Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Disputou-se na Costa da Caparica mais uma edição do Grande Prémio do Atlântico a 18ª, prova já tradicional no calendário nacional e também com a presença habitual de alguns tartarugas.

 

Desta vez os tartarugas tiveram representados pelos atletas Frederico Sousa e o seu filho Gonçalo Sousa (segunda prova consecutiva em 2017) e Carlos Teixeira na sua primeira aparição após umas primeiras semanas de 2017 em que por motivos de saúde não foi possível representar a sua equipa.

 

Na véspera e na manhã antes da corrida chovia a cântaros, antes de sair de casa ainda passei algumas vezes pelo telemóvel esperançado que os Sousas desitissem, mas os tartarugas apesar de estarem diferentes nunca desistem.

 

Curiosamente desde o tiro de partida até final não caíu um pingo e o sol até apareceu por diversas vezes.

 

Depois de levantamentar os dorsais o encontrei-me com os tartarugas Sousas junto da zona de partida, colocados os mesmos e os respetivos Chips deu-se uma tímida corrida de aquecimento e confratenização antes de a prova ter início.

 

O percurso foi exatamente igual ao de anos anteriores, nalguns espaços com diversas poças e à saida do pontão da praia com alguma lama mas tudo faz parte e neste caso não criaram grandes dificuldades aos atletas.

 

Chegados os 3 tartarugas foi o regresso a casa com mais uma manhã de corrida preenchida e nada mais do que isso os tartarugas estão diferentes deixaram de ter stress competitivo, de partilhar resultados, de falar sobre a prova,  e cada um deles à sua maneira vai gerindo a rotina das corridas.

 

Será que chegou a hora destes amigos enfrentarem novos desafios !!!!!

 [Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 980

Vencedor: JOÃO MOTA (Equipa Marinha - CEFA)) - 0:34:11

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº1056)

Classificação Geral: 729º - Classificação no Escalão M5054: 82º

Tempo Oficial: 1:01:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:30

Tempo médio/Km: 6m:03s <=> Velocidade média: 9,92 Km/h(*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1057)

Classificação Geral: 399º - Classificação no Escalão M5559: 21º

Tempo Oficial: 0:51:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:48

Tempo médio/Km: 5m:05s <=> Velocidade média: 11,81 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 1058)

Classificação Geral: 705º - Classificação no Escalão M0034: 180º

Tempo Oficial: 01:00:19/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:39

Tempo médio/Km: 5m:58s <=> Velocidade média: 10,06 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:02

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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017

CORRIDA DA ÁRVORE

Ainda na ressaca da Corrida do Fim da Europa os atletas das LEBRES E TARTARUGAS, ou pelo menos alguns deles, regressam à estrada para uma corrida que já faz parte do seu habitual calendário de provas.

 

Novidades não havia. Reforçados com o Gonçalo Sousa a equipa decidiu arriscar “todas as fichas” nesta corrida, não em termos competitivos mas mais na vertente da logística associada à mesma. Para uma prova que se iniciaria às dez e meia da manhã de um solarengo domingo de Fevereiro, os atletas marcaram encontro em casa do Frederico apenas às dez da manhã. Algo previa que estávamos mesmo a “andar em cima do arame”. Não tínhamos grande margem de manobra, fosse para estacionar o meio de transporte de equipa ou para recolha dos dorsais e “chips” obrigatórios.

 

Mal nos aproximamos das imediações do local da partida enfrentamos o primeiro contratempo com os agentes da autoridade a impedirem a nossa passagem. Sem entrarem em pânico o Frederico e o Gonçalo decidem “saltar” do carro, quase em andamento, e correrem à procura do local de levantamento dos “kits” de participantes. O Carlos e o João Valério ficaram para si com a tarefa de arranjar rapidamente um local de parqueamento. Não foi difícil pois, nas imediações do Restaurante “Mercado do Peixe”, havia muitos lugares. Faltavam pouco mais de vinte minutos e ainda tínhamos de ir à procura do resto da equipa. Em passo de corrida estes dois atletas vêem-se forçados a um período de aquecimento em passo de corrida que, apesar se ser sempre desejável, nem sempre é cumprido. Mas agora não havia nada a fazer.

 

Entramos na recta da partida e nas imediações da qual já se aglomeram centenas de atletas. Mas dos Sousa, Frederico e Gonçalo, nem um sinal. Ouvimos o “speaker” avisar que faltam dez minutos para a partida. Sem entrar em pânico tentamos vislumbrar o resto da equipa. Andamos de um lado para o outro ao longo da fila de atletas que se preparam para a corrida. Quando faltam menos de cinco minutos dá-se finalmente o reencontro da equipa. Tudo sob o possível controlo. Distribuímos os dorsais e os chips. Cada um “monta” o dorsal com a calma e a ordem possíveis. Prendemos os chips nos atacadores das sapatilhas de corrida enquanto ouvimos que faltam apenas dois minutos para o sinal da partida. Finalmente podemos descansar um pouco, e numa posição mais atrasada do que é habitual relativamente aos atletas mais adiantados. Mas não há qualquer “stress” quanto a isto.

 

Às dez e meia em ponto ouvimos o sinal de abertura das hostilidades. Muita gente aglomerada, acotovelando-se e quase se atropelando, constitui a imagem de marca das primeiras centenas de metros. O percurso é rigorosamente o mesmo das últimas edições. Para os “habitués” tudo se vai desenrolar sem qualquer surpresa.

 

Para quem não procura um bom lugar na classificação final, partir nos últimos lugares tem mais vantagens do que inconvenientes. Principalmente do foro psicológico. Com o “avançar da carruagem” a diferença entre ultrapassar e ser-se ultrapassado pende mais para a primeira acção. Sentimos que estamos a fazer uma corrida de trás para a frente e em crescendo. Aqui e ali lá somos passados por um ou outro atleta mais rápido. Mas isto é mais a excepção do que a regra.

 

E o facto de já conhecermos o trajecto é uma grande vantagem no sentido de sabermos onde atacar ou onde nos pouparmos. E entre o oitavo e o nono quilómetro travamos o encontro com a arreliadora e bem conhecida subida final até às imediações do Restaurante dos Montes Claros.

 

Faltam pouco mais de quinhentos metros. Ao entrar na Alameda Keil do Amaral surge a meta ali mesmo ao nosso alcance da nossa vista. Um “sprint” final, ou perto disso, com o objectivo de umas últimas ultrapassagens e de tentarmos melhorar o nosso tempo.

 

Um a um os atletas das LEBRES E TARTARUGAS vão terminando a sua prestação em mais uma Corrida da Árvore. De regresso ao “autocarro” da equipa comentamos a prova, falamos das Lebres (cuidado que estamos a resvalar para um caminho perigoso), e abordamos o temoa das próximas corridas.

 

Desfeito o quarteto cada um segue à sua vida para um merecido repouso no que nos resta deste fim-de-semana.

 

Para a semana talvez haja mais alguma prova. E toda a equipa anseia pelo regresso do “lesionado/doente” Carlos Teixeira.

 

Atletas que concluiram a prova: 875

Vencedor: FILIPE JANUÁRIO (Millenniumbcp) - 0:34:45

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 944)

Classificação Geral: 697º - Classificação no Escalão M5054: 75º

Tempo Oficial: 1:05:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:25

Tempo médio/Km: 6m:26s <=> Velocidade média: 9,31 Km/h(*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº 945)

Classificação Geral: 689º - Classificação no Escalão M0034: 122º

Tempo Oficial: 1:54:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:45

Tempo médio/Km: 6m:26s <=> Velocidade média: 9,31 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 967)

Classificação Geral: 341º - Classificação no Escalão M6099: 30º

Tempo Oficial: 0:54:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:53:21

Tempo médio/Km: 5m:20s <=> Velocidade média: 11,25 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 968)

Classificação Geral: 411º - Classificação no Escalão M6099: 33º

Tempo Oficial: 0:55:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:54

Tempo médio/Km: 5m:29s <=> Velocidade média: 10,93 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 12 - Grande Prémio do Atlântico (Costa da Caparica) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:09

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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

CORRIDA DO FIM DA EUROPA

Tão certo como dois e dois serem quatro é a participação dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS naquela que é considerada como uma das mais bonitas provas realizadas em Portugal.

 

Nas últimas sete edições, considerando o “Treino do Fim da Europa” num ano em que oficialmente esta prova não se realizou, fizemos questão de marcar presença. Todos os anos sempre que recebemos a notícia da abertura das inscrições logo “corremos“ para garantir a nossa participação. E em 2017 voltámos a um cenário idílico e tão carregado de história como é a Serra de Sintra.

 

É interessante verificar como, ano após ano, a popularidade desta corrida se mantém em alta. Novidades não há. Para os estreantes trata-se de uma experiência única e dificilmente repetível noutras paragens. Mais do que a competição os atletas querem desfrutar ao máximo de um passeio pela Serra de Sintra em jeito de corrida. Os repetentes sabem sobejamente os que os espera. Mas não desanimam. Os primeiros três quilómetros serão terrivelmente demolidores, em “ziguezague” e Serra acima, sendo mais tarde compensados com uma descida ininterrupta na segunda parte da corrida até ao Cabo da Roca. Mas atenção pois a “parede” aos dez quilómetros constitui um dos obstáculos mais difíceis de transpor.

 

Aqui e acolá recebemos os incentivos dos vários BTTISTAS que elegem a Serra de Sintra como o local de eleição para as suas “voltas” em Bicicleta de Todo o Terreno. Mas não são os únicos. Turistas de várias nacionalidades vão saudando os atletas à sua passagem. E até os elementos da organização, responsáveis pelos abastecimentos de água, dão-nos um precioso “empurrãozinho” rumo à Meta.

 

Prevíamos estar na máxima força contando com a presença do Frederico, do João Valério, do Carlos Gonçalves e do Carlos Teixeira. Ainda a recuperar de uma situação mais débil este último atleta privou-nos da sua companhia, embora acompanhando à distância os seus colegas. Ainda tentámos arranjar substituto para o dorsal disponível mas levámos algumas “negas”.

 

Curiosamente a principal dificuldade da Corrida do Fim da Europa não está na prova propriamente dita mas sim na logística associada ao transporte dos atletas no final. É preciso ir deixar de véspera um carro o mais perto possível da Meta. E, no dia da corrida, arranjar lugar para estacionar de forma legal em Sintra é outra dificuldade a que os mais experientes já estão habituados.

 

Desta vez tudo correu sem sobressaltos. Até dedicámos alguns momentos a um curto período de aquecimento.

 

Para além do aquecimento o Frederico ainda dedicou algum tempo para travar conversa com algumas Lebres ocasionais. Mas sem sucesso.

 

De regresso ao nosso compartimento de partida tiramos a “selfie” para ilustração no nosso blogue.

 IMG_0368.JPG

Dez em ponto. Tiro de Partida. Os atletas lançam-se ao assalto da Serra de Sintra. Aqui ninguém compete com ninguém mas apenas consigo próprio. Todos procuram aproveitar ao máximo esta experiência única. A Serra de Sintra presenteia-nos com uma paisagem inigualável. No meio do nevoeiro, tão habitual por estas paragens, o encanto está “ao virar de cada esquina”. As árvores, meio despidas, estão bem acompanhadas pelos enormes pedregulhos que completam a paisagem. Aliás dificilmente imaginaríamos a Serra de Sintra com outra envolvência.

 

Quando aos onze quilómetros encetamos a descida até ao “Fim do Mundo” deixamos para trás o “Capacete” de Sintra e começamos, finalmente, a ver o Oceano Alântico. Alguns quilómetros mais à frente vislumbramos o Cabo da Roca e a tão desejada Meta. À entrada da localidade de Azóia sentimos o belo e puro cheiro a maresia. E sentimos, pela primeira vez, a agreste brisa marítima que arrefece os atletas no final da prova.

 

Apesar do esforço todos terminam a sua corrida com um sorriso nos lábios.

 

Feito o reagrupamento a nossa equipa regressa até à Azóia, local onde o Frederico tinha o seu automóvel.

 

Mas o Carlos Gonçalves tinha ainda uma semi-surpresa em mente. Já tinha avisado os seus colegas que planeava regressar a Sintra realizando o percurso em sentido contrário. Aliás, já nos anos anteriores tinha ameaçado esta aventura. Mas, por um motivo ou por outro, sempre a adiou. Umas vezes porque estava muito cansado, outras porque tinha de regressar cedo a casa para ver o jogo de Futebol do seu filho Gonçalo.

 

Mas este ano não havia razão para desculpas. Ao longo da Corrida do Fim da Europa foi vencendo os quilómetros a matutar nesta sua intenção. E até talvez se tenha poupado um pouco, de uma forma inconsciente, para ter forças para o trajecto final.

 

Quando os três Tartarugas deixaram o Cabo da Roca o Carlos Gonçalves começou a fazer alguns exercícios de corrida para testar o estado dos seus músculos. Mais atrás seguiam o Frederico e o João Valério.

 

A certa altura, sentindo-se com forças para levar a cabo a sua aventura, despede-se dos colegas e avisa-os de que regressará sozinho até Sintra.

 

Umas vezes a correr, outras a andar, toma novamente de assalto a Serra de Sintra percorrendo em sentido contrário o percurso que antes tinha completado.

 

À medida que vai avançando começa a contagem decrescente dos quilómetros. As placas que tinha visto pela frente mostram-lhe o que lhe falta até à sua nova meta. Mas foi Sol de pouca dura. Uma camioneta da organização começava a retirar as placas quilométricas pelo que, a partir do quilómetro onze, desapareceram todas as indicações. O atleta contava agora apenas consigo próprio e com o seu Garmin.

 

As árvores apresentavam as suas formas esbatidas pelo nevoeiro que regressara em todo o seu esplendor. A paisagem inspirava uma calma superior e que era complementada pela suave música dos anos sessenta e setenta que se fazia ouvir nos ouvidos do atleta solitário.

IMG_0369.JPG

A certa altura foi ultrapassado por um outro atleta que se lançara à mesma aventura mas que rapidamente se sumiria no meio do nevoeiro. Um pouco mais à frente ultrapassa um outro aventureiro que, lentamente, também se dispusera a fazer o regresso a Sintra em sentido contrário.

 

Quando faltavam cerca de seis quilómetros uma viatura dos Bombeiros oferece uma boleia, prontamente recusada. Só quis confirmar que estava no caminho certo.

 

A certa altura algumas cãibras ameaçam o atleta. Por algumas centenas de metros decide só correr em descidas. Há que reservar as últimas energias para chegar “são e salvo” a Sintra.

 

Finalmente entra nos derradeiros três quilómetros. A maior preocupação já não é o cansaço mas sim dar-se a ver sempre que algum automóvel se cruza consigo. O pior é quando algum autocarro aparece e ocupa toda a largura da estrada. Mas como o trânsito não é muito intenso o “aventureiro” chega são e salvo ao seu destino, ou melhor, ao local da partida.

 

Orgulhoso com a sua façanha avisa os seus familiares e amigos via WhatsApp: Terminei a Corrida do Fim da Europa: versão “Ida e volta”!

 

Pela frente tem ainda cerca de três quartos de hora de viagem até casa.

 

Mais uma prova superada e para, um dia mais tarde, contarmos aos nossos Netos.

 

Atletas que concluiram a prova: 2107

Vencedor: BRUNO LOURENÇO (Individual) - 1:01:13

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1195)

Classificação Geral: 1129º - Classificação no Escalão M60: 28º

Tempo Oficial: 1:38:43/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:18

Tempo médio/Km: 5m:48s <=> Velocidade média: 10,34 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1197)

Classificação Geral: 1821º - Classificação no Escalão M50: 141º

Tempo Oficial: 1:54:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:53:45

Tempo médio/Km: 6m:43s <=> Velocidade média: 8,94 Km/h(*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 2166)

Classificação Geral: 856º - Classificação no Escalão M60: 20º

Tempo Oficial: 1:33:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:33:20

Tempo médio/Km: 5m:30s <=> Velocidade média: 10,89 Km/h(*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km

Calendário para o  Mês de Fevereiro

  • 5 - Corrida da Árvore (Lisboa/Serra do Monsanto) - 10 Km
  • 19 - Grande Prémio Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 26 - Meia Maratona de Cascais - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 22:12

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Sábado, 21 de Janeiro de 2017

CORRIDA DOS ADEPTOS E SIMPATIZANTES

Sporting – Benfica – Belenenses

 

No ano de 2016 os Lebres e Tartarugas estiveram presentes nesta nova prova da capital tendo representado a trilogia dos clubes da capital.

 

No entanto no ano de 2017 as coisas alteraram-se e os pequenos tornaram-se grandes…

 

De facto contamos de inicio com a indicação do Carlos Gonçalves (Benfica) de que não iria participar nessa prova, mantendo a  sua aposta em participar principalmente em provas de fora de estrada.

 

Na semana que antecedeu a prova o Carlos Teixeira (Sporting) foi atacado por uma violenta gripe que o deixou KO.

 

Ainda foi negociada a repescagem do Carlos Gonçalves para esta prova mas os Deuses estavam destinados a apenas proteger o Belenenses.

 

Na véspera da prova, novo telefonema do Carlos Gonçalves a dizer que também estava com sintomas de gripe.

 

Assim sendo a participação desta prova ficou reduzida ao digno representante do Belenenses, não obstante na véspera ter alinhado num prolongado jantar em que principalmente se abasteceu de combustível errado.

 

É caso para dizer que dois representantes dos Lebres e Tartarugas não participaram por estarem com gripe enquanto que o que participou tinha o motor gripado…

 

Fazendo das tripas coração, lá se apresentou este dignissímo representante às 9:45 no local da partida destinado a percorrer exactamente o mesmo percurso da prova do ano anterior.

 

Dia frio mas solarengo.

 

Opção correcta para equipamento (manga curta). Frio de inicio mas calor durante a prova.

 

Nítida redução do numero de participantes.

 

Ziguezagues entre Cidade Universitária, Campo Grande e Avenida da Republica, tuneis abaixo, tuneis acima, a bufar até final.

 

Missão cumprida com agrado, à justa dentro do tempo limite de uma hora.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 456

Vencedor: MARCO CARDOSO (Benfiquista) - 0:35:16

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 129)

Classificação Geral: 324º - Classificação no Escalão M5054: 39º

Tempo Oficial: 1:00:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:55

Tempo médio/Km: 6m:00s <=> Velocidade média: 10,00 Km/h(*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:47

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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017

SÃO SILVESTRE DE LISBOA

Fim do ano em beleza.

 

No último dia de Dezembro a equipa das LEBRES E TARTARUGAS arregimentou os seus atletas mais regulares para se despedir de 2016 e começar a preparar o novo ano que, pouco mais de doze horas mais tarde, chegaria a este “cantinho” mais ocidental da Europa.

 

Frederico Sousa, Carlos Teixeira, Carlos Gonçalves e Pedro Antunes marcaram, como habitualmente, encontro na Praça dos Restauradores, à esquina do terminal do Elevador da Glória.

 

A manhã apresentava-se ensolarada mas bastante fria. Os atletas tentavam abrigar-se do vento que soprava de todos os lados e que contrariava o calor dos raios solares que despontavam num céu sem qualquer nuvem.

 

Mas qual é a surpresa? Estamos em pleno Inverno. Ainda há poucos dias tínhamos entrado na Estação mais fria e ultrapassado o dia mais curto do ano. E antes o frio do que a chuva.

 

Um vendedor ambulante de castanhas assadas contribuía para o aquecimento momentâneo daqueles que esfregavam as mãos mesmo por cima das brasas que alimentavam o fogareiro.

 

Apesar de se terem registado menos de 25 por cento das inscrições comparativamente com o ano passado, isto a fazer fé em alguns comentários que “circulavam” pelas redondezas, mesmo assim a animação era grande. A cor dominante era o azul das camisolas oficiais e que combinava, na perfeição, com o amarelo das “golas” que protegiam o pescoço do frio um pouco agreste.

 

Dá-se a reunião da equipa ainda antes das dez da manhã. Tira-se a fotografia de grupo sob o olhar da nossa comitiva de apoio. O Afonsinho analisava de forma muito intrigada todo aquele rebuliço tentando apropriar-se da máquina fotográfica da sua Mãe. Ele queria ser o fotógrafo de serviço.

