Terça-feira, 5 de Julho de 2016

TRAIL RUNNING DOS MOINHOS SALOIOS

O que faziam o Frederico e o Carlos Gonçalves na Venda do Pinheiro numa manhã de domingo que se antevia bastante quente? Seria à procura de notícias sobre um qualquer “reality show” da TVI que normalmente assenta arraiais por estas bandas?

 

Não. O único “reality show” que os membros das LEBRES E TARTARUGAS protagonizam é o das corridas, sejam elas de estrada ou de trilhos.

 

Depois de, na véspera, o Carlos Teixeira encerrar em beleza a sua época, num meio que mais gosta e logo na corrida do seu clube do Coração – Corrida do Sporting, os dois amantes de Trilhos da nossa equipa escolheram o Trail Running dos Moinhos Saloios para enterrarem o “machado de guerra” e partirem para um período de descanso para a época 2016/2017.

 

Nesta fase da época estes dois atletas comungam do mesmo princípio, embora nada aconselhável a quem se aventura pelas montanhas, de que os treinos são precisamente as corridas. Nada de se prepararem ao longo da semana. E foi assim que se apresentaram para disputar, e disfrutar, uma nova corrida e num novo local antes nunca visitado em termos desportivos.

 

Depois de uma semana quente, para não dizer tórrida, e na qual o Verão finalmente chegou em força, o Frederico e o Carlos Gonçalves partiram à descoberta do desconhecido numa zona do Oeste bem conhecida pelos seus inúmeros Moinhos de Vento. E, imagem do progresso, os montes anteriormente povoados pelos seus encantadores moinhos com as suas belas velas brancas desfraldadas ao vento, albergam hoje em dia os novos Geradores Eólicos. Igualmente imponentes, às vezes até demasiado, perpetuam a abundância do vento por estas bandas e da sua importância, se devidamente aproveitada.

 

Cedo os atletas partiram de Lisboa à descoberta dos “Moinhos Saloios”. Só tinham de apanhar a CRIL, seguirem pela A8 e saírem em direcção à Malveira e à Venda do Pinheiro. Não havia nada que enganar. E, supostamente, em meia hora cumpririam o trajecto entre a casa do Frederico e o Estádio da Venda do Pinheiro. Mal passava das oito e meia da manhã e já tínhamos na nossa nossa posse os respectivos dorsais. Enquanto o Carlos foi até à Casa de Banho libertar-se de preocupações extras o Frederico ficou no carro a “passar pelas brasas”. Na véspera tinha-se cansado a tratar do Jardim de sua casa, ao Sol e sem qualquer sombra.

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Eram nove da manhã e não havia sinal de que a prova principal começaria à hora marcada. Como ainda havia muitos atletas a levantarem os seus dorsais a organização decidiu atrasar a partida em cerca de quinze minutos. Cada minuto que passava aumentava o temor nos atletas. O calor começava a apertar e quanto mais tarde se partisse maiores seriam os estragos.

 

O aquecimento foi dado por uma professora de uma Escola de Dança local. E quando a animação estava no auge o “speaker” interrompe a sessão dando a mesma por terminada para dar lugar ao habitual “briefing”.

 

Finalmente é dada a partida. O começo é desde logo um pouco durinho. Em alcatrão, e com umas subidas bastante desgastantes, os atletas dão uma volta pelo interior da Venda do Pinheiro até finalmente começarem a atacar a montanha. Desde logo ficou traçado o perfil deste “trail”. Seria um constante “sobe e desce”, com muitas sombras, e sem aqueles troços de dificuldade máxima. Só os “single treks” exigiam maior atenção da parte dos corredores. Por outro lado lama era coisa que não se via. O calor dos últimos dias tinha secado por completo o terreno aumentando a dificuldade em termos de tracção quer nas subidas, poucas, mais exigentes, quer nas descidas mais acentuadas.

 

Embora a temperatura ambiente já começasse a ser um pouco elevada, a existência de longas zonas à sombra ajudava os “heróis”. E foi sempre assim até ao final.

 

Sensivelmente por volta do quilómetro cinco temos o primeiro ponto de abastecimento (só líquidos) e controlo. “Já”? Pergunta o Carlos Gonçalves para um atleta que o acompanhava. “Foi mais depressa que estava à espera”. Ainda bem. E já só faltavam vinte quilómetros para o final.

 

Sempre à espera de um daqueles obstáculos tão típicos das provas de “Trail Running”, os atletas vão galgando os quilómetros. Pelo meio marca presença uma referência das provas de montanha e de estrada. A Analice Silva é o exemplo de que tudo é possível. Só basta querer. E se a descer ela fica um pouco para trás, é nas subidas, por mais íngremes que se apresentem, que esta lenda viva do atletismo popular mostra o que vale e dá uns valentes “bigodes” aos mais novos e porventura mais treinados.

 

Ao quilómetro dez, mais coisa menos coisa, temos o segundo ponto de abastecimento e controlo. Como já temos direito a alguns suplementos sólidos os atletas aproveitam para descansar um pouco. As pernas, que não as vistas. Estamos, provavelmente, no ponto mais alto do percurso. Olhando em 360 graus vemos até onde a vista alcança. O Rio Tejo, atravessado pela Ponte Vasco da Gama, mostra uma calmaria e uma tranquilidade próprias de um dia muito quente. Mais para a direita vemos a Serra de Sintra, tendo por fundo o oceano Atlântico. Perfeitamente deslumbrante. Não fosse estarmos no meio de uma corrida e certamente que a maioria ficaria por ali longos minutos a admirar a paisagem e a tentar identificar alguns locais seus conhecidos.

 

Deixamos para trás o “Moinho do Avô” e partimos. “The show must go on”. A corrida tem de continuar.

 

Chegamos a Montemuro. É o regresso à civilização. Antes visitámos, por breves instantes, o “paraíso”. Um “single trek”, no meio de densa vegetação, sempre a descer, à sombra e com um ventinho fresquinho a marcar presença. Era mesmo disto que estávamos a precisar.

 

Passando a Sociedade recreativa temos de atacar uma das subidas mais difíceis. Foi em alcatrão a anteceder o “Trilho do Multibanco”. Curioso o nome. Mas para nos animar ainda mais do lado esquerdo do caminho apresenta-se um letreiro bem sugestivo. “Descansa que já vais começar a subir”. Já não me lembro exactamente das palavras mas foi algo deste género. E até nem foi assim tão desgastante.

 

Por volta dos vinte quilómetros temos o último abastecimento de líquidos. Antes já o Carlos Gonçalves teve de abastecer de água o seu “Camel Bak” numa fonte à beira do caminho. Os mais de dois litros e meio de água "às costas" com que tinha partido da Venda do Pinheiro estavam perigosamente quase a esgotar-se.

 

O relógio marcava vinte e um quilómetros. Um elemento da organização avisava-nos que eram só mais três. Ou ele estaria enganado ou então a prova seria um pouco mais curta. Animados os atletas vão buscar as últimas forças para terminarem a corrida em beleza.

 

Avista-se o Estádio de Futebol. Só que não iríamos já dar por findo o nosso "Trail". Somos obrigados a percorrer algumas centenas de metros sobre um escaldante alcatrão, que quase derretia à nossa passagem, e sem qualquer sombra. Foi neste ambiente demasiado árido que os atletas regressam momentaneamente a um último trilho que os conduzirá até à meta. As duas últimas centenas de metros são novamente em alcatrão e com uma inclinação considerável até entrarmos finalmente no recinto desportivo de onde tínhamos partido algumas horas antes. Para quem, como o Carlos Gonçalves, esperava terminar em descida prolongada este foi o último revés.

 

Terminada a sua prestação guarda alguns momentos para os necessários, e muitas vezes esquecidos, exercícios de alongamentos musculares. Envia uma mensagem aos seus familiares e prepara-se para tirar uma fotografia ao seu colega de equipa Frederico que deveria transpor a linha de meta alguns minutos mais tarde. Sente uma mão no seu ombro. O Frederico, com o ar mais fresco deste mundo, abeira-se do colega. “Terminaste agora?", pergunta o Carlos. "Fizeste um belíssimo tempo”.

 

Na realidade o Frederico não tinha completado a prova. No segundo posto de controlo sentiu-se um pouco tonto e decidiu desistir. Enviou uma mensagem ao seu colega de equipa a informar do sucedido. Como durante a corrida não há tempo para consultar SMS o Carlos Gonçalves ficou sem saber deste percalço.

 

Mas felizmente que o Frederico já tinha recuperado e estava, pelo menos aparentemente, em condições. Tinha tomado a decisão certa na altura certa.

 

Quanto ao “Trail dos Moinhos Saloios” congratulamo-nos pela excelência do mesmo. Descontando o atraso desnecessário no momento da partida, tudo o resto funcionou na perfeição. A sinalização do percurso foi excelente. Só se poderia perder quem fosse a conversar com outros atletas e descurasse a necessária vigilância às fitas e setas sinalizadoras. Por outro lado, provavelmente tendo em atenção que já estávamos em Julho, foi montado um percurso exigente, muito interessante, mas sem a dureza de outras provas que se disputam sob temperaturas bem mais baixas. Como resultado tivemos uma prova bastante rápida com o vencedor a cumprir os cerca de vinte e cinco quilómetros em duas horas.

 

E, uma vez mais, o “TRILHO PERDIDO” presenteou-nos com uma bela corrida. Já não é a primeira vez que participamos em provas de “Trail” desta organização e em todas elas não temos nada de negativo a apontar. Continuem assim.

 

Atletas que concluiram a prova: 182

Vencedor: FÁBIO FONTOURA (Individual) - 0:30:53

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 80)

Classificação Geral: 110º - Classificação no Escalão M60: 3º

Tempo Oficial: 0:49:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:10

Tempo médio/Km: 8m:43s  <=> Velocidade média: 6,88 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 81)

Classificação Geral: NT - Classificação no Escalão M50: NT

Tempo Oficial: --- /Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ---

Tempo médio/Km:----------  <=> Velocidade média: ---------- (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Julho

  • 2 - Corrida Sporting 2016 (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Trail  Running dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro/Santo Estêvão das Galés) - 25 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:21

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6ª Corrida do Sporting a marcar o final de mais um período de muitas corridas dos Tartarugas

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Com a participação na corrida do Sporting (tartaruga Teixeira acompanhado do filho André) e Trail dos Moinhos Saloios (tartarugas Gonçalves e Sousa), os Lebres e Tartarugas encerraram um período de 10 meses ao longo do qual participaram em conjunto ou separadamente em diversas competições em estrada ou em Trail de diferentes distâncias. Seguem-se agora as férias das competições mas os treinos esses vão ter que continuar as maratonas de Lisboa e Porto assim o obrigam.

A corrida do Sporting disputou-se pela primeira vez à noite e integrada na comemoração do 110º aniversário do clube, ao contrário das anteriores 5 edições que se disputaram de manhã e quase sempre no mês de Outubro. Ao caminhar com o filho para a zona partida surgiu um primeiro contratempo ao verificar que o meu garmin estava com as baterias fracas, na noite anterior o relógio indicava que as mesmas estavam carregadas, tudo indica que o meu 4º garmin está em fim de vida à média de um por cada dois anos. O filho André logo se prontificou para emprestar o dele mas embora sabendo que o tempo da prova seria mais difícil de gerir optei por correr sem informação de tempo.

Quando chegámos ao local da partir deslocámo-nos para a entrada dos sub-50 e após alguns minutos o Presidente do Sporting deu o sinal de partida, o local da mesma é algo que se sugere seja mudado em anos futuros, por um lado porque é muito estreito sendo quase impossível correr e por outro porque se houver uma queda de atletas mais à frente existe alguma possibilidade de vários atletas caírem e magoarem-se.

O percurso da prova não sofreu qualquer alteração em relação a 2015 com a novidade de estar adornado com as obras das Avenidas da República e Fontes Pereira de Melo, as únicas exceções terão sido nesta última dado que o local de viragem me pareceu mais abaixo do que é hábito e a chegada foi logo à entrada no estádio.

A temperatura foi agradável com algum calor mitigado contudo pelo vento que se fazia sentir.

Ao chegar à meta a maior surpresa foi saber o tempo com que ia terminar a prova, pelo ritmo em que a fiz e sentindo-me bem na parte final previa chegar perto dos 48m, mas na realidade acabei com 49m10s o relógio é de facto indispensável para controlar o ritmo de corrida, por outro lado foi uma forma de desfrutar da corrida sem tanto stress com o tempo.

Alguns minutos depois chegou o André mas precisámos de aproximadamente 20 minutos ou mais  para sair do Estádio de Alvalade este ano os acessos à saída do mesmo estavam muito mais bloqueados e mal organizados.

Para o tartaruga Teixeira o regresso à competição está previsto para 10 de Setembro em São João das Lampas, fica já o desafio para os restantes tartarugas também participarem.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 3162

Vencedor: LICÍNIO PIMENTEL (SPORTING CP) - 0:30:53

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 943)

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Classificação Geral: 872º - Classificação no Escalão M5559: 49º

Tempo Oficial: 0:49:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:10

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,20 Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 944)

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Classificação Geral: 1890º - Classificação no Escalão M0039: 682º

Tempo Oficial: 0:59:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:58:38

Tempo médio/Km: 5m:52s  <=> Velocidade média: 10,23 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Julho

  • 2 - Corrida Sporting 2016 (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Trail  Running dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro/Santo Estêvão das Galés) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:10

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Terça-feira, 28 de Junho de 2016

CORRIDA DAS FOGUEIRAS AO RITMO DE PORTUGAL NO EURO 2016

As duas tartarugas Frederico de Sousa e Carlos Teixeira não deram por mal empregue a deslocação a Peniche para mais uma participação na corrida das Fogueiras a maior corrida noturna que se realiza em Portugal. A concentração deu-se em casa da tartaruga Teixeira às 18h45m de forma a chegarmos a Peniche antes de se iniciar o Portugal – Croácia, objetivo cumprido deslocámo-nos para a pastelaria Nau onde habitualmente costumamos lanchar sempre que participamos nesta corrida. Na pastelaria Nau já tínhamos lugar reservado pelo nosso velho amigo José Pedro e quando entrámos estavam-se a dar os primeiros pontapés na bola. Aos 50 minutos do jogo abandonámos a pastelaria com pena de não ficarmos a beber uns copos porque o jogo em si patriotismo à parte estava a roçar a mediocridade.

A partida a exemplo do ano anterior teve lugar perto dos bombeiros, aí chegados os tartarugas separaram-se e cada um foi para o respetivo corredor de acordo com a cor da fita individualmente atribuída em função do tempo.

A temperatura estava fresca e com algum vento não muito forte que convidava a correr de pressa, antes da partida o jogo de Portugal continuava empatado a zero faltava um quarto de hora para o final adivinhava-se mais um empate para a seleção das quinas.

As 21h30m iniciou-se a corrida de forma rápida nos primeiros 2 km com pouco espaço dada a concentração de atletas e o espaço disponível, aos 4 km a primeira subida mais significativa e onde ficamos a saber que o tempo regulamentar do jogo de Portugal tinha terminado com um empate a zero. Entre os 4 e os 5 Kms deu-se a primeira passagem pela marginal repleto de pessoas de um lado e de outro sensacional face importância do evento que decorria em simultâneo com a corrida e logo de seguida no km 6 a passagem pela pastelaria Nau com toda a gente na rua inclusive a nossa claque improvisada. Aos 7 km correu-se a distância em direção à Praia e às fogueiras e onde os populares nos iam informando que o resultado no prolongamento se mantinha num imutável nulo, aos 9 km deu-se a subida mais difícil da prova e depois entre os 10 e os 11km em plena descida o grande momento da noite, numa onda de braços da frente para trás começou-se a gritar golo de Portugal, uns diziam que tinha sido o Quaresma outros o cigano, numa alegria contagiante populares e atletas gritavam Portugal !Portugal! Portugal!.

Até ao fim parece que os kms não custaram a correr o clima de festa quando o jogo terminou a alegria transbordou atletas e populares eufóricos e grande apoteose desde a pastelaria nau até à subida da marginal ao ritmo de Portugal.

Depois de eu e o Frederico cortamos a meta e da merecida recuperação fomos jantar com o nosso amigo Zé Pedro família e amigos, a refeição foi muito animada principalmente na parte final, no inicio do mesmo o inevitável telefonema para o tartaruga Carlos Gonçalves que ficou desta vez a descansar.

O regresso já na madrugada do dia 26 decorreu calmamente os tartarugas vinham felizes foi de facto uma noite fantástica onde tudo correu bem.

Uma palavra para a organização da prova que tem feito um esforço para melhorar de ano para ano, a mudança do local da partida em relação ao passado e as informações regulares entre a data da inscrição e a data da realização da prova são exemplos disso.

 

Viva os Tartarugas! Viva Portugal! Viva a Corrida das Fogueiras!

 

Até Junho de 2017

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2787

Vencedor: NUNO CARRAÇA (URCA) - 0:48:55

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1534)

Classificação Geral: 1014º - Classificação no Escalão M5559: 44º

Tempo Oficial: 1:14:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:53

Tempo médio/Km: 4m:56s  <=> Velocidade média: 12,18 Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1535)

Classificação Geral: 2412º - Classificação no Escalão M5054: 207º

Tempo Oficial: 1:34:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:33:41

Tempo médio/Km: 6m:15s  <=> Velocidade média: 9,61 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 11 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 4 2Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km

Calendário para o Mês de Julho

  • 2 - Corrida Sporting 2016 (Lisboa) - 10 Km
  • 3 - Trail dos Moinhos Saloios (Venda do Pinheiro/Santo Estêvão das Galés) - 25 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:37

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

LISBON ECO MARATHON

As LEBRES E TARTARUGAS são totalistas na Lisbon Eco Marathon. O Frederico, o Carlos Catela e o Carlos Gonçalves juntaram-se, pelo quarto ano consecutivo, para participarem numa maratona singular. E, tal como em 2015, o Tartaruga Bartolomeu juntou-se ao grupo desafiando, pela segunda vez, uma distância que não está ao alcance de todos. Mesmo assumindo que não tem treinado este nosso atleta enfrentou este desafio de frente garantindo que não iria cometer o mesmo erro do ano passado quando se dispôs a realizar a maratona sempre a correr. Foi um erro cometido e que pagou bem caro no final da prova. E em 2016,como veremos mais à frente, o resultado final foi bastante diferente.

 

Apesar de se realizar na Serra de Monsanto, a Lisbon Eco Marathon não pode ser considerada uma corrida de montanha e, muito menos, de “Trail”. Mas também não se enquadra numa “vulgar” maratona de estrada tendo em consideração o desnível altimétrico da prova. É um misto de tudo isto. Mas, e acima de tudo, é uma bela corrida que se desenvolve maioritariamente num ambiente fantástico no denominado “pulmão da cidade de Lisboa”. E o facto de começar ao final da tarde, e com a perspectiva de se prolongar pela noite dentro, aumenta o interesse por esta corrida. É o “Sunset Monsanto” para os muitos adeptos do “running”.

 

No final de uma semana um pouco atípica em termos meteorológicos, as previsões perspectivavam uma melhoria do tempo para o fim de semana, em particular no que à temperatura dizia respeito, e para grande preocupação dos nossos atletas, com excepção do Carlos Gonçalves que secretamente ansiava por um fim de tarde bem “quentinho”,

 

A concentração da equipa fez-se em casa do Frederico. Embora mais tentados a trocarem a corrida por uns mergulhos na piscina, os atletas rumaram ao Parque do Calhau a tempo de ouvirem o “briefing” que antecede o início da prova. E, como também já é hábito, a fotografia da equipa serve para recordar, para a “memória futura”, a participação da equipa das LEBRES E TARTARUGAS em mais uma edição da Lisbon Eco Marathon.

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Relativamente ao ano passado apresentámo-nos desfalcados do Tartaruga Georg Waldschütz que nos deixou há cerca de um ano. Para ele o nosso abraço e confiança nas várias corridas, de estrada ou de montanha, que tem abraçado.

 

Menos caras conhecidas e uma sensação de menor participação por comparação com os anos anteriores. Com o aproximar das dezoito horas a movimentação dos elementos da organização não indiciava que a prova começaria à hora marcada. Alguns dias antes na página da prova deixava-se no ar que, caso a temperatura prevista para a hora da partida fosse igual ou superior a 27 graus, a mesma poderia ser atrasada em sessenta minutos. O Carlos Gonçalves chegou mesmo a interpelar um dos elementos da organização se seria respeitada a hora prevista para o início da prova. Aparentemente, e sem grande convicção, lá nos foi dizendo que “sim, que a partida seria dada às dezoito horas”. Não foi às dezoito mas sim quatro ou cinco minutos mais tarde.

 

Mal foi dada a ordem de começo da prova a nossa equipa desmembrou-se de imediato.

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Cada um dos nossos atletas tinha propósitos diferentes em consonância com o seu momento de forma actual. Todos almejavam completar os quarenta e dois quilómetros mas em condições físicas que não se aproximassem do deplorável. Mas, acima de tudo, todos desejavam disfrutar ao máximo esta experiência. E, no balanço final, todos ganharam. O Bartolomeu cotou-se como o nosso atleta mais rápido. A lição de 2015 foi bem aprendida. O Carlos Catela estabeleceu um novo melhor tempo individual com uma redonda marca de cinco horas exactas. O Carlos Gonçalves, sem grandes preocupações de tempo, aproveitou ao máximo os encantos de prova, e não só… O Frederico cumpriu um pouco mais de trinta quilómetros e, após cumprir o percurso entre o antigo Aquaparque no alto do Restelo e a CRIL, decidiu rumar até casa dando por concluída a sua participação na Lisbon Eco Marathon.

 

Em comparação com as edições dos anos anteriores o percurso não nos trouxe alterações. Isto pode ser bom e mau ao mesmo tempo. Se, por um lado, deixa de haver qualquer factor de novidade por outro prepara os atletas para as diferentes dificuldades podendo cada um gerir melhor o seu esforço.

 

Mas a Lisbon Eco Marathon, como qualquer corrida de longa duração, é muito mais do que uma prova de atletismo. É, ou deve ser, um momento de convívio e de interacção com todos os elementos intervenientes, seja entre atletas, destes com os elementos da organização espalhados ao longo do percurso e até mesmo com o público que se diverte, e também a nós, à nossa passagem. Mas é o convívio entre atletas que normalmente fica mais gravado na nossa memória e que recordamos através de episódios mais ou menos singulares.

 

Numa prova longa é comum formarem-se grupos espontâneos que, por terem um ritmo semelhante, partilham a corrida praticamente desde o início até ao fim. E também há aquelas situações em que tanto ultrapassamos como somos ultrapassados, em função da inclinação e do grau de exigência dos diferentes troços da corrida que vamos cumprindo.

 

E aqui entra o Carlos Gonçalves.

