Foi com grande pena que vimos anulada a edição deste ano desta Corrida emblemática. A crise espreita a cada esquina e começa a fazer sentir os seus efeitos. Como já tenho dito noutras ocasiões " crise não bate à porta: já entrou".
O Grande Prémio do Fim da Europa não é mais uma corrida. É antes a prova em que todos queremos participar por se revestir de características especiais e dificilmente igualáveis. Por isso o desânimo foi grande.
No entanto há quem não queira deixar morrer o espírito desta corrida. Um habitual participante, e organizador, Luís Milagres Sousa (SPORTSCIENCE) lançou o desafio de, à margem de qualquer organização, todos nos concentrarmos na data inicialmente prevista para esta corrida - 29 de Janeiro - e, embora de uma forma autónoma, convivermos e efectuarmos o percurso habitual do Grande Prémio do Fim da Europa. Esperam-se algumas centenas de apoiantes. E as TARTARUGAS também lá estarão.
Deste modo apelamos também a todos os que nos seguem para no próximo domingo se juntarem a nós em Sintra pelas nove horas e quarenta e cinco minutos sendo dado o tiro de partida às 10 horas. Como não haverá abastecimentos cada um deve prevenir-se com líquidos e algum alimento.
Será certamente uma manhã muito bem passada.
Até Domingo. Não vamos deixar morrer o GRANDE PRÉMIO DO FIM DA EUROPA.
Quem quiser pode fazer uma inscrição gratuita em:
http://www.honoris.pt/sportscience_pt/in
Nunca se tinha assistido a uma "performance" tão boa das TARTARUGAS. Na mesma corrida todos os três atletas bateram os recordes pessoais numa distância, e logo em quinze quilómetros.
O parco calendário de provas para o mês de Janeiro levou-nos a esta terra ribatejana a fim de participarmos nos 15 KM de Benavente. Normalmente esta corrida realiza-se em Setembro. Este ano, com a realização do Campeonato Nacional de Estrada, a organização decidiu também realizar uma "prova aberta" destinada a todos aqueles que lutam por um melhor lugar em função dos resultados pessoais mas sem terem como objectivo prioritário a conquista de um qualquer título desportivo. Basta-nos superarmo-nos, corrida a corrida e bater as nossas próprias marcas, que já nos consideramos "CAMPEÕES".
A azáfama matinal era a habitual neste tipo de realizações desportivas. Acrescia ainda o ingrediente da realização de um Campeonato Nacional de Estrada para dar ainda mais animação a Benavente. Os "profissionais" estavam lá todos. E "nós a vê-los passar". Se bem que com espíritos diferentes todos alinhámos para dar maior colorido às ruas desta simpática localidade da Lezíria Ribatejana.
Cedo também verificámos que o número de atletas inscritos era substancialmente inferior ao que a numeração dos dorsais antevia. Será que era desta que corríamos o sério risco de um dos nossos atletas ficar em último lugar? Não. Afinal começávamos a encontrar algumas referências de outras "guerras", caras conhecidas que nos permitiam acalentar a esperança de manter o nosso lema: "Não ficar em primeiro lugar nem em último, para não darmos nas vistas".
Com a confusão habitual da partida os nossos atletas lançaram-se a percorrer um circuito de três voltas com o começo e a chegada exactamente no mesmo local. O nosso percurso era o mesmo dos atletas inscritos no Campeonato Nacional de Estrada. A primeira volta serviu para conhecer as características do traçado: maioritariamente plano e sem se criar a sensação de andarmos às voltas num perímetro relativamente curto. Após a segunda passagem pela linha da meta os atletas encontram o seu melhor ritmo e começam a consolidar as posições na classificação.
Cumprida a primeira volta e meia ouvimos no "speaker" de um carro da organização que se aproximavam os atletas competidores no Campeonato Nacional de Estrada. Estavam eminentes as primeiras "dobragens" e, portanto, deveríamos facilitar a tarefa daqueles que lutavam por outras metas. A nós, apesar de passarem como setas, ainda nos davam algum ânimo e até conseguiram que, pelo menos durante alguns momentos, aumentássemos o nosso ritmo de corrida. E até foi bom como se comprova nos nossos resultados finais.
Os quilómetros nas pernas começam a dar frutos. É rara a corrida em que, pelo menos um dos Tartarugas, não consegue melhorar o seu tempo quer da prova quer da distância. Como vemos o esforço e a dedicação compensam. Para nós dez quilómetros começam a saber a pouco. Tempos vindo a procurar a distância para a qual nos sentimos como "peixe na água". Dez quilómetros já são curtos e, principalmente, muito rápidos. Estamos talhados para distâncias maiores. Alô Maratonas que se aproximam!
Foi uma experiência nova e num local diferente do habitual, cumprindo-se a nossa intenção de diversificação de provas na procura de novas experiências. Mas uma crítica fica no ar no tocante à organização da corrida. Estamos habituados, ao longo destes três anos de intensa actividade, a que na maioria das corridas os tempos sejam verificados através do recurso aos já famosos "chips"que possibilitam à organização a apresentação dos resultados finais tanto em termos da classificação - geral e por escalão - como registar as "marcas" de cada atleta. Aqui foi a desilusão total. Após cortarmos a linha de chegada era uma completa azáfama: uns a controlar os números dos dorsais e a encaminharem os atletas para o "funil" da chegada e no final alguém a coleccionar os dorsais a fim de estabelecer a ordem da clasifficação. Pensamos que isto é lamentável nos dias que correm e, ainda por cima, numa prova que serviu de base a um Campeonato Nacional. Será que nas outras edições dos 15 KM de Benavente as coisas já decorrem dentro da normalidade? É esperar pela próxima edição para vermos.
Atletas que concluiram a prova: 418
Vencedor: Pedro Gomes (Odimarq Alumínios): 0:49:42
FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 478)
Classificação Geral: 366º - Classificação no Escalão M45: Não divulgado
Tempo Oficial: N.D./Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:23:42
Tempo médio/Km: 5m:35s <=> Velocidade média: 10,75Km/h (*)
MELHOR TEMPO NA DISTÂNCIA DE QUINZE QUILÓMETROS
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 479)
Classificação Geral: 322º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado
Tempo Oficial: N.D./Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:17:45
Tempo médio/Km: 5m:11s <=> Velocidade média: 11,58Km/h (*)
MELHOR TEMPO NA DISTÂNCIA DE QUINZE QUILÓMETROS
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº480)
Classificação Geral: 265º - Classificação no Escalão M55: Não divulgado
Tempo Oficial: N.D./Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:25
Tempo médio/Km: 4m:54s <=> Velocidade média: 12,26Km/h (*)
MELHOR TEMPO NA DISTÂNCIA DE QUINZE QUILÓMETROS
Calendário para o mês de Janeiro
Este ano de 2012 não se perspectiva muito animador e temendo-se pela não realização de algumas das mais belas provas do calendário do atletismo popular. Depois de em 2011 não se terem realizado algumas corridas já com alguma tradição (Corrida do Metro, Corrida do Entroncamento), e já sem falar da Golden Marathon Carlos Lopes que parece estar moribunda no parco calendário de Maratonas que se realiza no nosso Pais, a anulação do Grande Prémio do Fim da Europa constitui um grande e duro golpe nas aspirações de todos aqueles que correm mais por prazer do que por classificações. Com o cenário de crise instalado (o ano de 2012 será porventura aquele em que todos irão sentir de forma mais acentuada e real o que é a CRISE), e com os cortes nos apoios considerados não prioritários (como por muitas vezes se olha para o desporto não profissional), desconfiamos que mais algumas corridas emblemáticas, suportadas em grande medida pelos patrocínios dos Municípios e Juntas de Freguesia, também venham a entrar num processo de hibernação até que melhores dias surjam no horizonte. Por isso temos de encontrar alternativas e continuar a mostrar que estas corridas são tão importantes do ponto de vista da saúde física e mental de todos nós.
Numa manhã fria (muito fria) mas ensolarada cerca de 900 atletas fizeram-se à rua para darem o pontapé de saída para mais um ano de intensa actividade desportiva, no que às provas de atletismo diz respeito. Marcaram encontro para as dez horas no Largo do Jardim Zoológico para, com o apoio dos antigos olímpicos Aurora Cunha e Carlos Lopes, cumprirem a 5ª edição da Corrida de São Domingos de Benfica. O percurso já era conhecido da maioria dos concorrentes sendo acessível e para todos os gostos: longos trajectos planos e com o ponto de dificuldade mais alto entre o quinto e o sétimo quilómetros, sempre a subir. Com a entrada na Rua dos Soeiros começa uma bem vinda descida de aceleração para os dois últimos quilómetros antes da meta. Como dizia um colega no final da corrida "nunca conseguimos recuperar nas descidas o que perdemos nas subidas". Mas é bom continuar na ilusão e pensar que aquela frase não é verdade. E também há quem considere que uma corrida toda ela plana é bem mais desgastante que outra de sobe e desce. Cada um que avalie e decida por si.
Cumprida a primeira etapa do nosso "Circuito de 2012" já temos no horizonte a corrida aberta de 15 quilómetros, que se disputa em Benavente em simultâneo com o Campeonato Nacional de Estrada de 2012, e também já na nossa máxima força.
Atletas que concluiram a prova: 901 (766 em 2011)
Vencedor: Nélson Cruz (GDR Praia da Salema): 0:30:13
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 920)
Classificação Geral: 508º - Classificação no Escalão M50: 58º
Tempo Oficial: 0:50:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:11
Tempo médio/Km: 5m:01s <=> Velocidade média: 11,96Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº919)
Classificação Geral: 411º - Classificação no Escalão M55: 37º
Tempo Oficial: 0:48:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:18
Tempo médio/Km: 4m:50s <=> Velocidade média: 12,42Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
Calendário para o mês de Janeiro
Em virtude da ausência nesta prova do habitual cronista coube a um dos outros TARTARUGAS - Carlos Teixeira - a tarefa de passar ao papel as sensações e experiência da edição de 2011 da São Silvestre de Lisboa.
A S.Silvestre de Lisboa está directamente ligada aos lebres e Tartarugas dado que a sua primeira edição se realizou em 2008 ano em que este trio se lançou aos desafios desta exigente e atraente modalidade que é o atletismo. Assim, como não podia deixar de ser estivemos representados por dois tartarugas uma vez que o nosso maratonista Carlos Gonçalves foi passar o réveillon para a cidade invicta. Pela primeira vez esta prova realizou-se à tarde e não como nos últimos 3 anos em que a prova se realizou à noite na bonita Lisboa decorada com as habituais iluminações do período de festas, mas que este ano devido à crise não existiram. Como participante nas 4 edições desta prova esta foi sem dúvida a mais difícil devido a alteração do percurso que acrescentou à subida da Avenida da Liberdade a da Fontes Pereira de Melo, por outro lado o facto de se ter realizado à tarde possibilitou ver melhor os buracos da rua do Arsenal, permitindo percorrer esse quilómetro com maior velocidade. Pela primeira vez nesta prova os homens bateram as mulheres, foi portanto por diversas razões uma edição diferente de uma prova que é sempre bonita de participar por se disputar no centro da nossa capital, num ambiente de festa pela altura do ano em que se disputa e com muitos atletas e espectadores.
Com esta prova os lebres e tartarugas encerraram o seu terceiro ano de participação em provas de atletismo sendo que em 2011, merece especial destaque o facto do nosso tartaruga Carlos Gonçalves ter disputado as suas primeiras duas maratonas, por outro lado continuamos a alargar a nossa participação a novas provas de estrada, mas também do circuito nacional da montanha, embora não seja o principal objectivo deste trio foi também possível melhorar algumas das nossas marcas pessoais nas diferentes distâncias em que participámos. Para 2012 esperamos fundamentalmente continuar a participar no maior número de provas possíveis, e que a crise não afecte a realização de algumas provas como já é o caso conhecido da corrida do Fim da Europa que não se vai realizar e que era uma prova muito bonita e que todos gostávamos de participar.
Bom ano de 2012 para todos que como nós participam nestas provas de atletismo com o objectivo saudável de fazer desporto.
Calendário para o mês de Janeiro
Para encerrar o ano, desportivamente falando, nada como participar na Corrida São Silvestre de Lisboa que este ano se realizou mesmo ao fechar de 2011.
No entanto só há que lamentar que nesta despedida do "ano oficial da crise" as TARTARUGAS tivessem corrido desfalcadas do seu maratonista que se ausentou para celebrar o fim do ano na cidade do Porto. Foi pena pois teria sido um final de ano em beleza. O nosso desertor ainda tentou encontrar uma prova alternativa no Porto ou Vila Nova de Gaia mas foram infrutíferas as suas tentativas.
Apesar de contar este ano com menos participantes a São Silvestre de Lisboa tem-se vindo a afirmar cada vez mais no calendário de atletismo. Talvez a concorrência da mítica São Silvestre da Amadora tenha contribuído para desviar alguns (muitos) atletas da capital.
Mantendo a mesma distância dos anos anteriores a São Silvestre de Lisboa teve duas alterações significativas: a hora de início e o percurso um pouco mais difícil do que em anos anteriores. Mesmo assim os nossos atletas empenharam-se ao máximo para estabelecerem resultados que fiquem para a história. E o seu esforço não foi inglório. E também contribuíu para queimarem algumas das calorias que certamente irão ganhar nos festejos da passagem do ano.