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Aproximava-se a hora da partida. Os atletas discutiam o percurso da prova que em nada se alterava relativamente ao ano passado. A única diferença era de, pela primeira vez, a prova realizar-se de dia. A Magia da corrida à noite, sob as iluminações de Natal da zona nobre da cidade, perdeu-se em grande parte.

 

A partida seria dada no final da Avenida da Liberdade mesmo à entrada da Praça dos Restauradores.

 

Os atletas tinham de se dirigir ao compartimento respectivo em função do tempo expectável em que completariam a prova.

 

Às dez e meia deu-se a partida das Mulheres, reactivando-se a habitual e salutar “Guerra dos Sexos”. Cerca de dois minutos e meio mais tarde partiriam as “classes” mais rápidas: Elites, Sub 40 e Sub 50. Neste escalão tínhamos os dois Carlos que, fruto de uma menor aglomeração de atletas, e muito entusiasmados pelas facilidades encontradas, conseguiram imprimir desde logo um ritmo muito elevado, abaixo dos 4 minutos e meio por quilómetro. A factura desta “loucura" inicial veio a ser apresentada nos quilómetros finais. Mas já lá iremos.

 

Alguns minutos mais tarde entra em cena o Frederico que tinha sido “encaixotado” no grupo dos sub 60. Mais atrás ainda, e com mais uns bons minutos de atraso, partia o Pedro no compartimento dos +60.

 

A passagem dos Restauradores ao Rossio faz-se relativamente bem assim como toda a Rua do Ouro. Chegados ao Terreiro do Paço atacamos o acesso ao Cais do Sodré rumo ao ponto de viragem, algures na zona de Santos. Começamos a avistar os primeiros atletas, com o clã feminino à cabeça. Pressentia-se que este ano as Mulheres voltariam a dar cartas, embora sob a “ameaça”, muito perto, do clã Masculino.

 

O cansaço começa a dar sinais quando enfrentamos o empedrado do Rossio. Desgastante.

 

Faltam pouco mais de dois quilómetros para a meta. Na realidade estava ali mesmo à nossa esquerda . Mas ainda tínhamos pela frente a demolidora subida rumo ao Marquês de Pombal. E, à semelhança das últimas edições, havia uma competição dentro da própria São Silvestre de Lisboa para apurar quem seria o mais rápido no último quilómetro e que tinha como aliciante o facto de ser percorrido no sentido descendente da Avenida da Liberdade. Mas as forças já não eram muitas.

 

Num último esforço os atletas aceleram até à meta. Dever cumprido. O Frederico celebrava também a sua centésima corrida na distância de dez quilómetros. Terminou o ano em beleza e concluindo a sua corrida abaixo da hora.

 

Um pouco mais tarde, cansado mas igualmente feliz, cruza a meta o Pedro dando por terminada a sua participação na última corrida do ano.

 

Feito o reagrupamento temos de vencer a subida do Elevador da Glória. Ainda pensámos em apanhar este meio de transporte. Mas pagar três euros e sessenta para percorrer poucas centenas de metros era manifestamente demasiado caro. Assim, calmamente, pé ante pé, empreendemos a nossa subida ao mesmo tempo que cada um revelava os seus planos para a passagem do ano. Num ápice, e sem que déssemos conta, tínhamos chegado a S. Pedro de Alcântara.

 

Feitas as despedidas cada um dirige-se ao seu carro de apoio.

 

Agora é tempo de descanso e de celebração da despedida do ano “velho” e da entrada no novíssimo 2017.

 

De salientar que tanto o Frederico como o Carlos Teixeira mantêm-se como totalistas de todas as edições da Corrida São Silvestre de Lisboa. E já vamos na nona edição.

 

Espectáculo!

 

Atletas que concluiram a prova: 6306

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Sport Lisboa e Benfica) - 0:30:10

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 2341)

Classificação Geral: 2021º - Classificação no Escalão V55: 96º - Classificação Chip: 1975º

Tempo Oficial: 0:50:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:55

Tempo médio/Km: 5m:00s  <=> Velocidade média: 12,02Km/h (*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:04:09/1823º

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2342)

Classificação Geral: 1530º - Classificação no Escalão V55: 70º - Classificação Chip: 1472º

Tempo Oficial: 0:48:44/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:03

Tempo médio/Km: 4m:48s <=> Velocidade média: 12,49 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:04:12/1963º

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2343)

Classificação Geral: 3990º - Classificação no Escalão V50: 362º - Classificação Chip:4028º

Tempo Oficial: 0:59:23/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:47

Tempo médio/Km: 5m:53s <=> Velocidade média: 10,21 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:05:08/4384º

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 2344)

Classificação Geral: 5327º - Classificação no Escalão Sénior: 836º - Classificação Chip: 5356º

Tempo Oficial: 1:08:32/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:07:43

Tempo médio/Km: 6m:46s <=> Velocidade média: 8,86 Km/h(*)

Tempo/Classificação no último quilómetro: 00:06:21/5835º

  

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Janeiro

  • 15 - Corrida dos Adeptos e Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:58

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

GRANDE PRÉMIO DE NATAL

Longe vai o dia 20 de Dezembro de 2009 quando, no seu primeiro ano de actividade enquanto equipa, os três atletas fundadores das LEBRES E TARTARUGAS participaram pela primeira vez no Grande Prémio de Natal.

 

Ainda está bem gravada na nossa memória a tremenda desorganização desta corrida cuja meta estava colocada na Praça dos Restauradores, mas já em sentido ascendente em direcção ao Marquês de Pombal. Fruto da existência de um estrangulamento logo a seguir à meta o monumental “engarrafamento” estendeu-se bem para trás prejudicando o desempenho dos vários atletas.

 

De imediato a nossa equipa decidiu, por unanimidade, não voltar no ano seguinte a esta prova.

 

Mas, por vezes, o coração suplanta a razão. Deste modo, e depois do interregno de um ano, a equipa das LEBRES E TARTARUGAS decidiu arriscar de novo a participação no Grande Prémio de Natal, na esperança de que os erros antes cometidos tivessem sido resolvidos. E foram, pelo menos no que respeita ao final da prova.

 

Em 2011, afastados os “fantasmas do passado”, regressamos ao mesmo palco e sem grandes problemas. Mas, e como também registaríamos no ano seguinte, os atletas que se abalançaram aos dez quilómetros tiveram direito a um desconto de dez por cento na distância. No final foram nove mil metros, prenunciando a época de saldos “natalícios”.

 

Após novo interregno voltamos em 2013 ao Grande Prémio de Natal, desta vez já com um novo figurino sendo a partida feita junto às instalações da antiga Feira Popular de Lisboa.

 

O Grande Prémio de Natal, atendendo à época em que se realiza, e percorrendo o principal eixo viário da cidade de Lisboa, assume o seu papel de prova emblemática.

 

Por isso os atletas das LEBRES E TARTARUGAS voltaram a emprestar o seu nome a esta corrida. Frederico, Pedro e os dois Carlos voltaram a encontrar-se numa manhã de Dezembro para correrem em equipa a edição de 2016 do Grande Prémio de Natal.

 

Partiram de casa do Frederico rumo a Lisboa tendo como primeira preocupação estacionarem o carro o mais perto possível da zona da Meta e a tempo de apanharem o Metro até ao Centro Comercial do Colombo.

 

A Partida estava instalada junto ao Hospital da Luz, no mesmo local escolhido pela Corrida do SLB.

 

À falta da nossa Treinadora tivemos de recorrer a umas simpáticas atletas para nos tirarem a habitual fotografia de grupo.

IMG_0158.JPG

Não sabemos se foi por estarmos em dia de “dérbi” Lisboeta ou apenas por simples coincidência, mas o que fica para a história é que os atletas tiveram de passar perto quer do Estádio do Benfica quer muito perto do Estádio de Alvalade. A partir deste ponto segue-se um percurso já muito bem conhecido das provas que se realizam na cidade de Lisboa. Desde o Campo Grande temos os nossos conhecidos túneis que nos levam até à Praça Duque de Saldanha, ponto altimétrico mais alto do percurso, e sucedendo-se a corrida vertiginosa rumo à meta, sempre a descer ao longo das Avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade e com passagem pelo Marquês de Pombal.

 

A marca dos nove quilómetros avisa que o fim está próximo. Mas, nesta fase, os atletas não dão descanso às suas pernas. Antes pelo contrário, pois tentam recuperar definitivamente o atraso a que foram obrigados nos primeiros três quilómetros ao longo dos quais a aglomeração de corredoras e de corredores era grande.

 

Cada um, à vez, os representantes das LEBRES E TARTARUGAS vão terminando a sua corrida, todos eles bastante satisfeitos com a sua prestação.

 

Já em período de descanso há que vencer a exigente subida do Elevador da Glória até chegar ao local onde uma hora e meia antes tínhamos parqueado o nosso carro.

 

Voltamos à “Casa da Partida”, algures na Rua Paulo da Gama onde, por volta das nove e quinze da manhã, se tinha dado o encontro da equipa das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Para fechar o ano resta-nos a Corrida São Silvestre de Lisboa onde vão estar novamente em acção estes quatro magníficos corredores.

 

Atletas que concluiram a prova: 4684

Vencedor: HÉLIO GOMES (Sporting CP) - 0:28:35

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº3026)

Classificação Geral: 1952º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 0:51:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:04

Tempo médio/Km: 4m:48s  <=> Velocidade média: 12,48 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº3045)

Classificação Geral: 1579º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 0:49:25/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:01

Tempo médio/Km: 4m:36s  <=> Velocidade média: 13,04 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº3216)

Classificação Geral: 3594º - Classificação no Escalão M VET 50-55-60: ND

Tempo Tempo Oficial: 1:01:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:58

Tempo médio/Km: 5m:48s  <=> Velocidade média: 10,35 Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº3882)

Classificação Geral: 4144º - Classificação no Escalão M Séniores: ND

Tempo Tempo Oficial: 1:07:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:28

Tempo médio/Km: 6m:27s  <=> Velocidade média: 9,31 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:01

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016

Meia Maratona dos Descobrimentos - Manhã Submersa

Eram 9h da manhã quando saí de casa para participar em mais uma edição da meia maratona dos descobrimentos chovia abundantemente e o meu pensamento dividia-se entre deslocar-me para Belém ou regressar a casa. Na véspera os meus dois colegas Tartarugas tinham-me incumbido de representar os Lebres e Tartarugas nesta prova e logo de manhã recebi o incentivo do Carlos Gonçalves via WhatsApp “Boa Prova atleta. E no final da corrida se sentires a tua camisola mais pesada não é da chuva.  É antes o peso das três camisolas das Lebres e Tartarugas”. O orgulho de representar a nossa equipa e a vontade de correr superaram o péssimo tempo que se fazia sentir, mesmo assim retive-me dentro do carro até faltarem 17 minutos para a partida. Assim que saí do carro comecei logo a correr com uma chuva fria a bater-me no corpo e por vezes tive que substituir o passo de corrida por alguns saltos afim de evitar as longas poças que já existiam ao longo das ruas. Faltavam escassos minutos para a meia maratona começar quando cheguei à zona de partida, os atletas em grande número o que me surpreendeu face ao mau tempo que se fazia sentir repartiam-se pelas diferentes entradas em função das suas marcas pessoais impávidos e serenos com o duche que estavam a levar. Ás dez em ponto deu-se a partida em direção a Algés e os primeiros quilómetros foram de adaptação às condições do tempo e aos seus reflexos no piso inundado de diversas poças. Após o retorno em Algés começou-se também a sentir um vento lateral que dificultava a velocidade dos atletas, na passagem entre o Cais Sodré e o Terreiro de Paço grandes problemas para fugir às grandes poças de água principalmente na zona da Ribeira das Naus onde além da água cheirava muito mal a esgoto. O percurso teve como principal novidade a passagem pelo Rossio ao contrário do que se tinha verificado nas anteriores edições. Nos últimos 6km finalmente parou de chover e o sol apareceu o que tornou muito agradável o final da corrida onde mais de 2.600 cruzaram a linha de meta.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2637

Vencedor: CARLOS CARDOSO (GFD Running) - 1:10:39

 

CAR96LOS TEIXEIRA (Dorsal Nº26)

Classificação Geral: 926º - Classificação no Escalão M5559: 38º

Tempo Tempo Oficial: 1:44:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:43:46

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,20 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:26

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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

CORRIDA JUNTOS CONTRA A FOME

Enquanto os Maratonistas recuperam da participação da Maratona do Porto e se preparam para a tradicional Meia Maratona dos Descobrimentos, o Tartaruga Frederico continua a trocar os treinos que devia fazer (e não faz) por provas de menor distância.

 

Sendo que os calendários mais usuais apontavam por uma escassez de provas de 10 kms para este fim de semana, uma procura mais cuidada na internet surtiu logo o efeito desejado identificando duas provas dessa distância, uma em Lisboa e outra em Cascais.

 

Em ambos os casos os traçados não eram virgem para este atleta, que acabou por optar pela agradável proximidade do mar.

 

Assim sendo, deslocou-se a Cascais para a Corrida Juntos Contra a Fome, que conta já com a sua terceira edição.

 

Das provas disputadas até à data em Cascais está terá sido, eventualmente, a que contou com a menor participação. Ainda assim concluíram esta prova 751 atletas na distancia de 10 kms. Nada mau.

 

O dia apresentava-se agradável, com algumas nuvens, fresco, mas sem vento.

 

Partida alguns minutos após as 10:00 e lá nos fizemos à estrada.

 

O trajecto era muito simples (e conhecido). Saída da Baia de Cascais em direcção ao Guincho pela Avenida do antigo pavilhão do Dramático de Cascais. Ou seja o arranque da prova foi feito em 1ª durante algum tempo.

 

Só na chegada à casa da Guia é que se pode então alargar um pouco a passada.

 

Um pouco antes do restaurante Monte Mar efectuou-se o retorno à base sempre junto ao mar, com passagem na Boca do Inferno, Marina e finalmente Baia da Cascais.

 

A prova foi um pouco sofrida para se conseguir completar antes de 1:00:00 o que foi conseguido com alguma margem.

 

Foi pois mais uma participação numa prova simples e agradável cumprindo-se também o objectivo de não deixar as Lebres e Tartarugas sem representação em provas neste fim de semana.

 

Para a semana há mais.

 

Por curiosidade ao chegar a casa o Frederico deparou-se ainda com uma outra prova a decorrer junto a Pedrouços sem se conseguir ainda aperceber que prova foi essa que lhe escapou mesmo debaixo das suas barbas.

 [Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 751

Vencedor: JOSÉ GASPAR (CP) - 0:32:09

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº1076)

Classificação Geral: 474º - Classificação no Escalão Masculinos: 403º

Tempo Tempo Oficial: 0:57:17/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:10

Tempo médio/Km: 5m:43s  <=> Velocidade média: 10,50 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Corrida Contra a Fome (Cascais) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Dezembro

  • 4 - Meia Maratona dos Descobrimentos (Lisboa) - 21,0975 Km
  • 11 - Grande Prémio do Natal (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida São Silvestre (Lisboa) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:20

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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

CORRIDA DA ÁGUA

A corrida da Água é um daqueles eventos que capta a atenção dos membros das Lebres e Tartarugas porque combina a corrida em Monsanto e o atractivo de se passar no cimo do Aqueduto das Águas livres, num circuito circular algo peculiar.

 

Assim sendo e desde há alguns meses anunciavam-se várias intenções de participação.

 

No entanto a realidade foi bem diferente.

 

A duas semanas da corrida já só sobravam dois candidatos, e a uma semana o Carlos Teixeira decidiu não participar para não acrescentar ao desgaste acumulado das semanas anteriores (que incluía uma Maratona) e evitar lesões que se anunciavam.

 

Assim sendo, restei apenas eu (Frederico Sousa) e lá fiz a minha inscrição a apenas uma semana da prova.

 

Mas assim que o fiz abateu-se uma valente crise de garganta, tendo ficado sem pio a 3 dias da prova.

 

Pensei com os meus botões que esta prova estava destinada a ficar sem qualquer atleta dos Lebres e Tartarugas. E lá tinha eu estoirado € 10 sem necessidade.

 

Mas quando soube que ia chover no Domingo curei-me por milagre. Tudo por uma boa corrida à chuva.

 

No Domingo lá me desloquei a Monsanto para participar em mais uma edição desta corrida, não sem antes me enganar outra vez nas horas e perder uma meia hora de sono.

 

Não obstante a previsão de chuva e vento (que só se fizeram sentir vagamente) o facto é que esta edição contou com mais cem atletas que a anterior. É de dizer que “Chuva civil não molha corredor”.

 

A corrida em si não apresentou nenhuma novidade a não ser avançar com a meta cerca de 200 metros para tentar perfazer os 10.000 da prova.

 

O ponto critico desta corrida que tem sido o abastecimento de água aos 5.000 m melhorou um pouco mas ainda assim está a milhas das outras provas (e curiosamente esta é supostamente a corrida da Água).

 

O meu objectivo não foi cumprido (fazer a prova em menos de 1 hora) muito por culpa daqueles malfadados 200 metros finais.

 

Mas o prazer foi ainda assim imenso em poder participar em mais esta prova.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 823

Vencedor: AMÉRICO PEREIRA (Casa do Benfica de Algueirão Mem Martins) - 0:35:14

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº914)

Classificação Geral: 605º - Classificação no Escalão M5054: 68º

Tempo Tempo Oficial: 1:01:16/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:56

Tempo médio/Km: 6m:06s  <=> Velocidade média: 9,85 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Corrida Contra a Fome (Cascais) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:57

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

CORRE JAMOR

PROVA PARA TODOS OS GOSTOS

 

No passado Domingo 3 tartarugas participaram em mais uma edição da corrida Corre Jamor, foram eles Frederico Sousa, Carlos Teixeira e João Valério.

 

Os atletas reuniram-se em casa do Frederico  e de seguida deslocaram-se para o Estádio Nacional onde teve lugar a partida e chegada da prova.

 

Enquanto o Frederico já tinha participado na prova para mim e para o João Valério a prova foi uma estreia.

 

Após os aguaceiros de Sábado à noite a temperatura estava agradável e até algo quente para o Frederico muito calor.

 

A partida teve lugar em plena pista do mítico estádio do Jamor tendo os atletas dado uma volta quase completa à mesma até sair daquele complexo desportivo.

 

Os 3 primeiros Kms disputaram-se em piso de alcatrão com passagem junto das piscinas do Jamor, pontes do rio e passagem pela entrada da maratona do Estádio.

 

A partir dos 3 Km e quase até ao fim da prova os atletas tiveram que enfrentar um piso de terra típico do trail e muito ao gosto dos meus amigos tartarugas Frederico e Carlos Gonçalves e nem a lama faltou.

 

Os kms corridos em piso de terra foram muito agradáveis pelo contato com a natureza que aquele parque proporciona bem como as paisagens, mas também bastante duros com permanentes subidas e descidas.

 

Antes do fim da corrida houve ainda uma passagem pelo topo do Estádio Nacional uma parte em piso de pedra e na famosa tribuna da entrega das Taças de Portugal em piso de azulejo, escorregadio e perigoso dado encontrar-se molhado devido à chuva da véspera.

 

A chegada deu-se na pista do Estádio tendo os atletas direito a uma volta de honra imaginando as bancadas repletas de público e não como estavam desertas.

 

Assim terminou mais um fim de semana desportivo dos Lebres e Tartarugas numa prova difícil e em que é possível passar por todos os tipos de pisos, tartan, alcatrão, empedrado, terra, pedra, e ainda quem quis nalgumas zonas pôde pisar relva.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1113

Vencedor: DUARTE BRÁS (COO) - 0:35:26

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 744)

Classificação Geral: 813º - Classificação no Escalão V50: 64º

Tempo Tempo Oficial: 1:05:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:58

Tempo médio/Km: 6m:30s  <=> Velocidade média: 9,24 Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 1118))

Classificação Geral: 536º - Classificação no Escalão V60: 23º

Tempo Tempo Oficial: 0:58:40/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:59

Tempo médio/Km: 5m:48s  <=> Velocidade média: 10,35 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1170)

Classificação Geral: 286º - Classificação no Escalão V55: 12º

Tempo Tempo Oficial: 0:52:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:51:41

Tempo médio/Km: 5m:10s  <=> Velocidade média: 11,61 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
  • 27 - Corrida Contra a Fome (Cascais) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:17

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Domingo, 13 de Novembro de 2016

CORRIDA LUZIA DIAS

A Corrida Luzia Dias começou bem na véspera com um jantar bem regado.