 

Desde o princípio da prova, logo na tremenda subida em alcatrão até ao Estabelecimento Prisional de Monsanto, fixou uma atleta bem mais nova e jeitosa do que ele que ora ficava para trás ora passava para a frente quando entrávamos em zonas planas ou em descidas. E assim foi ao longo dos vários quilómetros. Após a longa e desgastante subida, já em ambiente florestal e ao longo da auto-estrada Lisboa/Cascais, a atleta passou, parecia que definitiva e irremediavelmente, para a frente. A certa altura este humilde tartaruga viu-se novamente ultrapassado pela simpática atleta. Mas como foi possível pois não se lembrava de ter passado por ela? Estaria já com o espírito toldado pelo cansaço, ainda que precocemente? Não. Afinal ela tinha parado para fazer um “chichi”, segundo as suas palavras, num recanto mais escondido. Estava encontrada a resposta para a pergunta.

 

Após o "cair da noite" o Frederico entretanto já tinha dado por terminada a sua prova e envia uma SMS aos seus companheiros. Como há tempo e disponibilidade para tudo o Carlos Gonçalves responde à mensagem.

 

Os últimos cinco quilómetros são demolidores apesar de se realizarem em plena ciclovia.

 

Na Meta instalada no Alto do Parque Eduardo VII reencontram-se os dois Tartarugas Carlos juntamente com as suas claques de apoio. O Carlos Catela, apesar de enregelado pelo vento frio que se manifestava nas redondezas, aguentou-se estoicamente, “firme e hirto”, fazendo questão de aplaudir o companheiro a cruzar a meta. Ainda tentámos brindar às nossas vitórias com uma bela imperial. Mas já só havia espuma pelo que o brinde foi feito com uma garrafinha de água. E assim terminou mais uma participação das LEBRES E TARTARUGAS na Lisbon Eco Marathon. Para o próximo ano certamente que haverá mais.

 

Atletas que concluiram a prova: 184

Vencedor: JOÃO HORA FAUSTINO (Individual) - 3:05:20

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 102)

Classificação Geral: NT - Classificação no Escalão M50: NT

Tempo Oficial: -----/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): -----

Tempo médio/Km: -----  <=> Velocidade média: ----- Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 103)

Classificação Geral: 122º - Classificação no Escalão M55: 7º

Tempo Oficial: 5:00:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 7m:09s  <=> Velocidade média: 8,38 Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 104)

Classificação Geral: 177º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 5:43:22/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 8m:11s  <=> Velocidade média: 7,34 Km/h (*)

 

BARTOLOMEU SANTOS (Dorsal Nº 105)

Classificação Geral: 110º - Classificação no Escalão Sen-M: 37º

Tempo Oficial: 4:57:20/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 7m:05s  <=> Velocidade média: 8,48 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 11 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 4 2Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 01:04

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

MARGINAL À NOITE

As Lebres e Tartarugas foram criadas em 2008 por um grupo de antigos jogadores de Badminton que optaram desde essa data por participarem com alguma regularidade em provas de corrida de estrada ou montanha.

 

Este grupo foi-se gradualmente alargando a outros atletas sem que forçosamente tivessem praticado anteriormente Badminton.

 

É no entanto com especial carinho que uma comitiva de actuais jogadores de Badminton – Francisco Sousa e Marta Sousa – acompanharam um dos atletas fundadores e seu pai – também antigo jogador dessa modalidade – em mais um prova.

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Em questão estava pois a participação na Marginal à Noite, terceira prova dos jovens atletas e primeira à noite.

 

O dia apresentou-se de feição com boa temperatura e sem vento. À hora da prova apareceram algumas nuvens mas que não afectaram a presença e a prestação dos atletas.

 

As inscrições, como de costume, rapidamente esgotaram estando pois presentes cerca de 7.500 atletas. A organização entende, e bem, não aumentar os números já que dada a dimensão das vias já é algo difícil ter uma progressão constante.

 

Com partida pontual às 09:30 iniciou-se o percurso em direcção a Caxias onde ser processaria o retorno.

 

Para grande espanto e satisfação do pai, os jovens atletas progrediram muito bem tendo corrido cerca de 7 kms dos 8 que compunham a prova.

 

Deu tempo para conversar com outros atletas sendo alguns deles bem famosos.

 

Os atletas concluíram pois a prova com cerca de 1:12:00 tendo optado por participar sem chip.

 

Ficou no entanto  a vontade de voltar para o ano.

 

[Crónica de Frederico Sousa]

publicado por Carlos M Gonçalves às 00:32

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EXTREME TRAIL CUCOS

10 de Junho. Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, e antigamente também designado por “Dia da Raça”.

 

Sendo este dia Feriado Nacional todos os Portugueses festejam, à sua maneira, o dia do seu País. Seja acompanhando em directo ou pela Televisão as comemorações oficiais, seja participando em qualquer tipo de evento alusivo ao 10 de Junho, ou seja simplesmente a descansar, cada um decide o que fazer para celebrar condignamente o dia de PORTUGAL.

 

E o “Trail Runner Solitário” das LEBRES E TARTARUGAS decidiu, à semelhança dos dois anos anteriores, evocar o dia de Portugal fazendo aquilo de que mais gosta, em termos desportivos falando. Pelo terceiro ano consecutivo foi até à zona de Torres Vedras para participar no Extreme Trail Cucos. Sendo totalista nesta prova, e depois de uma primeira participação na versão mais curta, nessa altura em companhia do Frederico, o Carlos Gonçalves voltou a desafiar o Trail longo com uma distância maior e um grau de dificuldade acrescido.

 

No primeiro dia de um fim-de-semana XL para a maioria dos Portugueses, e XXL em particular para os Lisboetas, o atleta teve de madrugar para se preparar em condições para o grande dia que iria ter pela frente. Eram seis da manhã quando o despertador tocou. Num ápice o atleta abandona o aconchego do leito e lança-se às tarefas prioritárias: organização da mochila com todo o equipamento necessário e ingestão de um pequeno almoço que deveria ser naturalmente mais frugal. E, como acontece no dia de uma qualquer corrida, há necessidades fisiológicas que têm de ser satisfeitas para não vir a ter qualquer contratempo em plena actuação do “artista”.

 

Às sete e um quarto o atleta senta-se ao volante do seu automóvel e parte em direcção a Torres Vedras. Por ser bastante cedo, e principalmente por ser fim-de-semana, a viagem não deveria levar mais do que quarenta e cinco minutos. Há muito que o Sol já brilhava. Atravessando o rio Tejo pela bela Ponte 25 de Abril disfrutamos de imagens de rara beleza da nossa magnífica cidade de Lisboa. Nada melhor para começar bem um dia que se previa fantástico e cheio de emoções.

 

Chego às antigas Termas dos Cucos e a animação já é grande.

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Nas provas de “Trail Running” os atletas optam por chegar mais cedo. Além do levantamento dos dorsais há que ultimar os preparativos para que nada falte. O espírito é diferente, menos competitivo e mais de interacção entre os atletas. Mais do que competirem a grande maioria dos “trailistas” está ali essencialmente para se divertir.

 

Tiram-se as habituais fotografias de circunstância. E como o atleta das LEBRES E TARTARUGAS está sozinho tem de pedir a alguém para lhe tirar uma foto com o antigo edifício das Termas como pano de fundo. Ainda tentou encontrar alguma “lebre” disponível para esta tarefa. Mas como todas pareciam estar ocupadas teve de pedir ajuda a um atleta masculino.

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 Comunica por “WhatsApp” com os seus familiares: “Pronto para mais um Trail Run”. Começam a chover as perguntas de quem já está acordado e perto do telemóvel: “Foste sozinho? Boa Prova”.

 

Faltava um quarto para as nove e começa o “briefing”. São-nos transmitidas informações úteis para a corrida. Desde do tipo de traçado, às fitas e setas sinalizadoras do percurso, e aos alertas para algumas zonas mais complicadas, todos tomam, se é que não tinham já tomado, consciência daquilo que os espera. Os primeiros quinze quilómetros (que mais tarde verifiquei serem apenas pouco mais do que treze) são os mais acessíveis. À passagem pelas Termas dos Cucos os atletas do Trail longo deverão seguir o seu caminho tendo pela frente um percurso com cerca de noventa por cento de trilhos mais técnicos e necessariamente mais exigentes. “É a melhor parte da prova”, como refere o “speaker” da organização.

 

Segue-se um curto aquecimento coordenado por um animador do Kalorias, ginásio de Torres Vedras.

 

Quando é dado o sinal de partida partem em simultâneo tanto os trailistas como os caminheiros. Parte do traçado é o mesmo do ano passado. Mas a organização encarregou-se de introduzir algumas alterações cirúrgicas para não só trazer novidades relativamente a 2015 mas também para aumentar um pouco o grau de dificuldade do “trail curto”. Devido a uma maior concentração de atletas os congestionamentos são maiores sempre que há algum estrangulamento no percurso. Muita conversa e muita fotografia conferem uma animação só visível em corridas de trilhos. Os que querem ganhar algum prémio há muito que despareceram. Para trás ficam os que se querem divertir, ou seja a maioria.

 

No regresso às Termas dos Cucos os atletas do Trail Curto dão por terminada a sua prestação. Os mais ousados e mais corajosos lançam-se à segunda parte da corrida conscientes do que os espera. Só para começar temos logo uma subida íngreme, com degraus pelo meio, e como que a meter-nos em “sentido”. Apesar das dificuldades, e que foram muitas, os quilómetros até parecem não custar a passar. Num constante “sobe e desce” vamos ultrapassando os vários obstáculos. E se as escaladas pedem para darmos tudo aquilo que temos, e o que não temos, há algumas descidas em que controlar cada passo é deveras complicado se não quisermos estatelarmo-nos ao comprido e com grandes mazelas. Dei comigo a pensar que por vezez é preferível uma subida, mesmo das mais exigentes, às descidas que quase tive de fazer de gatas pois os meus já gastos ténis apresentavam uma tracção idêntica à de umas sapatilhas de estrada.

 

No último Posto de Abastecimento chego à conclusão, tal como no ano passado, que afinal o trail longo não chegaria aos trinta quilómetros. Ainda bem. “Mais vale a menos do que a mais”, como digo a um atleta que já só pensa em desistir. Há muito que as forças tinham desaparecido e a vontade de terminar era pouca. Tento animá-lo e convencê-lo a levar a prova até ao fim. Pela minha experiência de há um ano, e sem saber se a partir daquele ponto o percurso seria o mesmo, convenço o colega de que o mais difícil já tinha ficado para trás. “Vemo-nos na meta". Mas sinceramente não fiquei muito convencido de aquele companheiro levaria em conta as minhas palavras.

 

Com o andar da prova chego à conclusão que a parte final do percurso se mantém inalterável relativamente a 2015.

 

Reencontro o troço de uma ribeira seca e cheia de pedregulhos. E um pouco mais à frente reencontro o atleta que tinha ameaçado desistir no Posto de Abastecimento. Ainda bem e ele agradeceu-me por lhe ter incutido o ânimo necessário para levar de vencida a etapa final.

 

Uma última subida, ligeira e curta em comparação com o que já tínhamos feito, leva-nos à ribeira que antecede a chegada à zona Termal dos Cucos. Este ano o caudal de água é maior dificultando substancialmente as últimas centenas de metros. Forma-se um pequeno grupo de três atletas em que cada um tenta animar os outros o melhor que pode e que consegue. A palavra de ordem é tentarmos terminar a corrida abaixo das seis horas.

 

Prova superada. E afinal, pelo menos no meu Garmin, constato que os trinta quilómetros do Trail Longo se ficaram por apenas vinte e seis.

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 “Terminei. Foi muito mas MUITO BOM”. Comunico aos meus familiares a conclusão da prova.

“Estás bem?” perguntam-me. “Estou bem. Apenas um pouco cansado. Já comi uma sopa, vou mudar de camisola e partir para casa”.

 

Tinha terminado mais uma aventura, daquelas de que gosto mais. Mas também fico com a certeza de que voltarei em 2017 para a quarta edição do Extreme Trail Cucos, se possível com a companhia de mais algum TARTARUGA.

 

Atletas que concluiram a prova: 90

Vencedor: FÁBIO FONTOURA (Turres Trail Clube) - 2:55:22,4

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 46)

Classificação Geral: 81º - Classificação no Escalão M60: 4º

Tempo Oficial: 5:51:39/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 11m:43s  <=> Velocidade média: 5,12 Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 11 - Marginal à Noite (Oeiras) - 8 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 43 Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:19

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Terça-feira, 7 de Junho de 2016

CORRIDA DO ORIENTE

No rescaldo de um final de semana triste para a nossa equipa as LEBRES E TARTARUGAS marcaram presença em mais uma edição da Corrida do Oriente.

 

No nosso vasto currículo de provas esta é uma das poucas a que o nosso nome está ininterruptamente associado desde 2009.

 

A Corrida do Oriente já não tem o fulgor e procura de outros tempos. O seu ponto mais alto, e apenas durante o período em que participámos, foi em 2011 com 1769 atletas a terminarem a prova principal de dez quilómetros. De então para cá, muito provavelmente pela vasta oferta de corridas de cariz popular, tem decaído o número de atletas que acorrem à zona oriental de Lisboa para disputarem a Corrida do Oriente. No ano passado apenas 1062 atletas terminaram a corrida principal. Este ano por pouco que não se ficou abaixo do milhar de atletas que levaram até ao fim a sua corrida. Terminaram exactamente 1002 corredores, entre mulheres e homens.

 

Mas a concorrência de outras corridas não justifica por si só o aparente virar de costas dos atletas a uma prova que anteriormente atraía tanta gente. A Corrida do Oriente não tem inovado nos últimos anos. Poucas alterações se têm registado no percurso da prova. E quando tal tem acontecido não tem sido para melhor. Aliás cada vez mais se verifica que a Corrida do Oriente é puramente de “ida e volta”. Na zona da antiga Expo 98 não será muito difícil criar um percurso mais interessante, quiçá com a passagem pelas instalações emblemáticas da Exposição Universal como sejam o Pavilhão de Portugal, Oceanário e passeio ribeirinho ao longo do Rio Tejo.

 

Fica a sugestão para o caso de alguém ligado à organização da Corrida do Oriente ler esta nossa crónica.

 

Com o Frederico ainda a recuperar das suas mazelas e das emoções fortes dos últimos tempos, a nossa equipa apresentou-se no Parque das Nações com um conjunto de atletas todos eles já repetentes:

 

  • André Catela
  • Gonçalo Gonçalves
  • Pedro Antunes
  • Carlos Teixeira
  • Carlos Gonçalves

 

A constituição da nossa equipa este ano reflecte o desejo dos Fundadores em assegurarem a renovação e a longevidade das LEBRES E TARTARUGAS. O bichinho está lançado. E lançamos desde já o desafio interno para que na edição de 2017, se a mesma ainda se vier a realizar, possamos apresentarmo-nos com uma comitiva ainda mais alargada. E, como veremos mais à frente, já foi lançado mais um atleta …

 

E, uma vez mais, contámos com a nossa claque de apoio constituída pela Ana Luísa (Treinadora) Catarina e Afonso. Três gerações.

 

Em 2014 a organização decidiu que a Partida e a Chegada se realizassem no mesmo local, junto à Igreja dos Navegantes no Passeio dos Heróis do Mar. Tratou-se de uma decisão acertada dado que facilita a logística dos atletas na procura de um lugar para os seus carros.

 

Tendo recolhido antecipadamente os dorsais os TARTARUGAS combinaram o encontro por volta das nove e um quarto junto à Igreja dos Navegantes. Teríamos tempo para tudo desde a colocação dos dorsais e chips até uma ida de última hora à casa de banho. E, mais importante que tudo, a fotografia de grupo com os atletas a perfilarem-se cheios de ambição consoante os seus objectivos.

WP_20160605_09_35_33_Pro.jpgUns certamente que queriam melhorar as suas marcas nesta corrida. Outros, senão mesmo todos, procuravam disfrutar ao máximo do convívio com outros atletas e transformarem a prova num treino dominical mais animado.

 

Desde logo comentávamos que parecia haver uma menor adesão de atletas. Mesmo com o “speaker” a anunciar cerca de mil e quatrocentas inscrições na realidade viam-se muito menos atletas junto à linha de partida.

 

Notou-se também a ausência da animação habitual dos outros anos nomeadamente dos elementos dos “Toca a Rufar” que normalmente têm marcado presença junto à Partida. Foi uma corrida mais pobre.

 

Quanto é dado o toque de partida começa a confusão habitual. Mas até nesta fase notámos que havia muito menos atropelos do que em anos anteriores.

 

A corrida em si não teve grande história. O percurso é aparentemente fácil. Tirando a passagem pelos túneis ou rotundas, com algumas ligeiras subidas e descidas, basicamente é tudo em plano. Parece fácil mas não é. A nossa experiência diz-nos que em trajectos de “sobe e desce” conseguimos recuperar algumas energias nas fases de pendente negativa. Nas partes planas é “sempre a puxar” e sem lugar a períodos de descanso.

 

Após o ponto de inversão do percurso os quilómetros parece que custam menos a passar. Aliás nem todos têm a mesma duração. Uns são mais curtos e outros mais longos. Por sinal o último quilómetro, que até talvez não tenha tido mil metros, parece sempre o mais comprido.

 

Pelo meio encontramos algumas caras conhecidas que saudamos à sua passagem. Tenta-se estabelecer alguma conversa. Mas tem de ser necessariamente muito curta para não adormecermos e prejudicar a nossa prestação.

 

Com a meta à vista tenta-se recuperar o tempo perdido para trás. E tentam-se mais algumas ultrapassagens de última hora.

 

Como é nossa regra cada TARTARUGA que chega aguarda pelo próximo. Primeiro chegam os Pais Carlos – Catela e Gonçalves. Só depois vêm os filhos. O respeitinho é muito bonito. E apesar de já sermos “cotas”, ou perto disso, temos de fazer valer a nossa experiência. Adoptando o lema da tropa “a antiguidade, ainda, é um posto”…

 

A pouco e pouco chegam os filhos. Gonçalo e André. E por último, supresa das surpresas, chega um par curioso. Pai e Filho, ou seja Pedro e Afonso, cortam a meta ao mesmo tempo.

Afonso e Pedro 1.jpgAfonso e Pedro 2.jpg

Afonso e Pedro 3.jpg

É o lançamento de um novo atleta. Não será nos próximos anos que veremos o “Afonsinho” a aventurar-se por estas experiências. Mas já começa a sentir o que é o magnífico aroma do desporto. E do Suor, também ...

 

Já em repouso tiram-se as habituais fotos de grupo. Como no antigo “slogan” publicitário da Kodak “para mais tarde recordar”…

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E cada um segue satisfeito para o merecido repouso. Todos demos o nosso máximo. Se não conseguimos melhor foi porque não pudemos.

 

Atletas que concluiram a prova: 668

Vencedor: SAMUEL FREIRE (Sporting Clube de Portugal) - 0:31:25

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 558)

Classificação Geral: 433º - Classificação no Escalão M6064: 26º

Tempo Oficial: 0:50:42/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:18

Tempo médio/Km: 5m:02s  <=> Velocidade média: 11,93Km/h (*)

 

GONÇALO GONÇALVES (Dorsal Nº 559)

Classificação Geral: 452º - Classificação no Escalão M0039: 72º

Tempo Oficial: 0:51:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:40

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,84Km/h (*)

 

PEDRO ANTUNES (Dorsal Nº 560)

Classificação Geral: 949º - Classificação no Escalão M0039: 126º

Tempo Oficial: 1:09:57/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:09:33

Tempo médio/Km: 6m:57s  <=> Velocidade média: 8,63Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 561)

Classificação Geral: 348º - Classificação no Escalão M5559: 31º

Tempo Oficial: 0:48:28/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:06

Tempo médio/Km: 4m:49s  <=> Velocidade média: 12,47Km/h (*)

 

ANDRÉ CATELA (Dorsal Nº 562)

Classificação Geral: 707º - Classificação no Escalão M0039: 106º

Tempo Oficial: 0:57:50/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:57:28

Tempo médio/Km: 5m:45s  <=> Velocidade média: 10,44Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 43 Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:33

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

ADEUS MARIA JOÃO

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Hoje as LEBRES E TARTARUGAS ficaram mais pobres. Aliás muito mais pobres. Direi mesmo extrema e infinitamente mais pobres.

 

A vida de um Atleta é feita de constantes desafios. E ao longo da nossa carreira, seja de atletas ou de "simples pessoas", temos vários obstáculos e diferentes metas que nos propomos ultrapassar. Desde a fundação, se é que lhe podemos chamar deste modo, das LEBRES E TARTARUGAS fomos, ao longo destes últimos sete anos, absorvendo todos aqueles que incarnavam o nosso espírito. Nem só de corredores vivia a nossa equipa. E a Maria João desde logo foi um exemplo para nós.

 

Os três atletas fundadores cedo começaram a traçar como desafio a disputa de uma Maratona. Mas esta nossa atleta há muito que vinha a disputar várias Maratonas. Ou talvez fosse uma Maratona composta por várias etapas. Um após outro foi vencendo todos os obstáculos que lhe apareciam pela frente. E com a meta à vista parecia finalmente poder correr para a vitória e para a consagração final. Mas, como vamos aprendendo ao longo da nossa vida, nem sempre as histórias têm um final feliz.

 

Esta é a Maratona que a Maria João tem de completar. As nossas, ao pé desta, não passam de corridas de “meninos”.

 

Foi com esta frase que tentei motivar a nossa atleta num momento em que as coisas pareciam querer descambar, perdoem-me a linguagem mais grosseira, para um sentido irreversível. Mas todos nós sempre acreditámos que era possível vencer mais uma batalha.

 

A Maria João, membro integrante da equipa das LEBRES E TARTARUGAS, acompanhou-nos em várias provas que nos propusémos desafiar. Na sua vertente de "Caminheira" deu o seu contributo para ficar na história da nossa equipa. E ficou mesmo.

 

Ontém perdeu a batalha final. Mas serve de exemplo para todos nós. Por mais difícil que a vida se nos apresente, e à Maria João apresentou-se-lhe várias vezes muito difícil, foi sempre com aquele doce sorriso que ousou desafiar o destino. E parecia estar quase a dar-lhe a estocada final.

 

"A Maria João estava em Paz consigo própria".

 

Estas palavras, proferidas durante a Missa de celebração da sua pessoa na Igreja dos Jerónimos, retratam na perfeição a memória de que todos guardamos desta nossa AMIGA.

 

A Maria João ficou para sempre nos nossos corações. Cabe-nos a todos nós, que com ela privámos, perpetuar a sua memória. E que sirva de inspiradora para os nossos momentos mais difíceis.

publicado por Carlos M Gonçalves às 23:00

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CORRIDA DE BELÉM

No último fim de semana deste irregular mês de Maio em termos meteorológicos os lebres e tartarugas participaram em mais uma edição da corrida de Belém.