Atletas que concluiram a prova: 2454 (3567 em 2010)
Vencedor: Hermano Ferreira(GD Conforlimpa): 0:30:27
FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 444)
Classificação Geral: 1644º - Classificação no Escalão M45: 100ª
Tempo Oficial: 0:56:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:55:42
Tempo médio/Km: 5m:34s <=> Velocidade média: 10,77Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 443)
Classificação Geral: 1224º - Classificação no Escalão M50: 214º
Tempo Oficial: 0:52:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:23
Tempo médio/Km: 5m:08s <=> Velocidade média: 11,68Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA
Calendário para o mês de Dezembro
Este ano foi marcado positivamente pela estreia de um atleta numa MARATONA e negativamente pelo fiasco da Corrida do Monge.
O balanço desta época de sucesso terá de ser mais exaustivo ficando para o início de janeiro próximo.
A todos os nossos amigos, seguidores e principalmente a todos os atletas e acompanhantes as TARTARUGAS desejam a todos um esplêndido ano de 2012. Não vale a pena pensar em crises. Temos acima de tudo acreditar num futuro melhor e mais próspero.
"Um Futuro com FUTURO".
A nossa experiência de 2009 não foi particularmente brilhante com a terrível confusão que se instalou na zona da meta na Praça dos Restauradores. E por esse motivo as Tartarugas não participaram na edição desta prova do ano passado, até por que tiveram conhecimento em vários "fóruns" que esta situação já se teria repetido em anos anteriores.
No entanto damos sempre o benefício da dúvida. E como o calendário de provas em Dezembro não é particularmente preenchido decidimo-nos por de novo nos aventurarmos nesta edição do Grande Prémio de Natal. O percurso, idêntico ao dos anos anteriores, era particularmente propício e convidativo para desafiarmos as nossas melhores marcas. Por outro lado um dos atletas não participará este ano na Corrida São Silvestre de Lisboa pelo que encarámos esta prova como o encerramento em conjunto do terrível, preenchido e bem sucedido ano de 2011. E para uma despedida em beleza ainda contratámos um novo elemento que, por certo, passará também a alinhar connosco em futuras participações atléticas. O seu passado de corredor popular e amador deixam-nos boas perspectivas de que também na classificação por equipas as LEBRES E TARTARUGAS deixem a sua marca. Este novo tartaruga, por sinal o menos jovem do grupo, mostrou que ainda não se esqueceu de correr. E, quem sabe, despertámos-lhe de novo o "bichinho" das corridas.
A manhã apresentou-se fria mas com bastante sol convidando todos a largarem o aconchego do seu lar, fosse para participar nas várias provas em disputa fosse simplesmente para colorirem o cenário e incentivarem os atletas. O espírito natalício invadiu a zona central da cidade de Lisboa.
As caras conhecidas eram muitas. Ninguém perde a oprtunidade para uma boa manhã desportiva e de puro convívio.
Como já foi referido o percurso era, além de sobejamente conhecido dos atletas, propício a ritmos bem elevados. E, como todos bem sabíamos, a partir do Saldanha era sempre a descer e, se possível, a "sprintar" até à meta. Talvez agora, e gorada a oportunidade de 2009, conseguíssemos pulverizar as nossas melhores marcas em termos do ritmo da corrida. É certo que a distância de 9 quilómetros não é muito habitual (na realidade não chegou mesmo aos nove mil metros segundo várias medições com GPS). Mas mesmo assim, como corolário da nossa preparação, as três TARTARUGAS conseguiram selar o Grande Prémio de Natal com as melhores marcas de sempre em termos de ritmo de corrida. Foi o fechar do ano em beleza.
Assinala-se o esforço da organização em evitar que se repetisse no final a confusão de há dois anos. Denotando uma grande preocupação da parte das equipas de apoio para que os atletas não entupissem a zona logo após a linha de meta contribuiu-se deste modo para que não se repetissem as lamentáveis cenas de 2009. PARABÉNS! Há que saber aprender humildemente com os erros passados. Cada erro é uma oportunidade de melhoria.
Atletas que concluiram a prova: 1376
Vencedor: Evans Kiplagat (Quénia): 0:24:35
FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1403)
Classificação Geral: 1108º - Classificação no Escalão M45: Não divulgado
Tempo Oficial: 0:47:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:27
Tempo médio/Km: 5m:10s <=> Velocidade média: 11,63Km/h (*)
MELHOR RITMO POR QUILÓMETRO
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1402)
Classificação Geral: 897º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado
Tempo Oficial: 0:43:43/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:42:54
Tempo médio/Km: 4m:46s <=> Velocidade média: 12,59Km/h (*)
MELHOR RITMO POR QUILÓMETRO
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº1401)
Classificação Geral: 597º - Classificação no Escalão M55: Não divulgado
Tempo Oficial: 0:40:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:39:13
Tempo médio/Km: 4m:21s <=> Velocidade média: 13,77Km/h (*)
MELHOR RITMO POR QUILÓMETRO
JOSÉ TEIXEIRA (Dorsal Nº 1400)
Classificação Geral: 1094 - Classificação no Escalão M55: Não divulgado
Tempo Oficial: 0:46:56/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:06
Tempo médio/Km: 5m:07s <=> Velocidade média: 11,71Km/h (*)
Calendário para o mês de Dezembro
"E a vida não pára".
Uma vez mais os atletas separaram-se por duas provas diferentes dentro do evento MARATONA DE LISBOA. O atleta Carlos Gonçalves desafiou uma segunda maratona no espaço de um mês após se ter estreado nesta distância na Maratona do Porto. O outro atleta das LEBRES E TARTARUGAS - Carlos Teixeira - mantêve-se fiel a uma distância que já bem conhece, e na qual sente que ainda tem muito para dar, e participou na Meia Maratona. Mas também já se prepara psicologicamente para em 2012 enfrentar os míticos 42,195 Km, provavelmente também na cidade invicta. A terceira tartaruga, por motivos de força maior, viu-se impedida de se estrear nesta prova que decorre na cidade de Lisboa.
Partindo isolados um do outro, quer em termos do local da partida quer da hora prevista para o início da prova, só se iriam encontrar algures na Av. da Índia entre Belém e Algés, quando a maioria dos corredores da meia-maratona já efectuavam o percurso de retorno e muitos dos maratonistas ainda corriam em direcção ao ponto de viragem. E atendendo ao desfasamento das horas e locais de partida os dois atletas TARTARUGAS só se viriam a juntar já dentro do Estádio 1º de Maio com o semi-maratonista a assisitir da bancada ao companheiro a transpor a meta ao sprint e a ultrpassar "in extremis" alguns outros corredores mesmo em cima da linha. Para ambos a satisafação do dever cumprido. Carlos Gonçalves terminava a sua segunda maratona, sem paragens, e com um tempo muito semelhante ao conseguido na maratona do Porto: 4:27 contra 4:24. Por seu turno Carlos Texeira não só terminava a corrida abaixo da fasquia das 2 horas como ainda estabelecia nada mais nada menos que o seu melhor tempo na Meia Maratona. É obra ainda por cima numa corrida cujos últimos quilómetros são sempre a subir, desde o Terreiro do Paço atá à Praça do Areeiro. E ainda há que acrescentar que o percurso não é nada fácil com um longo e desgastante trajecto em linha desde a 24 de Julho até Algés e volta à Praça do Comércio. Foi sem dúvida uma excelente prova de superação física e psicológica, e também a servir de incentivo para a participação numa Maratona. Pernas não faltam e cabeça também parece que não. Aguardemos por 2012.
Quanto ao Carlos Gonçalves, depois de vencido o exame de há um mês atrás, tinha pela frente o desafio de correr uma Maratona na cidade natal conhecida por ter um percurso mais exigente do que o da prova do Porto. E também se colocava a questão de como iria reagir a um segundo teste apenas um mês depois da sua primeira Maratona. Tudo correu bem tendo sempre como primeira prioridade concluir a prova sempre a correr e relegando o tempo para segundo plano. E até contou com a ajuda de um ex-colega de outras andanças desportistas (Badminton) que também se abalançava para cumprir a sua primeira maratona depois de uma experiência fracassada no ano passado. Esse colega - Fernando Favinha - ficou para trás por vias de necessidades fisiológicas desfazendo-se o duo que cumpriu quase 30 trinta quilómetros em amena cavaqueira e imbuídos do mesmo espírito. Apesar de não terem concluído a prova ao mesmo tempo, a distância que correram juntos foram bastante importantes para o resultado final. Animando-se um ao outro definiram logo de início uma estratégia de não enveredarem em loucuras que lhes custaria mais adiante a desistência ou a necessidade de percorrerem algumas centenas de metros a andar para recuperar as forças. "A união faz a força" aplicou-se bem a este grupo de atletas.
E para a história ficam os registos dos atletas. Mais tarde ninguém se vai lembrar das peripécias das duas provas. Os resultados falam por si.
MARATONA
Atletas que concluiram a prova: 1334 (1108 em 2010)
Vencedor: Vasco Azevedo (SC Lamego): 2:22:03
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1639)
Classificação Geral: 1094º - Classificação no Escalão M55: 73ª
Tempo Oficial: 4:28:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:27:29
Tempo médio/Km: 6m:20s <=> Velocidade média: 9,46Km/h (*)
MEIA MARATONA
Atletas que concluiram a prova: 759 (1244 em 2010)
Vencedor: Pedro Pessoa (CR Praia Salema): 1:12:18
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 3190)
Classificação Geral: 916º - Classificação no Escalão M50: 111º
Tempo Oficial: 1:57:38/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:57:07
Tempo médio/Km: 5m:33s <=> Velocidade média: 10,81Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA
Calendário para o mês de Dezembro
Numa bela manhã de domingo as TARTARUGAS reencontraram-se para participar na 1ª edição da Corrida D. Dinis na cidade de Odivelas. Aguardáva-nos uma prova de 10 quilómetros que, apesar de ser toda ela em alcatrão, não se afigurava à partida nada fácil por se tratar de um percurso "aos altos e baixos". Normalmente uma corrida que toda ela se desenrola num percurso citadino torna-se normalmente chata e monótona por passarmos pelos mesmos pontos mais do que uma vez. No entanto acabou por ser uma prova bastante agradável e que nos levou, na medida do que a distância permitia, aos locais principais e mais emblemáticos desta cidade às portas da grande capital.
A presença popular, tão importante neste tipo de corridas, marcou forte adesão. O povo de Odivelas saíu à rua para festejar a sua primeira corrida e incentivar todos aqueles que fizeram questão de marcar presença nesta estreia.
As caras conhecidas estavam lá em grande número. O tempo também ajudou. Uma manhã soalheira e com uma temperatura amena e convidativa a um bom convívio desportivo. Só para o Frederico é que esteve calor a mais. Que pena não ter encontrado o clima que na semana passada acompanhou a Meia Maratona da Nazaré ...
Sendo uma corrida de dez quilómetros é necessariamente rápida em comparação com as outras provas de maior distância em que temos participado. Não podemos descansar um segundo sob pena de sermos ultrapassados pelos normalmente mais lentos e de abdicarmos de tentar bater os nossos "recordes" na distância. É ainda um bom treino paras as Meias Maratonas e Maratona que se aproximam para o início de Dezembro. E para um bom desempenho nas provas de fundo é também muito importante treinar em "rampas" com constantes alterações de ritmo. Todos estes ingredientes estiveram na Corrida de Odivelas. Foi uma boa prova e também um bom treino.
Para o próximo ano voltaremos.
Atletas que concluiram a prova: 759
Vencedor: Pedro Gomes (Odimarq Alumínios): 0:33:33
FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 527)
Classificação Geral: 545º - Classificação no Escalão M45: 78º
Tempo Oficial: 0:56:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:10
Tempo médio/Km: 5m:37s <=> Velocidade média: 10,68Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 526)
Classificação Geral: 434º - Classificação no Escalão M50: 53º
Tempo Oficial: 0:52:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:52:03
Tempo médio/Km: 5m:12s <=> Velocidade média: 11,53Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 528)
Classificação Geral: 312º - Classificação no Escalão M55: 33ª
Tempo Oficial: 0:48:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:35
Tempo médio/Km: 4m:52s <=> Velocidade média: 12,35Km/h (*)
Corridas do mês de Novembro
Calendário para o mês de Dezembro
Apesar do número de atletas que concluiram a prova ter sido este ano ligeiramente inferior ao de 2010 a sensação que nos ficou à partida foi que a Meia Maratona da Nazaré registava em 2011 uma maior participação. No entanto temos de considerar que a partida da prova principal e a da Volta à Nazaré foram feitas em simultâneo o que nos poderá ter induzido em erro. No entanto uma certeza fica na nossa mente. Ano após ano, e apesar de haver um leque de opções cada vez maior, os indefectíveis, e não só, recusam-se a deixar cair a mais antiga Meia Maratona realizada em Portugal. E, mesmo a circunstância de no fim de semana passado se ter realizado a Maratona do Porto, nem por isso alguns atletas deixaram de marcar presença nestes dois eventos. Que o diga a nossa Tartaruga que esteve no Porto e na Nazaré.
O percurso, com uma pequena alteração com a passagem pela nova ponte sobre o rio Alcoa, era o mesmo dos anos anteriores. Não havia assim grandes surpresas. Quanto às condições meteorológicas este ano tivémos de tudo: algum frio, um pouco de vento e chuva, sim muita chuva. Por volta do meio dia a trovoada marcou presença prenunciando o temporal que sobre nós se viria a abater e acompanhar nos últimos quilómetros. Só no Grande Prémio do Atlântico deste ano tivémos uma "prenda" idêntica. No local da meta estava instalado um perfeito lago.
Mas estas condições adversas não impediram os nossos dois atletas de melhorarem os seus tempos nesta corrida. Inclusivamente um deles estabeleceu o recorde individual na distância da meia maratona.
Quem deverá ter ficado um pouco "roído" por não ter estado presente foi o nosso colega Frederico que tanto adora a chuva e o frio. Fica para uma outra oportunidade. Até por que o Inverno está à porta.