 

O resultado foi que, ao por o despertador para o dia seguinte, me enganei e em vez de acordar às 08:00 acabou por tocar às 07:00.

 

Na altura não me dei conta do erro e só cerca de uma hora depois é que reparei que estava adiantado.

 

Assim deu para fazer tudo com muita calma e telefonar aos dois pontas de lança que se preparavam para arrancar corajosamente com a sua 10ª Maratona.

 

Desloquei-me pois calmamente para o Lumiar num bonito dia de sol se bem que ligeiramente fresco. Fiquei preocupado com ………………………………………….. o sol.

 

Mas perto da hora da partida lá apareceram umas nuvenzitas para compor o dia.

 

Uma razoável moldura com levantamento dos dorsais no próprio dia. Mas deu tempo para tudo.

 

Partida pontual às 10:30.

 

Já tinha participado uma vez nesta corrida em 2009 e tinha ideia que era uma prova simples. Errado!

 

Duas voltas a um trajecto urbano aos altos e baixos. Sem ser muito exigente era ainda assim desgastante.

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 E só de pensar logo na primeira volta que tínhamos que passar uma segunda vez por aquele esforço… Mas curiosamente a segunda passagem não custou tanto.

 

Contagem decrescente e tentativa de acabar a prova antes de 01:00:00, o que foi conseguido por escassos 38 segundos. 

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Esta é decididamente uma boa prova de backup.

 

E com isto faltam-me apenas 5 corridas de 10kms para conseguir acompanhar o Tartaruga Carlos Teixeira na realização de 100 provas desta distância.

 

Espero lá chegar em breve.

[Crónica de Frederico Sousa]

 

Atletas que concluiram a prova: 546

Vencedor: ANDRÉ COSTA (UF Comércio e  Ind+ustria Atletismo) - 0:31:56

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 5947)

Classificação Geral: 438º - Classificação no Escalão M50: 39º

Tempo Tempo Oficial: 0:59:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:59:22

Tempo médio/Km: 5m:56s  <=> Velocidade média: 10,11 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 02:38

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MARATONA DO PORTO

Dez.png

 

São dez as Maratonas de Estrada que os dois Tartarugas Carlos completaram no passado fim-de-semana.

 

Foi precisamente na Maratona do Porto que estes dois humildes atletas arriscaram, pela primeira vez, o cumprimento de um sonho já antigo e com maior relevância desde que começaram a participar regularmente em provas de atletismo. E foi exactamente onde começaram que agora celebraram o redondo número da dezena de maratonas.

 

Na realidade dez não é um número por aí além para qualquer “Corredor de Fundo”. Mas se tivermos em atenção que estes dois Tartarugas só se abalançaram à distância da Maratona já depois de terem dobrado o meio século de vida então maior será o seu feito.

 

Desde o início da nossa participação em Meias Maratonas que testemunhamos que qualquer atleta comenta no final que para fazer uma Maratona “agora já só falta outro tanto”, o que invariavelmente conduz à desmotivação e descrença imediata em se habilitar aos “quarenta e picos” quilómetros que constituem a prova rainha do atletismo de estrada.

 

Há ainda outros atletas que, sob a égide das LEBRES E TARTARUGAS, já completaram pelo menos uma Maratona. Falamos do nosso outro Fundador, Frederico Sousa, e do Hugo Ferreira presentemente fora de competição e a iniciar o seu “treino” na qualidade de Pai de um futuro nosso atleta. Temos ainda o Bartolomeu Santos que já completou duas Maratonas mas num misto de estrada e montanha, mais precisamente na Lisbon Eco Marathon.

 

E não nos podemos esquecer do nosso alemão Georg Waldschütz, actualmente a residir nos “States”, que também já completou uma Maratona mas noutro País, depois de também ele se ter estreado com sucesso na distância da Maratona na Lisbon Eco Marathon de 2015. Grandes saudades do Georg.

 

A participação numa Maratona requer um longo e exigente plano de treinos que deverá ser cumprido o mais escrupulosamente possível. Temos de contar com, pelo menos, dois a três meses de algum sacrifício para nos apresentarmos no dia próprio em condições mínimas que nos permitam encarar com algum optimismo e segurança os quarenta e dois quilómetros e cento e noventa e cinco metros do nosso contentamento.

 

Depois de guardarem má memória da edição de 2015 os dois Tartarugas partiram para a cidade do Porto com algum optimismo. Cada um estabeleceu para si objectivos ambiciosos mas nos quais acreditavam poderem ser alcançados, com algum esforço, mas também com algum realismo.

 

O Carlos Teixeira queria concluir a prova abaixo da hora, marca que nas maratonas mais recentes não conseguiu atingir. O Carlos Gonçalves estabeleceu como meta fazer menos de quatro horas e doze minutos, correspondentes a uma média de 10 quilómetros por hora. Qualquer tempo abaixo deste objectivo já seria uma vitória. A fasquia das quatro horas era um sonho mas de difícil concretização.

 

E foi com este espírito que os nossos dois Maratonistas rumaram à Cidade Invicta no passado Sábado. Cada um seguiu viagem, independentes um do outro, e na companhia das suas “Mentalistas”.

 

O encontro das duas "equipas técnicas" estava marcado para o Centro de Congressos da Alfândega do Porto, local onde habitualmente está montado todo o “Staff” de apoio à Maratona e onde tínhamos de levantar os “kits” de participante com os dorsais.

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Visitada a Expo Maratona a nossa equipa reuniu-se num simpático Café existente naquele espaço acertando as agulhas para o dia seguinte. Esperava-nos uma longa e exigente jornada. O fantasma do calor sentido em 2015 parecia estar definitivamente de lado. A confusão da Partida e dos primeiros quilómetros também faziam parte do passado. O traçado apresentava-se, à partida, como mais equilibrado. Estavam assim reunidas as principais condições para a nossa prova ser um êxito.

 

Domingo de manhã. O ponto de encontro era o Bessa Hotel, local de estágio do atleta Carlos Teixeira, e tendo como hora de recolha as oito horas. Com a Partida instalada entre o Castelo do Queijo e a “Anémona”, havia um perímetro muito largo e de difícil acesso por automóvel. Os atletas, depois de muito matutarem, decidiram descer a Avenida da Boavista até onde as autoridades policiais o permitissem. Fazendo alarde ao seu sentido de orientação a equipa procuraria estacionar a sua viatura o mais próxima possível do local da partida e, se possível, a uma razoável distância da chegada.

 

A Avenida da Boavista registava um inusitado movimento de atletas tendo em consideração a hora e o facto de estarmos numa pacata manhã de Domingo. Alguns, bastantes, deslocavam-se a pé desde a Praça da Boavista até à Partida. Muitos deles nem se aperceberam de quantos quilómetros teriam de percorrer avenida abaixo. Mas o espírito reinante era de grande satisfação.

 

A partida da Maratona estava marcada para as nove da manhã. Contrastando com o "stress" do ano passado os dois TARTARUGAS chegaram ao seu compartimento de partida sem grandes sobressaltos.

 

A foto para a posteridade, e também para o nosso Blogue, ficou gravada no telemóvel da nossa Treinadora.

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Finalmente é dado o habitual “tiro de partida”. A concentração de atletas é grande. Mas, fruto das alterações introduzidas nesta edição, consegue-se, com alguma margem, cumprir os primeiros quilómetros sem grandes atropelos.

 

De regresso à zona do Castelo do Queijo dizemos adeus aos participantes na prova da Family Race.

 

Lançamo-nos definitiva e decididamente à conquista da nossa glória. Contrariamente às edições anteriores, desta vez a manga simbólica da Meia Maratona estaria situada já no concelho de Vila Nova de Gaia, mesmo em frente ao ancoradouro dos vários barcos/cruzeiro do encantador Rio Douro.

 

À primeira passagem pela Ponte da Arrábida já avistamos os mais adiantados e que se dirigem à zona da Afurada, local habitual do nosso ponto de viragem. A partir daí tudo parece, pelo menos do ponto de vista psicológico, mais fácil.

 

Ponte D. Luís. Local de passagem por duas vezes. “A Ponte é uma Passagem para a outra Margem”, refrão de uma das canções símbolo dos eternos “JÁFUMEGA”. É, sem dúvida, um dos Pontos Altos da Maratona do Porto. Largas centenas de populares acotovelam-se para festejar e incentivar os magníficos heróis que, muitos deles, percorreram milhares de quilómetros para deixarem a sua “pegada” na Maratona do Porto.

 

Viragem à direita rumo à zona do Freixo. E encontramos mais pontes para passarmos por baixo delas. Ponte do Infante, Ponte Dª Maria, actualmente desactivada, e Ponte São João. Só nos faltou mesmo a Ponte do Freixo. Num ápice visitamos as principais “Obras de Arte” que ligam os concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia.

 

O derradeiro ponto de retorno significa que já nos faltam cerca de dez quilómetros até à Meta. Como constava de um cartaz à beira da estrada, agora só falta mesmo mais um “treino”. São os derradeiros incentivos aos magníficos heróis. Daí para a frente tudo é encarado como se fosse sempre a descer. Temos a consciência de que o mais difícil já ficou, seguramente, para trás. Ânimo. Não vamos desistir.

 

Passada a Foz do Douro resta-nos cumprir pouco mais do que três quilómetros. É uma longa recta até à meta. Mas não é agora que vamos deitar tudo a perder. O cheiro da GLÓRIA paira sobre as nossas cabeças.

 

 

Ultima passagem pelo Castelo do Queijo, relembrando fugazmente o local de onde partimos algumas horas antes. Finalmente entramos no Parque da Cidade. Sempre a subir, de manga em manga, ultrapassando uma, outra e ainda mais outra curva, avistamos finalmente a tão desejada Meta da nossa glória.

 

Cumprimos um sonho. Dez Maratonas.

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Os nossos dois atletas têm todos os motivos para cantar vitória. O Carlos Teixeira conseguiu terminar a prova abaixo das quatro horas. Foi uma das suas melhores prestações em Maratonas. O outro Tartaruga, com as suas quatro horas e quatro minutos dá consigo a pensar que baixar a fasquia das quatro horas volta a ser possível. Ele, que tinha decidido não voltar a participar na Maratona do Port,o já pensa em reconsiderar este seu propósito.

 

Terminada a odisseia os atletas vão recuperar do esforço despendido. Temos à nossa espera novas aventuras.

 

E também aguardamos pelos comentários do nosso colega TARTARUGA Frederico no rescaldo da Corrida Luzia Dias em que participou neste mesmo fim-de-semana levando o nome da nossa equipa a outras paragens.

 

Atletas que concluiram a prova: 4746

Vencedor: SAMUEL THEURI MWANIKI (Quénia) - 2:11:48

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 5947)

Classificação Geral: 2996º - Classificação no Escalão M60: 78º

Tempo Tempo Oficial: 4:07:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:04:52

Tempo médio/Km: 5m:48s  <=> Velocidade média: 10,34 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 5948)

Classificação Geral: 2693º - Classificação no Escalão M55: 145º

Tempo Tempo Oficial: 4:00:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:57:20

Tempo médio/Km: 5m:37s  <=> Velocidade média: 10,67 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário do Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 02:22

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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016

20 KMS DE ALMEIRIM

Finalmente Almeirim

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Todos os anos quando preparávamos os nossos calendários se falava em ir aos 20kms de Almeirim mas até à data por esta ou aquela razão nunca tínhamos participado nesta carismática corrida de atletismo. Assim enquanto na véspera os outros dois tartarugas se divertiram a brincar às bruxas no trail do mesmo nome, resolvi dentro do plano de preparação para a maratona do Porto participar pela primeira vez nos famosos 20 Km de Almeirim. Eram 7.45 quando saí de casa e uma hora depois estava em Almeirim, uma viagem muito tranquila através da A10 e A13 praticamente desertas, e com muita sorte para quem não conhece esta cidade fui logo direitinho  à Avenida 25 de Abril onde se localizavam as linhas de partida e chegada. Após estacionar o carro muito perto da partida desloquei-me ao pavilhão desportivo onde levantei o Dorsal e o Chip. Enquanto tomava o meu segundo pequeno almoço e me preparava para a corrida foi possível através do speaker perceber que não só ia participar pela primeira vez nesta corrida como também numa edição muito especial da mesma, por ser a 30ª Edição, por ser após a morte de Gabriel Duarte a principal figura da organização desta prova ao longo das suas diferentes edições e também pela participação de alguns corredores que estiveram presentes há 30 anos na 1ª edição da prova que se disputou na altura no mês de Janeiro e debaixo de chuva. Antes de se iniciar a corrida fiz um aquecimento de 2 Km que me permitiu começar a adaptar-me ao local e confraternizar com atletas locais e de outras paragens nomeadamente de Portalegre. A  prova iniciou-se às 10h em ponto os primeiros 6kms foram disputados dentro da cidade de Almeirim culminando com uma primeira passagem pela meta aos 5,8Km, depois foram 7km corridos no sentido de Alpiarça com retorno na rotunda dos patudos aos 12,5Km e onde os atletas puderam disfrutar de uma bela paisagem proporcionada pela barragem local. A corrida de Almeirim é eminentemente plana e bastante acessível até ao Km 13,5 entre este e o Km 15 torna-se mais difícil com uma subida não muito acentuada mas longa perto de 1,5 Km e depois também entre o KM 16 e 17 a estrada inclina um pouco. A temperatura estava agradável mas quente para esta altura do ano, no entanto como grande parte da estrada tem árvores de um lado e do outro, o calor foi de alguma forma amenizado por diversas preciosas sombras. A organização muito boa em todos os aspetos fornecimentos de água de 3 em 3km, bem organizada a entrega dos dorsais e pavilhão de apoio para os atletas com balneários abertos para os atletas. Não fiquei para a famosa sopa da pedra mas numa próxima edição não vou falhar esta prova vai passar no futuro a fazer parte do meu calendário de provas. Terminaram a prova 886 atletas. Parabéns à Associação 20 Kms de Almeirim pela organização de mais uma edição desta prova.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 885

Vencedor: NUNO CARRAÇA (URCA) - 1:04:19

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 57)

Classificação Geral: 514º - Classificação no Escalão M55: 35º

Tempo Tempo Oficial: 1:55:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 5m:06s  <=> Velocidade média: 11,78 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim

Calendário para o Mês de Novembro

  • 6 - MARATONA DO PORTO - 42,195 Km
  • 6 - Corrida Luzia Dias (Lisboa) - 10 Km
  • 13 - Corre Jamor (Lisboa) - 10 Km
  • 20 - Corrida da Água (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 20 - Arruda Trail - 25 Km
  • 27 - Trail Rota do Castro (Azambuja) - 21 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:06

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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016

II TRAIL NOCTURNO DAS BRUXAS - BUCELAS 2016

Pelo segundo ano consecutivo uma comitiva das LEBRES E TARTARUGAS deslocou-se a Bucelas para participar no Trail e na Caminhada das Bruxas. Continuamos assim totalistas de uma prova na qual contamos participar nos próximos anos.

 

Em 2015 estiveram presentes o Trailista Carlos Gonçalves e a Caminheira, nossa Treinadora, Ana Luísa, substituta à última hora do Frederico que, por motivos imprevistos, não pôde comparecer.

 

Com as boas recordações da prova de 2015 o Carlos Gonçalves logo elegeu esta como uma corrida a não perder. Quase se poderá dizer que desde o dia 31 de Outubro de 2015, da mesma forma que uma criança começa a contar fervorosamente o número de dias que faltam ou para o seu aniversário ou para o Natal, começou a fazer “riscos” imaginários no Calendário da sua cabeça e a contar quantos dias faltavam para o próximo Halloween e para a abertura das inscrições para a segunda edição do Trail Nocturno de Bucelas.

 

E não só conseguiu arregimentar novamente a Caminheira Ana Luísa, repetente de 2015, mas também obteve o acordo do seu eterno companheiro das corridas de Trilhos, Frederico, para provar do que mais belo há no atletismo amador e popular: uma prova de Trail e uma corrida nocturna. O terceiro elemento fundador das LEBRES E TARTARUGAS, fiel aos seus princípios, optou por trocar uma deslocação a Bucelas pela estreia no dia seguinte nos Vinte Quilómetros de Almeirim. Será que teve medo de travar encontros imediatos do terceiro grau com alguma Bruxa ou com alguma “Alma Penada” no meio da Floresta? Só ele o poderá dizer …

 

Conhecedores da logística do ano passado os três Tartarugas marcaram encontro ao cair da noite em casa do Frederico. Só tinham de apanhar a CRIL, seguir até Odivelas, tomar a A8 e sair na zona do Infantado seguindo as setas de Bucelas, quando as mesmas fossem visíveis. Um percalço na escolha da direcção certa quase levou a nossa comitiva às instalações do MARL. Demos meia volta e, como seis olhos vêem melhor do que dois, lá encontrámos caminho certo.

 

Chegámos ao nosso destino e estacionámos o carro no mesmo local de sempre.

 

Tínhamos tempo de sobra para ir levantar os dorsais e regressar ao carro para deixar os acessórios supérfluos. O Frederico hesitava entre levar a mochila com uma garrafa de água ou deixar tal apetrecho no carro. Como a prova se iria desenrolar à noite, e não havia muito calor, poderia dispensar o peso adicional. Mas não o fez.

 

De regresso à zona da partida tiram-se as fotos que ilustrarão a nossa notícia.

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Experimentam-se as diversas combinações de atletas. Mas como a “aselhice” por vezes impera não conseguimos registar para a posteridade a pose do Frederico com a Caminheira Ana Luísa. IMG_0030.JPG

O Pavilhão Desportivo dos Bucelenses estava pleno de animação. As Bruxas descansavam na Bancada aguardando para a sua entrada em acção.

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Perante o Cenário envolvente o Frederico avançava que seria preferível desistir do Trail e optar pela Caminhada. As companhias e o convívio pareciam vir a ser bem melhores e mais compensadoras.

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Mas acabou por se manter fiel à escolha inicial. Em conversa com a Treinadora/Caminheira cada um dos Tartarugas avançava com as suas previsões de tempo de duração da corrida. O Carlos Gonçalves apontava umas “ambiciosas” duas horas para os quinze quilómetros totais. O Frederico, um pouco mais modesto ou mais realista, arriscava duas horas e meia para a sua prestação. No final far-se-iam as contas. A Caminheira deveria chegar entre dos dois “Trailistas”.

 

"Em equipa que ganha não se mexe". Transposto este princípio para qualquer organização, nomeadamente de Corridas, o bom senso aconselha não fazer alterações numa fórmula que revelou algum sucesso. Trocando por miúdos, quando o Trail Nocturno de Bucelas teve na primeira edição o êxito que todos reconhecem, muitos deles tendo regressado em 2016, a sensatez aconselhava que não se mexesse muito na prova, principalmente no que se refere ao traçado e percurso da mesma.

 

Mas assim não o entenderam todos aqueles que contribuíram para voltar a pôr de pé um Trail/Caminhada que teve como mote a Noite das Bruxas. Arriscando, sem o ser necessário, foram introduzidas algumas alterações ao percurso, principalmente na primeira metade do mesmo, e recuperando parte do traçado do Trail de Bucelas que se disputou nesta mesma zona no Domingo de Carnaval de 2016. Mas podemos considerar que a aposta foi ganha. Quer os estreantes quer os repetentes ficaram agradados com o traçado escolhido. Sendo uma prova nocturna não seria de esperar trilhos demasiado técnicos e que comportassem algum risco desnecessário. Mas também não podemos afirmar que foi uma prova muito fácil e só para passar o tempo. Alguns troços apelavam à atenção e à concentração dos corredores não fossem colocar mal um pé ou tropeçarem em alguma pedra ou raiz mais escondida e que levasse a um trambolhão certo.

 

Mas a prova também teve a sua dose de dureza. O facto de os troços não serem muito exigentes permitia, a quem o desejasse, fazer todas as subidas sempre em passo de corrida, o que provocaria um desgaste adicional.