 

A representação da nossa equipa esteve a cargo de Frederico de Sousa e Carlos Teixeira.

 

A concentração dos atletas deu-se na casa do Frederico bem perto do Estádio do Restelo local simultâneo de partida e chegada.

 

A dupla arrastou-se de seguida vagarosamente para o Estádio de “Os Belenenses” e antes da partida foi realizado um curtissimo periodo de aquecimento.

 

Após um sábado outonal no dia da prova fomos contemplados com algum calor muito do desagrado dos dois tartarugas.

 

A corrida desenrolou-se num local tranquilo e bonito mas o percuso não foi nada fácil com algumas súbidas dificeis.

 

Como atrás referido a partida foi dada na pista do Estádio do Restelo onde ao longo da pista foram corridos os primeiros 300 metros, seguimos de seguida para a Rua Alcolena e depois viramos à direita

 

para a Avenida das Descobertas a subir e que constituiu no segundo km uma das maiores dificuldades da prova, seguiu-se a passagem por diversas ruas e avenidas carismáticas da zona de Belém, nomeadamente a Rua Antão Gonçalves, a Av. Ilha da Madeira, a  Av. do Restelo, Av. Torre de Belém, e a Av. da Índia.

 

No retorno junto ao Museu da Eletricidade perto do Km 7 fomos ainda surpreendidos por um vento contra com alguma intensidade e de certa forma inesperado pois não se dava por ele no sentido contrário, antes do final a subida da Av. Restelo para o signatário desta crónica o ponto mais difícil da prova, de certa forma compensado depois pela chegada olímpica na pista do Estádio do Restelo e a deslumbrante vista para o Rio Tejo.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 668

Vencedor: SAMUEL FREIRE (Sporting Clube de Portugal) - 0:31:25

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 632)

Classificação Geral: 210º - Classificação no Escalão V55: 18º

Tempo Oficial: 0:50:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:20

Tempo médio/Km: 5m:02s  <=> Velocidade média: 11,92Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 633)

Classificação Geral: 537º - Classificação no Escalão V50: 44º

Tempo Oficial: 1:06:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:06:23

Tempo médio/Km: 6m:38s  <=> Velocidade média: 9,04Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • 29 - Corrida de Belém (Lisboa) - 10 Km

 

Calendário para o Mês de Junho

  • 5 - Corrida do Oriente (Lisboa) - 10 Km
  • 10 - Extreme Trail Cucos (Torres Vedras) - 30 Km
  • 18 - Lisbon Eco Marathon (Lisboa/Serra de Monsanto) - 43 Km
  • 25 - Corrida das Fogueiras (Peniche) - 15 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 22:43

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Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

UTSM 2016

O que leva uma pessoa a cometer certas loucuras? Será a inocência da juventude para a qual não existem limites? Será a manifestação dos primeiros sinais de senilidade de alguém que já entrou, ainda que muito recentemente, no pesado, em termos psicológicos, grupo dos sexagenários? Ou será que essa pessoa ainda se sente em condições de lançar desafios para os quais irá ser testado até aos limites?

 

Aguardemos pelo desenvolvimento dos próximos capítulos.

 

1. Antecedentes

 

Em 2013 o Tartaruga Carlos Gonçalves abalançou-se à segunda edição do Ultra Trail de São Mamede, e logo na versão longa de 100 quilómetros. Com alguma dificuldade, principalmente em termos de revolta contra o percurso que, no seu dizer, “andámos às voltas”, conseguiu concluir, logo à primeira vez, a distância de cem quilómetros tendo sido o último atleta a classificar-se dentro do tempo limite de vinte e quatro horas.

 

Um ano mais tarde este atleta reincidiu na UTSM desafiando uma vez mais a distância máxima de cem quilómetros. Sem ser adepto ou seguidor de qualquer religião esta é a sua peregrinação anual, não a Fátima ou a Meca, mas sim à Serra de São Mamede no Nordeste Alentejano. Por motivos então relatados o Carlos Gonçalves viu-se obrigado a desistir no PAC (Posto de Abastecimento e Controlo) de Marvão com 60 quilómetros percorridos.

 

À meia-noite do dia 31 de Dezembro de 2014 a equipa das LEBRES E TARTARUGAS voltou a inscrever o mesmo atleta na prova rainha da UTSM. No entanto uma lesão a nível muscular afastou-o deste desafio de 2015.

 

2. Inscrição na UTSM 2016

 

Com as mazelas para trás o atleta solitário das LEBRES E TARTARUGAS voltou a inscrever-se na edição de 2016 da UTSM, e uma vez mais na distância máxima dos cem quilómetros.

 

Para lá da distância o que atrai muitos atletas nesta altura do ano a Portalegre são, principalmente, as etapas da noite e só acessíveis a quem se dispõe a arriscar a distância máxima. Ora este ano a organização decidiu criar uma nova prova com sessenta quilómetros de extensão e que começava exactamente à meia-noite, em simultâneo com a prova da distância máxima, e terminando em Marvão. Estava encontrada a fórmula mágica para quem não se sente preparado para se abalançar aos cem quilómetros mas procura fazer o período da noite.

 

No caso do TARTARUGA Carlos Gonçalves duas ideias passaram pela sua cabeça no momento da inscrição: Inscrever-se no Trail Longo de 60 Km e dar por terminada a corrida em Marvão ou, então, inscrever-se nos 100 quilómetros tendo como primeira meta Marvão e depois logo se veria se estaria, ou não, em condições de se abalançar até Portalegre.

 

3. O dia D-1

 

Se bem que nas anteriores participações o atleta solitário tenha contado com a participação e apoio no local de alguns dos seus apoiantes a nível familiar, em 2016 tudo foi preparado de um modo mais profissionalizado.

 

Assim, e à semelhança das Selecções ou Equipas de Alta Competição, nada foi deixado ao acaso. Assentámos o nosso Quartel-general numa residência do tipo de Turismo de Habitação numa localidade anteriormente importante – Beirã – perto da bela Vila de Marvão.

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Após a desactivação do Ramal de Cáceres a antiga Estação Ferroviária de Marvão-Beirã foi votada ao abandono. O seu destino era igual ao de tantas outras Estações ou Apeadeiros Ferroviários que simplesmente começaram a morrer lentamente e em agonia após a desactivação das linhas que as serviam. Mas nem sempre o destino prevalece à vontade de contrariar a resignação. Um casal decidiu pôr mãos à obra e, recuperando a Estação de Marvão/Beirã, transformou-a num óptimo local para se passar um inesquecível fim-de-semana turístico.

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E foi neste local de estágio que assentou arraiais a equipa de apoio das LEBRES E TARTARUGAS: Atleta Carlos Gonçalves, Treinadora Ana Luísa, responsáveis pela logística e transporte Catarina e Pedro, e o elemento mais importante da claque de apoio, qual “NO NAME BOYS”, Afonso (Afonsinho para os amigos).

 

Depois do almoço a comitiva partiu em direcção a Portalegre. A primeira etapa consistia em recolher o dorsal e restante material do denominado “kit de participante”. Cumprida a primeira obrigação do dia rumámos até Beirã para tomarmos conta dos nossos aposentos. O atleta entra em período de concentração. Equipa-se e verifica por uma última vez se nada lhe falta no equipamento indispensável para a corrida: suplementos alimentares e energéticos, lanterna, manta térmica, um jogo de pilhas suplentes, etc.etc.etc..

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Tudo estava em ordem. De fora ficaram os bastões que nunca tinha usado em provas de trail mas que normalmente se revelam de uma extrema utilidade. No entanto o atleta não quis arriscar levar consigo algo que se poderia tornar complicado em termos de transporte e de arrumação ao longo da maratona. Fez mal como mais à frente será referido.

 

Depois de se equipar e relaxar um pouco a equipa parte à procura de um local sossegado para o Jantar, última refeição antes de uma noite que se previa bem exigente.

 

Sem pressas, mas sem relaxar muito, regressamos a Portalegre. A animação era grande. Várias centenas de atletas aprontam-se para a prova em que se inscreveram. Mas também são os muitos acompanhantes e membros voluntários da organização que contribuem para os momentos de excitação que antecedem a partida. Para quem é repetente este ambiente já lhe é de algum modo familiar. Os novos participantes e seus acompanhantes testemunham ao vivo o ambiente frenético que embeleza a UTSM.

 

4. Dia D - Meia Noite

 

Um pouco antes de soarem as doze baladas os vários atletas submetem-se ao controlo de partida e verificação do equipamento mínimo exigido pela Organização. A Pista de Atletismo do Estádio dos Assentos está divida em dois corredores. Do lado direito alinham-se os candidatos a heróis da prova de cem quilómetros. Do lado de dentro, mais próximo do relvado, perfilam-se aqueles que optaram por terminar a corrida em Marvão cumprindo a distância de sessenta quilómetros. No meio daquela amálgama de gente vêem-se algumas, muitas, caras conhecidas. E a sempre eterna ANALICE SILVA que aqui está uma vez mais para correr a Ultra Maratona.

 

Tiram-se muitas fotografias e trocam-se abraços e incentivos mútuos para uma corrida que se prevê longa e com muitas dificuldades.

 

As minhas duas apoiantes ficam do lado de fora e trocam comigo os últimos votos de boa sorte. Ainda tive tempo para enviar a habitual mensagem a todos aqueles que, mesmo não estando presentes, irão certamente torcer por mim.

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Falta o Pedro que teve de ficar no carro pois o Afonso há muito que tinha adormecido. Mas os dois homens também partilhavam do meu entusiasmo.

 

O nervosismo de todos é latente. Ligam-se e desligam-se as lanternas frontais. Ligam-se os relógios para captar o sinal do GPS. Mais uma última “selfie”.

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 Começa a contagem decrescente até que, finalmente, é dado o tiro de partida.

 

5. A Prova Começa

 

A confusão é grande. Aliás o habitual. Começam-se a devorar os quilómetros e inicia-se a contagem decrescente da distância que nos separa da meta.

 

À semelhança das edições anteriores iremos encontrar dez Postos de Abastecimento e Controlo:

 

  • Altas Quintas/Reguengo
  • Alegrete
  • Antenas/Alto de São Mamede
  • São Julião
  • Porto da Espada
  • Marvão – ponto final para o Trail Longo
  • Castelo de Vide
  • Carreiras
  • Convento da Provença
  • Ermida da Penha

 

Mas também é possível, através de uma ligação existente na página oficial da prova, acompanhar a evolução de todos os atletas mediante o acesso ao “live tracking”.

 

Da minha parte combinei com a minha equipa enviar mensagens de voz via WhatsApp sempre que chegasse a qualquer Pack. Ficariam mais descansados por saberem da minha evolução e de que estava bem.

 

Até à simpática Vila de Alegrete o único obstáculo de maior monta foi a habitual passagem por uma ribeira que tínhamos de atravessar em dois sentidos e por cima de pedregulhos bem escorregadios. Surge o primeiro, e único, grande engarrafamento da prova. Nesta passagem perdemos seguramente mais de meia hora que teríamos de recuperar lá mais para a frente, isto caso pretendêssemos chegar a Marvão antes da hora de corte. Mas também logo de início sentimos os efeitos dos dias muito chuvosos que antecederam a UTSM: muita água e muita lama. Aliás já deveríamos estar conscientes desta situação pois a mesma foi divulgada no “site” da prova tendo mesmo indicado que houve necessidade de fazer alguns ajustes ao percurso.

 

6. A subida às “Antenas”

 

Cumprida a primeira vintena de quilómetros, ao deixarmos para trás o PAC de Alegrete, tomamos de assalto a Serra de São Mamede. Até aqui tinha sido para aquecer os músculos e as articulações mas também para molhar os pés e chafurdar na muita lama existente. Durante cerca de dez quilómetros vamos vencer vários obstáculos que nos dificultarão o acesso ao ponto mais alto em termos de altimetria. Alternando entre estradões e trilhos mais técnicos, com algumas subidas e descidas, vamos avançando até chegarmos ao famigerado “corta-fogo” que nos guiará até bem juntinho dos geradores eólicos que antecipam a chegada ao alto de São Mamede. Duro como já tinha presenciado há dois anos. Desta vez no lugar da pedra solta tínhamos a lama. E foi aqui que me arrependi de não ter trazido os bastões. Faziam-me mais falta do que no fundo da bagageira do nosso carro. Olhei em redor e deitei a mão a dois pequenos troncos que cumpriram fielmente a sua missão de me ajudar naquela interminável subida. À medida que ia ultrapassando algum, ou alguma, atleta olhavam de um modo estranho para os meus bastões improvisados. E mais espantados ficavam quando lhes dizia que tinha trazido bastões mas os tinha deixado “em terra”. Foi uma lição que aprendi e que certamente não cometerei o mesmo erro nas próximas vezes que vier à Ultra Trail de São Mamede.

 

Sim, porque eu vou voltar no próximo ano.

 

Com o dia a começar a dar os primeiros sinais atingimos as Antenas e assim terminava a longa e maravilhosa noite. Mas é mesmo esta longa noite que me atrai até estas paragens. É o encanto especial da prova.

 

Cheguei com mais de meia hora de avanço relativamente à minha última participação.

 

7. Rumo a Marvão

 

Depois me alimentar e largar os meus fiéis bastões abalanço-me à próxima etapa em direcção ao PAC4 em São Julião. O Sol começa a despontar. Recordo-me do meu filho Gonçalo ter dito que ficava à espera de lhe enviar alguma imagem do nascer do Sol. Paro por uns breves instantes, tiro uma fotografia ao astro rei e envio a minha primeira, e única, mensagem escrita via WhatsApp: “BOM DIA”. 

IMG-20160514-WA0001.jpg

 Provavelmente que alguns atletas já terão desistido. E alguns outros ainda vêm aí atrás de mim. Começa uma etapa que vou cumprir em totalmente isolamento. Só voltarei a ter sinais de vida quando, depois de atravessar uma ribeira, chegar a São Julião. Há dois anos foi nesta fase que comecei o meu calvário de dores nos pés que me levariam à desistência em Marvão. Desta vez a minha condição era infinitamente melhor. Só penso em recuperar algum do tempo perdido no início. Volto a improvisar dois bastões que me virão a ser muito úteis. De monte em monte, e sempre com o Alto de São Mamede em linha de vista, vou calcorreando os quilómetros que me conduzirão até ao Porto da Espada. Todo este caminho era conhecido da minha participação em 2014. Só que, contrariamente ao que aconteceu na altura, agora não tinha o atleta “Vassoura” a morder-me os calcanhares. De vez em quando olhava para trás e não via “vivalma”. Para a frente também não vislumbrava qualquer atleta.

 

Quando faltavam algumas centenas de metros para chegar ao PAC5 em Porto da Espada encontro, finalmente, sinais de vida: um voluntário da organização e, para surpresa minha, a Ana e o Pedro. Transportavam os bastões para mos entregarem. Mas decidi terminar a etapa com os meus “amigos paus” que muito me ajudaram até aqui. Um pouco mais à frente três simpáticas voluntárias vêm ao meu encontro e ajudam-me, uma de cada lado e outra atrás, para chegar ao Posto de Abastecimento são e salvo. E lá mais à frente encontro a Catarina com o Afonso ao colo. O meu neto olha para mim com uma cara estranha ao ver-me com uma imagem a que não está habituado. Depois de me reconhecer larga um daqueles seus sorrisos de encantar até o mais triste ser humano.

 

Depois de me alimentar e saciar a minha sede com bebida isotónica parto decidido até Marvão. Com bastões a sério até consigo correr e avançar rapidamente para o final da etapa. Nunca tinha utilizado bastões mas aprendi rapidamente a tirar deles o maior proveito.

 

Tinha de chegar ao PAC6 antes das catorze horas para não ser barrado e poder continuar até Portalegre.

 

Volto a reencontrar a minha claque de apoio à beira da estrada. Segue-se a grande subida até ao Castelo de Marvão. Caminho ou corro algumas centenas de metros até atravessar mais uma ribeira. Devido ao elevado caudal a organização teve de improvisar uma ponte que nos permitiria atravessar em segurança até à outra margem.

 

Ao longe avisto finalmente um outro atleta. Tento aproximar-me dele aumentando o meu ritmo de caminhada. Os bastões faziam milagres.

 

Ultrapassada a primeira fase de subida sabia que ao chegar à estrada de acesso a Marvão ainda tinha a derradeira escalada. Só que este ano este troço foi alterado. Ainda bem. Segue-se uma sucessão de subidas bem identificadas por um cartaz de aviso: Aqui começa uma zona de subidas. Vamos a elas.

 

A certa altura sinto algumas vozes atrás de mim. Sem saber de onde vieram duas atletas passam por mim “surpreendentemente frescas e cheias de genica”. Terão caído do céu? Havia largas dezenas de quilómetros que não via alguém atrás de mim. Foi uma surpresa enorme. Cheguei mesmo a perguntar a mim mesmo se não terão feito alguma “batota”…

 

À entrada do Castelo de Marvão volto a reencontrar a minha equipa. O Pedro ainda me dá uma mãozinha empurrando-me ao longo dos últimos degraus.

 

8. A surpresa e a DESOLAÇÃO

 

Entretanto já passava das duas da tarde pelo que certamente já não me deixariam continuar em prova. Aqui também estava colocada a meta da corrida dos sessenta quilómetros.

IMG-20160514-WA0002.jpg

Aliás devia estar mas já não estava. A organização já tinha começado a desmontar a “tenda”. Parecia que estavam cheios de pressa para se irem embora. A desolação foi tal que verifiquei que ninguém controlou a minha chegada àquele ponto. E tive de ser eu a perguntar se poderia ou não continuar em prova. Recebi uma resposta fria e seca: “Se continuar é por sua conta e risco”. “Tout court”.

 

Sentia-me com energia física e psicológica para continuar. Mas, perante aquele aviso, o meu bom senso disse-me que era melhor ficar por ali. Temi que se continuasse em prova e chegasse a Portalegre já depois da meia-noite não me deixassem terminar a Ultra Maratona. Não quis arriscar embora tenha ficado com um sentimento misto de frustração e de impotência.

 

Recolhi a minha mochila com a “muda de roupa” e regressámos ao nosso Paraíso em Beirã. Pelo caminho Informo os meus dois colegas Tartarugas do fim da minha aventura. Aliás foi com grande esforço que consegui construir uma simples mensagem de SMS pois a minha cabeça cambaleava e precipitava-me para um sono profundo.

 

Tomo um retemperador duche logo seguido de um banho de imersão. E este foi ainda mais retemperador pois cheguei mesmo a adormecer dentro da Banheira.

 

Como ninguém tinha comido mais nada desde o pequeno-almoço, com excepção do Afonso, e a hora do jantar ainda estava distante, regressámos a Portalegre para uma refeição ligeira. Aproveitei esta curta viagem para pôr algum do sono em dia. Com os estômagos um pouco mais compostos visitámos a Ermida da Penha onde fomos encontrar alguns dos resistentes da Ultra Maratona bem como participantes no Trail Curto de 25 Km. Senti alguma revolta interior por não poder ter chegado até ali…

 

9. Epílogo da Aventura

 

Depois de um magnífico jantar na localidade da Portagem é hora de regressar pela última vez ao nosso paraíso em Beirã. Às dez e meia da noite deito-me e só volto a acordar para a vida já o Sol começava a brilhar e a aquecer o ambiente. Foi uma directa.

 

Esperava-nos um dia muito importante e para o qual esperávamos vir a ter emoções muito fortes, positivas de preferência.

 

Tomámos o pequeno-almoço no local onde anteriormente funcionava o Restaurante da Estação de Marvão/Beirã. Foi precisamente neste local que muitas vezes Salazar e Franco se reuniram para acerto de estratégias políticas ibéricas comuns. Estávamos num local carregado de memórias históricas.

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Recebo uma mensagem do Frederico a perguntar-me se tinha concluído a prova pois, no live tracking, eu já tinha ultrapassado os 85 quilómetros... Sintomático do controlo que tinham feito aos vários atletas.

 

Feitas as malas partimos para Lisboa. Tínhamos um compromisso inadiável de estar antes das dezassete horas no Estádio da Luz para apoiar o clube da nossa preferência e levá-lo “ao colo” até ao tricampeonato. Que me desculpe o meu amigo Carlos Catela mas desta vez estávamos em lados opostos da “barricada”.

 

Dá-me o 35 era o nosso lema.

 

Que me desculpem também os nossos seguidores de blogue mas esta crónica/história foi um pouco longa demais. Mas havia tanto para relatar que, confesso, exagerei um pouco desta vez.

 

Atletas que concluiram a prova:

  • UTSM- 100 Km: 237
  • TL 60 Km: 235 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • 29 - Corrida de Belém
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:55

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Domingo, 22 de Maio de 2016

MEIA MARATONA ALEGRO SETÚBAL

Algumas horas após a bonita festa de comemoração dos 60 anos do nosso tartaruga Carlos Gonçalves os três carismáticos atletas partiram no Domingo para mais uma manhã/tarde de intensa e difícil atividade desportiva repartida por três provas (Trail longo do Castelo de Abrantes Carlos Gonçalves,Trail Curto do Castelo Abrantes Frederico de Sousa e Meia Maratona Alegro de Setúbal Carlos Teixeira).

 

Após o interregno de um ano voltei a participar na meia maratona de Setúbal agora batizada de Alegro, sendo os principais pontos a merecerem destaque  a alteração do percurso com especial referência aos 6 a 7 kms que se correm em plena Serra da Arrábida e a melhoria qualitativa da organização (entrega eficiente dos dorsais, reserva de estacionamento para os atletas num dos parques do centro comercial Alegro, distribuição de água regularmente, alteração da medalha muito mais bonita e disponibilização de autocarros para levar os atletas do local da chegada ao local da partida).

 

Quando de manhã saí de casa estava apreensivo face às condições atmosféricas que tinham ocorrido no dia anterior e que inicialmente pensei se iam repetir, ao atravessar a ponte Vasco da Gama chovia abundantemente no entanto quando cheguei ao Centro Comercial Alegro a chuva já tinha desaparecido e durante toda aprova praticamente não choveu (exceto entre o Km 18 e o Km19).

 

No Centro Comercial Alegro encontrei o meu colega de trabalho André Quarenta que quis fazer a corrida comigo, face à sua qualidade informei-o que as minhas condições físicas não eram as melhores face aos poucos treinos realizados durante a semana e à festa do dia anterior, mas ele insistiu e assim percorremos em conjunto os 21,095 Kms do percurso.

 

A partida teve lugar junto ao Centro Comercial Alegro em direção à rua Antero de Quental e os primeiros dez quilómetros da corrida não foram muito Interessantes decorreram em voltas no centro da cidade com alguns pontos com alguma acentuada altimetria, e com as tradicionais passagens no Estádio do Bonfim e na Avenida Luisa Tody.