Atletas que concluiram a prova: 1135 (1169 em 2010)
Vencedor: Pedro Cruz (J Cruz Irmãos): 1:09:09
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 439)
Classificação Geral: 977º - Classificação no Escalão M50: 120º
Tempo Oficial: 1:59:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:58:36
Tempo médio/Km: 5m:37s <=> Velocidade média: 10,67Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 440)
Classificação Geral: 823º - Classificação no Escalão M55: 72ª
Tempo Oficial: 1:50:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:50:19
Tempo médio/Km: 5m:36s <=> Velocidade média: 10,70Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
Calendário para o mês de Novembro
Desfalcados da sua ponta de lança que se aventurou, com sucesso, numa MARATONA, as demais Lebres e Tartarugas aproveitaram um bom domingo para a prática da modalidade, aderindo à Corrida dos Advogados em Monsanto.
Uma primeira dúvida foi a distância que iriamos percorrer - no site indicava 10 kms, na inscrição indicava-se tanto os 10 kms como uma distância aproximada de 8 kms. Enfim uma pequena confusão mas que não afastou as Lebres e Tartarugas de um belo passeio aos altos e baixos pela serra de Monsanto.
De facto constatamos que foi uma bela corrida "curta" com cerca de 7,400 m mas com um atractivo de parte dela ser feita fora de estrada e de no seu percurso pontuarem algumas subidas de dificil digestão. Mas nada que se compare à experiência do fim de semana passado.
Com uma razoável moldura humana (em quantidade e qualidade...) lá nos fizemos ao caminho tendo registado as seguintes classificações numa prova em que esteve sempre presente na nossa mente o sofrimento do nosso colega maratonista em plena corrida nessa mesma altura.
Atletas que concluiram a prova: 247
Vencedor: Hélder Grosso (CR Leões Porto Salvo): 0:26:24
FREDERICO SOUSA(Dorsal Nº 436)
Classificação Geral: 166º - Classificação no Escalão M45: Não divulgada
Tempo Oficial: 0:43:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:43:07
Tempo médio/Km: 5m:51s <=> Velocidade média: 10,26Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 435)
Classificação Geral: 137º - Classificação no Escalão M50: Não divulgada
Tempo Oficial: 0:41:25/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:41:19
Tempo médio/Km: 5m:36s <=> Velocidade média: 10,70Km/h (*)
Calendário para o mês de Novembro
Uma das TARTARUGAS decidiu abandonar os outros dois amigos para participar na MARATONA DO PORTO.
Ainda que este "divórcio" tenha sido temporário, no próximo fim de semana já nos voltaremos a reencontrar, esta participação teve como grande objectivo dar corpo a um sonho de longa data de um dos nossos atletas.
Atendendo a que esta crónica se refere a um projecto pessoal a mesma é assim feita na primeira pessoa.
Desde sempre, e quando acompanhava na televisão as principais competições de atletismo a nível mundial, com particular destaque para os Jogos Olímpicos, sempre dediquei maior atenção à prova da Maratona. Prova mítica, e ao mesmo tempo mística, encaixava na perfeição nas minhas preferências a nível desportivo. Tudo o que fosse uma prova de longa duração, na qual o esforço psíquico se sobrepõe ao desgaste físico, sempre me atraíu de modo especial. É nestas situações que se revela o verdadeiro atleta. E mais do que a capacidade física considero ser muito importante que se detenha uma força psicológica interior que, constantemente posta à prova, é a base fundamental para se alcançar qualquer sucesso. E este sucesso tanto pode ser a nível desportivo como profissional, ou mesmo pessoal. Traçado um objectivo, uma meta, tudo é possível, ou pelo menos, tudo deveremos fazer para tentar que esse sonho se torne possível.
Quando me iniciei em provas de fundo, em Março de 2005 com a minha primeira participação na Meia Maratona de Lisboa (Ponte 25 de Abril), já acalentava no meu subconsciente o desejo de um dia cumprir uma Maratona de corpo inteiro. Mas o sonho foi sempre adiado. Talvez um dia me sentisse em condições de desafiar a distância, então proibida, dos 42,195 Km.
Com a presença regular em provas de estrada com os meus dois companheiros de luta - Frederico e Carlos Teixeira - o desejo manteve-se latente e na ordem do dia. Todos nos questionávamos "para quando a participação numa Maratona". As meia maratonas deixavam de ser um esforço sublime para passarem a ser as nossas provas principais e para as quais nos sentíamos cada vez mais preparados. Só faltava mesmo era abalançarmo-nos para o degrau seguinte.
Foi no decorrer deste Verão que o meu sonho de participar e cumprir uma Maratona começou cada vez mais a formar-se no meu espírito. Primeiro pensei na Maratona do Algarve. Mas ainda era muito cedo e não me sentia convenientemente preparado. Talvez na Maratona de Lisboa. Mas a opinião era unânime de que esta corrida era bastante dura.
Em conversa com outros atletas, seja em corrida seja nos habituais "blogs", todos me diziam que para um primeiro desafio à Maratona não havia nada como a que se realiza na cidade do Porto. Com um percurso praticamente plano e muito agradável, é sem dúvida a prova ideal, das realizadas no nosso País, para quém se quer iniciar na terrível distância de 42,195 quilómetros. Uma vez tomada a decisão, e vencidos todos os medos, só havia duas coisas a fazer: primeiro efectuar, e pagar, a inscrição e depois estabelecer um plano de treinos apropriado quer para a distância quer para o tempo a realizar. O último mês envolveu alguns sacrifícios por este atleta vendo-se obrigado a treinar praticamente todos os dias. Mas "quem corre por gosto não cansa". Pelo meio ainda paraticipei em algumas provas oficiais. O derradeiro e mais importante teste foi o que realizei dois fins de semana antes. Fazia parte do plano de preparação percorrer uma distância de 30 quilómetros em aproximadamente 3 horas. Nunca antes tinha corrido uma distância tão grande. Mas também serviu para me convencer que poderia, sem sacrifício mental e físico, concluir uma maratona.
Chegado o grande dia só tinha uma única ideia no meu pensamento: "Eu vou fazer a Maratona do Porto". A menos que tivesse alguma lesão imprevista durante a corrida eu sentia que poderia cumprir o meu desejo de muitos anos. E, como os meus filhos me recordavam a minha frase de um dia, "depois de correr uma Maratona já poderia morrer descansado". Mas atenção que não quero morrer já.
Durante semanas fez parte da minha preparação psicológica habituar-me à ideia de que iria correr durante mais de quatro horas. Parti para a Maratona do Porto com algumas ideias base. Primeiro, e mais importante, terminar a prova sempre a correr. Depois tudo o que fosse um tempo abaixo das cinco horas era ganho. No entanto fiz alguns cálculos tendo por base os meus tempos na meia maratona e comecei a perceber que afinal até estava ao meu alcance cumprir os mais de quarenta e dois quilómetros num tempo inferior a quatro horas e trinta e nove minutos. Mas no fundo até alimentava a esperança de poder quebrar a barreira das quatro horas e meia.
Quando se inicia uma corrida de longa distância não devemos logo começar a fazer contas ao que vamos ter pela frente. Devemos, acima de tudo, estabelecer objectivos parciais que nos irão ajudar a não desmorecer ao longo da prova e pensar quilómetro a quilómetro. Para esta corrida identifiquei alguns "pontos psicológicos"ao longo do percurso que, após os ultrapassar, me empurrariam com mais força para a meta:
Após os primeiros cinco quilómetros comecei a conversar com outro atleta da cidade do Porto que igualmente se propunha correr pela primeira vez uma Maratona. Foi ele quem deu o mote: "vamos os dois fazer a corrida em conjunto e cada um puxa pelo outro". Havia também que encontrar o ritmo adequado e quando um de nós começasse a cair em tentações o outro logo se devia encarregar de refrear os ânimos. E foi assim até perto dos 26/27 quilómetros quando o meu colega desistiu de me acompanhar. Passei a ser um corredor solitário. E procurei também ocupar o meu espírito com pensamentos positivos. Valorizar o que já tinha conseguido e fazer ver a mim próprio que cada vez faltava menos para cumprir o meu sonho.
E como seria a fatídica quebra dos 35 quilómetros tantas vezes referida pelos maratonistas? Para ser sincero nem dei por essa barreira crítica. Quando passei pelo quilómetro 32 comecei a fazer uma contagem regressiva: já só faltam 10, já só faltam nove, e por aí adiante. E, por mais estranho que possa parecer, cada quilómetro final parecia-me mais curto que os restantes.
Já na fase final a ânsia de terminar a corrida era tão grande que os últimos mil metros foram percorridos sempre a acelerar até cruzar ao "sprint" a linha da meta.
Cumpriu-se um sonho. Eu sabia que não podia falhar. Até porque já perto da meta os meus familiares esperavam para testemunhar a minha gloriosa chegada. E os meus outros dois companheiros de corrida que tinham ficado em Lisboa para participar na Corrida dos Advogados também confiavam em mim.
Ultrapassado este meu grande objectivo já está na calha a participação na Maratona de Lisboa. E outras provas se seguirão.
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1897)
Classificação Geral: 1264º - Classificação no Escalão M55: 63º
Tempo Oficial: 4:24:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:23:52
Tempo médio/Km: 6m:15s <=> Velocidade média: 9,59 Km/h (*)
Calendário para o mês de Novembro
Este ano mais do que a Corrida do Monge tivémos a AVENTURA DO MONGE!
No primeiro domingo da hora de inverno estavam reunidas as condições para tudo dar certo e ser mais uma prova de sucesso do Circuito Nacional de Montanha. Elevada adesão de atletas tendo em consideração que neste tipo de corridas o número de participantes costuma ser substancialmente inferior ao das provas de estrada. Por outro lado o bom tempo o percurso, se bem que difícil, era previamente conhecido e bastante desafiante. Todos estavam mentalizados e ansiosos para disfrutar a beleza da Serra de Sintra no seu interior com todas as dificuldades inerentes a uma corrida de montanha curta mas dura.
Com um começo bastante exigente - eram cerca de dois quilómetros e meio sempre a subir desde a partida - o pelotão foi-se esticando perdendo desde logo a compacidade do início. Praticamente nenhum atleta corria sozinho. Tinha sempre em linha de vista outros atletas, tanto à sua frente como na retaguarda.
Entretanto começávamos a ter a companhia de alguns ciclistas de todo o terreno. Apercebemo-nos que para a mesma zona da Serra de Sintra tinha sido igualmente organizada uma prova de BTT. Serra acima, serra abaixo, cumpríamos cada quilómetro do percurso seguindo escrupulosamente as marcas de orientação previamente colocadas pela organização. Passado o primeiro abastecimento, por volta dos 3,5 quilómetros, tudo parecia correr sobre rodas. Seguindo pelos trilhos assinalados, com alguns "single treks" dignos do BTT, íamos ao encontro do derradeiro obstáculo que nos aguardava perto da barragem do rio da mula. Ao quilómetro nove tínhamos de vencer a aguardada subida, direi mesmo escalada, radical onde seria praticamente impossível correr. Só que algo parecia ter mudado. Tínhamos deixado de ver as marcas dos quilómetros já percorridos. Quanto ao segundo abastecimento, previsto para perto dos 6,5 quilómetros, nem sombra dele. Talvez estivéssemos distraídos e apenas concentrados na corrida. Tudo bem até porque não estava muito calor e, apesar de tudo, a corrida só deveria ter cerca de 11 a 12 quilómetros.
A certa altura, ao entrarmos num segundo "single trek", ficámos com a estranha sensação de estarmos a caminhar em sentido errado. Apesar de tudo o percurso continuava bastante interessante e até parecia bem mais fácil do que há um ano atrás. Será que me tinha enganado em algum troço? Contudo não estava sozinho. Tanto à minha frente como atrás de mim continuava com a companhia de vários atletas. Consultando o relógio com GPS ia vendo passar os quilómetros: 12, 13 14 ... Mas a prova já deveria terminado. Então, ao ultrapassar atletas supostamente mais adiantados, a maioria já tendo deixado de correr, avisaram-me que a prova já tinha acabado para quem ali estava. Soube que vários atletas tinham seguido caminhos errados. Lá continuei a correr até aos dezassete quilómetros quando cheguei ao Parque de Merendas perto do convento dos capuchos. Avistando um grupo de caminheiros tentei obter informações sobre qual o caminho a seguir para mais rapidamente regressar à aldeia de Janes. Com mais três atletas também perdidos regressámos serra abaixo à procura do trilho mais adequado que nos iria conduzir ao local de partida. Sem água, pois todos tínhamos falhado o segundo abastecimento, uma das atletas deste grupo "cravou" uma garrafa de água a um grupo que almoçava naquele parque de merendas. Longe de estarmos desidratados mesmo assim aquele litro e meio de água, a dividir por quatro, veio mesmo a calhar.
Com a aldeia de Janes já no nosso horizonte visual olhámos para trás e vislumbrámos no alto da serra outros tantos atletas que também se tínham perdido.
Ao chegarmos finalmente à meta soubémos então que a confusão de percurso teve origem no facto de ter sido organizada (ou desorganizada) uma prova de BTT para a mesma zona. A culpa até nem tinha sido da organização da Corrida do Monge que antempadamente garantiu a necessário autorização para a realização desta corrida. A corrida de BTT essa não tinha sido autorizada. E ao marcarem o seu percurso tiveram um profundo desrespeito pela Corrida do Monge. A sinalética utilizada confundiu a maioria dos atletas levando-os ao engano seguindo por um percurso que não era o seu.
E constatámos ainda que nem todos se enganaram exactamente no mesmo ponto. Houve atletas que correram 17 quilómetros, outros 21, outros ainda 27 e um afirmou mesmo ter corrido 30 quilómetros. Será que alguém cumpriu integralmente o percurso original? Fica a dúvida.