 

Apesar da Coincidência, ou talvez não, parece que a organização, formada pelo consórcio, chamemos-lhe assim, Bucelas Aventura e Clube de Futebol Os Bucelenses, gosta de realizar provas desportivas com algum carácter temático. Foi assim no Trail Diurno disputado no Domingo de Carnaval e agora, uma vez mais, em cima da Festa do Halloween. Será coincidência ou talvez não? Se é propositado então só os temos de saudar por tal decisão.

 

Às oito e vinte era dado o tiro de partida para a prova principal. Os atletas tomaram de assalto a estrada, e posterior entrada em ambiente de trail, cumprindo o primeiro quilómetro sempre a subir. Foi uma subida longa e a traçar desde logo as diferenças dentro do pelotão. Os mais bem preparados, e com outras ambições que não só o puro divertimento, desaparecem num ápice na escuridão da noite. Quando se atinge o primeiro ponto mais alto presenciamos o espectáculo típico das corridas nocturnas. Os inúmeros frontais brilhando no meio da montanha assemelham-se a uma enorme cobra luminosa que se estende por todo o caminho.

 

Começam a avistar-se os Caminheiros que partiram um pouco mais tarde do que os trailistas. Os primeiros 6 quilómetros são comuns. Lá mais para a frente, sensivelmente por volta do quilómetro treze, juntam-se os dois grupos cumprindo o mesmo percurso até à meta. A única diferença está no facto dos Caminheiros terem sido poupados à subida ao ponto mais alto da montanha, se é que assim lhe poderemos chamar, onde estava colocado o único abastecimento reservado só aos atletas do Trail. Feito o segundo controlo de passagem dos atletas estes lançam-se numa louca e vertiginosa descida ao encontro dos Caminheiros que desfilam uns bons metros mais abaixo.

 

Ao longo de toda a prova vão-nos surgindo algumas surpresas que têm como missão assustar um atleta mais distraído. Que o diga o Frederico que, absorto nos seus pensamentos, apanhou um valente “cagaço”, desculpem-nos o termo, que o fez dar um salto.

 

Fosse um esqueleto pendurado numa árvore, uma mão jazendo no chão, supostamente cortada do corpo de um qualquer ser com tudo menos de humano, ou até um corpo morto e bastante mutilado junto à base de um arbusto, tudo servia para tentar assustar os atletas e colocar alguma animação naquela noite das bruxas.

 

Os miúdos que participavam com os Pais na Caminhada divertiam-se aparentando uma falsa calma que não tinham e escondendo o nervosismo, quiçá medo, próprio de um ambiente fantástico mas ao mesmo tempo assustador.

 

Valeu a pena? Sim. Este foi sem dúvida o sentimento partilhado por todos, mesmo por aqueles que, não correndo nem caminhando, foram os grandes obreiros e responsáveis por montar uma Festa que ficará gravada nas nossas memórias.

 

Superando as expectativas iniciais os nossos dois Trailistas concluíram a prova bem antes do tempo previsto e apesar de, na realidade, não terem sido quinze mas dezasseis quilómetros e trezentos e picos metros.

 

O Carlos, mal cortou a meta, assumiu para si a tarefa de registar fotograficamente a chegada de todos os membros das LEBRES E TARTARUGAS e enviar os testemunhos via WhatsApp para quem ficou em casa. Como foi o primeiro, decidiu tirar uma “selfie” a si próprio.

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A falta de jeito e a ausência de qualquer sorriso fê-lo ficar mais parecido com um “zombie”. “Sorri”, comentou o filho Gonçalo.

 

Alguns minutos mais tarde chega a Caminheira.

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Até que finalmente o Frederico surpreende-nos e rapidamente, antes do previsto, entra no Pavilhão para terminar a prova. Surpreendido o nosso fotógrafo de serviço atrapalha-se e começa a correr em “marcha-atrás”. Foi com estrondo que se espalhou ao comprido e quase provocando também a queda do Frederico. Depois de cortada a meta ficou o registo da conclusão da prova do nosso terceiro elemento.

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Enquanto o “casalinho” Gonçalves foi até ao carro deixar as mochilas e trocar de camisola, o Frederico ficou a guardar lugar na fila do Jantar que engrossava a cada segundo que passava.

 

Uma tijela de Caldo Verde, uma Bifana no Pão e uma bebida à escolha era o nosso “banquete”. Pode não ter sido muito frugal mas, pelo menos, não ficámos de barriga vazia e a dar horas.

 

Ao som da entrega dos prémios a equipa das LEBRES E TARTARUGAS deixa o Pavilhão dos “Bucelenses” enceta o seu regresso a casa. Durante a viagem, tecem-se os mais resgados elogios à prova prometendo voltar em 2017.

 

Atletas que concluiram a prova: 186

Vencedor: JAILSON OLIVEIRA (Brigadas Ultra Sporting) - 1:08:20

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 144)

Classificação Geral: 103º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Tempo Oficial: 1:55:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 7m:12s  <=> Velocidade média: 8,33 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 145)

Classificação Geral: 166º - Classificação no Escalão M50: Não divulgado

Tempo Tempo Oficial: 2:19:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 8m:43s  <=> Velocidade média: 6,89 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:01

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Sábado, 29 de Outubro de 2016

CORRIDA DO MONTEPIO - "CORREMOS UNS PELOS OUTROS"

Todas as corridas têm uma história ou, pelo menos, um motivo que nos impele a nelas participar.

 

Para além da natureza solidária que levou o Montepio a organizá-la pelo quarto ano consecutivo, os quatro Tartarugas Presentes encararam a sua participação na Corrida "CORREMOS UNS PELOS OUTROS" como uma boa oportunidade de realizar um treino de curta duração mas em boa companhia. E obrigou-nos a levantar da cama mais cedo do que é habitual num Domingo que deve ser dedicado ao descanso e a pôr o sono em dia no final de mais uma semana de trabalho.

 

À partida, e para lá da questão humanitária, esta prova não reunia grandes atractivos. Com um percurso do tipo de “ida e volta”, e praticamente todo plano, não apresentava novidades face aos anos anteriores prenunciando vir a ser uma corrida muito rápida e de grande desgaste físico. Aliás a única grande diferença residiu no facto de, apesar de já estarmos em pleno Outono, o tempo ter-se manifestado com características mais primaveris. A ausência de qualquer ameaça de chuva e com uma temperatura bem amena, para gáudio do Carlos Gonçalves e desespero do Frederico, deixava no ar que iríamos soar as estopinhas e que afinal seria mais do que um simples treino bem acompanhado.

 

E falando de companhia o Frederico comentava que nestas provas procura colar-se a uma “lebre” um pouco mais lenta do que ele e assim poder fazer a corrida com “boas vistas”.

 

“Ups”… esta crónica não pode resvalar para o brejeiro… Atenção à censura!

 

Como o estacionamento não é fácil na zona ribeirinha de Lisboa, com maior agravamento devido às inúmeras e intermináveis obras nas quais a cidade se encontra mergulhada, os quatro atletas optaram por se encontrarem num sítio satisfatório e de fácil acesso a todos. Com hora marcada para as oito e quarenta e cinco da manhã, e junto ao Pingo Doce do Bairro do Restelo, os quatro companheiros – Pedro, Frederico, Carlos Teixeira e Carlos Gonçalves – iniciaram viagem até às imediações do Cais Sodré com alguma margem de tempo para encontrarem um estacionamento para a viatura e seguirem, em ritmo de aquecimento, até ao ponto de partida.

 

Faltou à chamada um nosso futuro atleta que, apesar de já se encontrar devidamente equipado, com umas belas, e adequadas à corrida, "crocs azuis", e já portador do seu dorsal, teve de trocar a corrida pela Natação na companhia da Mãe Catarina e da Avó babosa Ana Luísa, nossa habitual Treinadora. Recorde-se que Mãe e Filha são também membras efectivas da nossa equipa na vertente de Caminheiras.

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 Assim a participação da nossa esperança AFONSO ficará para outra altura. Por ora o seu papel nas LEBRES E TARTARUGAS reside-se ao apoio aos restantes atletas, particularmente ao Pai PEDRO, tanto à partida como à chegada.

 

Aquecimento só para alguns pois apenas dois dos atletas é que efectuavam algumas “corridinhas” enquanto os restantes membros caminhavam calmamente em amena cavaqueira e contemplando as belas visitas que o Tejo nos proporciona com Almada em pano de fundo.

 

Chegamos ao Rossio bem a tempo da hora de partida. Dado que nenhum dos atletas trouxe consigo o seu telemóvel não pudemos tirar a habitual fotografia de grupo. O Frederico ainda atirou para o ar a hipótese de pedir a uma atleta para nos tirar uma foto e a enviar para o seu telemóvel. Era um “dois em um”. Passo a explicar. Não só passávamos a ter uma fotografia para colocar no nosso blogue mas também o Frederico passava a ter acesso ao número de telemóvel da atleta. Bem pensado. Só nos bastava encontrar a vítima certa.

 

Atendendo ao elevado número de atletas presentes, que seriam mais de onze mil como não se cansava de referir o “speaker de serviço, a organização decidiu, e muito bem, compartimentar os atletas da prova dos dez quilómetros de acordo com os tempos expectáveis. O Carlos Teixeira foi para os Sub 50, devendo o Frederico e o Carlos Gonçalves “encaixarem-se” na zona dos Sub 60. O Pedro viu-se relegado para os Mais de 60.

 

As partidas foram dadas de forma diferenciada com aproximadamente cinco minutos de intervalo. Mas mesmo assim não se evitaram os constrangimentos nas primeiras centenas de metros. Estava pior do que a Baixa à hora de ponta.

 

Já em plena 24 de Julho inicia-se a longa recta até ao ponto de inversão nas imediações do Centro de Congressos de Lisboa, antiga FIL.

 

De regresso ao Terreiro do Paço todos os nossos atletas constataram mais tarde que realizaram a segunda metade da corrida em ritmo mais acelerado do que nos primeiros cinco quilómetros. Foi uma corrida sem sossego nem descanso. Todos conseguiram no final tempos ao nível dos seus melhores desempenhos num passado mais recente e para uma corrida de dez quilómetros. Nada mau. E foi também um bom treino para os dois Carlos que se preparam para, dentro de duas semanas, desafiarem mais uma Maratona da Cidade do Porto.

 

Feito o reagrupamento da equipa regressamos ao nosso carro enfrentando um vento bem mais desagradável do que se manifestou ao longo de toda a prova.

 

Falta só mencionar um pormenor bastante importante. Na Corrida do Montepio o Carlos Teixeira cumpriu a sua centésima corrida de dez quilómetros desde que começou a participar competitivamente em provas desta distância, antes ou depois da fundação das LEBRES E TARTARUGAS.

 

PARABÉNS. Venham agora as duzentas.

 

Nas próximas semanas temos um programa bastante preenchido. E estes quatro Tartarugas só se voltarão a encontrar em simultâneo lá mais para a frente em Dezembro no Grande Prémio de Natal. Antes disso os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS reencontrar-se-ão na Meia Maratona dos Descobrimentos.

 

No próximo fim-de-semana os Trailistas Frederico e Carlos Gonçalves participarão no Trail Nocturno de Bucelas, também conhecido como Trail das Bruxas, e tendo a companhia da nossa Treinadora que participará na Caminhada. O Carlos Teixeira, por seu turno, estrear-se-á nos 20 quilómetros de Almeirim cumprindo finalmente um desejo antigo mas muitas vezes adiado. É uma estreia da nossa equipa numa nova prova.

 

Atletas que concluiram a prova: 5520

Vencedor: HERMANO FERREIRA (Sporting Clube de Portugal) - 0:30:42

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 4902)

Classificação Geral: 1481º - Classificação no Chip: 1589ª - Classificação no Escalão V60: 35º

Tempo Tempo Oficial: 0:48:45/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:19

Tempo médio/Km: 4m:50s  <=> Velocidade média: 12,42 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 4903)

Classificação Geral: 1237º - Classificação no Chip: 1248ª - Classificação no Escalão V55: 71º

Tempo Tempo Oficial: 0:47:35/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:46:54

Tempo médio/Km: 4m:41s  <=> Velocidade média: 12,79 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 4904)

Classificação Geral: 3215º - Classificação no Chip: 3497 - Classificação no Escalão V50: 256º

Tempo Tempo Oficial: 0:57:02/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:37

Tempo médio/Km: 5m:40s  <=> Velocidade média: 10,60 Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 4905)

Classificação Geral: 4806º - Classificação no Chip: 4795º - Classificação no Escalão SEN: 889º

Tempo Tempo Oficial: 1:07:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:05:05

Tempo médio/Km: 6m:30s  <=> Velocidade média: 9,22 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 16:52

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Sábado, 8 de Outubro de 2016

ROCK'N'ROLL MEIA MARATONA DE LISBOA

Enquanto as duas lebres do nosso grupo se abalançaram, uma vez mais, na prova da Maratona, a Tartaruga Frederico decidiu, à ultima não ficar a ver os atletas passar e decidiu-se participar na prova da Meia Maratona.

 

Assim procedeu à sua tardia e dispendiosa inscrição e não obstante ter arrancado com os (poucos) treinos esta nova temporada propôs-se fazer novamente essa prova que de atractivo só tem a passagem pela ponte e pela meta.

 

Os objectivos eram ambiciosos – completar a prova dentro de 2h 30m …

 

Assim sendo depois de desejar boa sorte aos maratonistas deslocou-se para o Parque das Nações, onde, com a maior surpresa encontrou a Ana Luisa, mulher do colega maratonista Carlos Gonçalves, que ia participar na mini-maratona com alguns amigos.

 

Se tivéssemos combinado encontrarmo-nos não teria sido mais fácil do que foi.

 

E como a ocasião faz o ladrão, para picar o Carlos Gonçalves, pedimos a um fotografo presente no local para nos tirar umas fotografias bem abraçadinhos um ao outro.

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As fotografias ficaram optimas para o efeito desejado – picar o Carlos Gonçalves – mas a um preço completamente inacessível. Assim estão apenas para consulta na net.

 

Depois do embarque nos autocarros e da longa viagem usual até à partida, separamo-nos então para as respectivas áreas de cada um.

 

Partida pontual às 10:30 numa boa moldura humana e com condições metereológicas perfeitas para a generalidade dos atletas, se bem que um pouco quente para esta acalorada Tartaruga.

 

O trajecto foi exactamente o mesmo do ano anterior com uma belíssima organização e bons abastecimentos.

 

A Tartaruga conseguiu pois cumprir o seu objectivo e completar a prova abaixo das 2 h e 23 minutos, tendo aparentemente chegado em paralelo com a Tartaruga Maratonista Carlos Gonçalves que cumpriu o dobro da distância com um avanço temporal de apenas 2 horas.

 

Foi um bom recomeço nas distâncias um pouco mais longas para esta Tartaruga.

 

Atletas que concluiram a prova: 5766

Vencedor: NGUSE AMLOSON (Eritreia) - 1:02:37

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 14396)

Classificação Geral: 4839º - Classificação no Escalão M50: 387º

Tempo Tempo Oficial: 2:29:02/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:22:35

Tempo médio/Km: 6m:45s  <=> Velocidade média: 8,88 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Rock'n'Roll Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 20:04

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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016

MARATONA ROCK'N'ROLL DE LISBOA

A Maratona “Rock’n’Roll” de Lisboa, sendo uma das duas únicas Maratonas de Estrada que actualmente se realizam no nosso País, reúne todos os condimentos para ser uma prova de sucesso.

 

Um traçado do mais belo que se pode encontrar numa corrida com esta distância. Tendo como companhia o Oceano Atlântico desde Cascais até Oeiras, e terminando com o Tejo em “pano de fundo” na Meta instalada no Parque das Nações, na zona oriental de Lisboa, as paisagens são mais propícias a um maior relaxamento dos atletas do que à competição propriamente dita. O tempo também ajudou, e muito. Com “Sol Firme e Céu Azul” a ameaça de temperaturas mais altas, ainda no rescaldo dos valores escaldantes do Verão que até há bem pouco tempo ainda se fazia sentir, foram “controladas” aqui e acolá por uma ligeira e refrescante brisa que, em muito, ajudou os atletas. Por último salienta-se a quantidade e qualidade dos abastecimentos, principalmente de líquidos. A partir do quilómetro cinco, primeiro ponto de “paragem”, pudemos saciar a nossa sede a cada 2,5 quilómetros. Bem Bom. Se bem que para o fim já estivesse um pouco morna, a água foi sempre disponibilizada em grande quantidade.

 

Só a falta de treino “a sério” dos dois atletas das LEBRES E TARTARUGAS é que contrastava com todos os trunfos.

 

Longe das primeiras participações nas quais, além de terminarmos a distância mais emblemática do atletismo, a nossa preocupação era fazer os cerca de quarenta e dois quilómetros no menor tempo possível, estes dois “magníficos heróis, à sua dimensão, encaram agora com uma profunda naturalidade a corrida de uma Maratona. Os “medos” ficaram definitivamente para trás. Agora só queremos acrescentar mais um número ao nosso já longo historial.

 

E foi com este estado de espírito que os dois Tartarugas Maratonistas Carlos – Teixeira e Gonçalves – perspectivaram a sua prestação na Maratona de Lisboa de 2016. Sabiam de antemão que, por não terem cumprido um ambicioso e regrado plano de treinos, não poderiam aspirar a grandes tempos, em consonância com anteriores prestações. Mas o seu propósito consistia em terminarem mais uma Maratona e, acima de tudo, que a mesma servisse de aferição de capacidades para a Maratona do Porto que se realizará no próximo dia 6 de Novembro e na qual pretendem atingir o redondo número de uma dezena de maratonas de estrada.

 

O percurso, por ser igual aos das últimas edições, não trazia novidades. A fase inicial é sempre a mais complicada. Grande aglomeração de atletas com uma densidade por vezes superior à capacidade de escoamento das ruas de Cascais nas quais se desenvolvem os primeiros quilómetros.

 

Saídos desta simpática vila, muito apreciada sobretudo pelos turistas e inúmeros cidadãos estrangeiros que aqui habitam, entramos finalmente na corrida propriamente dita. Apreciando a paisagem os atletas vão galgando os quilómetros rumo à “vitória final”. Apesar de parecer plana a Marginal não é só facilidades. Além de algumas pequenas e suaves subidas e descidas temos longos períodos de “rolamento” sempre a “puxar”.

 

Uma vez mais somos “poupados” à subida do Alto da Boa Viagem, tendo a organização optado pelo percurso ribeirinho ao lado da linha do Combóio. Na Cruz Quebrada retomamos a Estrada Marginal. Neste ponto recebemos um apoio extra da Catarina, Pedro e Afonso. Sendo presenteado em primeiro lugar o atleta Carlos Teixeira com os apoios da claque, é o Avô Carlos Gonçalves que recebe um ânimo suplementar quando sentia os primeiros sinais de alguma quebra. Os incentivos da sua claque animam o atleta rumo à segunda metade da corrida.

 

A anterior “tenebrosa” recta do Dafundo, tão demolidora e desgastante, faz-se agora com “uma perna às costas”. Não há qualquer mudança no traçado longo e árido. Os nossos atletas é que, fruto da experiência acumulada, a tornam mais fácil. Atingimos metade da corrida. Até ao final só nos falta uma Meia-Maratona…

 

Chegados a Belém começamos a sentirmo-nos “em casa”. Aumenta a animação de rua com os vários apoios e incitamentos à passagem dos atletas.

 

Um pouco mais à frente, e sem que nos apercebamos, já estamos no imenso estaleiro de obras da zona ribeirinha entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço. Foi num ápice. A ida ao Rossio, anteriormente também de grande desgaste sobretudo ao nível psicológico, quase nem se dá por isso. Um pouco mais à frente encontramos os atletas da Meia Maratona. É uma grande confusão com o abastecimento de líquidos e sólidos e um maior número de atletas. Temos pela frente oito quilómetros em comum até à Meta instalada em frente ao Pavilhão de Portugal no Parque das Nações. Curiosamente, ou talvez não, verificamos que os Maratonistas, apesar do cansaço acumulado nas pernas, mostram um ritmo superior à maioria dos atletas da Meia Maratona.

 

Começa a contagem decrescente dos últimos quilómetros. A entrada na Avenida D. João II reserva-nos o último quilómetro e meio de prova. A certa altura separam-se os atletas das duas provas competitivas. Uma última curva à direita e abordamos o terrível empedrado da Alameda dos Oceanos. Lá ao fundo avista-se o pórtico da Meta. A Glória está ali tão próxima. Fazem-se as últimas ultrapassagens na tentativa de se ganharem alguns preciosos segundos e se melhorar a classificação.