 

Quando passámos a Avenida Luisa Tody e viramos para a EN10-4 em direção à Serra da Arrábida eu não queria acreditar na altimetria que se me deparava e pensei que iria ser difícil completar a prova, foram 6 kms de carrocel sobe e desce, com algumas subidas de grau elevado de dificuldade, mas com a ajuda da temperatura, da paisagem e do colega André lá consegui chegar ao Km 17 onde uma amiga descida me levou novamente à Avenida Tody onde estava instalada a meta.

 [Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 703

Vencedor: NUNO CARPINTEIRO (Individual) - 1:15:56

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 259)

Classificação Geral: 259º - Classificação no Escalão V55: 9º

Tempo Oficial: 1:47:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:47:48

Tempo médio/Km: 5m:07s  <=> Velocidade média: 11,74Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:49

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TRAIL CASTELO DE ABRANTES

Cinco em Seis...

 

Trocando por miúdos estas três palavras traduzem o nível de participação dos atletas das LEBRES E TARTARUGAS, pelo quinto ano consecutivo, na prova de trail anualmente organizada pelo COA (Clube de Orientação e Aventura) nas imediações da cidade de Abrantes. Tirando o ano da estreia desta prova, o Frederico e o Carlos Gonçalves têm rumado anualmente a Abrantes para inscrever o seu nome e, acima de tudo, desfrutarem de uma corrida de Trail tão do seu agrado.

 

Com o Frederico de fora, devido a uma arreliadora lesão, e com a participação do Carlos Teixeira na Meia Maratona de Setúbal, a responsabilidade da representação do nome das LEBRES E TARTARUGAS deveria assim recair integralmente sobre os ombros do Carlos Gonçalves.

 

No entanto a vida reserva-nos, por vezes, algumas surpresas. As previsões meteorológicas são, actualmente, muito dinâmicas e com alterações constantes. Durante a semana que antecedia o Trail Castelo de Abrantes O Frederico apercebeu-se que iria haver muita água e muita lama em jogo. Assim entrou em contacto com a Organização da prova e, apesar de já ter encerrado o período de inscrições, conseguiu colocar o seu nome nesta prova. No entanto deixou a surpresa para o seu colega trailista adiada por alguns dias só o comunicando na véspera do evento e no meio do almoço comemorativo da entrada do Carlos Gonçalves no grupo dos Sexagenários. Ainda bem. Foi uma magnífica prenda.

 

No domingo dia oito de Maio, por volta das seis e quatorze da manhã, os dois atletas encontraram-se na Estação de Combóios de Campolide. Daí, e já com ares de dia, encetaram a viagem até à Cidade de Abrantes. Debaixo de chuva forte chegámos ao Complexo Desportivo e fomos levantar os nossos dorsais. Tivémos uma primeira surpresa com um número anormalmente baixo de atletas presentes.

 

Contrariamente aos anos anteriores desta vez a partida realizar-se-ia no Castelo de Abrantes pelo que tínhamos à nossa espera alguns autocarros que nos levariam até ao ponto de início da corrida. Dez minutos mais tarde a nossa viagem inicial terminava a escassas centenas de metros do local da partida. Como a chuva continuava intensa só por milagre é que começaríamos a prova ainda secos. Isso não aconteceu. Já dentro das muralhas do Castelo, e no local onde nos anos anteriores funcionava o Secretariado da prova, tinha de ser feito um controlo a todos os atletas presentes. Devido às condições meteorológicas presenciadas nos últimos dias muitas desistências tinham sido comunicadas à organização. Assim era de todo importante verificar quem efectivamente ali estava para participar em mais uma edição do Trail Castelo de Abrantes. A anteceder o início da corrida é feito um pequeno “briefing” realizado sob chuva forte. O Carlos Gonçalves olha em redor e tem um primeiro momento de pânico. Ali estavam muito poucos participantes para o Trail Longo e, pelo seu aspecto, desde homens a mulheres, eram maioritariamente do tipo “pro”. A tarefa parecia complicada para manter o nosso lema “Não ficar em primeiro nem último, para não dar nas vistas…”

 

Quando finalmente é dado o tiro de partida temos de percorrer algumas ruas de Abrantes para que, a pedido da Edilidade local, o Trail Castelo de Abrantes se integrasse nas festividades da elevação a cidade. Poucas centenas de metros após a partida o Carlos Gonçalves olha para trás e tem o segundo momento de pânico. Atrás de si não vinha ninguém. Começava a corrida logo em último lugar. Não importa. O que verdadeiramente interessava era desfrutar ao máximo este Trail.

 

Esta edição ficou marcada por condições meteorológicas um pouco adversas, aliás um reflexo do que tem acontecido nesta Primavera um pouco estranha com chuva em demasia e temperaturas a roçar o que deverá ser habitual mais em meses de Outono e Novembro a antecederem o Inverno que se seguirá. Uma das imagens de marca do Trail Castelo de Abrantes é que todos os anos há uma mudança substancial no percurso. E assim foi em 2016.

 

Mal deixámos a zona urbana entramos em trilhos mais ou menos técnicos em direcção ao Rio Tejo. Após este início de maior aperto entramos numa fase mais calma ao longo do Rio Tejo. Aí começamos a ser ultrapassados pelos primeiros atletas do Trail Curto. Virando a cabeça para trás ia vendo mais alguns corredores que se iam aproximando. Mas, olhando para os seus dorsais, verificava que todos eles eram mesmo do trail curto.

 

Ultrapassado o primeiro ponto de abastecimento rumamos finalmente à montanha. Com a separação dos dois percursos – Trail Longo para a esquerda e Trail Curto para a direita - sentia que a partir deste ponto estaria apenas acompanhado por mim próprio e pela minha vontade de realizar e terminar a minha participação do VI Trail Castelo de Abrantes e que assumia-se como o último teste e treino de preparação para o Ultra Trail de São Mamede que se realizaria uma semana mais tarde.

 

Por vezes a chuva deu algumas tréguas. O percurso não. Entre subidas e descidas testava-se a capacidade de superação dos desafios que iam sendo colocados aos atletas. Cada subida teria de ser realizada passo a passo. Nem vale a pena olhar para cima. Só temos de ver o próximo metro. A assim foi decorrendo a prova para o atleta “solitário”.

 

Quanto ao Frederico iniciou a sua prestação um pouco mais tarde. A parte inicial e a final eram comuns às do seu colega de equipa. A recuperar da sua lesão encarava este Trail como um treino mais competitivo e dentro das cautelas desejáveis e aconselháveis. O importante era terminar a corrida e sem prejudicar a sua recuperação. A certa altura começa a ser ultrapassado pelos primeiros atletas do Trail Longo.

 

O Carlos Gonçalves ia continuando a sua odisseia. Sozinho e bem acompanhado por si próprio.

 

Quando chega ao último Ponto de Abastecimento tem a confirmação de que atrás de si não vinha mais ninguém. Os últimos quilómetros são calcorreados em amena conversa com um elemento da organização que aproveita para ir retirando as fitas da sinalização do percurso. Confirma que, devido à chuva e à lama, em 2016 a prova foi mais dura do que nos anos anteriores.

 

Há alturas em que chegar em último tem a mesma emoção do que vencer uma corrida. Antes de terminar a minha prova sou obrigado a dar uma volta à Pista de Atletismo do Estádio Municipal. Quando entro na última centena de metros muitas dezenas, talvez mesmo algumas centenas de pessoas, permaneciam nas bancadas. E aí este humilde atleta tem o seu momento de glória. Cruza a meta debaixo de intensos aplausos. Até parecia que tinha vencido a prova. E venci, pelo menos à minha escala. Nem todos os que partiram do Castelo de Abrantes conseguiram chegar à meta. Alguns desistiram pelo caminho.

 

Reencontro dos dois Tartarugas. Um banho retemperador, um almoço oferecido pela organização composto por uma retemperadora Sopa, uma Bifana e uma bebida (cerveja, com certeza) à escolha.

 

Depois de reconfortados os dois trailistas regressam a Lisboa com a certeza de voltarem em 2017.

 

Pelo meio o Frederico fala com o terceiro Tartaruga Carlos Teixeira, informando-o que tudo estava bem e procurando saber como tinha decorrido a sua participação na Meia Maratona de Setúbal.

 

TRAIL CURTO

Atletas que concluiram a prova: 130

Vencedor: OCTÁVIO VICENTE (Casa do Benfica em Abrantes) - 1:23:47

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 150)

Classificação Geral: 113º - Classificação no Escalão M50: 8º

Tempo Oficial: 3:01:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 12m:08s  <=> Velocidade média: 4,95Km/h (*)

 

TRAIL LONGO

Atletas que concluiram a prova: 47

Vencedor: LUÍS MOTA (Casa do Benfica em Abrantes) - 3:12:08

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 26)

Classificação Geral: 47º - Classificação no Escalão M60: 5º

Tempo Oficial: 6:11:47/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): ND

Tempo médio/Km: 10m:37s  <=> Velocidade média: 5,65Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:20

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Terça-feira, 10 de Maio de 2016

CORRIDA DO 1º DE MAIO

No rescaldo de um início de fim de semana com emoções fortes relativamente à luta pelo título de Campeão Nacional de Futebol, os atletas das LEBRES E TARTARUGAS regressaram à competição participando, como habitualmente, na Corrida do 1º de Maio, em Lisboa.

 

Aliás este primeiro domingo de Maio assinala dois factos bem importantes: a reunião dos três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS e o regresso do Carlos Gonçalves às corridas de estrada. Desde a Rota da Fonte da Pipa, realizada em Torres Vedras no passado dia 28 de Fevereiro, este atleta tem optado invariavelmente pelas provas de Trail. Por outro lado foi também em Fevereiro a última vez que a nossa equipa esteve presente com o seu núcleo duro, mais precisamente no Grande Prémio de Algueirão/Mem Martins. Entretanto o Frederico lesionou-se num treino, confirmando a sua teoria que mais vale treinar pouco e, preferencialmente, nas provas oficiais.

 

O atletismo é uma modalidade substancialmente diferente do Futebol. Aqui não há Árbitros, Penalties ou Cartões. Cada um corre por si. E, competitivamente falando, é uma modalidade que assume contornos de “David contra Golias”. Quem quer vencer uma corrida, seja em termos de classificação geral seja no respectivo escalão, para sair vitorioso da contenda tem, necessariamente, de ser melhor do que todos os seus adversários. Parece um pouco injusto mas na realidade, salvo alguma influência externa, é das modalidades cujo resultado final em competição é dos mais justos. Ou se é o melhor ou não se é.

 

A Corrida do 1º de Maio é uma das clássicas do atletismo dito popular. A maioria dos atletas inscrevem-se, acima de tudo para se divertirem, para para praticarem desporto e para participarem, à sua maneira, nas comemorações do “DIA DO TRABALHADOR”. Sim porque, mesmo indiferente às opções políticas de cada um, quem é trabalhador tem todo o direito a festejar o seu dia.

 

A Corrida do 1º de Maio continua invariavelmente a atrair centenas de atletas, sejam eles nacionais ou estrangeiros. Os seus principais atributos, que lhe têm granjeado ao longo dos anos a enorme popularidade que todos lhe reconhecem, continuam a assentar em três pilares fundamentais: Organização simples mas à altura das exigências, taxa de inscrição muito acessível, e o facto, já por diversas vezes assinalado, de começar e terminar em plena Pista de Atletismo do Estádio 1º de Maio. O percurso tem sido invariavelmente o mesmo nas últimas edições. Após cumprirmos cerca de meia volta à Pista de atletismo saímos para a rua em direcção ao Campo via Avenida do Brasil. Seguem-se os túneis da Avenida da República até ao Saldanha e daí é sempre a descer até ao Terreiro do Paço. Com sensivelmente metade da prova cumprida os atletas têm de abordar a longa subida desde a Praça do Martim Moniz até ao Areeiro. Segue-se a Avenida João XXI para se descansar um pouco até ao Bairro de Alvalade. As últimas centenas de metros, cumpridas parte delas na Avenida da Igreja, são demolidoras. Chega a parecer que custam mais do que toda a Avenida Almirante Reis.

 

Com a entrada, finalmente, no Estádio 1º de Maio é a glória e o orgulho dos atletas que vem ao de cima.

 

Com a satisfação do dever cumprido os LEBRES E TARTARUGAS reagrupam-se no final, cada um contando as suas peripécias e dificuldades sentidas em mais uma Corrida do 1º de Maio, com a certeza de que ano após ano regressaremos a um palco onde costumamos ser, muito, felizes.

 

Ponto final. Após a reunião das LEBRES E TARTARUGAS cada um voltará a seguir caminhos diferentes. Para quem se sente mais identificados com as corridas de “Trail” segue-se um regresso ao seu “habitat” mais natural. O(s) estradista(s) têm mais alguns quilómetros de alcatrão para devorar. Uma certeza permanece: o nome da nossa equipa continuará a marcar presença em diferentes palcos.

 

Atletas que concluiram a prova: 1431

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO (GFR Reboleora) - 0:47:28

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1370)

Classificação Geral: 1359º - Classificação no Escalão M5054: ND

Tempo Oficial: 1:39:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:34

Tempo médio/Km: 6m:34s  <=> Velocidade média: 9,13Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1271)

Classificação Geral: 502º - Classificação no Escalão M5559: ND

Tempo Oficial: 1:13:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:24

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,26Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1372)

Classificação Geral: 626º - Classificação no Escalão M5559: ND

Tempo Oficial: 1:16:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:41:16

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,85Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1249)

Classificação Geral: 244º - Classificação no Escalão M5559: 16º

Tempo Oficial: 1:41:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:15:57

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,85Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 20:44

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Terça-feira, 3 de Maio de 2016

CORRIDA DA LIBERDADE

ATÉ PARECE QUE NOS ZANGAMOS!

(mas as aparências iludem)

 

O grupo das Lebres e Tartarugas foi criado pelo prazer de juntar vários amigos de longa data numa nova modalidade – a corrida.

 

Nos seu palmarés os Lebres e Tartarugas já ultrapassaram as 100 provas em que participaram simultaneamente os três atletas fundadores – Frederico Sousa, Carlos Teixeira e Carlos Gonçalves.

 

Isoladamente cada um destes atletas já participou em mais de 200 provas.

 

No entanto, ou porque as opções são muitas, porque cada atleta tem as suas preferências, que gerir a sua disponibilidade ou é afligido por arreliadoras lesões, o facto é que tem sido difícil poder contar com a representação principal deste clube junta numa prova.

 

Por circunstâncias várias esta situação agravou-se nos últimos tempos ao ponto de desde a Meia Maratona de Lisboa só ter participado um dos Lebres e Tartarugas em cada prova.

 

Já sabemos no entanto que a legalidade será reposta com o almejado reencontro dos três amigos na mítica prova do 1º de Maio.

 

Estando arredado das últimas participações por motivos de uma lesão o Frederico pode finalmente participar numa corrida tendo-se juntado à Corrida da Liberdade no percurso mais longo – cerca de 11 kms.

 

O fisioterapeuta que o tratou recomendou para o atleta se resguardasse de esforços mais violentos e não acelerar muito – como se o Frederico alguma vez fosse adepto das velocidades…

 

A prova decorreu nos moldes já conhecido nos anos anteriores, nomeadamente

  • Prova gratuita 
  • Distribuição singular de dorsais (simples, rápida e eficiente)
  • Discursos políticos adequados à efeméride
  • Musica a condizer
  • Percurso já conhecido
  • Boa moldura humana
  • Sem cronometragem ou classificação
  • No final ainda tive direito a uma t-shirt alusiva (ou seja é uma prova que dá lucro)

Com partida pontual às 10:30, percorreram-se pois os 11 kms em honroso passo de tartaruga - devagar, devagarinho ou parado (a andar) para não destoar da identidade do Clube.

 

Deu para ver as vistas ;-)

 

A Tartaruga Frederico registou pois no seu cronómetro o estonteante tempo de 1:09:04. Temos avião.

 

Finalmente, e para se penitenciar da sua já lendária preguiça, o Frederico optou no final da corrida percorrer a pé o percurso entre o local da chegada (Restauradores) e a sua casa (Belém).

 

Tencionava alternar corrida e andar, mas foi essencialmente andar.

 

É que o tempo convidada ao turismo e não ao desporto.

 

Tenho dito!

 

[Crónica de Frederico Sousa]

 

FREDERICO SOUSA

Classificação Geral: ND - Classificação no Escalão: ND

Tempo Oficial: 1:09:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não divulgado

Tempo médio/Km: 6m:17s  <=> Velocidade média: 9,56Km/h (*) 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

 

Corridas do Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km

Calendário para o Mês de Maio

  • 1 - Corrida do 1º de Maio (Lisboa) - 15 Km
  • 8 - Trail Castelo de Abrantes - 15/35 Km
  • 8 - Meia Maratona de Setúbal - 21,0975 Km
  • 14 - UTSM (Portalegre) - 100 Km
  • Provas a definir
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:19

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Terça-feira, 19 de Abril de 2016

ESTAFETA CASCAIS/LISBOA

Domingo de manhã 7h20m toca o despertador, após uma noite mal dormida e uma festa de aniversário na véspera  as perspetivas não eram as melhores para quem ia correr 20 KM. Após 40 minutos equipei-me, preparei a logística para a prova, tomei o pequeno almoço e fiz-me à estrada.

 

Eram 8.20 quando estacionei perto da estação fluvial de Belém, depois dirigi-me para a gare da estação de comboios onde ia apanhar o comboio para o Estoril, este chegou dez minutos depois e de pronto ficou cheio de atletas. Surpreendentemente numa clareira foi possível ver um lugar por ocupar, o que foi excelente, passadas as primeiras estações já estava a dormitar, mas eis que em S .Pedro aparece o revisor que na brincadeira dizia quantos destes passageiros não têm bilhete? Seguiu-se uma risada geral e entretanto estávamos do Estoril.

 

No Estoril junto à partida deu para confraternizar com o amigo Favas antigo colega do Badminton dos Lebres e Tartarugas e também com alguns colegas do trabalho que também andam habitualmente nesta aventura das corridas, estas presenças amenizaram a ausência dos meus companheiros Lebres e Tartarugas.

 

A partida foi dada às 9h30m em ponto junto ao casino do Estoril e meia hora antes do início da estafeta Cascais/Lisboa que é a prova rainha desta organização, os primeiros metros a subir nada agradáveis para um atleta que estava com uma grande preguiça, mas felizmente rapidamente começamos a descer em direção à marginal e o fresquinho da manhã ajudou-me a finalmente concentrar-me na prova.

 

Chegados à marginal e percorridos alguns metros começamos a subir em direção a São João do Estoril e o primeiro quilómetro já era festejado por um atleta mais efusivo, os cinco kms foram atingidos na Parede e depois na zona de Carcavelos o calor intermediado com algumas caretas das nuvens foi fazendo a sua aparição.

 

Ao contrário da passagem aos 5 Km, as dos 10km e 15 km constituíram os obstáculos mais difíceis da prova pois coincidiram com as subidas de Oeiras e Cruz Quebrada, a partir daqui e após a descida do Estadio Nacional foi sempre planinho até à meta, mas não esquecer a cumprida e quente reta de Algés.

 

Tratou-se como sempre de uma prova muito agradável pelo cenário que a envolve, embora este tartaruga não tivesse nas suas melhores condições para desfrutar do mesmo, tendo cumprido com algum cansaço os últimos Kms da prova.

 

Antes de acabar a crónica quero agradecer a presença na meta do tartaruga Frederico Sousa, apesar de nos termos desencontrado e desejar-lhe as rápidas melhoras da sua arreliadora lesão e dar os parabéns ao tartaruga Carlos Gonçalves pelos sucessivos trails que tem efetuado, enriquecidos sempre pelas suas brilhantes e detalhadas crónicas.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 720

Vencedor: TELMO SILVA (A M Atibá)- 1:08:36

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1249)

Classificação Geral: 244º - Classificação no Escalão M5559: 16º

Tempo Oficial: 1:41:29/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:41:16

Tempo médio/Km: 5m:04s  <=> Velocidade média: 11,85Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 24 - Montejunto Trail - 38 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:10

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016

CORK TRAIL

Pouco passa das oito horas da manhã quando chego a Vila Nova da Erra. Não se vê vivalma. Apenas alguns cães preenchem as ruas desertas desta pequena freguesia do Concelho de Coruche. E o que faço eu sozinho nesta vila quando a maioria da população ainda se encontra a dormir e ainda mal o Sol começou a aquecer o ambiente? Venho participar pela primeira vez no Cork Trail. Sendo o Trail Running uma modalidade em crescendo nos últimos anos, cada a vez a oferta é maior.

WP_20160417_08_02_46_Pro.jpgWP_20160417_08_06_45_Pro.jpgWP_20160417_08_07_34_Pro.jpg

Sigo as setas estrategicamente colocadas nos cruzamentos e bifurcações e vou à procura do Secretariado para levantar o meu dorsal. Finalmente encontro sinais de vida. Elementos da Organização local e do Trilho Perdido estão já a tratar dos preparativos para um evento que se quer que esteja pronto a horas e isento de falhas. As mangas insufláveis colocadas na zona da partida começam a tomar forma e a ficarem de pé.WP_20160417_08_09_42_Pro.jpg

Sem qualquer precipitação recolho o meu “Kit” de participante composto pelo dorsal e por uma camisola técnica de cor azul alusiva à prova na qual vou participar. Estão previstas três provas: duas corridas nas distâncias de 13 e de 23 quilómetros e ainda uma caminhada sem carácter competitivo. No meio dos poucos atletas que entretanto vão chegando encontro uma lenda viva das corridas de cariz popular, sejam de estrada ou de montanha. A Analice Silva está à conversa com um outro atleta contando-lhe algumas histórias e peripécias da sua já longa carreira de atleta. Ela é um exemplo de que correr não tem idade limite. Só é necessário querer e ter muita força de vontade. A Analice debruçava-se sobre as suas corridas de 100 ou mais quilómetros. E em resposta à minha pergunta fiquei a saber que a vou encontrar, uma vez mais, no Ultra Trail de São Mamede, na mítica e desafiante distância de cem quilómetros.

WP_20160417_08_20_08_Pro.jpg

Afasto-me deste convívio e regresso ao meu carro para me preparar para a minha prova. Aproveito para enviar uma mensagem via WhatsApp aos meus familiares. “O que faço aqui no meio do nada? Pronto para o Cork Trail em Vila Nova da Erra. E não estou sozinho (em referência à presença da Analice)”.

 

Uma última ida à Casa de Banho e dirijo-me para o local da partida. Encontro dois colegas de trabalho que vão participar na prova mais curta. Atendendo a que estamos numa zona pouco acidentada interrogamo-nos sobre como irá ser o percurso. Talvez seja muito fácil e sem grandes obstáculos. Mais tarde viemos a verificar que estávamos profundamente enganados. A ainda bem pois certamente que voltarei no próximo ano. Este é o segundo Trail organizado pelo Trilho Perdido e no qual participo. Depois dos Trilhos da Costa Saloia, de boa memória, pela segunda vez cumprem-se as minhas expectativas. Seguramente que tenho de acompanhar com maior atenção a oferta de corridas patrocinadas por esta organização.

