam” pelas redondezas, mesmo assim a animação era grande. A cor dominante era o azul das camisolas oficiais e que combinava, na perfeição, com o amarelo das “golas” que protegiam o pescoço do frio um pouco agreste.

 

Dá-se a reunião da equipa ainda antes das dez da manhã. Tira-se a fotografia de grupo sob o olhar da nossa comitiva de apoio. O Afonsinho analisava de forma muito intrigada todo aquele rebuliço tentando apropriar-se da máquina fotográfica da sua Mãe. Ele queria ser o fotógrafo de serviço.

IMG_0304.jpeg

Aproximava-se a hora da partida. Os atletas discutiam o percurso da prova que em nada se alterava relativamente ao ano passado. A única diferença era de, pela primeira vez, a prova realizar-se de dia. A Magia da corrida à noite, sob as iluminações de Natal da zona nobre da cidade, perdeu-se em grande parte.

 

A partida seria dada no final da Avenida da Liberdade mesmo à entrada da Praça dos Restauradores.

 

Os atletas tinham de se dirigir ao compartimento respectivo em função do tempo expectável em que completariam a prova.

 

Às dez e meia deu-se a partida das Mulheres, reactivando-se a habitual e salutar “Guerra dos Sexos”. Cerca de dois minutos e meio mais tarde partiriam as “classes” mais rápidas: Elites, Sub 40 e Sub 50. Neste escalão tínhamos os dois Carlos que, fruto de uma menor aglomeração de atletas, e muito entusiasmados pelas facilidades encontradas, conseguiram imprimir desde logo um ritmo muito elevado, abaixo dos 4 minutos e meio por quilómetro. A factura desta “loucura" inicial veio a ser apresentada nos quilómetros finais. Mas já lá iremos.

 

Alguns minutos mais tarde entra em cena o Frederico que tinha sido “encaixotado” no grupo dos sub 60. Mais atrás ainda, e com mais uns bons minutos de atraso, partia o Pedro no compartimento dos +60.

 

A passagem dos Restauradores ao Rossio faz-se relativamente bem assim como toda a Rua do Ouro. Chegados ao Terreiro do Paço atacamos o acesso ao Cais do Sodré rumo ao ponto de viragem, algures na zona de Santos. Começamos a avistar os primeiros atletas, com o clã feminino à cabeça. Pressentia-se que este ano as Mulheres voltariam a dar cartas, embora sob a “ameaça”, muito perto, do clã Masculino.

 

O cansaço começa a dar sinais quando enfrentamos o empedrado do Rossio. Desgastante.

 

Faltam pouco mais de dois quilómetros para a meta. Na realidade estava ali mesmo à nossa esquerda . Mas ainda tínhamos pela frente a demolidora subida rumo ao Marquês de Pombal. E, à semelhança das últimas edições, havia uma competição dentro da própria São Silvestre de Lisboa para apurar quem seria o mais rápido no último quilómetro e que tinha como aliciante o facto de ser percorrido no sentido descendente da Avenida da Liberdade. Mas as forças já não eram muitas.

 

Num último esforço os atletas aceleram até à meta. Dever cumprido. O Frederico celebrava também a sua centésima corrida na distância de dez quilómetros. Terminou o ano em beleza e concluindo a sua corrida abaixo da hora.

 

Um pouco mais tarde, cansado mas igualmente feliz, cruza a meta o Pedro dando por terminada a sua participação na última corrida do ano.

 

Feito o reagrupamento temos de vencer a subida do Elevador da Glória. Ainda pensámos em apanhar este meio de transporte. Mas pagar três euros e sessenta para percorrer poucas centenas de metros era manifestamente demasiado caro. Assim, calmamente, pé ante pé, empreendemos a nossa subida ao mesmo tempo que cada um revelava os seus planos para a passagem do ano. Num ápice, e sem que déssemos conta, tínhamos chegado a S. Pedro de Alcântara.

 

Feitas as despedidas cada um dirige-se ao seu carro de apoio.

 

Agora é tempo de descanso e de celebração da despedida do ano “velho” e da entrada no novíssimo 2017.

 

De salientar que tanto o Frederico como o Carlos Teixeira mantêm-se como totalistas de todas as edições da Corrida São Silvestre de Lisboa. E já vamos na nona edição.

 

Espectáculo!

 

Atletas que concluiram a prova: 6306

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Sport Lisboa e Benfica) - 0:30:10

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 2341)

Classificação Geral: 2021º - Classificação no Escalão V55: 96º - Classificação Chip: 1975º

Tempo Oficial: 0:50:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:55

Tempo médio/Km: 5m:00s  <=> Velocidade média: 12,02Km/h (*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:04:09/1823º

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2342)

Classificação Geral: 1530º - Classificação no Escalão V55: 70º - Classificação Chip: 1472º

Tempo Oficial: 0:48:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:03

Tempo médio/Km: 4m:48s <=> Velocidade média: 12,49 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:04:12/1963º

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2343)

Classificação Geral: 3990º - Classificação no Escalão V50: 362º - Classificação Chip:4028º

Tempo Oficial: 0:59:23/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:47

Tempo médio/Km: 5m:53s <=> Velocidade média: 10,21 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:05:08/4384º

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 2344)

Classificação Geral: 5327º - Classificação no Escalão Sénior: 836º - Classificação Chip: 5356º

Tempo Oficial: 1:08:32/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:07:43

Tempo médio/Km: 6m:46s <=> Velocidade média: 8,86 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:06:21/5835º

  

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:58

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

GRANDE PRÉMIO DE NATAL

Longe vai o dia 20 de Dezembro de 2009 quando, no seu primeiro ano de actividade enquanto equipa, os três atletas fundadores das LEBRES E TARTARUGAS participaram pela primeira vez no Grande Prémio de Natal.