 

Foi a nona Maratona de Estrada dos Maratonistas das LEBRES E TARTARUGAS. Reencontram-se os atletas e cada um faz um balanço rápido da sua prestação.

IMG_0676.JPGAguardam pelo terceiro Tartaruga que optou pela Meia-Maratona. Dada a confusão não é possível o reencontro do núcleo fundador da nossa equipa. Só mais tarde recebemos um telefonema do Frederico indicando que já se encontrava no seu carro de regresso a casa.

 

Os tempos ficaram aquém dos objectivos individuais. Mas com os treinos que tivemos dificilmente poderíamos esperar por melhores prestações.

 

É de tempo de recuperação e de começar a preparar a participação na Maratona do Porto.

 

Atletas que concluiram a prova: 3521

Vencedor: ALFRED KERING (Quénia) - 2:10:27

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 470)

Classificação Geral: 2269º - Classificação no Escalão M60: 52º

Tempo Tempo Oficial: 4:25:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:23:29

Tempo médio/Km: 6m:15s  <=> Velocidade média: 9,61 Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 3615)

Classificação Geral: 1910º - Classificação no Escalão M55: 100º

Tempo Oficial: 4:12:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 4:10:54

Tempo médio/Km: 5m:57s  <=> Velocidade média: 10,09 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:49

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Domingo, 25 de Setembro de 2016

CORRIDA DO TEJO

Quando há oito anos por brincadeira corremos a corrida do tejo eu e o Frederico estávamos longe de imaginar que o bichinho da corrida ia ficar, assim fomos participando em corrida após corrida e depois quando se juntou o Carlos ficamos um trio imparável. Passados 8 anos cada um de nós já participou individualmente em mais de 200 corridas e já todos corremos a prova mais mítica do atletismo a Maratona. Para além dos três fundadores temos em diversas corridas levado connosco alguns amigos e familiares . A corrida do Tejo foi mais um exemplo o Frederico Sousa levou o seu filho Gonçalo e o  Carlos Teixeira juntou o seu irmão José Catela à equipa. Os atletas encontraram-se na casa do Frederico e na estação de comboios de Algés e depois de um aquecimento deslocaram-se para a sempre confusa partida da corrida que em Portugal reúne o maior número de participantes.

Como o Carlos Teixeira perdeu a braçadeira dos menos 50 minutos, partimos todos dos mais de 60 minutos, onde estava uma imensidão de atletas. Até á subida da Cruz Quebrada foi a confusão habitual, atletas a andar, atletas a correr de vagar, atletas com carrinhos de bebe  e grupos de amigos correndo em linha formando autênticas barreiras, sendo que a única forma de ultrapassar os mesmos foi correndo junto aos estreitos passeios da zona de Algés. A partir da subida da Cruz Quebrada a corrida começa a descongestionar-se e os atletas começaram a dispersar-se ao longo da magnifica marginal, numa manhã agradável em plena transição para o Outono de 2016 ainda nos seus primeiros dias. A corrida manteve o seu trajeto habitual a primeira metade com a principal dificuldade na subida da Cruz Quebrada e a segunda metade mais difícil face às subidas de Paço de Arcos e Santo Amaro de Oeiras. Os quatro atletas cortaram a meta dentro das suas atuais possibilidades, com especial destaque para o José Catela que não corria há muito tempo e que suplantou a sua previsão inicial de acabar a corrida ao fim de uma hora, baixando em três minutos e meio em relação às suas expetativas. No próximo Domingo Carlos Gonçalves e Carlos Teixeira vão tentar concluir a sua 9ª Maratona de Estrada face à sua participação na Rock Roll Maratona de Lisboa, por outro lado o Frederico Sousa vai participar na meia maratona Vasco da Gama.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

 Atletas que concluiram a prova: 6759

Vencedor: MANUEL PENAS (New Balance) - 0:30:53

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1352)

Classificação Geral: 1133º - Classificação no Escalão M55: 61º

Tempo Oficial: 0:49:30/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:01

Tempo médio/Km: 4m:48s  <=> Velocidade média: 12,50 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1372)

Classificação Geral: 4256º - Classificação no Escalão M50: 357º

Tempo Oficial: 1:05:32/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:02:10

Tempo médio/Km: 6m:13s  <=> Velocidade média: 9,65 Km/h (*)

 

JOSÉ TEIXEIRA (Dorsal Nº7732)

Classificação Geral: 2880º - Classificação no Escalão M60: 79º

Tempo Oficial: 0:58:14/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:29

Tempo médio/Km: 5m:39s  <=> Velocidade média: 10,62 Km/h (*)

 

GONÇALO SOUSA (Dorsal Nº8744)

Classificação Geral: 4418º - Classificação no Escalão SEN: 655º

Tempo Oficial: 1:06:36/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:03:09

Tempo médio/Km: 6m:19s  <=> Velocidade média: 9,50 Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Setembro

  • 18 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 25 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Outubro

  • 2 - MARATONA DE LISBOA ROCK´N ROLL (Cascais/Lisboa) - 42,195 Km
  • 2 - Meia Maratona de Lisboa - 21,0975 Km
  • 23 - Corrida do Montepio (Lisboa) - 10 Km
  • 29 - Trail Nocturno das Bruxas (Bucelas) - 15 Km
  • 30 - 20 Kms de Almeirim
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:37

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CORRIDA DA LINHA MÉDIS

Depois de umas merecidas férias os tartarugas Carlos Teixeira e Frederico Sousa voltaram à competição o outro tartaruga Carlos Gonçalves já tinha feito a sua rentrée na corrida Moinhos de Penacova. O André Catela filho do Tartaruga Teixeira também se juntou aos dois tartarugas.

Ao contrário das edições anteriores a corrida disputou-se no sentido Cascais-Carcavelos obrigando os tartarugas a alterar um pouco os aspetos logísticos ligados à corrida. A deslocação até Cascais foi efetuada de Comboio e depois de cumpridas as necessidades fisiológicas num Mac Donalds em pleno centro da Vila os atletas encaminharam-se para a linha de partida aproveitando para efetuar um curto aquecimento. Tendo chegado muito perto do tiro de partida os tartarugas ficaram muito para trás o que dificultou muito a ultrapassagem de atletas durante o primeiro Km da prova. A primeira metade da corrida disputou-se debaixo de uma temperatura agradável e na passagem do Estoril e S. João foi possível aproveitar algumas sombras, a partir de S. João o calor começou a sentir-se com mais intensidade prejudicando o ritmo dos tartarugas. A chegada estava instalada junto à praia da torre tendo os três tartarugas cortado todos a meta e com uma enorme vontade de se atirarem para dentro de água, a praia estava com um aspeto deslumbrante. No regresso a Algés os tartarugas fizeram mais 6 km a andar até à estação de Caxias durante este passeio foi extraordinário verificar a quantidade de pessoas que estavam a praticar os mais variados desportos ao longo da Marginal, ciclismo, atletismo, basquetebol, patins, marcha por exemplo, por outro lado muitas outras aproveitavam os últimos raios de sol do excecional verão de 2016. Em Caxias os atletas apanharam o comboio até Algés e depois foi mais uma caminhada até casa do Frederico. No próximo fim de semana os tartarugas voltam à Marginal onde vão completar o oitavo ano da sua existência, quem diria!!!!!!!! O meu obrigada aos meus grandes Amigos Frederico e Carlos Gonçalves. Viva os Lebres e Tartarugas!!

 

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1384

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (GFD Running) - 0:31:54

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 771)

Classificação Geral: 338º - Classificação no Escalão M5559: ND

Tempo Oficial: 0:50:18/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:03

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,23 Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 772)

Classificação Geral: 723º - Classificação no Escalão Séniores: ND

Tempo Oficial: 0:58:09/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:56:54

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,54 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 773)

Classificação Geral: 1023º - Classificação no Escalão M5054: ND

Tempo Oficial: 1:05:34/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:04:18

Tempo médio/Km: 6m:26s  <=> Velocidade média: 9,33 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Setembro

  • 18 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 25 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:05

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Domingo, 4 de Setembro de 2016

CORRIDA DOS MOINHOS DE PENACOVA

A Corrida dos Moinhos de Penacova é já uma “clássica” no calendário anual de provas das LEBRES E TARTARUGAS assumindo o papel de “pontapé de saída” para uma nova época desportiva.

 

Não tem apresentado novidades substanciais nos últimos anos. Depois de nas duas primeiras edições ter começado e terminado dentro de Penacova, junto às instalações dos Bombeiros Voluntários, a organização decidiu introduzir em 2011 algumas alterações tornando o evento bem mais agradável. A distância aumentou de 13,7 para cerca de 20 quilómetros tornando o percurso mais extenso e ainda mais interessante. Por outro lado com a partida e chegada na Praia do Reconquinho, na margem esquerda do Rio Mondego, a logística ficou mais facilitada. Não só é mais fácil chegar ao local da partida como há mais opções para o estacionamento das viaturas. E o tão desejado almoço realiza-se num cenário bem mais “apetitoso” condizente com a qualidade do repasto reservado aos atletas, caminheiros e acompanhantes. Sandes de churrasco e imperiais, muitas imperiais, à descrição constituem um dos pontos altos da Corrida dos Moinhos de Penacova. Aliás talvez não esteja muito longe da realidade se afirmar que a força anímica que leva muitos dos atletas, talvez mesmo a maioria descontando os que ali estão apenas a lutar por uma boa classificação, a ultrapassar muitos dos obstáculos que nos vão aparecendo ao longo da corrida é precisamente a lembrança e a imagem daquelas soberbas cervejolas que nos aguardam no final. E se calhar até mesmo os que ali estão apenas pela competição também não desdenham no final o saciar da sede com o precioso líquido feito de cevada.

 

Novidades não houve face aos anos anteriores. O único elemento novo da edição de 2016 está relacionado com a meteorologia. Uma prova que se realiza na Zona Centro e em Agosto é necessariamente escaldante em termos da temperatura ambiente, valendo-nos a existência de mutas sombras ao longo de todo o percurso e aquele refrescante mergulho no final nas águas do Rio Mondego. No entanto, e apesar de estarmos num dos mais quentes meses de Agosto de sempre, a prova iniciou-se com uma temperatura bastante fresca, a rondar os 14 graus, e com um nevoeiro mais próprio de uma manhã de Primavera ou de Outono. Foi a “prenda surpresa” da organização e que acompanhou os atletas nos primeiros cinco quilómetros, precisamente a fase mais difícil da corrida. 

IMG-20160828-WA0001.jpg

Este ano a equipa das LEBRES E TARTARUGAS apresentou-se muito desfalcada sendo apenas representada pelo elemento “menos novo”, o sexagenário (quem diria) Carlos Gonçalves. A passar férias na zona, aliás este foi o seu último dia de descanso, o atleta não perde por nada deste mundo a participação na Corrida dos Moinhos de Penacova. Esta é mesmo uma das suas provas preferidas.

 

Tal como no ano passado há um primeiro controlo dos atletas à entrada do passadiço de madeira que serve de ligação à outra margem. Talvez por motivos de segurança, tendo em consideração a elevada concentração de atletas na Praia do Reconquinho, a organização optou por dar o tiro de partida em terra firme e já do outro lado do rio onde as condições de segurança são maiores.

IMG-20160828-WA0002.jpg

E mesmo antes do início da corrida temos logo o primeiro obstáculo. A meio do rio somos confrontados por uma espessa núvem de mosquitos que nos ameaçam atacar. Esbracejando em todos os sentidos, e equilibrando-se como pode para não cair precocemente à água, cada um só pensa em chegar o mais rapidamente a terreno firme.

 

Pro volta das oito e quarenta e cinco inicia-se a Corrida dos Moinhos de Penacova juntando-se os participantes do Trail 21 Km com os dos Mini-trail de 12 Km. Aliás esta foi a principal novidade introduzida na nona edição desta prova. Até os vinte e um quilómetros transformados em pouco mais de dezoito mantiveram-se tal como nos anos anteriores.

 

O percurso foi o mesmo das últimas edições. Exigente quanto baste, para não deixar defraudadas as expectativas dos mais ousados, e belo e equilibrado para a maioria dos trailistas que procura este tipo de corridas essencialmente para se divertir, disfrutar da natureza e conviver com os restantes atletas.

 

Bem organizada, como tem sido apanágio ao longo dos anos, salienta-se a clareza na marcação do percurso e, mais do que tudo, a quantidade dos pontos de abastecimento de água que foram estrategicamente implantados ao longo da corrida. Cinco Estrelas.

 

Ultrapassadas todas as dificuldades os atletas regressam a Penacova com uma última volta às instalações do antigo Hotel sabendo que a partir daí seria sempre a descer. E bem a descer, num ritmo vertiginoso permitindo realizar algumas ultrapassagens de última hora e ganhar mais algumas posições seja na classificação geral como na dos vários escalões. Como há medalhas até ao décimo lugar em cada escalão temos aqui um motivo de interesse adicional e de competição mesmo para os que correm por correr.

 

Ultrapassada a linha da meta segue-se um refrescante e relaxante mergulho no Rio Mondego seguindo-se o retemperador duche. Depois ficamos a aguardar pelo desejado almoço.

 

Por volta do meio-dia e meia começa a formar-se a fila para a comida. E enquanto não chega a nossa vez damos uma primeira saltada à “bica” das imperiais. Pela primeira vez saciamos a nossa sede como deve ser. E entre duas ou três dentadas lá voltamos a reabastecer o nosso copo de cerveja. Alguns até trazem logo duas imperiais de cada vez. Após três sandes e cinco imperiais o atleta das LEBRES E TARTARUGAS aguarda pela entrega dos prémios não fosse o caso de, à semelhança do que aconteceu no passado, vir a ser um dos medalhados no seu escalão.

 

Só de pois da uma e meia é que são afixadas as classificações finais. Verificando que não ficou em qualquer lugar premiado deu meia volta e, juntamente com a sua parceira, foi até ao carro e partiu de viagem até casa. Foi o fim em beleza de quatro semanas seguidas de férias – um luxo – repartidas em partes iguais pela Praia e pela Montanha. Juntamente com alguma nostalgia pelo fim do período de descanso fica a memória de um dos melhores Verões dos últimos anos, bem quentinho como este atleta muito adora.

 

A época começou. Muitas corridas nos esperam, sejam de estrada ou de “trail”. O calendário para os meses finais de 2016 começa a ser delineado tendo como pronto a alto a participação nas Maratonas de Lisboa e do Porto. E muitas outras corridas, como o Trail Nocturno de Bucelas, vem-nos já à memória.

 

E agora siga para “bingo”, isto é para as próximas corridas.

 

Atletas que concluiram a prova: 143

Vencedor: RUI MUGA (Clube Atlético de Mogadouro) - 1:23:25

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 156)

Classificação Geral: 124º - Classificação no Escalão M60: 11º

Tempo Oficial: 2:36:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:36:15

Tempo médio/Km: 8m:30s  <=> Velocidade média: 7,07 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Setembro (provisório)

  • 18 - Meia Maratona de Montejunto (Cadaval) - 21,0975 Km
  • 18 - Corrida da Linha Médis (Carcavelos/Cascais) - 10 Km
  • 25 - Vimeiro Trail Run (A-dos-Cunhados/Maceira) - 30 Km
  • 25 - Corrida do Tejo (Lisboa/Oeiras) - 10 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:09

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Terça-feira, 5 de Julho de 2016

TRAIL RUNNING DOS MOINHOS SALOIOS

O que faziam o Frederico e o Carlos Gonçalves na Venda do Pinheiro numa manhã de domingo que se antevia bastante quente? Seria à procura de notícias sobre um qualquer “reality show” da TVI que normalmente assenta arraiais por estas bandas?

 

Não. O único “reality show” que os membros das LEBRES E TARTARUGAS protagonizam é o das corridas, sejam elas de estrada ou de trilhos.

 

Depois de, na véspera, o Carlos Teixeira encerrar em beleza a sua época, num meio que mais gosta e logo na corrida do seu clube do Coração – Corrida do Sporting, os dois amantes de Trilhos da nossa equipa escolheram o Trail Running dos Moinhos Saloios para enterrarem o “machado de guerra” e partirem para um período de descanso para a época 2016/2017.

 

Nesta fase da época estes dois atletas comungam do mesmo princípio, embora nada aconselhável a quem se aventura pelas montanhas, de que os treinos são precisamente as corridas. Nada de se prepararem ao longo da semana. E foi assim que se apresentaram para disputar, e disfrutar, uma nova corrida e num novo local antes nunca visitado em termos desportivos.

 

Depois de uma semana quente, para não dizer tórrida, e na qual o Verão finalmente chegou em força, o Frederico e o Carlos Gonçalves partiram à descoberta do desconhecido numa zona do Oeste bem conhecida pelos seus inúmeros Moinhos de Vento. E, imagem do progresso, os montes anteriormente povoados pelos seus encantadores moinhos com as suas belas velas brancas desfraldadas ao vento, albergam hoje em dia os novos Geradores Eólicos. Igualmente imponentes, às vezes até demasiado, perpetuam a abundância do vento por estas bandas e da sua importância, se devidamente aproveitada.

 

Cedo os atletas partiram de Lisboa à descoberta dos “Moinhos Saloios”. Só tinham de apanhar a CRIL, seguirem pela A8 e saírem em direcção à Malveira e à Venda do Pinheiro. Não havia nada que enganar. E, supostamente, em meia hora cumpririam o trajecto entre a casa do Frederico e o Estádio da Venda do Pinheiro. Mal passava das oito e meia da manhã e já tínhamos na nossa nossa posse os respectivos dorsais. Enquanto o Carlos foi até à Casa de Banho libertar-se de preocupações extras o Frederico ficou no carro a “passar pelas brasas”. Na véspera tinha-se cansado a tratar do Jardim de sua casa, ao Sol e sem qualquer sombra.

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Eram nove da manhã e não havia sinal de que a prova principal começaria à hora marcada. Como ainda havia muitos atletas a levantarem os seus dorsais a organização decidiu atrasar a partida em cerca de quinze minutos. Cada minuto que passava aumentava o temor nos atletas. O calor começava a apertar e quanto mais tarde se partisse maiores seriam os estragos.

 

O aquecimento foi dado por uma professora de uma Escola de Dança local. E quando a animação estava no auge o “speaker” interrompe a sessão dando a mesma por terminada para dar lugar ao habitual “briefing”.

 

Finalmente é dada a partida. O começo é desde logo um pouco durinho. Em alcatrão, e com umas subidas bastante desgastantes, os atletas dão uma volta pelo interior da Venda do Pinheiro até finalmente começarem a atacar a montanha. Desde logo ficou traçado o perfil deste “trail”. Seria um constante “sobe e desce”, com muitas sombras, e sem aqueles troços de dificuldade máxima. Só os “single treks” exigiam maior atenção da parte dos corredores. Por outro lado lama era coisa que não se via. O calor dos últimos dias tinha secado por completo o terreno aumentando a dificuldade em termos de tracção quer nas subidas, poucas, mais exigentes, quer nas descidas mais acentuadas.

 

Embora a temperatura ambiente já começasse a ser um pouco elevada, a existência de longas zonas à sombra ajudava os “heróis”. E foi sempre assim até ao final.

 

Sensivelmente por volta do quilómetro cinco temos o primeiro ponto de abastecimento (só líquidos) e controlo. “Já”? Pergunta o Carlos Gonçalves para um atleta que o acompanhava. “Foi mais depressa que estava à espera”. Ainda bem. E já só faltavam vinte quilómetros para o final.

 

Sempre à espera de um daqueles obstáculos tão típicos das provas de “Trail Running”, os atletas vão galgando os quilómetros. Pelo meio marca presença uma referência das provas de montanha e de estrada. A Analice Silva é o exemplo de que tudo é possível. Só basta querer. E se a descer ela fica um pouco para trás, é nas subidas, por mais íngremes que se apresentem, que esta lenda viva do atletismo popular mostra o que vale e dá uns valentes “bigodes” aos mais novos e porventura mais treinados.