 

Alguns minutos depois as nove e meia é dada a ordem de partida para o Trail Longo, antecedida do habitual “briefing”. A corrida começa muito rápida. Quando passamos pela placa do primeiro quilómetro temos oportunidade para ler um comentário bem motivador: “O primeiro quilómetro foi de aquecimento. Aprecia a paisagem Ribatejana”. Aliás vou constatar que ao longo de todo o percurso as placas quilométricas são invariavelmente acompanhadas de frases bem sugestivas.

 

Desde trilhos largos e suaves até “single treks” mais exigentes, vamos encontrando de tudo um pouco. O Cork Trail está a corresponder aquilo que me trouxe até estas paragens. Aqui e ali vou passando por outros atletas temporariamente mais lentos. Mais à frente cabe-me a mim ser ultrapassado. É assim mesmo. Uma das grandes vantagens das provas de Trail é que não estamos a correr contra o tempo nem para recordes. O grande objectivo é desfrutar ao máximo a corrida e apreciar a paisagem. Numa corrida de trilhos há tempo para tudo. Pensa-se muito. Em certa altura dou por mim a pensar que aquelas maleitas que me acompanham durante toda uma semana de trabalho, como seja aquela irritante tosse alérgica que periodicamente marca presença, desapareceu como que por magia. Devo estar no Paraíso. E aproveito os momentos em que corro sozinho para começar a construir algumas das histórias que vão, mais tarde, enriquecer a minha crónica do blogue das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Depois de um “sobe desce” começam as primeiras escaladas. Sem elas certamente que a corrida não teria qualquer piada. Não participamos num Trail só para correr. Aliás Trail é mesmo isto. Após ultrapassar um troço a subir mais exigente chego a uma zona mais plana onde posso voltar a arriscar correr um pouco. Bom, penso eu. MAU. Porque a seguir vem uma daquelas descidas radicais onde todo o cuidado é pouco para manter a minha integridade física com um mínimo de qualidade. E acabo por concluir que subir é sempre melhor do que descer. Numa subida temos a Mãe Gravidade a ajudar-nos a controlar o nosso movimento. Se estamos mais cansados, e o declive é mais exigente, basta abrandar e recuperar um pouco. Nas descidas mais acentuadas transforma-se em MADRASTA empurrando-nos para o abismo e para o descontrolo total.

 

Quilómetro vinte. “Tens pela frente um quilómetro sempre plano”. Tranquilizador. Era mesmo disto que estava a precisar. A andar ou a correr estes mil metros parecem ter voado. Pudera. Entra-se no Trilho dos Moinhos. Durante algumas centenas de metros vou acompanhar uma zona de canais de rega. Avisto um sinal triangular de perigo com a frase “Attention”. O que me esperará? Suspiro de alívio quando o único perigo era o de ir atravessar uma estrada. Feito mais um controlo no meu dorsal por elementos da organização avisam-me que tenho seguir ao longo de uma ribeira mas em sentido contrário à corrente. Aproveito a água fria da ribeira para arrefecer os meus músculos que já começavam a acusar o desgaste da prova. Volto a reentrar numa zona de canais de rega tendo mesmo de passar por cima das comportas de seccionamento dos circuitos da água. Olho para o meu Garmin e vejo que só falam cerca de mil e seiscentos metros para o final. Descanso pois já falta pouco. Pois, mas em tantas centenas de metros ainda é possível muita maldade. Alguma ainda vou encontrar. Mas o pior já tinha ficado para trás.

 

Quando falta cerca de um quilómetro para o final começo a contagem decrescente. Subitamente, e sem que me tivesse apercebido, uma trailista mais atrasada consegue apanhar-me e até mesmo ultrapassar-me. Tento reagir e recolocar-me junto a ela. Percebo que as suas forças também já não são muitas. Vou animando a minha companheira de ocasião informando-a de que já falta pouco. Entramos em Vila Nova de Erra. São só quinhentos metros. Já só faltam quatrocentos, trezentos, duzentos. E entramos nos cem metros finais. Pois mas no relógio da colega já se tinham atingido os vinte e três quilómetros. Curva para a esquerda e mais à frente, após virarmos à direita, avistamos finalmente a meta.

 

Foi mais uma prova de trail a juntar ao currículo. E foi também mais um conjunto de peripécias “para mais tarde recordar”. Recorro novamente ao WhatsApp” para informar a minha família de que tinha terminado. Entretanto também já tinha no telemóvel uma mensagem do outro Tartaruga Carlos que tinha participado na Estafeta Cascais/Lisboa na modalidade de corrida em linha.

 

Antes de regressar a casa ainda vou atacar a excelente bifana a que tinha direito, bem acompanhada por uma divinal e bem fresquinha cerveja.

 

Atletas que concluiram a prova: 122

Vencedor: TIAGO ROMÃO (Gafanhori) - 1:42:53

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 161)

Classificação Geral: 104º - Classificação no Escalão M50: 13º

Tempo Oficial: 3:24:11/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:24:08

Tempo médio/Km: 8m:53s  <=> Velocidade média: 6,76Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 24 - Montejunto Trail - 38 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:14

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Sexta-feira, 15 de Abril de 2016

CORRIDA DO BENFICA

Um TARTARUGA sportinguista na corrida do Benfica.

Surpreendentemente a representação dos Lebres e Tartarugas na 11ª corrida do Sport Lisboa e Benfica ficou a cargo do único tartaruga sportinguista.

 

De manhã a primeira dúvida sobre a cor da camisola a utilizar correr com a t-shirt da prova estava fora de questão, utilizar uma do clube rival como alguns sportinguistas mais arrojados o fizeram também não me pareceu a melhor ideia, a decisão acabou por recair no preto em função do mau  tempo que se fazia sentir de manhã. A chuva o frio e a confusão do trânsito foram de facto as primeiras figuras que antecederam a corrida, ao fim de voltas e mais voltas lá foi possível estacionar a viatura no parque estacionamento do Centro Comercial Colombo.

 

A partida teve lugar junto ao Hospital da Luz pelo que face ao frio que se fazia sentir a distância entre aquele local e o Colombo foi aproveitada para iniciar o aquecimento, simpaticamente o S. Pedro foi fechando a torneira que só foi pingando pontualmente antes e durante a corrida.

 

Antes da corrida houve oportunidade de conviver com alguns adeptos benfiquistas ainda em estado de euforia face à vitória da equipa de futebol em Coimbra na véspera, mas também já com o pensamento no jogo europeu de 4ª feira.

 

As 11h15m deu-se o tiro de partida uma hora tardia para as habituais 10h mas que acabou por ser muito positivo não só porque permitiu dormir mais mas também devido ao mau  tempo.

 

O percurso não sofreu qualquer alteração desde o ano passado, não é um traçado fácil com algumas subidas difíceis sendo na minha opinião uma das mais difíceis na distancia que se realizam na zona de Lisboa.

 

Tal como a corrida do Sporting não é uma prova muito interessante sendo o melhor momento indiscutivelmente a passagem apesar de curta pelo interior do Estádio da Luz e os piores momentos aqueles em que se ouviram os gritos de incentivo ao SLB, mas há que ter “fairplay”.

 

Para a minha história de corrida ficou cumprida a corrida 224 tendo superado o meu record individual nesta corrida e uma foto a correr no estádio do rival.

[Crónica de Carlos Teixeira] 

 

Atletas que concluiram a prova: 6012

Vencedor: HÉLIO GOMES (Atletismo SLB)- 0:30:16

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 589)

Corrida do Benfica 10-04-2016 - CT.JPG

Classificação Geral: 870º - Classificação no Escalão Veterano IV: 46º

Tempo Oficial: 0:48:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:00

Tempo médio/Km: 4m:48s  <=> Velocidade média: 12,50Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 24 - Montejunto Trail - 38 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:50

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Domingo, 10 de Abril de 2016

CORRIDA DOS SINOS

Disputou-se este fim de semana mais uma edição da corrida dos sinos que faz parte das corridas de 15 km mais carismáticas que se disputam na zona de Lisboa e arredores juntamente com as corridas das Lezírias, Fogueiras, 1º de Maio e mais recentemente Benavente.

 

Pessoalmente trata-se de uma distância que gosto muito de fazer e participo regularmente em 4 das cinco referidas anteriormente, no caso concreto da corrida dos sinos tratou-se da 8ª participação seguida.

 

Tratou-se de mais um fim de semana em que os tartarugas se separaram assim o Carlos Gonçalves participou numa longa e enlameada maratona em Almourol, e o Frederico Sousa ficou em casa a tratar das mazelas. 

 

Depois de um início de ano em que participámos em conjunto em diversas provas chegou agora a altura em que cada um segue o seu caminho escolhendo as corridas, os pisos, as distâncias e os locais que mais gosta.

 

Foi assim que na manhã de Domingo sem os meus companheiros me desloquei para a Mafra depois de vencer uma luta difícil com o sono, percorridos os primeiros kms da A8  começou a chover mas por pouco tempo e à chegada a Mafra já o sol começava a fazer caretas. Ao chegar a Mafra uns minutos antes das 9h30m surpreendentemente a Polícia ao contrário dos outros anos já impedia o acesso dos veículos à zona da partida o que me obrigou a deixar o carro a aproximadamente 1km daquele local.

 

Seguiu-se o processo de levantamento dos dorsais na zona das piscinas do complexo desportivo de Mafra com a maior parte dos atletas masculinos a reclamar uma t-shirt L, mas estas já se tinham evaporado totalmente o que gerou alguma confusão, eu trouxe uma M com tanta T-shirt é um tema que já não ligo a não ser quando surge alguma muito diferente do habitual.

 

Como o carro estava longe do local da partida e ainda mais do local de levantamento dos dorsais acabei por fazer uma aquecimento mais longo do que o habitual muito perto dos 3 Kms.

 

A hora certa foi dada a partida com a habitual batida do sino, para fugir à confusão de outros anos coloquei-me o mais possível perto da linha da partida, mas acabei por não arrancar bem e o primeiro Km acabou por ser um dos mais lentos 5m10s.

 

O percurso foi exatamente igual ao dos anos anteriores, com passagem pelo centro de Mafra, pelo fabuloso convento do Século XVIII mandado construir pelo rei D. João V, e pelas localidades de Paz, Achada e Sobreiro terminando em chegada olímpica no complexo desportivo de Mafra.

 

Após a chegada foi-me entregue o oitavo sino da minha coleção desta vez de cor preta.

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 1604

Vencedor: PEDRO ARSÉNIO - 0:48:52

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 589)

Classificação Geral: 612º - Classificação no Escalão M55: 37º

Tempo Oficial: 1:13:50/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:32

Tempo médio/Km: 4m:54s  <=> Velocidade média: 12,24Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 24 - Montejunto Trail - 38 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:58

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TRILHOS DO ALMOUROL

Os Trilhos do Almourol reinventaram-se. Se comparar com as quatro últimas edições registei, com algum agrado, que grande parte do percurso foi novo. Não consigo quantificar se foram dois terços, quatro quintos, ou qualquer outra percentagem. O certo é que a maioria do trajecto foi substancialmente renovada relativamente aos anos anteriores. Não tendo perdido a dureza e a multiplicidade dos desafios que nos iam sendo propostos à medida que íamos avançando na prova, manteve-se a beleza e o interesse numa corrida que, pelo menos ma minha humilde opinião, é uma das mais interessantes corridas da modalidade de “Trail”. É, portanto, uma prova a não perder. Os Trilhos do Almourol pertencem ao núcleo restrito das corridas em que por nada deste mundo quero deixar de estar presente.

 

Após se ter iniciado o período normal de inscrições desafiei logo o Frederico, meu companheiro de sempre nestas aventuras um pouco mais malucas, a marcarmos presença nos Trilhos do Almourol. Em 2016 a nossa comitiva via-se substancialmente reduzida sem qualquer acompanhante na Caminhada. Mas nós não desistimos. Mesmo em cima da hora, uns dias antes, o Frederico avisa-me que não me poderá acompanhar até ao Entroncamento dado que tinha contraído uma pequena mas arreliadora lesão que o aconselhava a não enfrentar uma corrida que, apesar de bela, oferece uma dureza pouco aconselhável ao seu estado. Tudo bem. Lá teria eu de ir sozinho até aquelas paragens.

 

Em 2015 vi-me forçado a abandonar os Trilhos do Almourol devido a um forte ataque de cãibras, conforme referi na crónica de então. Assim tinha logo decidido que estava obrigado a desafiar novamente a Maratona Trail dos Trilhos do Almourol e provar a mim mesmo que o tinha acontecido no ano passado foi a excepção que confirma a regra.

 

Às sete e dez da manhã de Domingo partia eu de minha casa em direcção ao Entroncamento. Tinha pela frente uma viagem com um pouco mais de uma hora de duração. Sabia que às 8 e 50 partiria o meu autocarro que me levaria até ao ponto de partida. Mas como não era uma estreante nesta prova sabia que tinha tudo controlado. Cheguei a tempo de levantar o dorsal e de me preparar convenientemente para uma prova que se antevia, algo que eu já sabia, dura.

 

A animação é uma das imagens de marca das corridas. Ainda por cima havia atletas para tudo. Desde a Caminhada até à Maratona Trail, passando pelo Trail 25K, várias centenas de pessoas conferiam uma animação pouco habitual para uma manhã de domingo que, apesar de já termos entrado na primavera, mais parecia de Novembro. A temperatura era baixa e as previsões apontavam para o aparecimento da chuva. Mas “quem corre por gosto não cansa”, lá diz o ditado. E é bem verdade.

 

Já dentro do autocarro recebo um telefonema do Carlos Teixeira que iria participar em Mafra na Corrida dos Sinos. Procuro aconchegar-me e aproveitar para dormir um pouco. Desde a zona do Pavilhão Desportivo do Entroncamento até ao Parque de Campismo de Martinchel teria pelo menos uns vinte minutinhos durante os quais poderia recuperar algum do sono perdido na noite anterior. Mas a animação dentro do autocarro, principalmente vinda de um atleta mais esfusiante sentado no banco mesmo atrás do meu, não me permitiu cumprir o meu propósito. Ainda fechei os olhos. Mas se consegui dormir foi mesmo durante uns escassos minutos e já bem perto do fim da nossa viagem.

 

Já depois de “despejados” do autocarro aprontam-se os últimos preparativos para a grande Corrida. São as idas às Casas de Banho para encher os “cantis” ou despejar alguns extras “orgânicos”. E é também a fase em que reencontramos algumas caras conhecidas. Cada um fala dos seus objectivos para a prova e do que tem feito ultimamente ou do que virá a seguir.

 

Alguns atletas aquecem por si. Outros acompanham uma monitora que os guia ao longo de um conjunto de exercícios de aquecimento dos músculos e das articulações.

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É então que decido introduzir uma inovação nesta minha participação. Recorrendo ao WhatsApp, plataforma móvel para a troca de mensagens e fotografias muito popular entre os mais jovens e não só, vou dando notícias em directo sobre a minha prestação. O primeiro “post” é feito mesmo ali dentro do Parque de Campismo de Martinchel.

 

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“Está quase. A ver se este ano corre melhor.”

“Vai correr com certeza. Boa Prova. Responde-me a minha filha.

 Vou dando notícias, respondo eu.

 

Às dez da manhã inicia-se finalmente a aventura. O nervosismo já se tinha apoderado de todos. Todos nós ansiávamos pelo começo.

 

Atrás do carro da organização somos encaminhados até à Barragem do Castelo de Bode. São algumas centenas de metros a partir das quais nos tinham reservado cerca de oito quilómetros “novinhos” mas para “partir as pernas”, como nos tinha avisado um elemento da organização. Não é que fosse um percurso extremamente duro e com escaladas como tínhamos presenciado nos últimos anos. Mas o facto de ser em “sobe e desce” é o suficiente para causar grandes mazelas, principalmente de índole muscular.

 

Sem encontrarmos aquelas escaladas só transponíveis com o auxílio de cordas, e quiçá de um ou outro empurrão do atleta que nos precedia, mesmo assim ainda nos foram reservados alguns troços bem íngremes e feitos em fila indiana.

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Depois de devidamente “preparados” nestes primeiros oito quilómetros encontramos o Rio Nabão por um lado diferente do das anteriores edições. A chuva faz a sua primeira aparição acompanhando – nos ao longo de um “single trek” estreito, sinuoso e bem acidentado. Todo o cuidado é pouco para evitarmos uma queda de consequências mais gravosas. A ponte militar feita por barcaças é incontornável e serve de “passagem para a outra margem”. Estamos na foz do Rio Nabão. Poucos quilómetros mais à frente entramos no Trilho do Rio Zêzere que nos levará até Constância, local onde se inicia a prova do Trail 25K. É uma fase de algum repouso e beleza tendo sempre presente, ao nosso lado esquerdo, um dos maiores afluentes do Rio Tejo.

 

A certa altura avistamos um enorme viaduto. É o tabuleiro da A23. E um pouco mais à frente vemos a igreja e as primeiras casas da simpática vila de Constância, conhecida pela prática da canoagem e por ser a foz do Rio Zêzere.

 

Chego ao Ponto de Abastecimento. Aproveito para pegar no meu telemóvel e enviar mais uma mensagem via WhatsApp para tranquilizar os meus apoiantes.

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“Já cheguei a Constância. Só faltam 21. Estou bem.”

“Continuação de uma boa prova. Boa! Bom resto de Corrida.” (respondem-me)

 

A minha família acompanhava-me e torcia por mim com palavras de incentivo.

 

Faço as contas e verifico que afinal faltava um pouco mais do que os vinte quilómetros anunciados. Mas não fez mal.

 

Até ao próximo Ponto de Abastecimento repito o caminho dos últimos anos. Ao longo do Rio Tejo reina a calma, só ouvindo o barulho da água e de algum pássaro que transita pela zona. Num misto de areia com algumas pedras ensaio entrar em passo de corrida para tentar recuperar algum do tempo perdido para trás. Concentrado na minha missão aproximo-me de uma atleta que cumpria esta prova pela primeira vez. Aliás nunca tinha mesmo feito uma corrida tão longa. Do alto da minha experiência nos Trilhos do Almourol tento animá-la dizendo que o pior já tinha passado. A certa altura alguém me toca no ombro. “Amigo essa menina é a minha namorada.” Respondo-lhe que não faz mal pois sou casado e tenho a minha mulher à minha espera. “Eu estava a brincar. Eu gosto muito dela e julgo que ela também gosta muito de mim. Mas é só minha amiga e mais nada.”

 

Estamos numa fase mais de descompressão e de recuperação para o que ainda nos falta. Em Tancos temos mais um Ponto de Abastecimento. Avisam-nos que na próxima paragem, e se chegarmos a tempo, aguarda-nos um belo petisco: Porco no espeto. Animado com esta notícia parto de imediato enquanto os meus companheiros de corrida ficam a alimentar-se e a deliciarem-se com uma “mini” bem fresquinha.

 

Algumas centenas de metros mais à frente tenho a visita surpreendente de uma cãibra no quadricípede da perna esquerda. Mau. O fantasma do ano passado aparece no meu pensamento. Perante a minha momentânea incapacidade, alguém da organização avisa-me que ainda estou perto de um ponto no qual posso desistir. Não, vou lutar até ao fim. Dou algumas massagens e meto novamente na boca uma pastilha ISOSTAR com cálcio e potássio. A partir deste ponto não vou mais correr até me sentir mais recuperado. Felizmente que as maiores dificuldades desta fase final do percurso foram eliminadas.

 

Calmamente chego ao penúltimo Ponto de Abastecimento. “Ainda há Porco no espeto, pergunto?” Felizmente que sim. Pego numa sandes e vou à procura de uma cerveja. Mas também é tempo de colocar mais um “post” no Whatsapp.

 

“Porco no espeto, acompanhado de uma mini. Só faltam 11,5 Km.”

 

Um elemento da organização disponibiliza-se para me tirar algumas fotos que servirão para ilustrar esta fase da minha aventura.

WP_20160403_16_32_12_Pro.jpgWP_20160403_16_32_22_Pro.jpg

 Recebo várias mensagens um pouco desorganizadas (no WhatsApp isto é normal).

 

“Já chegaste? Boa !!! Correu bem??? Ainda não acabou. Está num abastecimento (responde a Catarina ao Gonçalo). Ah okok. Falta muito?”

 

Esta última mensagem já não teve resposta da minha parte pois entretanto já tinha partido para atacar os últimos quilómetros. Sinto-me bem. Parece que as cãibras recolheram às “boxes”. Ao atravessar uma estrada informam-me que faltam dois quilómetros para o próximo abastecimento e seis para o final. Encho-me de ânimo e de confiança para esta fase.

 

Último abastecimento. Servem Caldo Verde num copo de plástico. Ainda me preparo para enviar mais uma foto. O cansaço e a ânsia de chegar ao fim dificultam os movimentos. E o meu telemóvel também não ajuda. Mesmo assim consigo registar este momento.

IMG-20160403-WA0001.jpg

“Último Abastecimento. Caldo Verde para atacar os últimos 4Km.”

“Está quase … Okok. Força então.” É o incitamento final dos meus apoiantes. Não os posso deixar desiludidos.

 

A parte final da Corrida é feita de muita lama. Aqui e acolá atravessamos, ou caminhamos ao lado da A23. Já cheira a Entroncamento. Ao longo desta parte final encontramos “placards” com informação dos quilómetros que faltam percorrer. É a altura de passarmos algumas ribeiras e molharmos/refrescarmos os nossos cansados pés.

 

Entrada no Parque do Bonito. Sei que pouco falta para cumprir mais uma etapa dos Trilhos do Almourol. O piso é bom e sempre plano. Uma última dificuldade pela minha frente. Tenho de atravessar uma ribeira. Várias raparigas da organização estão ali para ajudar os atletas. “A vossa presença aqui deixa no ar algumas suspeitas. Estarão aqui para me verem cair? Ou será que este último obstáculo é mesmo difícil?”.

 

Orgulhosamente prescindo da prestimosa ajuda de tão simpáticas pessoas. Fica para trás aquele curso de água e, com a ajuda dos pés e das mãos, e só não foram também os dentes, alcanço o alcatrão da estrada que me conduzirá até à meta.

 

A meta está próxima. Sempre a correr galgo as últimas centenas de metros.

IMG-20160404-WA0002.jpgA desilusão do ano passado ficou definitivamente resolvida.

 

Entro no Pavilhão e vejo a linha da Meta. E vejo também, para meu espanto e com uma profunda alegria, três personagens dispostos a testemunharem o fim de mais uma aventura: a minha filha Catarina, o meu Genro Pedro e o “mais que tudo” neto Afonso.