Quem aguardava pelos três TARTARUGAS cedo começou a perceber de que algo não estava a correr bem. Ouvindo os comentários tecidos por acompanhantes de alguns "PROFISSIONAIS" constatou que os primeiros já deveriam ter chegado há mais de dez minutos ...
E mesmos os três TARTARUGAS realizaram distâncias diferentes. Afinal não tínham feito o mesmo percurso.
No final o sentimento de cada um era diferente. Os dois mais amantes e acérrimos defensores deste tipo de corridas até desculparam a organização. Afinal não tiveram culpa e não valia a pena "bater mais no ceguinho". Em 2012 até queremos voltar a esta corrida. O terceiro elemento, aquele que normalmente "vota contra" as corridas de montanha, não foi tão condescendente para com a organização. Afinal tinha feito quase uma meia maratona em montanha e ainda por cima sem água. E até foi atropelado por uma bicicleta pondo em risco a sua integridade física.
Felizmente tudo acabou em bem. Foi mais uma experiência para mais tarde recordar e contarmos aos nossos familiares e amigos. No entanto consideramos que não deveria haver uma classificação oficial até porque provavelmente alguns dos que lutavam por um bom lugar também saíram seriamente prejudicados. Em nossa opinião a edição deste ano da Corrida do Monge não deveria contar para a classificação final do Circuito Nacional de Montanha.
Assim não se apresentam os tempos e classificações dos TARTARUGAS.
Corridas do mês de Outubro
Calendário para o mês de Novembro
O que é que nos leva, ano após ano, a participar na célebre Corrida do Tejo? Não é, certamente, com a esperança de batermos os nossos melhores tempos nesta distância de dez quilómetros. O elevado número de participantes (cerca de dez mil à partida) provocam logo em Algés um engarrafamento monumental que se estende até à Cruz Quebrada. Estes dois primeiros quilómetros são percorridos aos ziguezagues. Por vezes até se procuraram caminhos alternativos fora do alcatrão. Tudo passa a valer como pista de corrida. Só com o início da subida para o Alto da Boa Viagem é que se começa a ter algum espaço de manobra e podemos então ultrapassar os atletas ainda mais lentos do que nós. É assim todos os anos. E se a confusão foi grande à partida não o foi menos à chegada. As últimas centenas de metros foram cumpridas quase, e uma vez mais, aos empurrões. Nem espaço houve para o habitual "sprint" final.
Se encararmos a nossa participação na Corrida do Tejo na vertente de puros momentos de convívio com esta tão grande quantidade de atletas podemos então inferir que se tratou de uma manhã de domingo bem passada. E até foi um bom treino para os futuros compromissos que temos no nosso horizonte.
Como forma de aumentarmos a nossa carga de treino até combinámos, logo à partida, que regressaríamos a Algés não de comboio mas a correr. Só que desta vez, fruto da grande confusão que se instalou à chegada, não se conseguiu o habitual reagrupamento das três TARTARUGAS. Assim um dos atletas teve de cumprir o percurso de regresso sozinho.
E pouco há mais a dizer sobre a Corrida do Tejo.
O mês outubro vai terminar em grande nível com a nossa participação na Corrida do Monge.
Atletas que concluiram a prova: 9346 (9262 em 2010)
Vencedor: Rui Pinto (SLB): 0:31:09
FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 10922)
Classificação Geral: 4859º - Classificação no Escalão M45: não divulgada
Tempo Oficial: 1:00:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:37
Tempo médio/Km: 5m:40s <=> Velocidade média: 10,60 Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NESTA PROVA
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 7420)
Classificação Geral: 4111º - Classificação no Escalão M50: não divulgada
Tempo Oficial: 0:57:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:00
Tempo médio/Km: 5m:24s <=> Velocidade média: 11,11 Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NESTA PROVA
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 7419)
Classificação Geral: 2955º - Classificação no Escalão M55: não divulgada
Tempo Oficial: 0:53:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:45
Tempo médio/Km: 4m:59s <=> Velocidade média: 12,06 Km/h (*)
Calendário para o mês de Outubro
"SÓ EU SEI PORQUE NÃO FICO EM CASA ..."
Porque não gostamos de ficar parados, porque gostamos de correr, e porque tínhamos uma dívida para com um dos nossos colegas.
Em 2009, no início da nossa actividade conjunta, uma Tartaruga Sportinguista, por sinal a única, sugeriu que participássemos na Corrida do Benfica. Nessa altura tudo era novidade e lá nos inscrevemos e participámos na prova organizada pelo SLB. Agora que o clube de Alvalade avançou para a organização da sua corrida a nossa presença era uma questão de honra. Até pode vir a ser a primeira e a última, mas agora já podemos dormir descansados. A nossa consciência está tranquila. Visitámos o "covil" do Leão e até sem que nos acontecesse, a nós Benfiquistas, algo de mal. Só não corremos com a camisola oficial. E até recrutámos uma TARTARUGA "outsider" sportinguista para equilibrar as forças.
Muitos Sportinguistas, e não só, à partida. Alguns até com a camisola vermelha do rival da 2ª circular. Mas o atletismo não tem nada a ver com o Futebol. Tolerância máxima e convívio absoluto. Estamos todos a defender o mesmo ideal.
A partida foi algo conturbada. Em lugar do funil à chegada tivémos o estrangulamento à partida. O traçado, quase sempre em linha recta, era propício à obtenção de boas marcas. E a chegada em pleno estádio Alvalade XXI foi gloriosa. Só foi pena não podermos correr um pouco mais dentro do Estádio. Mas percebeu-se que a grande preocupação da organização era evitar congestionamentos após os atletas cruzarem a linha de meta. E neste capítulo a a organização esteve "cinco estrelas". Custa muito a um Benfiquista dizer isto. Mas as verdades têm e devem ser ditas.
Dentro da nossa equipa temos ainda que assinalar uma "falta de respeito". O Gonçalo Sousa (lagarto) ultrapassou o Pai Frederico Sousa (lampião) na classificação geral.. Enfim, são os sinais dos tempos. A juventude acaba sempre por ultrapassar a "velhice". Mas ainda bem que é assim, ou não tivéssemos evolução da espécie ...
Para a primeira edição de uma corrida contar com mais de 3 mil atletas à chegada só é prenúncio da êxito que esta prova pode vir a ter no futuro. E também devemos assinalar que poucas horas após o fim da corrida já estavam disponíveis as classificações. E também se salienta que não é normal apresentarem-se os tempos registados com o chip. Tudo correu bem nesta primeira edição da Corrida do Sporting. PARABÉNS!
Atletas que concluiram a prova: 3320
Vencedor: Carlos Silva (SCP Atletismo): 0:30:09
FREDERICO SOUSA(Dorsal Nº 850)
Classificação Geral: 1998º - Classificação no Escalão M45: 233º
Tempo Oficial: 0:56:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:02
Tempo médio/Km: 5m:36s <=> Velocidade média: 10,71Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 847)
Classificação Geral: 1465º - Classificação no Escalão M50: 158º
Tempo Oficial: 0:52:02/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:43
Tempo médio/Km: 5m:10s <=> Velocidade média: 11,60Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 849)
Classificação Geral: 752º - Classificação no Escalão M55: 33º
Tempo Oficial: 0:46:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:17
Tempo médio/Km: 4m:38s <=> Velocidade média: 12,96Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA DISTÂNCIA
GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 848)
Classificação Geral: 1934º - Classificação no Escalão Sénior: 440º
Tempo Oficial: 0:55:52/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:55:34
Tempo médio/Km: 5m:33s <=> Velocidade média: 10,80Km/h (*)
Calendário para o mês de Outubro
Depois de um Verão algo tímido, e já após termos entrado no Outono, o S. Pedro presenteou-nos neste fim de semana com um domingo "à maneira". Tudo bem se tivéssemos planeado ir à praia dar um mergulho ou mesmo passear pelo campo. Mas o nosso destino era outro. A árida e sempre desgastante Meia Maratona da Ponte Vasco da Gama.
Com um início de manhã bastante ameno, e com uma hora de partida um pouco imprópria para esta altura do ano, adivinhava-se uma corrida bastante difícil, principalmente para quem não se dá bem com o calor. Bom mesmo só para "árabes".
As TARTARUGAS quase que derretiam sob o Sol abrasador do último domingo de Setembro, se bem que os abastecimentos de líquidos estivessem à altura dos acontecimentos.
Com maior ou menor esforço os quilómetros deste percurso árido, sem sombras assinaláveis e com grandes rectas, iam sendo calcorreados pelos mais de 3000 atletas que uma vez mais marcaram presença numa das mais emblemáticas corridas da zona da Grande Lisboa. Após o ponto de retorno da corrida, encetando o regresso ao Parque das Nações, a condição física, e sobretudo anímica, foi-se deteriorando. A distância entre cada marca quilométrica parecia aumentar cada vez mais à medida que nos aproximávamos do fim.
Fazendo das fraquezas forças, uns a correr, outros a andar, e ainda outros quase a "rastejar", cada um de nós tentava encontrar o ritmo ideal, e possível, para alcançar a meta.
Esta Meia Maratona começa a perder motivos de interesse para os atletas mais antigos. Apenas o convívio com tanta gente, ao jeito de reunião anual do batalhão de combatentes em África, ainda consegue atrair os mais antigos. Mas há que introduzir novos aliciantes, nomeadamente através da escolha de um percurso mais interessante.
Do nosso trio só o elemento menos novo (recusamo-nos a dizer o mais velho) não melhorou o seu tempo face a edições anteriores. Curiosamente até é o que normalmente se dá melhor, e até aplaude, o calor. Um início muito forte, na ânsia de bater o seu recorde, acabou por deitar tudo a perder.
Atletas que concluiram a prova: 3344 (2391 em 2010)
Vencedor: Silas Sang (Quénia) - Tempo Oficial: 1:01:12
FREDERICO SOUSA(Dorsal Nº 1944)
Classificação Geral: 3023º - Classificação no Escalão M45: 327º
Tempo Oficial: 2:27:12/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:24:25
Tempo médio/Km: 6m:51s <=> Velocidade média: 8,77Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1943)
Classificação Geral: 2360º - Classificação no Escalão M50: 179º
Tempo Oficial: 2:08:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:07:17
Tempo médio/Km: 6m:02s <=> Velocidade média: 9,95Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1381)
Classificação Geral: 1624º - Classificação no Escalão M55: 78º
Tempo Oficial: 1:57:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:56:01
Tempo médio/Km: 5m:30s <=> Velocidade média: 10,91Km/h (*)
Corridas do mês de Setembro
Calendário provisório para o mês de Outubro
Confusão à partida, confusão à chegada, abastecimentos um pouco desorganizados. O elevado número de inscritos (mais de 3000 atletas de acordo com a informação do "speaker" na linha de partida) não justifica tudo.
Apesar de tudo até foi uma corrida bastante agradável. Um pelotão muito compacto no início e também no fim. Mas esta é uma característica deste tipo de eventos com elevada participação popular. O tempo ajudou bastante oferecendo-nos umas condições ímpares no último domingo de Verão deste ano. E o cenário em que desenvolve a Corrida da Linha é encantador. A marginal entre Carcavelos e Oeiras parece, à partida, bastante fácil e acessível à maioria. Não é bem assim mas também não é um osso duro de roer. Acima de tudo o que interessa é disfrutar das belas condições naturais desta zona e do convívio entre os atletas.
Uma corrida de dez quilómetros é normalmente bastante rápida com toda a gente a querer bater os seus recordes na distância. Mas dez quilómetros começam a ser uma distância bastante curta para as TARTARUGAS. Então havia que introduzir algumas dificuldades nesta manhã desportiva. E porque não, logo a seguir à prova propriamente dita, regressar a correr até ao local onde deixámos as nossas viaturas? Se bem o pensaram melhor o fizeram. A decisão foi tomada logo antes da partida. Assim tínhamos a oportunidade de carregarmos mais alguns quilómetros nas nossas pernas , a correr mas em ritmo de treino. É o chamado "descanso activo". E serviria ainda de treino para a Meia Maratona de Portugal que se segue já no próximo fim de semana.
Concluída a Corrida da Linha gastámos alguns minutos a recuperar e a ingerir alguns líquidos e fizémo-nos de novo à estrada. E com a companhia adicional de um outro colega destas andanças deixámos Cascais rumo a Carcavelos. Não repetimos a parte inicial do percurso optando pelo paredão até S.Pedro do Estoril. Livrámo-nos deste modo da subida junto ao Forte Velho. Mas, e muito mais importante e retemperador, disfrutámos de outras "vistas": paisagem marítima ... e não só.
Em ritmo de treino e em conversa amena, principalmente sobre a realidade futebolística do país, os cerca de nove quiómetros passaram num ápice.
Foi uma experiência a repetir futuramente. Talvez já na próxima Corrida do Tejo. Além de um treino suplementar resolve-nos também os problemas da logística do transporte quando o início não coincide com o fim da corrida.
Atletas que concluiram a prova: 2920 (2166 em 2010)
Vencedor: João Marques (GDR Reboleira) - Tempo Oficial: 0:32:11
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 154)
Classificação Geral: 1419º - Classificação no Escalão M50: 153º
Tempo Oficial: 0:53:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:52:27
Tempo médio/Km: 5m:15s <=> Velocidade média: 11,44Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 155)
Classificação Geral: 1079º - Classificação no Escalão M55: 57º
Tempo Oficial: 0:51:00/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:18
Tempo médio/Km: 5m:34s <=> Velocidade média: 10,79Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
Calendário para o mês de Setembro
O programa de participações em corridas é um assunto ao qual as TARTARUGAS dedicam particular importância.