 

Ao quilómetro dez, mais coisa menos coisa, temos o segundo ponto de abastecimento e controlo. Como já temos direito a alguns suplementos sólidos os atletas aproveitam para descansar um pouco. As pernas, que não as vistas. Estamos, provavelmente, no ponto mais alto do percurso. Olhando em 360 graus vemos até onde a vista alcança. O Rio Tejo, atravessado pela Ponte Vasco da Gama, mostra uma calmaria e uma tranquilidade próprias de um dia muito quente. Mais para a direita vemos a Serra de Sintra, tendo por fundo o oceano Atlântico. Perfeitamente deslumbrante. Não fosse estarmos no meio de uma corrida e certamente que a maioria ficaria por ali longos minutos a admirar a paisagem e a tentar identificar alguns locais seus conhecidos.

 

Deixamos para trás o “Moinho do Avô” e partimos. “The show must go on”. A corrida tem de continuar.

 

Chegamos a Montemuro. É o regresso à civilização. Antes visitámos, por breves instantes, o “paraíso”. Um “single trek”, no meio de densa vegetação, sempre a descer, à sombra e com um ventinho fresquinho a marcar presença. Era mesmo disto que estávamos a precisar.

 

Passando a Sociedade recreativa temos de atacar uma das subidas mais difíceis. Foi em alcatrão a anteceder o “Trilho do Multibanco”. Curioso o nome. Mas para nos animar ainda mais do lado esquerdo do caminho apresenta-se um letreiro bem sugestivo. “Descansa que já vais começar a subir”. Já não me lembro exactamente das palavras mas foi algo deste género. E até nem foi assim tão desgastante.

 

Por volta dos vinte quilómetros temos o último abastecimento de líquidos. Antes já o Carlos Gonçalves teve de abastecer de água o seu “Camel Bak” numa fonte à beira do caminho. Os mais de dois litros e meio de água "às costas" com que tinha partido da Venda do Pinheiro estavam perigosamente quase a esgotar-se.

 

O relógio marcava vinte e um quilómetros. Um elemento da organização avisava-nos que eram só mais três. Ou ele estaria enganado ou então a prova seria um pouco mais curta. Animados os atletas vão buscar as últimas forças para terminarem a corrida em beleza.

 

Avista-se o Estádio de Futebol. Só que não iríamos já dar por findo o nosso "Trail". Somos obrigados a percorrer algumas centenas de metros sobre um escaldante alcatrão, que quase derretia à nossa passagem, e sem qualquer sombra. Foi neste ambiente demasiado árido que os atletas regressam momentaneamente a um último trilho que os conduzirá até à meta. As duas últimas centenas de metros são novamente em alcatrão e com uma inclinação considerável até entrarmos finalmente no recinto desportivo de onde tínhamos partido algumas horas antes. Para quem, como o Carlos Gonçalves, esperava terminar em descida prolongada este foi o último revés.

 

Terminada a sua prestação guarda alguns momentos para os necessários, e muitas vezes esquecidos, exercícios de alongamentos musculares. Envia uma mensagem aos seus familiares e prepara-se para tirar uma fotografia ao seu colega de equipa Frederico que deveria transpor a linha de meta alguns minutos mais tarde. Sente uma mão no seu ombro. O Frederico, com o ar mais fresco deste mundo, abeira-se do colega. “Terminaste agora?", pergunta o Carlos. "Fizeste um belíssimo tempo”.

 

Na realidade o Frederico não tinha completado a prova. No segundo posto de controlo sentiu-se um pouco tonto e decidiu desistir. Enviou uma mensagem ao seu colega de equipa a informar do sucedido. Como durante a corrida não há tempo para consultar SMS o Carlos Gonçalves ficou sem saber deste percalço.

 

Mas felizmente que o Frederico já tinha recuperado e estava, pelo menos aparentemente, em condições. Tinha tomado a decisão certa na altura certa.

 

Quanto ao “Trail dos Moinhos Saloios” congratulamo-nos pela excelência do mesmo. Descontando o atraso desnecessário no momento da partida, tudo o resto funcionou na perfeição. A sinalização do percurso foi excelente. Só se poderia perder quem fosse a conversar com outros atletas e descurasse a necessária vigilância às fitas e setas sinalizadoras. Por outro lado, provavelmente tendo em atenção que já estávamos em Julho, foi montado um percurso exigente, muito interessante, mas sem a dureza de outras provas que se disputam sob temperaturas bem mais baixas. Como resultado tivemos uma prova bastante rápida com o vencedor a cumprir os cerca de vinte e cinco quilómetros em duas horas.

 

E, uma vez mais, o “TRILHO PERDIDO” presenteou-nos com uma bela corrida. Já não é a primeira vez que participamos em provas de “Trail” desta organização e em todas elas não temos nada de negativo a apontar. Continuem assim.

 

Atletas que concluiram a prova: 182

Vencedor: FÁBIO FONTOURA (Individual) - 0:30:53

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 80)

Classificação Geral: 110º - Classificação no Escalão M60: 3º

Tempo Oficial: 0:49:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:10

Tempo médio/Km: 8m:43s  <=> Velocidade média: 6,88 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 81)

Classificação Geral: NT - Classificação no Escalão M50: NT

Tempo Oficial: --- /Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ---

Tempo médio/Km:----------  <=> Velocidade média: ---------- (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Julho

  • 2 - Corrida Sporting 2016 (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Trail  Running dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro/Santo Estêvão das Galés) - 25 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:21

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6ª Corrida do Sporting a marcar o final de mais um período de muitas corridas dos Tartarugas

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Com a participação na corrida do Sporting (tartaruga Teixeira acompanhado do filho André) e Trail dos Moinhos Saloios (tartarugas Gonçalves e Sousa), os Lebres e Tartarugas encerraram um período de 10 meses ao longo do qual participaram em conjunto ou separadamente em diversas competições em estrada ou em Trail de diferentes distâncias. Seguem-se agora as férias das competições mas os treinos esses vão ter que continuar as maratonas de Lisboa e Porto assim o obrigam.

A corrida do Sporting disputou-se pela primeira vez à noite e integrada na comemoração do 110º aniversário do clube, ao contrário das anteriores 5 edições que se disputaram de manhã e quase sempre no mês de Outubro. Ao caminhar com o filho para a zona partida surgiu um primeiro contratempo ao verificar que o meu garmin estava com as baterias fracas, na noite anterior o relógio indicava que as mesmas estavam carregadas, tudo indica que o meu 4º garmin está em fim de vida à média de um por cada dois anos. O filho André logo se prontificou para emprestar o dele mas embora sabendo que o tempo da prova seria mais difícil de gerir optei por correr sem informação de tempo.

Quando chegámos ao local da partir deslocámo-nos para a entrada dos sub-50 e após alguns minutos o Presidente do Sporting deu o sinal de partida, o local da mesma é algo que se sugere seja mudado em anos futuros, por um lado porque é muito estreito sendo quase impossível correr e por outro porque se houver uma queda de atletas mais à frente existe alguma possibilidade de vários atletas caírem e magoarem-se.

O percurso da prova não sofreu qualquer alteração em relação a 2015 com a novidade de estar adornado com as obras das Avenidas da República e Fontes Pereira de Melo, as únicas exceções terão sido nesta última dado que o local de viragem me pareceu mais abaixo do que é hábito e a chegada foi logo à entrada no estádio.

A temperatura foi agradável com algum calor mitigado contudo pelo vento que se fazia sentir.

Ao chegar à meta a maior surpresa foi saber o tempo com que ia terminar a prova, pelo ritmo em que a fiz e sentindo-me bem na parte final previa chegar perto dos 48m, mas na realidade acabei com 49m10s o relógio é de facto indispensável para controlar o ritmo de corrida, por outro lado foi uma forma de desfrutar da corrida sem tanto stress com o tempo.

Alguns minutos depois chegou o André mas precisámos de aproximadamente 20 minutos ou mais  para sair do Estádio de Alvalade este ano os acessos à saída do mesmo estavam muito mais bloqueados e mal organizados.

Para o tartaruga Teixeira o regresso à competição está previsto para 10 de Setembro em São João das Lampas, fica já o desafio para os restantes tartarugas também participarem.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 3162

Vencedor: LICÍNIO PIMENTEL (SPORTING CP) - 0:30:53

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 943)

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Classificação Geral: 872º - Classificação no Escalão M5559: 49º

Tempo Oficial: 0:49:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:10

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,20 Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 944)

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Classificação Geral: 1890º - Classificação no Escalão M0039: 682º

Tempo Oficial: 0:59:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:38

Tempo médio/Km: 5m:52s  <=> Velocidade média: 10,23 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Julho

  • 2 - Corrida Sporting 2016 (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Trail  Running dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro/Santo Estêvão das Galés) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:10

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Terça-feira, 28 de Junho de 2016

CORRIDA DAS FOGUEIRAS AO RITMO DE PORTUGAL NO EURO 2016

As duas tartarugas Frederico de Sousa e Carlos Teixeira não deram por mal empregue a deslocação a Peniche para mais uma participação na corrida das Fogueiras a maior corrida noturna que se realiza em Portugal. A concentração deu-se em casa da tartaruga Teixeira às 18h45m de forma a chegarmos a Peniche antes de se iniciar o Portugal – Croácia, objetivo cumprido deslocámo-nos para a pastelaria Nau onde habitualmente costumamos lanchar sempre que participamos nesta corrida. Na pastelaria Nau já tínhamos lugar reservado pelo nosso velho amigo José Pedro e quando entrámos estavam-se a dar os primeiros pontapés na bola. Aos 50 minutos do jogo abandonámos a pastelaria com pena de não ficarmos a beber uns copos porque o jogo em si patriotismo à parte estava a roçar a mediocridade.

A partida a exemplo do ano anterior teve lugar perto dos bombeiros, aí chegados os tartarugas separaram-se e cada um foi para o respetivo corredor de acordo com a cor da fita individualmente atribuída em função do tempo.

A temperatura estava fresca e com algum vento não muito forte que convidava a correr de pressa, antes da partida o jogo de Portugal continuava empatado a zero faltava um quarto de hora para o final adivinhava-se mais um empate para a seleção das quinas.

As 21h30m iniciou-se a corrida de forma rápida nos primeiros 2 km com pouco espaço dada a concentração de atletas e o espaço disponível, aos 4 km a primeira subida mais significativa e onde ficamos a saber que o tempo regulamentar do jogo de Portugal tinha terminado com um empate a zero. Entre os 4 e os 5 Kms deu-se a primeira passagem pela marginal repleto de pessoas de um lado e de outro sensacional face importância do evento que decorria em simultâneo com a corrida e logo de seguida no km 6 a passagem pela pastelaria Nau com toda a gente na rua inclusive a nossa claque improvisada. Aos 7 km correu-se a distância em direção à Praia e às fogueiras e onde os populares nos iam informando que o resultado no prolongamento se mantinha num imutável nulo, aos 9 km deu-se a subida mais difícil da prova e depois entre os 10 e os 11km em plena descida o grande momento da noite, numa onda de braços da frente para trás começou-se a gritar golo de Portugal, uns diziam que tinha sido o Quaresma outros o cigano, numa alegria contagiante populares e atletas gritavam Portugal !Portugal! Portugal!.

Até ao fim parece que os kms não custaram a correr o clima de festa quando o jogo terminou a alegria transbordou atletas e populares eufóricos e grande apoteose desde a pastelaria nau até à subida da marginal ao ritmo de Portugal.

Depois de eu e o Frederico cortamos a meta e da merecida recuperação fomos jantar com o nosso amigo Zé Pedro família e amigos, a refeição foi muito animada principalmente na parte final, no inicio do mesmo o inevitável telefonema para o tartaruga Carlos Gonçalves que ficou desta vez a descansar.

O regresso já na madrugada do dia 26 decorreu calmamente os tartarugas vinham felizes foi de facto uma noite fantástica onde tudo correu bem.

Uma palavra para a organização da prova que tem feito um esforço para melhorar de ano para ano, a mudança do local da partida em relação ao passado e as informações regulares entre a data da inscrição e a data da realização da prova são exemplos disso.

 

Viva os Tartarugas! Viva Portugal! Viva a Corrida das Fogueiras!

 

Até Junho de 2017

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2787

Vencedor: NUNO CARRAÇA (URCA) - 0:48:55

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1534)

Classificação Geral: 1014º - Classificação no Escalão M5559: 44º

Tempo Oficial: 1:14:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:53

Tempo médio/Km: 4m:56s  <=> Velocidade média: 12,18 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1535)

Classificação Geral: 2412º - Classificação no Escalão M5054: 207º

Tempo Oficial: 1:34:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:33:41

Tempo médio/Km: 6m:15s  <=> Velocidade média: 9,61 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 11 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 4 2Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km

Calendário para o Mês de Julho

  • 2 - Corrida Sporting 2016 (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro/Santo Estêvão das Galés) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:37

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

LISBON ECO MARATHON

As LEBRES E TARTARUGAS são totalistas na Lisbon Eco Marathon. O Frederico, o Carlos Catela e o Carlos Gonçalves juntaram-se, pelo quarto ano consecutivo, para participarem numa maratona singular. E, tal como em 2015, o Tartaruga Bartolomeu juntou-se ao grupo desafiando, pela segunda vez, uma distância que não está ao alcance de todos. Mesmo assumindo que não tem treinado este nosso atleta enfrentou este desafio de frente garantindo que não iria cometer o mesmo erro do ano passado quando se dispôs a realizar a maratona sempre a correr. Foi um erro cometido e que pagou bem caro no final da prova. E em 2016,como veremos mais à frente, o resultado final foi bastante diferente.

 

Apesar de se realizar na Serra de Monsanto, a Lisbon Eco Marathon não pode ser considerada uma corrida de montanha e, muito menos, de “Trail”. Mas também não se enquadra numa “vulgar” maratona de estrada tendo em consideração o desnível altimétrico da prova. É um misto de tudo isto. Mas, e acima de tudo, é uma bela corrida que se desenvolve maioritariamente num ambiente fantástico no denominado “pulmão da cidade de Lisboa”. E o facto de começar ao final da tarde, e com a perspectiva de se prolongar pela noite dentro, aumenta o interesse por esta corrida. É o “Sunset Monsanto” para os muitos adeptos do “running”.

 

No final de uma semana um pouco atípica em termos meteorológicos, as previsões perspectivavam uma melhoria do tempo para o fim de semana, em particular no que à temperatura dizia respeito, e para grande preocupação dos nossos atletas, com excepção do Carlos Gonçalves que secretamente ansiava por um fim de tarde bem “quentinho”,

 

A concentração da equipa fez-se em casa do Frederico. Embora mais tentados a trocarem a corrida por uns mergulhos na piscina, os atletas rumaram ao Parque do Calhau a tempo de ouvirem o “briefing” que antecede o início da prova. E, como também já é hábito, a fotografia da equipa serve para recordar, para a “memória futura”, a participação da equipa das LEBRES E TARTARUGAS em mais uma edição da Lisbon Eco Marathon.

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Relativamente ao ano passado apresentámo-nos desfalcados do Tartaruga Georg Waldschütz que nos deixou há cerca de um ano. Para ele o nosso abraço e confiança nas várias corridas, de estrada ou de montanha, que tem abraçado.

 

Menos caras conhecidas e uma sensação de menor participação por comparação com os anos anteriores. Com o aproximar das dezoito horas a movimentação dos elementos da organização não indiciava que a prova começaria à hora marcada. Alguns dias antes na página da prova deixava-se no ar que, caso a temperatura prevista para a hora da partida fosse igual ou superior a 27 graus, a mesma poderia ser atrasada em sessenta minutos. O Carlos Gonçalves chegou mesmo a interpelar um dos elementos da organização se seria respeitada a hora prevista para o início da prova. Aparentemente, e sem grande convicção, lá nos foi dizendo que “sim, que a partida seria dada às dezoito horas”. Não foi às dezoito mas sim quatro ou cinco minutos mais tarde.

 

Mal foi dada a ordem de começo da prova a nossa equipa desmembrou-se de imediato.

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Cada um dos nossos atletas tinha propósitos diferentes em consonância com o seu momento de forma actual. Todos almejavam completar os quarenta e dois quilómetros mas em condições físicas que não se aproximassem do deplorável. Mas, acima de tudo, todos desejavam disfrutar ao máximo esta experiência. E, no balanço final, todos ganharam. O Bartolomeu cotou-se como o nosso atleta mais rápido. A lição de 2015 foi bem aprendida. O Carlos Catela estabeleceu um novo melhor tempo individual com uma redonda marca de cinco horas exactas. O Carlos Gonçalves, sem grandes preocupações de tempo, aproveitou ao máximo os encantos de prova, e não só… O Frederico cumpriu um pouco mais de trinta quilómetros e, após cumprir o percurso entre o antigo Aquaparque no alto do Restelo e a CRIL, decidiu rumar até casa dando por concluída a sua participação na Lisbon Eco Marathon.

 

Em comparação com as edições dos anos anteriores o percurso não nos trouxe alterações. Isto pode ser bom e mau ao mesmo tempo. Se, por um lado, deixa de haver qualquer factor de novidade por outro prepara os atletas para as diferentes dificuldades podendo cada um gerir melhor o seu esforço.

 

Mas a Lisbon Eco Marathon, como qualquer corrida de longa duração, é muito mais do que uma prova de atletismo. É, ou deve ser, um momento de convívio e de interacção com todos os elementos intervenientes, seja entre atletas, destes com os elementos da organização espalhados ao longo do percurso e até mesmo com o público que se diverte, e também a nós, à nossa passagem. Mas é o convívio entre atletas que normalmente fica mais gravado na nossa memória e que recordamos através de episódios mais ou menos singulares.

 

Numa prova longa é comum formarem-se grupos espontâneos que, por terem um ritmo semelhante, partilham a corrida praticamente desde o início até ao fim. E também há aquelas situações em que tanto ultrapassamos como somos ultrapassados, em função da inclinação e do grau de exigência dos diferentes troços da corrida que vamos cumprindo.

 

E aqui entra o Carlos Gonçalves.

 

Desde o princípio da prova, logo na tremenda subida em alcatrão até ao Estabelecimento Prisional de Monsanto, fixou uma atleta bem mais nova e jeitosa do que ele que ora ficava para trás ora passava para a frente quando entrávamos em zonas planas ou em descidas. E assim foi ao longo dos vários quilómetros. Após a longa e desgastante subida, já em ambiente florestal e ao longo da auto-estrada Lisboa/Cascais, a atleta passou, parecia que definitiva e irremediavelmente, para a frente. A certa altura este humilde tartaruga viu-se novamente ultrapassado pela simpática atleta. Mas como foi possível pois não se lembrava de ter passado por ela? Estaria já com o espírito toldado pelo cansaço, ainda que precocemente? Não. Afinal ela tinha parado para fazer um “chichi”, segundo as suas palavras, num recanto mais escondido. Estava encontrada a resposta para a pergunta.

 

Após o "cair da noite" o Frederico entretanto já tinha dado por terminada a sua prova e envia uma SMS aos seus companheiros. Como há tempo e disponibilidade para tudo o Carlos Gonçalves responde à mensagem.

 

Os últimos cinco quilómetros são demolidores apesar de se realizarem em plena ciclovia.

 

Na Meta instalada no Alto do Parque Eduardo VII reencontram-se os dois Tartarugas Carlos juntamente com as suas claques de apoio. O Carlos Catela, apesar de enregelado pelo vento frio que se manifestava nas redondezas, aguentou-se estoicamente, “firme e hirto”, fazendo questão de aplaudir o companheiro a cruzar a meta. Ainda tentámos brindar às nossas vitórias com uma bela imperial. Mas já só havia espuma pelo que o brinde foi feito com uma garrafinha de água. E assim terminou mais uma participação das LEBRES E TARTARUGAS na Lisbon Eco Marathon. Para o próximo ano certamente que haverá mais.