 

IMG-20160403-WA0003.jpg

 Neste momento passa para eles a responsabilidade de informarem, via WhatsApp, a conclusão desta Maratona.

 

Foram mais de oito horas e meia sempre em actividade. A minha pior marca de sempre nos Trilhos do Almourol. Mas foi seguramente a edição o em que me diverti mais e cheguei em melhores condições. Na memória fica a conclusão da minha primeira participação nos Trilhos do Almourol. Nessa altura não só cheguei profundamente exausto, quase não conseguia falar, como afirmava que não mais voltaria a esta prova. Agora já só penso na edição de 2017.

 

Vou ao meu carro buscar o saco com a roupa para tomar banho. Ainda pensei em almoçar primeiro e só depois tomar banho. Mas a razão ultrapassou o coração. Depois de um retemperador duche regresso à zona da meta para deglutir a merecida refeição misto de almoço e de lanche. A Catarina regressa a casa. O Pedro fica comigo e assume as funções de motorista. Até me sentia em condições para conduzir o meu carro. Mas assim foi melhor. Poderia descansar e até dormir um pouco. Durante o caminho de regresso a casa aproveito para pôr a conversa em dia. Falo à minha mulher e aos meus colegas Tartarugas. A satisfação era total. Não me canso de enaltecer as virtudes dos Trilhos do Almourol.

 

Como comentário final quero salientar dois aspectos muito importantes. Em primeiro lugar a edição deste ano foi bastante mais rápida do que as anteriores. O vencedor conseguiu um tempo ao nível de uma Maratona de Estrada. Menos de quatro horas, e ainda por cima com as dificuldades desta corrida é obra. Por outro é digno de realçar que um nosso anterior colega dos nossos tempos em que ainda jogávamos Badminton, José Lopes de seu nome, terminou os Trilhos do Almourol num brilhante terceiro lugar. PARABÉNS.

 

E para o ano há mais.

 

Atletas que concluiram a prova: 245

Vencedor: LUÍS FERNANDES (Trilhos dos Templários - Green Roc) - 3:55:54

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 246)

Classificação Geral: 232º - Classificação no Escalão M55: 9º

Tempo Oficial: 8:33:21/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): Não disponível

Tempo médio/Km: 12m:13s  <=> Velocidade média: 4,91Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 24 - Montejunto Trail - 38 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:41

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Sábado, 26 de Março de 2016

MEIA MARATONA DE LISBOA

Esta será, talvez, a mais estranha crónica de todas as que narram as corridas das LEBRES E TARTARUGAS. Com um dos atletas ausente de Portugal em férias Pascais, e com o outro provavelmente atafulhado em afazeres profissionais e pessoais, coube ao terceiro atleta a responsabilidade de redigir algumas palavras sobre a Meia Maratona de Lisboa e na qual não participou. Ainda aguardou pelo texto dos seus colegas mas sem sucesso. Assim, e para que nenhuma prova fique sem a respectiva “história, lançou mãos à obra e passou ao papel algumas ideias baseadas não só no que os seus dois colegas lhe relataram (pouco) mas também na sua experiência de anteriores edições.

 

Vamos a isso.

 

No passado fim de semana a equipa das LEBRES E TARTARUGAS voltou à actividade. Apenas dois dos elementos fundadores marcaram presença numa clássica do atletismo luso e que desfruta de uma notoriedade além-fronteiras sendo uma das provas na qual os atletas africanos se sentem mais à vontade. O Carlos Gonçalves interrompeu uma série de participações nesta meia maratona devido ao baptizado do seu neto Afonso marcado precisamente para o Domingo 20 de Março. Convém lembrar que foi na Meia Maratona da Ponte 25 de Abril que o Carlos Gonçalves, o Carlos Teixeira e o Frederico Sousa participaram pela primeira vez em conjunto numa prova de atletismo. Iniciaram uma nova página na sua história de desportistas após alguns anos em que os seus caminhos se cruzaram no seio de outra modalidade.

 

A Meia Maratona de Lisboa, por se iniciar na Praça da Portagem da Ponte 25 de Abril e terminar mesmo em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, obriga a uma logística algo complicada. Nos últimos anos o Carlos Gonçalves deslocava-se de manhã bem cedinho a Lisboa e recolhia os seus dois companheiros e amigos na zona da Estação Fluvial de Belém e transportava-os até à zona do Pragal para todos, em conjunto, procurarem um lugar na “Grelha de Partida”. Este ano as coisas ficaram um pouco mais complicadas. Assim os dois tartarugas da margem “norte” de Lisboa tiveram de arranjar uma solução alternativa. Com recurso aos transportes públicos disponíveis, de autocarro (ou à boleia de alguém?) apanharam (presume-se) o combóio da Fertagus até à Estação do Pragal e daí caminharam até à linha de partida. Como as condições meteorológicas se apresentavam mais adversas os dois atletas equiparam-se com sacos/manga de plástico para se protegerem da chuva bem como de golas para que as respectivas gargantas não viessem a sofrer com a baixa temperatura prevista para esta manhã de Domingo.

 

À hora prevista, penso eu, deu-se início a um evento que junta no mesmo cenário atletas de competição e caminhantes cujo principal objectivo é atravessar a pé a Ponte 25 de Abril, um feito não alcançável em condições normais do “dia-a-dia”.

 

Talvez porque tenham partido bem mais perto da frente do que é habitual, os dois atletas das LEBRES E TARTARUGAS não sentiram tanto a confusão e os atropelos comuns nas edições anteriores.

 

A fazer fé nas anteriores edições, só quando se deu em Alcântara a separação entre a Meia e a Mini Maratona é que houve tempo para cada um se encaixar no seu ritmo. Tem sido assim sempre e, o mais provável, é que assim tenha sido em 2016. O percurso, salvo algumas ligeiras alterações na zona do Cais do Sodré motivadas pelas obras que nunca mais parecem acabar, foi o mesmo dos últimos anos. Até a fatídica recta do Dafundo deve ter feito das suas, principalmente até à viragem no ponto de retorno.

 

Satisfeitos como sempre os atletas Catela e Frederico terminaram mais uma prova a juntar ao seu já longo palmarés. Os objectivos eram diferentes, mas ambos se esforçaram por honrar o nome das LEBRES E TARTARUGAS. O Carlos Teixeira conseguiu mesmo o melhor registo nesta Meia Maratona. Para os mais curiosos esclarece-se que o Frederico correu com o dorsal do ausente Carlos Gonçalves.

 

E está assim terminada uma crónica “cega” mas que não deixa sem registo a Meia Maratona de Lisboa.

 

Atletas que concluiram a prova: 10274

Vencedor: SAMMY KIROPI KITWARA (Quénia) - 0:59:44

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 2515)

Classificação Geral: 2523º - Classificação no Escalão M55: 114º

Tempo Oficial: 1:46:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:45:36

Tempo médio/Km: 5m:00s  <=> Velocidade média: 11,99Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 2625)

Classificação Geral: 8723º - Classificação no Escalão M55: Não considerado por ter corri com o dorsal de outro atleta

Tempo Oficial: 2:23:05/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:21:46

Tempo médio/Km: 6m:43s  <=> Velocidade média: 8,93Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Março

  • 6 - Trail da Barreira (Leiria) - 26 Km
  • 6 - Corrida das Lezírias (V. F. Xira) - 15,5 Km
  • 13 - Trilhos da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 13 - Corrida de Solariedade de Apoio à Vítima - 10 Km
  • 20 - Meia Maratona de Lisboa  - 21,0975 Km

Calendário para o Mês de Abril

  • 3 - Trilhos do Almourol (Entroncamento) - 25/42 Km
  • 3 - Corrida dos Sinos (Mafra) - 15 Km
  • 10 - Trilhos do Pastor (S. Mamede/Batalha) - 25 Km
  • 10 - Corrida do SLB (LIsboa) - 10 Km
  • 17 - Cork Trail Running (Coruche/Erra)  - 23 Km
  • 17 - Estafeta Cascais/Lisboa - 20 Km
  • 24 - Montejunto Trail - 38 Km
  • 25 - Corrida da Liberdade (Lisboa) - 11 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:29

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Sábado, 19 de Março de 2016

CORRIDA DE SOLIDARIEDADE DA APAV

No passado Domingo os tartarugas participaram em mais três corridas duas a nível nacional e outra a nível internacional. Por cá Frederico Sousa e Carlos Teixeira participaram da 13ª corrida da APAV, o Carlos Gonçalves esteve presente no Mucifal nos trilhos da costa saloia e o Georg Waldchuet nos EUA representou os tartarugas na DC Rock an Roll half marathon. Tratou-se assim de mais um fim de semana de intensa atividade que tem vindo a marcar a atividade dos Lebres e Tartarugas neste início de 2016.

 

No que se refere à corrida da APAV os atletas encontraram-se em casa do Frederico tendo sido conduzidos até ao local da partida pela lebre João, a manhã cheia de sol começou por se apresentar fresquinha e mal nos apeámos fomos tal como todos os participantes procurando os locais da estrada onde o sol incidia porque à sombra fazia ainda algum frio.

 

Ao chegarmos perto do local da partida ficamos surpreendidos pelo elevado número de participantes principalmente o Frederico que tinha participado na edição do ano anterior com um número significativamente inferior de atletas.

 

Antes do início da corrida e depois de apanhada a rede do GPS nos nossos Garmins foi tempo de fazer uma aquecimento nada fácil face ao aglomerado de pessoas e às características do piso empedrado e cruzado por linhas de elétrico.

 

A partida a pouco metros do Largo do Calvário (Alcântara)foi dada às 9h30m o que se saúda dado que a maioria das provas deste tipo se inicia às 10h, no entanto estávamos ambos preocupados com os primeiros metros da prova dado o aglomerado de atletas face ao espaço e o referido no parágrafo anterior desta crónica sobre número de atletas e condições do piso.

 

O percurso não apresentou dificuldades pois tratou-se de uma prova totalmente plana, o maior obstáculo acabou por ser o calor a que já não estávamos habituados e que se fez sentir logo após termos corridos os primeiros 2/3 Kms.

 

O traçado tirando a novidade da partida se ter iniciado em Alcantâra  é já muito conhecido e percorrido pelos Lebres Tartarugas em diversas corridas, os primeiros 3kms até à zona do Cais do Sodré, depois o retorno até Belém e finalmente mais uma inversão na marginal até à Praça do Império onde estava instalada a meta bem alinhada com o padrão dos descobrimentos.

 

A corrida da APAV surpreendeu-nos pelo elevado número de participantes sendo que cortaram a linha de meta.

[CRÓNICA DE CARLOS TEIXEIRA]

 

Atletas que concluiram a prova: 1565

Vencedor: HÉLDER GROSSO (GFD Running) - 0:32:25

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1541)

Classificação Geral: 1089º - Classificação no Escalão SENM: 851º

Tempo Oficial: 1:01:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:35

Tempo médio/Km: 6m:03s  <=> Velocidade média: 9,90Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1542)

Classificação Geral: 394º - Classificação no Escalão SENM: 366º

Tempo Oficial: 0:48:46/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:48:17

Tempo médio/Km: 4m:50s  <=> Velocidade média: 12,43Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Março

  • 6 - Trail da Barreira (Leiria) - 26 Km
  • 6 - Corrida das Lezírias (V. F. Xira) - 15,5 Km
  • 13 - Trilhos da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 13 - Corrida de Solariedade de Apoio à Vítima - 10 Km
  • 20 - Meia Maratona de Lisboa  - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:39

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TRILHOS DA COSTA SALOIA

Com a actual oferta de provas, sejam elas de estrada ou de “trail running”, a maior dificuldade está na escolha. E no caso das LEBRES E TARTARUGAS temo-nos desmultiplicado em diversas corridas levando o nome da nossa equipa a novas paragens.

 

Neste último fim-de-semana os nossos atletas voltaram a dividir-se e a seguir caminhos diferentes. O Carlos Gonçalves, um adepto incondicional das provas “off the road”, voltou a deixar sozinhos os seus dois amigos e rumou às imediações da Serra de Sintra a fim de participar na segunda edição dos Trilhos da Costa Saloia. Em 2015 o Frederico e o Carlos Gonçalves já não se conseguiram inscrever nesta prova tendo então optado pelo Trail da Barreira. Em 2016 o Carlos Gonçalves manteve-se mais atento e conseguiu encontrar o rasto de um trail que lhe ficou no goto. Assim enquanto que os seus dois colegas optaram por participar na Corrida de Apoio à vítima o TARTARUGA solitário rumou ao Mucifal para disputar uma nova prova. Apenas precisou de pedir ajuda ao Frederico para se certificar pelo traçado disponível na página do Trilho Perdido que não iria ter novamente pela frente as descidas perigosas que são habituais por estas paragens. Afastados os maiores temores logo tratou de regularizar a sua inscrição e partir à descoberta de uma nova aventura.

 

Farto de apanhar frio e chuva nas várias corridas em que tem participado nos últimos tempos, foi com bastante satisfação que o atleta verificou que as previsões meteorológicas prenunciavam algo de bom para este fim-de-semana. Finalmente iria ter uma corrida bem mais “quentinha” e com muito Sol, estando assim reunidas as condições para um “trail” em beleza e num cenário magnífico. E a distância de vinte e três quilómetros enquadra-se naquilo que este atleta considera como ideal para, em esforço mas sem ser em sofrimento, se entregar de alma e coração dando o máximo e sem se preocupar em poupar energias para os últimos quilómetros.

 

A hora da partida, marcada para as dez da manhã, não parecia a mais apropriada para uma corrida de trilhos e com a suspeita de virmos a ter uma temperatura alta. Mas permitiu que os atletas, Trailistas e Caminheiros, chegassem ao Complexo Desportivo do Mucifal sem grandes apertos e sobressaltos. Não foi preciso madrugar e as habituais tarefas matinais, inerentes a qualquer prova, foram cumpridas sem qualquer “stress”. E o convívio entre atletas, conhecidos ou não, cumpriu uma vez mais a sua principal tarefa de socialização de seres imbuídos do mesmo espírito. Os estreantes perguntavam aos repetentes como iria ser o percurso fazendo “crescer a água na boca” relativamente ao que iríamos ter pela frente.

 

A animação era bastante grande prenunciando uma grande participação em ambas as provas. O habitual e necessário “briefing” estabelece as regras sob as quais se irão reger ambos os eventos. Fitas Vermelhas e Brancas a sinalizar o percurso certo. Nas bifurcações existirão setas específicas com a direcção a tomar consoante se trate do Trail ou da Caminhada O importante é que não subsistam dúvidas. Às nove e quarenta e cinco minutos é dada a partida da Caminhada, não sem antes terem tido direito a um período de aquecimento proporcionado pelo Animador Desportivo da Organização. Muitas “selfies” registam a animação dos vários Caminheiros e Caminheiras e como que a prepararem o caminho para os atletas do Trail. Em cima das dez da manhã inicia-se finalmente a corrida do Trail. Os primeiros dois quilómetros são maioritariamente a subir. É bom para o aquecimento. Encontramos vários “single tracks” nos quais é difícil qualquer ultrapassagem. O Sol bem lá no alto parece não nos querer poupar. E, apesar de estarmos bem perto do Mar, não havia qualquer sinal de vento, nem mesmo sequer de uma leve brisa marítima. Os dados estavam lançados temendo-se por uma prova com um desgaste maior devido à temperatura ambiente e com tendência para aumentar. Neste aspecto o Carlos Gonçalves delirava com a possibilidade do calor marcar forte presença.

 

A primeira metade da prova foi feita em ritmo elevado, rápida de mais para um “Trail”. Em sobe e desce constante, sempre a correr, valeu o facto de atravessarmos muitas zonas com vegetação densa. As sombras eram muitas poupando os atletas para o que poderia vir lá mais para a frente. Cumpriam-se os primeiros quilómetros sem grande dificuldade. Aqui e ali encontrávamos alguns avisos de “Piso Escorregadio” ou de “Perigo de Queda”. Nestas zonas os atletas refreavam os seus ânimos. Ninguém queria ter um acidente. Todos estavam ali para levar a prova até ao fim. E, de vez em quando, surgia-nos uma ribeira para lavar os nossos sapatos da alguma lama que entretanto tínhamos acumulado. Mas ainda não tínhamos tido alguma grande dificuldade própria das corridas de Trilhos. Cumprido o quilómetro quatorze enfrentamos a primeira escalada. Com a areia e muita vegetação em redor o nosso ritmo abranda significativamente. Os repetentes afirmam que esta subida não fazia parte do programa do ano passado. Mas ninguém se lamentava. Aliás o “Trail” é mesmo isto. E, parafraseando um conhecido treinador de uma das maiores equipas de Futebol do nosso País, “se fosse fácil não era para nós” ….

 

Chegamos ao primeiro encontro com a Costa Atlântica. Descendo um passadiço até à Praia do Magoito avistamos atletas mais adiantados a escalarem a arriba. Em certos momentos é necessário aplicar a tracção total. Aquilo que tínhamos pela frente não ia só com os pés bem assentes no chão. As mãos revelar-se-iam de uma utilidade extrema ajudando-nos não só a vencer o declive da subida mas também para evitar andar de “marcha-atrás”. Algumas centenas de metros mais à frente iniciaremos um dos troços mais interessantes de toda a prova. Até às Azenhas do Mar, e passando pela Praia da Aguda, percorremos um trilho ao longo da arriba. Mesmo aqueles que se dão mal com as alturas não tiveram problemas em virtude do caminho ser suficientemente espaçoso e pouco acidentado dificilmente poderíamos cair pela Falésia. O perigo não espreitava em cada metro que percorríamos. Ainda bem, pensava o nosso atleta.

 

Cada vez faltavam menos quilómetros. As grandes dificuldades já tinham ficado todas para trás. O calor começa a fazer-se sentir. Mas devagarinho. E o TARTARUGA presente delicia-se com a corrida. Já merecia uma prova assim. Metro após metro aproxima-se vertiginosamente do fim. Que pena. Logo agora que estava nas suas “sete quintas” pouco restava até à meta.

 

Encontra alguns atletas que já tinham terminado e que o tentam animar com um “já falta pouco”. Avista-se a manga da meta. As últimas centenas de metros são a descer permitindo ganhar mais alguns lugares na classificação.

 

De assinalar que entre Homens e Mulheres terminaram 453 atletas. Um número pouco habitual para uma Corrida de “Trail. Espectacular. É, seguramente, uma prova a repetir.

Atletas que concluiram a prova: 453

Vencedor: JOÃO GINJA (Nutrimania Sports Nutrition) - 1:40:38

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 184)

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Classificação Geral: 315º - Classificação Masculina: 286ª - Classificação no Escalão M50: 45º

Tempo Oficial: 2:57:35/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:57:21

Tempo médio/Km: 7m:43s  <=> Velocidade média: 7,78Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Março

  • 6 - Trail da Barreira (Leiria) - 26 Km
  • 6 - Corrida das Lezírias (V. F. Xira) - 15,5 Km
  • 13 - Trilhos da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 13 - Corrida de Solariedade de Apoio à Vítima - 10 Km
  • 20 - Meia Maratona de Lisboa  - 21,0975 Km

 

publicado por Carlos M Gonçalves às 17:30

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Sexta-feira, 11 de Março de 2016

CORRIDA DAS LEZÍRIAS

Os Tartarugas não param em 2016 e no passado Domingo voltaram a estar em intensa atividade, assim enquanto o Carlos Gonçalves se atirava para mais um trail na Barreira em Leiria, o Frederico Sousa e o Carlos Teixeira participaram numa das mais carismáticas provas do calendário de atletismo a Corrida das Lezírias em Vila Franca de Xira.

 

Eram 08h23m sete minutos antes da hora combinada quando o Frederico chegou a minha casa para em conjunto fazermos a curta viagem até Vila Franca de Xira, estados de espírito um pouco diferentes fruto do resultado do Derby de Sábado lá fomos pondo a conversa em dia, com os anos de experiência curiosamente já não se fala muito da corrida que vamos ter pela frente.

 

Chegados a Vila Franca foi muito fácil surpreendentemente estacionar o carro em pleno centro  e deu tempo para de uma forma relaxada levantar os dorsais, voltar ao local onde estava o carro e depois efetuar um curto aquecimento até ao local da partida.

 

A temperatura foi fresquinha propícia para uma boa corrida, ocorreram alguns chuviscos, mas tivemos também uma agradável presença do sol.

 

O percurso foi igual à dos anos anteriores a partida e chegada junto ao complexo desportivo de Vila Franca de Xira, os primeiros 3 Kms e os últimos 3Kms no centro da Vila com passagem pela ponte até se entrar nas lezírias, aqui percorremos aproximadamente 9 kms e estranhamente apesar da chuva que caiu na véspera não encontrámos lama.

 

Ambos os tartarugas terminaram a sua prova dentro dos seus objetivos e contribuíram para o número de 1.547 atletas que completaram a prova.

 

A distância da prova foi diferente para os dois tartarugas um percorreu 15,360 Kms e outro 15,400 Kms, mas certamente não teve os 15,500 Kms previstos pela organização, não se percebe porque não acertam para 15, 16 ou mesmo os 15,5, todos anos a distância anunciada não é cumprida.

[CRÓNICA DE CARLOS TEIXEIRA]

 

Atletas que concluiram a prova: 1577

Vencedor: BRUNO LOURENÇO (Eq Holmes Place) - 0:51:53

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1376)

Classificação Geral: 535º - Classificação no Escalão M5559: 33º

Tempo Oficial: 1:15:15/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:14:40

Tempo médio/Km: 4m:49s  <=> Velocidade média: 12,46Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1377)

Classificação Geral: 1402º - Classificação no Escalão M5054: 137º

Tempo Oficial: 1:37:10/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:36:34

Tempo médio/Km: 6m:14s  <=> Velocidade média: 9,63Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Março

  • 6 - Trail da Barreira (Leiria) - 26 Km
  • 6 - Corrida das Lezírias (V. F. Xira) - 15,5 Km
  • 13 - Trilhos da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 13 - Corrida de Solariedade de Apoio à Vítima - 10 Km
  • 20 - Meia Maratona de Lisboa  - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 19:26

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Quinta-feira, 10 de Março de 2016

III TRAIL OFF-ROAD DA BARREIRA

Este foi mais um fim-de-semana no qual a equipa das LEBRES E TARTARUGAS esteve em grande actividade. Os nossos atletas representaram-nos em duas frentes bem distintas e distantes uma da outra.

 

O Frederico e o Carlos Teixeira regressaram a uma das provas emblemáticas e da qual o Frederico guarda especial recordação por ter cumprido a Corrida das Lezírias, anos atrás, com um grande lenho na cabeça. A prova de Vila Franca de Xira, objecto de outra crónica, tem um encanto muito especial por se disputar num misto de alcatrão e de terra batida e cujo traçado se desenvolve ao longo das duas margens do Rio Tejo.