Regressados de férias havia que urgentemente tomar algumas decisões para ocupar a parte final do ano de 2011 e decidir quais as nossas escolhas em face do bastante preenchido rol de provas previsto para os últimos meses deste ano.
No rescaldo dos Moinhos de Penacova agendámos mais uma reunião à mesa de um restaurante em Lisboa para definir quais as nossas escolhas para os próximos meses. E desta vez até fomos bem organizados: quando o jantar nos foi servido já tínhamos "arrumado" de vez a questão do calendário partindo então para saborearmos descansadamente o respasto que tínhamos pela frente.
Para conhecimento de quem nos visita e acompanha neste espaço o nosso programa de competição é o seguinte:
NOVEMBRO
DEZEMBRO
Corridas não faltam. E vontade também não.
Neste terceiro ano de participação em provas de atletismo de fundo as TARTARUGAS não se cansam de procurar novidades e de evitar cair na monotonia.
De novo reduzidos da nossa máxima força participámos pela primeira vez numa das mais antigas Meia Maratonas de Portugal. Proventura a mais difícil de todas só ultrapassada em dureza pela Meia Maratona dos Palácios quando disputada no sentido Queluz - Sintra.
O gráfico do perfil da corrida deixava desde logo antever uma prova extremamente exigente quer do ponto de vista físico quer do psicológico. São só subidas e descidas mais parecendo o registo de um electrocardiagrama.
Sendo para grande parte dos atletas a primeira prova após o regresso de férias constituiu um duro teste à condição física de cada um. Mas também mais do que uma corrida exigente em termos físicos foi, sobretudo, um exame à nossa capacidade psicológica para enfrentar os vários desafios que se nos iam colocando quilómetro a quilómetro. As meia maratonas não são só o início e o fim. Por se tratarem de corridas de fundo são essencialmente corridas tácticas requerendo a definição de uma boa estratégia a qual devemos cumprir escrupulosamente sem nos desviarmos dos nossos objectivos. Mesmo que no princípio sejamos ultrapassados por atletas mais rápidos, e quiçá com uma aparente maior frescura física, não devemos esquecer que "as contas fazem-se no fim"...
Atendendo à dureza da Meia Maratona de S. João das Lampas devemos desde logo esqucer os nossos tempos de refência registados noutras corridas desta distância. Não há comparação possível. As análises comparativas só poderão ser feitas no proximo ano quando voltarmos a disputar esta prova.
Por ser aos "altos e baixos" não é por si só mais desgastante em comparação com uma corrida plana. É certo que as subidas foram mais do que muitas e bastante inclinadas. Mas logo a seguir tínhamos uma recuperadora descida para um bem merecido descanso activo. Difícil difícil foram os poucos troços planos em que não dá para descansar. E temos sempre de olhar para trás para aquele ou aquela atleta que nos ameaça ultrapassar quando lhes ganhámos vantagem numa das várias escaladas do alcatrão.
Quando entramos nos dois últimos quilómetros, e após o derradeiro abastecimento de água, vamos uma vez mais buscar forças que já pensávamos não existirem.
Foi mais uma prova a juntar a nosso já longo currículo. Os nossos parabéns a uma organização que se revelou à altura tendo conseguido delinear um percurso extremamente interessante e competitivo à volta de S. João das Lampas e sem grande repetições de troços. Em 2012 cá estaremos e na nossa máxima força.
Atletas que concluiram a prova: 421
Vencedor: Carlos Silva (Sporting CP) - Tempo Oficial: 1:10:28
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 247)
Classificação Geral: 387º - Classificação no Escalão M50: 125º
Tempo Oficial: 2:10:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:10:42
Tempo médio/Km: 6m:12s <=> Velocidade média: 9,69Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 248)
Classificação Geral: 308º - Classificação no Escalão M55: 19º
Tempo Oficial: 1:57:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:57:18
Tempo médio/Km: 5m:34s <=> Velocidade média: 10,79Km/h (*)
Calendário para o mês de Setembro
O nosso lema "Não ficar em primeiro nem em último para não dar nas vistas" encontrava-se seriamente ameaçado à partida para a nossa repetição na Corrida dos Moinhos de Penacova. Um dos altetas chegou mesmo a pedir autorização aos restantes TARTARUGAS para ficar em último. Este facto reflecte talvez a deficiente, ou mesmo nula, preparação durante o período de férias. E consciente da sua forma física e psíquica daí o desafio do nosso colega.
Mas como "a sorte protege os audazes" ainda não foi desta que quebrámos o nosso lema. Foi mesmo por pouco ...
As corridas de montanha têm um encanto especial. Longe do asfalto, mais propício à velocidade, como conversava um dos nossos TARTARUGAS com uma outra atleta que o tinha acompanhado praticamente durante toda a corrida, estas provas apesar de mais exigentes do ponto de vista físico, são sem dúvida mais relaxantes no aspecto psicológico. Libertam-nos. Mas encerram outro tipo de riscos. O número de participantes é francamente inferior ao das chamadas provas populares em estrada. E os atletas presentes apresentam-se invariavelmente numa forma largos degraus acima ao que encontramos nas outras corridas. Aqui não há grande margem. Se nos descuidamos aproximamo-nos perigosamente dos últimos lugares. Mas este é o nosso desafio.
A Corrida dos Moinhos de Penacova é já um mito e uma referência. Com um percurso ligeiramente diferente do de 2010, foi uma prova ainda mais estimulante. Com a partida na praia do Reconquilho, os atletas atrevessam o rio através da ponte madeira e dão logo início a um subida pura e dura. Vários foram aqueles que ali logo abandonam o passo de corrida e optam por caminhar numa lógica de poupar algumas energias que poderiam vir a ser necessárias numa fase mais adiantada da corrida. Atingido o centro de Penacova retomamos o percurso do ano passado. As mesmas dificuldades mas com a vantagem de agora já não ser completamente estranho.
Após ultrapassarmos o ponto mais alto junto aos moinhos iniciámos a descida vertiginosa também ela com um traçado ligeiramente alterado. Os lugares foram-se definindo logo no início. Depois a prioridade é mais manter as nossas posições.
O regresso a Penacova coloca-nos o último grande obstáculo: as escadas que nos levam ao centro da vila. Tentar ultrapassar aquele desnível sempre a correr e sem qualquer paragem é o desafio supremo principalmente quando as forças já não abundam. Mas despois é sempre a descer. Quando revemos o rio "fazemos das fraquezas forças". Já falta pouco. É a última aceleração. Mas atenção que as últimas dezenas de metros são em areia. Difícil, muito difícil.
Mas ainda houve energias para um mergulho no rio. Retemperador.
Uma certeza ficou nas nossas cabeças. Para o ano estaremos de volta. As provas de montanha são o nosso futuro.Para quem participou esporadicamente em 2010 na primeira corrida deste circuito estaria certamente longe que em 2011 iria marcar presença em quatro provas.
Outra grande vantagem deste circuito é que há espaço para tudo. Não faltam lugares para estacionamento, temos tempo para um bom aquecimento, e no final ainda nos oferecem um apetitoso almoço. É o paraíso.
Atletas que concluiram a prova: 114 (88 em 2010)
Vencedor: Alberto Almeida (3 Santos Populares) - Tempo Oficial: 0:54:19
FREDERICO SOUSA(Dorsal Nº 43)
Classificação Geral: 113º - Classificação no Escalão M45: 18º
Tempo Oficial: 1:48:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:48:18
Tempo médio/Km: 7m:47s <=> Velocidade média:7,70Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 41)
Classificação Geral: 108º - Classificação no Escalão M50: 11º
Tempo Oficial: 1:41:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:41:33
Tempo médio/Km: 7m:18s <=> Velocidade média: 8,21Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 42)
Classificação Geral: 100º - Classificação no Escalão M55: 15º
Tempo Oficial: 1:35:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:35:18
Tempo médio/Km: 6m:51s <=> Velocidade média: 8,75Km/h (*)
Calendário para o mês de Setembro
Passado o natural e bem merecido período de férias as TARTARUGAS preparam-se para regressar à competição. Nada melhor do que recomeçar com uma exigente corrida de Montanha. A Corrida dos Moinhos de Penacova assinala o reagrupamento dos três atletas numa prova que em 2010 "medalhou" pela primeira vez, e espera-se que não pela última vez, um dos nossos colegas. Não há nada melhor do que começar em alto nível de exigência física e psicológica. Com ou sem treinos as TARTARUGAS vão voltar a rastejar (atrás de alguma lebre???) pelas estradas e caminhos de Portugal.
Está planeada também a estreia na meia maratona de S.João das Lampas que se realizará num horário pouco habitual (ao final da tarde) para uma corrida desta distância.
Para terminar o mês temos a participação em mais uma clássica Meia Maratona que se realiza na cidade de Lisboa.
Isto é que é um recomeço em grande!!!
Calendário para o mês de Setembro
Terminou a primeira fase da nossa época desportiva de atletismo do ano de 2011, antes do necessário e bem merecido período de férias. É certo que, em termos de actividade física, as TARTARUGAS não irão "pendurar as sapatilhas". Continuarão a treinar e a manter a boa forma física. Porque em Setembro temos o regresso nada mais nada menos com a Corrida dos Moinhos de Penacova. Mas será que as TARTARUGAS resistirão sem se inscreverem em qualquer corrida durante o mês de Julho? Em dois mil e dez tivémos a abrasadora Corrida dos 512 Anos da Santa da Misericórdia de Lisboa, porventura a nossa prova disputada sob a mais elevada temperatura. E neste ano o que teremos em vista?
Ontém, na nossa deslocação para Peniche, o nosso atleta mais veterano já começou a lançar alguns desafios: "Sabem que no próximo dia 9 de Julho há uma corrida de 10 Km em Santo André? Ainda por cima disputa-se ao fim da tarde e num Sábado"? Ao que a TARTARUGA mais nova, quiçá a mais condicionada em termos de fins de semana livres, logo adiantou: "É um caso a pensar ...". O terceiro TARTARUGA encolheu os ombros.
Repetindo as participações de 2009 e 2010 as TARTARUGAS voltaram à Corrida das Fogueiras. E, à semelhança dos anos anteriores, fizeram-se acompanhar de jovens "TARTARUGUINHAS" promessas. E para desenvolver o espírito de equipa até fomos todos juntos no "monovolume" de um dos Fundadores das LEBRES E TARTARUGAS. Com um primeiro ponto de encontro no Alto do Restelo, e uma segunda paragem na Quinta do Infantado em Loures, os atletas fizeram-se à estrada rumo a um dos paraísos dos Surfistas Portugueses, e não só. Peniche é também um dos destinos de eleição das mais singulares provas de atletismo de estrada. A Corrida das Fogueiras já vai na sua 32ª edição, e não dá sinais de querer interromper esta fórmula de sucesso.
Para desagrado de uns, e contentamento de outros, este ano as condições meteorológicas prenunciavam um tempo bem mais ameno. Em 2009 foi o dilúvio. No ano passado ficámo-nos apenas pelo frio. E em 2011, culminando uma semana de generalizada subida das temperaturas em Portugal Continental, aguardava-nos uma corrida bem mais quente.
Chegados a Peniche foram cumpridos os habituais rituais:
Logo de seguida separam-se os "fogueirinhas" dos "fogueiras" e cada grupo procura o melhor local para a partida dentro da confusão já instalada.
Partindo em primeiro lugar os inscritos na prova principal voltámo-nos a deparar com os problemas habituais. Desde o "tiro de partida" até à passagem efectiva pela linha de começo da prova demorámos mais de um minuto e meio. Depois foi a confusão habitual. Aos empurrões lá vamos vencendo os primeiros quilómetros. À passagem do quilómetro três, muitos murros no bidão, começamos a vislumbrar os primeiros atletas da Corrida das Fogueirinhas, também eles sujeitos àconfusão e aos empurrões do início.
O primeiro abastecimento de água foi uma grande confusão. Só após a primeira passagem junto ao local de início/fim da corrida, perto dos seis quilómetros, é que os corredores começam a definir posições e ritmos de andamento. Ultrapassado o sétimo quilómetro lançamo-nos definitivamente para a estrada e para a fase mais particular da corrida. E, facto insólito, um empregado de um Restaurante surge do nada e salta para a estrada com uma bandeja na mão oferecendo sardinhas assadas aos corredores. E não é que um dos nossos companheiros de luta logo se serve de uma sardinha e começa a tirar a espinha para iniciar o banquete? "Só falta o vinho", dizia ele ... Deixamos o centro urbano de Peniche mas não perdemos o apoio popular inexcedível. Eles gozam tanto como nós esta corrida. São um exemplo sempre a gritarem pelos "heróis" ao longo de todo o percurso.Uns dão vivas ao Porto, outros ao Sporting e outros, ainda que mais timidamente, ao Benfica. Em suma todos dão mas é vivas aos atletas. Começa a fase propriamente dita das Fogueiras.
Comparando com a Corrida das Fogueiras dos anos anteriores a deste ano foi muito mais compacta. Os atletas corriam integrados num grupo enorme. Não havia intervalos entre grupos de corredores. Foi uma corrida muito desgastante, aos altos e baixos, e sempre a um ritmo muito elevado.
Os últimos quilómetros custam a passar. "Nunca mais aparece o quilómetro onze" . E o "doze" está lá tão longe. Ultrapassado número do azar (treze), a sorte bate-nos à porta. Estamos finalmente a reentrar na zona urbana de Peniche. As reservas já não são muitas. Mas, à entrada dos últimos mil metros, é tempo do tudo ou nada. Regressamos a uma zona já bem conhecida. A meta está próxima mas as últimas centenas de metros até são a subir. Aceleramos ao limite das nossas capacidades, ultrapassamos quem podemos. Finda a corrida procuramos uma barreira da vedação aonde nos poderemos apoiar, recuperar a respiração e executar os tãos necessários exercícios de alongamentos.