 

Atletas que concluiram a prova: 184

Vencedor: JOÃO HORA FAUSTINO (Individual) - 3:05:20

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 102)

Classificação Geral: NT - Classificação no Escalão M50: NT

Tempo Oficial: -----/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): -----

Tempo médio/Km: -----  <=> Velocidade média: ----- Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 103)

Classificação Geral: 122º - Classificação no Escalão M55: 7º

Tempo Oficial: 5:00:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 7m:09s  <=> Velocidade média: 8,38 Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 104)

Classificação Geral: 177º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 5:43:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 8m:11s  <=> Velocidade média: 7,34 Km/h (*)

 

BARTOLOMEU SANTOS (Dorsal Nº 105)

Classificação Geral: 110º - Classificação no Escalão Sen-M: 37º

Tempo Oficial: 4:57:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 7m:05s  <=> Velocidade média: 8,48 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 11 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 4 2Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 01:04

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

MARGINAL À NOITE

As Lebres e Tartarugas foram criadas em 2008 por um grupo de antigos jogadores de Badminton que optaram desde essa data por participarem com alguma regularidade em provas de corrida de estrada ou montanha.

 

Este grupo foi-se gradualmente alargando a outros atletas sem que forçosamente tivessem praticado anteriormente Badminton.

 

É no entanto com especial carinho que uma comitiva de actuais jogadores de Badminton – Francisco Sousa e Marta Sousa – acompanharam um dos atletas fundadores e seu pai – também antigo jogador dessa modalidade – em mais um prova.

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Em questão estava pois a participação na Marginal à Noite, terceira prova dos jovens atletas e primeira à noite.

 

O dia apresentou-se de feição com boa temperatura e sem vento. À hora da prova apareceram algumas nuvens mas que não afectaram a presença e a prestação dos atletas.

 

As inscrições, como de costume, rapidamente esgotaram estando pois presentes cerca de 7.500 atletas. A organização entende, e bem, não aumentar os números já que dada a dimensão das vias já é algo difícil ter uma progressão constante.

 

Com partida pontual às 09:30 iniciou-se o percurso em direcção a Caxias onde ser processaria o retorno.

 

Para grande espanto e satisfação do pai, os jovens atletas progrediram muito bem tendo corrido cerca de 7 kms dos 8 que compunham a prova.

 

Deu tempo para conversar com outros atletas sendo alguns deles bem famosos.

 

Os atletas concluíram pois a prova com cerca de 1:12:00 tendo optado por participar sem chip.

 

Ficou no entanto  a vontade de voltar para o ano.

 

[Crónica de Frederico Sousa]

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:32

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EXTREME TRAIL CUCOS

10 de Junho. Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, e antigamente também designado por “Dia da Raça”.

 

Sendo este dia Feriado Nacional todos os Portugueses festejam, à sua maneira, o dia do seu País. Seja acompanhando em directo ou pela Televisão as comemorações oficiais, seja participando em qualquer tipo de evento alusivo ao 10 de Junho, ou seja simplesmente a descansar, cada um decide o que fazer para celebrar condignamente o dia de PORTUGAL.

 

E o “Trail Runner Solitário” das LEBRES E TARTARUGAS decidiu, à semelhança dos dois anos anteriores, evocar o dia de Portugal fazendo aquilo de que mais gosta, em termos desportivos falando. Pelo terceiro ano consecutivo foi até à zona de Torres Vedras para participar no Extreme Trail Cucos. Sendo totalista nesta prova, e depois de uma primeira participação na versão mais curta, nessa altura em companhia do Frederico, o Carlos Gonçalves voltou a desafiar o Trail longo com uma distância maior e um grau de dificuldade acrescido.

 

No primeiro dia de um fim-de-semana XL para a maioria dos Portugueses, e XXL em particular para os Lisboetas, o atleta teve de madrugar para se preparar em condições para o grande dia que iria ter pela frente. Eram seis da manhã quando o despertador tocou. Num ápice o atleta abandona o aconchego do leito e lança-se às tarefas prioritárias: organização da mochila com todo o equipamento necessário e ingestão de um pequeno almoço que deveria ser naturalmente mais frugal. E, como acontece no dia de uma qualquer corrida, há necessidades fisiológicas que têm de ser satisfeitas para não vir a ter qualquer contratempo em plena actuação do “artista”.

 

Às sete e um quarto o atleta senta-se ao volante do seu automóvel e parte em direcção a Torres Vedras. Por ser bastante cedo, e principalmente por ser fim-de-semana, a viagem não deveria levar mais do que quarenta e cinco minutos. Há muito que o Sol já brilhava. Atravessando o rio Tejo pela bela Ponte 25 de Abril disfrutamos de imagens de rara beleza da nossa magnífica cidade de Lisboa. Nada melhor para começar bem um dia que se previa fantástico e cheio de emoções.

 

Chego às antigas Termas dos Cucos e a animação já é grande.

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Nas provas de “Trail Running” os atletas optam por chegar mais cedo. Além do levantamento dos dorsais há que ultimar os preparativos para que nada falte. O espírito é diferente, menos competitivo e mais de interacção entre os atletas. Mais do que competirem a grande maioria dos “trailistas” está ali essencialmente para se divertir.

 

Tiram-se as habituais fotografias de circunstância. E como o atleta das LEBRES E TARTARUGAS está sozinho tem de pedir a alguém para lhe tirar uma foto com o antigo edifício das Termas como pano de fundo. Ainda tentou encontrar alguma “lebre” disponível para esta tarefa. Mas como todas pareciam estar ocupadas teve de pedir ajuda a um atleta masculino.

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 Comunica por “WhatsApp” com os seus familiares: “Pronto para mais um Trail Run”. Começam a chover as perguntas de quem já está acordado e perto do telemóvel: “Foste sozinho? Boa Prova”.

 

Faltava um quarto para as nove e começa o “briefing”. São-nos transmitidas informações úteis para a corrida. Desde do tipo de traçado, às fitas e setas sinalizadoras do percurso, e aos alertas para algumas zonas mais complicadas, todos tomam, se é que não tinham já tomado, consciência daquilo que os espera. Os primeiros quinze quilómetros (que mais tarde verifiquei serem apenas pouco mais do que treze) são os mais acessíveis. À passagem pelas Termas dos Cucos os atletas do Trail longo deverão seguir o seu caminho tendo pela frente um percurso com cerca de noventa por cento de trilhos mais técnicos e necessariamente mais exigentes. “É a melhor parte da prova”, como refere o “speaker” da organização.

 

Segue-se um curto aquecimento coordenado por um animador do Kalorias, ginásio de Torres Vedras.

 

Quando é dado o sinal de partida partem em simultâneo tanto os trailistas como os caminheiros. Parte do traçado é o mesmo do ano passado. Mas a organização encarregou-se de introduzir algumas alterações cirúrgicas para não só trazer novidades relativamente a 2015 mas também para aumentar um pouco o grau de dificuldade do “trail curto”. Devido a uma maior concentração de atletas os congestionamentos são maiores sempre que há algum estrangulamento no percurso. Muita conversa e muita fotografia conferem uma animação só visível em corridas de trilhos. Os que querem ganhar algum prémio há muito que despareceram. Para trás ficam os que se querem divertir, ou seja a maioria.

 

No regresso às Termas dos Cucos os atletas do Trail Curto dão por terminada a sua prestação. Os mais ousados e mais corajosos lançam-se à segunda parte da corrida conscientes do que os espera. Só para começar temos logo uma subida íngreme, com degraus pelo meio, e como que a meter-nos em “sentido”. Apesar das dificuldades, e que foram muitas, os quilómetros até parecem não custar a passar. Num constante “sobe e desce” vamos ultrapassando os vários obstáculos. E se as escaladas pedem para darmos tudo aquilo que temos, e o que não temos, há algumas descidas em que controlar cada passo é deveras complicado se não quisermos estatelarmo-nos ao comprido e com grandes mazelas. Dei comigo a pensar que por vezez é preferível uma subida, mesmo das mais exigentes, às descidas que quase tive de fazer de gatas pois os meus já gastos ténis apresentavam uma tracção idêntica à de umas sapatilhas de estrada.

 

No último Posto de Abastecimento chego à conclusão, tal como no ano passado, que afinal o trail longo não chegaria aos trinta quilómetros. Ainda bem. “Mais vale a menos do que a mais”, como digo a um atleta que já só pensa em desistir. Há muito que as forças tinham desaparecido e a vontade de terminar era pouca. Tento animá-lo e convencê-lo a levar a prova até ao fim. Pela minha experiência de há um ano, e sem saber se a partir daquele ponto o percurso seria o mesmo, convenço o colega de que o mais difícil já tinha ficado para trás. “Vemo-nos na meta". Mas sinceramente não fiquei muito convencido de aquele companheiro levaria em conta as minhas palavras.

 

Com o andar da prova chego à conclusão que a parte final do percurso se mantém inalterável relativamente a 2015.

 

Reencontro o troço de uma ribeira seca e cheia de pedregulhos. E um pouco mais à frente reencontro o atleta que tinha ameaçado desistir no Posto de Abastecimento. Ainda bem e ele agradeceu-me por lhe ter incutido o ânimo necessário para levar de vencida a etapa final.

 

Uma última subida, ligeira e curta em comparação com o que já tínhamos feito, leva-nos à ribeira que antecede a chegada à zona Termal dos Cucos. Este ano o caudal de água é maior dificultando substancialmente as últimas centenas de metros. Forma-se um pequeno grupo de três atletas em que cada um tenta animar os outros o melhor que pode e que consegue. A palavra de ordem é tentarmos terminar a corrida abaixo das seis horas.

 

Prova superada. E afinal, pelo menos no meu Garmin, constato que os trinta quilómetros do Trail Longo se ficaram por apenas vinte e seis.

WP_20160610_15_09_28_Pro.jpg

 “Terminei. Foi muito mas MUITO BOM”. Comunico aos meus familiares a conclusão da prova.

“Estás bem?” perguntam-me. “Estou bem. Apenas um pouco cansado. Já comi uma sopa, vou mudar de camisola e partir para casa”.

 

Tinha terminado mais uma aventura, daquelas de que gosto mais. Mas também fico com a certeza de que voltarei em 2017 para a quarta edição do Extreme Trail Cucos, se possível com a companhia de mais algum TARTARUGA.

 

Atletas que concluiram a prova: 90

Vencedor: FÁBIO FONTOURA (Turres Trail Clube) - 2:55:22,4

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 46)

Classificação Geral: 81º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 5:51:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 11m:43s  <=> Velocidade média: 5,12 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 11 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 43 Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:19

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Terça-feira, 7 de Junho de 2016

CORRIDA DO ORIENTE

No rescaldo de um final de semana triste para a nossa equipa as LEBRES E TARTARUGAS marcaram presença em mais uma edição da Corrida do Oriente.

 

No nosso vasto currículo de provas esta é uma das poucas a que o nosso nome está ininterruptamente associado desde 2009.

 

A Corrida do Oriente já não tem o fulgor e procura de outros tempos. O seu ponto mais alto, e apenas durante o período em que participámos, foi em 2011 com 1769 atletas a terminarem a prova principal de dez quilómetros. De então para cá, muito provavelmente pela vasta oferta de corridas de cariz popular, tem decaído o número de atletas que acorrem à zona oriental de Lisboa para disputarem a Corrida do Oriente. No ano passado apenas 1062 atletas terminaram a corrida principal. Este ano por pouco que não se ficou abaixo do milhar de atletas que levaram até ao fim a sua corrida. Terminaram exactamente 1002 corredores, entre mulheres e homens.

 

Mas a concorrência de outras corridas não justifica por si só o aparente virar de costas dos atletas a uma prova que anteriormente atraía tanta gente. A Corrida do Oriente não tem inovado nos últimos anos. Poucas alterações se têm registado no percurso da prova. E quando tal tem acontecido não tem sido para melhor. Aliás cada vez mais se verifica que a Corrida do Oriente é puramente de “ida e volta”. Na zona da antiga Expo 98 não será muito difícil criar um percurso mais interessante, quiçá com a passagem pelas instalações emblemáticas da Exposição Universal como sejam o Pavilhão de Portugal, Oceanário e passeio ribeirinho ao longo do Rio Tejo.

 

Fica a sugestão para o caso de alguém ligado à organização da Corrida do Oriente ler esta nossa crónica.

 

Com o Frederico ainda a recuperar das suas mazelas e das emoções fortes dos últimos tempos, a nossa equipa apresentou-se no Parque das Nações com um conjunto de atletas todos eles já repetentes:

 

  • André Catela
  • Gonçalo Gonçalves
  • Pedro Antunes
  • Carlos Teixeira
  • Carlos Gonçalves

 

A constituição da nossa equipa este ano reflecte o desejo dos Fundadores em assegurarem a renovação e a longevidade das LEBRES E TARTARUGAS. O bichinho está lançado. E lançamos desde já o desafio interno para que na edição de 2017, se a mesma ainda se vier a realizar, possamos apresentarmo-nos com uma comitiva ainda mais alargada. E, como veremos mais à frente, já foi lançado mais um atleta …

 

E, uma vez mais, contámos com a nossa claque de apoio constituída pela Ana Luísa (Treinadora) Catarina e Afonso. Três gerações.

 

Em 2014 a organização decidiu que a Partida e a Chegada se realizassem no mesmo local, junto à Igreja dos Navegantes no Passeio dos Heróis do Mar. Tratou-se de uma decisão acertada dado que facilita a logística dos atletas na procura de um lugar para os seus carros.

 

Tendo recolhido antecipadamente os dorsais os TARTARUGAS combinaram o encontro por volta das nove e um quarto junto à Igreja dos Navegantes. Teríamos tempo para tudo desde a colocação dos dorsais e chips até uma ida de última hora à casa de banho. E, mais importante que tudo, a fotografia de grupo com os atletas a perfilarem-se cheios de ambição consoante os seus objectivos.

WP_20160605_09_35_33_Pro.jpgUns certamente que queriam melhorar as suas marcas nesta corrida. Outros, senão mesmo todos, procuravam disfrutar ao máximo do convívio com outros atletas e transformarem a prova num treino dominical mais animado.

 

Desde logo comentávamos que parecia haver uma menor adesão de atletas. Mesmo com o “speaker” a anunciar cerca de mil e quatrocentas inscrições na realidade viam-se muito menos atletas junto à linha de partida.

 

Notou-se também a ausência da animação habitual dos outros anos nomeadamente dos elementos dos “Toca a Rufar” que normalmente têm marcado presença junto à Partida. Foi uma corrida mais pobre.

 

Quanto é dado o toque de partida começa a confusão habitual. Mas até nesta fase notámos que havia muito menos atropelos do que em anos anteriores.

 

A corrida em si não teve grande história. O percurso é aparentemente fácil. Tirando a passagem pelos túneis ou rotundas, com algumas ligeiras subidas e descidas, basicamente é tudo em plano. Parece fácil mas não é. A nossa experiência diz-nos que em trajectos de “sobe e desce” conseguimos recuperar algumas energias nas fases de pendente negativa. Nas partes planas é “sempre a puxar” e sem lugar a períodos de descanso.

 

Após o ponto de inversão do percurso os quilómetros parece que custam menos a passar. Aliás nem todos têm a mesma duração. Uns são mais curtos e outros mais longos. Por sinal o último quilómetro, que até talvez não tenha tido mil metros, parece sempre o mais comprido.

 

Pelo meio encontramos algumas caras conhecidas que saudamos à sua passagem. Tenta-se estabelecer alguma conversa. Mas tem de ser necessariamente muito curta para não adormecermos e prejudicar a nossa prestação.

 

Com a meta à vista tenta-se recuperar o tempo perdido para trás. E tentam-se mais algumas ultrapassagens de última hora.

 

Como é nossa regra cada TARTARUGA que chega aguarda pelo próximo. Primeiro chegam os Pais Carlos – Catela e Gonçalves. Só depois vêm os filhos. O respeitinho é muito bonito. E apesar de já sermos “cotas”, ou perto disso, temos de fazer valer a nossa experiência. Adoptando o lema da tropa “a antiguidade, ainda, é um posto”…

 

A pouco e pouco chegam os filhos. Gonçalo e André. E por último, supresa das surpresas, chega um par curioso. Pai e Filho, ou seja Pedro e Afonso, cortam a meta ao mesmo tempo.

Afonso e Pedro 1.jpgAfonso e Pedro 2.jpg

Afonso e Pedro 3.jpg

É o lançamento de um novo atleta. Não será nos próximos anos que veremos o “Afonsinho” a aventurar-se por estas experiências. Mas já começa a sentir o que é o magnífico aroma do desporto. E do Suor, também ...

 

Já em repouso tiram-se as habituais fotos de grupo. Como no antigo “slogan” publicitário da Kodak “para mais tarde recordar”…

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E cada um segue satisfeito para o merecido repouso. Todos demos o nosso máximo. Se não conseguimos melhor foi porque não pudemos.

 

Atletas que concluiram a prova: 668

Vencedor: SAMUEL FREIRE (Sporting Clube de Portugal) - 0:31:25

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 558)

Classificação Geral: 433º - Classificação no Escalão M6064: 26º

Tempo Oficial: 0:50:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:18

Tempo médio/Km: 5m:02s  <=> Velocidade média: 11,93Km/h (*)

 

GONÇALO GONÇALVES (Dorsal Nº 559)

Classificação Geral: 452º - Classificação no Escalão M0039: 72º

Tempo Oficial: 0:51:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:40

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,84Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 560)

Classificação Geral: 949º - Classificação no Escalão M0039: 126º

Tempo Oficial: 1:09:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:09:33

Tempo médio/Km: 6m:57s  <=> Velocidade média: 8,63Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 561)

Classificação Geral: 348º - Classificação no Escalão M5559: 31º

Tempo Oficial: 0:48:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:06

Tempo médio/Km: 4m:49s  <=> Velocidade média: 12,47Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 562)

Classificação Geral: 707º - Classificação no Escalão M0039: 106º

Tempo Oficial: 0:57:50/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:28

Tempo médio/Km: 5m:45s  <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 43 Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:33

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

ADEUS MARIA JOÃO

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Hoje as LEBRES E TARTARUGAS ficaram mais pobres. Aliás muito mais pobres. Direi mesmo extrema e infinitamente mais pobres.

 

A vida de um Atleta é feita de constantes desafios. E ao longo da nossa carreira, seja de atletas ou de "simples pessoas", temos vários obstáculos e diferentes metas que nos propomos ultrapassar. Desde a fundação, se é que lhe podemos chamar deste modo, das LEBRES E TARTARUGAS fomos, ao longo destes últimos sete anos, absorvendo todos aqueles que incarnavam o nosso espírito. Nem só de corredores vivia a nossa equipa. E a Maria João desde logo foi um exemplo para nós.

 

Os três atletas fundadores cedo começaram a traçar como desafio a disputa de uma Maratona. Mas esta nossa atleta há muito que vinha a disputar várias Maratonas. Ou talvez fosse uma Maratona composta por várias etapas. Um após outro foi vencendo todos os obstáculos que lhe apareciam pela frente. E com a meta à vista parecia finalmente poder correr para a vitória e para a consagração final. Mas, como vamos aprendendo ao longo da nossa vida, nem sempre as histórias têm um final feliz.

 

Esta é a Maratona que a Maria João tem de completar. As nossas, ao pé desta, não passam de corridas de “meninos”.

 

Foi com esta frase que tentei motivar a nossa atleta num momento em que as coisas pareciam querer descambar, perdoem-me a linguagem mais grosseira, para um sentido irreversível. Mas todos nós sempre acreditámos que era possível vencer mais uma batalha.

 

A Maria João, membro integrante da equipa das LEBRES E TARTARUGAS, acompanhou-nos em várias provas que nos propusémos desafiar. Na sua vertente de "Caminheira" deu o seu contributo para ficar na história da nossa equipa. E ficou mesmo.

 

Ontém perdeu a batalha final. Mas serve de exemplo para todos nós. Por mais difícil que a vida se nos apresente, e à Maria João apresentou-se-lhe várias vezes muito difícil, foi sempre com aquele doce sorriso que ousou desafiar o destino. E parecia estar quase a dar-lhe a estocada final.

 

"A Maria João estava em Paz consigo própria".

 

Estas palavras, proferidas durante a Missa de celebração da sua pessoa na Igreja dos Jerónimos, retratam na perfeição a memória de que todos guardamos desta nossa AMIGA.

 

A Maria João ficou para sempre nos nossos corações. Cabe-nos a todos nós, que com ela privámos, perpetuar a sua memória. E que sirva de inspiradora para os nossos momentos mais difíceis.

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:00

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CORRIDA DE BELÉM

No último fim de semana deste irregular mês de Maio em termos meteorológicos os lebres e tartarugas participaram em mais uma edição da corrida de Belém.