 

Por sua vez o Carlos Gonçalves foi até à zona de Leiria participar no III Trail Off-Road da Barreira, prova de trilhos organizada pelo Clube de Atletismo local. Na sua terceira edição a prova deste ano incluía uma corrida de 12 quilómetros, dirigida aos menos preparados para longa distância mas com todos os ingredientes da prova principal, e tendo também como aliciante o facto de contar para o Campeonato Distrital de Trail Curto 2016. E também havia uma Caminhada na distância aproximada de dez quilómetros.

 

Depois da participação em 2015 o Trail da Barreira reunia um conjunto de situações que, em condições normais, nos afastariam de lá voltar. No meio do percurso travámos encontro com uma desagradável lixeira urbana com restos de sofás e de peças de automóveis. Por outro lado o Frederico guardava como recordação a mordidela de um cão que, aparentemente, nunca tinha mordido em alguém. A culminar o Carlos Gonçalves tinha bem gravado na memória as condições deploráveis com que em 2015 tinha feito a segunda metade da corrida com um ataque de cãibras que quase o levaram à desistência. Mas este era mesmo um novo desafio que este atleta queria superar.

 

Mas nem tudo foi desagradável. Na opinião do “trailista” Carlos Gonçalves o percurso delineado pela organização teve um encanto especial. Foi exigente, como aliás é normal em corridas de trilhos, mas sem levar os atletas ao desespero quando se formam longas filas para ultrapassar algum obstáculo que só pode ser feito por uma pessoa de cada vez. O tempo que perdemos nestas situações quebra o ritmo dos atletas. Assim, e apesar dos percalços do ano passado, este atleta ficou logo rendido a esta prova prometendo regressar em 2016. E se bem o prometeu melhor o fez.

 

Eram cinco e trinta da manhã quando o despertador acordou o atleta. Apesar de grande parte dos preparativos terem sido organizados de véspera não havia tempo a perder. De Casa até Leiria são perto de cento e cinquenta quilómetros. E ainda tinha de “acertar” com o trajecto certo até à Freguesia da Barreira.

 

No rescaldo do dérbi Lisboeta da véspera o Carlos Gonçalves decidiu homenagear o seu clube do coração correndo com a camisola da Corrida do Benfica. Depois da vitória do seu clube perante o histórico, mas digno, adversário, este atleta até confessou aos filhos que iria correr com redobrado ânimo. Correria o dobro se lhe fosse possível.

 

Eram oito da manhã. Sem qualquer sobressalto o atleta solitário das LEBRES E TARTARUGAS chegou muito a tempo de estacionar o carro e levantar o dorsal e “chip”  de controlo do tempo. Tendo algumas dúvidas relativamente ao caminho a seguir recorreu, embora contra os seus princípios, ao GPS do seu “Smartphone” para chegar o mais directamente ao local das hostilidades.

A animação começa cedo. E cedo também constacto que poucos são os que se vão abalançar à prova maior. O risco era, por conseguinte, maior. Acima de tudo pesava nos ombros deste atleta a responsabilidade de deixar uma boa imagem, e consequente prestação, da equipa das LEBRES E TARTARUGAS.

 

Quando todos se preparavam para a partida eis que que a manga insuflável decide “desfalecer”. A muito custo conseguiram injectar-lhe um pouco de ar para a manter de pé, pelo menos até à passagem de todos os atletas. Como é usual neste tipo de provas é feito um breve “Briefing” com a passagem de informações importantes, nomeadamente sobre o traçado e a identificação do percurso. Só que ou animação era tanta, ou o “speaker” falava muito baixo, o certo é que a maioria dos presentes pouco ou nada ouviu.

                                                                                                                                                                                                                                    

 

Poucos minutos passavam das nove horas da manhã quando, finalmente, é dado o “tiro de partida”. Este ano não houve uma partida simbólica seguida de uma outra já real mais à frente. Desta vez tudo começou mesmo em frente às instalações da Junta de Freguesia da Barreira. Os atletas do Trail Longo e do Trail Curto partiram em simultâneo. Os primeiros dois ou três quilómetros são diferentes do ano passado. Tudo o resto se mantem inalterável. E ainda bem.

 

Com atletas misturados das duas distâncias torna-se difícil ajuizar em que lugar nos encontramos. Alguns atletas passam-nos à frente. Olhando de soslaio verificamos que são do Trail Curto. Tudo bem. Não estamos a perder posição classificativa. Mas o nosso atleta solitário aproveita para entabular conversa com “algumas” atletas que o vão acompanhando. Algumas Lebres para fazer inveja aos seus colegas que ficaram por terras Ribatejanas ….

 

Perto dos dez quilómetros dá-se a separação dos dois grupos competitivos. Até este ponto o Trail da Barreira tinha mantido um percurso equilibrado. Sempre em “sobe e desce” e com alguns troços bem enlameados. Deste ponto para frente tudo se manteve igual à edição do ano passado. O encanto e a beleza desta corrida mantiveram-se. O Carlos Gonçalves, consciente dos problemas do ano passado, tratou de alimentar-se e de tomar as devidas providências (Gel, Barras, Energéticas, pastilhas de Magnésio e muita água) para que pudesse abordar esta fase na plenitude das suas capacidades. Quilómetro após quilómetro foi-se recordando da corrida do ano passado. Todos os troços estavam bem guardados na sua memória. Com uma boa gestão de esforço, uma prova da qual guardava boas recordações passou a ficar com lugar cativo nas suas preferências. A menos que algo de novo e mais surpreendente surja, O Trail da Barreira é, decididamente, uma prova para manter no Calendário. Ao longo do percurso não me canso de dizer para mim próprio, por vezes em voz alta, que "é disto que eu realmente gosto." É o perfeito contacto e união com a Natureza.

 

Pelo meio a tal lixeira a “céu aberto” volta a marcar encontro com os atletas. Não é agradável mas não é este pormenor que vai destruir todo o encanto do Trail da Barreira. Antes ainda travo encontro com um pequeno cão que surge, sem saber de onde, a ladrar para mim. Muno-me de um pequeno pau que entretanto encontro. Todo o cuidado é pouco. Nunca sabemos se se trata de um simpático animal doméstico que nos “aplaude à nossa passagem” ou de um cão selvagem que procura “ferrar” o dente em tudo o que mexe. Eu sei que não é por maldade. Muitas vezes são apenas inocentes animais que foram abandonados, e por vezes maltratados, pelos seus donos. Mas mais vale prevenir do que remediar.

 

À passagem por um Posto de Abastecimento de Combustível avisam-nos de que já falta pouco. De aí para a frente é só a descer. E como eu sabia que era mentira. Ainda teria pela frente mais alguns troços com pendente ascendente. A certa altura, ao atravessar uma estrada, avisam-me que falta cerca de um quilómetro. Foi aqui que em 2015 o Frederico foi mordido por um canídeo que nunca mordera ninguém.

 

Imbuído da mística que a minha camisola encerra digo para mim que é um quilómetro “à Benfica”. Lá mais abaixo avisto a estrada. Um fotógrafo de serviço aproveita para registar a passagem de mais um, um dos últimos certamente, atleta. Quando vê o emblema da minha camisola ainda comenta que não deveria tirar-me qualquer fotografia. Mas … certamente que era um “Sportinguista” com grande “ fair-play”.

 

O meu relógio marcava 25,9 quilómetros e 3 horas e 47 minutos quando termino a minha prova. Não me canso de dar elogios à prova e de que em 2017 voltarei.

 

No regresso a casa falo com os meus colegas das “Lezírias” informando-os de como tinha decorrido esta minha aventura. E aproveito, não inocentemente, para causar alguma inveja salientando a grande quantidade de lama que encontrei e tão do agrado do Frederico.

 

Atletas que concluiram a prova: 71

Vencedor: NÉLIO DOS SANTOS ALMEIDA (AC S. Mamede) - 2:07:51

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 254)

Classificação Geral: 68º - Classificação no Escalão M50: 13º

Tempo Oficial: 1:03:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:02:58

Tempo médio/Km: 8m:45s  <=> Velocidade média: 6,86Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Março

  • 6 - Trail da Barreira (Leiria) - 26 Km
  • 6 - Corrida das Lezírias (V. F. Xira) - 15,5 Km
  • 13 - Trilhos da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 13 - Corrida de Solariedade de Apoio à Vítima - 10 Km
  • 20 - Meia Maratona de Lisboa  - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:30

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Sábado, 5 de Março de 2016

ROTA DA FONTE DA PIPA

Não foram dez, nem onze nem doze. Foram exactamente 12,3 quilómetros que os atletas, que estiveram no passado fim-de-semana em Torres Vedras, tiveram de percorrer para completar mais uma edição da Rota da Fonte da Pipa. A quarta desde 2013.

 

Esta prova, organizada pela Casa do Benfica de Torres Vedras, tem conseguido reunir os condimentos necessários para atrair algumas centenas de atletas a um concelho da chamada zona saloia de Lisboa. A escassos cinquenta quilómetros da Capital, a Rota da Fonte da Pipa reúne um conjunto de ingredientes que tornam esta prova um pouco singular no meio do vasto calendário de corridas de cariz popular. A começar o facto de a distância ser acima da habitual dezena de quilómetros de uma prova de curta distância de “fundo”. Por outro lado a Rota da Fonte da Pipa tem ainda como aliciante uma parte da corrida, cerca de dois quilómetros, percorrer um trilho de “terra batida” com alguma irregularidade e lama tão do agrado dos adeptos das corridas de trilhos.

 

A fórmula vencedora está encontrada. E como “em equipa que ganha não se mexe” a organização tem optado, e muito bem, por manter inalterável aquilo que tem funcionado bem.

A zona de Torres Vedras começa a ser muito conhecida pelos atletas do chamado “Trail Running” com a realização de algumas corridas desta vertente na zona Oeste. Mas com a Rota da Fonte da Pipa os adeptos do alcatrão continuam a ter motivos de sobra para também eles visitarem esta região, nacionalmente conhecida pelos festejos carnavalescos, outrora também conhecida pelos múltiplos Moinhos de Vento que aqui foram implantados, e que alguns ainda se mantêm, se não em actividade pelo menos em bom estado de conservação.

 

É a terceira vez que a equipa das LEBRES E TARTARUGAS marca presença na Rota da Fonte da Pipa. Em 2014 os dois Carlos partiram à descoberta de uma nova corrida que lhes faltava ao seu vasto currículo. No ano seguinte foi a vez do Frederico se juntar ao Carlos Gonçalves e, na companhia do Sportinguista Hugo Ferreira, inscreverem o seu nome na Rota da Fonte da Pipa. Em 2016 o núcleo fundador das LEBRES E TARTARUGAS abraçou novamente o desafio desta corrida. Á última hora o Frederico teve de ser substituído indo no seu lugar um atleta bem mais novo, André Gonçalves, filho de um dos tartarugas, e que aceitou o desafio de uma corrida numa distância que nunca tinha percorrido.

 

Após o encontro prévio em Odivelas a equipa das LEBRES E TARTARUGAS partiu em direcção ao Oeste, não ao “Far West” por ser actualmente bem perto de Lisboa. Chegaram bem cedo, aliás mais cedo do que previam, porque quarenta quilómetros em auto-estrada cumprem-se num ápice, e só tiveram de encontrar a Casa do Benfica de Torres Vedras. Levantados os dorsais e chips” urgia encontrar um lugar para estacionar o carro e então calmamente nos prepararmos para a prova. Núvens ameaçadoras pairavam no céu sobre as nossas cabeças. E como o frio também marcava presença os atletas prepararam-se mentalmente para o pior.

 

Com o aproximar-se das dez horas deixamos para trás o aconchego do carro e partimos para um curto período de aquecimento. O Sol começou a aparecer atirando para outras paragens a ameaça de chuva. Já não foi mau.

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Os primeiros dois quilómetros são sempre a subir. É bom para aquecer os músculos. Segue-se um período de sobe e desce, com algumas partes em plano. Deixámos para trás o bulício, pouco, de uma cidade e entramos no chamado Mundo Rural. À entrada do sétimo quilómetro trocamos o alcatrão por um caminho agrícola, plano e com algumas zonas mais enlameadas. Estamos na melhor fase da corrida. Um pouco mais à frente regressamos à estrada. Mas por pouco tempo. Voltamos a uma estrada de acesso a algumas zonas de exploração agrícola.

 

Já com a cidade de Torres Vedras à vista retomamos definitivamente o alcatrão entrando na Circular da Cidade. Lá mais ao fundo vislumbramos a manga pneumática que assinala a Meta da Rota da Fonte da Pipa.

 

Mais uma corrida a juntar ao nosso rol de provas. O André cumpriu, com satisfação e algumas dores nos pés, uma corrida numa distância nunca antes feita, pelo menos em competição. Satisfeito mas cansado ficamos a aguardar pela sua presença numa nova oportunidade.

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Atletas que concluiram a prova: 547

Vencedor: PEDRO MORAIS NOGUEIRA (Casa do Benfica de Torres Vedras) - 0:42:29

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 318)

Classificação Geral: 299º - Classificação no Escalão M5054: 51º

Tempo Oficial: 1:03:27/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:02:58

Tempo médio/Km: 5m:07s  <=> Velocidade média: 11,72Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 319)

Classificação Geral: 266º -  Classificação no Escalão M5559: 41º

Tempo Oficial: 1:01:13/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:46

Tempo médio/Km: 4m:56s  <=> Velocidade média: 12,15Km/h (*)

 

ANDRÉ GONÇALVES (Dorsal Nº 320)

Classificação Geral: 452º - Classificação no Escalão: Não considerado por ter corrido com o dorsal de outro Atleta

Tempo Oficial: 1:13:54/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:13:24

Tempo médio/Km: 5m:58s  <=> Velocidade média: 10,05Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Corridas do Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 21 - GP Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km

Calendário para o Mês de Março

  • 6 - Trail da Barreira (Leiria) - 26 Km
  • 6 - Corrida das Lezírias (V. F. Xira) - 15,5 Km
  • 13 - Trilhos da Costa Saloia (Mucifal) - 23 Km
  • 13 - Corrida de Solariedade de Apoio à Vítima - 10 Km
  • 20 - Meia Maratona de Lisboa  - 21,0975 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 20:44

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

GRANDE PRÉMIO DE ATLETISMO DE ALGUEIRÃO/MEM MARTINS

As LEBRES E TARTARUGAS iniciaram o ano de 2016 em franca actividade. Só no primeiro fim-de-semana deste ano é que nenhum dos nossos atletas esteve em competição. Daí para cá um, dois, ou mesmo três dos nossos fundadores, têm honrado a camisola que muito orgulhosamente vestem levando o nome da nossa equipa às mais variadas provas. E, contrariando a tendência do ano passado, a equipa apresentou-se em Mem Martins na sua máxima força. Aliás parece que estes três amigos querem mesmo atingir rapidamente o número mágico das duzentas corridas em equipa. Depois de longos meses em que o mais difícil foi mesmo reunir os três fundadores das LEBRES E TARTARUGAS numa mesma corrida, terminámos 2015 em grande com a participação de seguida nas três provas habituais do fecho do ano.

 

Do nosso calendário de provas para o primeiro trimestre de 2016 não constava a participação nesta corrida. Mas, como é sempre melhor correr acompanhado do que treinar sozinho, acabámos por, contra ventos e marés, nos inscrevermos pela terceira vez numa prova que desafiámos um pouco por acaso em 2012. Nessa altura era apenas o Grande Prémio de Mem Martins, uma corrida que parecia não ter grandes motivos de interesse. E às vezes a surpresa vem de onde menos se espera. E foi assim que em 2015 o Frederico e o Carlos Gonçalves voltaram a este local na companhia do Pedro Antunes, um Tartaruga não fundador mas já com o estatuto de nosso membro. Como consequência da união de algumas freguesias a prova foi rebaptizada de Grande Prémio de Aletismo de Algueirão/Mem Martins. Mas todos os ingredientes se mantiveram intactos.

 

Mais do que uma simples corrida de dez quilómetros, na qual imprimimos um ritmo bastante superior ao habitual nos nossos treinos, o traçado do percurso continua a ter os condimentos essenciais para quem pretende um treino um pouco mais exigente. Apenas o início e o fim é que são predominantemente planos. Logo à entrada do quilómetro dois temos pela frente uma subida bem desgastante e que voltaremos a repetir um pouco mais à frente. Toda a corrida é um pouco em zigue-zague ascendente e descendente. É o tipo de percurso ideal para quem pretende fazer um treino intervalado, mais conhecido por “fartlek”, com constantes alterações do ritmo cardíaco.

 

Com partida e chegada em frente às instalações dos Bombeiros Voluntários a logística ficou mais fácil. E como estacionar o carro não é um grande problema então os atletas apenas se têm de preocupar em chegar a horas para o levantamento dos dorsais e calmamente se equiparem e aquecerem os músculos e as articulações para a corrida. Tudo sem “stress”.

 

No caso das LEBRES E TARTARUGAS o Frederico tratou de, alguns dias antes, ir directamente às instalações da Xistarca levantar os nossos dorsais. Foi menos uma “dôr de cabeça” para o dia da prova. Assim a hora do encontro da equipa, como habitualmente à porta da casa do Frederico, ficou para um pouco mais tarde do que o habitual. Do Bairro do Restelo até Mem Martins são pouco mais de quinze minutos, isto se não nos perdêssemos. Mas tínhamos de evitar uma gigantesca operação de "Auto Stop” que a Polícia tinha montado em frente ao Bairro de Caselas, e logo no sentido Lisboa Sintra. Se não encontrássemos um percurso alternativo iríamos perder algum tempo com todas as formalidades da Polícia. No mínimo seriam uns quinze a vinte minutos e se não decidissem implicar com alguma coisa que eles sempre descobrem para complicar a vida do maior dos inocentes. Às voltas pelo Restelo e pela Serra do Monsanto conseguimos chegar sãos e salvos até Pina Manique. Apanhando o IC 19 rapidamente chegamos ao local da partida da prova. Encontrar lugar para estacionar o nosso carro não foi muito difícil. Ainda tivemos tempo para um curto aquecimento.

 

Às dez horas toca a sirene dos Bombeiros dando início à Corrida principal. Os atletas lançam-se à estrada. Os repetentes conhecem o percurso e preparam-se mentalmente para o que os espera.

 

Depois de ultrapassados todas as dificuldades, e perto da marca dos oito quilómetros, encontramos os participantes da Caminhada. Em ambiente de festa cumprimos a parte final da prova. Passando por baixo da linha do caminho-de-ferro deixamos para trás o último troço em subida. Começa a aceleração até à meta. Nos derradeiros metros tentamos queimar alguns preciosos segundos ao nosso tempo de corrida. E, se possível, ultrapassar algum atleta mesmo em cima da meta.

 

O Sol resplandecente ameniza o frio que se fazia sentir. Já no repouso final, e enquanto esperamos uns pelos outros, dedicamos algum tempo aos necessários e aconselháveis alongamentos.

 

Foi a centésima vigésima quinta prova em conjuntos das LEBRES E TARTARUGAS. Não paramos e no próximo Domingo regressaremos a Torres Vedras para participar na Rota da Fonte da Pipa.

 

Atletas que concluiram a prova: 408

Vencedor: ANDRALINO FURTADO (Sporting CP) - 0:32:50

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 298)

Classificação Geral: 343º - Classificação no Escalão M5054: 40º

Tempo Oficial: 1:00:24/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:06

Tempo médio/Km: 6m:01s  <=> Velocidade média: 9,98Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 299)

Classificação Geral: 133º -  Classificação no Escalão M5559: 10º

Tempo Oficial: 0:47:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:47:34

Tempo médio/Km: 4m:45s  <=> Velocidade média: 12,61Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 300)

Classificação Geral: 202º - Classificação no Escalão M5559: 16º

Tempo Oficial: 0:51:12/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:50:54

Tempo médio/Km: 5m:05s  <=> Velocidade média: 11,79Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 21 - GP Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 23:55

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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

CORRIDA DA ÁRVORE - 2016

200

Sexta participação da equipa das LEBRES E TARTARUGAS na Corrida da Árvore. E repetindo a nossa primeira presença no ido ano de 2011, cinco anos depois a equipa regressa completa a um ambiente de onde guardamos boas recordações. A Serra do Monsanto, um pouco à imagem da Serra de Sintra, tem um ambiente muito próprio e que nos tem propiciado experiências únicas e que nos ficam na memória, muito particularmente a Lisbon Eco Marathon.

 

Mas quem estiver a ler esta crónica certamente que perguntará o que significam aqueles algarismos com que se inicia este texto. Acima de todas as recordações, a nossa presença nesta corrida assinala um marco que envolve directamente os três atletas fundadores das LEBRES E TARTARUGAS. Isoladamente ou em equipa, dentro ou fora das LEBRES E TARTARUGAS, a prova deste fim-de-semana regista a corrida número duzentos do Frederico Sousa, atingindo um feito que os seus outros dois colegas já tinham alcançado. Agora até parece fácil chegar a este número tal a profusão de corridas que temos ao nosso dispor. Mas se recuarmos alguns anos, no tempo em que a corrida ainda não tinha entrado na moda como agora se diz, a oferta era relativamente escassa e, sobretudo, pouco divulgada. A participação em corridas de cariz mais popular resumia-se às mais propagandeadas como eram as duas Meias-Maratonas de Lisboa – Ponte 25 de Abril e Ponte Vasco da Gama – a Corrida do Tejo e a São Silvestre de Lisboa. Neste momento é tudo mais fácil. E não temos só as provas de estrada mas também as de “trail”. O mais difícil neste momento é a escolha da corrida para cada fim de semana. E temos também de resistir a alguns apelos sob pena de entrarmos em saturação. Não é isso que queremos. O nosso principal objectivo é que daqui a mais dez, quinze, e porque não vinte anos, ainda nos vejamos a correr juntamente com os mais novos, certamente com idade para serem nossos netos. Não queremos parar, porque, como diz o ditado, “parar é morrer”.

 

E neste último fim de semana não parámos. A Corrida da Árvore não fazia parte dos nossos planos iniciais. Mas como se realizava em Lisboa, perto de casa de cada um nós, decidimos que o melhor treino dominical seria fazê-lo em companhia. E para isso nada melhor do que nos inscrevermos numa qualquer corrida que estivesse programada para essa data. Apesar das condições meteorológicas não serem as mais convidativas (frio, vento e chuva ), os três comparsas reuniram-se junto ao Restaurante dos Montes Claros para participarem em mais uma edição da Corrida da Árvore. Atendendo ao elevado número de atletas inscritos o mais difícil era mesmo encontrar lugar para estacionar os carros. A hora marcada para o encontro das LEBRES E TARTARUGAS era as dez da manhã. O Carlos Teixeira chegou com vinte minutos de avanço e já se viu em palpos de aranha para encontrar um buraco onde estacionar o seu BMW. O Frederico foi de boleia. O Carlos Gonçalves já encontrou o trânsito cortado na recta de partida pelo que teve de deixar o seu “bolinhas” do outro lado da auto-estrada de Cascais. Como a hora da partida se aproximava rapidamente teve de dar uma corrida até chegar junto dos seus dois companheiros. Foi o aquecimento tantas vezes descurado.