Consultando os nossos cronómetros verificamos, um pouco desoladamente, que não conseguimos bater os nossos melhores tempos. Mas, dever cumprido, acima de tudo temos a consciência de que demos o máximo. Este foi também o sentimento dos "TARTARUGUINHAS". Também eles ñão melhoraram os registos anteriores. Mas, e fica a dúvida no ar, se não tivesse sido aquela confusão inicial na partida muito provavelmente teriam feito bem melhor.
Como aspecto negativo desta edição da Corrida das Fogueiras/Fogueirinhas não podemos deixar de apontar que nos impossibilitaram o acesso aos balneários da Escola para o tão desejado e retemperador duche. Terminada a corrida vários foram os atletas que deram com o nariz na porta da Escola onde antes funcionara o Secretariado e, em anos anteriores, os balneários de apoio aos que pretendiam tomar banho. Só com a prestimosa ajuda de uma carro de patrulha da PSP conseguimos saber que poderíamos tomar banho em balneários improvisados no Quartel dos Bombeiros.
Da organização nem uma única palavra, nem sequer um aviso colocado à porta de entrada. Foi simplesmente LAMENTÁVEL... Será que muitos atletas, principalmente os estrangeiros, arriscarão a voltar em 2012? Talvez não. E deixamos também uma sugestão para quem da organização eventualmente consulte este blogue: Porque não criar também uma prova competitiva para as Fogueirinhas?
Apesar de tudo nós contamos voltar em 2012. Mas esperamos sinceramente, e de uma forma positiva e optimista, que as nossas palavras tenham eco.
Após o nosso tradicional jantar de convívio regressamos a casa. Uns mais acordados e outros (a maioria) quase a dormir... Já passam das três da manhã quando nos despedimos. Felizes e contententes por no dia seguinte ser domingo e podermos dormir até mais tarde.
CORRIDA DAS FOGUEIRAS
Atletas que concluiram a prova: 1856 (1848 em 2010)
Vencedor: José Maduro (Maduro Atletics) - Tempo Oficial: 0:47:32
FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 479)
Classificação Geral: 1813º - Classificação no Escalão M45: 266º
Tempo Oficial: 1:31:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:29:23
Tempo médio/Km: 5m:58s <=> Velocidade média:10,07Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 481)
Classificação Geral: 1702º - Classificação no Escalão M50: 207º
Tempo Oficial: 1:27:47/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:26:12
Tempo médio/Km: 5m:45s <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 480)
Classificação Geral: 1068º - Classificação no Escalão M55: 72º
Tempo Oficial: 1:16:48/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:15:15
Tempo médio/Km: 5m:01s <=> Velocidade média: 11,96Km/h (*)
CORRIDA DAS FOGUEIRINHAS
GONÇALO GONÇALVES
Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:32:22
Tempo médio/Km: 5m:24s <=> Velocidade média: 11,22Km/h (*)
ANDRÉ GONÇALVES
Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:31:04
Tempo médio/Km: 5m:11s <=> Velocidade média: 11,59Km/h (*)
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Calendário para o mês de Junho
Que mais se pode exigir às TARTARUGAS? Quinze minutos antes das sete da manhã, ainda por cima num dia de Feriado em que a maioria das cidadãos ainda está na cama a dar a volta para mais um sono, os dois participantes da Marginal à Noite encontraram-se no Centro Sul, em Almada, para rumarem a terras alentejanas. Mais precisamente à Vila da Vidigueira, terra famosa pelos seus vinhos e pela tradicional simpatia e hospitalidade das suas gentes.
A Escalada do Mendro, prova integrada no Circuito Nacional de Montanha Salomon, é mais um desafio que nos propusémos aceitar e ultrapassar. Se bem que tendo sido a mais fácil, ou, por outras palavras, a menos difícil de todas as corridas de montanhas que já realizámos as TARTARUGAS ousaram atacar uma montanha, vá lá uma pequeno monte, que, qual oásis, aparece plantado na enorme planície alentejana, imagem que todos nós temos desta região: uma extensa zona plana e quente. Quanto à temperatura o S. Pedro até foi nosso amigo. No que ao relevo diz respeito o Alentejo também neste aspecto por vezes até nos surpreende.
Com uma distância inicialmente planeada de dez quilómetros a organização decidiu para este ano introduzir um acréscimo de interesse e de competitividade. Aumentou ligeiramente a distância a percorrer (passou a ser de onze quilómetros duzentos e cinquenta metros) e aumentou também a dificuldade do trajecto. E, apesar da temperatura se ter mantido a um nível razoável, a quase total ausência de sombras foi um dos grandes obstáculos que tivémos de ultrapassar. Sendo maioritariamente a subir durante a primeira metade, até se atingir o ponto mais alto da corrida onde vamos encontrar um amontoado de antenas "plantadas" no cimo da Serra do Mendro, o percurso escolhido não deixa de ser bastante equilibrado e "amigo" dos atletas. A seguir a uma dura e complicada subida logo de seguida encontramos uma retemperadora zona de descida, ideal para recuperar o ânimo e algumas energias. E o ritmo imposto pelos atletas nas descidas era de tal maneira elevado que levantavam tanto pó mais parecendo uma corrida de BTT ou de motocrosse. Por vezes tivémos mesmo de tapar os olhos e a boca para nos protegermos da enorme poeirada. Mas não encontrámos aqueles "troços de morte" que habitualmente nas provas de montanha quase nos levam ao desespero e à desistência.
Realizando-se em simultâneo com o Passeio dos Caminheiros é sempre bom encontrar estes colegas em determinados troços ajudando-nos com palavras de incentivo e de apreço pelo nosso esforço. Prevendo uma manhã de bastante calor a organização não se poupou a esforços. Vários pontos de abastecimento de água ao longo da corrida. E logo após a linha da meta tivémos direito a água à descrição, ainda por cima bem fresquinha directamente de uma arca frigorífica estrategicamente colocada na zona de recuperação e de repouso.
A Escalada do Mendro não é uma prova de montanha pura e dura. Em conversa com um outro atleta no final da corrida, por sinal também ele um ex-praticante de Badminton, os dez primeiros classificados no Circuito Nacional de Montanha Salomon não compareceram na Vidigueira. Talvez considerassem esta prova fácil de mais e sem grande interesse. Ainda bem para nós e para o grande número de atletas de estrada (muitas caras conehcidas) que cada vez mais também ousam dar uma perninha nas corridas de montanha. Mas é uma alternativa muito interessante à maioria das provas em que habitualmente nos inscrevemos na zona da Grande Lisboa. É a nossa tentativa de descentralização desportiva. E, facto digno de nota, trata-se de um evento cuja inscrição é "de borla", que nos oferecem o almoço e ainda dão prémios até aos dez primeiros em cada escalão. Querem mais? Para quem nunca participou em corridas de montanha esta é, sem dúvida, um bom pretexto para abraçar a modalidade. Para os outros é simplesmente mais uma corrida a juntar ao seu currículo.
Atendendo à especificidade de cada percurso, em corridas de montanha não podemos entrar muito em análises comparativas em termos dos tempos conseguidos. No entanto, e tendo em linha de conta o grau de dedicação e de puro amadorismo que é nosso timbre, não deixámos de realizar uma boa prova. É certo que algumas subidas talvez pudéssemos ter cumprido na totalidade em passo de corrida e não a andar como a maioria dos atletas. Mas demos sempre o nosso máximo. Como ligeira frustação fica o 11º lugar no escalão M55 da TARTARUGA Carlos Gonçalves quando havia prémio precisamente até ao décimo posto. É o que se chama morrer na praia. Paciência, fica para a próxima.
Sem grande tempo para recuperação (dois dias e meio) encontrar-nos-ão na tradicional e muito concorrida Corrida das Fogueiras em Peniche. Sábado à noite as TARTARUGAS marcam presença e reforçados por alguns atletas "esperanças" e todos eles também repetentes.
Atletas que concluiram a prova: 306
Vencedor: José Gaspar (GD 3 Santos Populares) - Tempo Oficial: 0:37:29
FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 273)
Classificação Geral: 279º - Classificação no Escalão M45: 43º
Tempo Oficial: 1:18:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:18:29
Tempo médio/Km: 6m:59s <=> Velocidade média:8,60Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 275)
Classificação Geral: 226º - Classificação no Escalão M55: 11º
Tempo Oficial: 1:05:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:05:08
Tempo médio/Km: 5m:47s <=> Velocidade média: 10,36Km/h (*)
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Calendário para o mês de Junho
A "Marginal à Noite" é sem dúvida um dos eventos desportivos que se realizam na zona da Grande Lisboa com maior adesão popular. Um pouco à semelhança da "Corrida do Tejo" e dos "Vinte Quilómetros de Cascais" os atletas "acotovelam-se para marcarem presença na "grelha de partida".
Num cenário já de si bastante aprazível o facto de se realizar à noite será talvez a fórmula do sucesso desta corrida. De ano para ano o número de participantes tem vindo a crescer. Ninguém quer perder este acontecimento, digamos que social. E as TARTARUGAS também não querem deixar os seus créditos por mãos alheias. E até conseguem, de quando em vez, "arrastar" alguns elementos mais jovens nestas andanças. Os TARTARUGAS repetentes de 2010 não conseguiram contar com a presença do seu terceiro companheiro de equipa. Não foi o cansaço nem as obrigações profissionais que nos privaram da companhia do outro companheiro mas tão só um seu regresso às origens. Um campeonato de Badminton chamou mais alto e desviou a sua atenção para um outro tipo de competição. Esperemos que não tenha uma "recaída" e que rapidamente se junte ao nosso convívio. Acreditamos que há espaço para tudo desde que se encontre o desejado equilíbrio espiritual e emocional.
O local de partida e de chegada revela-se particularmente complicado no que à logística do estacionamento diz respeito. Não abundam por aquela zona grandes espaços para os atletas deixarem as suas viaturas. Daí o ser necessário rumar com bastante antecedência à simpática Vila de Oeiras. Consumado o reencontro dos atletas "séniores" tivémos de aguardar pelas nossas "esperanças" vindos do Porto e que ainda tinham de se equipar para a corrida. Mas sem grande "stress" lá conseguimos chegar com bastante tempo ao local da partida. Calmos e tranquilos cada um mentalizava-se para o tipo de corrida que ambicionava realizar. Melhorar o tempo do ano passado? Talvez. Disfrutar ao máximo este convívio com milhares de outras pessoas? Sim, seguramente.
Com um início da prova um pouco aos tropeções e aos empurrões tentávamos atingir tão cedo quanto possível o ritmo de corrida desejado. Ultrapassado o primeiro quilómetro iniciou-se, pelo menos para alguns, uma corrida vertiginosa. O ambiente era propício e o facto muito importante de não termos o Sol a "pesar" sobre as nossas cabeças era um precioso tónico para a manutenção de um bom andamento. Os primeiros quilómetros quase nem se deram por eles e, num ápice, estávamos a inverter o percurso. De regresso a Oeiras quase não houve tempo para recorrer ao único abastecimento de água. Aliás nem todos sentiram necessidade de recolher a garrafinha de água tão preciosa quando as corridas de disputam durante o dia. O último quilómetro até pareceu mais curto do que os restantes. Sempre a descer até cruzarmos a linha de meta parece-nos que houve algum erro na medição do percurso. Partindo e chegando exactamente no mesmo ponto por que razão os "balões" dos quilómetros um e sete não coincidiam na sua colocação à beira da marginal? Mistérios a que só a organização poderá responder.
Na azáfama e na confusão organizada do final da corrida temos a primeira preocupação: controlar o nosso tempo de prova e comparar com o do ano passado. Será que conseguimos melhorar a anterior marca? Um dos nossos atletas TARTARUGAS não só melhorou o desempenho de 2010 como pulverizou todos os ritmos por quilómetro das provas até aqui realizadas. A outra TARTARUGA esteve ao nível do ano passado. E os nossos atletas "esperanças", se bem que um pouco exaustos, o que é natural pois só muito episodicamente participam em corridas, também cumpriram dentro das suas expectativas e possibilidades. E, facto digno de registo, terminaram a sua prova exactamente com o mesmo da atleta com o dorsal número 1: Nada mais nada menos do que a campeoníssima e ultra simpática ROSA MOTA. Excelente companhia. Parabéns aos nossos quatro atletas.
Segunda preocupação: reagrupar a equipa e preparar o regresso a casa. Com o pensamento na "Escalada do Mendro" e na "Corrida das Fogueiras, cumprida esta dose dupla no próximo fim de semana a primeira fase da nossa época aproxima-se do fim. Mas não arranjaremos alguma corrida para Julho? No ano passado ainda nos inscrevemos na Corrida dos 512 anos da Santa Casa da Misericórida de Lisboa. Tanto descanso até Setembro ainda nos faz mal.
Ah. E em 2012 a "Marginal à Noite" continuará a "aturar-nos.