 

A representação da nossa equipa esteve a cargo de Frederico de Sousa e Carlos Teixeira.

 

A concentração dos atletas deu-se na casa do Frederico bem perto do Estádio do Restelo local simultâneo de partida e chegada.

 

A dupla arrastou-se de seguida vagarosamente para o Estádio de “Os Belenenses” e antes da partida foi realizado um curtissimo periodo de aquecimento.

 

Após um sábado outonal no dia da prova fomos contemplados com algum calor muito do desagrado dos dois tartarugas.

 

A corrida desenrolou-se num local tranquilo e bonito mas o percuso não foi nada fácil com algumas súbidas dificeis.

 

Como atrás referido a partida foi dada na pista do Estádio do Restelo onde ao longo da pista foram corridos os primeiros 300 metros, seguimos de seguida para a Rua Alcolena e depois viramos à direita

 

para a Avenida das Descobertas a subir e que constituiu no segundo km uma das maiores dificuldades da prova, seguiu-se a passagem por diversas ruas e avenidas carismáticas da zona de Belém, nomeadamente a Rua Antão Gonçalves, a Av. Ilha da Madeira, a  Av. do Restelo, Av. Torre de Belém, e a Av. da Índia.

 

No retorno junto ao Museu da Eletricidade perto do Km 7 fomos ainda surpreendidos por um vento contra com alguma intensidade e de certa forma inesperado pois não se dava por ele no sentido contrário, antes do final a subida da Av. Restelo para o signatário desta crónica o ponto mais difícil da prova, de certa forma compensado depois pela chegada olímpica na pista do Estádio do Restelo e a deslumbrante vista para o Rio Tejo.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 668

Vencedor: SAMUEL FREIRE (Sporting Clube de Portugal) - 0:31:25

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 632)

Classificação Geral: 210º - Classificação no Escalão V55: 18º

Tempo Oficial: 0:50:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:20

Tempo médio/Km: 5m:02s  <=> Velocidade média: 11,92Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 633)

Classificação Geral: 537º - Classificação no Escalão V50: 44º

Tempo Oficial: 1:06:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:06:23

Tempo médio/Km: 6m:38s  <=> Velocidade média: 9,04Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • 29 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 43 Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:43

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Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

UTSM 2016

O que leva uma pessoa a cometer certas loucuras? Será a inocência da juventude para a qual não existem limites? Será a manifestação dos primeiros sinais de senilidade de alguém que já entrou, ainda que muito recentemente, no pesado, em termos psicológicos, grupo dos sexagenários? Ou será que essa pessoa ainda se sente em condições de lançar desafios para os quais irá ser testado até aos limites?

 

Aguardemos pelo desenvolvimento dos próximos capítulos.

 

1. Antecedentes

 

Em 2013 o Tartaruga Carlos Gonçalves abalançou-se à segunda edição do Ultra Trail de São Mamede, e logo na versão longa de 100 quilómetros. Com alguma dificuldade, principalmente em termos de revolta contra o percurso que, no seu dizer, “andámos às voltas”, conseguiu concluir, logo à primeira vez, a distância de cem quilómetros tendo sido o último atleta a classificar-se dentro do tempo limite de vinte e quatro horas.

 

Um ano mais tarde este atleta reincidiu na UTSM desafiando uma vez mais a distância máxima de cem quilómetros. Sem ser adepto ou seguidor de qualquer religião esta é a sua peregrinação anual, não a Fátima ou a Meca, mas sim à Serra de São Mamede no Nordeste Alentejano. Por motivos então relatados o Carlos Gonçalves viu-se obrigado a desistir no PAC (Posto de Abastecimento e Controlo) de Marvão com 60 quilómetros percorridos.

 

À meia-noite do dia 31 de Dezembro de 2014 a equipa das LEBRES E TARTARUGAS voltou a inscrever o mesmo atleta na prova rainha da UTSM. No entanto uma lesão a nível muscular afastou-o deste desafio de 2015.

 

2. Inscrição na UTSM 2016

 

Com as mazelas para trás o atleta solitário das LEBRES E TARTARUGAS voltou a inscrever-se na edição de 2016 da UTSM, e uma vez mais na distância máxima dos cem quilómetros.

 

Para lá da distância o que atrai muitos atletas nesta altura do ano a Portalegre são, principalmente, as etapas da noite e só acessíveis a quem se dispõe a arriscar a distância máxima. Ora este ano a organização decidiu criar uma nova prova com sessenta quilómetros de extensão e que começava exactamente à meia-noite, em simultâneo com a prova da distância máxima, e terminando em Marvão. Estava encontrada a fórmula mágica para quem não se sente preparado para se abalançar aos cem quilómetros mas procura fazer o período da noite.

 

No caso do TARTARUGA Carlos Gonçalves duas ideias passaram pela sua cabeça no momento da inscrição: Inscrever-se no Trail Longo de 60 Km e dar por terminada a corrida em Marvão ou, então, inscrever-se nos 100 quilómetros tendo como primeira meta Marvão e depois logo se veria se estaria, ou não, em condições de se abalançar até Portalegre.

 

3. O dia D-1

 

Se bem que nas anteriores participações o atleta solitário tenha contado com a participação e apoio no local de alguns dos seus apoiantes a nível familiar, em 2016 tudo foi preparado de um modo mais profissionalizado.

 

Assim, e à semelhança das Selecções ou Equipas de Alta Competição, nada foi deixado ao acaso. Assentámos o nosso Quartel-general numa residência do tipo de Turismo de Habitação numa localidade anteriormente importante – Beirã – perto da bela Vila de Marvão.

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Após a desactivação do Ramal de Cáceres a antiga Estação Ferroviária de Marvão-Beirã foi votada ao abandono. O seu destino era igual ao de tantas outras Estações ou Apeadeiros Ferroviários que simplesmente começaram a morrer lentamente e em agonia após a desactivação das linhas que as serviam. Mas nem sempre o destino prevalece à vontade de contrariar a resignação. Um casal decidiu pôr mãos à obra e, recuperando a Estação de Marvão/Beirã, transformou-a num óptimo local para se passar um inesquecível fim-de-semana turístico.

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E foi neste local de estágio que assentou arraiais a equipa de apoio das LEBRES E TARTARUGAS: Atleta Carlos Gonçalves, Treinadora Ana Luísa, responsáveis pela logística e transporte Catarina e Pedro, e o elemento mais importante da claque de apoio, qual “NO NAME BOYS”, Afonso (Afonsinho para os amigos).

 

Depois do almoço a comitiva partiu em direcção a Portalegre. A primeira etapa consistia em recolher o dorsal e restante material do denominado “kit de participante”. Cumprida a primeira obrigação do dia rumámos até Beirã para tomarmos conta dos nossos aposentos. O atleta entra em período de concentração. Equipa-se e verifica por uma última vez se nada lhe falta no equipamento indispensável para a corrida: suplementos alimentares e energéticos, lanterna, manta térmica, um jogo de pilhas suplentes, etc.etc.etc..

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Tudo estava em ordem. De fora ficaram os bastões que nunca tinha usado em provas de trail mas que normalmente se revelam de uma extrema utilidade. No entanto o atleta não quis arriscar levar consigo algo que se poderia tornar complicado em termos de transporte e de arrumação ao longo da maratona. Fez mal como mais à frente será referido.

 

Depois de se equipar e relaxar um pouco a equipa parte à procura de um local sossegado para o Jantar, última refeição antes de uma noite que se previa bem exigente.

 

Sem pressas, mas sem relaxar muito, regressamos a Portalegre. A animação era grande. Várias centenas de atletas aprontam-se para a prova em que se inscreveram. Mas também são os muitos acompanhantes e membros voluntários da organização que contribuem para os momentos de excitação que antecedem a partida. Para quem é repetente este ambiente já lhe é de algum modo familiar. Os novos participantes e seus acompanhantes testemunham ao vivo o ambiente frenético que embeleza a UTSM.

 

4. Dia D - Meia Noite

 

Um pouco antes de soarem as doze baladas os vários atletas submetem-se ao controlo de partida e verificação do equipamento mínimo exigido pela Organização. A Pista de Atletismo do Estádio dos Assentos está divida em dois corredores. Do lado direito alinham-se os candidatos a heróis da prova de cem quilómetros. Do lado de dentro, mais próximo do relvado, perfilam-se aqueles que optaram por terminar a corrida em Marvão cumprindo a distância de sessenta quilómetros. No meio daquela amálgama de gente vêem-se algumas, muitas, caras conhecidas. E a sempre eterna ANALICE SILVA que aqui está uma vez mais para correr a Ultra Maratona.

 

Tiram-se muitas fotografias e trocam-se abraços e incentivos mútuos para uma corrida que se prevê longa e com muitas dificuldades.

 

As minhas duas apoiantes ficam do lado de fora e trocam comigo os últimos votos de boa sorte. Ainda tive tempo para enviar a habitual mensagem a todos aqueles que, mesmo não estando presentes, irão certamente torcer por mim.

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Falta o Pedro que teve de ficar no carro pois o Afonso há muito que tinha adormecido. Mas os dois homens também partilhavam do meu entusiasmo.

 

O nervosismo de todos é latente. Ligam-se e desligam-se as lanternas frontais. Ligam-se os relógios para captar o sinal do GPS. Mais uma última “selfie”.

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 Começa a contagem decrescente até que, finalmente, é dado o tiro de partida.

 

5. A Prova Começa

 

A confusão é grande. Aliás o habitual. Começam-se a devorar os quilómetros e inicia-se a contagem decrescente da distância que nos separa da meta.

 

À semelhança das edições anteriores iremos encontrar dez Postos de Abastecimento e Controlo:

 

  • Altas Quintas/Reguengo
  • Alegrete
  • Antenas/Alto de São Mamede
  • São Julião
  • Porto da Espada
  • Marvão – ponto final para o Trail Longo
  • Castelo de Vide
  • Carreiras
  • Convento da Provença
  • Ermida da Penha

 

Mas também é possível, através de uma ligação existente na página oficial da prova, acompanhar a evolução de todos os atletas mediante o acesso ao “live tracking”.

 

Da minha parte combinei com a minha equipa enviar mensagens de voz via WhatsApp sempre que chegasse a qualquer Pack. Ficariam mais descansados por saberem da minha evolução e de que estava bem.

 

Até à simpática Vila de Alegrete o único obstáculo de maior monta foi a habitual passagem por uma ribeira que tínhamos de atravessar em dois sentidos e por cima de pedregulhos bem escorregadios. Surge o primeiro, e único, grande engarrafamento da prova. Nesta passagem perdemos seguramente mais de meia hora que teríamos de recuperar lá mais para a frente, isto caso pretendêssemos chegar a Marvão antes da hora de corte. Mas também logo de início sentimos os efeitos dos dias muito chuvosos que antecederam a UTSM: muita água e muita lama. Aliás já deveríamos estar conscientes desta situação pois a mesma foi divulgada no “site” da prova tendo mesmo indicado que houve necessidade de fazer alguns ajustes ao percurso.

 

6. A subida às “Antenas”

 

Cumprida a primeira vintena de quilómetros, ao deixarmos para trás o PAC de Alegrete, tomamos de assalto a Serra de São Mamede. Até aqui tinha sido para aquecer os músculos e as articulações mas também para molhar os pés e chafurdar na muita lama existente. Durante cerca de dez quilómetros vamos vencer vários obstáculos que nos dificultarão o acesso ao ponto mais alto em termos de altimetria. Alternando entre estradões e trilhos mais técnicos, com algumas subidas e descidas, vamos avançando até chegarmos ao famigerado “corta-fogo” que nos guiará até bem juntinho dos geradores eólicos que antecipam a chegada ao alto de São Mamede. Duro como já tinha presenciado há dois anos. Desta vez no lugar da pedra solta tínhamos a lama. E foi aqui que me arrependi de não ter trazido os bastões. Faziam-me mais falta do que no fundo da bagageira do nosso carro. Olhei em redor e deitei a mão a dois pequenos troncos que cumpriram fielmente a sua missão de me ajudar naquela interminável subida. À medida que ia ultrapassando algum, ou alguma, atleta olhavam de um modo estranho para os meus bastões improvisados. E mais espantados ficavam quando lhes dizia que tinha trazido bastões mas os tinha deixado “em terra”. Foi uma lição que aprendi e que certamente não cometerei o mesmo erro nas próximas vezes que vier à Ultra Trail de São Mamede.

 

Sim, porque eu vou voltar no próximo ano.

 

Com o dia a começar a dar os primeiros sinais atingimos as Antenas e assim terminava a longa e maravilhosa noite. Mas é mesmo esta longa noite que me atrai até estas paragens. É o encanto especial da prova.

 

Cheguei com mais de meia hora de avanço relativamente à minha última participação.

 

7. Rumo a Marvão

 

Depois me alimentar e largar os meus fiéis bastões abalanço-me à próxima etapa em direcção ao PAC4 em São Julião. O Sol começa a despontar. Recordo-me do meu filho Gonçalo ter dito que ficava à espera de lhe enviar alguma imagem do nascer do Sol. Paro por uns breves instantes, tiro uma fotografia ao astro rei e envio a minha primeira, e única, mensagem escrita via WhatsApp: “BOM DIA”. 

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 Provavelmente que alguns atletas já terão desistido. E alguns outros ainda vêm aí atrás de mim. Começa uma etapa que vou cumprir em totalmente isolamento. Só voltarei a ter sinais de vida quando, depois de atravessar uma ribeira, chegar a São Julião. Há dois anos foi nesta fase que comecei o meu calvário de dores nos pés que me levariam à desistência em Marvão. Desta vez a minha condição era infinitamente melhor. Só penso em recuperar algum do tempo perdido no início. Volto a improvisar dois bastões que me virão a ser muito úteis. De monte em monte, e sempre com o Alto de São Mamede em linha de vista, vou calcorreando os quilómetros que me conduzirão até ao Porto da Espada. Todo este caminho era conhecido da minha participação em 2014. Só que, contrariamente ao que aconteceu na altura, agora não tinha o atleta “Vassoura” a morder-me os calcanhares. De vez em quando olhava para trás e não via “vivalma”. Para a frente também não vislumbrava qualquer atleta.

 

Quando faltavam algumas centenas de metros para chegar ao PAC5 em Porto da Espada encontro, finalmente, sinais de vida: um voluntário da organização e, para surpresa minha, a Ana e o Pedro. Transportavam os bastões para mos entregarem. Mas decidi terminar a etapa com os meus “amigos paus” que muito me ajudaram até aqui. Um pouco mais à frente três simpáticas voluntárias vêm ao meu encontro e ajudam-me, uma de cada lado e outra atrás, para chegar ao Posto de Abastecimento são e salvo. E lá mais à frente encontro a Catarina com o Afonso ao colo. O meu neto olha para mim com uma cara estranha ao ver-me com uma imagem a que não está habituado. Depois de me reconhecer larga um daqueles seus sorrisos de encantar até o mais triste ser humano.

 

Depois de me alimentar e saciar a minha sede com bebida isotónica parto decidido até Marvão. Com bastões a sério até consigo correr e avançar rapidamente para o final da etapa. Nunca tinha utilizado bastões mas aprendi rapidamente a tirar deles o maior proveito.

 

Tinha de chegar ao PAC6 antes das catorze horas para não ser barrado e poder continuar até Portalegre.

 

Volto a reencontrar a minha claque de apoio à beira da estrada. Segue-se a grande subida até ao Castelo de Marvão. Caminho ou corro algumas centenas de metros até atravessar mais uma ribeira. Devido ao elevado caudal a organização teve de improvisar uma ponte que nos permitiria atravessar em segurança até à outra margem.

 

Ao longe avisto finalmente um outro atleta. Tento aproximar-me dele aumentando o meu ritmo de caminhada. Os bastões faziam milagres.

 

Ultrapassada a primeira fase de subida sabia que ao chegar à estrada de acesso a Marvão ainda tinha a derradeira escalada. Só que este ano este troço foi alterado. Ainda bem. Segue-se uma sucessão de subidas bem identificadas por um cartaz de aviso: Aqui começa uma zona de subidas. Vamos a elas.

 

A certa altura sinto algumas vozes atrás de mim. Sem saber de onde vieram duas atletas passam por mim “surpreendentemente frescas e cheias de genica”. Terão caído do céu? Havia largas dezenas de quilómetros que não via alguém atrás de mim. Foi uma surpresa enorme. Cheguei mesmo a perguntar a mim mesmo se não terão feito alguma “batota”…

 

À entrada do Castelo de Marvão volto a reencontrar a minha equipa. O Pedro ainda me dá uma mãozinha empurrando-me ao longo dos últimos degraus.

 

8. A surpresa e a DESOLAÇÃO

 

Entretanto já passava das duas da tarde pelo que certamente já não me deixariam continuar em prova. Aqui também estava colocada a meta da corrida dos sessenta quilómetros.

IMG-20160514-WA0002.jpg

Aliás devia estar mas já não estava. A organização já tinha começado a desmontar a “tenda”. Parecia que estavam cheios de pressa para se irem embora. A desolação foi tal que verifiquei que ninguém controlou a minha chegada àquele ponto. E tive de ser eu a perguntar se poderia ou não continuar em prova. Recebi uma resposta fria e seca: “Se continuar é por sua conta e risco”. “Tout court”.

 

Sentia-me com energia física e psicológica para continuar. Mas, perante aquele aviso, o meu bom senso disse-me que era melhor ficar por ali. Temi que se continuasse em prova e chegasse a Portalegre já depois da meia-noite não me deixassem terminar a Ultra Maratona. Não quis arriscar embora tenha ficado com um sentimento misto de frustração e de impotência.

 

Recolhi a minha mochila com a “muda de roupa” e regressámos ao nosso Paraíso em Beirã. Pelo caminho Informo os meus dois colegas Tartarugas do fim da minha aventura. Aliás foi com grande esforço que consegui construir uma simples mensagem de SMS pois a minha cabeça cambaleava e precipitava-me para um sono profundo.

 

Tomo um retemperador duche logo seguido de um banho de imersão. E este foi ainda mais retemperador pois cheguei mesmo a adormecer dentro da Banheira.

 

Como ninguém tinha comido mais nada desde o pequeno-almoço, com excepção do Afonso, e a hora do jantar ainda estava distante, regressámos a Portalegre para uma refeição ligeira. Aproveitei esta curta viagem para pôr algum do sono em dia. Com os estômagos um pouco mais compostos visitámos a Ermida da Penha onde fomos encontrar alguns dos resistentes da Ultra Maratona bem como participantes no Trail Curto de 25 Km. Senti alguma revolta interior por não poder ter chegado até ali…

 

9. Epílogo da Aventura

 

Depois de um magnífico jantar na localidade da Portagem é hora de regressar pela última vez ao nosso paraíso em Beirã. Às dez e meia da noite deito-me e só volto a acordar para a vida já o Sol começava a brilhar e a aquecer o ambiente. Foi uma directa.

 

Esperava-nos um dia muito importante e para o qual esperávamos vir a ter emoções muito fortes, positivas de preferência.

 

Tomámos o pequeno-almoço no local onde anteriormente funcionava o Restaurante da Estação de Marvão/Beirã. Foi precisamente neste local que muitas vezes Salazar e Franco se reuniram para acerto de estratégias políticas ibéricas comuns. Estávamos num local carregado de memórias históricas.

WP_20160515_10_20_57_Pro.jpgWP_20160515_10_43_53_Pro.jpg

Recebo uma mensagem do Frederico a perguntar-me se tinha concluído a prova pois, no live tracking, eu já tinha ultrapassado os 85 quilómetros... Sintomático do controlo que tinham feito aos vários atletas.

 

Feitas as malas partimos para Lisboa. Tínhamos um compromisso inadiável de estar antes das dezassete horas no Estádio da Luz para apoiar o clube da nossa preferência e levá-lo “ao colo” até ao tricampeonato. Que me desculpe o meu amigo Carlos Catela mas desta vez estávamos em lados opostos da “barricada”.

 

Dá-me o 35 era o nosso lema.

 

Que me desculpem também os nossos seguidores de blogue mas esta crónica/história foi um pouco longa demais. Mas havia tanto para relatar que, confesso, exagerei um pouco desta vez.

 

Atletas que concluiram a prova:

  • UTSM- 100 Km: 237
  • TL 60 Km: 235 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • 29 - Corrida de Belém
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:55

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