 

Mal havia tempo para nos aprontarmos para a corrida. Colocados os dorsais e os chips saímos do conforto do carro do Catela e enfrentámos o frio e a chuva que começava a aparecer. Esta foi uma das manhãs que convidava a tudo menos à corrida. Como dizia um dos atletas a vantagem de nos inscrevermos numa prova é que assim somos mesmo obrigados a sair de casa e fazer um pouco de exercício. Caso contrário o mais provável era , ao nos darmos conta do frio e da chuva que reinavam nesta manhã de Dmingo, ficarmos no aconchego do lar adiando o treino dominical à espera que as condições melhorassem. E se continuasse a chover, como assim se verificou, ficaríamos em casa, sequinhos mas com um sentimento de culpa que nos iria acompanhar e atormentar ao longo de todo o dia de Domingo. Sofrer também é viver e é o melhor remédio para nos prepararmos, pelo menos ao nível psicológico, para o desgaste de mais uma semana de trabalho. “Sofres mais quando corres ou quando não sais para correr?” Esta frase, que encontramos estampada nas camisolas de alguns atletas, traduz bem o sentimento dos “runners” e como o desporto é um terrível mas saudável vício. Começar não custa. O que custa é largar.

 

A Corrida da Árvore não nos trouxe novidades. O mesmo percurso de sempre, pelo menos das últimas edições. O grande aglomerado de atletas dificultou um pouco o início da corrida. Mas rapidamente tudo se recompôs e cada atleta facilmente se encaixou no seu ritmo. Sendo predominantemente a descer na primeira metade tínhamos na nossa cabeça a lenta e gradual subida da segunda parte agravando-se entre o oitavo e o nono quilómetros. Chegados à rotunda dos Montes Claros era sempre a descer até à meta instalada junto à Alameda Keil do Amaral. Como o mote da corrida era o da preservação da natureza os atletas são convidados a levarem consigo um pequeno pinheiro para o plantarem e acompanharem o seu crescimento.

 

Atendendo às condições meteorológicas que se faziam sentir os atletas das LEBRES E TARTARUGAS tinham combinado previamente que quando cada um terminasse a prova não esperaria pelos outros e dirigir-se-ia de imediato ao local do encontro inicial. Já dentro do carro a chuva começa a cair com maior intensidade que, devido ao frio, cai sob a forma de granizo. Cada um regressa a casa com a satisfação do dever cumprido. E já só pensamos nas próximas corridas.

 

Atletas que concluiram a prova: 2277

Vencedor: JOÃO PEREIRA (Sport LIsboa e Benfica) - 1:05:29

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 1007)

Classificação Geral: 713º - Classificação no Escalão M5054: 72º

Tempo Oficial: 1:00:59/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:00:26

Tempo médio/Km: 6m:03s  <=> Velocidade média: 9,93Km/h (*)

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 1008)

Classificação Geral: 257º -  Classificação no Escalão M5559: 14º

Tempo Oficial: 0:50:26/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:49:53

Tempo médio/Km: 4m:59s  <=> Velocidade média: 12,03Km/h (*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 1009)

Classificação Geral: 457º - Classificação no Escalão M5559: 31º

Tempo Oficial: 0:55:04/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 0:54:31

Tempo médio/Km: 5m:27s  <=> Velocidade média: 11,01Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 21 - GP Algueirão/Mem Martins - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 21:06

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

20 KMS DE CASCAIS

No Domingo de Carnaval os Lebres e Tartarugas estiveram mais uma vez representados em mais uma edição dos 20 KMS de Cascais. Os atletas Carlos Teixeira, Hugo Ferreira e Frederico Sousa reuniram-se em casa deste último e seguiram todos juntos até à vila mais bela de Portugal estacionando a viatura muito próximo da casa do professor Marcelo futuro Presidente da Republica. Colocados os dorsais e os chips os tartarugas fizeram um curto aquecimento na direção dos WC dado que 2 dos 3 atletas estavam mesmo aflitos. Após o serviço os 3 tartarugas separaram-se para os respetivos blocos de partida, não sem antes efetuarem a habitual celebração e combinar o local de encontro final que como habitualmente foi na estátua do rei D. Pedro I. A partida deu-se às 10h em ponto com muitos participantes de ambos os sexos alguns deles como é hábito nesta prova apresentaram-se mascarados. O percurso teve um traçado igual ao da edição anterior, partida na baía de Cascais, passagem pelo centro, subida da avenida 25 de Abril, descida da avenida da republica em direção à marina e quartel e depois a passagem pela boca de inferno atingindo-se o 6KM próximo da zona da Guia. Cumpridos os primeiros 6km talvez a parte mais difícil da prova (com exceção da subida do farol da Guia aos 17km), foi correr até perto do Guincho com uma temperatura agradável muito quente para o Frederico que queria a chuva da noite anterior ou muito frio, mas acabou por apanhar com sol temperado com algum vento que não era muito forte, mas não deixou de dificultar alguns KMS da prova. No kM 11,3 retornamos em direção a Cascais sendo a maior dificuldade a subida do farol da Guia mas a partir daí e principalmente após o KM 18 foi sempre a descer até à meta instalada na baía de Cascais tal como tinha sido a partida. No regresso falámos com o tartaruga Carlos Gonçalves que nos trocou por um trail em Bucelas que adorou e que segundo referiu tinha muita lama o que provocou muita inveja no Frederico!!!!!

[Crónica de Carlos Teixeira]

 

Atletas que concluiram a prova: 2277

Vencedor: JOÃO PEREIRA (Sport LIsboa e Benfica) - 1:05:29

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 936)

Classificação Geral: 776º - Classificação no Chip: 740º - Classificação no EscalãoV50: 75º

Tempo Oficial: 1:38:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:38:30

Tempo médio/Km: 4m:55s  <=> Velocidade média: 12,18Km/h (*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 937)

Classificação Geral: 2083º - Classificação no Chip: 2087º - Classificação no EscalãoV50: 202º

Tempo Oficial: 2:10:55/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 2:09:10

Tempo médio/Km: 6m:28s  <=> Velocidade média: 9,29Km/h (*)

 

HUGO FERREIRA (Dorsal Nº 938)

Classificação Geral: 1234º - Classificação no Chip: 1256º - Classificação no Escalão: Não considerado por ter corrido com o Dorsal de outro atleta (V60)

Tempo Oficial: 1:48:37/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:46:47

Tempo médio/Km: 5m:20s  <=> Velocidade média: 11,24Km/h (*)

 

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 00:30

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

TRAIL BUCELAS/AVENTURA

O que fazia, neste fim-de-semana carnavalesco, um atleta das LEBRES E TARTARUGAS sozinho no Trail de Bucelas quando os seus companheiros de equipa participavam na tradicional prova dos 20 Kms de Cascais? Certamente que o desejo de abraçar novos desafios. E porque razão o deixaram desprotegido e à mercê de uma qualquer LEBRE trailista que marcasse presença na prova de Bucelas?

 

A corrida está na moda. Este é um “slogan” muito repetido nos últimos anos. E o “Trail Running” começa a “desviar” muitos dos atletas que tradicionalmente se inscreviam em provas de estrada de cariz essencialmente popular. Como dizia neste fim-de-semana em Bucelas um atleta nosso amigo, nas corridas de estrada “andamos sempre na Red Line. Não temos tempo para disfrutar a corrida e a paisagem, estando mais preocupados na quebra de recordes”. E é por este pequeno/grande detalhe que cada vez mais os chamados atletas populares começam a optar por trocar o alcatrão pelos trilhos, com todos os percalços que habitualmente surgem pela frente.

 

Quando estava a tratar das inscrições da nossa equipa para os 20 Km de Cascais o Tartaruga Carlos Gonçalves descobriu o Trail de Bucelas e não pensou duas vezes. De imediato decidiu regressar a um local de boa memória onde participou numa das mais belas provas de Trail e que se realizou na Noite das Bruxas de 2015.

 

A corrida estava marcada para as nove horas da manhã, sendo antecedida pela habitual recepção e “briefing” aos atletas. Assim este atleta decidiu dispensar o descanso extra propiciado por um fim-de-semana e acertou o despertador para as seis horas da matina como se se tratasse de um dia normal de trabalho. Uma prova de “Trail” exige outros preparativos como sejam a organização do “kit de sobrevivência”, constituído por Mochila do tipo Camel Bak com reservatório de água, suplementos alimentares e energéticos, e equipamento de substituição para o caso de chegar ao fim completamente enlameado (o que na realidade veio a acontecer). E como o desgaste iria ser maior o pequeno-almoço também deveria ser mais reforçado.

 

A chegada a Bucelas fez-se sem percalços. A pouco mais de cinquenta quilómetros de sua casa as estimativas apontavam para uma viagem curta com uma duração aproximada de quarenta minutos. É bom chegar cedo, encontrar um lugar para o carro, e, tranquilamente, ir à procura do local de funcionamento do Secretariado para levantamento do seu dorsal. Eram oito de manhã e já o atleta descansava dentro da sua viatura. Ao som da Antena 3, dava os últimos retoques no seu equipamento e verificava que nada lhe faltava. E tinha margem de manobra para as habituais idas a uma casa de banho para se libertar de líquidos extras …

 

Uma primeira ida à zona da partida para sentir o pulsar da prova e aferir o grau de participação de atletas neste Trail às portas de Lisboa. O movimento era bastante grande e perturbador da habitual calma reinante nesta freguesia de Loures. Em provas de montanha, e quando a participação feminina se faz sentir em maior grau, o colorido invade as ruas. Os “trailistas” têm um equipamento muito particular, desde as meias/perneiras de compressão até aos impermeáveis corta-ventos, em cores berrantes e visíveis mesmo em condições de fraca luminosidade.

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O reencontro com um atleta de outras provas serve para registar a presença do Tartaruga numa terra onde o Vinho é um grande símbolo.

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À hora certa é feita a contagem decrescente para o início da corrida. O primeiro quilómetro, ainda em alcatrão, é feito sempre a subir. Passados cerca de 450 metros faz-se sentir a presença de alguns chuviscos coincidindo com a entrada, finalmente, em terra batida. À medida que vamos avançando uns continuam a correr enquanto que outros, talvez a pouparem-se para o que aí vem, alternam entre a corrida e o passo acelerado.

 

Os quilómetros vão-se sucedendo. E como as provas de montanha são tão belas. Umas vezes a subir e outras a descer vamos alternando de posições classificativas (isso existe em corridas de montanha?). Umas atletas chamam a atenção pelas suas saias coloridas e feitas de fitinhas de fino papel brilhante a lembrar o Carnaval. “Podemos sujar os sapatos e as meias. Só não podemos é sujar as nossas saias”, dizia uma delas.

 

Por volta dos sete quilómetros encontramos o primeiro abastecimento. Os atletas mais atrasados conseguem, momentaneamente, alcançar os mais adiantados. Mas por pouco tempo. E, como mais à frente iremos comprovar, cada ponto de abastecimento está sempre localizado antes de uma subida mais exigente.

 

A lama começa a dar os seus primeiros sinais. E também começamos a disfrutar de novas emoções. Pela frente teremos de atravessar duas ribeiras com o auxílio de cordas, elementos essenciais para não cairmos. E quem quisesse ultrapassar estes obstáculos sem molhar os pés o melhor era ter ficado em casa.

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Estamos sensivelmente a meio da prova e lembramo-nos, para quem conhece, os Trilhos do Almourol. O sinal de Perigo surge pela primeira vez avisando-nos de que na descida que temos pela frente todo o cuidado é pouco. Olhando para a frente e para cima vemos um serpenteado de atletas monte acima. Só que não nos apercebemos do que realmente nos espera. Uma subida íngreme quanto baste e normal para uma prova de “Trail”. Pois. Só que pior do que o declive temos a lama como maior obstáculo. A partir de certa altura vale tudo. Tentamos encaixar os pés nos socalcos deixados pelos atletas que nos precederam. Mesmo assim a tracção começa a faltar. Deita-se a mão a algum ramo que sirva de bastão e que ajude naquela subida interminável. De vez em quando olha-se para cima e só se vez lama e mais lama. A certa altura, quando o piso parece escorregar sob os nossos pés, a maior preocupação não é tanto subir mas evitar deslizar por ali abaixo. Agarramo-nos a toda a vegetação existente em redor. Uns breves segundos de descanso e tentamos retomar a nossa caminhada.

 

Subitamente o “Black”, um Labrador com o qual nos tínhamos já cruzado nos primeiros quilómetros, passa por nós com uma ligeireza tremenda no meio daquele imenso lamaçal que nos faz desejar ser, pelo menos uma vez na vida, um cão. A tracção total faz a sua diferença. E do Black nunca mais vimos sinais. Finalmente atingimos o topo. Um pequeno cartaz, com um “smile”, dá-nos os parabéns pelo nosso feito. Conscientes de termos ultrapassado o pior bocado enfrentamos o que nos resta de “peito feito”.

 

Aos dezassete quilómetros temos o terceiro abastecimento. Estrategicamente montado antes da última subida, como alguém muito a propósito refere. Se bem que as energias já não sejam as mesmas, atacamos esta fase conscientes de que pouco nos falta. Lá em cima avistamos alguns geradores eólicos. A andar, porque as forças já não abundam, vencemos o último obstáculo. Mas nem sempre podemos descansar numa descida, ainda por cima quando, em determinado ponto, encontramos uma árvore forrada com espuma. Será para amortecer algum atleta que possa perder o controlo na descida?

 

Finalmente reentramos no alcatrão. São só mais quatrocentos metros até à meta. De volta ao local da partida, e ao som da entrega dos prémios para os melhores classificados, um grupo de atletas conclui a sua prova. Para a posteridade fica registado o estado lastimoso com que o único representante das LEBRES E TARTARUGAS terminou o Trail de Bucelas. Apenas teve de pedir a uma atleta para registar esse momento com o seu telemóvel.

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Depois de cumpridos alguns, possíveis, alongamentos musculares, era altura de regressar a casa. Volto a reencontrar o símbolo vínico da Região de Bucelas. É tempo de registar o momento final do “depois” da corrida. O nosso isolado atleta olha em redor à procura de alguém que se disponha a uma fotografia final. Encontra duas atletas mascaradas que, sem qualquer hesitação, acedem ao pedido do desgastado, mas feliz, Tartaruga. “Estávamos mesmo à procura de alguém que nos tirasse uma fotografia com o nosso telemóvel”, diz uma delas. Meu dito, meu feito. Um favor paga-se com outro favor.

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E também me autorizam a tirar uma fotografia delas para o nosso blogue.

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É de fazer inveja aos restantes Tartarugas que ficaram por Cascais.

 

Atletas que concluiram a prova: 479

Vencedor: FÁBIO FONTOURA (A Minha Corrida/Kalenji) - 1:37:29

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 388)

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Classificação Geral: 414º - Classificação no Escalão M60: ND

Tempo Oficial: 3:32:51/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 3:32:40

Tempo médio/Km: 10m:08s  <=> Velocidade média: 5,92Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 01:10

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016

CORRIDA FIM DA EUROPA

“Dificilmente haverá prova mais bonita!"

Uma frase Feliz de “O Mundo da Corrida” transformou-se no lema oficial da Corrida do Fim da Europa. Por ele, ou talvez nem só, este prova tem vindo a atrair, ano após ano, um número crescente de participantes. E o “click” maior deu-se quando no ano de 2012, por dificuldades de apoio, não se realizou a prova. No seu lugar tivemos o “Treino do Fim da Europa” com o mesmo percurso e com a presença de algumas centenas de participantes. O espírito mantinha-se vivo. Todos os que tiveram o orgulho de estar nesta elite de indefectíveis apoiantes da Corrida do Fim da Europa ficaram com a garantia de que dificilmente a mesma deixará de se realizar.

 

A edição deste ano foi a mais concorrida de sempre com a bonita marca de 2480 atletas a partirem de Sintra e a chegarem ao Cabo da Roca. Uma vez mais a organização escalou os atletas em dois blocos de partida para assim se evitarem congestionamentos maiores ainda dentro da Vila e ao longo dos primeiros quilómetros.

 

A maior dificuldade da Corrida Fim da Europa não está na dureza do percurso. Todos sabemos que começamos com perto de três quilómetros sempre a subir até que entramos definitivamente na magia da Serra de Sintra. E mesmo aquela terrível subidinha perto do décimo quilómetro, após o segundo abastecimento, já é assumida por todos como parte integrante do programa e da beleza da corrida. E os últimos seis quilómetros, vertiginosamente sempre a descer, também não nos dão descanso. Mas estamos todos preparados física e psicologicamente para estes desafios. O grande, mesmo grande, problema está na logística. Todos os anos temos de deixar um carro o mais próximo possível da chegada e que nos levará de volta a Sintra. Desta vez o Frederico foi de véspera assegurar o parqueamento do seu caro em Azóia, num local tão perto quanto possível da Meta mas que não ficasse dentro do perímetro de corte de trânsito. E ficou novamente adiado o nosso desejo, pelo menos de alguns, de, após terminar a corrida, regressarmos à zona da partida efectuando o percurso em sentido inverso. Fica para o ano que vem.

 

O ponto de encontro da equipa das LBRES E TARTARUGAS – Carlos Teixeira, Frederico, João Valério, Carlos Gonçalves e Hugo – foi a casa do Frederico. Não sendo necessário irmos deixar um carro perto da chegada marcámos como hora de partida as oito e meia da manhã. Não nos poderíamos atrasar muito pois o estacionamento em Sintra também é difícil.

 

Pelo caminho o Frederico repetia vezes sem conta que já tinha no bolso o comando do portão da sua garagem. Na realidade ele queria referir-se à chave do seu automóvel sem esquecer o episódio de há uns anos atrás em que deu ao Carlos Gonçalves não a chave da carrinha monovolume mas o comando do portão da garagem.

 

Chegados a Sintra no carro do Tartaruga Catela tempos de procurar um lugar para estacionarmos. Uma vez mais descobrimos um dos últimos lugares no Parque do costume e bem mesmo por baixo do local da partida. Os atletas preparam-se para a grande prova. O Frederico mostra-se-nos com um novo visual com umas perneiras de compressão de um deslumbrante amarelo fluorescente. Com um “cinto de ligas”, como frisou o Carlos Teixeira.

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 A temperatura não era tão baixa como costuma ser habitual nesta altura do ano. Os quatorze graus que se faziam sentir até eram de algum calor, pelo menos para o Frederico. Poucas caras conhecidas, talvez porque a afluência de atletas fosse bastante grande.

 

Às dez horas é dado o sinal de partida. A correr ou a andar começa a escalada da Serra de Sintra. Num percurso que não tem sofrido alterações, pelo menos nas últimas sete edições em que temos participado, o encanto continua a ser o mesmo. Para quê mudar um conceito vencedor? A tradição ainda é o que era. E mudar só por mudar …

 

Logo de início o nosso grupo desfaz-se. Cada um vai no seu ritmo e em consonância com os seus propósitos. Todos os obstáculos vão sendo ultrapassados. Uma grande vantagem em já conhecermos o trajecto é estarmos muito melhor apetrechados mentalmente para as suas dificuldades.

 

Os últimos seis quilómetros sempre a descer revelam-se, por vezes, bem mais cansativos do que as subidas que ficaram para trás. À entrada da localidade de Azóia, com o Cabo da Roca já bem visível, sentimos o apoio popular que nos empurra até à meta. “Ânimo, já falta pouco”. Um atleta responde “ânimo temos, pernas é que já não”… Com ou sem pernas conseguimos chegar ao extremo mais ocidental da Europa, “onde a terra acaba e o mar começa”. Com a meta mesmo à nossa frente, e após uma última subidinha, entramos num empedrado irregular que dificulta de sobremaneira o final da corrida. As pernas parecem totalmente descomandadas e daí até ao “espalhanço” vai uma curta distância.

 

Pouco a pouco vão chegando os Tartarugas. Reencontram-se alguns conhecidos. É a hora do regresso a casa. Mais uma Corrida do Fim da Europa concluída. E no próximo ano voltaremos.

 

Atletas que concluiram a prova: 843

Vencedor: RUI TENRINHO (Benfiquista) - 0:34:08

 

CARLOS TEIXEIRA (Dorsal Nº 209)

Classificação Geral: 700º - Classificação no Escalão M55: 16º

Tempo Oficial: 1:29:03/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:27:47

Tempo médio/Km: 5m:11s <=> Velocidade média: 11,58 Km/h(*)

 

FREDERICO SOUSA (Dorsal Nº 210)

Classificação Geral: 2057º - Classificação no Escalão M50: 142º

Tempo Oficial: 1:52:08/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:50:51

Tempo médio/Km: 6m:32s <=> Velocidade média: 9,17 Km/h(*)

 

CARLOS GONÇALVES (Dorsal Nº 208)

Classificação Geral: 1284º - Classificação no Escalão M55: 44º

Tempo Oficial: 1:37:31/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:36:14

Tempo médio/Km: 5m:41s  <=> Velocidade média: 10,56Km/h (*)

 

JOÃO VALÉRIO (Dorsal Nº 211)

Classificação Geral: 1535º - Classificação no Escalão M60: 109º

Tempo Oficial: 1:41:53/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:40:32

Tempo médio/Km: 5m:56s  <=> Velocidade média: 10,11Km/h (*)

 

HUGO FERREIRA (Dorsal Nº 1450)

Classificação Geral: 1239º - Classificação no Escalão M40: 274º

Tempo Oficial: 1:37:00/Tempo Cronometrado (Tempo do Chip): 1:35:45

Tempo médio/Km: 5m:39s  <=> Velocidade média: 10,62Km/h (*)

(*) - O Tempo médio/Km e a Velocidade média foram calculados em função dos tempos cronometrados (tempo do chip)

 

Corridas do Mês de Janeiro

  • 10 - GP de Atletismo do Camarnal (Camarnal/Alenquer) - 10 Km
  • 17 - Corrida dos Adeptos e dos Simpatizantes (Lisboa) - 10 Km
  • 23 - Lisboa a Mexer - Centro Histórico (Lisboa) - 10 Km
  • 31 - Corrida do Fim da Europa (Sintra/Cabo da Roca) - 16,945 Km

Calendário para o Mês de Fevereiro

  • 7 - Trail de Bucelas (Bucelas) - 21 Km
  • 7 - 20 Kms de Cascais (Cascais) - 20 Km
  • 14 - Corrida da Árvore (Lisboa/Monsanto) - 10 Km
  • 28 - Rota da Fonte da Pipa (Torres Vedras) - 12 Km
publicado por Carlos M Gonçalves às 17:13

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