Atletas que concluiram a prova: 4196 (2895 em 2010)
Vencedor: Luís Feiteira (GARMIN - Clube Olímpico de Oeiras) - Tempo Oficial: 0:23:44
FREDERICO SOUSA
Classificação Geral: 1655º - Classificação no Escalão M45: Não disponível
Tempo Oficial: 0:42:49/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:41:46
Tempo médio/Km: 5m:13s <=> Velocidade média:11,49Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES
Classificação Geral: 757º - Classificação no Escalão M55: Não disponível
Tempo Oficial: 0:37:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:36:09
Tempo médio/Km: 4m:31s <=> Velocidade média: 13,28Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA, E MELHOR RITMO POR QUILÓMETRO
GONÇALO SOUSA
Classificação Geral: 2235º - Classificação no Escalão M20: Não disponível
Tempo Oficial: 0:46:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:45:36
Tempo médio/Km: 5m:42s <=> Velocidade média: 10,53Km/h (*)
JOÃO OLIVEIRA
Classificação Geral: 2236º - Classificação no Escalão M20: Não disponível
Tempo Oficial: 0:46:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:45:36
Tempo médio/Km: 5m:42s <=> Velocidade média: 10,53Km/h (*)
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Calendário para o mês de Junho
Às 20h45 na Bomba de Combustíveis de Oeiras junto à Marginal as TARTARUGAS reencontram-se para "marcarem o ponto"num dos eventos sociais do atletismo popular. Os repetentes de 2010 não deixam os créditos por mãos alheias.
É mais uma festa!!! O tempo gasto na corrida não será certamente uma das nossas prioridades mas tão só o convívio com os milhares de participantes que, a correr ou a andar, se mostram dispostos a cumprir oito quilómetros na Marginal entre Oeiras e o "Mónaco" e volta.
Este ano não nos teremos de poupar pois no dia seguinte não iremos ter qualquer corrida.
Disfrutar ao máximo é o nosso lema para a MARGINAL À NOITE DE 2011.
Uma semana após a Corrida do Guincho as três TARTARUGAS regressam na máxima força ao Parque das Nações para cumprirem a sua terceira participação na Corrida do Oriente.
Depois do forte calor que se manifestou ao longo da última semana, a já trazer à memória o tão desejado, pelo menos para alguns, VERÃO, as previsões meteorológicas indiciavam um agravamento das condições com uma descida da temperatura e até com a presença de alguma chuva. Era uma boa notícia particularmente para quem se dá mal com o calor. Mas previsões são, apenas, e tão só, previsões. E o S. Pedro às vezes gosta de nos pregar umas boas partidas. Ao sairmos de casa rumando à zona oriental de Lisboa constatámos que o nosso amigo Sol se preparava para nos fazer companhia em mais uma aventura desportiva. "O caldo estava entornado", antevendo-se desde logo que nos esperava uma corrida bastante desgastante. E como uma desgraça nunca vem só a organização "decidiu" complicar ainda mais o panorama com um processo de levantamento de dorsais algo complicado e moroso. É certo que esta operação já poderia ter sido feita logo na véspera e longe do bulício matinal. Mas nós somos, de uma maneira geral, assim. Guardamos sempre tudo para a última. Mas também é certo que temos sido sempre mal habituados. Na esmagadora maioria das corridas a distribuição dos dorsais e chips tem-se processado no próprio dia da prova e as coisas até têm corrido bem. Como resultado a partida atrasou-se tendo sido dado o "disparo" com cerca de quinze minutos de atraso face à hora programada. E estima-se que, muito provavelmente, vários devem ter sido os atletas que quando cruzaram a linha de partida já há muito tempo que o "pelotão" teria iniciado a sua corrida.
Quanto à corrida propriamente dita não apresentou assinaláveis alterações face a edições anteriores, essencialmente no que se refere ao traçado do percurso. Um pouco à semelhança do que acontece com a "Meia Maratona de Portugal" (vulgo Ponte Vasco da Gama) o facto de se realizar nas ruas do Parque das Nações acarreta um desgaste acrescido, tanto físico como psicológico. Por aquelas ruas nunca sentimos a presença de qualquer brisa refrescante e aliado a esta contrariedade ainda temos que cumprir uma parte considerável em empedrado. E quando já pensamos que estamos próximos do fim ainda temos de dar mais uma voltinha pelas ruas interiores. Como custam a cumprir os dois últimos quilómetros.
Finalmente entramos na zona de terra batida com a agradável companhia do Tejo. A meta está bem lá ao fundo e estas últimas centenas de metros são cumpridas debaixo de um sol abrasador. A cabeça já não pensa e as pernas também dão sinais de não quererem obedecer. Um último ânimo e alguma crença de que ainda temos um resto de energia para uma aceleração final. Mal ou bem (mais mal do que bem), mais exaustos ou menos exaustos, juntamos uma corrida ao nosso já longo currículo. Para o próximo fim de semana poderemos descansar. Não estamos inscritos em qualquer corrida.
Atletas que concluiram a prova: 1769 (1215 em 2010)
Vencedor: José Ramos (GDR Conforlimpa) - Tempo Oficial: 0:30:10
FREDERICO SOUSA
Classificação Geral: 1321º - Classificação no Escalão M45: 175º
Tempo Oficial: 0:59:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:58
Tempo médio/Km: 5m:54s <=> Velocidade média:10,18Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA
Classificação Geral: 1200º - Classificação no Escalão M50: 125º
Tempo Oficial: 0:57:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:51
Tempo médio/Km: 5m:41s <=> Velocidade média: 10,55Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES
Classificação Geral: 728º - Classificação no Escalão M55: 63º
Tempo Oficial: 0:50:16/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:40
Tempo médio/Km: 4m:58s <=> Velocidade média: 12,08Km/h (*)
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Calendário para o mês de Junho
Está aberta a nossa "caça à montanha". Na realidade já tínhamos prevista a participação nos "Trilhos de Almourol". Mas, como esta prova coincidiu com a realização da Corrida dos Sinos, optámos então pela prova de Mafra. Mas o bichinho ficou cá. Adormecido mas vivo. E os mesmos dois aventureiros do ano passado voltaram à carga na zona da Malveira da Serra para uma vez mais atacarem a Serra de Sintra.
Como são difíceis, mas ao mesmo tempo belas e desafiantes, as corridas de montanha. Deixamos para trás o alcatrão e o apoio popular para nos embrenharmos na natureza. Durante mais de uma hora esquecemo-nos da agitação do dia a dia e cada obstáculo que ultrapassamos é uma pequena limpeza às nossas cabeças. As corridas de montanha são, por norma, para os atletas melhor preparados e que levam estas provas muito a sério. São semi profissionais. Mas começa cada vez mais a haver vespaço para os "amadores" que normalmente só treinam ao fim de semana, preferencialmente nas corridas em que participam. Esta nova tendência está bem presente no aumento do número de participantes e, facto assinalável, com uma média de idade já mais avançada. Ninguém quer perder esta nova modalidade de corridas. E funcionando o "passa a palavra", ou como se diz em marketing o "boca a boca", os ilustres participantes nestas provas não se cansam de as elogiar e de transmitir as sensações a outros colegas e até incentivá-los, diria mesmo puxá-los, para as corridas "off the road". É o novo desafio. Aliás a nossa vida é feita de desafios que nos levam à nossa superação evitando que caiamos no tédio, no marasmo, ou seja que nos acomodemos. E quem se acomoda "morre".
Para 2011 a organização tinha pensado em oferecer-nos um percurso mais longo, com cerca de 15 quilómetros, e com mais motivos de interesse. Todavia este aliciante gorou-se à última hora pelo que a organização se viu forçada alterar o percurso inicialmente programado. Não só a distância foi menor do que o previsto mas também deixámos de passar pela praia. No entanto o essencial manteve-se.
A parte inicial assemelha-se a um percurso de BTT assim como não faltou a travessia do túnel com uma pequena ribeira aos nossos pés, assinalado e iluminado por pequenos archotes. Fez lembrar a Corrida das Fogueiras (lá estaremos nessa clássica). Divinal. Só que, após o primeiro abastecimento aos 5 quilómetros, em vez de irmos à praia inflectimos logo para a serra. Até é bom que de ano para ano hajam novidades para manter o interesse nesta prova. Aqueles "single treks", em que a nossa principal preocupação é basicamente olhar para o terreno que pisamos e ver onde colocamos os pés, aumentam a adrenalina. Até que após o segundo abastecimento lá temos de negociar de novo aquela terrível subida, qual parede de escalada. O piso até é bom mas o declive e o comprimento, "minha nossa senhora", deitam por terra todas as legítimas esperanças de cumprir toda o percurso em passo de corrida. Aliás naqueles 500 a 600 metros nós não corremos, mal andamos, quase rastejamos colocando no chão também as mãos.
Ultrapassado o maior obstáculo da Corrida do Guincho somos levados a pensar que a partir daí não teremos grandes dificuldades. "É só a descer". Mas será? NÃO. Se bem que maioritariamente o percurso seja a descer, até por que a meta está posicionada a uma cota mais baixa, ainda teremos de enfrentar pequenas subidas, para não adormecermos e descansar de todo. E entramos numa das mais belas fases da prova. São só árvores e vegetação rastejante. Quase não vemos a luz do dia. MAGNÍFICO! E a pouco e pouco caminhamos para o final da corrida. A parte final, em empedrado e sempre a descer, dá largas à nossa imaginação. Pensamos, inocente e ingenuamente, que poderemos naqueles metros finais recuperar o tempo "perdido" nas diversas subidas. É a aceleração final, ao som das palavras e gritos de incentivo quer dos caminheiros quer de outros atletas que já terminaram a sua participação. Só temos de ter cuidado para não entrarmos em descontrolo total.
Feitas as contas finais, bem como a habitual troca de impressões com outros atletas, uma pergunta se coloca nas nossas mentes: "Quando é a próxima corrida de montanha?". E também já temos a certeza de que para o ano cá estaremos de novo.
O mês de Junho não será tão preenchido como o foi este Maio que agora terminou. Mas, sem descurar as clássicas, já assumimos a nossa participação, e na máxima força, na próxima prova do Circuito Nacional de Montanha Salomon: A Escalada do Mendro irá ter a nossa "impressão digital". Quem sabe se futuramente não nos dedicaremos cada vez mais a este tipo de provas em detrimento do "alcatrão". Para a semana há mais desporto.
Atletas que concluiram a prova: 280 (235 em 2010)
Vencedor: Pedro Rodrigues (FC Mogadourense) - Tempo Oficial: 0:48:03
FREDERICO SOUSA
Classificação Geral: 246º - Classificação no Escalão M45: 43º
Tempo Oficial: 1:31:23/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:31:00
Tempo médio/Km: 7m:29s <=> Velocidade média:8,02Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES
Classificação Geral: 175º - Classificação no Escalão M55: 6º
Tempo Oficial: 1:18:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:18:41
Tempo médio/Km: 6m:28s <=> Velocidade média: 9,27Km/h (*)
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Corridas do mês de Maio
Calendário para o mês de Junho
No curto espaço de duas semanas participámos em duas meia-maratonas intermediando com a Corrida de Vendas Novas, prova que, apesar de se realizar numa distância menor, não deixou de ser desgastante atendendo ao calor que se fez sentir. E já de seguida teremos a Corrida do Guincho em pura montanha. As TARTARUGAS não param, não dão descanso às "perninhas". Mas querem melhor do que isto para limpar as nossas cabeças do "stress" adquirido ao longo de cada semana de trabalho?
A Meia Maratona dos Palácios está longe de ser uma corrida com grandes atractivos. Para lá do facto de ligar duas vilas com uma grande carga histórica na zona da Grande Lisboa - Sintra e Queluz - caracteriza-se essencialmente por começar e terminar a descer. Só por volta dos cinco quilómetros é que provamos pela primeira vez o "agradável" sabor de uma verdadeira subida . Entre o oitavo e o nono quilómetros enfrentamos o mais duro teste desta corrida: uma subida longa (parece que nunca mais acaba) e com um declive de meter respeito. Em dias de calor, com o sol a abater-se sobre as nossas cabeças, até parece que estamos às portas do Inferno. Passado o ponto alto do percurso só nos resta aguardar pelo último obstáculo aos 14 quilómetros. Enfim terminaram as subidas. A partir deste ponto o percurso é praticamente plano, com algumas descidas (nomeadamente a da chegada a Belas) bem vindas. Bem vindo é também o último troço após vislumbrarmos a marca dos vinte quilometros: é sempre a descer até à meta.
Trata-se de um percurso muito árido, com poucas sombras, e sem uma paisagem envolvente com muitos motivos de interesse. O alcatrão é o nosso principal e constante companheiro. Mas, consciente das dificuldades que esta corrida reserva principalmente em dias de calor, a organização esteve num ponto muito alto. No que a abastecimentos diz respeito, para além dos habituais fornecimentos de água a cada cinco quilómetros, ainda nos disponibilizou um reforço constante com uma moto a acompanhar os atletas e bem carregada de "garrafinhas de água". CINCO ESTRELAS. São pequenos/grandes pormenores como estes que estimulam os corredores a repetirem a participação ano após ano.
Uma Meia Maratona é uma Meia Maratona. É o grande desafio que se coloca aos atletas de fundo e que ainda não ganharam coragem para se abalançarem a uma Maratona de corpo inteiro. Todos os anos nos questionamos se valerá a pena voltar no ano seguinte. Mas a realidade é que o número de participantes tem vindo a aumentar. É uma corrida singular e é difícil dizer não a menos que surja uma alternativa mais interessante. O nome e a tradição que a Meia Maratona dos Palácios já conseguiu no calendário desportivo afasta outras provas potencialmente concorrentes.
Apesar da boa forma que têm vindo a ostentar, e um pouco na linha dos desempenhos nas últimas corridas, as TARTARUGAS não conseguiram desta feita superar as suas melhores marcas nesta meia maratona. Não há duas provas iguais.
No próximo domingo recomeçaremos a nossa temporada de provas de montanha. O Guincho está à nossa espera.