 

Ainda está bem gravada na nossa memória a tremenda desorganização desta corrida cuja meta estava colocada na Praça dos Restauradores, mas já em sentido ascendente em direcção ao Marquês de Pombal. Fruto da existência de um estrangulamento logo a seguir à meta o monumental “engarrafamento” estendeu-se bem para trás prejudicando o desempenho dos vários atletas.

 

De imediato a nossa equipa decidiu, por unanimidade, não voltar no ano seguinte a esta prova.

 

Mas, por vezes, o coração suplanta a razão. Deste modo, e depois do interregno de um ano, a equipa das LEBRES E TARTARUGAS decidiu arriscar de novo a participação no Grande Prémio de Natal, na esperança de que os erros antes cometidos tivessem sido resolvidos. E foram, pelo menos no que respeita ao final da prova.

 

Em 2011, afastados os “fantasmas do passado”, regressamos ao mesmo palco e sem grandes problemas. Mas, e como também registaríamos no ano seguinte, os atletas que se abalançaram aos dez quilómetros tiveram direito a um desconto de dez por cento na distância. No final foram nove mil metros, prenunciando a época de saldos “natalícios”.

 

Após novo interregno voltamos em 2013 ao Grande Prémio de Natal, desta vez já com um novo figurino sendo a partida feita junto às instalações da antiga Feira Popular de Lisboa.

 

O Grande Prémio de Natal, atendendo à época em que se realiza, e percorrendo o principal eixo viário da cidade de Lisboa, assume o seu papel de prova emblemática.

 

Por isso os atletas das LEBRES E TARTARUGAS voltaram a emprestar o seu nome a esta corrida. Frederico, Pedro e os dois Carlos voltaram a encontrar-se numa manhã de Dezembro para correrem em equipa a edição de 2016 do Grande Prémio de Natal.

 

Partiram de casa do Frederico rumo a Lisboa tendo como primeira preocupação estacionarem o carro o mais perto possível da zona da Meta e a tempo de apanharem o Metro até ao Centro Comercial do Colombo.

 

A Partida estava instalada junto ao Hospital da Luz, no mesmo local escolhido pela Corrida do SLB.

 

À falta da nossa Treinadora tivemos de recorrer a umas simpáticas atletas para nos tirarem a habitual fotografia de grupo.

IMG_0158.JPG

Não sabemos se foi por estarmos em dia de “dérbi” Lisboeta ou apenas por simples coincidência, mas o que fica para a história é que os atletas tiveram de passar perto quer do Estádio do Benfica quer muito perto do Estádio de Alvalade. A partir deste ponto segue-se um percurso já muito bem conhecido das provas que se realizam na cidade de Lisboa. Desde o Campo Grande temos os nossos conhecidos túneis que nos levam até à Praça Duque de Saldanha, ponto altimétrico mais alto do percurso, e sucedendo-se a corrida vertiginosa rumo à meta, sempre a descer ao longo das Avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade e com passagem pelo Marquês de Pombal.

 

A marca dos nove quilómetros avisa que o fim está próximo. Mas, nesta fase, os atletas não dão descanso às suas pernas. Antes pelo contrário, pois tentam recuperar definitivamente o atraso a que foram obrigados nos primeiros três quilómetros ao longo dos quais a aglomeração de corredoras e de corredores era grande.

 

Cada um, à vez, os representantes das LEBRES E TARTARUGAS vão terminando a sua corrida, todos eles bastante satisfeitos com a sua prestação.

 

Já em período de descanso há que vencer a exigente subida do Elevador da Glória até chegar ao local onde uma hora e meia antes tínhamos parqueado o nosso carro.

 

Voltamos à “Casa da Partida”, algures na Rua Paulo da Gama onde, por volta das nove e quinze da manhã, se tinha dado o encontro da equipa das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Para fechar o ano resta-nos a Corrida São Silvestre de Lisboa onde vão estar novamente em acção estes quatro magníficos corredores.

 

Atletas que concluiram a prova: 4684

Vencedor: HÉLIO GOMES (Sporting CP) - 0:28:35

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº3026)

Classificação Geral: 1952º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 0:51:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:04

Tempo médio/Km: 4m:48s  <=> Velocidade média: 12,48 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº3045)

Classificação Geral: 1579º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 0:49:25/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:01

Tempo médio/Km: 4m:36s  <=> Velocidade média: 13,04 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº3216)

Classificação Geral: 3594º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 1:01:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:58

Tempo médio/Km: 5m:48s  <=> Velocidade média: 10,35 Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº3882)

Classificação Geral: 4144º - Classificação no Escalão M Séniores: ND

Tempo Tempo Oficial: 1:07:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:28

Tempo médio/Km: 6m:27s  <=> Velocidade média: 9,31 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:01

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