Atletas que concluiram a prova: 702 (502 em 2010)
Vencedor: Pedro Bravo (Individual) - Tempo Oficial: 0:59:47
FREDERICO SOUSA
Classificação Geral: 679º - Classificação no Escalão M45: 99º
Tempo Oficial: 2:10:38/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:10:24
Tempo médio/Km: 6m:11s <=> Velocidade média:9,71Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA
Classificação Geral: 648º - Classificação no Escalão M50: 83º
Tempo Oficial: 2:04:56/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:04:42
Tempo médio/Km: 5m:55s <=> Velocidade média:10,15 Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES
Classificação Geral: 503º - Classificação no Escalão M55: 93º
Tempo Oficial: 1:53:12/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:04
Tempo médio/Km: 5m:22s <=> Velocidade média: 11,20Km/h (*)
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Calendário para o mês de Maio
Foi a terceira vez que as TARTARUGAS participaram na corrida das Festas da Cidade de Vendas Novas. Como é bom, de vez em quando, fugir ao bulício dos grandes centros urbanos e simultaneamente respirar e sentir o verdadeiro espírito das Festas Populares. "O Povo saíu à rua", como já dizia José Afonso, para, à sua maneira, participar na corrida e conviver de muito perto com os atletas. Das janelas ou à porta de suas casas não regateiam palavras e gritos de incentivo aos corredores. Só faltaram as vuvuzelas que em 2010 também se fizeram ouvir. Miúdos e graúdos, principalmente os primeiros, acompanham-nos com os seus olhares embevecidos e com uma grande vontade de saltarem do seu posto de vigia para a "pista" e participarem ainda mais activamente nesta grande festa desportiva.
Se bem que não seja um percurso particularmente muito interessante, com os atletas a passarem duas vezes pelo mesmo sítio em grande parte da corrida, tem por seu lado o atractivo de não ser completamente plano e propício à obtenção de bons tempos nas distância de dez quilómetros. É sem dúvida uma corrida muito rápida não dando tréguas nem permitindo períodos de descanso. E tem também o grande aliciante de terminar dentro de um estádio e numa pista de atletismo. Só é pena que os últimos cem metros, realizados no "tartan", sejam feitos em sentido contrário ao normal de uma prova em pista. Poder-se-iam cortar alguns metros nas ruas da cidade e propiciar aos corredores uma volta completa dentro do Estádio.
De uma maneira geral as TARTARUGAS apresentaram-se em boa forma como se atesta no facto de dois terem batido os seus melhores tempos das suas participações anteriores. E o terceiro elemento só esteve um pouco aquém do que lhe é esperado pois os compromissos profissionais o têm remetido para uma clausura quase total no escritório. E este ano ninguém precisou massagens...
O tempo não ajudou muito, pelo menos para a maioria dos que se dão particularmente mal com o calor. É o anúncio do Verão e o prenúncio do que nos espera nas próximas corridas. E para agravar ainda mais a situação apenas tivémos um abastecimento de água exactamente a meio da corrida. Como se fez sentir nos últimos 3 a 4 quilómetros finais a falta da água refrescante. Prevendo que apenas iria haver um único vez abastecimento alguns atletas reforçaram-se logo com duas garrafas. Mas como todos sabemos correr com um objecto na mão é algo desconfortável. Acontece então que, para nos desembaraçarmos deste peso morto, somos levados a consumir a água mais cedo do que seria necessário. No final da prova, e quando recebíamos o saco com a camisola alusiva à corrida e uma "garrafinha" de água, aproveitámos para manifestar, cordialmente, o nosso desagrado e sugerindo que para o ano a situação seja revista. É preferível cortar nas "lembranças" e canalizar esse apoio para o reforço dos abastecimentos de água. Sim porque contamos voltar no próximo ano. Esta já é uma das nossas corridas "obrigatórias".
Uma nota final. Esta prova teve menos participantes do que em 2010, contrariando a tendência que se tem verificado na maioria das corridas em que participamos. É um alerta à organização. É imperioso introduzir novos aliciantes pois a confirmar-se esta tendência rapidamente morrerá a Corrida de Vendas Novas.
Atletas que concluiram a prova: 581 (877 em 2010)
Vencedor: Carlos Alves (Boavista S. Mateus) - Tempo Oficial: 0:32:23
FREDERICO SOUSA
Classificação Geral: 503º - Classificação no Escalão M45: 61º
Tempo Oficial: 0:57:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:18
Tempo médio/Km: 5m:44s <=> Velocidade média:10,47Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
CARLOS TEIXEIRA
Classificação Geral: 442º - Classificação no Escalão M50: 50º
Tempo Oficial: 0:54:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:03
Tempo médio/Km: 5m:24s <=> Velocidade média:11,10 Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES
Classificação Geral: 359º - Classificação no Escalão M55: 31º
Tempo Oficial: 0:49:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:10
Tempo médio/Km: 4m:55s <=> Velocidade média: 12,20Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Calendário para o mês de Maio
Acima de tudo esta corrida representou um marco na carreira desportiva das TARTARUGAS. Se bem que cada um de nós já tivesse anteriormente, e de forma isolada, participado em algumas corridas oficiais, foi na Meia Maratona Internacional de Setúbal que finalmente cumprimos a nossa cinquentésima prova em conjunto. Desde que em Março de 2009 começámos a correr juntos, dando origem à criação do grupo LEBRES E TARTARUGAS, os nossos nomes já apareceram nas classificações de mais de sessenta provas. Mas por um motivo ou por outro nem sempre competimos os três. Cumpridas as cinquentas corridas já demos o tiro de partida para a meta das cem. E nesta prova o TARTARUGA Carlos Gonçalves deixou o escalão dos 50/54 anos e entra a competir com os mais velhos do M55. Boa Sorte tanto mais que é nas idades mais avançadas que se nota uma maior presença e assiduidade nas corridas.
A nossa participação deste ano representou uma estreia do Frederico e uma repetição para os restantes TARTARUGAS. Com um percurso inicial ligeiramente diferente do de 2010 a Meia Maratona Internacional de Setúbal manteve todavia as mesmas características base. Sendo uma prova muito plana, apenas com duas subidas para ultrapassar outros tantos viadutos, convidava à obtenção de bons tempos. É certo que, como já afirmámos várias vezes, num percurso plano praticamente não temos descanso. É sempre a puxar e sem significativos momentos de relaxamento e recuperação física. Uma vez mais o S. Pedro foi nosso amigo sem permitir que o Sol aparecesse sequer por uma nesga das núvens. E até, à semelhança do ano passado, a chuva marcou a sua presença. Poderia ter aparecido um pouco mais tarde, de preferência na segunda metade da corrida. Mas mesmo assim revelou-se uma óptima ajuda.
A saída de Setúbal em direcção às Praias do Sado, por se enquadrar numa zona árida e sem grandes construções, é sem dúvida a fase em que se exige dos atletas um maior controlo e gestão tanto da componente física como psicológica. Os quilómetros custam a passar principalmente após o ponto de viragem. A Avenida Luísa Todi parece, é, enorme nesta fase final. Cumpridos vinte quilómetros vislumbramos do outro lado os pórticos insufláveis indiciando que a meta está próxima. O desespero torna-se ainda maior. Cada metro calcorreado vale por dois. Sem pensar no desgaste acumulado imprimimos a aceleração final na esperança de conseguirmos um bom tempo.
Muitos altletas tanto à partida como à chegada e o reencontro de "velhas" caras já conhecidas nestas andanças.
E no próximo fim de semana rumamos uma vez mais a Vendas Novas onde estaremos presentes na nossa máxima força. É o balanço para a Meia Maratona dos Palácios que se segue no domingo seguinte. Este é um mês sem descanso.
Atletas que concluiram a prova: 723 (638 em 2010)
Vencedor:Manuel Damião (GDR Conforlimpa) - Tempo Oficial: 1:06:59
FREDERICO SOUSA
Classificação Geral: 661º - Classificação no Escalão M45: 102º
Tempo Oficial: 2:05:56/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:05:09
Tempo médio/Km: 5m:56s <=> Velocidade média:10,11Km/h (*)
CARLOS TEIXEIRA
Classificação Geral: 636º - Classificação no Escalão M50: 89º
Tempo Oficial: 2:00:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:00:01
Tempo médio/Km: 5m:41s <=> Velocidade média:10,55 Km/h (*)
CARLOS GONÇALVES
Classificação Geral: 509º - Classificação no Escalão M55: 48º
Tempo Oficial: 1:49:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:49:16
Tempo médio/Km: 5m:11s <=> Velocidade média: 11,58Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA E NA DISTÂNCIA DA MEIA MARATONA
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
Calendário para o mês de Maio
À semelhança de 2010 as TARTARUGAS decidiram voltar a associarem-se às comemoraçãoes do Dia do Trabalhador participando na corrida de 15 quilómetros organizada pela União dos Sindicatos de Lisboa. Os nossos "Homens da Luta" não abdicam de comparecer a tudo o que é corrida com grande adesão popular. A frase mais ouvida e repetida há trinta e sete anos - "O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO" - aplica-se na perfeição ao grupo das LEBRES E TARTARUGAS: todos juntos ninguém nos demove de Domingo a Domingo saltarmos bem cedo do leito (deixando as nossas mulheres confortavelmente a descansarem) para travarmos mais uma batalha contra o imobilismo e o sedentarismo. E a nossa saúde bem nos agradece por esta decisão.
Cedo comparecemos, no domingo passado, nas imediações do Estádio 1º de Maio para as habituais tarefas como sejam o levantamento dos dorsais, realizar um bom aquecimento e satisfazermos as nossas necessidades fisiológicas matinais. E, coisa rara, conseguimos um bom lugar na "grelha de partida" iniciando a corrida na linha da frente.
Apesar de encher o nosso ego por acompanharmos durante os primeiros momentos os atletas mais rápidos esta decisão tem os seus encolhos. Contrariamente ao que é habitual, durante grande parte da corrida estivémos continuamente a ser ultrapassados por outros atletas e sem ultrapassarmos alguém. Apesar de poder de alguma maneira pesar psicologicamente temos também de saber lidar com este tipo de situações.
Deixando o Estádio do INATEL é então, já no asfalto das ruas de Lisboa, que verdadeiramente começa a corrida. Sem grandes diferenças relativamente ao ano passado tivémos uma primeira parte de "aquecimento" até a Campo Grande dando início, a partir daí, a um troço largamente conhecido quer desta quer de outras provas. Até ao Saldanha, com passagem pelos túneis da Avenida da República, preparamo-nos, sobretudo psicologicamente, para a doce e longa descida até ao Rossio. Com a entrada no empedrado da Praça D. Pedro IV terminou o descanso. Como dizia um outro atleta "acabou-se a mama"... Após percorrermos a Rua do Ouro e entrarmos no Terreiro do Paço iniciamos na Rua da Prata um longo segmento da corrida praticamente sempre a subir até à Praça do Areeiro. Ponto mais alto da corrida, sentimos que as pernas dão sinais de quererem fraquejar, mas não deixámos que tal sucedesse. Pela Av. João XXI até à Avenida de Roma, e nesta em direcção ao bairro de Alvalade, temos de cumprir o último, e mais longo, quilómetro. Deixando a Avenida da Igreja só temos umas escassas centenas de metros antes de entrarmos gloriosamente na pista de tartan do nosso conhecido Estádio 1º de Maio. Como são épicas as provas que terminam numa Pista de Atletismo. Fazemos das fraquezas forças e os últimos duzentos e poucos metros são "galgados" quase ao "sprint".
Mais uma corrida a juntar ao nosso já longo currículo. Temos ainda a assinalar que pela primeira vez as LEBRES E TARTARUGAS aparecem na classificação por equipas. Normalmente para a classificação por equipas é preciso um número mínimo de quatro atletas. Contudo na Corrida do 1º de Maio contam os três primeiros atletas de cada equipa o que nos permitiu assim estrearmo-nos nesta competição. E uma vez mais fizémos jus ao nosso lema: "Não ficar nem em primeiro nem último para não darmos nas vistas". PARABÉNS equipa.
Em relação à organização da prova só temos a apontar, como menos bom, a localização e quantidade dos abastecimentos. Se o primeiro surge um pouco tardiamente, só por volta do quilómetro sete, ficou a faltar, na nossa opinião de atletas, um terceiro fornecimento de líquidos no final da longa subida desde a Rua da Palma até ao Areeiro. Fica a nossa sugestão. De resto nada de negativo a referir, antes pelo contrário. Ao longo de toda a corrida vimos vários elementos da organização quer apoiando os atletas quer zelando para tudo corresse bem incluindo a indicação do percurso nos locais onde pudessem eventualmente existir algumas dúvidas.
Muitas caras conhecidas numa prova que o número de participantes superou o do ano passado. Com esta participação as TARTARUGAS abalançaram-se para mais um mês diabólico e repleto de competições. Em Maio não vamos ter sequer um fim-de-semana de descanso.
Atletas que concluiram a prova: 1214 (909 em 2010)
Vencedor: Hermano Ferreira (GDR Conforlimpa) - Tempo Oficial: 0:47:08
FREDERICO SOUSA
Classificação Geral: 1011º - Classificação no Escalão M45: 153º
Tempo Oficial: 1:27:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:27:55
Tempo médio/Km: 5m:52s <=> Velocidade média:10,24Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
CARLOS TEIXEIRA
Classificação Geral: 920º - Classificação no Escalão M50: 124º
Tempo Oficial: 1:24:00/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:24:00
Tempo médio/Km: 5m:36s <=> Velocidade média:10,71 Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
CARLOS GONÇALVES
Classificação Geral: 581º - Classificação no Escalão M50: 70º
Tempo Oficial: 1:15:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:15:51
Tempo médio/Km: 5m:03s <=> Velocidade média: 11,87Km/h (*)
MELHOR TEMPO INDIVIDUAL NA PROVA
(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)
CLASSIFICAÇÃO POR EQUIPAS: 100º (112 equipas classificadas)
Calendário para o mês de Maio
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